Ações solidárias, de saúde e lazer serão disponibilizadas gratuitamente para a população

O Dia de Cooperar (Dia C) é um movimento de voluntariado cooperativista que tem o objetivo de ajudar pessoas e propagar o cooperativismo. Na edição de 2022, a celebração será realizada em Santarém, na região do Tapajós, com o “Dia de Cooperar na Floresta”. Nos dias 2 e 8 de julho, a comunidade santarena contará com atendimentos médicos, serviços de higiene e beleza, atividades ecológicas, educacionais e de lazer.
O Dia C na Floresta tem como objetivo exercer um dos princípios do cooperativismo, que é o interesse pela comunidade, prestando assistência social em serviços úteis à população. Ao todo, a meta do evento é atender 500 pessoas por meio da doação de cestas básicas, doação de sangue e ações de saúde, educação e lazer. Esta ação é uma iniciativa do Sistema OCB/PA, em parceria com as cooperativas UNIMED Oeste do Pará, SICREDI Grandes Rios MT/PA, MUIRAQUITÃ COOP, CCAMPO, COOPBOA, COOPAFS, TURIARTE, COOPSÓSTENES, COOPERATALAIA, CATARINA HUBER, COOMFLONA, COOPTHSAN, MÃOS VOLUNTÁRIASI, CREDNORTE e o Instituto Federal do Pará (IFPA) Santarém.
“É a primeira edição do Dia C pós pandemia, então as cooperativas estão muito ansiosas. Logo que a gente anunciou para as primeiras cooperativas, todo mundo abraçou a ideia com muito carinho. Está todo mundo muito animado para o evento. A semana do Dia de Cooperar tem tudo para ser um sucesso”, contou Francisca Camilo, técnica em operações de cooperativismo do Sistema OCB/PA.
Desde 2009, o Dia de Cooperar promove um grande movimento de solidariedade e voluntariado que, em 2021, chegou a beneficiar mais de 5 milhões de pessoas em 1.411 cidades, mobilizou mais de 145 mil voluntários e contou com o envolvimento de 2.579 cooperativas, realizando 3.434 iniciativas. Tudo isso partindo de ideias simples, mas com o compromisso de integrar pessoas, mobilizar recursos, aplicar os princípios e valores cooperativistas, gerando uma rede de cooperação e transformação social.
A programação inicia no dia 2 de julho com o atendimento a comunidades do Rio Arapiuns por meio do atendimento médico e social. O evento terá início às 8h30 e segue até às 15h com palestras voltadas para mulheres, sobre educação financeira, além de doações de cestas básicas e brindes, corte de cabelo, manicure e pedicure, vacinação, dentista e atividades de lazer.
Do dia 4 ao dia 8, a programação será voltada para a doação de sangue por meio das cooperativas e da população santarena. As forças armadas também fazem parte da mobilização sanguínea. Para os interessados em participar como doador, basta se dirigir ao Hemopa do município, das 8h às 13h, e se identificar como doador do Dia C. Cada doador receberá um kit de brinde do Dia de Cooperar.
No dia 8 de julho, o encerramento do evento iniciará com uma atividade esportiva por meio de uma caminhada com saída e retorno na praça Av. Dr. Anísio Chaves a partir das 17h. Ao final da caminhada, a programação será finalizada com shows ao vivo, aulas de zumba, massagem, aferição de pressão e atendimento social voltado para os moradores de Santarém.
“A celebração do Dia C busca mostrar a força do cooperativismo por meio da solidariedade, evidenciada a partir de ações voltadas para a responsabilidade social, e principalmente o interesse pela comunidade. Para as cooperativas isto é exercer o sétimo princípio do cooperativismo, que é o interesse pela comunidade”, afirmou o Presidente do sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

Outra oportunidade comercial identificada pela comitiva espanhola que visitou o Pará durante a última semana foi o mercado da cacauicultura. O Estado é o maior produtor do Brasil e Tomé-Açu possui selo de identificação geográfica, que atesta a procedência e agrega valor ao produto. Será iniciado contato comercial com fábrica de chocolate da Espanha que possui, como característica, buscar diferenciais produtivos de origem e qualidade.
A fábrica de chocolate Valor fica localizada em Villa Joyosa, distante 30km de Alicante na Espanha. Possui faturamento de 100 milhões de euros por ano. É a número um em produção de chocolate sem leite na Europa e a primeira da Espanha no segmento.
Em um mercado altamente competitivo, com predominância de marcas suíças e francesas, a Fábrica tem avançado com base na busca contínua pela qualidade, sobretudo pela manteiga do cacau. Atualmente já exporta o fruto do Equador, Brasil e Gana a partir da bolsa de Londres.
A Fábrica faz tanto o tratamento do cacau quanto a produção do chocolate. Diferente das demais empresas que já compram a matéria-prima pronta, a Valor compra a amêndoa e produz a manteiga de cacau e o licor que são a base de produção do chocolate. Essa é a fórmula secreta para um produto com aroma e textura diferenciados.

A linha de produtos com leite são tabletes de chocolate e chocolate com amêndoas e avelã. Já os chocolates sem açúcar possuem como carro-chefe os bombons de chocolates, que os faz ocupar o terceiro lugar em produção na Espanha. Também produzem chocolate em pó, que possui um alto consumo na Europa. Substituíram o açúcar pela stevia, que possui sabor semelhante ao ingrediente.
Recentemente, a empresa também comprou a fábrica de chocolate portuguesa Impéria, a segunda marca de Portugal. O objetivo é expandir para o país, que possui características semelhantes à Espanha e está ampliando o consumo de chocolate sem leite.
"Eu creio que tem uma boa abertura, iremos conversar sobre as possibilidades de relações comerciais sérias e com qualidade. Podem utilizar o apelo da sustentabilidade de um produto produzido na Amazônia. Pode ser muito interessante. Somos todos cooperativistas, trabalhamos juntos por um só objetivo: melhorar qualidade de vida do agricultor", afirmou o diretor de desenvolvimento e inovação da cooperativa Callosa d'en Sarria, Esteban Soler, que também possui laços familiares com os sócios da fábrica.
Dos 4 milhões de pés de cacau que Tomé-Açu possui, 1 milhão de pés são de cooperados da CAMTA. São exportadas cerca de 500 toneladas por ano para o Japão. A cooperativa foi a primeira a fazer venda de carbono, em 2021. Já possui um milhão de cacaucaueiros monitorados via satélite.
A intenção é iniciar contatos comerciais para exportação do cacau. Esteban fará a articulação com os sócios e posteriormente será feito envio de remessa com cacau para amostra. Em novembro, a equipe comercial da CAMTA irá na Espanha para conversa presencial.
“Ficamos muito felizes com o resultado da visita e creio que foi apenas um primeiro passo. Continuaremos dando o apoio necessário para criar esse ambiente de negócios propícios para as cooperativas”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.


Pitaia, manga e graviola são frutas que estão em expansão no mercado europeu. Durante a visita da cooperativa Callosa d'en Sarrià no Pará, os espanhóis provaram e se encantaram com a variedade de espécies. A diretoria da Cooperativa espanhola visitou a sede da Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu (CAMTA) para conhecer a história, a produção e as frutas comercializadas.
Como desdobramento, foi assinada carta de intenções de relações comerciais entre as singulares. As negociações são resultado da parceria entre o Sistema OCB/PA e a Universidade de Alicante na Espanha, que organizaram o Seminário Internacional do Cooperativismo Agropecuário Paraense na última semana.
A cooperativa Callosa é a maior da Europa em produção de nêspera. Possui 35 milhões de euro em faturamento com 180 funcionários e 1.600 cooperados com 5 hectares a média por produtor.
A ideia é melhor explorar a diversidade frutífera do Pará, que ainda é pouco conhecida no continente europeu. Na oportunidade, os representantes da cooperativa conheceram as frutas paraenses que podem ser introduzidas no mercado do sul da Espanha, fortalecendo a integração entre as cooperativas dos dois países.
O produto que mais chamou a atenção dos espanhóis foi a Pitaia. A CAMTA possui produção de mais de mil tonelada do fruto, fazendo atualmente sua produção in natura principalmente para o mercado de São Paulo. São enviadas em caixas de 13kg de Pitaia. Outra parcela é direcionada para a produção de polpas e sorbet.

A CAMTA possui 4 variedades de Pitaia: vermelha-colombiana, vietnamita, israelense e costa riquenha. O fruto possui alto BRICs (teor de açúcar). No centro da Pitaia chega de 14 a 16. A safra é de duas a três vezes no ano, de agosto a janeiro. Em dezembro é o grande pico.
"Já temos experiência de exportação para países como Japão, Alemanha, Israel e Estados Unidos. Creio que também podemos atender às exigências do padrão espanhol. Iremos enviar amostras dos produtos para que possam atestar a qualidade que já aprovaram aqui", afirmou o presidente da CAMTA, Alberto Oppata.
A cooperativa de Callosa foi recebida por Alberto Oppata, que apresentou a história da imigração dos japoneses no Brasil e no Pará, que esteve diretamente ligada às atividades da cooperativa. A área total vinculada aos cooperados é de 38.000 hectares, 5 mil hectares em Sistema Agroflorestal e 6 mil para serem ampliados. A grande vocação da região é a fruticultura, em especial o açaí e o dendê. Como comparação, a área é 21x maior do que a área agrícola ocupada pelos 1.600 cooperados da cooperativa em Callosa.
Durante a visita, a diretoria conheceu a agroindústria da cooperativa. Também conheceu área rural que aplica o SAFTA, com produção de pitaia, cacau e açaí. Na agroindústria, também provaram dos sucos feitos com as polpas da CAMTA e provaram dos sorbets dos sabores: açaí genuíno, açaí com guaraná, cupuaçu e pitaia com cupuaçu. Na ocasião, foi feita assinatura de carta de intenção para relações comerciais entre as cooperativas.
"Queremos agradecer a receptividade que tivemos no Pará e já estendemos oficialmente o convite à CAMTA para conhecer pessoalmente nossa cooperativa na Espanha em Novembro, junto com a comitiva da OCB/PA. Esse é um primeiro passo da parceria que pode surgir", afirmou o presidente da cooperativa de Callosa, Salvador Solbes.


Debater sobre cooperativismo, investimentos produtivos e criar plano de trabalho para o desenvolvimento agropecuário paraense foram algumas das oportunidades que os participantes do II Seminário Internacional do Cooperativismo Agropecuário Paraense puderam realizar. Durante os dias 14 e 15 de junho, o evento contou com palestras internacionais da Universidade de Alicante, da Espanha, e da Confederação Alemã das Cooperativas (DGRV), da Alemanha, e de instituições brasileiras. O Seminário também celebrou a assinatura do Protocolo de Intenções, que tem o objetivo de fortalecer o movimento cooperativista no estado do Pará.
Com a presença de 130 pessoas e 60 cooperativas e instituições, o evento reuniu produtores rurais de produtos orgânicos frutíferos, vegetais, laticínios e de origem animal, agricultores familiares, empreendedores do ramo agrícola e pecuário, integrantes de cooperativas, pesquisadores acadêmicos e membros de empresas públicas e privadas. O Seminário é uma realização do Sistema OCB/PA em parceria com o SESCOOP/PA, a Confederação Alemã das Cooperativas (DGRV) e a Universidade de Alicante, na Espanha.
O evento ofereceu a oportunidade de capacitação sobre gestão, governança e produção para a exportação para o mercado internacional. Para desenvolver o aprendizado, a Cooperativa Agrícola de Callosa d'En Sarrià (Espanha) apresentou as palestras sobre “Gestão de sistemas de qualidade agropecuária” e “Comunicação Cooperativa”.
“O cooperativismo é uma força que temos em comum, esta união mostra a força do cooperativismo do Pará, da Espanha e viemos contribuir com os princípios cooperativos de intercooperação, gestão democrática e formação educacional dos cooperados”, afirmou José Daniel Gómez López, professor da Universidade de Alicante.
A abertura do II Seminário Internacional do Cooperativismo Agropecuário Paraense contou com a assinatura do Protocolo de Intenções pelo Instituto Federal do Pará (IFPA), Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER), Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (SEDEME), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA). a assinatura do protocolo tem o objetivo de apoiar o movimento cooperativista paraense com ênfase no ramo agropecuário e prioridade para o desenvolvimento da agricultura familiar.
O Protocolo de Intenções tem o papel fundamental de aproximar as instituições interessadas em desenvolver o cooperativismo paraense para criar o Acordo de Cooperação Técnica. Esta é uma forma de somar esforços institucionais para a divisão dos mecanismos de produção cooperativa, e para debater em conjunto políticas públicas e modelos de cadeia de valor para o Estado do Pará, com ênfase na organização social para empreendimentos, produção, gestão, agregação de valor e verticalização de cadeia e mercado.
“O cooperativismo ganhou seu espaço e entrou numa rota de progresso. Com o Protocolo de Intenções, podemos fazer diagnóstico com as cooperativas, certificar produtos e organizar a gestão para que os nossos produtos sejam os melhores do mercado brasileiro. Este Seminário é muito importante porque possibilita que gestores, empresários e pesquisadores possam ouvir quem realmente faz e transformar as demandas cooperativas em pautas processuais e botar o desenvolvimento em prática”, enfatizou Jesus Sena, superintendente federal de agricultura, pecuária e abastecimento do Pará.
Dessa forma, o Seminário desenvolveu o produtor para avançar na intercooperação a partir das relações cooperativistas, criando elos de produção entre os cooperados e ampliando o crescimento agropecuário em parceria com instituições públicas e privadas. Isto proporciona o crescimento em campos estratégicos como o produtivo, acadêmico, tecnológico e social por meio do cooperativismo para evoluir a produção e profissionalizar a população do estado.
“É um momento muito importante para o Sistema OCB/PA estar alinhado com as cooperativas para atender as demandas locais e fazer parte do desenvolvimento das cadeias produtivas do estado do Pará. O cooperativismo visa o aprendizado coletivo por meio do compartilhamento de informações e práticas, por isso garantimos uma programação diversa com participação de instituições estratégicas Nacionais e Internacionais”, afirmou Ernandes Raiol, Presidente do Sistema OCB/PA.

Com o objetivo de incentivar a vida financeira sustentável, a Sicredi Norte realizou a formação do Programa "Cooperação na Ponta do Lápis” com integrantes da COOSTAFE (Cooperativa Social De Trabalho Arte Feminina Empreendedora), projeto que visa reinserir as detentas no mercado de trabalho. O encontro foi realizado no dia 9 de junho, na sede do Centro de Reeducação Feminino (CRF), em Ananindeua.
A COOSTAFE é a primeira cooperativa de mulheres custodiadas do Brasil e reúne internas para trabalharem com artesanato. As produtoras confeccionam quadros, bolsas, bonecas e artigos de decoração. Como essa é uma oportunidade de negócio para as mulheres em ressocialização, a SICREDI NORTE e a COOSTAFE fizeram uma parceria para levar Educação Financeira com o Programa Cooperação na Ponta do Lápis, que tem o objetivo de auxiliar as empreendedoras a transformarem o talento em um negócio rentável.
A parceria entre o SICREDI NORTE e a COOSTAFE surgiu da busca pela capacitação das artesãs cooperadas e fortalecimento intercooperativo entre as singulares. “A demanda de educação financeira surgiu da dificuldade das produtoras em precificar seus produtos. Essa é nossa forma de contribuir com a cooperativa para a promoção de uma vida financeira sustentável e progressiva”, afirmou Priscila Fonseca, coordenadora de Desenvolvimento do Cooperativismo da SICREDI NORTE.
O Programa “Cooperação na Ponta do Lápis” é composto por ações planejadas de modo que atendam às necessidades de jovens, crianças e adultos. A iniciativa busca levar educação financeira para as regiões em que a instituição financeira cooperativa atua, apoiando diretamente os associados e as comunidades locais. Na formação com a COOSTAFE, 26 cooperadas receberam uma formação interativa sobre o tema.
O Programa foi criado e está sendo implementado de maneira conjunta entre as cooperativas, centrais e a Fundação Sicredi, aproveitando todo o conhecimento e experiência dos profissionais da instituição sobre o tema. Por meio de uma metodologia própria, a iniciativa fornece subsídio para nortear a realização de ações de educação financeira em toda a área de atuação do Sicredi, que hoje está presente em mais de 1,4 mil municípios em 23 estados e no Distrito Federal.

O Museu do Amanhã, um dos principais pontos turísticos da “Cidade Maravilhosa”, apresentou um pouco do que há de melhor no cooperativismo paraense. Reunindo produtos de diversas regiões do Estado do Pará, o Empório Cooperativista teve estande exclusivo na Feira de Exposição "FRUTUROS - Tempos Amazônicos", que ocorreu na última semana no Rio de Janeiro. Também participaram as cooperativas TURIARTE e COOPATRANS (CacauWay).
A participação do Empório Cooperativista na Feira “FRUTUROS” teve o objetivo de difundir os produtos amazônicos e iniciativas econômicas sustentáveis da região Norte. “Muitos empreendedores, comerciantes e empresários buscaram o contato das cooperativas a partir do momento que conheceram o Empório”, afirmou Alessandra Ribeiro, técnica de operações do SESCOOP/PA e coordenadora do Empório Cooperativista.
A Feira do Futuro beneficiou diversas cooperativas por meio da divulgação presencial e virtual da OCB/PA e expandiu os produtos cooperativos para todo o Brasil. Foram apresentadas farinhas, farofas, cachaças e licores regionais, geleias, mel de abelha, óleos medicinais, xaropes de ervas naturais, abacaxi em compotas, chocolates de 30% a 100% de cacau, produtos artesanais, biojoias, castanhas, queijos, manteigas, iogurtes, sorbê, doce de leite, polpas de frutas, biojoias e ecobags.
Além disso, o Empório Cooperativista recebeu novos produtos a partir do êxito da 2° Feira de Negócios do Cooperativismo Paraense e segue em expansão. Com a entrada de novas cooperativas, atualmente 29 cooperativas fazem parte do Empório.
Os novos produtos que entraram para venda e exposição foram os óleos medicinais de andiroba e a copaíba da COOPAFLORA, queijos e derivados do leite da AGROMEL e do Empório da Vaquinha, farinha de tapioca da COAFRA; licor de cacau, licor de cacau com canela geleias de cacau, gengibre e pimenta da COPAINFRO e polpas de frutas da COASAFRA.
“Convidamos as cooperativas para conhecerem o local e também divulgá-lo como um ponto de exposição e venda do seu produto em Belém. Acredito que teremos avanços importantes no próprio reconhecimento da sociedade sobre quem somos e, assim, conquistar espaços ainda maiores para o cooperativismo paraense”, comentou o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra.

Inaugurou nesta terça, dia 7 de junho, no bairro do Marco em Belém do Pará, a primeira farmácia do Brasil pertencente à uma Cooperativa de Farmacêuticos. O empreendimento é fruto da Coofarmi, cooperativa de farmacêuticos que é integrante do Sistema OCB/PA, se tornando inovação em atendimento, preço e metodologia de trabalho. Dirigida e financiada pela cooperativa e seus cooperados, a Unipharmi é a materialização do desenvolvimento do cooperativismo farmacêutico no Pará e no Brasil.
A Coofarmi, foi constituída em maio de 2017 e nasceu com o objetivo de proporcionar melhorias para o trabalho dos profissionais farmacêuticos, além de ampliar o acesso ao mercado de trabalho para seus sócios cooperados. A cooperativa iniciou com 21 cooperados, que planejavam realizar atividades como clínicas farmacêuticas, clínicas de estéticas, laboratório de análises, consultorias em gestão farmacêutica e uma rede própria de farmácias. Atualmente a Coofarmi congrega 245 profissionais farmacêuticos, que atuam na prestação serviços em hospitais, drogarias, clínicas e agora irão desenvolver suas atividades em sua farmácia própria.
A cooperativa com apenas 5 anos de constituída, já conseguiu realizar muitos dos objetivos planejados em 2017, entre eles, o mais recente foi a inauguração de sua primeira farmácia própria. E tem como compromisso promover o bem estar de pacientes e clientes de maneira personalizada, oferecendo-lhes atendimento e serviços de alta qualidade com amplo profissionalismo e transparência.
A inauguração contou com a presença do Presidente do Conselho Federal de Farmacêuticos, Walter Jorge João, que destacou a importância da iniciativa na otimização dos serviços e assistência que a farmácia irá oferecer, bem como a valorização dos farmacêuticos. “Uma farmácia formada inteiramente por farmacêuticos é o que nossa categoria precisa para receber de fato o valor que merece. Luto constantemente contra as propostas de lei que desvalorizam nossa profissão e meu compromisso é de lutar por um piso salarial adequado. Espero que esta seja apenas a primeira Unipharmi, acredito que este sonho ainda irá crescer cada vez mais'', afirmou.
O presidente da Coofarmi, João Roberto agradeceu aos cooperados e destacou a importância do apoio dos conselheiros federais e regionais. “Só se constroem bons profissionais quando existe um objetivo e pessoas importantes que gerem suporte e deem bons conselhos, obrigado a todos os que fizeram, fazem e farão parte deste projeto lindo que é a Unipharmi. O ponto principal que fez com que este projeto desse certo foi que todos tivemos humildade e nos disponibilizamos a aprender cada vez mais.”
O presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, destaca o ineditismo do empreendimento no cooperativismo farmacêutico brasileiro. "O estado do Pará é pioneiro em diversas atividades econômicas realizadas por meio de cooperativas. O desenvolvimento das atividades farmacêuticas por meio do cooperativismo é uma delas e agora ter a primeira farmácia do Brasil pertencente à uma cooperativa de farmacêuticos, nos faz ter a certeza de que é possível sim empreender de forma coletiva em qualquer segmento de mercado. A Unipharmi vem com o propósito de prestar serviços de qualidade, garantindo maior segurança no atendimento de seus clientes. E o Sistema OCB/PA estará sempre à disposição de todos aqueles que desejam empreender de forma coletiva por meio do cooperativismo".
A Unipharmi está localizada da Travessa Alferes Costa, 2656, esquina com Avenida Duque de Caxias, no bairro do Marco, em Belém.
Texto: Júlia Ramos

Os beneficiários selecionados pelo Projeto Floresta+Amazônia receberão o pagamento de, no mínimo, R$ 400,00 por hectare de excedente de vegetação nativa por ano. Pequenos produtores, proprietários e possuidores de imóveis rurais dos nove estados da Amazônia Legal podem se inscrever até o dia 30 de junho na chamada pública da modalidade Floresta + Conservação. O projeto é uma parceria entre o Ministério do Meio do Ambiente e o PNUD, com recursos do Fundo Verde para o Clima.
A chamada pública selecionará beneficiários e beneficiárias sem infração ambiental e que tenham vegetação nativa conservada além do mínimo exigido por lei. Produtores e produtoras também precisam estar com o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pelo órgão competente, além de cumprir com os demais critérios previstos na chamada pública para serem elegíveis.
Conforme o Termo de Adesão for assinado pelos selecionados, os pagamentos serão iniciados no ano em que o beneficiário for selecionado e estarão condicionados ao cumprimento de todas as obrigações previstas no Termo. Os recursos serão disponibilizados diretamente aos produtores que forem aprovados na seleção.
Para realizar a inscrição, é necessário preencher o formulário eletrônico no site https://www.florestamaisamazonia.org.br/chamada-publica/. Devem ser informados no formulário dados pessoais e informações de contato (telefone e/ou email). Após as análises das informações, o candidato será notificado sobre a finalização do cadastro e assinatura do Termo de Adesão. Somente após a assinatura do Termo e a confirmação que o potencial beneficiário foi selecionado é que a participação no projeto será validada.
Projeto Floresta+Amazônia
O Projeto Floresta+Amazônia recompensa quem protege e recupera a floresta e contribui para a redução de emissões de gases de efeito estufa. Com o foco na estratégia de pagamentos por serviços ambientais, até 2026 a iniciativa reconhecerá o trabalho de pequenos produtores rurais e agricultores familiares, apoiará projetos de povos indígenas e de comunidades tradicionais, assim como ações de inovação com foco no desenvolvimento sustentável na Amazônia Legal. O projeto funciona por meio de quatro modalidades: Floresta+ Conservação; Floresta+ Recuperação; Floresta+ Comunidades; Floresta+ Inovação.
Acesse aqui o formulário de inscrição:
https://www.florestamaisamazonia.org.br/chamada-publica/

Em maio de 2022, o Sistema OCB/PA se tornou o novo integrante do Núcleo do Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX) com o objetivo de desenvolver conhecimentos sobre exportação planejada e segura, possibilidades para a comercialização e competitividade no mercado internacional. Essa iniciativa visa preparar as empresas exportadoras e não exportadoras para a atividade comercial no exterior de forma planejada. Para isso, o PEIEX oferece suporte com informações, atendimento individualizado e metodologia específica para os empresários e cooperativas.
Para aumentar ainda mais a relevância das cooperativas no mundo das exportações, a OCB/PA se tornou o novo membro do Comitê Construtivo da PEIEX em reunião realizada no Parque de Ciência e Tecnologia - PCT Guamá junto com outros representantes como o Sebrae, Correios, FIEPA, UEPA, SECTET, Sudam, Receita Federal, SEFA, Banpará e CODEC. O comitê realizará reuniões semestrais para compartilhar agenda, serviços, metas e resultados das instituições participantes, com o objetivo de fortalecer a rede exportadora do Estado.
Para o cooperativismo paraense, a participação da OCB busca promover uma transformação no trabalho das singulares contribuindo com novas técnicas, qualificação para exportação e difusão dessa ideia em todo o setor. Também estão incluídos entre os objetivos da parceria com a APEX a estruturação de uma estratégia de branding internacional para a marca “cooperativismo” e a promoção de produtos das cooperativas brasileiras em mercados internacionais, especialmente os relacionados à biodiversidade amazônica.
A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos Brasil (APEX) objetiva capacitar e auxiliar as cooperativas brasileiras a exportar e atrair investimentos do exterior para o setor cooperativista. A APEX também trabalha com os setores público e privado para atrair investimentos diretos para o Brasil, com foco em estratégias para melhorar a competitividade das singulares nacionais. Para realizar esse trabalho com as cooperativas, a APEX conta com um braço direito para preparar o processo de exportação: o Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX), nele há um planejamento estratégico para o aumento da produtividade, conexão e inovação do setor.
A partir de um Acordo de Cooperação Técnica firmado entre a OCB e a APEX assinado em 2020, as cooperativas têm a oportunidade de estabelecer relações que proporcionam informações e inteligência comercial para apoiá-las em prol do seu crescimento não apenas em nível nacional, mas visando oportunidades no comércio internacional.
O evento ocorrerá nos dias 14 e 15 de junho e contará com palestras de temas diversos

Belém sediará o II Seminário Internacional do Cooperativismo Agropecuário Paraense, um evento que reunirá as cooperativas agropecuárias do estado do Pará com instituições e cooperativas europeias para debater o fortalecimento da produtividade agropecuária paraense, políticas públicas locais e comercialização internacional. O Seminário ocorrerá nos dias 14 e 15 de junho, das 8h às 18h, no Auditório da Casa do Cooperativismo, sede do Sistema OCB/PA.
Com dois dias de programações, o Seminário reúne palestras estratégicas e ações que o Sistema OCB/PA vem desenvolvendo com o ramo agropecuário em 2022. Um dos objetivos do evento é potencializar a produção das cooperativas paraenses e realizar capacitações para prepará-las para exportação de produtos a nível nacional e internacional.
O II Seminário Internacional do Cooperativismo Agropecuário Paraense é uma iniciativa do Sistema OCB/PA, em parceria com o SESCOOP/PA, a Confederação Alemã das Cooperativas (DGRV) e a Universidade de Alicante, na Espanha. A ação conta com a participação da UFRA, do IFPA Castanhal, MAPA, GIZ, EMATER, MANEJEBEM, AMZ e do Governo do Estado do Pará por meio da SEDEME.
A cadeia produtiva agrícola paraense é responsável por cerca de 40% da economia do Pará, absorvendo cerca de 1.500.292 milhões de pessoas, o que corresponde e 42,68% dos trabalhadores no estado do Pará segundo a Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (FAEPA).
Visando potencializar a cadeia produtiva do estado, o foco do Seminário será apresentar estratégias para o desenvolvimento agropecuário paraense e à consolidação produtiva por meio do cooperativismo. As palestras também abordarão temas como a inserção de tecnologias facilitadoras no trabalho do campo, cadeias de valor, sustentabilidade agroindustrial, gestão de qualidade de produtos e políticas públicas agropecuárias.
A comercialização de produtos para a exportação terá um destaque especial no Seminário com a presença de palestrantes internacionais que atuam na área. O evento contará com a participação da Cooperativa Agrícola de Callosa d’Em Sarria em parceria com a Universidade de Alicante, da Espanha, apresentando ações sobre “Gestão de sistemas de qualidade agropecuária” e “Comunicação Cooperativa”. Palestrantes da DGRV também farão parte do Seminário e irão abordar sobre “Ações de governança e o fortalecimento produtivo na cooperativa”.
“Esse encontro irá contribuir para o desenvolvimento das cooperativas agropecuárias do estado por meio do contato com outras cooperativas internacionais, que possibilitará uma troca de experiências e informações fundamentais para que nossas cooperativas possam enxergar a enorme possibilidade de alcançarem o mercado internacional por meio da organização da produção”, afirma Júnior Serra, Superintendente do Sistema OCB/PA.
O evento contará com a participação acadêmica da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) e do Instituto Federal do Pará (IFPA) que desenvolvem pesquisas científicas sobre o cooperativismo agropecuário, que irão debater sobre as cadeias de valores de produtos, estratégias de assistência técnica e extensão rural e o envolvimento acadêmico dentro do processo de fortalecimento produtivo.
“É um momento muito importante para o Sistema OCB/PA estar alinhado com as cooperativas para atender as demandas locais e fazer parte do desenvolvimento das cadeias produtivas do estado do Pará. O cooperativismo visa o aprendizado coletivo por meio do compartilhamento de informações e práticas, por isso garantimos uma programação diversa com participação de instituições estratégicas Nacionais e Internacionais”, afirmou Ernandes Raiol, Presidente do Sistema OCB/PA.
Confira a programação completa:



Em maio de 2022 foi realizada em Santarém (PA) uma audiência pública para debater questões relacionadas ao uso de mercúrio na mineração na região da Bacia do Tapajós. A Federação das Cooperativas dos Garimpeiros do Pará (FECOGAP) se fez presente nesta conferência na pessoa do presidente Amaro Salmo da Rosa, que defendeu o trabalho que vem sendo feito no uso consciente de mercúrio pelos garimpeiros das cooperativas presentes na região.
"Todos nós precisamos de minério. É preciso encontrar uma solução sem apontar dedos. Os garimpeiros não querem destruir a Amazônia, nós queremos participar dos debates e trazer desenvolvimento para a região”, ele declarou.
O principal ponto da sua fala gira em torno de uma questão necessária para que se possa chegar a um acordo com o Ministério Público do Pará: a construção de um fórum para debater a diminuição do uso de mercúrio nos garimpos. O MPF/PA se mostrou preocupado e disposto a contribuir com a classe garimpeira a encontrar a melhor forma de reduzir os impactos na natureza.
Também estiveram presentes nesta audiência o Instituto IDMTap, ANORO, comerciantes e garimpeiros, que contribuíram de forma pertinente na discussão trazendo sugestões sobre como dar continuidade aos trabalhos na região de forma consciente e respeitando o meio ambiente.
"O Sistema OCB/PA desenvolve em conjunto com a FECOGAP ações de capacitação, diagnósticos e trabalhos de gestão e governança para realizar a conscientização das cooperativas minerais na redução da utilização do mercúrio com o projeto Garimpo 4.0. Por meio do cooperativismo, nosso objetivo é poder preservar o meio ambiente e a atividade garimpeira", concluiu Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA.

Com 91 anos de constituição, a primeira cooperativa do ramo agropecuário do Pará ampliou a agroindústria para melhoria de processamento, armazenamento e certificação. A capacidade de recebimento da produção passou de 24 toneladas para aproximadamente 70 toneladas, o que poderá ampliar a capacidade produtiva em até 40% conforme a demanda comercial.
A reestruturação da Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu (CAMTA) foi possível por meio de subsídio financeiro da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA). A cerimônia de reinauguração ocorreu na sexta (27).
Estiveram presentes o representante Chefe da JICA Brasil, Masayuki Eguchi, o cônsul do Japão em Belém, Satoshi Morita, o Prefeito Municipal de Tomé-Açu, Carlos Vieira, o Presidente da Câmara Municipal de Tomé-Açu, João Francisco, o Presidente da OCB Pará, Ernandes Raiol, o Presidente CEO da Fruta Fruta, Makoto Nagasawa e o Secretário da SEDEME, José Fernando.
O investimento total para a reforma do parque fabril foi de R$ 20 milhões investidos. A CAMTA recebeu subsídio de $ 3 milhões de dólares, utilizados para a ampliação da quarta câmera frigorífica da agroindústria, câmara fria para frutas, sala de empacotamento de frutas, ampliação do túnel de congelamento e para a certificação do FSSC 22000 em relação às melhorias infraestruturas para segurança alimentar.
“Nossa cooperativa é formada 30% por japoneses e 30% de descendentes. O governo japonês tem sido um grande parceiro e, nesta oportunidade, fomos agraciados com esse subsídio. Trabalhamos durante um ano com este grande desafio e hoje estamos concluindo essa primeira etapa, agradecendo a todos os envolvidos”, reiterou o presidente da CAMTA, Alberto Oppata.
Com o valor também foi possível promover o melhoramento dos equipamentos de produção, novas linhas de base, empilhadeiras, máquina para tratamento de efluentes, quebrador de gelo, nova linha para lavagem do açaí, pasteurizador e geradores de energia.
“De forma geral, a ampliação representa um crescimento para toda a sociedade e outras regiões que também são alcançadas pela. Um fôlego a mais para receber produtos, chegamos a parar de receber e as frutas se estragavam. hoje poderemos”, reforçou Alberto Oppata.

Entre os próximos passos, a cooperativa busca a verticalização produtiva de óleos e do cacau com fábrica de chocolate. Já possui projeto da fábrica de chocolate estruturado pelo Sebrae e a previsão é que comece a executá-lo em 2023. O investimento será de mais de R$ 3 milhões. A CAMTA também busca financiamento para projeto de implantação de energia solar. Atualmente, a conta de energia por mês é de cerca de R$ 250 mil.
Atualmente, a cooperativa possui 180 cooperados e 170 empregados. O principal produto são as polpas de fruta com capacidade produtiva de 5 mil toneladas de processamento. No total, são 14 linhas de sabores de polpas, linha de sorbet e geleias, além de produtos in natura como pitaya e amêndoa de cacau. Os principais mercados são o Japão, Israel, Estados Unidos, Guiana Francesa e o mercado nacional e estadual.
“Temos acompanhado o desenvolvimento da cooperativa, em especial, no apoio ao diferimento fiscal alcançado em 2019, o que tem possibilitado essa expansão. Parabenizamos a CAMTA por mais essa conquista e, no que couber ao Sistema OCB/PA, pode contar conosco para continuar nesse desenvolvimento da região”, completou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.


Fortalecimento das cooperativas, organização produtiva, melhoria de produtividade, controle de pragas e prevenção ao desmatamento são alguns dos objetivos da Câmara Técnica Cooperativista do Cacau do estado do Pará (CT COOP CACAU). Em abril de 2022, foi realizada a primeira reunião da CTCOOP CACAU para definir e aprovar a minuta do regimento interno entre as cooperativas e eleger presidente, vice-presidente e secretário executivo. Estiveram presentes as singulares CAMTA, COOPATRANS, COOPERTUC, COOPERCAU, CACAUWAY, CAMPPAX.
A Câmara Técnica busca estabelecer um plano de trabalho, envolvendo parceiros estratégicos como o governo do estado, as secretarias estaduais e municipais além de parceiros privados para promover o desenvolvimento do cacau. Com o desenvolvimento da Câmara, será possível trabalhar o crescimento das cooperativas do setor cacaueiro da região. Tal crescimento poderá ser feito a partir da organização social das cooperativas e dos seus cooperados, além da assistência e fomento para a produção de cacau.
A CT COOP CACAU tem o objetivo de defender e apoiar as cooperativas produtoras de cacau, estipulando preço mínimo de produto, criando linha de crédito, utilizando o recurso da WCF para que o produtor consiga construir e comprar maquinário de produção, além de realizar pagamentos por serviços ambientais, comprar insumos agrícolas e defender junto aos setores públicos governamentais os interesses cooperativos. Na primeira reunião de 2022, foi definido o presidente CAMTA, Alberto Oppata, como presidente da CT COOP CACAU; o cargo de vice presidente ficou para o presidente da Cacau Way, Ademir Venturini; e o secretário executivo será o gerente de desenvolvimento de cooperativas do SESCOOP/PA, Diego Andrade.
“Essa parceria entre CocoaAction Brasil (da Fundação Mundial do Cacau), OCB e Sescoop Pará, por meio do Projeto Cacau 2030, é um passo muito importante para o fortalecimento das cooperativas de cacau no estado do Pará. A CTCOOP Cacau é uma das grandes ações previstas desta parceria, que visa estimular a ampliação do diálogo e a união desses atores, tão importantes para o desenvolvimento sustentável da cadeia no Brasil”, afirma Guilherme Salata, representante da CocoaAction e membro do da Câmara de Técnica Cooperativa do Cacau (CTCOOP CACAU).
Em outubro de 2018, foi lançada a CocoaAction Brasil, vinculada à World Cocoa Foundation (WCF). Trata-se de uma iniciativa pré-competitiva, público-privada e ampla do setor do cacau, que visa fomentar a sustentabilidade, com foco no produtor de cacau. A Fundação Mundial do Cacau (WCF) é uma das principais apoiadoras do projeto da CT COOP CACAU. A WCF trabalha em três pilares: pessoas, planeta e renda. A Iniciativa é financiada pelas grandes processadoras de cacau, pelo Governo Federal e pelos governos dos principais estados produtores do fruto.
“A Câmara Técnica de Cacau é uma forma de juntar forças para fortalecer a classe de cooperativas produtoras de cacau. Vamos transmitir os desafios enfrentados pelos produtores e conseguir mudanças e melhorias para a produção de cacau paraense. Esta organização é o começo de um grande passo coletivo em prol das cooperativas”, pontuou Alberto Oppata, presidente da CT COOP CACAU.
“A importância da Câmara de Cacau é organizar as demandas e criar ações conjuntas das cooperativas de cacau. É importante para a OCB cumprir o papel de representatividade institucional, receber as demandas das cooperativas pro planejamento participativo. A OCB coordena o processo e apoia as cooperativas em debates com parceiros governamentais, de pesquisa, academia e o setor privado para potencializar as ações da CT COOP CACAU”, afirmou Andreos Leite, consultor do Sistema OCB/PA.
O estado do Pará é o estado que mais produz cacau no Brasil. Segundo dados da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará), mais da metade do cacau produzido no país é paraense. Só em 2020, a produção do fruto no Pará foi de 144.663 toneladas, o equivalente a 52% da produção nacional. Desse total, 20% da produção de cacau do estado vem de cooperativas.
“Essa é uma cadeia produtiva muito relevante para o estado. Uma possibilidade interessante para a verticalização e agregação de valor aos produtos da agricultura familiar. Precisamos estimular esse mercado, que já chama a atenção de todo o mundo pela sua qualidade, por seu caráter orgânico e pela sua origem amazônida”, reiterou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
A Feira é promovida pela COOPERNORTE e ocorre em Paragominas de 25 a 28 de maio

Os drones que sobrevoam a ShowAgro mostrando as possibilidades aplicadas de pulverização agrícola provam que o futuro do Agro é agora, já chegou. Tecnologia, informação e inovação são os grandes destaques da edição 2022 da Feira, que ocorre nesta semana, com o apoio do Sistema OCB/PA, em Paragominas depois de dois anos por conta da pandemia.
Este é um dos principais eventos do calendário do agronegócio no Brasil, reunindo grandes marcas do setor agrícola e pecuário e apresentando soluções modernas, tecnologias avançadas e novos métodos de superar desafios enfrentados pelos produtores.
Nesta nova edição, o evento trouxe mais de 80 expositores de áreas como tecnologia, máquinas e implementos agrícolas, ferramentas, irrigação, transportes, corretivos, defensivos, autopeças, pecuária, financiamento, sementes, armazenagem e muito mais.
Paragominas já possui mais 200 mil hectares de áreas plantadas e deste total, cerca de 70% corresponde às áreas produtivas dos cooperados da COOPERNORTE. Números que fazem Paragominas liderar o segmento econômico do agronegócio. Até por isso, o município irá sediar em julho o 1° Encontro Setorial do Agronegócio, promovido pelo Governo do Estado em julho deste ano.
“A feira é fruto de muito suor e muita dedicação. Agradecemos a participação de empresas e instituições que são estratégicas para fomentar o desenvolvimento do estado do Pará. Nosso objetivo é exatamente esse, trazer para a nossa região informação e tecnologia para o crescimento de toda a cadeia produtiva”, afirmou o presidente da COOPERNORTE, Bazílio Carloto.
Um dos destaques na Feira de exposição foi o Empório Cooperativista, estande do Sistema OCB/PA com a participação das cooperativas COAFRA, CASP, COOPERURAIM, COOAFAC, COOPATRANS, CCAMPO e COOPRIMA. O espaço mostrou o que há de melhor no cooperativismo paraense com produtos da agricultura familiar e artesanatos. A intenção é, na próxima edição, estruturar uma ilha de estandes exclusivos do cooperativismo.

O espaço recebeu visitas estratégicas para o desenvolvimento do cooperativismo. O Chefe geral da Embrapa Amazônia Oriental, Walkymário Lemos, conheceu os produtos das cooperativas e alinhou com o presidente do Sistema OCB/PA para retomar parceria com o objetivo de fortalecer as ações em conjunto entre as instituições.
Outra visita importante foi a da Presidente do Banpará, Ruth Mello. Tratou-se sobre as cooperativas que já foram atendidas pelo Crédito do Produtor, como a CART e a COOASAFRA, assim como sobre outras que também podem receber a linha de crédito para melhoramento do seu parque fabril.
A Show Agro Coopernorte reúne ainda grandes nomes do mercado agropecuário e do cooperativismo para palestras exclusivas durante a programação, como: Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura e coordenador do Centro de Agronegócio da FGV-EESP; Andrea Cordeiro, coautora do Livro Mulheres do Agro; Carlos Alexandre Crusciol, agrônomo e professor da FCA/Unesp de Bocatu; Antonio Fancelli, especialista em Fitotecnia, Fisiologia da Produção e Sistemas de Produção das Culturas de Milho, Soja, Feijão e Sorgo; Mariely Biff, professora e consultora na área de Agronegócios; e Paulo Herrmann, ex-presidente da John Deere Brasil; com mediação de Jean Matos, engenheiro agrônomo.
As palestras abordam temas importantes para o agronegócio, empreendedorismo, cooperativismo e assuntos sociais como economia, gênero e tecnologia. Entre os temas estão “Gestão e sucesso no agronegócio”, “Solo e nutrição na cultura da soja”, "Cooperativismo para o desenvolvimento do agronegócio” e “Aspectos da economia mundial, nacional e seus impactos para o Setor de Agronegócios” abordando como pauta principal os investimentos no agronegócio.
A Show Agro Coopernorte é realizada desde 2016 com a missão de fomentar o agronegócio nacional e o cooperativismo. Na última edição, em 2019, foram fechados mais de R$ 300 milhões em negócios e foram registrados mais de 15 mil visitantes durante os dias de evento.
“Parabenizamos o excelente trabalho realizado pela COOPERNORTE. A Show Agro é uma prova de que o cooperativismo é gigante e que está contribuindo diretamente para o crescimento social e econômico do Estado. Como diz o tema da Feira, o futuro do agro é agora e o agro já é mais do que realidade no Pará”, reiterou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

Evento ocorrerá em Paragominas (PA) de 25 a 28 de maio

A Show Agro, maior feira de agronegócios do estado do Pará, retorna às suas atividades depois de um hiato de dois anos por causa da pandemia e confirma nova edição para os dias 25 a 28 de maio de 2022. Este é um dos principais eventos do calendário do agronegócio no Brasil, reunindo grandes marcas do setor agrícola e pecuário e apresentando soluções modernas, tecnologias avançadas e novos métodos de superar desafios enfrentados pelos produtores. Com o tema “O Futuro do Agro é Agora”, o evento ocorrerá em Paragominas (PA) e é promovido pela COOPERNORTE, cooperativa de referência no setor agropecuário nacional.
Nesta nova edição, a Show Agro Coopernorte pretende trazer mais de 80 expositores de áreas como tecnologia, máquinas e implementos agrícolas, ferramentas, irrigação, transportes, corretivos, defensivos, autopeças, pecuária, financiamento, sementes, armazenagem e muito mais. Além disso, marcarão presença no evento produtores de diversas culturas, como soja, milho, gergelim, milheto, feijão, entre outras. A expectativa é que mais de 20 mil pessoas passem pelos quatro dias de evento.
“A Show Agro COOPERNORTE é uma oportunidade incrível para expositores e profissionais do agronegócio trocarem inovação e informação sobre o que há de mais moderno no segmento. Há seis anos, quando foi realizada a primeira edição, o evento sempre busca promover o agronegócio nacional, o cooperativismo, as relações comerciais e o desenvolvimento como um todo”, destaca o Sr. Bazílio Carloto, diretor-presidente da COOPERNORTE.
A Show Agro reunirá ainda grandes nomes do mercado agropecuário e do cooperativismo para palestras exclusivas durante a programação. Estão confirmados para participar: Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura e coordenador do Centro de Agronegócio da FGV-EESP; Andrea Cordeiro, coautora do Livro Mulheres do Agro; Carlos Alexandre Crusciol, agrônomo e professor da FCA/Unesp de Bocatu; Antonio Fancelli, especialista em Fitotecnia, Fisiologia da Produção e Sistemas de Produção das Culturas de Milho, Soja, Feijão e Sorgo; Mariely Biff, professora e consultora na área de Agronegócios; e Paulo Herrmann, ex-presidente da John Deere Brasil; com mediação de Jean Matos, engenheiro agrônomo.
As palestras abordarão temas importantes para o agronegócio, empreendedorismo, cooperativismo e assuntos sociais como economia, gênero e tecnologia. Entre os temas estão “Gestão e sucesso no agronegócio”, “Solo e nutrição na cultura da soja”, "Cooperativismo para o desenvolvimento do agronegócio” e “Aspectos da economia mundial, nacional e seus impactos para o Setor de Agronegócios” abordando como pauta principal os investimentos no agronegócio.
A Show Agro é realizada desde 2016 com a missão de fomentar o agronegócio nacional e o cooperativismo. Na última edição, em 2019, foram fechados mais de R$ 300 milhões em negócios e foram registrados mais de 15 mil visitantes durante os dias de evento.
“Esta é uma oportunidade única para ouvir o que esses grandes especialistas em agronegócio têm a contar sobre o futuro e presente do nosso segmento. Serão momentos de troca sobre soluções modernas, tecnologias avançadas e novos métodos de superar desafios enfrentados pelos produtores”, destaca o Sr. Bazílio Carloto, diretor-presidente da COOPERNORTE.
Confira a programação:


A capital do Estado pôde conhecer de perto o trabalho que as cooperativas minerais têm realizado na região do Tapajós. O estande da FECOGAP apresentou, em parceria com a ANORO, as ações do Garimpo 4.0, que tem como objetivo mudar o cenário da mineração de ouro no Brasil com ações pautadas em uma extração mais eficiente, ambientalmente correta e economicamente viável.
O espaço recebeu visitas estratégicas como do Gerente Regional no Pará da Agência Nacional de Mineração (ANM), Fábio Martinelli, e do titular da SEDEME, José Fernando Júnior. Entre os resultados positivos, foi articulada a realização do 1° Fórum Mineral do Pará, que está sendo planejado para ocorrer em setembro.
Atualmente, a Federação das Cooperativas dos Garimpeiros do Pará (FECOGAP) conta com 13 cooperativas federadas e esteve presente na 2° FENCOOP. A Feira de Negócios do Cooperativismo trouxe resultados positivos para a mineração que se tornou mais conhecida e acessível para outras esferas do estado.
“A FENCOOP deu uma magnitude de visão para as cooperativas mineradoras e reforçou a importância da legalização dos garimpeiros. Graças à Feira e ao estande da Federação, as outras cooperativas que estavam fora da FECOGAP agora estão fazendo parte. Nosso ganho é de 80% a 100%, pois conseguimos aproximar todas as cooperativas do ramo mineral para a Federação. Na próxima FENCOOP estaremos presentes com um estande maior e com mais amostragens minerais”, conta o presidente da Federação, Sr. Amaro Rosa.
O estande da FECOGAP recebeu diversos visitantes da Feira de Negócios e pode apresentar a história e a importância do cooperativismo mineral. Representaram a mineração do Alto Tapajós o Sr. Amaro Rosa (Coordenador Mineral OCB/PA), Sr. Hermes Galdino (COOGAMIBRA), Sr. Pedro Mello (COOPERTRANS), Sr. Guilherme Aggens (GEOCONSULT), Sr. Gilson Camboim (Coordenador Mineral OCB/Nacional), Sr. Humberto Paiva (Coordenador do Projeto Garimpo 4.0), Dra. Luciane Oliveira (Assessora Jurídica COMIDEC).
Entre os desdobramentos, surgiu o projeto do 1° Fórum Mineral organizada pelas cooperativas minerais com a participação da Federação. O evento está em fase de planejamento e deve ocorrer na primeira semana de setembro. Para o cooperativismo mineral e para os setores de mineração do Estado, o Fórum estimulará a filiação ao Sistema OCB/PA e à FECOGAP.
“Foi um evento de grande sucesso. A FECOGAP com sensação de dever cumprindo vem agradecer ao Presidente da OCB/PA o Sr. Ernandes Raiol e ao Superintendente o Sr. Junior Serra, a imensa oportunidade de poder levar e representar o Cooperativismo no Ramo Mineral na feira. Foi uma grande chance de poder apresentar o que de fato é o Cooperativismo na Mineração e seus benefícios para com as pessoas”, completou Amaro Rosa.
FECOGAP
Fundada em 2016, a FECOGAP é uma federação que trabalha na área mineral do Pará e auxilia todas as cooperativas federadas para que estejam em funcionamento regular e permitam o trabalho legal dos garimpeiros. No segundo semestre do ano de 2015, alguns empresários e garimpeiros ligados ao ramo mineral da região sudoeste do Pará resolveram se mobilizar, após mais uma ação truculenta dos órgãos fiscalizadores, com queima e destruição de equipamentos.
A FECOGAT surgiu do entendimento de que já existiam inúmeras cooperativas de garimpeiros constituídas na região que não estavam obtendo êxito em trabalhar de forma legalizada na região. Após debates, foi acordado que o melhor caminho seria o de criar uma Federação para comportar as cooperativas, surgindo a Federação das Cooperativas de Garimpeiros do Tapajós (FECOGAT), que inicialmente representa 6 (seis) cooperativas de garimpeiros: COOMIGAPA COOGAMIBRA, COMIDEC, COEMIABRA, COOPEMVAT e COAMPARO. A FECOGAT, em 2020, se tornou FECOGAP, sendo a primeira Federação representativa desse ramo em nível nacional, podendo atender e agregar outras cooperativas, não só do estado do Pará, mas também de outros estados.
“A Federação tem liderado um movimento muito importante de transformação da imagem do ramo mineral em todo o país. Temos lutados juntos para que o garimpeiro vinculado às cooperativas tenha o reconhecimento pelo trabalho legalizado e responsável que têm desenvolvido. A Feira foi uma importante oportunidade para a sociedade paraense conhecer melhor sobre os diferenciais do cooperativismo mineral”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

Na sacola de compras, iogurtes, queijos, manteigas e tantos outros produtos da agricultura familiar. O servidor público Diego Silva aproveitou bem a Feira de Negócios do Cooperativismo (FENCOOP) para conhecer o que é produzido por cooperativas. Mas entre tudo que trouxe como bagagem da FENCOOP, o mais valioso foi saber que o cooperativismo está em todos os segmentos econômicos, trazendo diversos benefícios sociais e econômicos para os paraenses, seja no campo, seja na cidade.
SICOOB e SICREDI eram grandes marcas já conhecidas por Diego. Uma das surpresas que o servidor teve durante a FENCOOP foi saber que, por trás desses nomes comerciais de peso, há o diferencial da cooperação. “Já conhecia essas empresas, mas não sabia que eram cooperativas. Isso é muito importante, porque mostra que o cooperativismo é plural e pode trazer grandes resultados”, afirmou Diego.
Para o servidor público Diego Silva, o incentivo aos pequenos produtores contribui muito para a economia local do Pará. "A Feira também prestigia produtores de vários municípios e de diversos ramos que se beneficiam com o evento e com o networking gerado. Conheci cooperativas de Novo Progresso, São João de Pirabas e de municípios do interior do Pará. Comprei polpa de frutas, taperebá, goiaba, queijos e doce de açaí com goiabada que eu achei bem diferente", comenta sobre a experiência na FENCOOP.
O professor da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), Gabriel Resc, conta que também teve a oportunidade de descobrir a amplitude e a dimensão socioeconômica do Cooperativismo na 2° Feira de Negócios do Cooperativismo Paraense.
“Conheci a partir da Feira a grande expansão do cooperativismo no estado do Pará, como por exemplo a UNIMED Belém que até então não sabia que era uma cooperativa da saúde. Ampliei minha visão sobre o cooperativismo e pude ver a diversificação de ramos que o setor cooperativo atinge no Pará", afirma sobre sua experiência”.
A FENCOOP atraiu o público paraense pela sua variedade de produtos e programações presentes no evento. Com entrada gratuita e aberta a visitantes, a Feira apresentou estandes de degustação de produtos, demonstrações de maquinário de reciclagem, confecção e venda de artesanatos, estandes informativos, além de programações com profissionais renomados do ramo cooperativista e apresentações culturais de músicas e danças paraenses.
"Achei a feira surpreendente. O conteúdo, os produtos dos estandes, as verduras, frutas, queijos são muito valorosos. Nosso estado do Pará é muito rico, fico surpresa com tanta diversidade", contou a professora Maria de Nazaré que visitou a Feira pela primeira vez e comenta que ainda não conhecia a diversidade e as possibilidades que existem no ramo cooperativista.
Durante os dias 26, 27 e 28 de abril de 2022, 15 mil pessoas visitaram a FENCOOP e participaram do evento. A feira teve como principal objetivo promover o reconhecimento do cooperativismo pela sociedade paraense e evidenciar a influência positiva que ele possui sobre a economia estadual. O evento é uma realização do Sistema OCB/PA e conta com a coordenação do SESCOOP/PA.
“Ver relatos como os dos nossos visitantes já paga todo o esforço e o investimento feito na FENCOOP. Esse é o nosso objetivo, fazer com que o paraense consiga reconhecer que as cooperativas estão no seu dia a dia, fazendo a diferença e transformando o Pará em um lugar melhor, com mais oportunidades para todos”, explicou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

A Feira de Negócios do Cooperativismo Paraense (FENCOOP) foi uma oportunidade de fechamento de negócios, prospecção e desenvolvimento não apenas para as cooperativas, mas também para o mercado local paraense. A segunda edição do evento foi responsável pela geração de 240 empregos e um investimento de R$ 650 mil reais em serviços de montagem da feira, transporte, hospedagem, alimentação, artes visuais, seguranças e outros serviços necessários para a produção do evento.
A FENCOOP, proporcionou além do incentivo no empreendedorismo coletivo paraense, a movimentação da economia estadual com a criação de oportunidades de emprego e renda, mostrando assim a importância que este segmento possui no desenvolvimento econômico e social do estado.
Estiveram presentes 30 Municípios de todas as Regiões de integração do Estado. A FENCOOP também gerou 95 empregos diretos e 145 indiretos durante os dias de realização da feira, como exemplo da UNISSEGUR, cooperativa especializada para profissionais do terceiro setor do ramo de segurança e limpeza.

“Como trabalhamos também na recepção e na segurança da FENCOOP, puderam ver nossos serviços na prática e conseguimos contato com outras cooperativas que participam de feiras, com quem já estamos fazendo cotação para novos serviços em 2022”, afirmou o presidente da UNISEGUR Júnior Bahia.
A segunda edição contou com 73 estandes expositores, tendo 206 pessoas expondo seus produtos e serviços diretamente para 15 mil visitantes com a geração de R$ 2,5 milhões em negócios para as cooperativas, e é possível que este número aumente com o fechamento de novos negócios.
“Esse era exatamente o nosso objetivo, movimentar a economia paraense como um todo. A Feira abre o calendário de eventos na capital, retomando essas grandes programações passado o momento mais difícil da pandemia. É claro que, com o passar do tempo, a FENCOOP está ganhando proporções cada vez maiores e a perspectiva é de que, a cada edição, essa expressividade da Feira para a economia paraense aumente ainda mais”, explicou o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra.

A pluralidade do negócio cooperativo ficou evidente na 2ª Feira de Negócios do Cooperativismo (FENCOOP). De serviços de saúde a coleta seletiva, as cooperativas estão em todos os segmentos, uma oportunidade também para a atuação conjunta em interesses mútuos. Dentre os R$ 2,5 milhões em negócios gerados durante a Feira, a intercooperação foi um dos grandes destaques.
Um dos casos de sucesso da Feira foi a Cooperativa Agroindustrial Frutos da Amazônia (COAFRA), que fechou parceria com a COOPAGRO e com singulares de Parauabepas e da região dos Carajás para a exportação de insumos, com destaque para a farinha.
“Sem dúvidas a Feira foi muito positiva para a COAFRA, muito importante para divulgar nosso trabalho e conhecer novos parceiros comerciais, pessoas de outras áreas como Marketing e a Propaganda, além de vários outros segmentos que também pretendemos fechar parcerias. A FENCOOP com certeza contribui demais com o cooperativismo paraense porque ela é uma vitrine do que temos de melhor nas cooperativas”, disse o presidente da COAFRA, Joel Linhares.

Já a Cooperativa de Trabalho de Profissionais Autônomos do Estado do Pará (UNISEGUR) realizou prospecções e fechou parceria com cooperativas de diversos ramos durante o evento em sua primeira partição como expositora e oferecendo serviços de segurança e atendimento para a FENCOOP. Entre as cooperativas que foram fechados negócios estão: COONTRATTUR, COOPTENSOL, COOPARMI, CONCAVIS, COOPUNICA, COOPRIMA, COOP AGROMEL, COOPERTUR, COASAFRA e COOP MUIRAQUITÃ.
“A feira nos trouxe visibilidade! Nós pudemos ver em que colocação a cooperativa está no mercado e de como nosso produto foi aceito. A feira abriu portas sim, tivemos uma boa resposta, fomos vistos e por sermos uma cooperativa nova e tivemos uma boa acessibilidade com os clientes. Como trabalhamos também na recepção e na segurança da FENCOOP, puderam ver nossos serviços na prática e conseguimos contato com outras cooperativas que participam de feiras, com quem já estamos fazendo cotação para novos serviços em 2022”, afirmou o presidente da UNISSEGUR Júnior Bahia.
Outra parceria oficializada pela UNISEGUR durante a FENCOOP foi com a UNIMED Belém. A cooperativa médica, inclusive, se disponibilizou a estruturar projeto para a oferta de planos de saúde voltados para as cooperativas paraenses.
“É algo já temos pensado há um tempo e a FENCOOP veio confirmar essa possibilidade. Já atendemos várias cooperativas, mas podemos, sim, pensar em planos que possam atender um número maior, alcançando outros ramos de negócio. Vamos sentar com a equipe e estruturar a operacionalização desse projeto”, afirmou o presidente da UNIMED Belém, Wilson Niwa.
Texto: Olívia Varela

Cerca de 60 toneladas mensais de resíduos eletrônicos deverão ser coletados pela CONCAVES e distribuídos para o seu reaproveitamento. O projeto, pioneiro no Pará, é desdobramento do Programa Nacional de Logística Reversa de Eletroeletrônicos do Governo Federal, envolvendo a Prefeitura Municipal e Governo do Estado. A parceria com a Concaves foi confirmada durante semana passada, durante a programação da FENCOOP.
A cerimônia de inauguração da central de logística reversa de eletroeletrônicos em Belém, localizada na sede da Concaves na Terra Firme, ocorreu nesta quarta (04). Estiveram presentes o Secretário de Qualidade Ambiental do Ministério e do Meio Ambiente, André França, o diretor de Ordenamento, Educação e Descentralização da Coleta Seletiva do Governo do Estado, Luciano Lousada, a Gerente de relações institucionais da Associação Brasileira de Reciclagem de Ele Abre, Helen Brito e o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra.
“Hoje é um dia feliz, porque a partir de agora não teremos mais lixo eletrônico. Será matéria prima encaminhada para a indústria. Assim, todos ganham”, afirmou a presidente da CONCAVES, Débora Baía.
O objetivo da Logística Reversa é lidar com o impacto das embalagens e de outros produtos comercializados pelas empresas, esse instrumento diminui as externalidades negativas e promove uma economia mais regenerativa.
"Imensa alegria, acompanhar esse processo. Tirar os resíduos do meio ambiente e tratar da maneira correta, fomentando também a qualificação da mão de obra", afirmou Helen Brito.
O momento é dedicado à conscientização para os cuidados em se separar os eletroeletrônicos de uso doméstico que não estão mais em uso e descartá-los corretamente para serem reinseridos no mercado, fortalecendo a economia circular.
"Mais Brasil e menos Brasília é um dos nossos objetivos, por isso estamos aqui. É um passo muito importante já iniciado pela cooperativa e se completa, levando o material para a reciclagem. Por meio da integração ao programa Nacional de Logística Reversa, esse material será destinado até a reciclagem custeados pela Abre. Isso gera empregos verdes, preserva recursos naturais, evita o descarte inadequado", afirmou o secretário do Ministério do Meio Ambiente, André França.
A Concaves, além de fazer a coleta do material, será o ponto fixo para receber materiais desde o fone de ouvido à geladeira. A cooperativa já possui 100 toneladas de resíduos eletrônicos estocados há 3 anos, já que não havia destinação para os materiais. No total, serão 21 pontos de recebimento em Belém.
"Acompanho o trabalho da cooperativa, que atuou durante anos no lixão do Aurá. Hoje estão organizados, com roteiros definidos, executando ações de educação ambiental. É fantástico ver que estão fortalecendo a economia circular e solidária", reiterou Luciano Lousada.