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Na reunião, foram apresentadas as características do município e a história da Camta

Os 84 anos de experiência cooperativista da CAMTA podem ganhar um aliado estratégico com um potencial produtivo atual de 3mil toneladas de cacau por ano e aproximadamente 2,5 milhões de cabeças de gado. A gestão municipal de São Félix do Xingu está buscando a parceria da cooperativa para expandir a economia da Região que possui o maior rebanho de pecuária de corte do país. Na última semana, uma comitiva da Prefeitura esteve na sede da Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu, acompanhada do superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra, do Diretor da Sedeme, Sérgio Menezes e representantes da SEDAP. O grupo foi recebido pelo presidente Michinóri Konogano e pelos diretores da CAMTA. O objetivo foi mostrar as possibilidades de intercooperação.
Representando a SEDAP estiveram a Diretoria de Desenvolvimento Agro, Rosy Rayna e Geraldo Tavares. Da Prefeitura, estiveram o Secretário de Agricultura, Décio Matos, a Secretária Adjunta de Agricultura, Marta Lelis e os vereadores Adilson Santa Fé, Osmar de Paula, Gérssica Magalhães, José Alex e Maria Edna.
Na reunião, foram apresentadas as características dos produtos de São Félix do Xingu, que trabalha especialmente a fruticultura, bacia leiteira, piscicultura, hortifrutigranjeiros e, como atividade principal, a pecuária de corte. “Sempre destacamos que o maior rebanho do país é nosso. Os números são muito significativos, apontando até possivelmente para uma liderança em nível internacional, porém, queremos expandir a fruticultura também. Nosso incentivo maior seria o desenvolvimento da cadeia produtiva do cacau. Apresentamos todos os nossos números para a CAMTA, assim como conhecemos algumas das técnicas que usam para incrementar a produção as quais desejamos replicar com os produtores do nosso município”, afirmou o secretário, Décio Matos.
Como resultado da reunião, foi formalizado um convite para a diretoria CAMTA e demais instituições participantes que estão envolvidas para visitarem o município de São Félix no início do mês de dezembro, nos dias 13 e 14. O roteiro ainda está sendo articulado, mas haverá uma recepção oficial pela prefeita Minervina Barros e algumas autoridades locais do executivo e legislativo. Também serão mobilizados alguns produtores. Serão feitas vistas de campo em distritos e agrovilas da região em pequenas, médias e grandes propriedades para que a cooperativa tenha um diagnóstico prévio do que o município tem a oferecer.
A intenção é montar um plano de trabalho para transferir as negociações políticas para a área técnica, reunindo os profissionais das mais variadas vertentes técnicas para locarem experiência e analisar em quais atividades existe viabilidade para trabalhar uma possível extensão da CAMTA em São Félix.
“Embora já tenhamos alguns empreendedores neste perfil no município, entendemos que a melhor forma de se fazer negócio é através do cooperativismo, onde o objetivo principal e valorizar o produtor. Por isso, buscamos a parceria com uma cooperativa, solida, que tem mercado para venda, tanto interno quanto externo e tem resultados de busca incessante de melhorias. Além disso, trabalham muito bem o lado sustentável com os Sistemas Agroflorestais (SAF´s) no enfrentamento dos problemas crônicos de degradação ambiental generalizada e a redução do risco de perda de produção, assim como a fácil recuperação da fertilidade dos solos”, completa Décio.
A CAMTA conta com uma variedade de culturas e consórcios de várias espécies como maracujá, acerola, açaí, cupuaçu, camu camu, seringa, castanha do Brasil, bacuri, uxi, entre outros. A cooperativa já tem uma larga experiência em processos de exportação. Ela vende para outros países desde 1955. Os principais consumidores externos são o Japão, Estados Unidos e a Alemanha. Também são consumidores a Argentina, Israel e Canadá. A capacidade fabril gira em torno de 6mil toneladas de polpas por ano e a venda em torno de 5mil a 5,5mil toneladas. Deste total, 50% é destinado para a exportação e outros 50% mercado interno. A CAMTA possui, para alguns produtos, o selo internacional Organic, que possibilita a exportação.
Para o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, a parceria tem total viabilidade. “É muito importante quando o poder público assume a responsabilidade de prospectar mercado e condições adequadas para o crescimento dos produtores. A Prefeitura tem mostrado esse interesse, buscando parcerias há mais de mil quilômetros, abrindo as portas do município para o cooperativismo por entender que este é o caminho mais indicado para valorizar o trabalho do pequeno produtor e de toda a comunidade. A CAMTA é a grande referência neste sentido, sendo a primeira cooperativa agropecuária formalizada no estado do Pará. Daremos todo o apoio necessário para efetivar essa intercooperação”.

Um dos critérios indispensáveis para se acessar financiamentos em instituições financeiras é a garantia ao credor e o patrimônio líquido é esse lastro usado pelas cooperativas em geral. Entretanto, a exclusão do capital social na contabilidade do patrimônio prejudicava as dinâmicas de mercado. Por isso, a plenária do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) aprovou, na última semana, a minuta da Interpretação Técnica Geral (ITG) 2004, que assegura o entendimento da inclusão das quotas, dando fim a uma longa discussão sobre o tema. A conquista é resultado de articulações do Sistema OCB.
A minuta da ITG 2004 trata sobre conceitos, regras e formas de escrituração e elaboração das demonstrações contábeis. O maior ganho, contudo, está nas definições trazidas acerca do patrimônio líquido das cooperativas. Além disso, a nova norma contábil reformula as atuais regras representadas pela NBC T 10.8 (cooperativas em geral) e 10.21 (cooperativas operadoras de planos de assistência à saúde).
A minuta da ITG 2004, proposta pela própria Câmara Técnica do CFC, em meados de agosto deste ano, foi levada à audiência pública durante o mês de setembro. Assim, pelo prazo de um mês, profissionais e entidades puderam se manifestar sobre os termos da minuta. O Sistema OCB registrou seu posicionamento na audiência, defendendo a aprovação da ITG 2004, em mais uma etapa de uma atuação junto ao CFC em prol da adequada contabilização das quotas de capital social das cooperativas.
Recebidas as contribuições, a Câmara Técnica voltou a se reunir nesta quarta-feira (22/11) e aprovou a minuta da ITG 2004 com poucos ajustes. O principal ponto da norma, referente à classificação contábil das quotas de capital social no patrimônio líquido da cooperativa, ficou mantido.
E nesta sexta-feira (24/11), a Plenária do CFC ratificou o entendimento da Câmara Técnica pela aprovação da ITG 2004. O resultado da reunião da Plenária consolida um trabalho do Sistema OCB que se desenvolve desde novembro de 2010, quando o Comitê de Pronunciamentos Contábeis, por meio da Resolução CFC nº 1055/2005, aprovou a Interpretação Técnica ICPC 14, que estabelecia, expressamente, a classificação das quotas de capital social de cooperados e instrumentos similares no passivo. Essa interpretação, além de contrariar a lei, princípios contábeis e especificidades das sociedades cooperativa, desencadearia impactos e resultados extremamente negativos na análise financeira das cooperativas.
A norma agora segue para publicação no Diário Oficial da União, o que deve ocorrer até o fim da próxima semana. Para o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, a aprovação da ITG 2004 representa uma grande conquista para o cooperativismo brasileiro. “O convencimento do CFC da inadequação e dos prejuízos que poderiam advir da interpretação de que as quotas de capital social deveriam ser contabilizadas no passivo da cooperativa foi um trabalho “longo e árduo”, mas o resultado é uma norma que respeita as especificidades das sociedades cooperativas no Brasil, delineadas pela legislação”, avalia.
Para o próximo ano, são esperados cerca de 30 mil visitantes na 9ª edição da Feira organizada pelo SEBRAE/PA, uma ótima oportunidade para as cooperativas expandirem seus negócios. As singulares registradas no Sistema OCB/PA terão mais espaço nesta edição. A coordenação do evento se reuniu nesta semana com a diretoria do Sistema para apresentar as novidades e a estimativa é que participem pelo menos 15 cooperativas de vários ramos de atividades presentes no Estado.

Com foco no mercado, a Feira do Empreendedor ocorrerá no mês de maio e contará com mais de 300 eventos de capacitação e 100 empresas expositoras distribuídas em 8.500m2 no Hangar Centro de Convenções. Ao longo de quatro dias, será oferecida gratuitamente uma intensa programação de palestras, oficinas, seminários, debates, painéis, encontros e rodadas de negócios e workshops.
Em 2016, participaram seis cooperativas no estande do Sistema OCB/PA: Sicoob Cooesa, CASP, COOMAC, COPABEN, D´Irituia e CAMTA. A proposta é continuar com as mesmas expositoras, incluindo também os ramos saúde, trabalho, transporte e energia. “É uma vitrine para oportunizar visibilidade para os empreendedores. Temos modelos diferentes de negócios para alavancar, alcançando um mercado mais amplo consequentemente. Esse crescimento demonstra que o Sistema está fortalecido no Pará, possuindo cases que são começam a serem consolidados”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
O SEBRAE/PA estabeleceu alguns critérios para selecionar os expositores. Será feito um levantamento das cooperativas que podem atender pré-requisitos como capacidade produtiva e apresentação de produtos a serem ofertados, os quais já estejam sendo comercializados ainda que de forma incipiente. “Estamos selecionando as que demonstram um nível de amadurecimento maior, que já ofertam produto para o mercado e precisam dessa vitrine para que novos parceiros se tornem clientes. A Feira não é uma proposta para desenvolver produtos. É para ganhar mercado. Com base nisso, a Feira faz os questionamentos com uma perspectiva de visão mais ampla, levando em consideração também o pós evento, do que pode surgir como novos contratos e parcerias. É preciso que os participantes tenham garantia de atender a expectativa desse novo mercado consumidor”, explica o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra.
Em 2016, os resultados da Feira foram bastante significativos. Do total, mais de 65% dos expositores consideraram que a empresa ficou conhecida no mercado, 45% aumentaram suas vendas e mais de 20% conseguiram contatos com novos distribuídos, fornecedores, representantes e outros. Podem expor as empresas ofertantes de máquinas e equipamentos que gerem renda, empresas que busquem representantes, revendedores e distribuidores, empresas que fazem venda direta, franqueadores interessados em expandir sua base, licenciadoras de marcas, produtos ou serviços interessados em novas parcerias e empresas de consultoria tecnológica.

Estima-se que ainda existam cerca de 25 toneladas de ouro no solo de Serra Pelada já fustigado pelo tempo, uma esperança que anima os milhares de garimpeiros residentes na Região há 36 anos, sofrendo com condições precárias de sobrevivência. O presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, participou de uma reunião com o quadro de sócios da Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada (COOMIGASP) e acompanhou de perto a realidade do local. Foram discutidas as formas como a entidade pode auxiliar os cooperados na retomada do Projeto de Exploração da área, que deve ser feita em parceria com empresa japonesa. A intenção é realizar um Seminário de Ramo no município no próximo ano.
Ao longo desses anos, já tentou-se executar vários projetos na região. Porém, nenhum obteve sucesso. Em 2011, a empresa de mineração canadense Colossus Minerals se associou à Cooperativa formando a joint venture Serra Pelada Companhia de Desenvolvimento Mineral (SPCDM). No início de 2014, a empresa fez uma demissão em massa e anunciou a paralisação do projeto por tempo indeterminado. A diretoria da Coomigasp está procurando novos investidores para retomar o projeto.
“O garimpeiro não recebe benefício. São pessoas com idade avançada, morrendo apenas com promessas de melhorias. Há senhores de quase 90 anos de idade, já doentes, apostaram, perderam tudo e não saíram mais de lá. É um índice grande de pobreza. As cooperativas estão buscando parcerias com empresas de mineração para tentar mudar essa realidade. Não há como continuar produzindo desta forma manual. É preciso se organizar e tomar conta do negócio”, afirmou Ernandes Raiol.
Atualmente, a cooperativa opera em pequena escala, de forma artesanal. O projeto prevê a participação de empresa na concessão de equipamentos e máquinas adequadas para a prospecção de minérios. O presidente do Sistema OCB/PA irá discutir com as entidades regulamentadoras do setor para realizar um Seminário do Ramo Mineral no molde do que foi feito em 2017, no município de Moraes de Almeida, em parceria com Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (SEDEME) e o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).
“O caminho é se unir, buscar parcerias com contratos bem claros e acompanhados de advogados competentes para que não sejam mais enganados. Vamos trabalhar nesse rumo, somando com as cooperativas da Região. A maioria está inadimplente, o que nos impossibilita de fazer algumas ações, mas vamos buscar a parceria do Governo para desenvolvermos essa discussão em busca de alternativas. Do jeito que está ali, a tendência é aumentar a pobreza, prostituição e doenças. Nossa estratégia é fazer o Seminário ainda no começo de 2018”.

Desde o decreto acerca do fechamento dos lixões à céu aberto, as cidades brasileiras buscam as melhores soluções para o destino dos seus resíduos. A organização dos catadores no modelo cooperativista sempre foi a alternativa mais viável, mas o aparelhamento estrutural dependente do apoio político pouco contribuiu para mudar a realidade dos trabalhadores. A Cooperativa de Reciclagem de Xinguara (Cooperlimpa), por sua vez, apresentou uma outra proposta: a gestão profissionalizada e independente. Com recursos próprios, a singular mantém sua estrutura, contratando a mão de obra da catação. Na última semana, os cooperados receberam o certificado de registro no Sistema OCB/PA pelas mãos do presidente Ernandes Raiol.
A Cooperativa foi criada em 2006 com apoio da Prefeitura Local, mas ao final do mandato vigente e com o corte do apoio financeiro, as atividades foram paralisadas. Em 2017, a Cooperlimpa retomou suas operações com a reciclagem em um formato negocial, diferente do que é praticado na Região Metropolitana de Belém cujas cooperativas são compostas exclusivamente por catadores. Com a nova proposta, profissionais liberais como advogado, contador, professor, engenheiro eletricista, técnico em segurança do trabalho são os que formam o quadro de sócios. Eles não executam a catação. Apenas gerenciam e fazem a comercialização do material tratado pelos funcionários contratados: os catadores. Até o momento, são 12 colaboradores.
“O catador não é cooperado. Não se trata de economia solidária para protagonizar o catador, nem de assistência. Pode não ser a estrutura mais atrativa na teoria, mas na prática, na atual conjuntura, é a melhor opção. Eles terão emprego, salário, irão recolher INSS, poderão se aposentar, alcançar um benefício se tiver algum acidente, o que não ocorre com as cooperativas de catadores em geral, que em sua maioria não atendem às obrigações legais trabalhistas. Se alguma eventualidade acontecer, ele ficará desemparado”, explicou a assessora jurídica do Sistema OCB/PA, Nelian Rossafa.

Os materiais trabalhados são papel, plástico, vidro e pneu sem dependência à logística reversa. Eles catam e separam a matéria bruta que é comercializada e destinada às indústrias localizadas em Goiás para fazerem a transformação. A intenção é que cheguem a participar de todas as etapas deste beneficiamento. O galpão é locado, a estrutura de funcionamento é da cooperativa e não há mais a dependência do Estado. Os professores cooperados ainda fazem ações de educação ambiental.
A cooperativa possui parcerias com empresas da região, principalmente grandes frigoríficos que enviam os resíduos sólidos provenientes da fábrica. Eles estão em expansão de suas atividades para ampliar a cobertura de coleta a todo o município local. Apesar de ser um negócio independente, os cooperados contam com o apoio da prefeitura através da Secretaria de Meio Ambiente, Saneamento e Turismo de Xinguara que encara a iniciativa como uma solução para o impasse dos lixões.
“A cooperativa é um novo modelo de empreendedorismo. As doutrinas que regem o setor não versam sobre um assistencialismo que apenas dá algo. Conseguimos os benefícios sociais a partir da união de pessoas que desenvolvem capital. Por isso é importante não estar atrelada a bandeiras políticas. O Estado deve ajudar assim como a Prefeitura está fazendo, mas é preciso ter autonomia para caminhar com as próprias pernas. É preciso ter profissionalismo. O Sistema OCB/PA prestará todo o apoio possível para que a Cooperlimpa se torne um modelo replicado em outras regiões do Pará”, afirmou Ernandes Raiol.
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A Organização das Cooperativas Brasileiras vem estimulando a produção científica como forma de aliar a teoria à prática, em prol do fortalecimento do setor. Durante esta semana, a entidade celebrou a quarta edição do Encontro Brasileiro de Pesquisadores em Cooperativismo (EBPC). José Sebastião Romano Oliveira representa o Pará no evento. Ele é o autor do projeto “Cooperativa D’irituia Avanço Sustentável e a Construção do Conhecimento junto a Parceiros Institucionais Estratégicos”. Pesquisadores de todas as partes do país, além de representantes de unidades estaduais do Sistema OCB, acompanharam a programação.

O evento é uma realização do Sistema OCB e ocorreu no auditório da Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), em Brasília. O tema deste ano foi “Desenvolvendo negócios inclusivos e responsáveis: cooperativas na teoria, política e prática”. Os objetivos foram evidenciar o cooperativismo como um modelo de negócios diferenciado e que precisa ser estimulado local e regionalmente, assim como promover uma aproximação entre a área acadêmica e a realidade das cooperativas brasileiras. A programação foi baseada em quatro eixos norteadores: identidade e educação, quadro legal, governança e gestão e capital e finanças.
“É uma ótima oportunidade para divulgar as iniciativas referenciais produzidas ao longo do Brasil. Na realidade, todos saem ganhando com esse intercâmbio de ideias e conhecimento. Tivemos a satisfação em ter um dos nossos líderes cooperativistas representando o Pará”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
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A sofisticação e o sabor exclusivo da marca de chocolate Gaudens, que está conquistando o mercado europeu, leva o toque do cooperativismo paraense aos grandes centros. Uma das criações de Fábio Sicilia, proprietário da marca, é a Cripioca, um chocolate feito com o cacau da Cooperativa Agroindustrial da Transamazônica (Coopatrans) e a farinha de tapioca da cooperativa D´Irituia. O produto foi uma das sensações na 87ª Feira Internacional TARTUFO BIANCO D´ALBA, que ocorreu recentemente na Itália.
Fábio, como o Presidente fundador da Abrasel/PA e atual Diretor, cultiva o conceito do associativismo e do cooperativismo há anos. Em 2004, montou junto a outro sócio a primeira indústria de beneficiamento da amêndoa até a barrinha de chocolate. O passo seguinte foi em Medicilândia, município que mais produz cacau do Brasil e onde está sediada a Coopatrans. “Decidi apostar na cooperativa. O pequeno produtor organizado nesse modelo consegue gerar o volume necessário para acessar mercado, com capacidade de produção e um foco mais social. O desenvolvimento do país depende basicamente de fortalecer as pessoas da região. Comprando de uma multinacional, se tem uma evasão de capital. Parte desse lucro sai do país. Quando faço investimento em uma cooperativa, fortaleço a economia nacional e o pequeno produtor cresce, podendo assim formar a própria multinacional”.
Além da questão social, outro fator decisivo foi a qualidade do produto, que garante ao chocolate um sabor diferenciado. “O dono do negocio é quem cuida dessa produção, diferente da empresa de grande porte, na qual se perde identidade ao padronizar industrialmente. Na cooperativa, posso criar chocolates diferentes de acordo com a personalidade de cada produtor. Passo ter uma diversidade e riquezas de produtos muito maior”, completa Fábio.
A Gaudens foi a única estrangeira que entrou na tradicional exposição italiana. O Salão de Chocolate de Paris, na França, também teve a participação da marca que apresentou o chocolate sem leite, com 70% de cacau e os cremes de castanha do Pará com cacau e de baru com cacau. O baru, por sinal, é uma fruta típica do serrado também oriunda de cooperativa, sediada do Mato Grosso do Sul. A Gaudens ainda produz o chocolate ao leite, que só pode ser comercializado no Brasil.
“Foi surpreendente o nível de aceitação que tivemos. Foi um sucesso tanto na Itália quanto na França e no Principado de Mônaco. Estamos prospectando quem seria o distribuidor ou representante italiano. Já temos o primeiro pedido para uma loja em Mônaco, que pediu exclusividade de distribuição”, reiterou o empresário.

A perspectiva é que a parceria com as cooperativas cresça com a expansão da Gaudens, que está prospectando espaço também no mercado nacional, como em Belo Horizonte e Curitiba. Para isso, está reestruturando a indústria. Há uma possibilidade, inclusive, de intercooperação com a Coopatrans não apenas no fornecimento do cacau, mas também no beneficiamento. Estuda-se um acordo bilateral no qual se passaria o savoir-faire de tecnologia para que a cooperativa produzisse conforme o perfil da Gaudens.
O Sistema OCB/PA irá auxiliar nesse processo. “A parceria é totalmente viável. Só depende da cooperativa ajustar alguns fatores jurídicos e administrativos para entrarem em acordo, de modo a ser benéfico para ambas as partes. Iremos trabalhar neste sentido, fortalecendo a gestão e a governança cooperativa com a finalidade de solucionar os entraves para o desenvolvimento do cooperativismo no Pará”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
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A intenção é que o complexo atraia as indústrias que se encontram instaladas nas regiões sul e sudeste do País

Quatro cidades da região Sul do Pará discutiram na última semana um projeto que propõe a criação de um Complexo Industrial voltado para reciclagem e tratamento de resíduos sólidos. A audiência para discutir o assunto foi realizada na Associação Comercial de Xinguara. O projeto foi apresentado pela presidente da ONG Gestar, Georgia Roberta Diniz, aos representantes das cidades de Xinguara, Parauapebas, Rio Maria e Água Azul do Norte, além do Presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, autoridades locais, representantes da sociedade civil e representantes das indústrias. A Cooperlimpa também participou.
A intenção é que o complexo atraia as indústrias que se encontram instaladas nas regiões sul e sudeste do País, facilitando dessa forma o direcionamento dos resíduos recicláveis dos municípios. Segundo Georgia Roberta Diniz, presidente da ONG o complexo poderá injetar na economia da região cerca de R$ 20 milhões mensais. “Será sem dúvida o melhor instrumento para os gestores municipais conseguiram atender a Política Nacional dos Resíduos, uma vez que o complexo receberá todos os resíduos recicláveis e ainda contará com pontos de recolhimento dos produtos submetidos a logística reversa (pneus, pilhas), tratamentos para resíduos de serviço de saúde e ainda sistemas de compostagem de resíduos orgânicos”.


O prefeito de Xinguara, Osvaldinho Assunção (PSDB), afirmou que a cidade irá instalar o Projeto. “Como gestor, apoio a iniciativa da ONG e estamos juntos nessa parceria. Iremos levar esse projeto ao Governo do Estado, assim como deputados, senadores e ministros para que possamos ter incentivo e tornar real esse projeto. Gostaria de convidar os demais prefeitos da nossa região para que, juntos, possamos buscar os recursos para a instalação do complexo, pois temos um compromisso com a população que é garantir a qualidade de vida”.
A Secretaria de Meio Ambiente, Saneamento e Turismo de Xinguara vem trabalhando em conjunto com a Cooperativa de Reciclagem de Xinguara (Cooperlimpa), buscando soluções viáveis para solucionar o problema com os resíduos do município e ainda incentivar a economia e a qualidade de vida daqueles que desenvolvem o trabalho como catadores de material reciclado.

Marabá é o centro econômico e administrativo da maior região produtora de commodities agrícolas da Amazônia brasileira. Com o acordo de cooperação técnica e operacional a ser efetivado com o Sistema OCB/PA, a Prefeitura pretende expandir o cooperativismo no Município e promover, assim, desenvolvimento local. Os próximos passos dessa parceria foram discutidos na última semana em reunião entre o vice-prefeito, Toni Cunha, o presidente Ernandes Raiol e o representante do ramo mineral, Etevaldo Arantes.
Em Marabá, existem cooperativas de reciclagem, transporte, saúde e crédito. “A parceria será resultado de negociações políticas do relacionamento de alguns anos que tenho com o prefeito Tião Miranda. Dentro das ações a serem implementadas, trabalharemos a questão da reciclagem, nos moldes de Xinguara, que é um modelo interessante. Em relação às cooperativas de transporte, organizaremos o transporte fluvial e rodoviário, tanto de cargas quanto o de pessoas”, explica Ernandes.
O Sistema OCB/PA irá solicitar formalmente a minuta para construir o documento junto ao jurídico da prefeitura, oficializando o acordo. “A iniciativa irá fortalecer as cooperativas, provocar a constituição de outras e desenvolver a Região através do cooperativismo. Elas já representam um segmento muito relevante no município. Só a Unimed Sul do Pará possui três vagas do MBA em Gestão de Cooperativas do SESCOOP/PA. É uma região em franco crescimento, é estratégica e ímpar. Mostra a força de recuperação após um baque econômico, conseguindo se reerguer através da pecuária e mineração. É importante que o Sistema esteja lá”, completou o presidente.

As cooperativas paraenses agora possuem uma nova plataforma de conteúdos para se informar acerca de tudo o que ocorre no mercado cooperativista. O site do Sistema OCB/PA foi totalmente remodelado, ganhando mais funcionalidade, informações e layout atrativo. A grande novidade é a inclusão do registro de cada cooperativa ativa e filiada ao Sistema. Na página principal, o usuário terá um espaço de busca para acessar os dados de cada ramo e, claro, as principais notícias do cooperativismo. O objetivo é proporcionar um nível maior de empoderamento das cooperativas a partir da difusão do conhecimento, com um consumo mais racionalizado e agradável. O portal continua no mesmo endereço: http://paracooperativo.coop.br.
Em maio, começou-se o planejamento da reforma do antigo site para executá-lo em junho. A Unidade Nacional da OCB foi consultada para que disponibilizasse o layout padrão e a área de Tecnologia da Informação da unidade estadual, através do técnico de apoio operacional, Jardel Dário, remodelou a parte administrativa, seguindo a mesma linha visual. O diferencial inovador, se comparado ao site anterior, é o cadastro das cooperativas. Quem visitar o site terá acesso a informações de cada cooperativa por ramo. Há informações sobre a Sigla, endereço, diretoria, registro, produtos que recebe e opera, produtos implantados pelo Sistema OCB-SESCOOP/PA na cooperativa, contatos, cidade sede e as logos de identificação.
“É uma forma de divulgar com quem estamos trabalhando, monitorando e incentivando o cooperativismo. Diversas pessoas já solicitaram a listagem de todas singulares ativas. O site irá facilitar o trabalho destes interessados, investidores e pesquisadores. Também é uma forma das cooperativas se sentirem participantes do Sistema OCB/PA, que é a Casa do Cooperativismo Paraense de modo físico e digital”, afirmou o Superintendente Júnior Serra.
As informações sobre transparência estão mais completas de acordo com as diretrizes do Portal Nacional. Se tem acesso ao relatório de gestão, regime interno do ano vigente, receitas, demonstrações contábeis, quadro de dirigentes e pessoal. Também constam todos os editais, licitações e dispensas. Ainda há informações sobre o que é o cooperativismo, a história do cooperativismo no mundo, no Brasil e no Pará, o Sistema, a sua missão, os ramos trabalhados no Estado, legislação estadual, nacional, internacional e contábil. Também se tem dicas de como funciona uma cooperativa e um passo a passo para montar um empreendimento nesse formato. É nesta seção para a qual a busca do registro das cooperativas na página principal é direcionada. Nos serviços, consta agenda de cursos programada para o ano inteiro, assim como informações para solicitar assessoria jurídica e contábil.
Já o layout está mais responsivo, moderno e adaptado a todas as plataformas possíveis de navegação, como computadores, celulares e tablets. Na seção de notícias, há um arquivo de tudo que já foi postado, proporcionando ao usuário pesquisar com filtros, diferente do anterior que tinha um limite de notícias. Se pode acessar qualquer arquivo de qualquer data publicada no site. A intenção também é implantar futuramente novas ferramentas para interagir com quem acessar o site, como o cadastramento do próprio usuário com a finalidade de receber alertas no e-mail quando uma notícia nova for publicada. O objetivo é ter sempre novidades para incentivar o consumo das cooperativas.
“É mais um produto importante que o Sistema oferece para as singulares, de maneira que segue o curso natural dos empreendimentos profissionalizados, com um bom nível de gestão e resultados na medida que investe na área de comunicação, na forma como o mercado e a comunidade nos enxerga. É uma área estratégica componente dos processos gerenciais, posto que o cooperativismo pretende ser reconhecido até 2025 por sua competitividade, integridade e pela felicidade que gera aos associados. Não há como ser reconhecido sem ser conhecido. Portanto, a comunicação é a ferramenta que proporcionará ao cooperativismo atingir todas as metas de seu planejamento estratégico”, afirmou o presidente, Ernandes Raiol.
O objetivo foi trazer os conselheiros para conhecerem ainda melhor o Estado

Membros do conselho de administração da cooperativa Sicredi Sudoeste MT/PA realizaram visita durante esta semana à região sudeste do Pará. O grupo esteve formado pelo presidente Antonio Geraldo Wrobel, o vice-presidente João Carlos de Oliveira e novo integrantes entre conselheiros de administração e conselheiros fiscais de diversos municípios da região Sudoeste do Mato Grosso. Acompanharam o grupo, mais dois integrantes residentes no Pará, os conselheiros Ricardo Marques da Silva, de Redenção, e José Messias Gomes, de Parauapebas.
De acordo com o presidente, Antonio Geraldo Wrobel, “o objetivo é trazer os conselheiros para conhecerem ainda melhor a região promovendo uma integração entre as estruturas da cooperativa, que hoje atua com 30 agências, sendo 22 no Mato Grosso e 8 no Pará, com 61 mil associados”. Ainda falando em números, Wrobel destaca o valor em ativos que a cooperativa gerencia, hoje na ordem de R$ 1 bilhão. “Somos um importante instrumento de incentivo para o crescimento econômico e social, isto porque os recursos permanecem nas comunidades em que foram gerados, contribuindo para o desenvolvimento de todos. Chamou a atenção dos conselheiros, sem exceção, o potencial econômico dos municípios que visitamos assim como as oportunidades que existem”, enfatiza o presidente.
O conselho de administração visitou os municípios de Marabá, Parauapebas, Canaã dos Carajás, Xinguara, Rio Maria e Redenção. O grupo também conheceu o Projeto Grande Carajás, localizado na Serra dos Carajás, em Parauapebas, onde puderam ter a real dimensão da maior mina de ferro a céu aberto do mundo e um dos maiores projetos de extração mineral em operação no país.


Na quinta-feira (16), em Redenção, como parte da programação dos conselheiros no Pará, ocorreu a reunião mensal do Consad (Conselho de Administração Cooperativa), onde foram deliberados assuntos estratégicos da instituição. Integraram a comitiva que visitou o Pará os conselheiros Antônio Carlos Manzoli, José Carlos Mendes, Nilto Pasquali, Odenir José de Matos, Valdir Salvalaggio, José Flores dos Santos, Jeferson Luiz Boese, Luciano de Sales, Claudio Giuseppe Terzi e o diretor executivo João Coelho Pinheiro.
Sobre a Cooperativa Sicredi Sudoeste MT/PA
A Sicredi Sudoeste MT/PA, instituição financeira cooperativa, tem sede em Tangará da Serra-MT. Conta com cerca de 400 colaboradores, patrimônio líquido de R$ 210 milhões e ativos na ordem de R$ 1 bilhão. A área de atuação da cooperativa é composta por 50 municípios das regiões sudoeste do Mato Grosso e sudeste do Pará. No último exercício (2016), o resultado foi de R$ 38,4 milhões.
A nova plataforma Redesim foi apresentada
Todas as etapas do processo de abertura, alteração, legalização e baixa de empresas na Junta Comercial do Pará (JUCEPA) estão sendo realizadas através de sistema online integrado com várias entidades. As cooperativas, por sua vez, também estão inseridas nesta mudança e precisam se adequar. Para facilitar essa adesão, a JUCEPA realizou o V Fórum Intermunicipal Integrador Pará na última quinta (16), em Paragominas. O evento teve participação do Prefeito Municipal, Paulo Tocantins, do titular da SEDEME, Adnan Demachki e do analista de desenvolvimento de cooperativas do Sistema OCB/PA, Jamerson Carvalho.
A finalidade da programação foi impulsionar a integração dos municípios paraenses à Rede Nacional para Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim). Anteriormente, os trâmites ocorriam de modo físico. As empresas, através dos contadores, processavam os documentos presencialmente, mas este procedimento está sendo convertido para a plataforma digital através de um sistema especifico. O Redesim integra vários parceiros como as Prefeituras dos Municípios, Secretaria de Estado de Fazenda do Pará (SEFA/PA), Receita Federal do Brasil, Corpo de Bombeiros e Secretária de Vigilância Sanitária. Antes da formalização final da empresa ou cooperativa, esses outros parceiros já recepcionam a informação.
“Fizemos um processo experimental na Região Metropolitana de Belém e percebemos os gargalos positivos e negativos do processo. Concluímos que é mais vantajoso, economizando trabalho, poupando tempo. Se for identificada alguma necessidade de intervenção ou ajuste pela Jucepa ou por outro parceiro, é possível se antecipar. Por isso, estamos disseminando a informação em todas as regiões paraenses. Até o final de 2018, acreditamos que o Estado todo estará sendo alcançado pela plataforma”, afirmou a titular da JUCEPA, Cilene Sabino.

Na ocasião, o analista do Sistema OCB/PA apresentou o cenário do cooperativismo do Estado e como está sendo trabalhada a parceria com a Junta Comercial nos processos das cooperativas. “A finalidade de se desenvolver fóruns em vários municípios onde há o escritório da Junta Comercial descentralizado é alertar as comunidades das regiões sobre essa mudança de perfil. O Sistema OCB/PA tem sido parceiro nesse processo porque as cooperativas seguem a mesma linha, a mesma regra. Estamos alertando de que elas precisam se sensibilizar na mudança do paradigma do que era físico para o digital, porque também serão impactadas em todos os seus processos”, afirmou Jamerson.
Além de Paragominas, esta edição do FIP abrangeu outros 48 municípios da região, que juntos somam mais de 47 mil empresas ativas e reúnem uma população de quase 2 milhões de habitantes. Desde o primeiro fórum, realizado em abril, em Castanhal, na Região Metropolitana de Belém, o número de municípios que aderiram a Redesim/Integrador Pará dobrou no Estado. Saltando de 22, antes do segundo fórum, em Marabá, para a quase totalidade dos 144 municípios paraenses. Apenas duas cidades ainda não aderiram ao convênio.
Cilene Sabino também relembrou sobre a Lei Estadual N 7.780/13 e a disposição do Sistema OCB/PA em integrar e desburocratizar processos de arquivamento de atos de cooperativas, contribuindo com o entendimento técnico e legal na observância à legislação cooperativista. “Agradecemos ao apoio da JUCEPA. Essa inovação irá contribuir com as cooperativas na diminuição dos custos que se tem de deslocamento, de filas e outros fatores ao se receber o deferido ou o indeferido por meio eletrônico. O que precisar corrigir, também será feito pela plataforma. Facilita muito até o trabalho dos profissionais que lidam com o processo. A empresa começa a ter celeridade, enxergando o status do andamento da sua demanda dentro da Junta. É um avanço tecnológico que a maioria dos Estados brasileiros estão implementando. No Pará, a Junta pode contar com total apoio do Sistema OCB/PA. Estamos lutando pelo assento do nosso representante na Jucepa para estreitar ainda mais essa parceria”, afirmou o presidente Ernandes Raiol.
“Qualidade é o nosso foco e com parceria fica mais fácil empreender” foi o tema da programação
O objetivo foi desenvolver competências e habilidades dos profissionais da área de saúde
A constante qualificação profissional é um dos fatores decisivos para manter o nível de competitividade dos grandes empreendimentos. A cooperativa Unimed Belém, por exemplo, irá concluir 82 cursos de capacitação em parceria com o Sistema OCB/PA até o final deste ano. Em outubro, cerca de 600 colaboradores finalizaram o Programa de Alta Performance que teve uma avaliação geral com um nível excelente de satisfação, mais de 96%. O objetivo foi desenvolver competências e habilidades dos profissionais da área de saúde com metodologias como o Coaching Pessoal e Organizacional, Programação Neolinguística e Dinâmicas Sistêmicas. Para 2018, foi confirmada a continuidade do Programa.
Foram trabalhados quatro módulos: Autoconhecimento, comunicação eficaz, inteligência emocional e dinâmicas sistêmicas. De forma geral, o Programa é dividido em três etapas: A construção do produto, avaliação dos participantes e a medição da efetividade na prática. Os critérios utilizados na avaliação do instrutor palestrante foram: Metodologia utilizada, conhecimentos sobre o tema e relacionamento com a turma. Sobre o programa e a metodologia: objetivos atingidos, equilibro entre teoria e pratica e adequação do material didático ao programa. Em relação aos recursos utilizados no treinamento: material impresso, recurso visual e local de realização. No final, considerando todos esses fatores, se atingiu o índice de 96.16%.

Com carga horária de 16 horas e turmas com no máximo 35 pessoas por módulo, participaram 273 colaboradores da área de Assistência e 269 do Atendimento. No total, foram trabalhadas 4.350 horas de treinamento. “Como resultado, obtivemos uma equipe mais fortalecida e conectada com o seu propósito. No tema comunicação eficaz, foi possível aplicar técnicas de rapport. Já no autoconhecimento, foi um momento em que puderam proporcionar a cada membro participante que reconhecesse a si mesmo, seus talentos, seus pontos fortes e que pudessem melhorá-los. No tema inteligência emocional, foi possível falar sobre como ter uma atuação equilibrada sem perder a sensibilidade e humanização no trato. Com isso, as equipes foram se interligando com os temas e colocando todo o conhecimento adquirido na sala de aula no contexto profissional e pessoal. Foi evidente o nível de satisfação dos participantes ao finalizar cada módulo”, afirmou a Gestora de Pessoas da Unimed Belém, Lene Lopes
Para o ano de 2018, o setor de Gestão de Pessoas da cooperativa incluiu no planejamento da área de treinamento a expansão do Programa de Alta Performance para a equipe de saúde multiprofissional, bem como aos setores administrativos. A finalidade é fortalecer a comunicação interna entre as equipes, proporcionando um atendimento de qualidade e mais seguro para satisfação de clientes e colaboradores. A previsão é que comece em janeiro, com mais de 800 pessoas.
Uma das novidades que serão propostas pelo Sistema OCB/PA é a inclusão dos gestores. Será desenvolvido um produto especifico para trabalhar a equipe que planeja e articula as ações na gestão da cooperativa para se completar o ciclo de treinamento, alinhando todos os profissionais para que estejam em sintonia e os efeitos sejam mais assertivos. “Conseguimos atingir o resultado que esperávamos, implantando o projeto piloto dentro do novo modelo de execução. Os índices confirmaram isso e a solicitação de continuidade da própria Unimed corroborou com a avaliação. A intenção agora é ampliar o foco da qualificação, abrangendo os setores estratégicos da gestão, que fazem toda a estrutura corporativa rodar”, afirmou o Superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra.
De uma forma geral, a Unimed Belém terá realizado ao longo deste ano cursos como Gestão Financeira, Mediação de Conflitos, Recursos Humanos para Lideranças, Humanização no Atendimento ao Cliente, Qualidade aos Processos, Cursos voltados para o Cooperativismo, Técnicas de Comunicação para a equipe de Call Center, Excelência de Atendimento para Clientes Externos, Dicas de Gramática para maior assertividade nos procedimentos internos, entre outros. A previsão é que a capacitação seja direcionada para quase todos os profissionais da Unimed Belém até 2018. Ainda serão realizados outros cursos concomitantes demandados pela própria Unimed Brasil. Dentro destes treinamentos, poderão surgir outras demandas nas fichas de avaliação. Com isso, o público de beneficiados poderá ser maior.
“Como entidade responsável por promover um refinamento técnico e profissional das cooperativas, o Serviço de Aprendizagem do Cooperativismo no Estado do Pará (SESCOOP/PA) reconhece o investimento feito pela Unimed Belém em prol dos seus cooperados e colaboradores no sentido de proporcionar sempre um melhor atendimento para o cliente final. A consequência, evidentemente, aparece nos números de desempenho da cooperativa, que está entre as maiores operadoras de plano de saúde do Pará, senão, a maior operadora. Isso é fantástico, mostrando que o caminho é cooperar. Parabenizamos à atual gestão, na pessoa do presidente Wilson Niwa e do seu vice, Dr. Antonio Travessa, que tem feito um ótimo trabalho de retomada do crescimento”, afirmou o Presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
O Cooperativismo foi uma das atrações da Feira de Exposições Expoxingu, que agitou o mercado empresarial de Altamira durante a última semana.
O bom gerenciamento de processos internos, clima organizacional favorável e o controle das ações de capacitação foram alguns dos fatores destacados na avaliação feita pela Fundação Nacional da Qualidade (FNQ) acerca da Unidade Estadual da OCB/PA.
A gastronomia é um dos grandes bastiões do turismo no estado do Pará e o cooperativismo vem contribuindo para reforçar uma tendência de consumo natural, orgânico e saudável. Por isso mesmo, as cooperativas ganharam uma entrada espontânea na Feira Internacional de Turismo da Amazônia (FITA) 2017, que ocorreu durante a última semana no Hangar, Centro de Convenções. As novidades apresentadas pelas cooperativas justificavam o movimento intenso nos estandes. A COOPATRANS lançou as novas barras de tapioca e tapioca com café que chamaram a atenção pela crocância e pelo sabor. Já a CAMTA adiantou o lançamento que irá fazer no próximo mês de uma linha sorbê, de sorvete essencialmente natural. A CASP também teve um espaço especial na FEIRA. Já as mercadorias das cooperativas D´Irituia e COAPEMI estavam no Estande que representou o Município de Irituia.
A COOPATRANS representou a região da Transamazônica, onde está localizada a capital nacional do cacau. A cidade de Medicilândia entrou para o rol das melhores amêndoas do País como a maior produtora do Brasil. Hoje, atrai fabricantes nacionais e estrangeiros de chocolates finos. Com isso, o Pará ultrapassou a Bahia, terminando o ano de 2016, pela primeira vez na história, como o maior produtor de cacau do Brasil. A safra do ano passado foi de 118,4 mil toneladas, o que gerou uma receita de R$ 888 milhões.
A cooperativa tem grande contribuição neste sentido. É a única que possui uma agroindústria para beneficiamento do cacau. “Graças à fábrica, o turismo chegou em Medicilândia. Sem essa valorização do cacau, o município não estaria aqui. Estamos nos desenvolvendo e, hoje, temos o orgulho de apresentar nosso novo lançamento, que é uma barra de 50% de tapioca e café. Também apresentamos nossos chocolates gourmet, brigadeiros, chococreme, brownie com mousse de cacau, brigadeiro de colher. Essa diversidade e inovação são alguns dos diferencias que tem nos mantido no mercado com enormes possibilidades”, reiterou a presidente da COOPATRANS, Rita Aguiar.
A CAMTA também apresentou um lançamento da linha de sorbê, que é um sorvete composto de agua, polpa de fruta e açúcar, mas sem nenhum tipo de gordura ou substancia artificial como corante. Se extrai o máximo da polpa para aproveitar o açúcar do próprio fruto, gerando maior segurança alimentar. “É uma opção muito mais saudável do que o sorvete. Estamos trabalhando incialmente com foco em sabores regionais, como açaí e cupuaçu. O produto ainda está em processo de registro no ministério de agricultura, mas a estimativa é que no próximo mês já estejamos comercializando no Estado”, afirmou o consultor de comércio exterior da CAMTA, Rodrigo Jucá.
Apesar da participação do cooperativismo ter sido uma conquista natural pelo mérito, esforço e pelo trabalho das cooperativas, para o presidente da CASP, Antônio Alcoforado, essa visibilidade é consequência do histórico de apoio do Sistema OCB/PA.
“Hoje caminhamos pelas nossas próprias pernas, mas isso é fruto do trabalho que vem sendo feito, do planejamento, das reuniões, dos nossos seminários agropecuários que nos ajudam a aprender e tomar um rumo. Com isso, vem despertando uma melhora significativa no nível de participação do associado na cooperativa que era o nosso grande gargalo. Ninguém queria participar diretamente das escolhas, das AGOs, mas conseguimos esse amadurecimento que provocou uma organização e a inclusão da cooperativa nessas feiras. Elas são a grande oportunidade para todo o produtor crescer. No ano passado, conseguimos comercializar no PNAE com a Prefeitura de Belém com a ajuda da OCB/PA que trouxe uma comitiva de grandes autoridades políticas, falando sobre a legislação que versa sobre a obrigatoriedade de se comprar do pequeno produtor”.
O EVENTO
Na programação, houve a exposição de produtos e serviços de empresas de turismo e gastronomia, Vitrine Cultural, com produtos do arranjo produtivo local do programa Alimentação Fora do Lar e produção associada das rotas turísticas (Belém-Bragança, do Queijo do Marajó, do Cacau e Chocolate, do Vale do Xingu), espaço destinado ao Passaporte Pará para comercialização de destinos, rotas, roteiros e produtos turísticos do Estado, apresentações culturais de artistas dos seis pólos de turismo paraense: Belém, Amazônia Atlântica, Araguaia Tocantins, Marajó, Tapajós e Xingu.
“O apelo gastronômico do Pará é muito forte. Sentimos demais até mesmo fora do país. Temos procura de empresários de várias partes do mundo. A CAMTA, por exemplo, recebeu recentemente a visita de investidor do Irã para conhecer os produtos da cooperativa desde o início, no seu cultivo, até o produto final. Temos sabores que só existem aqui. E o cooperativismo dá ênfase em produtos naturais e saudáveis do princípio ao fim. A Feira é uma vitrine natural para ampliar seus negócios não só no mercado como no internacional”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Dentro do percentual de 30% das compras governamentais de instituições federais, cerca de 415 milhões estão sendo disponibilizados para cooperativas paraenses e demais produtores da agricultura familiar através das chamadas públicas.