Trabalhando por um Coop
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Classificada como sociedade civil sem fins lucrativos, a OCB/PA é o Sindicato Patronal das cooperativas, nos termos do Art. 8º da Constituição Federal de 1988 e Art. 511 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), com base territorial no estado do Pará e é a Unidade Estadual da Organização das Cooperativas Brasileiras - OCB, no estado do Pará, que possui duração indeterminada e integra todos os ramos do cooperativismo.
A Federação dos Sindicatos e Organizações das Cooperativas da Região Norte (Fecoop/Norte) foi constituída durante o V Encontro de Presidentes e Representantes de Ramos do Cooperativismo Amazonense em 2007. A Fecoop/Norte é integrada pelos sindicatos e organizações de cooperativas dos estados do Amazonas (OCB/AM), Amapá (OCB/AP), do Pará (OCB/PA), Rondônia (OCB/RO) e de Roraima (OCB/RR
Nossa Missão
“Integrar as cooperativas no Pará para fortalecer sua representação, competitividade e sustentabilidade.”
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NOTÍCIAS
04/05/2026
FENCOOP® amplia o impacto do cooperativismo no Pará ao conectar histórias, negócios e oportunidades
Mais do que uma vitrine de produtos, a Feira de Negócios do Cooperativismo Paraense – FENCOOP®, se tornou um espaço estratégico de conexão entre cooperativas, mercado e sociedade. Em sua 6ª edição, o evento reforçou o papel do cooperativismo como motor de desenvolvimento econômico e social no estado, ao reunir diferentes segmentos produtivos e dar visibilidade a histórias que nascem da coletividade. A proposta é aproximar quem produz de quem consome, além de estimular parcerias e ampliar horizontes para centenas de cooperados. Para a diretora de Cooperativismo na Sedeme, Luziane Sena, a feira também cumpre um papel institucional importante ao integrar diferentes atores do setor. “Trouxemos os conselheiros para dentro da feira justamente para que eles conheçam de perto a realidade das cooperativas e entendam como podem contribuir para o fortalecimento do setor. A FENCOOP® é esse espaço que mostra a força do cooperativismo paraense e cria pontes para que ele cresça ainda mais”, destacou. Esse avanço pode ser percebido na prática, nas histórias de quem vive o cooperativismo no dia a dia. Há quase três décadas nas ruas de Belém, os motoristas da Cooperativa de Táxi da Doca encontraram na união uma forma de transformar o serviço e garantir mais autonomia. Criada há 28 anos, a cooperativa nasceu da necessidade de organizar o trabalho e oferecer mais qualidade à população. Hoje, com 112 cooperados, o sistema funciona de forma integrada, com atendimento via call center e distribuição automatizada das corridas. O diretor-secretário, Kellivan Moraes, diz que o modelo fortalece tanto o coletivo quanto o individual. “Todo mundo é dono e cada um faz o seu horário. A gente se uniu para prestar um serviço com mais qualidade, segurança e conforto. E, ao mesmo tempo, cada cooperado constrói sua própria renda. A cooperativa existe justamente para dar suporte a tudo isso”, explicou. Na Ilha do Combu, o cooperativismo também mudou a forma de viver e trabalhar. O que antes era uma economia baseada principalmente no açaí e no cacau, hoje encontra no turismo sua principal fonte de renda. A COOPPERTRANS COMBU, que reúne 51 cooperados, nasceu com apenas três embarcações e, ao longo dos anos, expandiu sua atuação até se tornar essencial para o fluxo de visitantes na região. Atualmente, são cerca de 50 lanchas operando entre travessias e roteiros turísticos. “Hoje a gente vive do turismo. Antes, não conseguíamos nos manter só com isso, mas a cooperativa trouxe organização e renda. Sem o transporte, não tem como o visitante chegar na ilha e consumir o que a gente produz”, contou Ana Lice Mota, do conselho fiscal da cooperativa. Para além da mobilidade, a feira também revela o potencial de transformação da produção local. Em São João de Pirabas, a aposta na verticalização da cadeia do mel tem permitido que pequenos produtores avancem no mercado com mais valor agregado. É o caso da cooperativa AGROMEL, que reúne agricultores, apicultores e meliponicultores. Ao invés de comercializar apenas o mel in natura, o grupo passou a investir em novos produtos, como mel com pimenta, própolis e pólen. Uma estratégia que amplia as possibilidades de renda, mas também traz desafios. “Trabalhar com essa cadeia não é fácil. Para chegar ao produto a gente precisa de estrutura, certificação, investimento. Muita gente fica só na venda do mel bruto porque não consegue avançar. Então, estar aqui mostrando que conseguimos ir além é motivo de muito orgulho”, destacou a cooperada Andréa Santa Brígida. Esse movimento de amadurecimento do setor também é observado no crescimento da própria FENCOOP®. De acordo com o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra, a feira evoluiu junto com as cooperativas. “A gente praticamente dobrou a participação de cooperativas desde as primeiras edições. Antes, eram mais exposições institucionais, com cartazes. Hoje, vemos produtos sendo comercializados, negócios sendo fechados. No ano passado, foram cerca de 7 milhões de reais movimentados, e a expectativa é superar esse número”, afirmou. Segundo ele, a proposta da feira sempre foi de conectar cooperativas à sociedade e fortalecer o ambiente de negócios. Iniciativas como a Cozinha Show, que utiliza exclusivamente produtos da agricultura familiar cooperativista, e parcerias com o setor de bares e restaurantes ampliam ainda mais esse alcance. “A FENCOOP® mostra que o cooperativismo está presente em muito mais atividades do que as pessoas imaginam. E mais do que isso, mostra que ele é viável, competitivo e essencial para o desenvolvimento do estado”, completou. O a escalada de crescimento do evento também chama atenção fora do estado. O que se vê nos corredores da feira, segundo a superintendente do Sistema OCB Nacional, Fabíola Nader, é um retrato de como o cooperativismo amazônico tem transformado desafios históricos em soluções coletivas e oportunidades de negócio. “A feira mostra a força do cooperativismo e evidencia que, por trás de negócios fortes e produtos de qualidade, existe um propósito maior: transformar a vida dos cooperados e, consequentemente, das comunidades onde eles estão inseridos”, destacou Fabíola. Na avaliação dela, a pluralidade da Amazônia torna o cooperativismo ainda mais relevante como ferramenta de desenvolvimento. “Aqui a gente encontra realidades muito específicas, com desafios de logística, infraestrutura, acesso e visibilidade. E o cooperativismo surge justamente como uma forma coletiva de enfrentar essas adversidades e criar possibilidades para essas comunidades”, afirmou. De forma ampla o cooperativismo se traduz em geração de renda, fortalecimento de comunidades e construção de novas oportunidades. Um movimento coletivo que segue crescendo e redesenhando a economia paraense.
NOTÍCIAS
29/04/2026
Cozinha Show uniu cooperação, inclusão e regionalidade na FENCOOP 2026
O espaço Cozinha Show, coordenado pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes – ABRASEL, deu show de regionalidade, cooperação e experiência gastronômica durante a FENCOOP 2026, realizada em Belém, ao unir gastronomia regional, troca de saberes e inclusão. Durante a programação, o público acompanhou aulas ao vivo com chefs renomados, degustou novos sabores e, sobretudo, vivenciou uma proposta acessível, com a presença de intérpretes de Libras.
Para o intérprete Lucas Martins, a experiência foi além da tradução, trata-se de garantir direitos e promover pertencimento. “As pessoas ficam admiradas, porque a Libras é bonita de se ver. Mas, mais do que isso, é garantir o direito de pessoas surdas acessarem esses espaços”, destacou. Segundo ele, participantes surdos acompanharam as aulas e relataram uma experiência acolhedora. “O que mais importa é como eles se sentem, e eles se sentiram acolhidos, aprenderam receitas novas e experimentaram pratos diferentes”, afirmou.
Lucas também ressaltou o desafio e a riqueza de traduzir conteúdos gastronômicos para Libras, especialmente com ingredientes típicos da região. “Dentro da Libras existem sinais que fazem referência a legumes, frutas e elementos regionais. Então a gente trabalha muito com itens como macaxeira, tucupi e jambu, o que torna tudo mais vivo e compreensível”, explicou. Ele ainda reforça que a atuação em eventos como esse amplia o alcance da acessibilidade: “Trabalhar com Libras é possibilitar comunicação e garantir que pessoas surdas acessem todos os espaços”.
Na cozinha, a proposta também foi de valorização cultural. O chef Sérgio Pará apresentou um prato que mistura influências amazônicas e italianas, surpreendendo o público. “Eu fiz uma fusão do Pará com a Itália, usei ingredientes nossos com técnicas italianas e saiu uma maravilha”, contou. Para ele, a interação com o público é um dos pontos altos do evento. “É uma troca. Eu achei muito legal ver o pessoal participando, ficando até o final das aulas”, disse.
O chef também destacou a importância da inclusão no evento. “A questão da Libras aqui é uma prova de inclusão. Eu vi pessoas surdas acompanhando, tirando fotos, agradecendo. Isso mostra que o evento está preparado”, avaliou.
Quem participou pela primeira vez da Cozinha Show foi a professora e pedagoga Eunice Ferreira, que se encantou com a proposta. “Eu gostei demais. Ele explica super bem e traz temperos que a gente usa pouco, como a alfavaca e o jambu”, comentou. Para ela, o espaço também cumpre um papel importante na valorização da culinária amazônica. “A gente precisa manter essa tradição viva. Esse cheiro, esse sabor da Amazônia são únicos”, afirmou.
Nesta edição, o espaço ganhou reforço importante na valorização da gastronomia regional e da produção cooperativista, com o uso do selo de Cidade Criativa da Gastronomia, concedido pela UNESCO a Belém, além do lançamento de um e-book que reunirá as receitas, histórias e saberes apresentados durante o evento.
A iniciativa surgiu a partir de uma parceria com a Abrasel, responsável pela coordenação do espaço “Cozinha Show”, ambiente que usa produtos de cooperativas para preparar os pratos. O selo internacional, que reconhece Belém como referência global na gastronomia, passa a ser utilizado como ferramenta para fortalecer a identidade culinária local em eventos e festivais, ampliando a visibilidade dos produtos e dos produtores da região como explica Diego Andrade, gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB/PA.
"Mais do que promover degustações, a proposta deste ano avança na difusão de conhecimento. O e-book, que será lançado após o evento, reunirá receitas preparadas durante os três dias da FENCOOP, acompanhadas de fichas técnicas, modos de preparo, lista de ingredientes e registros visuais dos pratos. O material também contará a origem dos insumos utilizados — em sua maioria provenientes de cooperativas — destacando o papel da agricultura familiar na cadeia produtiva".
A ideia é conectar consumo e propósito, evidenciando que os produtos adquiridos carregam identidade, cultura e impacto social. E permitir que o público leve para casa não apenas o sabor experimentado na feira, mas também a história por trás de cada prato.
Outro destaque desta edição foi o uso de insumos cooperativistas. Todos os pratos apresentados utilizaram pelo menos dois ou três ingredientes oriundos de cooperativas, superando metas estabelecidas em anos anteriores. O resultado reforçou o objetivo de ampliar a comercialização desses produtos e mostrar para os donos de restaurantes e chefs que as cooperativas possuem umA pluralidade de produtos que podem fazer a diferença na regionalidade de seus pratos.
Carolina Farias, executiva da Abrasel, destacou o papel das cooperativas no fortalecimento da cadeia gastronômica. “Por que que a gente está aqui? As cooperativas atendem os nossos associados e a Abrasel tem o interesse em fazer essa conexão entre eles. A gente precisa dos insumos deles e eles têm o que a gente precisa para os estabelecimentos”, afirmou Carolina.
Para ela, a Cozinha Show também cumpre um papel social. “Para nós é muito interessante participar da feira, esse momento de integração, de conexão. A Cozinha Show é uma forma de enaltecer chefes, produtores, um momento legal da comunidade. “As pessoas gostam de degustar, a cozinha fica lotada, um momento de integração do fornecedor, do restaurante e da comunidade”, completou.
A grande participação do público também marcou o evento. A organização registrou aumento na visitação em comparação às edições anteriores, reflexo do interesse crescente não apenas pela gastronomia, mas pelas histórias e pelo propósito que envolvem cada produto apresentado.
NOTÍCIAS
28/04/2026
Encontro da Geração C marca lançamento de regulamento e selo do movimento jovem cooperativista
O protagonismo jovem no cooperativismo paraense ganhou novos contornos com a realização do Encontro da Geração C, que reuniu jovens de diferentes regiões do estado, durante a FENCOOP 2026. O evento marcou o lançamento do regimento interno do Comitê de Jovens do Estado do Pará.
"Hoje temos um marco muito importante, que é a assinatura do regimento interno. Esse documento foi construído de forma coletiva ao longo de 2025 e parte de 2026, junto com o comitê. Agora, ele passa a contar com o apoio institucional do Sistema OCB/PA, garantindo mais estrutura, respaldo jurídico e fortalecendo ainda mais a atuação do grupo", explicou José Neto, membro do Comitê de Jovens do Pará.
Outro destaque do encontro foi a apresentação do Selo Roxo, que passa consolidar a identidade do movimento e a fortalecer o reconhecimento das suas iniciativas. "O Selo Roxo é uma iniciativa construída pela Geração C em parceria com o Sistema OCB, com o objetivo de engajar e fortalecer a participação da juventude dentro das cooperativas. A proposta busca incentivar práticas mais inclusivas, voltadas à valorização dos jovens no cooperativismo. Nos próximos dias, serão lançadas as normativas que vão orientar o processo. A partir disso, as cooperativas terão o prazo de um ano para se inscrever e se adequar aos critérios estabelecidos.", afirmou Alana Adinaele, Coordenadora do Comitê de Jovens
O encontro também marcou a ampliação do diálogo institucional com outras frentes voltadas à juventude. Durante a programação, foi formalizada a assinatura de um termo de cooperação técnica entre o Sistema OCB/PA e o Instituto COJOVEM, garantindo atuação conjunta em pautas ligadas ao desenvolvimento social e à participação juvenil.
Para Aldrin Barros, representante do Instituto COJOVEM, a parceria nasce da convergência entre agendas e da necessidade de atuação coletiva. "Esse termo de cooperação surge de uma estratégia de atuação multifatorial. O COJOVEM atua com diferentes segmentos na defesa dos direitos da juventude, e entendemos que os jovens do cooperativismo são uma base estratégica para ocupar espaços institucionais. A parceria fortalece essa atuação conjunta, ampliando a participação juvenil e impulsionando programas, projetos e políticas públicas."
A Geração C é o comitê jovem do cooperativismo, formado por integrantes que conectam pessoas, ideias e atitudes em prol de um futuro mais justo, colaborativo, inovador e sustentável. Atualmente, mais de 300 jovens ocupam espaços de liderança, representação e governança em cooperativas paraenses. A Geração C já está presente em cerca de 150 cooperativas, alcançando aproximadamente 70% das registradas no Sistema OCB/PA.
A relevância do encontro também foi destacada pela representante da unidade Nacional do Sistema OCB, Divani Ferreira de Souza, que enfatizou que o momento vivido no Pará se firma como referência para outras regiões. "Esse momento foi um marco importante e vai servir de referência para a unidade nacional e outros estados. O regimento fortalece a formalização do comitê, enquanto o selo roxo aponta para o futuro, como instrumento de reconhecimento e incentivo ao cooperativismo que queremos construir, concluiu"
NOTÍCIAS
25/04/2026
Cooperativismo agro ganha força na FENCOOP 2026 com encontro que conecta dados, inovação e oportunidades no Pará
O fortalecimento do cooperativismo agropecuário no Pará ganhou destaque na neste sábado (25), durante a realização do Encontro das Cooperativas do Ramo Agro, um dos momentos estratégicos da programação da FENCOOP 2026. O evento ocorreu no Teatro Maria Sylvia Nunes, na Estação das Docas, reunindo lideranças, produtores, pesquisadores e instituições em um amplo espaço de diálogo, troca de experiências e construção de soluções para o setor.
Com uma programação voltada à apresentação de dados, cases de sucesso e estratégias de mercado, o encontro reforçou o papel das cooperativas como agentes de desenvolvimento econômico e social, especialmente no contexto da agricultura familiar e da bioeconomia amazônica.
O encontro foi estruturado para ir além do debate, trazendo informações concretas que possam orientar decisões e impulsionar o crescimento das cooperativas. “Este é um momento muito especial, pois reunimos dados do cenário do cooperativismo levantados por meio de consultoria estratégica, que nos permitem dialogar com parceiros, instituições e investidores. A partir dessas informações, conseguimos fortalecer o ramo agro, gerar oportunidades e estruturar ações que impactam diretamente as cooperativas”, destacou a analista de monitoramento do Sistema OCB/PA, Paola Corrêa.
A programação incluiu ainda conteúdos voltados ao posicionamento de mercado, com a apresentação de estratégias para ampliar a comercialização de produtos, desde feiras locais até mercados mais exigentes. “A proposta é mostrar que as cooperativas podem alcançar diferentes públicos e agregar valor à sua produção, ampliando horizontes e fortalecendo sua atuação”, complementa Paola Corrêa.
Outro ponto de destaque foram os casos de sucesso apresentados durante o encontro, mostrando iniciativas que vêm transformando realidades no campo. Experiências como o protagonismo de mulheres e jovens, o fortalecimento de cadeias produtivas sustentáveis e a geração de renda a partir de resíduos agroflorestais demonstraram, na prática, o potencial inovador das cooperativas paraenses.
A diversidade de públicos presentes, incluindo estudantes, pesquisadores e representantes de instituições, reforçou o caráter aberto e integrador do encontro. Entre os participantes, a percepção foi de aprendizado e ampliação de perspectivas. A mestranda em Agronomia Grace Kelly destacou a relevância do conteúdo para a pesquisa acadêmica, especialmente no contexto da economia circular e da sustentabilidade promovida pelas cooperativas. A cooperada Renata Silva, da CAEPIM, destacou a importância do acesso à informação. “Nós, da base, muitas vezes não temos acesso a esse tipo de conhecimento. Aqui, conseguimos entender melhor o potencial do cooperativismo e levar essas informações para outros cooperados, contribuindo para o nosso crescimento”, afirmou.
A percepção é compartilhada por representantes de cooperativas já consolidadas, que veem no encontro uma oportunidade contínua de evolução. O presidente da CCAMPO, Mário Zanelato, ressaltou o caráter estratégico do evento ao apresentar tendências de mercado e orientar sobre posicionamento e valorização dos produtos regionais. “É um espaço que nos ajuda a evitar erros e avançar com mais segurança, valorizando nossos diferenciais, especialmente a agricultura familiar e a identidade amazônica”, pontuou.
O uso de tecnologia e inovação também esteve em evidência no encontro. O diretor executivo da Amaztrace, Vitor Monteiro, ressaltou a rastreabilidade como ferramenta estratégica para acesso a crédito e novos mercados. “A agricultura familiar pode ser altamente produtiva e rentável. Nosso papel é contribuir para esse desenvolvimento, conectando tecnologia e cooperativismo”, pontuou.
O encontro também evidenciou o impacto social das cooperativas, especialmente na inclusão e no fortalecimento de comunidades tradicionais. A presidente da cooperativa COOPAFS, de Santarém/PA, Lucilene Sousa, ressaltou a importância da participação feminina e da diversidade dentro das organizações. “Estamos construindo um modelo que valoriza mulheres, povos originários e comunidades tradicionais, ampliando oportunidades e fortalecendo nossas cooperativas”, afirmou.
A realização do Encontro das Cooperativas do Ramo Agro é um dos principais espaços de articulação do cooperativismo paraense. Com foco em inovação, sustentabilidade e fortalecimento de parcerias, a iniciativa consolida o cooperativismo como um dos principais motores de crescimento do setor agropecuário no Pará.




