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Mais do que uma vitrine de produtos, a Feira de Negócios do Cooperativismo Paraense – FENCOOP®, se tornou um espaço estratégico de conexão entre cooperativas, mercado e sociedade. Em sua 6ª edição, o evento reforçou o papel do cooperativismo como motor de desenvolvimento econômico e social no estado, ao reunir diferentes segmentos produtivos e dar visibilidade a histórias que nascem da coletividade. A proposta é aproximar quem produz de quem consome, além de estimular parcerias e ampliar horizontes para centenas de cooperados.
Para a diretora de Cooperativismo na Sedeme, Luziane Sena, a feira também cumpre um papel institucional importante ao integrar diferentes atores do setor. “Trouxemos os conselheiros para dentro da feira justamente para que eles conheçam de perto a realidade das cooperativas e entendam como podem contribuir para o fortalecimento do setor. A FENCOOP® é esse espaço que mostra a força do cooperativismo paraense e cria pontes para que ele cresça ainda mais”, destacou.
Esse avanço pode ser percebido na prática, nas histórias de quem vive o cooperativismo no dia a dia. Há quase três décadas nas ruas de Belém, os motoristas da Cooperativa de Táxi da Doca encontraram na união uma forma de transformar o serviço e garantir mais autonomia. Criada há 28 anos, a cooperativa nasceu da necessidade de organizar o trabalho e oferecer mais qualidade à população. Hoje, com 112 cooperados, o sistema funciona de forma integrada, com atendimento via call center e distribuição automatizada das corridas.
O diretor-secretário, Kellivan Moraes, diz que o modelo fortalece tanto o coletivo quanto o individual. “Todo mundo é dono e cada um faz o seu horário. A gente se uniu para prestar um serviço com mais qualidade, segurança e conforto. E, ao mesmo tempo, cada cooperado constrói sua própria renda. A cooperativa existe justamente para dar suporte a tudo isso”, explicou.
Na Ilha do Combu, o cooperativismo também mudou a forma de viver e trabalhar. O que antes era uma economia baseada principalmente no açaí e no cacau, hoje encontra no turismo sua principal fonte de renda.
A COOPPERTRANS COMBU, que reúne 51 cooperados, nasceu com apenas três embarcações e, ao longo dos anos, expandiu sua atuação até se tornar essencial para o fluxo de visitantes na região. Atualmente, são cerca de 50 lanchas operando entre travessias e roteiros turísticos. “Hoje a gente vive do turismo. Antes, não conseguíamos nos manter só com isso, mas a cooperativa trouxe organização e renda. Sem o transporte, não tem como o visitante chegar na ilha e consumir o que a gente produz”, contou Ana Lice Mota, do conselho fiscal da cooperativa.
Para além da mobilidade, a feira também revela o potencial de transformação da produção local. Em São João de Pirabas, a aposta na verticalização da cadeia do mel tem permitido que pequenos produtores avancem no mercado com mais valor agregado.
É o caso da cooperativa AGROMEL, que reúne agricultores, apicultores e meliponicultores. Ao invés de comercializar apenas o mel in natura, o grupo passou a investir em novos produtos, como mel com pimenta, própolis e pólen. Uma estratégia que amplia as possibilidades de renda, mas também traz desafios.
“Trabalhar com essa cadeia não é fácil. Para chegar ao produto a gente precisa de estrutura, certificação, investimento. Muita gente fica só na venda do mel bruto porque não consegue avançar. Então, estar aqui mostrando que conseguimos ir além é motivo de muito orgulho”, destacou a cooperada Andréa Santa Brígida.
Esse movimento de amadurecimento do setor também é observado no crescimento da própria FENCOOP®. De acordo com o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra, a feira evoluiu junto com as cooperativas. “A gente praticamente dobrou a participação de cooperativas desde as primeiras edições. Antes, eram mais exposições institucionais, com cartazes. Hoje, vemos produtos sendo comercializados, negócios sendo fechados. No ano passado, foram cerca de 7 milhões de reais movimentados, e a expectativa é superar esse número”, afirmou.
Segundo ele, a proposta da feira sempre foi de conectar cooperativas à sociedade e fortalecer o ambiente de negócios. Iniciativas como a Cozinha Show, que utiliza exclusivamente produtos da agricultura familiar cooperativista, e parcerias com o setor de bares e restaurantes ampliam ainda mais esse alcance. “A FENCOOP® mostra que o cooperativismo está presente em muito mais atividades do que as pessoas imaginam. E mais do que isso, mostra que ele é viável, competitivo e essencial para o desenvolvimento do estado”, completou.
O a escalada de crescimento do evento também chama atenção fora do estado. O que se vê nos corredores da feira, segundo a superintendente do Sistema OCB Nacional, Fabíola Nader, é um retrato de como o cooperativismo amazônico tem transformado desafios históricos em soluções coletivas e oportunidades de negócio. “A feira mostra a força do cooperativismo e evidencia que, por trás de negócios fortes e produtos de qualidade, existe um propósito maior: transformar a vida dos cooperados e, consequentemente, das comunidades onde eles estão inseridos”, destacou Fabíola.
Na avaliação dela, a pluralidade da Amazônia torna o cooperativismo ainda mais relevante como ferramenta de desenvolvimento. “Aqui a gente encontra realidades muito específicas, com desafios de logística, infraestrutura, acesso e visibilidade. E o cooperativismo surge justamente como uma forma coletiva de enfrentar essas adversidades e criar possibilidades para essas comunidades”, afirmou.
De forma ampla o cooperativismo se traduz em geração de renda, fortalecimento de comunidades e construção de novas oportunidades. Um movimento coletivo que segue crescendo e redesenhando a economia paraense.
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Com atuação cada vez mais articulada no campo político e econômico, o cooperativismo paraense se mostra como vetor de desenvolvimento econômico, e transformação social no estado. O setor vive um momento de amadurecimento institucional e protagonismo político, chancelado pelo sucesso da FENCOOP® 2026, ocorrida na última semana em Belém. Mais do que um modelo de negócios, o setor se posiciona como uma estratégia concreta de desenvolvimento, capaz de integrar geração de renda, inclusão social e sustentabilidade em um mesmo sistema organizado e eficiente.
Com articulação política crescente e impacto direto na economia real, o cooperativismo paraense se consolida como política de desenvolvimento, ampliando sua influência na economia do estado. Esse avanço é resultado de uma construção coletiva que vem fortalecendo a presença do cooperativismo nos principais espaços de decisão.
A representatividade institucional do cooperativismo também se fortalece à medida que o setor amplia sua presença nos espaços de decisão. Com atuação técnica o Sistema OCB/PA tem desempenhado papel fundamental na defesa de pautas estratégicas, como o reconhecimento das especificidades do modelo cooperativista na reforma tributária, um ponto essencial para garantir competitividade e segurança jurídica às cooperativas paraenses.
Ao mesmo tempo, o movimento se conecta diretamente com agendas globais e nacionais, como o desenvolvimento sustentável. No Pará, essa conexão é ainda mais relevante diante do protagonismo ambiental do estado e da visibilidade internacional com a COP30. As cooperativas já são agentes ativos nessa agenda, atuando na economia circular, na produção sustentável e na valorização de comunidades locais.
Ernandes Raiol, presidente da OCB/PA, destaca que a iniciativa deixou legados importantes para o estado. Entre eles, estão o fortalecimento da cultura cooperativista, a ampliação de parcerias institucionais e o estímulo à inovação dentro das cooperativas.
"O ensinamento disso tudo é olhar para o futuro e aproveitar aquilo que nos foi dado na COP30, onde nós fomos atores principais e mostramos para o mundo que somos capazes de cuidar da nossa região e ao mesmo tempo produzir com responsabilidade. Nós temos uma pluralidade de produtos oriundos da agricultura familiar e da economia solidária, produtos esses que nos orgulha muito porque são livres de agrotóxico e o mais importante, aquilo que hoje sobra de rejeito das cooperativas nós estamos transformando em bioinsumos e outros adubos que a gente pode trabalhar", avalia Raiol reafirmando o destaque das cooperativas para o futuro.
Nesse contexto, o Sistema OCB/PA exerce um papel estratégico como articulador institucional. Por meio de programas, soluções e ações, a entidade atua na defesa de políticas públicas, no fortalecimento do ambiente de negócios e na ampliação da competitividade das cooperativas. Essa atuação posiciona o cooperativismo como parceiro do desenvolvimento, dialogando com governos, setor produtivo e a sociedade.
Para a diretora-presidente da cooperativa CASP, Cintya Roberta, a articulação política e institucional é fundamental para garantir políticas públicas, acesso a crédito e assistência técnica.
“Estamos no mercado há mais de 16 anos e com o apoio do Sistema OCB/PA trabalhamos em parceria com diversas instituições como prefeituras, Emater, Adepará, Terra Preta, além de assessorias técnicas e instituições de ensino. E todo esse apoio tem sido decisivo para estruturar a produção local mostrando, na prática, que é um modelo econômico viável, saindo da lógica individual e para atuar de forma organizada, garantindo escala, qualidade e acesso a mercados que antes eram inacessíveis para o agricultor familiar, ressaltou Cintya.
Assim como outras cooperativas, os produtos da CASP abastecem programas como o PNAE e o PAA, chegando à merenda escolar de diversos municípios e a instituições como UFPA, IFPA, além do SESC e do Comando da Aeronáutica, por meio de políticas de compra institucional.
O secretário de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia do Pará (SEDEME), Mauro Bastos, enfatizou o impacto do setor na economia estadual. “O cooperativismo é um parceiro fundamental para o desenvolvimento econômico do Pará. Ele chega aonde muitas vezes outras estruturas não chegam, promove inclusão produtiva e fortalece economias locais. O diálogo com o Sistema OCB/PA tem sido essencial para construirmos políticas públicas mais eficientes e alinhadas com a realidade do estado”, afirmou.
Assim, o cooperativismo deixa de ser visto apenas como uma alternativa econômica e passa a ser reconhecido como política de desenvolvimento. Um modelo que organiza pessoas, gera oportunidades e constrói soluções coletivas para desafios estruturais.
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O espaço Cozinha Show, coordenado pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes – ABRASEL, deu show de regionalidade, cooperação e experiência gastronômica durante a FENCOOP 2026, realizada em Belém, ao unir gastronomia regional, troca de saberes e inclusão. Durante a programação, o público acompanhou aulas ao vivo com chefs renomados, degustou novos sabores e, sobretudo, vivenciou uma proposta acessível, com a presença de intérpretes de Libras.
Para o intérprete Lucas Martins, a experiência foi além da tradução, trata-se de garantir direitos e promover pertencimento. “As pessoas ficam admiradas, porque a Libras é bonita de se ver. Mas, mais do que isso, é garantir o direito de pessoas surdas acessarem esses espaços”, destacou. Segundo ele, participantes surdos acompanharam as aulas e relataram uma experiência acolhedora. “O que mais importa é como eles se sentem, e eles se sentiram acolhidos, aprenderam receitas novas e experimentaram pratos diferentes”, afirmou.
Lucas também ressaltou o desafio e a riqueza de traduzir conteúdos gastronômicos para Libras, especialmente com ingredientes típicos da região. “Dentro da Libras existem sinais que fazem referência a legumes, frutas e elementos regionais. Então a gente trabalha muito com itens como macaxeira, tucupi e jambu, o que torna tudo mais vivo e compreensível”, explicou. Ele ainda reforça que a atuação em eventos como esse amplia o alcance da acessibilidade: “Trabalhar com Libras é possibilitar comunicação e garantir que pessoas surdas acessem todos os espaços”.
Na cozinha, a proposta também foi de valorização cultural. O chef Sérgio Pará apresentou um prato que mistura influências amazônicas e italianas, surpreendendo o público. “Eu fiz uma fusão do Pará com a Itália, usei ingredientes nossos com técnicas italianas e saiu uma maravilha”, contou. Para ele, a interação com o público é um dos pontos altos do evento. “É uma troca. Eu achei muito legal ver o pessoal participando, ficando até o final das aulas”, disse.
O chef também destacou a importância da inclusão no evento. “A questão da Libras aqui é uma prova de inclusão. Eu vi pessoas surdas acompanhando, tirando fotos, agradecendo. Isso mostra que o evento está preparado”, avaliou.
Quem participou pela primeira vez da Cozinha Show foi a professora e pedagoga Eunice Ferreira, que se encantou com a proposta. “Eu gostei demais. Ele explica super bem e traz temperos que a gente usa pouco, como a alfavaca e o jambu”, comentou. Para ela, o espaço também cumpre um papel importante na valorização da culinária amazônica. “A gente precisa manter essa tradição viva. Esse cheiro, esse sabor da Amazônia são únicos”, afirmou.
Nesta edição, o espaço ganhou reforço importante na valorização da gastronomia regional e da produção cooperativista, com o uso do selo de Cidade Criativa da Gastronomia, concedido pela UNESCO a Belém, além do lançamento de um e-book que reunirá as receitas, histórias e saberes apresentados durante o evento.
A iniciativa surgiu a partir de uma parceria com a Abrasel, responsável pela coordenação do espaço “Cozinha Show”, ambiente que usa produtos de cooperativas para preparar os pratos. O selo internacional, que reconhece Belém como referência global na gastronomia, passa a ser utilizado como ferramenta para fortalecer a identidade culinária local em eventos e festivais, ampliando a visibilidade dos produtos e dos produtores da região como explica Diego Andrade, gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB/PA.
"Mais do que promover degustações, a proposta deste ano avança na difusão de conhecimento. O e-book, que será lançado após o evento, reunirá receitas preparadas durante os três dias da FENCOOP, acompanhadas de fichas técnicas, modos de preparo, lista de ingredientes e registros visuais dos pratos. O material também contará a origem dos insumos utilizados — em sua maioria provenientes de cooperativas — destacando o papel da agricultura familiar na cadeia produtiva".
A ideia é conectar consumo e propósito, evidenciando que os produtos adquiridos carregam identidade, cultura e impacto social. E permitir que o público leve para casa não apenas o sabor experimentado na feira, mas também a história por trás de cada prato.
Outro destaque desta edição foi o uso de insumos cooperativistas. Todos os pratos apresentados utilizaram pelo menos dois ou três ingredientes oriundos de cooperativas, superando metas estabelecidas em anos anteriores. O resultado reforçou o objetivo de ampliar a comercialização desses produtos e mostrar para os donos de restaurantes e chefs que as cooperativas possuem umA pluralidade de produtos que podem fazer a diferença na regionalidade de seus pratos.
Carolina Farias, executiva da Abrasel, destacou o papel das cooperativas no fortalecimento da cadeia gastronômica. “Por que que a gente está aqui? As cooperativas atendem os nossos associados e a Abrasel tem o interesse em fazer essa conexão entre eles. A gente precisa dos insumos deles e eles têm o que a gente precisa para os estabelecimentos”, afirmou Carolina.
Para ela, a Cozinha Show também cumpre um papel social. “Para nós é muito interessante participar da feira, esse momento de integração, de conexão. A Cozinha Show é uma forma de enaltecer chefes, produtores, um momento legal da comunidade. “As pessoas gostam de degustar, a cozinha fica lotada, um momento de integração do fornecedor, do restaurante e da comunidade”, completou.
A grande participação do público também marcou o evento. A organização registrou aumento na visitação em comparação às edições anteriores, reflexo do interesse crescente não apenas pela gastronomia, mas pelas histórias e pelo propósito que envolvem cada produto apresentado.
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O protagonismo jovem no cooperativismo paraense ganhou novos contornos com a realização do Encontro da Geração C, que reuniu jovens de diferentes regiões do estado, durante a FENCOOP 2026. O evento marcou o lançamento do regimento interno do Comitê de Jovens do Estado do Pará.
"Hoje temos um marco muito importante, que é a assinatura do regimento interno. Esse documento foi construído de forma coletiva ao longo de 2025 e parte de 2026, junto com o comitê. Agora, ele passa a contar com o apoio institucional do Sistema OCB/PA, garantindo mais estrutura, respaldo jurídico e fortalecendo ainda mais a atuação do grupo", explicou José Neto, membro do Comitê de Jovens do Pará.
Outro destaque do encontro foi a apresentação do Selo Roxo, que passa consolidar a identidade do movimento e a fortalecer o reconhecimento das suas iniciativas. "O Selo Roxo é uma iniciativa construída pela Geração C em parceria com o Sistema OCB, com o objetivo de engajar e fortalecer a participação da juventude dentro das cooperativas. A proposta busca incentivar práticas mais inclusivas, voltadas à valorização dos jovens no cooperativismo. Nos próximos dias, serão lançadas as normativas que vão orientar o processo. A partir disso, as cooperativas terão o prazo de um ano para se inscrever e se adequar aos critérios estabelecidos.", afirmou Alana Adinaele, Coordenadora do Comitê de Jovens
O encontro também marcou a ampliação do diálogo institucional com outras frentes voltadas à juventude. Durante a programação, foi formalizada a assinatura de um termo de cooperação técnica entre o Sistema OCB/PA e o Instituto COJOVEM, garantindo atuação conjunta em pautas ligadas ao desenvolvimento social e à participação juvenil.
Para Aldrin Barros, representante do Instituto COJOVEM, a parceria nasce da convergência entre agendas e da necessidade de atuação coletiva. "Esse termo de cooperação surge de uma estratégia de atuação multifatorial. O COJOVEM atua com diferentes segmentos na defesa dos direitos da juventude, e entendemos que os jovens do cooperativismo são uma base estratégica para ocupar espaços institucionais. A parceria fortalece essa atuação conjunta, ampliando a participação juvenil e impulsionando programas, projetos e políticas públicas."
A Geração C é o comitê jovem do cooperativismo, formado por integrantes que conectam pessoas, ideias e atitudes em prol de um futuro mais justo, colaborativo, inovador e sustentável. Atualmente, mais de 300 jovens ocupam espaços de liderança, representação e governança em cooperativas paraenses. A Geração C já está presente em cerca de 150 cooperativas, alcançando aproximadamente 70% das registradas no Sistema OCB/PA.
A relevância do encontro também foi destacada pela representante da unidade Nacional do Sistema OCB, Divani Ferreira de Souza, que enfatizou que o momento vivido no Pará se firma como referência para outras regiões. "Esse momento foi um marco importante e vai servir de referência para a unidade nacional e outros estados. O regimento fortalece a formalização do comitê, enquanto o selo roxo aponta para o futuro, como instrumento de reconhecimento e incentivo ao cooperativismo que queremos construir, concluiu"
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O fortalec
imento do cooperativismo agropecuário no Pará ganhou destaque na neste sábado (25), durante a realização do Encontro das Cooperativas do Ramo Agro, um dos momentos estratégicos da programação da FENCOOP 2026. O evento ocorreu no Teatro Maria Sylvia Nunes, na Estação das Docas, reunindo lideranças, produtores, pesquisadores e instituições em um amplo espaço de diálogo, troca de experiências e construção de soluções para o setor.
Com uma programação voltada à apresentação de dados, cases de sucesso e estratégias de mercado, o encontro reforçou o papel das cooperativas como agentes de desenvolvimento econômico e social, especialmente no contexto da agricultura familiar e da bioeconomia amazônica.
O encontro foi estruturado para ir além do debate, trazendo informações concretas que possam orientar decisões e impulsionar o crescimento das cooperativas. “Este é um momento muito especial, pois reunimos dados do cenário do cooperativismo levantados por meio de consultoria estratégica, que nos permitem dialogar com parceiros, instituições e investidores. A partir dessas informações, conseguimos fortalecer o ramo agro, gerar oportunidades e estruturar ações que impactam diretamente as cooperativas”, destacou a analista de monitoramento do Sistema OCB/PA, Paola Corrêa.
A programação incluiu ainda conteúdos voltados ao posicionamento de mercado, com a apresentação de estratégias para ampliar a comercialização de produtos, desde feiras locais até mercados mais exigentes. “A proposta é mostrar que as cooperativas podem alcançar diferentes públicos e agregar valor à sua produção, ampliando horizontes e fortalecendo sua atuação”, complementa Paola Corrêa.
Outro ponto de destaque foram os casos de sucesso apresentados durante o encontro, mostrando iniciativas que vêm transformando realidades no campo. Experiências como o protagonismo de mulheres e jovens, o fortalecimento de cadeias produtivas sustentáveis e a geração de renda a partir de resíduos agroflorestais demonstraram, na prática, o potencial inovador das cooperativas paraenses.
A diversidade de públicos presentes, incluindo estudantes, pesquisadores e representantes de instituições, reforçou o caráter aberto e integrador do encontro. Entre os participantes, a percepção foi de aprendizado e ampliação de perspectivas. A mestranda em Agronomia Grace Kelly destacou a relevância do conteúdo para a pesquisa acadêmica, especialmente no contexto da economia circular e da sustentabilidade promovida pelas cooperativas. A cooperada Renata Silva, da CAEPIM, destacou a importância do acesso à informação. “Nós, da base, muitas vezes não temos acesso a esse tipo de conhecimento. Aqui, conseguimos entender melhor o potencial do cooperativismo e levar essas informações para outros cooperados, contribuindo para o nosso crescimento”, afirmou.
A percepção é compartilhada por representantes de cooperativas já consolidadas, que veem no encontro uma oportunidade contínua de evolução. O presidente da CCAMPO, Mário Zanelato, ressaltou o caráter estratégico do evento ao apresentar tendências de mercado e orientar sobre posicionamento e valorização dos produtos regionais. “É um espaço que nos ajuda a evitar erros e avançar com mais segurança, valorizando nossos diferenciais, especialmente a agricultura familiar e a identidade amazônica”, pontuou.
O uso de tecnologia e inovação também esteve em evidência no encontro. O diretor executivo da Amaztrace, Vitor Monteiro, ressaltou a rastreabilidade como ferramenta estratégica para acesso a crédito e novos mercados. “A agricultura familiar pode ser altamente produtiva e rentável. Nosso papel é contribuir para esse desenvolvimento, conectando tecnologia e cooperativismo”, pontuou.
O encontro também evidenciou o impacto social das cooperativas, especialmente na inclusão e no fortalecimento de comunidades tradicionais. A presidente da cooperativa COOPAFS, de Santarém/PA, Lucilene Sousa, ressaltou a importância da participação feminina e da diversidade dentro das organizações. “Estamos construindo um modelo que valoriza mulheres, povos originários e comunidades tradicionais, ampliando oportunidades e fortalecendo nossas cooperativas”, afirmou.
A realização do Encontro das Cooperativas do Ramo Agro é um dos principais espaços de articulação do cooperativismo paraense. Com foco em inovação, sustentabilidade e fortalecimento de parcerias, a iniciativa consolida o cooperativismo como um dos principais motores de crescimento do setor agropecuário no Pará.
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Na tarde desta sexta-feira (24), a Feira de Negócios do Cooperativismo Paraense (FENCOOP®) 2026 recebeu os membros do Conselho Estadual de Cooperativismo do Pará para um momento de integração e fortalecimento do cooperativismo com a visita guiada pelos estandes das cooperativas expositoras da feira. A atividade substituiu a reunião formal do Conselho, que estava inicialmente prevista para ocorrer no Teatro Maria Sylvia Nunes, na Estação das Docas, e se transformou em uma experiência imersiva no universo cooperativista.
A iniciativa proporcionou aos conselheiros a oportunidade de conhecer, na prática, a pluralidade, a força produtiva e os desafios enfrentados pelas cooperativas paraenses. A visita seguiu como um momento de diálogo direto com cooperados, visitantes e autoridade presentes, permitindo trocas qualificadas, observação in loco dos modelos de negócio e maior compreensão sobre o impacto socioeconômico do setor no estado.
O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (SEDEME), Mauro Bastos, destacou a relevância da experiência prática proporcionada pela visita. “Essa feira cresce a cada ano e tem um impacto direto na geração de renda das famílias e no desenvolvimento das cidades. A visita guiada é fundamental porque permite conhecer de perto como as cooperativas trabalham e como contribuem para o crescimento do Pará”, afirmou.
Para o secretário adjunto da Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (SEASTER) e membro do Conselho, Milton Zimmer, a atividade foi essencial para subsidiar discussões mais assertivas. “Essa visita é fundamental para conhecermos a realidade das cooperativas e, a partir disso, dentro do Conselho, promover debates que contribuam para o fortalecimento dos diferentes ramos do cooperativismo no estado”, pontuou.
A diversidade produtiva também chamou atenção dos participantes. O presidente do Conselho Estadual de Trabalho, Emprego e Renda (CETER/PA), Alberto Villar, ressaltou a representatividade da bioeconomia e das cadeias produtivas regionais. “A feira mostra o que há de mais valioso no cooperativismo: oportunidades geradas por pessoas que se organizam coletivamente. Cadeias como a do açaí, mel e cacau estão muito bem representadas. A visita guiada foi uma iniciativa estratégica, pois permite conhecer as histórias por trás de cada produto”, destacou.
Para o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, a ação cumpriu um papel fundamental de aproximação entre o Conselho e a realidade das cooperativas. “Essa visita surgiu a partir da reunião do Conselho e foi extremamente proveitosa. Muitos conselheiros ainda não conheciam a dimensão do nosso sistema e das cooperativas aqui presentes. Foi uma oportunidade de apresentar essa potência, mas também de evidenciar desafios, como as questões logísticas em um estado de grandes dimensões como o Pará”, explicou.
Raiol também destacou o caráter interativo da experiência, que incluiu a visita à Cozinha Show, espaço onde produtos das cooperativas são transformados em pratos gastronômicos, agregando valor à produção regional. Além disso, ele adiantou encaminhamentos futuros a partir da agenda do Conselho. “Já estamos articulando novas visitas técnicas, como à cooperativa Aurora, à COOSTAFE e à CUIA, fortalecendo ainda mais a participação do Conselho na realidade das cooperativas”, completou.
A visita guiada mostra o papel da FENCOOP® como ambiente de articulação institucional e fortalecimento de políticas públicas voltadas ao cooperativismo. Ao aproximar lideranças, gestores públicos e representantes do setor produtivo, a iniciativa contribui para a construção de estratégias mais alinhadas às necessidades do segmento.
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Durante a realização da FENCOOP® 2026, em Belém, a Central CUIA promoveu o Encontro Anual das cooperativas singulares filiadas, reforçando a integração do setor no estado. A iniciativa, que já integra a programação oficial da feira desde 2024, teve como foco o alinhamento do planejamento de ações para 2026. O encontro reuniu representantes das cooperativas ligadas à Central para apresentar e validar o novo plano de ação dentro do Programa Redes, desenvolvido em parceria com a DGRV. O convênio entre as instituições foi renovado por mais três anos, garantindo a continuidade do apoio técnico internacional e o fortalecimento das redes cooperativistas no Pará.
De acordo com a organização, o planejamento foi construído ainda em fevereiro, junto à diretoria da Central CUIA, e agora compartilhado com as cooperativas singulares. Entre os destaques, estão ações voltadas à estruturação produtiva, como o incentivo à produção de insumos e o fortalecimento de cadeias locais, com apoio direto de cooperativas em municípios do interior paraense.
Davison Pinheiro, analista do Sistema OCB/PA, revela que a ideia é alinhar o planejamento para todo o ano. "Dentro do Programa Redes, a DGRV renovou com a OCB/PA o convênio e foi feito um novo plano de ação. Agora foi o momento de apresentar às singulares o resultado desse planejamento e a validação. Também foram apresentados programas que estão sendo desenvolvidos, assim como a estruturação de produção de bioinsumos que será feito através da central e que está recebendo um apoio direto da singular Cooper, do município de Parauapebas. A ideia com tudo isso é gerar bioinsumos a partir do rejeito da fábrica de frutas da singular Cooper", informou Davison.
Outro ponto apresentado foi a captação de recursos por meio de parcerias com instituições financeiras, com o objetivo de ampliar capacitações e oferecer assessoria técnica às cooperativas. A agenda também inclui atividades formativas, como o workshop “Boas Cred”, previsto para o próximo dia 28, que deve reunir cooperativas de crédito e demais participantes para nivelamento de atuação.
Além disso, foram divulgadas as datas da Assembleia Geral Extraordinária da Central, momento em que serão apreciadas as prestações de contas e discutida a entrada de novas cooperativas no quadro social.
Representando a DGRV, o consultor Sivio Justin destacou que a entidade enxerga a Central como uma estrutura estratégica para ampliar a eficiência e a competitividade do cooperativismo regional, promovendo desenvolvimento econômico sustentável. "Apoiamos o fortalecimento da Central CUIA, pois somos uma federação que tem braço de apoio internacional e atuamos no Brasil com o Sistema OCB/PA e enxergamos a Central Cuia como uma boa célula para fortalecermos as redes de cooperativas que atuam conjuntamente no sentido de nos envolver ainda mais o cooperativismo com mais eficiência e competitividade", completou.
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O fortalecimento das cooperativas de reciclagem como agentes econômicos foi o principal destaque do Encontro da Reciclagem, realizado na sede do Sistema OCB/PA, em Belém, na sexta-feira (24), durante programação da FENCOOP® 2026. O evento reuniu representantes do setor, especialistas e cooperados para discutir estratégias de desenvolvimento, capacitação e acesso a novos mercados.
Durante o evento, o gerente de desenvolvimento de cooperativas do Sistema OCB/PA, Diego Andrade, enfatizou a necessidade de mudar a forma como a atividade é percebida. Segundo ele, programas de capacitação e acesso ao mercado vêm sendo implementados para tornar essas organizações mais competitivas. “A reciclagem precisa ser vista como uma atividade econômica estruturada, e não como assistencialismo. As cooperativas têm potencial real de gerar negócios, renda e oportunidades”, afirmou.
Uma das iniciativas apresentadas foi a conexão direta entre cooperativas e empresas, promovida dentro do próprio evento. A proposta também incluiu a possibilidade de direcionamento de recursos via leis de incentivo fiscal. “Essa aproximação permite apoiar projetos que gerem emprego e renda dentro das cooperativas”, explicou Andrade.
A presidente da cooperativa CONCAVES, Débora Bahia, destacou a relevância do encontro para o estado. “Este evento é um marco muito importante. O Pará é uma potência em cooperativas de reciclagem e receber representantes nacionais reforça o trabalho que já vem sendo feito”, disse. Ela também ressaltou avanços trazidos por programas recentes. “Conseguimos desenvolver iniciativas que mostram que é possível crescer dentro do cooperativismo, e o programa de negócios deu muito certo”, afirmou.
Cooperativas de coleta seletiva de várias regiões do estado, recebem com entusiasmo as temáticas discutidas do encontro, afinal, sabem do potencial que têm em mãos.
Esse é o caso de Wesley Faustino, representante da Cooperativa de Reciclagem de Marabá, a Corema, fundada no ano de 2019 por 25 famílias, atuando na reciclagem de resíduos sólidos fazendo a coleta de grande, médio e pequeno gerador. Ele ressalta que o objetivo final da reciclagem que a cooperativa faz vai além dos valores econômicos mudando a realidade na cidade.
"O objetivo final da reciclagem engloba muitos valores, tanto o ambiental, social e econômico, visando qualificar, capacitar o ser humano, o catador que estava na margem ali e transformando em um empreendedor, essa é a visão da Corema com resultado as pessoas e fazendo a economia circular" aponta Wesley. Atualmente, a cooperativa da maior cidade do sudeste paraense busca ainda o potencial energético dos resíduos, atuando em diversos bairros e núcleos.
Outro exemplo é Fernanda Lopes de Almeida, natural de Oriximiná, cidade do oeste paraense, que também atua no ramo da reciclagem desde 2007, ela trabalha com pessoas de baixa renda e vulnerabilidade social que encontraram na cooperativa de reciclagem a forma de mudança sociai, a educação ambiental e a aquisição de renda são os principais focos do negócio. A entrada e saída são consideradas normais e com um motivo bem especial.
"Na cooperativa de reciclagem há muita rotatividade. As pessoas passam meses, um ano, dois anos até encontrarem coisa melhor. A gente capacita as pessoas que estão conosco, dá formação. A cooperativa tem acesso livre a ferramenta Capacita Coop e a partir do momento que aqueles que querem se capacitar decidem se continuam com a gente ou não, os que não querem a gente indica ao mercado de trabalho via CLT. Na cooperativa, a renda média é de R$ 1400,00, e não é todos os dias que eles trabalham", explica Fernanda.
A analista de desenvolvimento de cooperativas do sistema OCB, Luciane Fiel, apresentou detalhes do Programa de Negócios, voltado à profissionalização das cooperativas. “É um programa estruturado em módulos que abordam governança, gestão, finanças e acesso a mercado. A ideia é tornar as cooperativas mais maduras e preparadas para atuar como negócio”, explicou. Segundo ela, a adesão é voluntária e aberta a todas as cooperativas interessadas.
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Em um mercado onde a escolha do consumidor vai além do preço, o posicionamento de marca se tornou decisivo também para o cooperativismo. Esse foi o tema central do Encontro CoopTalk, realizado no segundo dia da FENCOOP 2026, que reuniu especialistas e representantes de cooperativas para discutir como o segmento constrói valor a partir da forma como se apresentam ao público.
Para o publicitário Diego Paes, assessor de comunicação e marketing da Sicredi Ouro Verde em Belém, a disputa entre marcas já não acontece apenas no preço.
“Tanto negócios cooperativistas como não cooperativistas já entraram em consenso de que o que importa é a conexão com o consumidor final. No mercado cada vez mais competitivo, as pessoas encontram sentido e propósito nesse ato de consumo. Muitas vezes a briga não é por preço, é pelo significado que aquele ato de consumir um produto ou serviço agrega”.
Na visão dele, o cooperativismo já parte de uma vantagem importante nesse cenário, justamente por carregar no próprio modelo um impacto direto nas comunidades onde atua.
“Quando a gente faz um negócio cooperativista, a gente tem uma grande vantagem. Ele desenvolve a economia local. É um modelo pensado para a vida das pessoas, para famílias que se unem para desenvolver economicamente a região, gerando emprego e renda. E isso tudo precisa ser comunicado”.
“Construir memórias, construir conexão emocional com marcas cooperativistas já é metade do caminho. Porque tem muito propósito, muito sonho, muito desenvolvimento local envolvido”, completou.
Ao longo do CoopTalk, a lógica do posicionamento de marca apareceu como um fio condutor das discussões, reforçando a importância das cooperativas saberem traduzir o que já fazem no dia a dia em comunicação estratégica.
“O consumidor sempre vai buscar aquilo que diferencia as marcas. O posicionamento constrói experiência, memória e percepção de valor”, pontuou.
O debate também trouxe um exemplo prático do setor produtivo, com o diretor comercial da cooperativa de Suinocultores de Ponte Nova -MG, Rodrigo Torres, mostrando como esse posicionamento já impacta diretamente a forma de produzir e vender.
No segmento de carnes premium, por exemplo, a estratégia tem sido agregar valor com certificações, bem-estar animal, sustentabilidade e cortes voltados para novos perfis de consumo.
“Estamos nos posicionando no mercado premium, com produção consciente. Trabalhamos com cortes diferenciados, certificações e práticas sustentáveis, como a neutralização de carbono. Tudo isso para entregar um produto que vai além da carne: um produto com responsabilidade ambiental e valor agregado”, destacou Torres.
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A abertura oficial da Feira de Negócios do Cooperativismo Paraense (FENCOOP®) 2026, realizada na tarde de quinta-feira (23), no Teatro Maria Sylvia Nunes, na Estação das Docas, em Belém, reforçou o protagonismo do cooperativismo como uma força econômica organizada, representativa e cada vez mais estratégica para o desenvolvimento do Pará. Estruturada como um dos principais eventos do setor na região Norte, a feira reúne, nesta edição, 101 cooperativas de todos os segmentos econômico e regiões do estado.
Promovida pelo SESCOOP/PA, com apoio do Sistema OCB/PA, a FENCOOP® chega à sua sexta edição como uma vitrine robusta de negócios, inovação e articulação institucional. O evento ocorre até o dia 25 de abril, no Galpão 3 da Estação das Docas, com programação diária das 14h às 22h, integrando exposição de produtos e serviços, palestras, oficinas, rodadas de negócios e manifestações culturais que valorizam a identidade amazônica.
Mais do que uma feira, a FENCOOP® é um espaço estratégico de conexão entre cooperativas, poder público, parceiros institucionais, empreendedores e consumidores. Em 2025, o evento movimentou mais de R$ 7 milhões em negócios, recebeu cerca de 21 mil visitantes e contou com 112 cooperativas expositoras, números que devem ser superados nesta edição, reforçando o crescimento contínuo do setor.
Durante a cerimônia de abertura, lideranças institucionais e autoridades destacaram o papel do cooperativismo como modelo econômico inclusivo, sustentável e competitivo, capaz de gerar emprego, renda e impacto social.
O presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, ressaltou a força coletiva do setor e sua contribuição para a economia estadual. “A FENCOOP® é a expressão da força do cooperativismo paraense. Hoje, participamos com mais de 11% da economia do Estado e impactamos diretamente uma parcela significativa da população. Estamos falando de geração de emprego, renda, cuidado com o meio ambiente e desenvolvimento sustentável”, afirmou.
Representando o Sistema OCB Nacional, a superintendente Fabiola Nader Motta destacou o propósito do modelo cooperativista. “Essa feira é uma vitrine que mostra à sociedade a qualidade dos produtos e serviços das cooperativas, mas, principalmente, evidencia um modelo de negócios que gera transformação econômica e social com base em valores sólidos”, pontuou.
A presença institucional também foi reforçada por representantes do poder público e entidades parceiras. O secretário de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia do Pará (SEDEME), Mauro Bastos, enfatizou o impacto do evento na economia estadual. “A FENCOOP agrega muito ao Estado ao reunir produtores e cooperativas que mostram, na prática, o que está sendo produzido e desenvolvido. É uma feira que traduz crescimento e gera oportunidades”, afirmou.
Já o superintendente do SEBRAE, Rubens Magno, destacou o papel estratégico da cooperação aliada à visão empresarial. “Quando unimos o cooperativismo com estratégias de mercado, enxergando cada cooperado como um empreendedor, conseguimos resultados extraordinários. A FENCOOP é a culminância desse processo”, disse.
O senador Zequinha Marinho celebrou o avanço do setor no estado. “É gratificante ver o cooperativismo se consolidando como parte da cultura do povo paraense, crescendo a cada edição e ampliando sua presença em diferentes segmentos”, declarou.
Assim como o deputado estadual Fábio Freitas, que reforçou o apoio institucional ao setor e anunciou avanços importantes. “As cooperativas geram emprego, renda e fazem a diferença nos municípios. Estamos trabalhando para ampliar o reconhecimento e garantir mais oportunidades, inclusive com títulos que permitem acesso a convênios e licitações”, destacou.
E o deputado Iran Lima reiterou o compromisso com o fortalecimento do cooperativismo. “Estamos ao lado das cooperativas paraenses, que já impactam milhões de pessoas e fortalecem a economia regional. Esse é um modelo que precisa continuar crescendo”, afirmou.
A FENCOOP® mostra, na prática, o impacto do cooperativismo na vida de pessoas e comunidades. A engenheira ambiental e empreendedora Rayane Guimarães destacou a importância do evento para geração de oportunidades. “A feira é essencial para acesso a mercados, formação de parcerias e valorização da agricultura familiar e de produtos regionais”, disse.
Casos concretos reforçam esse cenário. A Cooperdoca, cooperativa de taxistas com 28 anos de atuação em Belém, participa pela primeira vez da feira. “A FENCOOP® traz visibilidade e mostra a força do cooperativismo também no setor de serviços”, afirmou o diretor Kelevan Moraes.
Na Ilha do Combu, a Coopertrans Combu transformou sua realidade por meio do cooperativismo. “Hoje vivemos majoritariamente do turismo, algo que só foi possível graças à organização cooperativa”, explicou Analice Mota, do Conselho Fiscal da Coopertrans Combu.
Já a cooperativa Agromel, de São João de Pirabas, demonstra como a inovação agrega valor à produção. “Não vendemos apenas o mel, mas produtos derivados com valor agregado. Isso muda completamente a realidade econômica dos produtores”, destacou Andréa Santa Brígida.
Desde sua criação, idealizada em 2018 e concretizada em 2019, a FENCOOP® tem ampliado sua relevância e impacto. Em 2026, reafirma seu papel como um ambiente de negócios, inovação e articulação política, consolidando o cooperativismo como um dos principais motores do desenvolvimento socioeconômico do Pará.
Com expectativa de crescimento nos números e fortalecimento das parcerias institucionais, a feira projeta um futuro promissor para o setor, evidenciando que o cooperativismo não apenas acompanha o desenvolvimento, ele é protagonista na construção de um novo modelo econômico mais justo, sustentável e inclusivo.
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A Feira de Negócios do Cooperativismo Paraense - FENCOOP®, realizada na Estação das Docas, em Belém, contou nesta quinta-feira (23), o Encontro SejaCoop, que reuniu cooperativas e a comunidade de todo o Pará no Teatro Maria Sylvia Nunes dando espaço para conhecimento aos participantes. O evento visa debater e externar ao público sobre o que é, como se apresenta, como participar e quais as potencialidades e oportunidades relacionadas ao cooperativismo.
Na palestra "Oportunidades. Cooperativa também é negócio", Ticiane Barbosa, técnica da OCB/PA, detalhou onde está o cooperativismo a partir do perfil econômico vocacional do estado do Pará partindo dos setores comércio, serviços, planos de saúde e indústria da construção civil.
Sobre potencialidades e oportunidades, Ticiane destacou o turismo, a inovação e a bioeconomia como pontos fundamentais. "O nosso painel falou sobre oportunidades de negócios para as pessoas que têm interesse em empreender coletivamente, tendo como solução, como modelo de negócio o cooperativismo, que é um modelo de empreendedorismo social, coletivo que visa gerar benefícios econômicos e sociais para as pessoas que se organizam neste tipo de negócio", destacou.
A missão de levar o cooperativismo para quem já vive e aos que buscam conhecer chegou a Dona Maria de Nazaré Ribeiro Rodrigues, presidente da Comissão Apostólica Cantinho do Céu, de Abaetetuba, nordeste paraense. Para ela, que preside uma convenção de pastores e igrejas das ilhas, total de 68 municípios e quase 970 afiliados, na FENCOOP®, Maria de Nazaré percebeu que está diante de uma cooperativa que pode ser formada.
"Foi muito bom porque abriu a minha visão, a gente já tem uma espécie de cooperativa, mas nunca pensamos em fazer dela um projeto maior e participar da cooperativa geral. A gente tem uma visão melhor agora e a gente vai providenciar em colocar essa nossa cooperativa que é de mulheres dos pastores. Nossa cooperativa leva alimentos, fraldas, a gente ajuda as mães e mulheres a sempre terem um apoio, então temos uma cooperativa só que não é legalizada, incluída, vamos trabalhar para que no próximo ano possamos estar juntos na Fencoop", reforçou Maria.
Essa troca de experiências e conhecimentos, capaz de trazer a luz comunidades como a de Maria de Nazaré, é vista por Ticiane como uma missão cumprida. "É muito bom saber disso. Para mim particularmente e para o Sistema OCB é uma missão cumprida. Faz parte da nossa missão falar sobre o cooperativismo de forma clara para que realmente todos entendam o que é o verdadeiro cooperativismo, como funciona e como ele beneficia de fato diversas pessoas, como transforma vidas", pontuou Ticiane.
Cooperativas de saúde, de transporte e de educação foram os pontos do painel apresentados. Entre as participantes esteve a presidente da Cooperativa dos Educadores Autônomos de Castanhal, CEAC. Kátia Santos, que citou o orgulho de participar do evento dentro da FENCOOP®.
"Nossa cooperativa já tem 25 anos de fundação e desde sempre a gente participa de todos os eventos. Este momento é gratificante pra todos nós, é um orgulho porque sabemos que fazemos parte da história da OCB, do sistema como um todo. Fazer com que trazemos um grupo de professores pra cá é grandioso", avaliou Kátia.
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O Encontro de Mulheres Elas pelo Coop movimentou a Estação das Docas nesta quinta-feira (22) durante a programação da FENCOOP. O evento promoveu um espaço de troca de experiências e valorização da liderança das mulheres no setor cooperativista, destacando o papel transformador feminino no desenvolvimento econômico e social.
Com atuação crescente no estado, o Comitê Elas pelo Coop se firma como uma das principais frentes de incentivo à liderança, representatividade e qualificação das mulheres dentro das cooperativas, alcançando funções antes exercidas em sua grande maioria por homens.
Durante o evento, foi lançado o edital de vagas abertas para novos membros do Comitê que deverá ser concluído certame até maio. A nova equipe dará continuidade a avanços estruturados nos últimos anos, além de buscar novos desafios que fortaleçam ainda mais a presença de mulheres em cargos de liderança. A proposta reúne ações voltadas à capacitação técnica, criação de indicadores de acompanhamento e estímulo à intercooperação, marcando uma fase de consolidação de resultados e fortalecimento das estratégias já iniciadas.
Coordenadora estadual do programa no Pará, Cirede Carloto destacou o impacto do movimento na valorização da mulher no setor. “A mulher sempre esteve presente, muitas vezes ‘dentro da porteira’, mas sem se reconhecer como protagonista. O Elas pelo Coop vem justamente para fortalecer esse olhar, mostrando que ela também faz parte, lidera e transforma”, afirmou.
Ao se despedir da coordenação, Cirede ressaltou o sentimento de missão cumprida. “Talvez não tenhamos feito tudo, mas fizemos muito. O mais importante foi começar e despertar essa consciência sobre o papel da mulher dentro das cooperativas e dos seus próprios negócios”, concluiu.
O presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, também destacou a evolução do protagonismo feminino no cooperativismo paraense. Segundo ele, o movimento deixou de ser apenas participativo para assumir papel ativo na gestão das cooperativas. “Mais do que preparar, queremos entregar às mulheres o comando das cooperativas, ampliando sua participação na gestão desses negócios”, afirmou.
Atualmente, as mulheres já representam entre 40% e 50% da gestão cooperativista no estado, número considerado significativo pelo setor. Raiol também ressaltou a integração do programa com a Feira de Negócios do Cooperativismo (FENCOP), que chega à sua 6ª edição em 2026 e deve destacar a bioeconomia paraense, com produtos inovadores e espaços como a “Cozinha Show”, voltada à valorização da gastronomia regional.
Durante os encontros promovidos pelo Sistema OCB/PA, o fortalecimento do protagonismo feminino também ocorre por meio da escuta ativa e da construção coletiva. Representando a instituição, Melize Borges explicou que os espaços são pensados para aproximar as cooperadas das decisões do sistema.
“O encontro reúne mulheres cooperativistas de todo o Estado do Pará e foi pensado justamente para ouvir essas mulheres, entender suas necessidades e expectativas”, afirmou.
Ela também destacou que o processo de escolha da nova coordenação será democrático, com formação de chapas e eleição de representantes estaduais e regionais. A proposta é garantir maior participação e organização das demandas das diferentes regiões.
A participante Cleiciane da Silva, da região do Tapajós, reforçou a percepção de avanço na prática. “Hoje já vemos mais mulheres à frente das cooperativas, atuando como presidentes, secretárias, tesoureiras e lideranças”, destacou.
Para ela, o encontro é uma oportunidade de aprendizado e troca de experiências. “É muito importante esse evento sobre cooperativismo. Tudo que estamos aprendendo aqui é muito significativo”, afirmou.
Com ações estruturadas, alinhamento à agenda nacional e participação ativa das cooperadas, o programa Elas pelo Coop no Pará, entra em uma nova fase, marcada pelo fortalecimento das lideranças femininas e pela ampliação de sua influência nas decisões do cooperativismo no estado.
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Por unanimidade, lideranças cooperativistas do estado do Pará, reelegeram o presidente Ernandes Raiol para mais um mandato a frente da OCB/PA, durante Assembleia Geral Ordinária (AGO), realizada no Teatro Maria Sylvia Nunes, na Estação das Docas, na tarde de quarta-feira (22), em Belém, em um momento marcado por participação democrática, prestação de contas e definição de novos rumos para o cooperativismo paraense.
Considerada o principal espaço de deliberação das cooperativas, a AGO reafirmou seu papel estratégico ao promover a transparência na gestão, o alinhamento institucional e o fortalecimento da governança. Durante a programação, foram apresentadas as ações realizadas no último exercício, analisadas as demonstrações contábeis e realizadas as eleições para os Conselhos de Administração e Fiscal do Sistema.
O presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, destacou o clima de unidade e os avanços obtidos durante a assembleia. “É maravilhoso chegar em mais um mandato do Sistema OCB-SESCOOP/PA com uma chapa única. Foi feito todo um processo de articulação para essa composição entre todas as partes. A Assembleia foi muito positiva, conseguimos prestar contas com tranquilidade e aprovar nossas ações, além de eleger nossos conselheiros”, afirmou.
Raiol também reforçou as perspectivas para o futuro, com foco em inovação e qualificação da gestão. “Vamos continuar investindo em prosperidade, em tecnologia, a inteligência artificial é uma novidade que vamos trabalhar. Além disso, vamos avançar na profissionalização da gestão, que é fundamental para as cooperativas. Seguiremos com a lupa da honestidade, da transparência e do trabalho para concretizar nossas ações”, completou.
A AGO também marcou a eleição de novos membros para os conselhos Diretor e Fiscal. Compondo o Conselho Diretor está: o Diretor Agropecuário: Joel Linhares Cavalcante – COAFRA; Diretor Ramo Consumo: Cláudio Rogério Leão Costa – COOPERCON; Diretora Ramo Crédito: Márcia Rejane Moutinho Ramos – SICOOB COOESA; Diretor Ramo Saúde: Ariosto Maria Chaves Dias – UNIODONTO; Diretora Ramo Trabalho, Produção de Bens e Serviços: Elis Rita Ximenes do Nascimento – COOPADCON; Diretor Ramo Transporte: José Valdemar Rodrigues Siqueira dos Santos – CENCOPA.
Para compor o Conselho Fiscal foram eleitos: Joelma Trindade Nunes – COOPRIMA; Débora Ribeiro Baia – CONCAVES; Brendo dos Santos Nascimento – COOCAOUT e Katia Cilene da Silva Santos – CEAC.
Katia Santos, presidente da Cooperativa dos Educadores Autônomos de Castanhal (CEAC), que passa a integrar o Conselho Fiscal do Sistema, ressaltou a importância da experiência adquirida ao longo de sua trajetória no cooperativismo.
“É uma honra fazer parte desse novo momento. Já venho atuando nos conselhos e agora assumo essa nova função com o compromisso de atuar com transparência, que é o que o sistema nos ensina. A OCB/PA nos proporciona crescimento, aprendizado e sabedoria, e vou desempenhar esse papel da melhor forma possível”, destacou.
Outro destaque foi a eleição de Joel Linhares, diretor-presidente da Cooperativa Agroindustrial Frutos da Amazônia (COAFRA), como novo conselheiro de Administração, representando o ramo agropecuário.
“É uma grande responsabilidade representar um setor que corresponde a quase 40% das cooperativas do estado. Ao mesmo tempo, é motivo de muita alegria e a certeza de que estamos no caminho certo para fortalecer ainda mais o cooperativismo”, afirmou.
Para o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra, a assembleia cumpriu seu papel institucional ao promover transparência e alinhamento estratégico. “Esse é um momento muito importante, em que fazemos a prestação de contas e apresentamos os resultados do último ano. Agora, a expectativa é avançar ainda mais nos próximos quatro anos, com um trabalho mais coeso e próximo das cooperativas, impulsionando o desenvolvimento do nosso estado”, ressaltou.
A Assembleia Geral Ordinária é prevista na legislação cooperativista e deve ser realizada anualmente, sendo o principal instrumento de participação dos cooperados na tomada de decisões. Entre suas principais deliberações estão a prestação de contas, a destinação de resultados, a aprovação do plano de atividades e a eleição dos órgãos de governança.
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A Feira de Negócios do Cooperativismo – FENCOOP®, amplia sua programação em 2026 com a realização do Encontro CoopTalk, evento voltado para comunicadores, dirigentes e representantes de cooperativas, que abordará o tema “A importância do posicionamento de Marca”, que será mediado pelo diretor comercial da cooperativa de Suinocultores de Ponte Nova -MG, Rodrigo Torres e pelo Publicitário e responsável pela marca Sicredi na região de Belém, Diego Paes.
O encontro surge como uma ação planejada para fortalecer a comunicação no cooperativismo, com a apresentação oficial da Campanha SomosCoop 2026, que tem como tema “Escolha Consciente, Escolha o Coop”, que tem as cooperativistas como protagonistas, além de mostrar que aderir ao Carimbo SomosCoop e aderir à campanha é uma forma de posicionar a sua marca como uma cooperativa.
Em um ambiente de constante transformação, o posicionamento de marca se consolida como um elemento fundamental para diferenciar organizações, transmitir propósito e ampliar a competitividade e no cooperativismo não é diferente.
Nesse contexto, o CoopTalk reforça que a comunicação integrada com as cooperativas tem sido um dos pilares para o reconhecimento do cooperativismo na região norte, ampliando a potência do coop e despertando o olhar da sociedade e de parceiros estratégicos para esse modelo de negócio.
A programação inclui discussões sobre tendências, práticas de mercado e experiências aplicáveis à realidade das cooperativas, contribuindo para o fortalecimento institucional e a visibilidade do setor.
Para o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra, o tema dialoga diretamente com os desafios atuais do cooperativismo.
"Fortalecer o posicionamento de marca das cooperativas é fortalecer a sua identidade, sua credibilidade e sua capacidade de gerar valor. O CoopTalk chega para estimular uma comunicação mais estratégica, alinhada com o propósito do cooperativismo e com as demandas de um mercado cada vez mais dinâmico e conectado", destaca Serra.
A FENCOOP® é um dos principais eventos do cooperativismo no estado, reunindo lideranças, especialistas e cooperativas para promover conhecimento, rede de contatos, relacionamentos, conexões profissionais, articulação e o fortalecimento do setor.
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O cooperativismo paraense ganha ainda mais força, voz e representatividade no próximo dia 24 de abril, durante a FENCOOP 2026, com a realização do Encontro Mulheres Cooperativistas – Elas pelo Coop. Com o tema “Protagonismo feminino em movimento: composição da Coordenação Elas pelo Coop PA”, ministrado pela coordenadora do Comitê no Pará, Cirede Carloto, o momento será fundamental na consolidação da liderança feminina dentro do setor.
A proposta é fortalecer conexões, estimular o engajamento e, sobretudo, dar visibilidade ao papel transformador das mulheres no desenvolvimento do cooperativismo. E nada melhor que o espaço da FENCOOP para proporcionar esse momento de construção e aprendizado para as mulheres cooperativistas do Pará.
O tema escolhido reflete um movimento real e crescente. Mulheres que lideram, inovam e impulsionam resultados dentro de suas cooperativas e comunidades. Agora, esse protagonismo avança para um novo patamar com a construção coletiva da Coordenação do Elas pelo Coop PA, ampliando a representatividade e garantindo que mais vozes femininas participem ativamente das decisões e diretrizes do movimento no estado.
A iniciativa integra a programação da FENCOOP 2026 e reafirma o compromisso do Sistema OCB/PA com o fortalecimento da liderança feminina, reconhecendo que o desenvolvimento sustentável do cooperativismo passa, necessariamente, pela valorização da diversidade e pela promoção de oportunidades iguais.
Durante o encontro, as participantes terão a oportunidade de contribuir diretamente com esse processo, reforçando valores essenciais do cooperativismo como a equidade, a participação democrática e a intercooperação. Será um espaço de escuta, troca de experiências e construção conjunta de caminhos para o futuro.
A FENCOOP é um dos principais eventos do cooperativismo no estado, reunindo lideranças, especialistas e cooperativas para promover conhecimento, de rede de contatos, relacionamentos, conexões profissionais, articulação e o fortalecimetno do setor.
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A Feira de Negócios do Cooperativismo Paraense - FENCOOP® chega em 2026 consolidada como um dos mais importantes eventos do setor na região Norte do Brasil. Realizada de 23 a 25 de abril, no Galpão 3 da Estação das Docas, em Belém, a feira se firma como uma vitrine única no estado, reunindo, em um só espaço, negócios, inovação, conexões e o fortalecimento do cooperativismo como motor de desenvolvimento socioeconômico.
Promovida pelo SESCOOP/PA com o apoio do Sistema OCB/PA, a FENCOOP® 2026 é a materialização de um projeto pensando em 2018, que teve sua primeira edição em 2019 e desde então, promove o reconhecimento do cooperativismo pela sociedade paraense, fomenta negócios e acesso a mercados para as cooperativas, evidenciando a influência positiva que possui sobre a economia estadual. Neste ano, contará com a participação de 101 cooperativas de todas as regiões do Pará, representando os ramos do cooperativismo com a pluralidade de produtos e serviços, que se apresenta como um modelo econômico inclusivo, sustentável e competitivo.
A feira possui um ambiente estratégico onde cooperativas encontram oportunidades. Ao longo dos três dias, das 14h às 22h, o público terá acesso a uma programação estruturada para integrar conhecimento, negócios, cultura e articulação institucional, que inclui exposição de produtos e serviços, palestras, oficinas, rodadas de negócios, encontros temáticos, além de apresentações culturais que valorizam a identidade amazônica.
Entre os destaques da programação está a Cozinha Show, realizada em parceria com a Abrasel, que traz uma experiência gastronômica diferenciada ao público, valorizando ingredientes regionais e evidenciando a qualidade da produção cooperativista e, que neste ano, terá o selo da Cidade Criativa da Gastronomia da UNESCO. A iniciativa reforça a conexão entre o cooperativismo e a cadeia produtiva da alimentação, agregando valor aos produtos locais e ampliando suas possibilidades de mercado.
Outro ponto relevante é a realização de encontros estratégicos que fortalecem a intercooperação e o desenvolvimento do setor, como o Encontro de Mulheres Cooperativistas – Elas pelo Coop, o Encontro Seja Coop, o Encontro de Jovens Cooperativistas – Geração C/PA, além de reuniões técnicas e institucionais que promovem a troca de experiências e o alinhamento de estratégias entre lideranças e cooperativas.
A FENCOOP® também se destaca pelo seu caráter integrador, reunindo não apenas cooperativas, mas também empreendedores, consumidores representantes do poder público e parceiros institucionais. O evento conta com o apoio dos deputados estaduais Fábio Freitas, Andréia Xarão e Iran Lima, reforçando a importância do cooperativismo na agenda de desenvolvimento do estado e o reconhecimento do Sistema OCB/PA como entidade representativa do setor.
Desde sua primeira edição, em 2019, a FENCOOP® vem apresentando crescimento em número de participantes, volume de negócios e impacto socioeconômico. Nas edições seguintes, a feira expandiu sua atuação e se firmou como a principal vitrine do cooperativismo paraense. E em 2025 alcançou a marca de R$ 7 milhões em negócios gerados, recebeu um público de 21 mil pessoas e envolveu 112 cooperativas expositoras. E chega em 2026 com grande expectativa de ultrapassar esse valor.
Para o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, a feira representa a consolidação de um trabalho coletivo que vem transformando o cenário econômico do estado. “A FENCOOP® é a expressão da força do cooperativismo paraense. É um espaço onde as cooperativas mostram seu potencial, geram negócios e fortalecem parcerias que impulsionam o desenvolvimento do Pará”, destaca.
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No estado do Pará, um importante movimento tem ganhado cada vez mais força. O cooperativismo na coleta seletiva. Todos os dias, homens e mulheres percorrem ruas, bairros e comunidades com um propósito que vai muito além da reciclagem, transformar realidades.
Na região metropolitana de Belém, levantamento realizado em 09 cooperativas de coleta seletiva apontam que mais de 410 toneladas de materiais recicláveis são recolhidas por mês das ruas, incluindo papel, plástico, vidro e metais em 2025. Esse volume revela não apenas a dimensão do trabalho realizado, mas também o potencial de impacto ambiental e social que essas organizações geram no território.
Entre as cooperativas, está a COCAVIP que atua na reciclagem de materiais orgânicos que são transformados em composto sólido e líquido para a comercialização. E a CONCAVES que trabalha com a trituração e comercialização de vidros. As demais, FILHOS DO SOL, ACCSB, COOTARAL, COCAOUT, COOPCRESAM, COOTPA e RECICLABEM, atuam principalmente na coleta, triagem e comercialização dos materiais coletados.
De acordo com estudos de institutos de pesquisa, órgãos governamentais e levantamentos de entidades socioambientais, como o Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), no Brasil, as cooperativas são responsáveis por cerca de 90% de todo o material reciclável coletado em municípios com coleta seletiva, o que evidencia o protagonismo dessas organizações, realidade que também se reflete em Belém.
Mas o cooperativismo não é feito somente de números. Por trás de cada tonelada coletada, existem histórias de superação e recomeço que ampliam ainda mais a importância desse trabalho. Além disso, tem sido uma porta de entrada para o mercado de trabalho formal para milhares de pessoas, promovendo geração de renda, inclusão produtiva e valorização humana.
Organizados em cooperativas, os catadores deixam de atuar de forma isolada e passam a integrar um modelo de negócio coletivo, com mais segurança, melhores condições de trabalho e acesso a oportunidades de capacitação. O resultado disso é a autonomia e a cidadania de centenas de famílias na região.
Apoio institucional
Com o trabalho contínuo do Sistema OCB/PA, o cooperativismo no Pará avança em todas as frentes de trabalho como uma solução concreta para desafios urbanos e ambientais, ao mesmo tempo em que promove desenvolvimento econômico e inclusão social.
Por meio de uma atuação estruturada, o Sistema promove articulação institucional, ampliando o diálogo com o poder público e parceiros estratégicos; capacitação contínua dos cooperados; fomento à intercooperação, incentivando o trabalho em rede e as boas práticas, entre outros. Essa atuação fortalece as bases do cooperativismo, impulsionando resultados mais consistentes e sustentáveis ao longo do tempo.
“O trabalho das cooperativas de coleta seletiva mostra, na prática, como o cooperativismo transforma vidas. Quando fortalecemos essas organizações, estamos promovendo inclusão social, preservação ambiental e desenvolvimento econômico de forma integrada. Nosso papel é justamente apoiar, qualificar e ampliar as oportunidades para que essas cooperativas cresçam cada vez mais e gerem ainda mais impacto positivo para a sociedade”, destaca a analista do Sistema OCB/PA, Luciane Fiel.
Impacto ambiental
Outro ponto positivo do trabalho das cooperativas está relacionado ao equilíbrio ambiental. Ao retirar milhares de toneladas de resíduos do meio ambiente todos os anos, essas organizações contribuem diretamente para a redução do volume de lixo destinado a aterros sanitários; diminuição da poluição; preservação de recursos naturais; além do incentivo à economia circular, com reaproveitamento de materiais.
Foto: Jadir Paes
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O cooperativismo continua firmando sua força como um dos principais motores da economia paraense, e, em 2025, o sistema de cooperativas de saúde Unimed reafirmou esse protagonismo ao registrar expressiva contribuição para a arrecadação tributária do estado. Com base nos dados, de documentos contábeis da plataforma SouCoop, as cooperativas médicas geraram R$ 97,46 milhões em tributos em 2025, considerando impostos diretos e indiretos e encargos sobre a folha de pagamento.
O impacto vai além da arrecadação, a atuação dessas cooperativas, movimenta toda a cadeia da saúde, incluindo hospitais, clínicas e serviços especializados, ampliando a economia e gerando empregos diretos e indiretos. Mais do que indicadores econômicos, o cooperativismo se destaca pelo impacto social que gera. No setor de saúde, a Unimed amplia o acesso da população a serviços de qualidade, ao mesmo tempo em que valorizam os profissionais e reinvestem nas comunidades.
Cooperativismo fortalece o PIB paraense
No Pará, o avanço do cooperativismo acompanha esse cenário positivo. Presente em setores importantes como agropecuária, crédito, saúde e transporte, o modelo tem ampliado sua participação na economia estadual.
Dados do Anuário do Cooperativismo Paraense, indicam que o cooperativismo já representa 12% do Produto Interno Bruto (PIB) do estado, resultado de uma atuação que promove desenvolvimento regional, inclusão produtiva e geração de renda em diferentes territórios.
Sistema OCB/PA impulsiona crescimento estruturado
O fortalecimento desse ecossistema conta com a atuação estratégica do Sistema OCB/PA, responsável por organizar, representar e desenvolver o cooperativismo no estado. Por meio de ações de capacitação, apoio técnico, promoção da governança e articulação institucional, a entidade contribui diretamente para ampliar a competitividade das cooperativas paraenses e sua inserção nos mercados.
Para o gerente de Cooperativas do Sistema OCB/PA, Diego Andrade, os números refletem a força de um modelo econômico baseado na coletividade e no desenvolvimento sustentável.
“O cooperativismo tem demonstrado, na prática, que é possível crescer gerando impacto positivo para toda a sociedade. A contribuição das cooperativas para a arrecadação de impostos e para o PIB evidencia a solidez e a relevância desse modelo. No Pará, temos trabalhado para fortalecer ainda mais esse ambiente, promovendo desenvolvimento, inclusão e oportunidades em todas as regiões do estado”, ressalta.
Sobre o Sistema OCB/PA
O Sistema OCB/PA é a entidade responsável pela representação, defesa e desenvolvimento do cooperativismo no estado do Pará, atuando no fortalecimento das cooperativas e na promoção de um modelo econômico mais justo, sustentável e inclusivo.
Parte superior do formulário
Parte inferior do formulário
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O cooperativismo de crédito no Pará superou, em 2025, o marco de R$ 12 bilhões em operações de crédito, de acordo com dados do Banco Central (BACEN). O resultado reforça o papel estratégico do setor na promoção do desenvolvimento econômico e da inclusão financeira no estado.
Esse volume expressivo se traduz em impactos diretos no desenvolvimento regional. Diferentemente das instituições financeiras tradicionais, as cooperativas reinvestem os recursos na própria comunidade, financiando pequenos negócios, apoiando o agronegócio, incentivando o empreendedorismo e promovendo a circulação de renda nos municípios.
No contexto estadual, as cooperativas das centrais SICOOB, SICREDI, CRESOL, UNICRED, CREDISIS e a CREDNORTE, apresentam crescimento consistente em ativos, operações de crédito, novas agências e número de cooperados. Esse avanço se reflete diretamente na economia local. As cooperativas têm ampliado sua presença em diversas regiões, especialmente em municípios com menor acesso ao sistema bancário tradicional, garantindo crédito mais acessível e estimulando pequenos negócios, a produção rural e o empreendedorismo.
O Sistema OCB/PA tem papel fundamental nesse avanço, atuando na representação institucional, capacitação e apoio técnico às cooperativas, fortalecendo o ambiente de crescimento sustentável do setor.
Crescimento com base na confiança e na participação
O avanço das cooperativas de crédito é sustentado por princípios que colocam o cooperado no centro das decisões. A gestão democrática, a transparência e a distribuição de resultados fortalecem o vínculo com os associados e impulsionam a adesão ao modelo.
Esse crescimento também acompanha o aumento do número de cooperados e da presença territorial das cooperativas com abertura de agências em municípios onde, muitas vezes, são a única instituição financeira disponível, fator esse, justificado pelo mapa geográfico do estado.
Sistema OCB/PA articulação e fortalecimento institucional
Nesse processo de crescimento, a articulação institucional do Sistema OCB/PA tem um papel estratégico no fortalecimento do cooperativismo de crédito no estado.
A instituição atua de forma integrada na representação política e institucional, defendendo os interesses do setor e contribuindo para a construção de um ambiente regulatório mais favorável ao desenvolvimento das cooperativas.
Além disso, o Sistema OCB/PA investe continuamente em capacitação, assessoria técnica e promoção de boas práticas de gestão, apoiando as cooperativas na melhoria de sua governança, na inovação de serviços e na ampliação de sua competitividade.
Para o superintendente do Sistema OCB/PA, instituição de representação máxima do cooperativismo no Pará, Junior Serra, o crescimento demonstra a força do modelo cooperativista.
“O cooperativismo de crédito promove desenvolvimento que fica nas comunidades. Esse volume expressivo representa mais oportunidades, geração de renda e fortalecimento da economia local”, declara.
Outro ponto de destaque é a atuação na articulação de parcerias e no estímulo à intercooperação, fortalecendo o ecossistema cooperativista e ampliando o alcance das ações no estado.
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A Feira de Negócios do Cooperativismo Paraense (FENCOOP), chega 2026 como um dos eventos mais importante do setor no Norte do Brasil, reunindo cooperativas, lideranças políticas, instituições e parceiros estratégicos em torno do objetivo de impulsionar a intercooperação, oportunidades de negócios, fortalecimento econômico e o cooperativismo paraense. Nesse cenário, o evento conta com o apoio dos deputados estaduais *Fábio Freitas, Andréia Xarão e Iram Lima* que reforçam o compromisso do poder legislativo com o fortalecimento do setor e o reconhecimento do Sistema OCB/PA, como representante máxima das cooperativas no estado.
A presença dos parlamentares na FENCOOP não é apenas simbólica, mas estratégica. Historicamente, o evento reúne centenas de cooperativas e movimenta oportunidades de negócios, inovação e intercooperação, sendo reconhecido como um espaço de articulação entre o setor produtivo e o poder público. Em edições anteriores, a feira já contou com forte participação institucional, evidenciando o crescimento do cooperativismo no estado, que hoje envolve mais de 1 milhão de pessoas no estado e representa mais de 11% do PIB estadual.
No centro dessa articulação está o Sistema OCB/PA, responsável por conectar cooperativas, lideranças e instituições em torno de objetivos comuns. A entidade tem papel fundamental na organização da FENCOOP e na promoção de iniciativas que fortalecem o cooperativismo em todas as regiões do estado.
Com as parcerias públicas e privadas, o Sistema OCB/PA amplia sua capacidade de atuação, garantindo que programas de capacitação, inovação e intercooperação alcancem ainda mais cooperativas. Essa parceria institucional transforma apoio em ações concretas, com impacto direto na vida de milhares de paraenses.
Para o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra, a parceria com o poder legislativo demonstra o reconhecimento do cooperativismo como uma força estratégica para o desenvolvimento do Pará. “Essa parceria fortalece nosso trabalho, amplia oportunidades para as cooperativas e contribui diretamente para a geração de emprego, renda e inclusão em todas as regiões do estado. Quando unimos esforços, conseguimos transformar realidades e construir um futuro mais sustentável e colaborativo para todos”, afirmou.
FENCOOP como vitrine de oportunidades
A FENCOOP, que será realizada de 23 a 25 de abril, no galpão 3 da Estação das Docas, se apresenta como uma grande vitrine da produção cooperativista, promovendo negócios, conexões e visibilidade para produtos e serviços locais. Durante o evento, cooperativas têm a oportunidade de apresentar seus produtos e serviços, acessar novos mercados, fechar negócios e fortalecer parcerias.
Impacto que chega a quem mais precisa
O cooperativismo paraense tem um papel essencial na geração de renda, inclusão produtiva e desenvolvimento regional, especialmente em áreas mais afastadas dos grandes centros. Essa união de esforços cria oportunidades reais para agricultores, extrativistas, catadores, profissionais de serviços e tantos outros trabalhadores que encontram nas cooperativas uma alternativa digna e sustentável de geração de renda.
Um futuro construído em parceria
A FENCOOP 2026 reafirma que o futuro do Pará passa pela cooperação. O desenvolvimento do estado depende da união entre diferentes atores, cooperativas, instituições e poder público.
Com essa base sólida, o cooperativismo paraense segue cada vez mais ganhando força, competitividade e protagonismo. E a FENCOOP se consolida, mais uma vez, como o palco onde ideias se transformam em oportunidades e parcerias se tornam desenvolvimento.