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As principais informações e novidades do coop no Brasil e no mundo!
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As principais informações e novidades do coop no Brasil e no mundo!
NOTÍCIAS
04/05/2026
FENCOOP® amplia o impacto do cooperativismo no Pará ao conectar histórias, negócios e oportunidades
Mais do que uma vitrine de produtos, a Feira de Negócios do Cooperativismo Paraense – FENCOOP®, se tornou um espaço estratégico de conexão entre cooperativas, mercado e sociedade. Em sua 6ª edição, o evento reforçou o papel do cooperativismo como motor de desenvolvimento econômico e social no estado, ao reunir diferentes segmentos produtivos e dar visibilidade a histórias que nascem da coletividade. A proposta é aproximar quem produz de quem consome, além de estimular parcerias e ampliar horizontes para centenas de cooperados.
Para a diretora de Cooperativismo na Sedeme, Luziane Sena, a feira também cumpre um papel institucional importante ao integrar diferentes atores do setor. “Trouxemos os conselheiros para dentro da feira justamente para que eles conheçam de perto a realidade das cooperativas e entendam como podem contribuir para o fortalecimento do setor. A FENCOOP® é esse espaço que mostra a força do cooperativismo paraense e cria pontes para que ele cresça ainda mais”, destacou.
Esse avanço pode ser percebido na prática, nas histórias de quem vive o cooperativismo no dia a dia. Há quase três décadas nas ruas de Belém, os motoristas da Cooperativa de Táxi da Doca encontraram na união uma forma de transformar o serviço e garantir mais autonomia. Criada há 28 anos, a cooperativa nasceu da necessidade de organizar o trabalho e oferecer mais qualidade à população. Hoje, com 112 cooperados, o sistema funciona de forma integrada, com atendimento via call center e distribuição automatizada das corridas.
O diretor-secretário, Kellivan Moraes, diz que o modelo fortalece tanto o coletivo quanto o individual. “Todo mundo é dono e cada um faz o seu horário. A gente se uniu para prestar um serviço com mais qualidade, segurança e conforto. E, ao mesmo tempo, cada cooperado constrói sua própria renda. A cooperativa existe justamente para dar suporte a tudo isso”, explicou.
Na Ilha do Combu, o cooperativismo também mudou a forma de viver e trabalhar. O que antes era uma economia baseada principalmente no açaí e no cacau, hoje encontra no turismo sua principal fonte de renda.
A COOPPERTRANS COMBU, que reúne 51 cooperados, nasceu com apenas três embarcações e, ao longo dos anos, expandiu sua atuação até se tornar essencial para o fluxo de visitantes na região. Atualmente, são cerca de 50 lanchas operando entre travessias e roteiros turísticos. “Hoje a gente vive do turismo. Antes, não conseguíamos nos manter só com isso, mas a cooperativa trouxe organização e renda. Sem o transporte, não tem como o visitante chegar na ilha e consumir o que a gente produz”, contou Ana Lice Mota, do conselho fiscal da cooperativa.
Para além da mobilidade, a feira também revela o potencial de transformação da produção local. Em São João de Pirabas, a aposta na verticalização da cadeia do mel tem permitido que pequenos produtores avancem no mercado com mais valor agregado.
É o caso da cooperativa AGROMEL, que reúne agricultores, apicultores e meliponicultores. Ao invés de comercializar apenas o mel in natura, o grupo passou a investir em novos produtos, como mel com pimenta, própolis e pólen. Uma estratégia que amplia as possibilidades de renda, mas também traz desafios.
“Trabalhar com essa cadeia não é fácil. Para chegar ao produto a gente precisa de estrutura, certificação, investimento. Muita gente fica só na venda do mel bruto porque não consegue avançar. Então, estar aqui mostrando que conseguimos ir além é motivo de muito orgulho”, destacou a cooperada Andréa Santa Brígida.
Esse movimento de amadurecimento do setor também é observado no crescimento da própria FENCOOP®. De acordo com o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra, a feira evoluiu junto com as cooperativas. “A gente praticamente dobrou a participação de cooperativas desde as primeiras edições. Antes, eram mais exposições institucionais, com cartazes. Hoje, vemos produtos sendo comercializados, negócios sendo fechados. No ano passado, foram cerca de 7 milhões de reais movimentados, e a expectativa é superar esse número”, afirmou.
Segundo ele, a proposta da feira sempre foi de conectar cooperativas à sociedade e fortalecer o ambiente de negócios. Iniciativas como a Cozinha Show, que utiliza exclusivamente produtos da agricultura familiar cooperativista, e parcerias com o setor de bares e restaurantes ampliam ainda mais esse alcance. “A FENCOOP® mostra que o cooperativismo está presente em muito mais atividades do que as pessoas imaginam. E mais do que isso, mostra que ele é viável, competitivo e essencial para o desenvolvimento do estado”, completou.
O a escalada de crescimento do evento também chama atenção fora do estado. O que se vê nos corredores da feira, segundo a superintendente do Sistema OCB Nacional, Fabíola Nader, é um retrato de como o cooperativismo amazônico tem transformado desafios históricos em soluções coletivas e oportunidades de negócio. “A feira mostra a força do cooperativismo e evidencia que, por trás de negócios fortes e produtos de qualidade, existe um propósito maior: transformar a vida dos cooperados e, consequentemente, das comunidades onde eles estão inseridos”, destacou Fabíola.
Na avaliação dela, a pluralidade da Amazônia torna o cooperativismo ainda mais relevante como ferramenta de desenvolvimento. “Aqui a gente encontra realidades muito específicas, com desafios de logística, infraestrutura, acesso e visibilidade. E o cooperativismo surge justamente como uma forma coletiva de enfrentar essas adversidades e criar possibilidades para essas comunidades”, afirmou.
De forma ampla o cooperativismo se traduz em geração de renda, fortalecimento de comunidades e construção de novas oportunidades. Um movimento coletivo que segue crescendo e redesenhando a economia paraense.
NOTÍCIAS
30/04/2026
Cooperativismo mostra sua presença institucional como agente estratégico no desenvolvimento do Pará
Com atuação cada vez mais articulada no campo político e econômico, o cooperativismo paraense se mostra como vetor de desenvolvimento econômico, e transformação social no estado. O setor vive um momento de amadurecimento institucional e protagonismo político, chancelado pelo sucesso da FENCOOP® 2026, ocorrida na última semana em Belém. Mais do que um modelo de negócios, o setor se posiciona como uma estratégia concreta de desenvolvimento, capaz de integrar geração de renda, inclusão social e sustentabilidade em um mesmo sistema organizado e eficiente.
Com articulação política crescente e impacto direto na economia real, o cooperativismo paraense se consolida como política de desenvolvimento, ampliando sua influência na economia do estado. Esse avanço é resultado de uma construção coletiva que vem fortalecendo a presença do cooperativismo nos principais espaços de decisão.
A representatividade institucional do cooperativismo também se fortalece à medida que o setor amplia sua presença nos espaços de decisão. Com atuação técnica o Sistema OCB/PA tem desempenhado papel fundamental na defesa de pautas estratégicas, como o reconhecimento das especificidades do modelo cooperativista na reforma tributária, um ponto essencial para garantir competitividade e segurança jurídica às cooperativas paraenses.
Ao mesmo tempo, o movimento se conecta diretamente com agendas globais e nacionais, como o desenvolvimento sustentável. No Pará, essa conexão é ainda mais relevante diante do protagonismo ambiental do estado e da visibilidade internacional com a COP30. As cooperativas já são agentes ativos nessa agenda, atuando na economia circular, na produção sustentável e na valorização de comunidades locais.
Ernandes Raiol, presidente da OCB/PA, destaca que a iniciativa deixou legados importantes para o estado. Entre eles, estão o fortalecimento da cultura cooperativista, a ampliação de parcerias institucionais e o estímulo à inovação dentro das cooperativas.
"O ensinamento disso tudo é olhar para o futuro e aproveitar aquilo que nos foi dado na COP30, onde nós fomos atores principais e mostramos para o mundo que somos capazes de cuidar da nossa região e ao mesmo tempo produzir com responsabilidade. Nós temos uma pluralidade de produtos oriundos da agricultura familiar e da economia solidária, produtos esses que nos orgulha muito porque são livres de agrotóxico e o mais importante, aquilo que hoje sobra de rejeito das cooperativas nós estamos transformando em bioinsumos e outros adubos que a gente pode trabalhar", avalia Raiol reafirmando o destaque das cooperativas para o futuro.
Nesse contexto, o Sistema OCB/PA exerce um papel estratégico como articulador institucional. Por meio de programas, soluções e ações, a entidade atua na defesa de políticas públicas, no fortalecimento do ambiente de negócios e na ampliação da competitividade das cooperativas. Essa atuação posiciona o cooperativismo como parceiro do desenvolvimento, dialogando com governos, setor produtivo e a sociedade.
Para a diretora-presidente da cooperativa CASP, Cintya Roberta, a articulação política e institucional é fundamental para garantir políticas públicas, acesso a crédito e assistência técnica.
“Estamos no mercado há mais de 16 anos e com o apoio do Sistema OCB/PA trabalhamos em parceria com diversas instituições como prefeituras, Emater, Adepará, Terra Preta, além de assessorias técnicas e instituições de ensino. E todo esse apoio tem sido decisivo para estruturar a produção local mostrando, na prática, que é um modelo econômico viável, saindo da lógica individual e para atuar de forma organizada, garantindo escala, qualidade e acesso a mercados que antes eram inacessíveis para o agricultor familiar, ressaltou Cintya.
Assim como outras cooperativas, os produtos da CASP abastecem programas como o PNAE e o PAA, chegando à merenda escolar de diversos municípios e a instituições como UFPA, IFPA, além do SESC e do Comando da Aeronáutica, por meio de políticas de compra institucional.
O secretário de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia do Pará (SEDEME), Mauro Bastos, enfatizou o impacto do setor na economia estadual. “O cooperativismo é um parceiro fundamental para o desenvolvimento econômico do Pará. Ele chega aonde muitas vezes outras estruturas não chegam, promove inclusão produtiva e fortalece economias locais. O diálogo com o Sistema OCB/PA tem sido essencial para construirmos políticas públicas mais eficientes e alinhadas com a realidade do estado”, afirmou.
Assim, o cooperativismo deixa de ser visto apenas como uma alternativa econômica e passa a ser reconhecido como política de desenvolvimento. Um modelo que organiza pessoas, gera oportunidades e constrói soluções coletivas para desafios estruturais.
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Cozinha Show uniu cooperação, inclusão e regionalidade na FENCOOP 2026
O espaço Cozinha Show, coordenado pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes – ABRASEL, deu show de regionalidade, cooperação e experiência gastronômica durante a FENCOOP 2026, realizada em Belém, ao unir gastronomia regional, troca de saberes e inclusão. Durante a programação, o público acompanhou aulas ao vivo com chefs renomados, degustou novos sabores e, sobretudo, vivenciou uma proposta acessível, com a presença de intérpretes de Libras.
Para o intérprete Lucas Martins, a experiência foi além da tradução, trata-se de garantir direitos e promover pertencimento. “As pessoas ficam admiradas, porque a Libras é bonita de se ver. Mas, mais do que isso, é garantir o direito de pessoas surdas acessarem esses espaços”, destacou. Segundo ele, participantes surdos acompanharam as aulas e relataram uma experiência acolhedora. “O que mais importa é como eles se sentem, e eles se sentiram acolhidos, aprenderam receitas novas e experimentaram pratos diferentes”, afirmou.
Lucas também ressaltou o desafio e a riqueza de traduzir conteúdos gastronômicos para Libras, especialmente com ingredientes típicos da região. “Dentro da Libras existem sinais que fazem referência a legumes, frutas e elementos regionais. Então a gente trabalha muito com itens como macaxeira, tucupi e jambu, o que torna tudo mais vivo e compreensível”, explicou. Ele ainda reforça que a atuação em eventos como esse amplia o alcance da acessibilidade: “Trabalhar com Libras é possibilitar comunicação e garantir que pessoas surdas acessem todos os espaços”.
Na cozinha, a proposta também foi de valorização cultural. O chef Sérgio Pará apresentou um prato que mistura influências amazônicas e italianas, surpreendendo o público. “Eu fiz uma fusão do Pará com a Itália, usei ingredientes nossos com técnicas italianas e saiu uma maravilha”, contou. Para ele, a interação com o público é um dos pontos altos do evento. “É uma troca. Eu achei muito legal ver o pessoal participando, ficando até o final das aulas”, disse.
O chef também destacou a importância da inclusão no evento. “A questão da Libras aqui é uma prova de inclusão. Eu vi pessoas surdas acompanhando, tirando fotos, agradecendo. Isso mostra que o evento está preparado”, avaliou.
Quem participou pela primeira vez da Cozinha Show foi a professora e pedagoga Eunice Ferreira, que se encantou com a proposta. “Eu gostei demais. Ele explica super bem e traz temperos que a gente usa pouco, como a alfavaca e o jambu”, comentou. Para ela, o espaço também cumpre um papel importante na valorização da culinária amazônica. “A gente precisa manter essa tradição viva. Esse cheiro, esse sabor da Amazônia são únicos”, afirmou.
Nesta edição, o espaço ganhou reforço importante na valorização da gastronomia regional e da produção cooperativista, com o uso do selo de Cidade Criativa da Gastronomia, concedido pela UNESCO a Belém, além do lançamento de um e-book que reunirá as receitas, histórias e saberes apresentados durante o evento.
A iniciativa surgiu a partir de uma parceria com a Abrasel, responsável pela coordenação do espaço “Cozinha Show”, ambiente que usa produtos de cooperativas para preparar os pratos. O selo internacional, que reconhece Belém como referência global na gastronomia, passa a ser utilizado como ferramenta para fortalecer a identidade culinária local em eventos e festivais, ampliando a visibilidade dos produtos e dos produtores da região como explica Diego Andrade, gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB/PA.
"Mais do que promover degustações, a proposta deste ano avança na difusão de conhecimento. O e-book, que será lançado após o evento, reunirá receitas preparadas durante os três dias da FENCOOP, acompanhadas de fichas técnicas, modos de preparo, lista de ingredientes e registros visuais dos pratos. O material também contará a origem dos insumos utilizados — em sua maioria provenientes de cooperativas — destacando o papel da agricultura familiar na cadeia produtiva".
A ideia é conectar consumo e propósito, evidenciando que os produtos adquiridos carregam identidade, cultura e impacto social. E permitir que o público leve para casa não apenas o sabor experimentado na feira, mas também a história por trás de cada prato.
Outro destaque desta edição foi o uso de insumos cooperativistas. Todos os pratos apresentados utilizaram pelo menos dois ou três ingredientes oriundos de cooperativas, superando metas estabelecidas em anos anteriores. O resultado reforçou o objetivo de ampliar a comercialização desses produtos e mostrar para os donos de restaurantes e chefs que as cooperativas possuem umA pluralidade de produtos que podem fazer a diferença na regionalidade de seus pratos.
Carolina Farias, executiva da Abrasel, destacou o papel das cooperativas no fortalecimento da cadeia gastronômica. “Por que que a gente está aqui? As cooperativas atendem os nossos associados e a Abrasel tem o interesse em fazer essa conexão entre eles. A gente precisa dos insumos deles e eles têm o que a gente precisa para os estabelecimentos”, afirmou Carolina.
Para ela, a Cozinha Show também cumpre um papel social. “Para nós é muito interessante participar da feira, esse momento de integração, de conexão. A Cozinha Show é uma forma de enaltecer chefes, produtores, um momento legal da comunidade. “As pessoas gostam de degustar, a cozinha fica lotada, um momento de integração do fornecedor, do restaurante e da comunidade”, completou.
A grande participação do público também marcou o evento. A organização registrou aumento na visitação em comparação às edições anteriores, reflexo do interesse crescente não apenas pela gastronomia, mas pelas histórias e pelo propósito que envolvem cada produto apresentado.
29/04/2026
NOTÍCIAS
Encontro da Geração C marca lançamento de regulamento e selo do movimento jovem cooperativista
O protagonismo jovem no cooperativismo paraense ganhou novos contornos com a realização do Encontro da Geração C, que reuniu jovens de diferentes regiões do estado, durante a FENCOOP 2026. O evento marcou o lançamento do regimento interno do Comitê de Jovens do Estado do Pará.
"Hoje temos um marco muito importante, que é a assinatura do regimento interno. Esse documento foi construído de forma coletiva ao longo de 2025 e parte de 2026, junto com o comitê. Agora, ele passa a contar com o apoio institucional do Sistema OCB/PA, garantindo mais estrutura, respaldo jurídico e fortalecendo ainda mais a atuação do grupo", explicou José Neto, membro do Comitê de Jovens do Pará.
Outro destaque do encontro foi a apresentação do Selo Roxo, que passa consolidar a identidade do movimento e a fortalecer o reconhecimento das suas iniciativas. "O Selo Roxo é uma iniciativa construída pela Geração C em parceria com o Sistema OCB, com o objetivo de engajar e fortalecer a participação da juventude dentro das cooperativas. A proposta busca incentivar práticas mais inclusivas, voltadas à valorização dos jovens no cooperativismo. Nos próximos dias, serão lançadas as normativas que vão orientar o processo. A partir disso, as cooperativas terão o prazo de um ano para se inscrever e se adequar aos critérios estabelecidos.", afirmou Alana Adinaele, Coordenadora do Comitê de Jovens
O encontro também marcou a ampliação do diálogo institucional com outras frentes voltadas à juventude. Durante a programação, foi formalizada a assinatura de um termo de cooperação técnica entre o Sistema OCB/PA e o Instituto COJOVEM, garantindo atuação conjunta em pautas ligadas ao desenvolvimento social e à participação juvenil.
Para Aldrin Barros, representante do Instituto COJOVEM, a parceria nasce da convergência entre agendas e da necessidade de atuação coletiva. "Esse termo de cooperação surge de uma estratégia de atuação multifatorial. O COJOVEM atua com diferentes segmentos na defesa dos direitos da juventude, e entendemos que os jovens do cooperativismo são uma base estratégica para ocupar espaços institucionais. A parceria fortalece essa atuação conjunta, ampliando a participação juvenil e impulsionando programas, projetos e políticas públicas."
A Geração C é o comitê jovem do cooperativismo, formado por integrantes que conectam pessoas, ideias e atitudes em prol de um futuro mais justo, colaborativo, inovador e sustentável. Atualmente, mais de 300 jovens ocupam espaços de liderança, representação e governança em cooperativas paraenses. A Geração C já está presente em cerca de 150 cooperativas, alcançando aproximadamente 70% das registradas no Sistema OCB/PA.
A relevância do encontro também foi destacada pela representante da unidade Nacional do Sistema OCB, Divani Ferreira de Souza, que enfatizou que o momento vivido no Pará se firma como referência para outras regiões. "Esse momento foi um marco importante e vai servir de referência para a unidade nacional e outros estados. O regimento fortalece a formalização do comitê, enquanto o selo roxo aponta para o futuro, como instrumento de reconhecimento e incentivo ao cooperativismo que queremos construir, concluiu"
28/04/2026
NOTÍCIAS
Cooperativismo agro ganha força na FENCOOP 2026 com encontro que conecta dados, inovação e oportunidades no Pará
O fortalecimento do cooperativismo agropecuário no Pará ganhou destaque na neste sábado (25), durante a realização do Encontro das Cooperativas do Ramo Agro, um dos momentos estratégicos da programação da FENCOOP 2026. O evento ocorreu no Teatro Maria Sylvia Nunes, na Estação das Docas, reunindo lideranças, produtores, pesquisadores e instituições em um amplo espaço de diálogo, troca de experiências e construção de soluções para o setor.
Com uma programação voltada à apresentação de dados, cases de sucesso e estratégias de mercado, o encontro reforçou o papel das cooperativas como agentes de desenvolvimento econômico e social, especialmente no contexto da agricultura familiar e da bioeconomia amazônica.
O encontro foi estruturado para ir além do debate, trazendo informações concretas que possam orientar decisões e impulsionar o crescimento das cooperativas. “Este é um momento muito especial, pois reunimos dados do cenário do cooperativismo levantados por meio de consultoria estratégica, que nos permitem dialogar com parceiros, instituições e investidores. A partir dessas informações, conseguimos fortalecer o ramo agro, gerar oportunidades e estruturar ações que impactam diretamente as cooperativas”, destacou a analista de monitoramento do Sistema OCB/PA, Paola Corrêa.
A programação incluiu ainda conteúdos voltados ao posicionamento de mercado, com a apresentação de estratégias para ampliar a comercialização de produtos, desde feiras locais até mercados mais exigentes. “A proposta é mostrar que as cooperativas podem alcançar diferentes públicos e agregar valor à sua produção, ampliando horizontes e fortalecendo sua atuação”, complementa Paola Corrêa.
Outro ponto de destaque foram os casos de sucesso apresentados durante o encontro, mostrando iniciativas que vêm transformando realidades no campo. Experiências como o protagonismo de mulheres e jovens, o fortalecimento de cadeias produtivas sustentáveis e a geração de renda a partir de resíduos agroflorestais demonstraram, na prática, o potencial inovador das cooperativas paraenses.
A diversidade de públicos presentes, incluindo estudantes, pesquisadores e representantes de instituições, reforçou o caráter aberto e integrador do encontro. Entre os participantes, a percepção foi de aprendizado e ampliação de perspectivas. A mestranda em Agronomia Grace Kelly destacou a relevância do conteúdo para a pesquisa acadêmica, especialmente no contexto da economia circular e da sustentabilidade promovida pelas cooperativas. A cooperada Renata Silva, da CAEPIM, destacou a importância do acesso à informação. “Nós, da base, muitas vezes não temos acesso a esse tipo de conhecimento. Aqui, conseguimos entender melhor o potencial do cooperativismo e levar essas informações para outros cooperados, contribuindo para o nosso crescimento”, afirmou.
A percepção é compartilhada por representantes de cooperativas já consolidadas, que veem no encontro uma oportunidade contínua de evolução. O presidente da CCAMPO, Mário Zanelato, ressaltou o caráter estratégico do evento ao apresentar tendências de mercado e orientar sobre posicionamento e valorização dos produtos regionais. “É um espaço que nos ajuda a evitar erros e avançar com mais segurança, valorizando nossos diferenciais, especialmente a agricultura familiar e a identidade amazônica”, pontuou.
O uso de tecnologia e inovação também esteve em evidência no encontro. O diretor executivo da Amaztrace, Vitor Monteiro, ressaltou a rastreabilidade como ferramenta estratégica para acesso a crédito e novos mercados. “A agricultura familiar pode ser altamente produtiva e rentável. Nosso papel é contribuir para esse desenvolvimento, conectando tecnologia e cooperativismo”, pontuou.
O encontro também evidenciou o impacto social das cooperativas, especialmente na inclusão e no fortalecimento de comunidades tradicionais. A presidente da cooperativa COOPAFS, de Santarém/PA, Lucilene Sousa, ressaltou a importância da participação feminina e da diversidade dentro das organizações. “Estamos construindo um modelo que valoriza mulheres, povos originários e comunidades tradicionais, ampliando oportunidades e fortalecendo nossas cooperativas”, afirmou.
A realização do Encontro das Cooperativas do Ramo Agro é um dos principais espaços de articulação do cooperativismo paraense. Com foco em inovação, sustentabilidade e fortalecimento de parcerias, a iniciativa consolida o cooperativismo como um dos principais motores de crescimento do setor agropecuário no Pará.
25/04/2026
NOTÍCIAS
Conselho Estadual de Cooperativismo do Pará se reúnem em visita aos expositores da FENCOOP® 2026
Na tarde desta sexta-feira (24), a Feira de Negócios do Cooperativismo Paraense (FENCOOP®) 2026 recebeu os membros do Conselho Estadual de Cooperativismo do Pará para um momento de integração e fortalecimento do cooperativismo com a visita guiada pelos estandes das cooperativas expositoras da feira. A atividade substituiu a reunião formal do Conselho, que estava inicialmente prevista para ocorrer no Teatro Maria Sylvia Nunes, na Estação das Docas, e se transformou em uma experiência imersiva no universo cooperativista.
A iniciativa proporcionou aos conselheiros a oportunidade de conhecer, na prática, a pluralidade, a força produtiva e os desafios enfrentados pelas cooperativas paraenses. A visita seguiu como um momento de diálogo direto com cooperados, visitantes e autoridade presentes, permitindo trocas qualificadas, observação in loco dos modelos de negócio e maior compreensão sobre o impacto socioeconômico do setor no estado.
O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (SEDEME), Mauro Bastos, destacou a relevância da experiência prática proporcionada pela visita. “Essa feira cresce a cada ano e tem um impacto direto na geração de renda das famílias e no desenvolvimento das cidades. A visita guiada é fundamental porque permite conhecer de perto como as cooperativas trabalham e como contribuem para o crescimento do Pará”, afirmou.
Para o secretário adjunto da Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (SEASTER) e membro do Conselho, Milton Zimmer, a atividade foi essencial para subsidiar discussões mais assertivas. “Essa visita é fundamental para conhecermos a realidade das cooperativas e, a partir disso, dentro do Conselho, promover debates que contribuam para o fortalecimento dos diferentes ramos do cooperativismo no estado”, pontuou.
A diversidade produtiva também chamou atenção dos participantes. O presidente do Conselho Estadual de Trabalho, Emprego e Renda (CETER/PA), Alberto Villar, ressaltou a representatividade da bioeconomia e das cadeias produtivas regionais. “A feira mostra o que há de mais valioso no cooperativismo: oportunidades geradas por pessoas que se organizam coletivamente. Cadeias como a do açaí, mel e cacau estão muito bem representadas. A visita guiada foi uma iniciativa estratégica, pois permite conhecer as histórias por trás de cada produto”, destacou.
Para o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, a ação cumpriu um papel fundamental de aproximação entre o Conselho e a realidade das cooperativas. “Essa visita surgiu a partir da reunião do Conselho e foi extremamente proveitosa. Muitos conselheiros ainda não conheciam a dimensão do nosso sistema e das cooperativas aqui presentes. Foi uma oportunidade de apresentar essa potência, mas também de evidenciar desafios, como as questões logísticas em um estado de grandes dimensões como o Pará”, explicou.
Raiol também destacou o caráter interativo da experiência, que incluiu a visita à Cozinha Show, espaço onde produtos das cooperativas são transformados em pratos gastronômicos, agregando valor à produção regional. Além disso, ele adiantou encaminhamentos futuros a partir da agenda do Conselho. “Já estamos articulando novas visitas técnicas, como à cooperativa Aurora, à COOSTAFE e à CUIA, fortalecendo ainda mais a participação do Conselho na realidade das cooperativas”, completou.
A visita guiada mostra o papel da FENCOOP® como ambiente de articulação institucional e fortalecimento de políticas públicas voltadas ao cooperativismo. Ao aproximar lideranças, gestores públicos e representantes do setor produtivo, a iniciativa contribui para a construção de estratégias mais alinhadas às necessidades do segmento.
25/04/2026
NOTÍCIAS
Encontro da Central CUIA reforça o planejamento e estratégias com suas singulares na FENCOOP® 2026
Durante a realização da FENCOOP® 2026, em Belém, a Central CUIA promoveu o Encontro Anual das cooperativas singulares filiadas, reforçando a integração do setor no estado. A iniciativa, que já integra a programação oficial da feira desde 2024, teve como foco o alinhamento do planejamento de ações para 2026. O encontro reuniu representantes das cooperativas ligadas à Central para apresentar e validar o novo plano de ação dentro do Programa Redes, desenvolvido em parceria com a DGRV. O convênio entre as instituições foi renovado por mais três anos, garantindo a continuidade do apoio técnico internacional e o fortalecimento das redes cooperativistas no Pará.
De acordo com a organização, o planejamento foi construído ainda em fevereiro, junto à diretoria da Central CUIA, e agora compartilhado com as cooperativas singulares. Entre os destaques, estão ações voltadas à estruturação produtiva, como o incentivo à produção de insumos e o fortalecimento de cadeias locais, com apoio direto de cooperativas em municípios do interior paraense.
Davison Pinheiro, analista do Sistema OCB/PA, revela que a ideia é alinhar o planejamento para todo o ano. "Dentro do Programa Redes, a DGRV renovou com a OCB/PA o convênio e foi feito um novo plano de ação. Agora foi o momento de apresentar às singulares o resultado desse planejamento e a validação. Também foram apresentados programas que estão sendo desenvolvidos, assim como a estruturação de produção de bioinsumos que será feito através da central e que está recebendo um apoio direto da singular Cooper, do município de Parauapebas. A ideia com tudo isso é gerar bioinsumos a partir do rejeito da fábrica de frutas da singular Cooper", informou Davison.
Outro ponto apresentado foi a captação de recursos por meio de parcerias com instituições financeiras, com o objetivo de ampliar capacitações e oferecer assessoria técnica às cooperativas. A agenda também inclui atividades formativas, como o workshop “Boas Cred”, previsto para o próximo dia 28, que deve reunir cooperativas de crédito e demais participantes para nivelamento de atuação.
Além disso, foram divulgadas as datas da Assembleia Geral Extraordinária da Central, momento em que serão apreciadas as prestações de contas e discutida a entrada de novas cooperativas no quadro social.
Representando a DGRV, o consultor Sivio Justin destacou que a entidade enxerga a Central como uma estrutura estratégica para ampliar a eficiência e a competitividade do cooperativismo regional, promovendo desenvolvimento econômico sustentável. "Apoiamos o fortalecimento da Central CUIA, pois somos uma federação que tem braço de apoio internacional e atuamos no Brasil com o Sistema OCB/PA e enxergamos a Central Cuia como uma boa célula para fortalecermos as redes de cooperativas que atuam conjuntamente no sentido de nos envolver ainda mais o cooperativismo com mais eficiência e competitividade", completou.
25/04/2026
NOTÍCIAS
Encontro na FENCOOP® reforça o papel das cooperativas de reciclagem como potencial de negócios
O fortalecimento das cooperativas de reciclagem como agentes econômicos foi o principal destaque do Encontro da Reciclagem, realizado na sede do Sistema OCB/PA, em Belém, na sexta-feira (24), durante programação da FENCOOP® 2026. O evento reuniu representantes do setor, especialistas e cooperados para discutir estratégias de desenvolvimento, capacitação e acesso a novos mercados.
Durante o evento, o gerente de desenvolvimento de cooperativas do Sistema OCB/PA, Diego Andrade, enfatizou a necessidade de mudar a forma como a atividade é percebida. Segundo ele, programas de capacitação e acesso ao mercado vêm sendo implementados para tornar essas organizações mais competitivas. “A reciclagem precisa ser vista como uma atividade econômica estruturada, e não como assistencialismo. As cooperativas têm potencial real de gerar negócios, renda e oportunidades”, afirmou.
Uma das iniciativas apresentadas foi a conexão direta entre cooperativas e empresas, promovida dentro do próprio evento. A proposta também incluiu a possibilidade de direcionamento de recursos via leis de incentivo fiscal. “Essa aproximação permite apoiar projetos que gerem emprego e renda dentro das cooperativas”, explicou Andrade.
A presidente da cooperativa CONCAVES, Débora Bahia, destacou a relevância do encontro para o estado. “Este evento é um marco muito importante. O Pará é uma potência em cooperativas de reciclagem e receber representantes nacionais reforça o trabalho que já vem sendo feito”, disse. Ela também ressaltou avanços trazidos por programas recentes. “Conseguimos desenvolver iniciativas que mostram que é possível crescer dentro do cooperativismo, e o programa de negócios deu muito certo”, afirmou.
Cooperativas de coleta seletiva de várias regiões do estado, recebem com entusiasmo as temáticas discutidas do encontro, afinal, sabem do potencial que têm em mãos.
Esse é o caso de Wesley Faustino, representante da Cooperativa de Reciclagem de Marabá, a Corema, fundada no ano de 2019 por 25 famílias, atuando na reciclagem de resíduos sólidos fazendo a coleta de grande, médio e pequeno gerador. Ele ressalta que o objetivo final da reciclagem que a cooperativa faz vai além dos valores econômicos mudando a realidade na cidade.
"O objetivo final da reciclagem engloba muitos valores, tanto o ambiental, social e econômico, visando qualificar, capacitar o ser humano, o catador que estava na margem ali e transformando em um empreendedor, essa é a visão da Corema com resultado as pessoas e fazendo a economia circular" aponta Wesley. Atualmente, a cooperativa da maior cidade do sudeste paraense busca ainda o potencial energético dos resíduos, atuando em diversos bairros e núcleos.
Outro exemplo é Fernanda Lopes de Almeida, natural de Oriximiná, cidade do oeste paraense, que também atua no ramo da reciclagem desde 2007, ela trabalha com pessoas de baixa renda e vulnerabilidade social que encontraram na cooperativa de reciclagem a forma de mudança sociai, a educação ambiental e a aquisição de renda são os principais focos do negócio. A entrada e saída são consideradas normais e com um motivo bem especial.
"Na cooperativa de reciclagem há muita rotatividade. As pessoas passam meses, um ano, dois anos até encontrarem coisa melhor. A gente capacita as pessoas que estão conosco, dá formação. A cooperativa tem acesso livre a ferramenta Capacita Coop e a partir do momento que aqueles que querem se capacitar decidem se continuam com a gente ou não, os que não querem a gente indica ao mercado de trabalho via CLT. Na cooperativa, a renda média é de R$ 1400,00, e não é todos os dias que eles trabalham", explica Fernanda.
A analista de desenvolvimento de cooperativas do sistema OCB, Luciane Fiel, apresentou detalhes do Programa de Negócios, voltado à profissionalização das cooperativas. “É um programa estruturado em módulos que abordam governança, gestão, finanças e acesso a mercado. A ideia é tornar as cooperativas mais maduras e preparadas para atuar como negócio”, explicou. Segundo ela, a adesão é voluntária e aberta a todas as cooperativas interessadas.
25/04/2026