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O cooperativismo é um importante modelo de negócios que consegue unir o desenvolvimento econômico e desenvolvimento social, a produtividade e a sustentabilidade, o individual e o coletivo. Tendo em vista o potencial do cooperativismo, o Sistema OCB/PA realiza no próximo dia 15/02, no município de São Miguel do Guamá, o Seminário “O Cooperativismo como Ferramenta de Desenvolvimento Local”. O evento objetiva apresentar o cooperativismo como uma solução para o desenvolvimento do município.
O seminário reunirá no Centro de Eventos Cacau Show, cooperativas da região, representantes da prefeitura municipal, da câmara dos vereadores e da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (SEDEME), além de representantes estratégicos.
Durante o evento será feita a apresentação do panorama do cooperativismo, contando com uma contextualização do cooperativismo no estado do Pará e com um recorte para a região de São Miguel do Guamá. Também será realizada uma palestra sobre a participação das cooperativas nas compras públicas, apresentando informações pertinentes, documentação necessária e a forma de participar de compras públicas.
A SEDEME será responsável pela realização da palestra sobre a Política de Desenvolvimento do Estado, sendo apontadas propostas para o desenvolvimento da região. No seminário também ocorrerá o Lançamento da Frente Parlamentar do Cooperativismo No Município de São Miguel (FRENCOOP Municipal).
“Com o seminário buscamos fortalecer o cooperativismo da região, apresentar a importância que ele tem para São Miguel e mostrar todo o trabalho que as cooperativas já desenvolvem no município. O nosso papel enquanto OCB/pa é justamente esse, poder fomentar e desenvolver o cooperativismo na região de São Miguel do Guamá”, afirma Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA.
Serviço
Seminário “O Cooperativismo como Ferramenta de Desenvolvimento Local”
Data: 15/02
Hora: 8h às 12h
Local: Centro de Eventos Cacau Show
Avenida Américo Lopes, n.º 1584, São Miguel do Guamá.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), o Pará ficou em terceiro lugar entre os estados que tiveram o maior crescimento de faturamento no setor de mineração, em 2021. A atividade garimpeira é uma importante atividade econômica para o estado e o cooperativismo busca desenvolvê-la por meio da parceria entre o Sistema OCB/PA, a Federação das Cooperativas de Garimpeiros do Pará (FECOGAP), a Associação Nacional do Ouro (ANORO) e a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (SEDEME).
Na última semana, as instituições se reuniram em Belém para iniciar o desenvolvimento do plano de trabalho que visa desempenhar estratégias de retomada e crescimento para as cooperativas. Um dos grandes desafios do plano de trabalho é gerar um produto concreto que sirva como modelo de atuação para a atividade cooperativista mineral em todo o Brasil.
Algumas das ações propostas no plano buscam promover a autoavaliação dos processos atuais de Identidade, governança e gestão cooperativista. O plano também irá assessorar a construção e implementação do Plano de Melhorias Estratégicas, que envolve aspectos como: Organização e profissionalização do quadro social, assessoramento especializado para revisão estatutária, processos contábeis e processos produtivos.
Também será realizada a estruturação de programas sociais dos garimpos, envolvendo a reciclagem inovadora com foco em resultados de impacto, formação de mulheres e jovens empreendedores do garimpo e educação cooperativista para crianças e jovens. Além disso, o plano pretende realizar a construção e o monitoramento de indicadores de desempenho e sustentabilidade da cooperativa, para analisar os dados relacionados a aspectos financeiros, econômicos, sociais e ambientais.
O plano também busca implementar o Projeto Garimpo 4.0, que foi criado pela ANORO e tem o objetivo de incentivar a legalização do garimpo e levar orientação sobre as boas práticas na atividade, proteção ambiental e comercialização legal. Um dos bons exemplos de cooperativas que já executam ações de responsabilidade socioambiental é CGL, que tem legalizados áreas exploradas há mais de 30 anos e tem fomentado um garimpo sustentável.
“A ANORO, por meio do Projeto Garimpo 4.0, busca trabalhar junto às comunidades garimpeiras implantando práticas voltadas ao equilíbrio e sustentabilidade, embasadas pelo plano ESG, a saber: meio ambiente, sociedade e governança. A parceria da ANORO - GARIMPO 4.0 com a OCB/PA é fruto da identidade e compatibilidade de nossos objetivos, voltados ao crescimento e reconhecimento do setor garimpeiro, valorizando seu trabalho e ampliando seus recursos”, destaca Ana Lobo, Diretora Executiva da ANORO.”, destaca Ana Lobo, Diretora Executiva da ANORO.
Nesta primeira fase do plano de trabalho, estão envolvidas 2 cooperativas: Cooperativa Garimpeiro Legal (CGL) e a Cooperativa dos Garimpeiros de Moraes Almeida e Transgarimpeira (COOPERTRANS). Dentro do plano, tais cooperativas contarão com a estruturação de alianças institucionais; a diagnose cooperativista; um plano de melhoria estratégico; assessorias externas e consultorias; cursos de profissionalização e desenvolvimento humano; programas socioambientais estruturados e a construção de Indicadores de desempenho. As ações do plano de trabalho estão divididas em 5 fases, a primeira delas se inicia em março de 2022.
“A realização de um plano de trabalho para executar junto às cooperativas da pequena mineração aqui do estado do Pará é uma ação que nunca antes foi realizada de forma conjunta. Dessa forma, será possível fortalecer a parceria entre ANORO, Sistema OCB/PA, SEDEME e FECOGAP, somando esforços para desenvolver de forma organizada, legal e estruturada a atuação da pequena mineração no estado do Pará por meio das cooperativas”, afirma Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA.
Em conjunto com o desenvolvimento do plano de trabalho, a FECOGAP pretende para o ano de 2022, dar continuidade à defesa dos direitos das cooperativas de garimpeiros.
“Vamos continuar nossas ações nos Garimpos da região, com o intuito de torná-los um modelo, um local com qualidade de vida, com cuidados básicos, uma vez que no garimpo existem famílias trabalhadoras que necessitam de respeito, cuidado e proteção para executar suas atividades. Além disso, nosso intuito é estreitar o máximo possível os laços com nossos filiados para que possamos continuar unidos e conseguir exercer a atividade garimpeira”, afirma o presidente da FECOGAP, Amaro Rosa.

O setor educacional foi um dos mais afetados durante a pandemia. As medidas de isolamento social e a retração econômica trouxeram grandes desafios, intensificando uma necessidade que já era urgente: reposicionar-se frente às dinâmicas do mercado. As cooperativas irão discutir sobre o tema no próximo dia 22 de fevereiro, no Encontro das Cooperativas Educacionais. O evento ocorre em Belém, na Casa do Cooperativismo.
Os debates realizados no encontro serão feitos a partir do trabalho já iniciado pelo Sistema OCB/PA, por meio do Programa de Acompanhamento da Gestão Cooperativista (GESCOOP). Também haverá a apresentação das ações que as próprias cooperativas já realizaram ou que ainda estão em fase de planejamento e execução, tendo por base as dinâmicas para se adaptar ao mercado atual. Ao final dos debates, ocorrerá um momento de construção de soluções coletivas para as cooperativas.
A programação do encontro terá apresentação de projeto de comunicação que visa executar campanhas de marketing nas cooperativas, de acordo com as necessidades identificadas pelos próprios dirigentes, como captação de novos alunos ou fidelização dos clientes. Também será realizada a palestra com o tema “Cooperativas educacionais no universo digital”, que abordará a inclusão das cooperativas educacionais no universo do digital.
As ações são desdobramento do Projeto Presidente Itinerante, por meio do qual a presidência do Sistema OCB/PA visitou as cooperativas e conheceu de perto a realidade de cada uma, fazendo o levantamento de demandas e a construção de um plano de trabalho que está em execução.
“O Encontro das Cooperativas Educacionais vem como uma importante ferramenta para o fortalecimento das cooperativas do ramo educacional após um momento de grandes desafios. É importante destacar que, como encaminhamento do encontro, o SESCOOP/PA irá identificar quais cooperativas irão aderir ao projeto e promoverá visitas in loco para conhecer de perto a realidade de cada cooperativa participante. Trabalhando juntos conseguimos elevar cada vez mais o potencial das cooperativas de educação do estado do Pará”, afirma Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA.
Serviço
Encontro das Cooperativas Educacionais
Data: 22 de fevereiro
Hora: 8h30
Local: Casa do Cooperativismo

O Registro Nacional dos Transportes Rodoviários de Cargas (RNTRC) é essencial para que empresas, cooperativas ou profissionais autônomos possam exercer atividades ligadas ao transporte rodoviário de carga no território nacional. O registro é obrigatório para todas as empresas que desejam atuar nesse mercado em conformidade com a legislação.
Como uma das demandas levantadas pelo Presidente Itinerante, o Sistema OCB/PA retomou sua atuação como operadora da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para a realização de forma gratuita do registro no estado do Pará. As cooperativas COOPERMIX e TRANSPRODUTOR já foram algumas das beneficiadas.
O RNTRC tem a função de disciplinar e padronizar a prestação de serviços voltados para o transporte rodoviário de cargas. O registro atua como uma forma de proteção para que negócios relacionados ao transporte de cargas possam distribuir seus produtos com segurança e eficiência. O registro realizado pela OCB/PA é feito única e exclusivamente para cooperativas do estado do Pará que realizam o transporte rodoviário de cargas.
“Todos os veículos que vão operacionalizar esse transporte de carga via cooperativa precisam estar cadastrados junto à ANTT. Estando cadastrados, a cooperativa garante que os serviços estão sendo prestados seguindo todas as normas da legislação. Dessa forma, o RNTRC se apresenta como um meio de assegurar que o negócio está em conformidade com a lei e devidamente identificado, evitando infrações e penalidades tanto em rodovias estaduais quanto federais”, destaca Diego Andrade, Gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB/PA.
O registro junto à ANTT engloba tanto o registro de veículos como o de implementos, ou seja, caçambas e carrocerias. Alguns dos requisitos exigidos para a obtenção do registro por cooperativas são: possuir CNPJ ativo; estar devidamente constituída, na forma da lei, tendo a atividade de transporte rodoviário de cargas como sua principal atividade econômica; ter registro na OCB/PA; ser o cooperado proprietário, coproprietário ou arrendatário de pelo menos um veículo automotor de carga categoria “aluguel”, na forma regulamentada pelo Contran.
Normalmente, é necessário que seja pago um valor para a efetivação do cadastro. No entanto, o Sistema OCB/PA tem o diferencial de atuar como operador da ANTT, de forma que, a instituição pode efetuar o cadastro de forma gratuita às cooperativas. Sendo assim, a cooperativa realiza somente o pagamento do valor de inserção do veículo e do implemento na sua frota, que é feito diretamente para o Sistema Integrado de Transporte de Cargas (SITCARGA).
“Oferecemos esse importante benefício para as nossas cooperativas, que podem buscar o Sistema OCB/PA como operador da ANTT para efetuar essa movimentação de registro de frota. Pode ser realizada tanto a inclusão quanto a exclusão de veículos e implementos da frota da cooperativa, sem custo algum na OCB/PA. Com isso, a cooperativa vai ter a segurança de que os seus veículos vão estar fazendo o transporte rodoviário de cargas de forma legal e com toda a documentação em dia, sem causar prejuízos ao serviço”, afirma Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA.

A Cooperativa de Transporte Rodoviário do Produtor Rural do Estado do Pará (TRANSPRODUTOR) teve a grande felicidade de conquistar a sua sede própria. A sede da cooperativa está localizada na Travessa Nove de Janeiro, n° 1962, no bairro da Cremação, em Belém. A aquisição foi um importante passo para o crescimento da cooperativa.
A TRANSPRODUTOR iniciou as suas atividades em 2010 realizando o transporte diário de mercadorias do produtor rural do interior do estado do Pará para a capital. Com a ampliação do mercado, a cooperativa também conquistou novos rumos e somou mais quatro atividades, sendo elas: o transporte escolar, o transporte de minérios, o transporte de grãos e ainda atua no turismo eventual. No total, a cooperativa conta com mais de 500 cooperados de 14 municípios paraenses. Agora, esses cooperados já poderão ser muito bem recebidos na sede própria da cooperativa.
"É imensurável a importância da conquista da sede própria para a nossa cooperativa. Atualmente nós trabalhamos com transporte escolar e quando ganhamos alguma licitação, uma das primeiras exigências que é feita é a verificação da autenticidade da empresa e se ela possui sede própria. Dessa forma, agora com a nossa sede, será possível conquistar cada vez mais trabalho para os nossos cooperados”, afirma Newton Leão, presidente da TRANSPRODUTOR.
A cooperativa está organizada e formalmente apta para oferecer toda assessoria aos seus cooperados, para que eles possam exercer suas atividades e demandas com qualidade e responsabilidade. Atualmente, o transporte escolar se tornou, dentre os três segmentos atendidos, a principal atividade da cooperativa. O trabalho com transporte escolar é desenvolvido desde 2013 e é focado na rede pública municipal e estadual, além de ribeirinhos de mais de 10 localidades que também são atendidos com nossos meios de transporte dos associados da cooperativa. Hoje, a TRANSPRODUTOR já possui quase 600 barcos e 90 veículos.
"A TRANSPRODUTOR tem o belíssimo trabalho de garantir a legalização de seus cooperados e a qualidade dos serviços ofertados ao cidadão paraense. A cooperativa conta com aproximadamente 500 associados, que estão distribuídos em 14 municípios. É importante destacar que a captação de novos associados é o desafio pelo qual a cooperativa é especialista e a cada ano os seus números crescem vertiginosamente. Com a sede própria esses bons resultados tendem só a crescer”, destaca Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA.

Com um crescimento de 71% em seu faturamento no ano de 2021, a Cooperativa Agroindustrial Paragominense - COOPERNORTE se prepara para um importante salto no seu projeto estratégico de verticalização da produção de seus cooperados: o beneficiamento e industrialização de grãos.
O projeto foi apresentado pelo Gerente Administrativo Financeiro Álex Furtado e pela Supervisora de Marketing Ingrid Assunção a parceiros estratégicos da COOPERNORTE, como o Sistema OCB/PA, SEDEME, BANPARA, BASA, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BRADESCO, Santander, Sebrae/PA e CRC/PA. A equipe também apresentou a quinta edição da Show Agro, que já tem data marcada: de 25 a 28 de maio de 2022.
O projeto apresentado irá abranger o empacotamento e processamento de grãos e a cooperativa pretende lançar no mercado do varejo produtos como: milho inteiro, quebrado, ensacado e empacotado; feijão dos tipos cavalo claro, carioquinha e preto; arroz tipo 1 e 2; flocão de milho; canjica de milho; fubá; milho de pipoca, dentre outros.
O projeto já tem investimentos definidos e sua viabilidade operacional e econômica já foi aprovada pelos cooperados na última Assembleia Geral Extraordinária (AGE) realizada em Dez/21. Os maquinários já estão em fase de compra e irão abranger processos de pré-limpeza, ensacadeira, empacotadora, enfardadeira e paletizadora. A previsão é que o parque fabril comece a operar no próximo ano.
Esse será o primeiro passo para o macro projeto de verticalização da COOPERNORTE, que prevê para os próximos anos o início das operações no mercado da avicultura, suinocultura e da piscicultura.
Os executivos da COOPERNORTE tiveram reuniões com o Superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra, com a Diretora Presidente do BANPARA, Ruth Mello, com o Diretor da SEDEME, Mauro Barbalho, com o Superintendente Regional do BASA, Edmar Bernaldino, com os executivos do Banco Santander, Eduardo Shimada e Marcelo Polla, com os Gerentes do Banco do Brasil Corporate Cléber Fernandes, Juliana Bueno e XXX , com o Superintendente da Caixa Econômica Federal, Anderson Horácio; com o Superintendente do SEBRAE/PA, Rubens Magno e com o presidente do Conselho Regional de Contabilidade (CRC), Ian Blois.
“O planejamento estratégico da COOPERNORTE é vivo e está a todo tempo sendo executado. Passo a passo, iremos chegar no nosso grande objetivo que é completar a cadeia produtiva e agregar ainda mais valor na produção dos nossos cooperados. Para tanto, contamos com o apoio de todos os nossos parceiros estratégicos”, afirmou Alex Furtado.
SHOW AGRO
Outro grande projeto da cooperativa para 2022 é a continuidade da SHOW AGRO COOPERNORTE, com o tema "O Futuro do Agro é Agora". A feira expõe tecnologia e inovação no segmento do agronegócio. Um dos palestrantes confirmados é o ex-ministro da agricultura, Roberto Rodrigues.
A SHOW AGRO reúne grandes marcas do setor agrícola e pecuário que procuram e encontram soluções modernas, tecnologias avançadas e novos métodos de superar os desafios enfrentados pelos produtores.
“Nossa primeira edição foi em 2016, como um dia de campo e vimos a necessidade de ampliar a oferta de informação e inovação para nossos visitantes. A partir desse momento, a cada ano, buscamos fazer a diferença no desenvolvimento tecnológico do agronegócio”, reiterou Ingrid Assunção.
Ao longo de 4 edições da Show Agro COOPERNORTE, o crescimento em torno dos negócios realizados e do número de visitantes foi decisivo para torná-la referência no segmento. Na última edição foram fechados mais de R$ 300 milhões em negócio, reunindo 15 mil visitantes e 75 expositores. A projeção para 2022 é de R$ meio bilhão em negócios fechados, 83 expositores e 20 mil visitantes.
A Show Agro apresenta também uma série de atrativos de uma vasta gama de interesses como tecnologia, máquinas agrícolas, implementos agrícolas, ferramentas, irrigação, transportes corretivos, defensivos, autopeças, pecuária, financiamento, sementes, armazenagem e outros.
“Entendemos que a ShowAgro é estratégica para o desenvolvimento do setor graneleiro no Pará, em especial por meio do cooperativismo. A COOPERNORTE é um grande exemplo disso, sendo responsável por 31% da produção de grãos na região nordeste e por 70% em Paragominas. Por isso, iremos apoiar a Show Agro em mais uma edição”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
A COOPERNORTE
Atualmente a cooperativa reúne 94 cooperados e 168 colaboradores. Possui capacidade de armazenamento de 2,3 milhões de sacas e, em 2021, comercializou 3,6 milhões de sacas de grãos, o que contribui para um crescimento de 71% no faturamento em relação ao ano anterior. As principais culturas são a soja, milho, sorgo e milheto. Ao todo, seus cooperados produzem em 07 municípios do polo agrícola do sudeste e nordeste paraense.

Cooperativas e comunidades em situação de vulnerabilidade já podem se inscrever para as próximas turmas do Laboratório de Informática para Capacitação de Cooperativas (LABCOOP). Fruto da parceria entre o Sistema OCB/PA, Unimed Belém e a Universidade Federal Rural da Amazônia, o projeto oferece cursos gratuitos de informática para pessoas de baixa renda. As inscrições podem ser feitas no link: https://bit.ly/Inscrições_LABCOOP
A OCB/PA já está realizando a mobilização das cooperativas para a participação no LABCOOP, que visa atender tanto os cooperados quanto os seus familiares. Para se inscrever, os interessados devem acessar o link e preencher formulário com informações cadastrais. Posteriormente, o Sistema OCB/PA entrará em contato com os inscritos para a formação das turmas.
Para participar do LABCOOP é necessário ter a idade mínima de 15 anos. Em relação ao público de comunidades vulneráveis, a UFRA é a responsável por fazer a indicação dos inscritos.
“A inclusão digital possibilitada pelo LABCOOP está diretamente ligada aos ideais do cooperativismo, uma vez que o projeto se enquadra perfeitamente no quinto princípio cooperativista, que está pautado no desenvolvimento da educação, da formação e da informação. Além disso, o projeto também vem com uma importante relevância social ao democratizar o acesso às tecnologias da informação para pessoas de baixa renda”, explica Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA.
As principais cooperativas contempladas pelo projeto são as cooperativas de Trabalho, Produção de Bens e Serviço, Reciclagem e Transporte da região Metropolitana de Belém. Além de atender comunidades externas atendidas pela UFRA. Porém, o grande objetivo do projeto é crescer ainda mais para alcançar outros grupos.
Para o desenvolvimento do LABCOOP, a OCB/PA atua com a disponibilização do espaço físico, contando com toda a infraestrutura de energia, climatização e acesso à internet, necessários para a realização do projeto. A Unimed Belém realizou a distribuição dos computadores e equipamentos. Enquanto que a UFRA disponibiliza os professores responsáveis por ministrar os cursos.
“Além de toda a importância social do LABCOOP, ele também é uma porta de entrada para que as pessoas conheçam os ideais cooperativistas e o trabalho que é desenvolvido pelo Sistema OCB/PA que busca justamente fortalecer o movimento cooperativista e defendê-lo como modelo socioeconômico capaz de transformar o estado do Pará em um lugar mais justo, equilibrado e com melhores oportunidades para todos”, afirma Edilson Júnior.
Serviço:
Inscrições LABCOOP: https://bit.ly/Inscrições_LABCOOP

O mês de fevereiro marca o início dos cursos de capacitação voltados aos administradores para atuarem no mercado cooperativista. A iniciativa é fruto do termo de cooperação técnica firmado entre o Sistema OCB/PA e o Conselho Regional de Administração do Pará (CRA/PA). Com a capacitação e, posteriormente, com o credenciamento desses profissionais no SESCOOP/PA, será gerada uma importante mão de obra para a prestação de serviços às cooperativas de todo o estado do Pará.
O primeiro curso, intitulado “Curso Básico de Cooperativismo”, tem início no dia 21/02 e ocorre até o dia 25/02. No total, serão duas turmas iniciais, com o limite de 20 pessoas por turma. O curso conta com uma carga horária de 16 horas.
Durante o primeiro semestre de 2022, as agendas de cursos continuam. Em março, será ofertada uma turma para o “Curso Básico de Instrutor de Treinamentos”, que tem previsão para ocorrer entre os dias 21 e 25/03. Já em abril, ocorre o “Curso de Conselho de Administração” entre os dias 25 e 28/04.
Ainda no primeiro semestre, acontece o curso de “Curso de Conselho Fiscal” entre os dias 23 e 26 de maio, contando com duas turmas e carga horária de 16 horas. Além disso, entre os dias 20 e 23 de junho, ocorre o “Curso de Governança Cooperativa”.
“O termo de cooperação técnica que firmamos com o CRA/PA vem como uma ferramenta excelente para a identificação e capacitação de profissionais qualificados que poderão ser contratados e aproveitados para atender as demandas das cooperativas. Esses profissionais poderão auxiliar no desenvolvimento dos processos de gestão administrativa necessários para o bom funcionamento das cooperativas”, afirma Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA.
A realização das atividades de capacitação será realizada por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo do Estado do Pará (SESCOOP/PA), que tem como grande missão promover a cultura cooperativista e o aperfeiçoamento da gestão para o desenvolvimento das cooperativas paraenses.
O termo de cooperação entre OCB/PA e CRA/PA objetiva ainda a realização de outras ações como seminários, workshops e palestras para capacitação. É importante destacar que o CRA-PA é uma entidade cujo objetivo é disciplinar e fiscalizar a área de sua respectiva jurisdição o exercício profissional do Administrador, organizando e mantendo o registro deste profissional, e dando execução às diretrizes formuladas pelo Conselho Federal de Administração.
“Sem dúvida nenhuma a parceria entre OCB/PA e CRA/PA é um momento de muita felicidade. Essa parceria trará muitos resultados positivos tanto para o profissional da administração quanto para os profissionais que operam dentro do cooperativismo. O termo de cooperação técnica firmado representa uma grande conquista para ambas as instituições, de forma que buscamos trabalhar juntos para desenvolver cada vez mais o nosso estado”, comenta Fábio Lúcio Costa, presidente do CRA/PA.

O interesse pela comunidade é um dos sete princípios do cooperativismo e o Sicredi coloca isso em prática em diversas ações que realiza nas cidades em que atua. Em parceria com as prefeituras dos municípios que fazem parte da sua área de atuação, a cooperativa Sicredi Grandes Rios MT/PA começou a entregar nas últimas semanas relógios urbanos digitais. Ao todo, 9 cidades em Mato Grosso e no Pará serão contempladas com a ação.
Além da doação dos relógios, a cooperativa adotou o entorno onde os objetos serão instalados, e, sem custos aos cofres públicos, o local será revitalizado e a manutenção ficará sob responsabilidade da cooperativa. Até o momento, em Mato Grosso as cidades de Nova Santa Helena, Colíder, Nova Canaã do Norte, Novo Mundo, Guarantã do Norte, Terra Nova do Norte e no Pará Itaituba e Novo Progresso já foram contempladas com os relógios e nas próximas semanas será a vez de Paranaíta (MT).
“Percebemos nessas entregas como as pessoas estão receptivas à ação, que vai ao encontro do modelo de gestão da cooperativa, que é guiado pelo propósito de estar sempre próximo e presente na comunidade, levar desenvolvimento e modernidade às cidades onde atuamos”, conta o diretor-executivo da cooperativa, Sidnei Bremm.
Ainda de acordo com Bremm, o equipamento é um dos mais modernos e além de embelezar a região será usado como uma fonte de informação aos moradores. “O relógio digital informará a temperatura e poderá transmitir informações de utilidade pública. Acredito que isso possa estimular outras entidades a se envolver mais com a comunidade e a realizar ações e projetos semelhantes como uma forma de contribuir com o desenvolvimento da região e tornar ainda mais atrativa para quem vive nela”, explica.
Na cidade de Novo Mundo, o relógio foi instalado nos arredores do Lago Municipal, um dos cartões postais da cidade e uma das áreas públicas mais visitadas pela população, embelezando ainda mais o local. “Só temos a agradecer ao Sicredi pelo carinho e atenção com a nossa população. Uma cooperativa idônea e que mostra comprometimento com o desenvolvimento da nossa cidade”, destaca o prefeito do município, Toni Manfini.
Já na cidade de Nova Canaã do Norte, o equipamento foi instalado no centro da cidade, na Avenida Brasil, ao lado da Praça Central. “O Sicredi, assim como outras empresas têm voltado os olhos para nossa cidade, que está crescendo e se desenvolvendo cada vez mais, e isso nos deixa muito contentes”, afirma o prefeito Rubens Roberto Rosa.
A expectativa da cooperativa é instalar um equipamento em cada uma das cidades de sua área de atuação até 2025.
ASCOM Sicredi Grandes Rios MT/PA
No Hospital da Unimed Oeste do Pará mais de 24% dos profissionais estão afastados por apresentarem sintomas da COVID-19.

Com o avanço da variante Ômicron em todo país e sua alta taxa de transmissibilidade, os reflexos de uma nova onda começam a ser sentidos na região. Uma realidade que já faz parte de todo sistema de saúde em escala nacional. No Hospital da Unimed Oeste do Pará (HUOP), em Santarém, há o registro de aumento tanto no número de atendimentos quanto no de profissionais, principalmente assistencialistas, que apresentam sintomas de síndrome gripal, necessitando o afastamento imediato. Outro fator que soma a essa situação são os casos de gripe, que se tornam cada vez mais comuns nessa época do ano com o inverno amazônico.
O balanço desse primeiro mês do ano já é um alerta. Em janeiro o número de atendimentos no HUOP mais do que dobrou em comparação ao mês de dezembro. Foram registrados mais de 3.600 atendimentos por suspeita da Covid-19.
Um outro dado importante que retrata a atual situação pandêmica é o aumento de profissionais afastados por apresentarem algum tipo de sintoma gripal. Ainda no Hospital Unimed, somente em janeiro deste ano, 45 profissionais de saúde precisaram ser isolados de suas funções por conta da Covid-19.
A coordenadora de enfermagem do Hospital, Gilcilene Corrêa, destaca como a Unidade tem lidado com o avanço dos casos. Além disso, evidenciou a prioridade nos cuidados com a equipe com uso de EPI’s e o controle de sanitização dos ambientes.
“O Covid-19 não é mais novidade para ninguém, a gente já conhece as formas de se prevenir e o que fazer em caso de apresentar sintomas, é importante relembrar que se trata de uma situação coletiva que afeta todo o mundo e que cuidar de si é também cuidar do outro”, disse ela.
O número de profissionais médicos afastados também sofreu um aumento nos últimos dias, ao todo 13 médicos da cooperativa solicitaram a suspensão das atividades por apresentarem algum sintoma gripal.
O presidente da Unimed Oeste do Pará, Dr. Alberto Tolentino enfatiza que é o momento que toda a população deve se conscientizar para frear a transmissão do vírus. “Essas baixas na quantidade de profissionais é uma preocupação que deve ser de todos, afinal são esses profissionais que conduzem os tratamentos de quem testa positivo para o vírus. Manter as medidas de proteção e se vacinar é crucial nesse momento", finalizou ele.
Apesar da alta da transmissão do vírus, os números de internações e de óbitos reduziram em comparação aos meses anteriores. Atualmente no Hospital há três pacientes internados no isolamento, e 3 óbitos foram registrados, número muito a baixo em comparação aos meses anteriores, indicativo de que as vacinas têm alcançado o efeito desejado de proteção em casos mais graves da doença.
ASCOM Unimed Oeste do Pará

O atestado de registro do Sistema OCB/PA é uma garantia de segurança jurídica às cooperativas e nas visitas técnicas, que são procedimento obrigatório no regimento interno nacional, validam-se as informações prestadas. Entre os dias 17 e 21 de janeiro, as cooperativas COAFI-G e COOPEMVAT receberam a equipe da OCB/PA para a efetivação do registro.
Desde 2018, a Resolução 52 da OCB, estabelece a obrigatoriedade de visita técnica para a efetivação dentro do processo de registro de uma cooperativa. Essa medida visa segurança em de fato formalizar o nascimento de uma cooperativa genuína, produtiva e dentro de toda a normatização legal.
Localizada no município de Itaituba, a Cooperativa de Extração Mineral do Vale do Tapajós (COOPEMVAT) recebeu uma visita técnica de registro junto à OCB/PA. “Durante as visitas, realizamos uma reunião com a diretoria, na qual explicamos o que é, como funciona e quais são as vantagens que se tem ao registrar a cooperativa junto ao Sistema OCB/PA. Após esse momento, damos início a análise da documentação, na qual oferecemos também algumas orientações para a adequação dos documentos, quando necessário. Também realizamos registros fotográficos da cooperativa para evidenciar a existência da cooperativa”, afirma Francisca Camilo, técnica de apoio operacional da OCB/PA.
Com a realização das visitas técnicas, é possível aproximar o Sistema OCB/PA da cooperativa. Dessa forma, a equipe da OCB/PA pode ver de perto a realidade da cooperativa e realizar orientações e sugestões de como potencializar os negócios, principalmente com projetos e programas desenvolvidos pela OCB/PA, como a Incubadora de Cooperativas (Incubcoop) e o de Apoio à Gestão (Gescoop), Programa de Manutenção da Identidade Cooperativista (PAGC) e de Aprimoramento da Gestão e Governança (PDGC).
“A visita técnica foi importante porque na oportunidade tiramos algumas dúvidas administrativas relacionadas à cooperativa e de como proceder em determinados casos. Também fomos orientados em como nos organizar na questão de documentos, como atas e reuniões”, expõe Luciana Almada, Secretaria administrativa da COOPEMVAT.
Outra cooperativa visitada foi a COAFI-G. A visita técnica na cooperativa foi feita para preenchimento do prognóstico para registro da cooperativa no Sistema OCB/PA. Como resultado, a visita teve a análise da documentação de constituição e certificação da existência da empresa cooperativa.
“As visitas técnicas são importantes para que o processo de registro junto ao sistema seja efetivado e com isso a cooperativa, cumprindo o que determina a lei do Cooperativismo, possa atuar no mercado de forma regular. As cooperativas após o seu registro podem usufruir dos serviços prestados pelo SESCOOP voltados para o aprendizado e formação profissional de seus cooperados e familiares”, destaca Maurília Souza, analista do Sistema OCB/PA.
A Cooperativa Agrofamiliar Industrial Guamaense (COAFI-G) é do município de São Miguel do Guamá e iniciou suas atividades por meio de um grupo de 45 agricultores que buscavam uma forma de comercializar seus produtos e ter um preço justo fugindo de atravessadores que pagavam valores irrisórios. Juntos e formalizados conseguiram participar de licitações e chamadas públicas onde conseguiram contratos nos quais trabalham hoje fornecendo para o PAA e PNAE.
“O Sistema OCB/PA está aberto para receber as demandas das cooperativas. Estamos cada vez mais nos aperfeiçoando e dando respostas satisfatórias para o desenvolvimento do cooperativismo paraense e esse trabalho só é possível porque as cooperativas também estão conosco nos informando sobre o momento de cada uma. Sabemos que ainda há muito a ser feito, mas estamos certos de que o caminho está correto”, finalizou Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA.

Garimpagem não é sinônimo de degradação ambiental. Preservar o meio ambiente e seguir os normativos legais são as grandes preocupações das cooperativas vinculadas à FECOGAP e ao Sistema OCB/PA, que buscam exercer suas atividades econômicas sem comprometer a qualidade de vida das gerações futuras. As mais recentes licenças de operações recebidas pelas cooperativas COOGAMIBRA e COOPERTRANS, por exemplo, também seguiram as exigências legais e ambientais.
As Licenças de Operação (LO) autorizam as cooperativas a trabalharem com a extração de minério de ouro em áreas de aluvião (paleo placer) em Castelo dos Sonhos. O distrito do município de Altamira, que possui mais de 16 mil habitantes, surgiu em virtude da atividade garimpeira. A extração era feita desde a década de 70 sem a devida regularização e as cooperativas minerais se organizaram exatamente para proporcionar condições legais e sanitárias aos trabalhadores.
De acordo com a lei 11.685/08, que versa sobre os direitos dos garimpeiros e institui o papel das cooperativas, a atividade é passível de licenciamento caso cumpra requisitos legais. A competência para liberação das LOs, a partir da instrução normativa ANM 005/2014 feita pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMAS), foi delegada aos municípios que, hoje, regulamentam o processo de requisição.
Atualmente, os órgãos ambientais exigem as seguintes documentações, que foram todas disponibilizadas pelas cooperativas COOPERTRANS e COOGAMIBRA: autorização do proprietário da terra; contrato de compra e venda, comprovação de posse da área pelo superficiário através da certidão de posse emitido pelo sindicato rural e declaração de confrontantes; certidão de uso e ocupação do solo para verificar que não há impedimento para exercer a atividade na área determinada; Cadastro Ambiental Rural (CAR); Requerimento do subsolo junto à ANM.
Dentro do projeto também se deve contemplar o Plano de Controle Ambiental, o Plano de Recuperação da Área Degradada, Declaração de Informações Ambientais e Plano de Lavra Garimpeira que identifique de que forma o minério será lavrado. “É um processo complexo, que durou mais de um ano, mas as cooperativas conseguiram cumprir todas as exigências legais. Como se trata de garimpo e não mineração de grande porte, os impactos são de baixa intensidade”, afirmou o presidente da FECOGAP, Amaro Rosa.
Dentro do projeto, as cooperativas se comprometem a fazer todo o processo de recuperação das áreas degradadas. A extração dos minérios também obedece a diversos procedimentos para minimizar ao máximo a poluição ambiental e a contaminação por mercúrio.
As cooperativas já prestam acompanhamento aos garimpeiros cooperados para a recuperação das áreas em que já foi feita a extração dos minérios. Presta-se orientação técnica para a lavra, cobertura da cava e plantio de mudas. Em novembro, a FECOGAP através das suas filiadas COOPERTRANS e COOGAMIBRA também contribuiu com a preservação do Rio Jamanxim, com a soltura de cerca de 60 mil alevinos da espécie Tambaqui em ação, organizada pela SEMMA de Novo Progresso. O objetivo foi conscientizar a população sobre a preservação do rio, promovendo também o recolhimento do lixo às suas margens.
“É interesse nosso contribuir para a preservação da biodiversidade local e já estamos fazendo isso. Continuaremos prestando todo auxílio para que os nossos garimpeiros possam trabalhar com dignidade, tenham seu sustento, gerem riquezas para as comunidades locais e preservem o meio ambiente. Ressaltamos que licenças de operação estão fora de área de unidade conservação e áreas indígenas, até porque a própria ANM indefere processos que possam representar risco às essas populações”, reiterou o presidente da COOPERTRANS, Pedro Melo.
ECONOMIA
A estimativa é que cada garimpo contemplado com a licença ambiental empregue mais de 20 chefes de família. Somente da COOPERTRANS, são 70 famílias beneficiadas que dependem da atividade mineral para sobreviver. No total, serão mais de 100 empregos diretos. A atividade também movimenta uma cadeia inteira como fornecimento de óleo diesel, mecânica, setor de pesca, vestuários, hotéis, máquinas e alimentação.
Outro fator relevante é a arrecadação de impostos que a garimpagem, quando legalizada, pode gerar aos municípios. Como comparação, a cidade mais próxima é Novo Progresso que arrecada mais de R$ 400 mil mensais em impostos. “Nosso município ainda pode ser beneficiado muito mais pela mineração. Altamira não chega nem a R$ 20 mil em impostos arrecadados, o que poderia ser ampliado e revertido em planos e programas para benefício da população. Por isso é tão importante lutar pela regularidade e coibir a garimpagem ilegal”, completou Hermes.

Segundo a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM 2019), o estado do Pará produziu 670 mil kg de mel em 2019, o que corresponde a 65% da produção desse produto em toda a região Norte. A atividade é desenvolvida majoritariamente pela agricultura familiar e movimentou cerca de R$ 9 milhões no estado durante o período. Tendo em vista o potencial da produção de mel no estado do Pará, o Sistema OCB/PA planeja o Projeto de Acompanhamento Técnico para Cooperativas Produtoras De Mel, que está em fase de desenvolvimento.
O principal objetivo da proposta é realizar, por meio de consultoria contratada, atuações de acompanhamento técnico e capacitações voltadas para a produção de mel dos cooperados paraenses. O projeto surge como uma forma de apoiar a cadeia produtiva de mel no estado, uma vez que o produto possui um alto potencial no mercado, necessitando de suporte e organização para se consolidar.
“Inicialmente, a proposta é trabalhar com o desenvolvimento da produção de mel por meio de capacitações e acompanhamento técnico que será executado por consultores especialistas. A partir da consolidação da produção, paralelamente, buscaremos abrir mercado pensando, principalmente na verticalização e certificações que poderão alcançar inclusive o mercado internacional”, explica Deivison Pinheiro, Analista de Cooperativismo e Monitoramento do Sistema OCB/PA.
Atualmente, o projeto está em fase de desenvolvimento da metodologia e planejamento. A princípio, farão parte da programação as cooperativas que já atuam com a fabricação de mel e posteriormente as que almejam esse tipo de produto. Dentre as que já são produtoras, a Cooperativa de Trabalho dos Agricultores Familiares do Município de Primavera (COOPRIMA) será uma das contempladas. A presidente da cooperativa, Joelma Nunes, teve um papel fundamental no desenvolvimento do projeto, ao apresentar os consultores que estão acompanhando as cooperativas e que executarão as ações planejadas.
“Em 2020, foi possível observar que, com a alta do dólar, o mel brasileiro se tornou um atrativo ao mercado internacional, elevando a exportação brasileira do mel natural. Considerando o potencial do produto, pretendemos aumentar a produção de mel com certificações e aumentar a comercialização deste produto pelas cooperativas. Dessa forma, O Sistema OCB/PA atuará como instituição fomentadora do projeto, para potencializar a participação das cooperativas nesse mercado em ascensão", afirma Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA.

O planejamento das ações é um dos diferenciais da agricultura familiar organizada por meio de cooperativas. A COOPASMIG, por exemplo, promoveu encontro com os cooperados em São Miguel do Guamá com o objetivo de elaborar de forma participativa um Plano de Ações para o desenvolvimento das suas atividades. Entre as ações levantadas junto aos cooperados, os pontos primordiais para o crescimento da cooperativa estão relacionados à produção e comercialização.
Para a modalidade de produção, os cooperados levantaram a necessidade da realização de compras coletivas de insumos agrícolas e assistência técnica. Já para a comercialização, os cooperados abordaram principalmente a temática de contratos realizados e futuras chamadas públicas, além da potencial participação no mercado privado.
“A reunião foi importante para envolver a participação dos cooperados no planejamento estratégico da cooperativa, que muitas vezes fica a cargo exclusivamente da diretoria. A partir desse engajamento, os cooperados conseguem compreender melhor as dificuldades enfrentadas, não só na sua propriedade como nas relações do empreendimento coletivo, podendo então se comprometer ainda mais com o desenvolvimento sustentável da cooperativa”, destaca Maria Santos, presidente da COOPASMIG.
Como resultado da reunião, que teve como base os apontamentos dos cooperados, a diretoria da COOPASMIG irá desenvolver o Plano de Ações para os temas levantados. O plano será apresentado e validado durante a Assembleia Geral Ordinária da cooperativa, que tem previsão de ocorrer no dia 14 de março.
“Na reunião, a OCB/PA contribuiu com o planejamento da metodologia para a elaboração do Plano de Ações e na condução da reunião. Também iremos acompanhar o desenvolvimento da planilha metodológica do Plano e participar da AGO, que, entre outras pautas, apresentará o resultado dessa programação. Também serão propostas ações coordenadas pela área de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB/PA”, afirmou Deivison Pinheiro, Analista de Cooperativismo e Monitoramento do Sistema OCB/PA.
A cooperativa, assim como os empreendimentos agropecuários, não parou suas atividades de produção. No entanto, com a paralisação das aulas durante o período de pandemia, a cooperativa teve a sua comercialização prejudicada, uma vez que ela é pautada principalmente em contratos de mercados institucionais, como o PNAE.
“A cooperativa passou por grandes desafios no período da pandemia. Dessa forma, a principal meta para a organização da retomada do crescimento da COOPASMIG é desenvolver a produção dos cooperados para assim conquistar novos canais de comercialização. Para a conquista dessa meta, a cooperativa poderá contar com todo o apoio da OCB/PA, pois juntos trabalhamos para o desenvolvimento do cooperativismo paraense”, afirma Ernandes Raiol, presidente da OCB/PA.

No último sábado (22), cooperados da Cooperativa Agropecuária do Salgado Paraense (CASP) realizaram visita técnica a uma fazenda que trabalha com processos produtivos diferenciados de leite, localizada no município de Paragominas. O intercâmbio ocorreu em parceria com a Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), por meio do Programa de Residência Profissional Agrícola, instituído pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
A programação contou com o apoio e suporte do Sistema OCB/PA. É importante destacar que a visita foi dividida em estações, nas quais, cada uma delas contava com a orientação de diversos profissionais de várias áreas sobre como funciona a tecnologia utilizada na fazenda.
“Durante a visita, conhecemos os processos da utilização de alta tecnologia de confinamento, bem-estar animal, além do trabalho realizado com toda a cadeia produtiva desde a contenção do material genético para a produção dos indivíduos, até a ordenha mecanizadas das vacas”, afirma Deivison Pinheiro, Analista de Cooperativismo e Monitoramento da OCB/PA, que esteve presente durante a visita.
Os cooperados conheceram também a parte da fazenda destinada para o reaproveitamento de rejeito, no qual o rejeito que sai dos currais é utilizado para gerar energia, o que possibilita diminuir os custos para a fazenda.
“A parceria com a UFRA vem como uma importante ferramenta para o desenvolvimento do cooperativismo paraense. Na visitação realizada com a CASP, foi possível trazer para o cooperado a ideia de trabalhar com tecnologias ainda não utilizadas dentro da cooperativa”, declara, Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA.
O PROGRAMA
O Programa de Residência Profissional Agrícola apoia projetos de residência elaborados e coordenados por Instituições de Ensino. No programa, os beneficiários são inseridos no ambiente real de trabalho, por meio de treinamento prático, orientado e supervisionado, proporcionando o desenvolvimento de conhecimentos, habilidades e atitudes necessárias ao exercício profissional. Com o programa, cooperados recém-formados em cursos de ciências agrárias e afins realizaram pesquisas em alguns empreendimentos voltados para a agricultura.
Dessa forma, a UFRA realizou a aplicação de vários projetos para participação no programa, nos quais a universidade solicitou indicações do Sistema OCB/PA para a inserção de cooperativas. No total, três projetos enviados pela UFRA foram aprovados.
Um dos aprovados conta com a participação da CASP, cooperativa que tem como um dos seus carros chefes a venda de laticínios. A visita à fazenda Diana, em Paragominas, foi um dos desdobramentos do programa.

O ano de 2021 foi de muitos avanços para a Federação das Cooperativas dos Garimpeiros do Pará (FECOGAP). A federação buscou realizar diversas ações com o objetivo de proporcionar suporte técnico, estratégico e político para que as cooperativas minerais pudessem se fortalecer, profissionalizar suas atividades e praticar os princípios cooperativistas, promovendo a melhoria das condições de vida de seus associados, de forma consistente e estruturada. No total, a FECOGAP atuou na defesa das 12 (doze) Cooperativas filiadas.
Em 2021, a federação realizou ações como a entrega de demandas das cooperativas filiadas para Brasília e a elaboração do Projeto Integração Digital, que tem como objetivo auxiliar os filhos da classe garimpeira. A federação também auxiliou na legalização das cooperativas, interveio sobre interesses do ramo cooperativo junto aos órgãos que atuam na área como o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio), a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (SEMEDE), Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA), a Agência Nacional de Mineração (ANM).
Além disso, a FECOGAP realizou uma solicitação para o Senador José da Cruz Marinho de um maquinário para auxiliar na recuperação de áreas degradadas. A ação faz parte de um projeto da Cooperativa CGL (no garimpo do Mamoal) junto a instituições como GEOCONSULT, COOPERTRANS, AESA, FECOGAP, CAMISBRA, IBGM, Sistema OCB/PA, ANORA, GARIMPO 4.0.
“Com a atuação da FECOGAP, podemos observar uma federação que busca atuar na defesa dos direitos dos garimpeiros e de suas cooperativas, realiza articulações para o desenvolvimento da atividade minerária em todos os poderes, busca parcerias com entidades públicas e privadas para desenvolvimento de projetos, além de ter uma participação ativa junto à ANM para solução das problemáticas de processos minerários. Todo esse trabalho desenvolvido pela FECOGAP é fundamental para o progresso das cooperativas minerais do estado do Pará”, afirma Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA.
No ano de 2021, a federação esteve presente na assinatura do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre a OCB, o SESCOOP e a ANORO. O acordo tem como objetivo implementar o Projeto Garimpo 4.0 nas cooperativas minerais situadas na Amazônia Legal, com foco na mineração responsável. O Projeto Garimpo 4.0 é uma importante iniciativa para auxiliar os garimpeiros a atuarem de forma organizada, sustentável e com boas práticas comerciais, ambientais e trabalhistas, buscando sempre o aproveitamento mineral responsável de forma legal e sustentável.

Outra ação que também merece destaque foi a participação da FECOGAP no Festival Salve o Rio Jamanxim em Novo Progresso - Pa, no qual a federação atuou como patrocinadora. O evento teve como objetivo conscientizar a população sobre a preservação do Rio Jamanxim, promovendo também o recolhimento do lixo às margens do rio. Durante o festival foram soltos no Rio Jamanxim cerca de 60 mil alevinos da espécie Tambaqui.
“O ano de 2021 foi muito produtivo para a federação e em 2022 pretendemos continuar defendendo e auxiliando as cooperativas de garimpeiros e seus cooperados, além de disponibilizar cursos profissionalizantes na área de mineração. Além disso, estamos trabalhando para a criação de uma Confederação, junto a outras Federações. Também buscamos realizar a construção de uma sede própria para a Federação, desenvolver programas ambientais e de recuperação de áreas degradadas e auxiliar o poder público para benefício da classe garimpeira”, destaca Amaro Rosa, presidente da FECOGAP.

A Cooperativa Agroindustrial Frutos da Amazônia (COAFRA) realizou no último domingo (23), em Castanhal, a sua primeira Assembleia Geral Ordinária. Na AGO foram abordados assuntos como o balanço anual, as atividades realizadas em 2021 e o plano de trabalho para 2022. Apesar de ter apenas 6 meses de constituição, a COAFRA já apresenta bons resultados, como a contratação de mais de R$ 1 milhão no mercado institucional.
“Foi possível observar ótimos resultados da COAFRA, principalmente envolvendo um assunto que a gente tem debatido bastante com as cooperativas do ramo agropecuário, que é sobre a compra de insumos de forma coletiva. Os insumos são fundamentais para aumentar a produção do cooperado, no entanto, esse tipo de produto teve um significativo aumento de valor, causando custos elevados para os cooperados. Mas a COAFRA conseguiu amenizar tais problemas por meio das compras coletivas de insumos", destaca Deivison Pinheiro, Analista de Cooperativismo e Monitoramento da OCB/PA.
Durante a AGO da COAFRA foram apresentados os seguintes assuntos: O balanço anual; um resumo das atividades desenvolvidas em 2021; o plano de trabalho para 2022; a proposta de alteração do valor da cota parte de novos cooperados; a inclusão de C’NAES no CNPJ da COAFRA e a renovação jurídica da cooperativa.
Na assembleia, foi debatido ainda a aquisição de materiais para estruturar o escritório da cooperativa. Além disso, foram apresentados os resultados de comercialização, no qual a COAFRA conseguiu fechar 3 contratos. Entre os contratantes têm-se a Prefeitura de Castanhal e o IFPA de Castanhal. Os contratos foram conquistados mas ainda não executados.
“É muito bom ver uma cooperativa recém-constituída já com ótimos resultados. No caso da COAFRA, podemos observar que apesar de serem novos eles já estão se tornando referência para algumas cooperativas da região. Dessa forma, a OCB/PA está disponível para oferecer qualquer tipo de apoio que a cooperativa necessitar, para trabalharmos juntos desenvolvendo o cooperativismo paraense”, expõe Ernandes Raiol, presidente da OCB/PA.
A cooperativa do ramo agro já conta atualmente com 114 cooperados e além da comercialização de produtos, a COAFRA também realiza a comercialização de insumos. É importante destacar que, a cooperativa também busca oferecer para os seus cooperados assistência técnica e outros serviços relacionados ao desenvolvimento da atividade agrícola.
“Para o futuro da cooperativa, pretendemos verticalizar a produção da farinha de mandioca e derivados, que é o carro chefe da nossa cooperativa, para que possamos inserir esse produto tanto nos mercados institucionais como nos atacarejos e nos grandes mercados da região. Além disso, buscamos realizar a expansão do portfólio de produtos da cooperativa, principalmente envolvendo a questão de insumos, que também é um dos grandes destaques da cooperativa. Dessa forma, pretendemos realizar a comercialização de insumos direto da fábrica para o cooperado, além de ampliar a questão de insumos, embalagens e tudo o que o cooperado agricultor precisa para desenvolver a sua atividade na agricultura e na pecuária”, afirma Joel Linhares, presidente da COAFRA.

Para celebrar as conquistas de 2021 e também organizar o planejamento estratégico de 2022, a SICOOB Transamazônica realizou um evento especial no último dia 22 em Marabá. O evento foi dividido em dois momentos, pela manhã ocorreu a definição dos principais pontos para o planejamento de 2022, que é pautado principalmente na inovação. Durante o período da noite ocorreu a entrega de premiações e a assinatura do compromisso de metas para 2022.
Segundo Antônio Henrique Gripp, presidente do Conselho de Administração da SICOOB Transamazônica, o objetivo da cooperativa para 2022 é inovar e se reinventar. Dessa forma, o planejamento estratégico foi denominado de “Innovare”.
“Durante o evento definimos que a estratégia para 2022 vai ser pautada em fatores como: A ampliação do nosso quadro de colaboradores, a abertura de novos escritórios de negócios, o fortalecimento da intermediação financeira, foco na formação de pessoa, aumento de ativação da base de cooperados, fidelização da base de cooperados, redução da inadimplência e aumento da eficiência operacional”, afirma Karina Tanizawa, Diretora Administrativa Financeira da SICOOB Transamazônica.
Ainda durante a manhã, ocorreu palestra de Bruno Krug com a temática "Conquistando Grandes Resultados”. É importante destacar que o evento seguiu todos os protocolos de segurança, exigindo o teste negativo de covid-19 e o passaporte sanitário com a vacinação em dia, tanto para os seus colaboradores, cooperados, diretores e também palestrantes. O evento também respeitou o limite máximo de pessoas exigido no ambiente.
Já durante a noite, foi realizada a premiação de todas as grandes realizações da SICOOB Transamazônica em 2021. No total, foram entregues mais de 22 prêmios divididos entre as categorias a nível de colaboradores e a nível de agências. Também foram sorteados diversos prêmios para os colaboradores da cooperativa, que ganharam Tvs, caixas de som, cheques em dinheiro e até um Iphone. O período da noite também marcou a assinatura do compromisso de metas para 2022.
“A SICOOB Transamazônica vem realizando um trabalho único em todas as suas áreas de atuação. Para 2022, a OCB/PA deseja que todas as conquistas de 2021 se repitam e que a cooperativa continue crescendo e levando a inclusão financeira para todo o estado do Pará”, destaca Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA.

Representantes da Cooperativa Agrária dos Cafeicultores de São Gabriel (COOABRIEL), do Espírito Santo, estiveram no estado do Pará na última semana para conhecer cadeias e processos produtivos regionais. O presidente Luiz Carlos Bastianello e o superintendente Carlos Pandolfi visitaram a sede do Sistema OCB/PA e também conheceram a Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu (CAMTA). O objetivo foi conhecer o processo que é utilizado pela CAMTA para a transformação do açaí em produto final.
Segundo Carlos Pandolfi, superintendente da COOABRIEL, a prática de benchmarking, ou seja, avaliar produtos, serviços e práticas de empresas que são reconhecidas como líderes, com o propósito de aprimoramento empresarial, é muito utilizada pela cooperativa, e durante a sua visita pelo Pará não foi diferente. Dessa forma, a COOABRIEL buscou visitar uma cooperativa referência na produção de açaí, como é o caso da CAMTA.
“A COOABRIEL tem em seu planejamento estratégico a diversificação de produtos e, no momento, nós estamos buscando entender e conhecer os processos necessários para o cultivo do açaí. Dessa forma, viemos aqui para conversar, entender e aprender, além de tentar levar um pouco desse conhecimento primeiramente para a nossa diretoria, para analisar as possibilidades de implantação desse produto em nossa cooperativa”, afirma Carlos Pandolfi.
Todo o encontro entre as cooperativas foi possível pela parceria entre o Sistema OCB/PA e o Sistema OCB/ES. Durante a passagem pela Casa do Cooperativismo, sede do Sistema OCB/PA, Carlos Pandolfi destacou a receptividade que encontrou em nosso estado. “Fomos recebidos com muito carinho e atenção pelo superintendente da OCB/PA Júnior Serra e também pelo analista Deivison Pinheiro, de forma que agradecemos imensamente todo o apoio prestado", declara.
Durante a visita à CAMTA, o presidente da cooperativa, Alberto Oppata, realizou a recepção dos representantes da COOABRIEL, que também visitaram o parque industrial da CAMTA, com o apoio dos diretores da cooperativa, Leandro Mesquita e Dinaldo Santos.
“A escolha de visitar o estado do Pará se deu justamente para conhecermos o trabalho que é realizado pela CAMTA, que é uma cooperativa que tem essa vivência com o açaí e possui uma grande relevância no seu ramo de atuação. Neste momento, estamos realizando uma visita para o conhecimento da cultura específica do açaí. No entanto, existe muito espaço para trabalhos de intercooperação entre COOABRIEL e CAMTA”, destaca Carlos Pandolfi.
Além disso, segundo o superintendente da COOABRIEL, a visita foi fundamental para adquirir conhecimento e tentar aplicar no Espírito Santo um pouco do que foi aprendido no estado do Pará, de forma que seja possível analisar a possibilidade de transformar esse aprendizado em alguma prática para a cooperativa capixaba, tendo em vista as diferenças de condições climáticas e de relevo entre os estados.
O presidente da Cooabriel, Luiz Carlos Bastianello, ressaltou a importância da intercooperação durante a visita. “Foi uma oportunidade de conhecer outra forma de trabalho. Fomos muito bem recebidos pela OCB/PA e tivemos um excelente diálogo. É importante trocar experiências e validar a importância do cooperativismo. A CAMTA tem um papel importante no progresso da cidade onde atua”. destaca.
“Com essa visita pudemos viabilizar uma importante troca entre cooperativas de estados diferentes. Foi uma grande honra poder receber os representantes da COOABRIEL em nossa casa e poder falar e mostrar um pouco do cooperativismo paraense. Além disso, esse foi um primeiro passo para analisar no futuro uma possível intercooperação entre as cooperativas”, expõe Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA.
A COOABRIEL
A Cooperativa Agrária dos Cafeicultores de São Gabriel é a maior cooperativa de Café Conilon do Brasil. Com sede em São Gabriel da Palha – Espírito Santo, tem atuação tanto em seu estado sede quanto no estado da Bahia.
Além disso, a cooperativa possui 11 unidades para a armazenagem de café, com uma capacidade total de armazenamento em torno de mais ou menos 1 milhão e meio de sacas de café. A COOABRIEL recebe a produção de café de seus sócios, padroniza, armazena e gera o conforto e a segurança para que seu sócio possa comercializar sua produção no momento que desejar. Atualmente, a cooperativa conta com aproximadamente 7.000 cooperados.
Com comprometimento, transparência e cooperação, a cooperativa auxilia seus sócios em toda a cadeia do café, da muda até a comercialização. A COOABRIEL financia ainda a produção, garantindo crédito aos sócios, com condições facilitadas. A cooperativa possui 15 lojas agropecuárias onde são comercializados insumos, implementos e peças, em condições de preços mais competitivos para os sócios.

O cooperativismo paraense também é sinônimo de inspiração. Neste ano, a premiação Melhores do Ano do programa Domingão com Huck, da Tv Globo, premiou não somente os maiores destaques da televisão e da música, mas também figuras inspiradoras e importantes para suas comunidades. Uma delas foi Maria Odila, primeira presidente e uma das fundadoras da Cooperativa de Turismo e Artesanato da Floresta (TURIARTE). Dona Odila, como é mais conhecida, recebeu o prêmio na categoria inspiração – empreendedorismo social, como forma de reconhecimento por toda a sua história e trabalho realizado na cooperativa e nas comunidades ribeirinhas de Santarém, PA.
Ativista e figura de liderança comunitária, Maria Odila dos Santos Godinho é da comunidade de Anã, no rio Arapiuns em Santarém, e durante a premiação foi homenageada diante de uma plateia composta por celebridades indicadas ao prêmio Melhores do Ano, além dos padrinhos do Projeto Saúde Alegria, que acompanharam os ativistas no palco.
Durante a entrega da premiação feita por Luciano Huck, Maria Odila dedicou a premiação a todas as cooperadas e coordenadoras da Turiarte e ao Projeto Saúde e Alegria. Além disso, a ativista buscou reforçar o valor da empatia. “O trabalho que a gente precisa fazer com o ser humano é parar de falar “eu” e olhar para o meu umbigo. É falar de nós, sentar no lugar de cada pessoa, de cada necessidade, e ajudar naquilo que nós podemos. Dividir o que temos, conhecimento, o nosso tempo, o nosso amor e paciência”, destaca.
A atual presidente da TURIARTE, Ingrid Godinho, destaca a importância de Maria Odila e o impacto que a premiação teve para a cooperativa. “A dona Maria Odila é uma mulher muito guerreira e nós gostamos de falar que somos parte do legado dela. Ficamos muito felizes com o reconhecimento de todo o trabalho da Dona Odila. Além disso, a premiação teve um impacto muito positivo para a nossa cooperativa, que conquistou uma maior visibilidade, de forma que os pedidos dos nossos produtos de artesanato tiveram um aumento significativo. Isso tudo reflete o desenvolvimento de nossa cooperativa, que está com o grande objetivo de ter cada vez mais independência, criando o nosso próprio escritório”, afirma.
“A premiação de Maria Odila vem como um justíssimo reconhecimento de todo o trabalho realizado por junto a sua comunidade, tendo como uma de suas ferramentas o cooperativismo. Pessoas como Dona Odila são o exemplo perfeito do que significa o modelo cooperativista, que é uma filosofia de vida que busca transformar o mundo em um lugar mais justo, feliz, equilibrado e com melhores oportunidades para todos”, afirma Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA.
A Cooperativa
A TURIARTE tem o seu trabalho voltado para o turismo e o artesanato amazônico, atuando às margens dos rios Arapiuns, Tapajós e Amazonas na região da Amazônia paraense. Atualmente, 12 comunidades da região já estão envolvidas com a cooperativa, que já conta com mais de 150 cooperados.
A cooperativa foi constituída no ano de 2015 e foi um marco de empreendedorismo social para extrativistas da região amazônica. Um dos principais objetivos da TURIARTE é
promover a melhoria da qualidade de vida e a autonomia das pessoas das 12 comunidades envolvidas na cooperativa, estabelecendo relações econômicas justas e transparentes, sempre em busca de minimizar os impactos ambientais.
No turismo, a missão da TURIARTE é desenvolver experiências ecologicamente corretas, economicamente viáveis, socialmente justas e culturalmente diversas. Dessa forma, são oferecidas aos visitantes vivências genuínas junto às populações ribeirinhas da Amazônia, com imersão na natureza e troca de experiências, conhecimentos e visões.
No artesanato da floresta, a cooperativa busca fomentar a produção e comercialização de artefatos que agreguem matéria-prima extraída de forma sustentável, conhecimento tradicional, identidade cultural, habilidade manual e criatividade.
“A TURIARTE é uma cooperativa que trabalha com o turismo e produtos da floresta. O nosso trabalho também é voltado para o empoderamento feminino; com ele, as comunidades conquistam autonomia na geração de renda e na educação. A cooperativa iniciou as suas atividades no ano de 2015 com sete comunidades envolvidas. Atualmente já estamos contando com 12 comunidades, sendo que uma delas é o povo Kumaruara da aldeia de vista alegre, Rio Tapajós. Hoje o nosso trabalho como cooperativa é mostrar que existe alternativa para viver bem, de forma sustentável, correta e com renda renda justa”, destaca Ingrid Godinho.