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LIB Talk mostra a força do cooperativismo e o papel estratégico do Sistema OCB/PA no desenvolvimento do Pará
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O cooperativismo paraense mostrou a expansão do segmento, que já ocupa um espaço estratégico na economia e no desenvolvimento do Pará. Na noite desta quarta-feira (30), o primeiro episódio do projeto LibTalks, realizado pelo Grupo Liberal, com a participação do presidente Ernandes Raiol e do superintendente Júnior Serra, apresentou como este modelo de negócio cresce a passos largos no Pará, no Brasil e no mundo. O evento contou com a presença de lideranças cooperativistas e convidados, no auditório do Espaço Rômulo Maiorana, em Belém.
O encontro mostrou o tamanho do movimento cooperativista e, principalmente, a capacidade de articulação institucional que existe por trás de milhares de negócios, empregos, serviços e oportunidades espalhados pelas diferentes regiões do Estado. O Sistema OCB/PA mostrou que o cooperativismo está presente no cotidiano dos paraenses e participa de setores fundamentais para a economia, como agropecuária, crédito, saúde, transporte, seguro, educação, infraestrutura, consumo e trabalho, produção de bens e serviços.
Os, números ajudam a dimensionar a força do cooperativismo que reúne mais de meio milhão de paraenses. De acordo com documentos oficiais da OCB/PA, o Pará reúne 506,2 mil cooperados, 5,4 mil empregos diretos, R$ 4,2 bilhões em ingressos, R$ 4,4 bilhões em ativos e R$ 204,2 milhões em sobras. Esses dados mostram a presença crescente das cooperativas na economia paraense e sua capacidade de gerar renda, negócios e oportunidades.
O impacto também ultrapassa os limites das próprias cooperativas. Dados apresentados pelo Governo do Pará apontam que o cooperativismo responde por aproximadamente 11,8% do PIB estadual, enquanto cerca de 23% da população paraense possui algum vínculo com uma cooperativa. É uma dimensão que transforma o cooperativismo em uma peça importante da agenda de desenvolvimento regional.
Se os números atuais já revelam a dimensão do movimento, a meta da OCB/PA é ainda maior: alcançar 1 milhão de cooperados no Pará até 2030. Isso representa mais do que dobrar a atual base de cooperados. É uma estratégia de ampliação do número de paraenses que participarão de negócios coletivos, acessar serviços, mercados, crédito, capacitação e novas oportunidades de geração de renda.
Para o presidente Ernandes Raiol, esse crescimento precisa acontecer acompanhado de estrutura, profissionalização, inovação, acesso a mercados e, principalmente, de um ambiente institucional favorável ao desenvolvimento das cooperativas. “O cooperativismo paraense já demonstrou que tem escala, capacidade de gerar resultados e presença em diferentes regiões do Estado. Chegar a 1 milhão de cooperados significa ampliar ainda mais essa força e fazer com que mais pessoas tenham acesso às oportunidades que o cooperativismo pode proporcionar”, declarou o presidente.
Uma das principais mensagens apresentadas durante o LibTalks foi justamente o papel estratégico do Sistema OCB/PA como ponte entre as cooperativas e os diferentes atores que ajudam a construir o desenvolvimento do Estado. A instituição atua na representação e defesa dos interesses do cooperativismo, acompanha políticas públicas, participa de espaços de discussão, articula parcerias e aproxima as cooperativas de órgãos públicos, instituições financeiras, universidades, empresas e outras organizações.
Um exemplo dessa atuação está na participação do Sistema OCB/PA no Comitê Gestor do Plano Estratégico de Longo Prazo do Estado – Pará 2050, espaço no qual o cooperativismo passou a integrar diretamente as discussões sobre os caminhos estratégicos para o desenvolvimento estadual. Na primeira reunião, representantes da OCB/PA apresentaram dados sobre o setor, que movimenta bilhões de reais e gera milhares de empregos no Estado. A atuação também passa pelo Conselho Estadual de Cooperativismo, que reúne diferentes órgãos públicos e entidades para discutir políticas de fortalecimento do setor e articular ações entre governo e cooperativas.
O superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra, destacou a importância da articulação para transformar o potencial das cooperativas em resultados. “Quando falamos em desenvolvimento, precisamos falar em conexão. Nenhuma transformação acontece de forma isolada. Quando conectamos competências, conhecimento, crédito, mercado e representação institucional, criamos condições para que as cooperativas avancem e para que esse avanço chegue às pessoas e às comunidades”, observou Serra.
Discutir cooperativismo é discutir o próprio desenvolvimento do Estado. Porque, por trás de cada número, existem pessoas. Por trás de cada cooperativa, existem famílias. E por trás de cada articulação institucional existe a possibilidade de transformar uma demanda em acesso, uma parceria em negócio e oportunidade. O desafio é grande, mas a trajetória aponta para uma direção clara: quanto mais o cooperativismo cresce, maior é sua capacidade de contribuir para o desenvolvimento do Pará.