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Cooperativas estimulam o empreendedorismo, fortalecem a bioeconomia amazônica e transformam comunidades em polos de desenvolvimento sustentável

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turismo sustentável 1O empreendedorismo voltado aos pequenos negócios tem encontrado no turismo rural e no artesanato sustentável novas oportunidades de crescimento no Pará. Em meio ao fortalecimento da bioeconomia amazônica e da busca por experiências ligadas à natureza, cultura e sustentabilidade, cooperativas de transporte, turismo comunitário e produção artesanal movimentam a economia local e criam fontes de renda para famílias em diversas regiões do estado.

O avanço desse modelo econômico acompanha uma tendência de valorização do turismo de base comunitária, da economia criativa e dos produtos com identidade cultural e responsabilidade ambiental. No Pará, comunidades inteiras organizadas em cooperativas têm conseguido transformar potencialidades locais em negócios sustentáveis capazes de gerar impacto econômico, social e ambiental positivo.

A exemplo da Cooperativa de Transporte FluvialCooppertrans Combu, que reúne 49 cooperados na atuação de travessias e passeios turísticos, focados no ecoturismo sustentável e na valorização da comunidade local no município de Belém e desempenha papel fundamental ao conectar visitantes a comunidades, experiências culturais e destinos ecológicos, com roteiros turísticos que fortalecem as cadeias produtivas ligadas ao artesanato, gastronomia regional, agricultura familiar e produtos da sociobiodiversidade amazônica.

Com paisagens naturais, rios, comunidades tradicionais e forte riqueza cultural, o Pará vem cada vez mais, ampliando sua presença no turismo de base comunitária e ecológica. O crescimento do setor tem fomentado pequenos empreendedores ligados ao transporte turístico, hospedagem familiar, alimentação regional e experiências culturais. Além de gerar renda, o turismo sustentável também contribui para valorização cultural e preservação ambiental nas regiões atendidas pelas cooperativas.

A cooperada Ana Lice Mota, membro do conselho fiscal da cooperativa Cooppertrans Combu, afirma que o turismo de base comunitária abriu novas perspectivas econômicas para centenas de famílias.

“Antes a renda era muito limitada e dependia apenas de trabalhos esporádicos. Hoje conseguimos trabalhar com transporte turístico, levar visitantes para conhecer as comunidades e movimentar outros pequenos negócios locais. Sem o transporte, não tem como o visitante chegar na ilha e consumir o que a gente produz.  Isso fortalece toda a cadeia econômica”, relata.

Outro segmento fortalecido pelo cooperativismo é o artesanato sustentável. Pequenos empreendedores passaram a transformar sementes, fibras naturais, madeira reaproveitada e outros elementos da floresta em produtos comercializados em feiras, eventos e em mercados nacionais e internacionais. Com a realização da COP30 em Belém, produtos de cooperativas ganharam o mundo com a comercialização para visitantes de outros países que participaram do evento. Cada peça produzida carrega identidade amazônica e se conecta diretamente ao consumo consciente e sustentável.

A artesã Neuma Serrão, integrante da cooperativa COOMFLONA, que produz biojoias e artesanatos ecológicos na região oeste do estado, destaca que o trabalho coletivo trouxe mais visibilidade para os produtos locais.

“Hoje conseguimos participar de feiras, divulgar nossos produtos e alcançar clientes de outros estados. O artesanato sustentável passou a ser valorizado não só pela beleza, mas também pela história e pela preservação ambiental envolvida”, explica a cooperada.

Segundo ela, o cooperativismo também permitiu acesso a capacitações em gestão, comercialização e inovação e, com isso fortaleceu os pequenos negócios da comunidade.

Naira Castro, presidente da TURIARTE*, Cooperativa de Turismo de base Comunitária e Artesanato Sustentável, formada por 194 cooperados, de 12 comunidades*, no município de Santarém, conta que muitos empreendedores da Amazônia já nasceram dentro da cultura da sustentabilidade, mas que precisavam de apoio para transformar isso em oportunidade de mercado.

“A floresta sempre foi fonte de sustento para muitas famílias e comunidades. O que a cooperativa faz é organizar essa produção, agregar valor e abrir portas para novos mercados. Hoje vemos pequenos negócios se profissionalizando sem perder sua identidade cultural e ambiental e, nós também estamos inseridos nesse ambiente”, explica a presidente.

Especialistas apontam que o crescimento do turismo sustentável e do artesanato ecológico acompanha o fortalecimento da bioeconomia amazônica, considerada uma das principais apostas econômicas para a região nos próximos anos. Nesse contexto, as cooperativas assumem protagonismo ao conectar desenvolvimento econômico, preservação ambiental e inclusão produtiva.

O superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra, instituição de representação máxima das cooperativas no estado, explica que os pequenos negócios sustentáveis têm potencial para transformar comunidades inteiras. “A bioeconomia cria oportunidades reais para pequenos empreendedores da Amazônia. As cooperativas ajudam a organizar essa produção, profissionalizar os serviços e conectar os cooperados a novos mercados. Isso gera renda, fortalece a identidade cultural e promove desenvolvimento sustentável”, destaca.

Ele explica que,com consumidores cada vez mais atentos à origem dos produtos e ao impacto ambiental das atividades econômicas, o turismo rural sustentável e o artesanato ecológico ganham força como segmentos promissores dentro da nova economia verde”, conclui.

No Pará, cooperativas são empreendedores que juntos, buscam acessar o mercado com mais força, cooperando uns com os outros, que movimenta pequenos negócios e ajudam a transformar talentos locais em oportunidades reais de desenvolvimento econômico e social.

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