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Com uma proposta de incentivar a qualidade de vida, a participação e a interação entre as pessoas, a Unimed Belém realizou na manhã de sábado (23) a caminhada “Movimento Azul” como forma de chamar atenção para a importância da saúde do homem. A atividade faz parte da programação especial do “Novembro Azul” e do movimento nacional do Sistema Unimed “Mude 1 Hábito” e reuniu em Belém cerca de 900 pessoas entre cooperados, colaboradores, clientes e comunidade em geral no Parque do Utinga.
O “Novembro Azul” é um movimento mundial que reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de próstata. A doença é o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens brasileiros, tendo incidência maior a partir dos 50 anos de idade. Em geral, as causas estão relacionadas a fatores genéticos, principalmente, em parentes de primeiro grau, como pai, irmão ou filho.
No Brasil, o Sistema Unimed promove o “Mude 1 Hábito”, que tem por finalidade incentivar as pessoas a viverem melhor começando pela mudança de apenas um hábito e – assim – transformando a forma de ver o mundo.
Foi assim, que dona Conceição Albuquerque, de 68 anos, começou a reescrever a própria história. Há 10 anos, começou a desfrutar do prazer de correr pelas ruas da capital paraense. Hoje, coleciona medalhas e troféus. “Eu nunca corri por medalha ou podium. Quando eu comecei era pela saúde, agora é pela satisfação de encontrar os amigos”.
Na programação, aquecimento, alongamento e um gostoso café da manhã para recepcionar os participantes. “A saúde está em se ter uma vida feliz, em que a atividade física adequada e saudável também esteja inserida no dia a dia das pessoas, com um elemento prazeroso. Incentivar movimentos e atividades como essas de integração, valorização e encontros é uma forma excelente de reforçar a importância de termos o cuidado com a saúde de quem a amamos e de nós mesmos”, enfatizou Antônio Travessa, vice-presidente da Unimed Belém.
Mulheres
Embora o objetivo da caminhada fosse incentivar os cuidados com a saúde masculina, cerca de 50% dos participantes eram mulheres. Isso demonstra o quanto a mulherada tem um papel fundamental na introdução de hábitos saudáveis dentro de seus grupos familiares.
Foi o caso da família Diniz. Há 3 anos, Nazaré Diniz iniciou a prática de corrida de rua. Aos poucos, foi mostrando para o marido e o filho o quanto isso poderia ser bom para eles também. O exemplo dela foi preponderante. “Agora, tenho o prazer de estar com a minha família aqui”, comemorou Nazaré. O marido, Roberto Diniz, começou a correr este ano, mas o recém-chegado atleta, neste sábado (23) só pôde acompanhar a esposa caminhando, por conta de uma lesão no joelho. O filho, Renan Diniz, ainda não aderiu à prática de exercícios, mas não resistiu ao sabor de curtir esse momento em família. “Eu vim mais por causa da minha mãe, que tem essa vida mais saudável e eu acho importante incentivar e participar”, comentou.
A caminhada “Movimento Azul” foi um evento gratuito e aberto realizado pela Unimed Belém, por meio do setor de Assessoria de Comunicação e Marketing, com o apoio do Programa Viver de Bem, de promoção à saúde. Também contou com o apoio institucional da Seguros Unimed.
Serviço: Para saber mais como mudar 1 hábito, acesse mude1habito.com.br.
Fonte: Ascom Unimed Belém

Belém possui um sistema de transporte público que depende de linhas alternativas para alimentar as principais vias da cidade. Esse serviço complementar é desenvolvido em sua maior parte pelas cooperativas, que hoje transportam mais de 300 mil paraenses por dia. Para incluí-las no sistema integrado do BRT, a OCB/PA buscou o suporte técnico da UFPA, que indicou a professora doutora Maísa Tobias. Será construído um plano de ação com a participação de todas as singulares registradas na entidade.
Por solicitação da Cooperativa de Profissionais Autônomos no Transporte de Passageiros e Turismo do Outeiro (COOPTRANSALTO), o Sistema OCB/PA se reuniu com a professora Doutora em Engenharia de Transportes pela Universidade de São Paulo (USP), Maísa Tobias, que hoje atua como professora do curso de Engenharia Civil na Universidade Federal do Pará (UFPA).
Na reunião, discutiu-se sobre a situação atual de transformação do sistema de transporte público integrado em Belém, como será o processo inicial de operação e o papel das cooperativas nos sistemas a serem implantados de forma municipal e metropolitana. Alinhou-se as ideias e possibilidades para definir como a OCB/PA e as cooperativas irão se posicionar no sentido de contribuir para evolução do Sistema.
“O transporte público integrado é um assunto que interessa a todos os segmentos da região metropolitana, porquanto dá suporte a todas as outras atividades econômicas. Por isso, buscamos a UFPA e a professora Tobias, que é especialista no assunto, para termos essa reunião exploratória e podermos evoluir na discussão”, explicou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
A estratégia será elaborada e construída até março. Pontualmente, serão realizadas duas ações específicas: O Seminário do Ramo Transporte voltado para as singulares da Região Metropolitana de Belém, que terá a participação do governo do Estado para tratar sobre o BRT metropolitano, a prefeitura municipal para falar sobre o BRT em Belém e o Ministério Público. Serão apresentadas as atualizações da estruturação dos sistemas de transporte, assim como o plano de inclusão das cooperativas.
A segunda ação será uma reunião técnica de trabalho com todas as cooperativas do segmento na região metropolitana para discutir sobre os resultados do Seminário e sobre como o ramo se posicionará para enfrentar os processos licitatórios. Também estuda-se a possibilidade de acordo de cooperação técnica com a UFPA para contratação de bolsas de estágios supervisionados pela professora Maísa Tobias com o objetivo de fazer o acompanhamento técnico e operacional do Projeto.

Já na vertente profissional, o SESCOOP/PA implementará o Programa de Qualificação das Cooperativas de Transporte, que fará a capacitação dos cooperados. “Além de possibilitarmos a abertura de mercado, precisamos trabalhar o aprimoramento técnico das cooperativas para que não seja prestado um serviço qualquer. Precisamos evoluir em todas as áreas para que o ramo transporte mude de patamar e a população paraense nos reconheça pelo profissionalismo com que atuamos”, reiterou o presidente da COOPTRANSALTO, Itanael Lopes.
DADOS
Somente na Região Metropolitana, existem aproximadamente 135 cooperativas que operam nas modalidade de transporte de passageiros, cargas, fluvial, intermunicipal e taxistas. Destas, apenas 63 estão ativas, operantes e registradas no Sistema OCB/PA. O setor possui alta representatividade na prestação de serviços de transporte. De acordo com Lopes, as cooperativas transportam 278.150 passageiros por dia, gerando 487 empregos diretos e uma média de pró-labore de R$ 1.200 por pessoa.
“Belém é uma cidade de conformação geográfica que tem uma estruturação na qual o sistema cooperativista possui ampla abertura. São profissionais que atuam juntos para transportar a população partindo de locais onde o ônibus não chega. Portanto, há mercado a ser explorado, inclusive no sistema operacional convencional. Basta que nos organizemos”, explicou Maísa.

Ocorreu no último dia 25 a tradicional premiação de melhores do ano da Revista Bacana ?. O Sistema OCB/PA, na pessoa do presidente Ernandes Raiol, foi eleito a melhor representação sindical de 2019. Um importante reconhecimento para o trabalho desenvolvido junto a 215 cooperativas em todas as regiões do Estado. A Cooperativa Alternativa Mista dos Pequenos Produtores do Alto Xingu (Camppax) está entre os destaques da produção cacaueira ? no Prêmio AGROPARÁ 2019. ??
Já inicia na próxima semana a última edição do OCB/PA Itinerante ? em 2019, que será em Santarém e atenderá todo o Oeste do Estado. Estão programados atendimentos, orientações, visitas técnicas e cursos de formação profissional às cooperativas e grupos interessados em constituir empreendimentos cooperativistas. ✅✅
#NaMídia #Camppax #RevistaBacana #PrêmioAGROPARÁ2019 #SomosCoop

Diante da crise que os pequenos mineradores estão passando no Estado do Pará, a Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado do Pará (OCB/PA) está atuando junto ao governo Federal e Estadual para que as cooperativas que congregam esses trabalhadores tenham seus direitos respeitados. O presidente da Federação das Cooperativas de Garimpeiros do Tapajós (Fecoogat), Amaro Rosa, é o representante do Ramo Mineral da OCB/PA.
O segmento, no Pará, representa o número 1 em quantidade de cooperados, com 47.231 cooperados. Entre as ações executadas, está a articulação com órgãos reguladores para esclarecimento sobre o contexto atual da mineração no Estado. “É preciso que as pessoas, sociedade civil em geral e poder público, percebam e entendam como a mineração é importante para o povo paraense e como atuamos de maneira diferenciada no desenvolvimento do nosso Estado”, explica Amaro Rosa.
Amaro elenca também a legalização como uma premissa básica para o segmento. “O processo de legalização de lavra já chegou a demorar mais de uma década, quando é rápido, e a legislação – nesse período – tem oscilado muito. Ora estamos legalizados, ora passamos a ser ‘ilegais’. Precisamos ter segurança jurídica para trabalhar”, enfatiza.
Cooperação
Em Itaituba, região que concentra jazidas de ouro e estanho, na comunidade do Cripurizão, uma cooperativa de pequenos minerados tem feito história. Em 2012, com apenas 39 cooperados, a Cooperativa Mista de Desenvolvimento do Cripurizão (Coomidec) estabeleceu em estatuto que 100% do valor excedente que a cooperativa produzir anualmente (sobras) é revestido em projetos sociais em prol da comunidade.
De lá para cá, foram doadas carteiras para a escola da comunidade, que atende cerca de 800 alunos, nos três turnos de trabalho, construído um posto policial, implantado programas de recolhimento de resíduos sólidos e líquidos do Rio Cripuri e, este ano, o projeto que tem irradiado e coroa um sonho dos cooperados e da comunidade: a construção de uma creche para 400 crianças, totalmente equipada e estruturada. O valor do investimento é de R$1,5 milhão e será concluída em meados de dezembro.
Em consonância com as necessidades da comunidade em parceria com a gestão pública, a Comidec realiza consulta públi
ca para decidir em conjunto as prioridades de cada momento do Cripurizão, que congrega cerca de 5 mil pessoas. “A nossa comunidade é muito carente, mas sabemos que a cada passo é possível construir uma vida mais digna e um futuro melhor, com mais oportunidades”, afirma Elivaldo Barbosa, presidente da Comidec.
A Comidec é uma das cooperativas de mineração mais organizadas do Estado, com um total de 1.811 cooperados, cuja renda média mensal é de R$46.618,81. Em 2018, a cooperativa produziu 641, 45 quilos de ouro e só em CFEN (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais), foi recolhido R$ 1.198.801,69 aos cofres públicos.
“Entendemos e valorizamos a atividade mineral. O nosso apelo aqui, agora, é que as instituições reguladoras e fiscalizadoras venham aqui, conheçam o nosso trabalho, fiscalizem-nos, para que possamos desenvolver a nossa cooperativa, a mineração genuína e verdadeira para o nosso Estado, deixando aqui a riqueza do nosso solo para o nosso povo”, ratifica Barbosa.
Problemática
Entre os principais gargalos para o desenvolvimento do setor está a disponibilidade de lavra. O solo do estado do Pará quase todo recortado e divido e – o pior – possui donos que na maioria dos casos nem mesmos os órgãos reguladores sabem onde estão ou se estão vivos. Isso dificulta o trabalho sério de quem faz a atividade de maneira correta e com respeito aos princípios legais. Na região do rio Marupá, região oeste do Estado, por exemplo, há cooperativas requerendo permissão de lavra desde 1983. “Mas há um dono que ainda se está procurando para ver se é possível fazer a transferência de permissão de lavra”, explica Amaro Rosa.
“A sociedade precisa entender o que significa o segmento mineral para o desenvolvimento do nosso Estado, assim como são os pequenos negócios, os pequenos produtores agrícolas, os pequenos mineradores são essenciais na cadeia produtiva, social, econômica e no dia a dia das comunidades. Somos a favor de que haja tratamentos diferenciados que beneficiem tanto os grandes quanto os pequenos. Só assim teremos um segmento que, realmente, fará justiça social e equilíbrio econômico no Pará”, ressalta Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA.

Tramitava na Câmara do Senado Federal o Projeto de Lei (PL) 5695/2019, que alterava o artigo 3º para cada estado, município e Distrito Federal pudessem estabelecer o percentual mínimo de recursos a serem aplicados na aquisição de produtos oriundos da agricultura familiar e do empreendedor familiar rural ou de suas organizações na aquisição de merenda escolar, retirando a obrigação da utilização de, no mínimo, 30% do volume de recursos repassados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para esse fim. Dessa forma, cada ente teria autonomia para estabelecer o percentual mínimo de recursos a serem aplicados na aquisição desses alimentos.
Mas no último dia 18, o senador Izalci Lucas (DF) informou a suspensão da apreciação do Projeto de Lei 5695/2019, que trata do salário-educação e traz essa alteração no artigo 3º, pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), por não haver prazo hábil para que o texto seja aprovado e sancionado antes da votação do relatório setorial da educação do Projeto de Lei Orçamentária Anual. As manifestações de preocupação por parte da OCB, entidades envolvidas e do Ministério da Educação também contribuíram para a retirada da pauta. O senador Paulo Paim (RS) também atuou pela retirada do projeto da pauta, reafirmando seu posicionamento pela rejeição da proposta.
Assim, a lei 11.947/2019 não será alterada e fica mantida a atual obrigatoriedade dos 30% do volume de recursos repassados pelo FNDE aos entes federados para execução do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) serem aplicados na aquisição de produtos oriundos da agricultura familiar e do empreendedor familiar rural ou de suas organizações.
A OCB atuou com o relator e o autor do projeto para solicitar a exclusão de qualquer alteração à Lei 11.947/2019, que trata do PNAE. O relatório apresentado na Comissão de Educação pelo senador Dário Berger, no dia 6 de novembro, já havia retirado do texto original o artigo 3º, que alterava o art. 14 da Lei 11.947/2009, que poderia ser prejudicial à agricultura familiar.
De acordo com o Diagnóstico do Cooperativismo Paraense, edição 2019, 20% da produção é direcionada para o mercado institucional, como PNAE, e 98% das cooperativas agropecuárias são compostas por produção familiar.
“A segurança alimentar de nossas crianças e a qualidade da merenda escolar precisam ser mantida como obrigatórias. Perceba que é apenas o mínimo de 30%, um bom gestor buscará sempre o melhor e o melhor, neste caso, é investir e valorizar a cultura alimentar local, mais rica e nutritiva, do que ir buscar de fora. Isso demonstra tanto consciência com a qualidade dos alimentos que nossas crianças consomem como também visão de cadeia produtiva e social local”, enfatiza o presidente do Sistema OCB-PA, Ernandes Raiol.
Fonte: Com informações do Sistema OCB.
Foto: Cosmopolense

Produção em escala, diversificação produtiva e maiores opções de acesso ao mercado são alguns dos benefícios que a Central proporcionará às singulares associadas. Na última semana, as cooperativas AMAZONCOOP, COOPASMIG e CASP realizaram a assembleia de constituição da Central Agro Amazônia, que fortalecerá a agricultura familiar do nordeste paraense.
Inicialmente, apenas as 3 singulares da região estão aptas a compor a Central. As demais estão em processo de regularização e serão inseridas posteriormente. Na AGO, o estatuto social da Agro Amazônia foi apresentado e aprovado por unanimidade. Também se deliberou sobre o valor de quota parte e eleição dos conselhos por indicação e aclamação.
A diretoria é formada por representantes de todas as cooperativas. Antônio Alcoforado (CASP) é o presidente, Vicente Júnior (AMAZONCOOP) é o secretário e Raimundo Trindade (COOPASMIG) é o tesoureiro. Já o conselho fiscal é formado por dois representantes de cada singular. Posteriormente, quando as demais cooperativas aderirem à Central, também incluirão representantes na diretoria.

“É um passo importante para as singulares no sentido de posicionamento de mercado. O cenário possui certa instabilidade política e econômica, mas também oportunidades que precisam ser melhores aproveitadas. A intercooperação é a melhor alternativa para fortalecer os pequenos produtores que, organizados, possuem maior competitividade”, afirmou o analista de desenvolvimento do Sistema OCB/PA, Deivison Pinheiro.
A Central fará o beneficiamento, armazenamento e comercialização da produção de suas associadas a varejo e atacado, a nível nacional e internacional promovendo o desenvolvimento da fabricação de conservas de frutas, sucos concentrados, hortaliças e legumes. Na área de comércio varejista, abrangerá hortifrutigranjeiros, mel, laticínios e frios, doces, balas, bombons e produtos alimentícios em geral.
Na área de comércio atacadista, trabalhará com frutas, verduras, raízes, tubérculos, hortaliças e legumes frescos, mel, pescados e frutos do mar, leite e laticínios e mercadorias em geral. “A sede provisória funcionará na sede do Sistema OCB/PA e o planejamento é que se implante um entreposto em Belém para o recebimento de produtos e comercialização. A perspectiva é que já participem de chamadas públicas da Secretaria de Educação (SEDUC) e do Exército no final do ano”, explicou o consultor da NÓS Soluções, Andreos Leite, que faz o acompanhamento do processo de constituição.
Outro mercado estratégico é a “alimentação fora do lar”. Em estudo feito pela NÓS Soluções, foram consultadas 16 empresas vinculadas à Associação de Bares e Restaurantes no Estado do Pará (ABRASEL). Lideram o consumo as carnes, produtos beneficiados em geral, lácteos, produtos de origem animal, crustáceos, moluscos polpas de frutas, hortaliças e leguminosas, derivados da mandioca, grãos manteiga, óleos e sementes.
Sobre o consumo de aves, peixes e carne bovina, cada empresa compra mais de 100kg por mês, algumas chegando a 500kg. Também são consumidos os derivados da mandioca (farinhas, goma, macaxeira, polpa e maniva), polpas variadas (em especial laranja, limão, abacaxi, cupuaçu, taperebá, maracujá e bacuri), produtos lácteos (leite in natura, creme de leite, queijos, manteiga, iogurte), hortaliças e leguminosas.
“Além da área comercial, a Agro-Amazônia será muito importante para a representação da produção familiar, fixação com qualidade de vida do agricultor em sua propriedade e para o desenvolvimento de uma agricultura familiar ecologicamente sustentável, economicamente viável socialmente justa e culturalmente aceitável. Continuaremos acompanhado esse processo, entendendo que a união é o caminho mais promissor para o crescimento dos pequenos produtores”, explicou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
A Cooperativa de Trabalho dos Agricultores Familiares de Primavera (Cooprima) pode ser uma das beneficiadas pela deputada estadual Paula Gomes (PSD). Em reunião com a presidente da singular, Joelma Nunes, a parlamentar recebeu o documento produzido pelo Sistema OCB/PA com a qualificação das demandas para emendas voltadas ao segmento.
A COOPRIMA pretende verticalizar a produção para tornar seus produtos mais atrativos ao mercado. Com sede em Primavera, a cooperativa abrange os municípios da região do caeté: Capanema, Bragança, Quatipuru, Salinópolis e São João de Pirabas. Ao todo possui 73 cooperados que buscam a instalação de nova agroindústria para o beneficiamento de frutas.
A solicitação foi entregue no mês de outubro e, inicialmente, a deputada se propôs a apoiar a cooperativa. “Caso a parceria se concretize, iremos fortalecer a agricultura. É muito importante esse auxílio junto à Assembleia Legislativa, já que o nosso município não nos dá este suporte”, declarou Joelma.
Atualmente, a COOPRIMA buscar retomar a comercialização de produtos que, pela falta de certificação e estrutura para beneficiamento, não estão no mercado. “Parte da produção está parada. Ficamos fora do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) por não termos selo e nem estrutura para beneficiar a macaxeira e farinha de mandioca. Quando conseguirmos estruturar nossa agroindústria, com certeza, as vendas aumentarão”, enfatizou.
NO PARÁ
Os números do cooperativismo no Pará são promissores. Segundo o último levantamento do Diagnóstico do Cooperativismo, em 2016, havia 174 cooperativas e 65.881 cooperados. Em 2018, esse número saltou para 215 cooperativas e 93.547cooperados. Um acréscimo de 23,56% no número de cooperativas e 41,99% no número de cooperados.
“Quando se fala em cooperativismo, deve-se ter o raciocínio em cadeia. No segmento agro, por exemplo, uma cooperativa que congregue 70 cooperados beneficiaria diretamente 210 pessoas, se considerarmos uma família com 3 indivíduos. Há também a questão que cada uma dessas famílias irá movimentar a economia de sua localidade no que tange à alimentação, vestuário, transporte e insumos produtivos”, explica Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA.
A cooperativa proporcionará um Natal mais feliz para 50 crianças do bairro Nagibão. A 3ª edição da campanha Natal Solidário, promovida pelo Núcleo de Mulheres da Coopernorte, doará brinquedos para alunos da Escola Municipal Santo Antônio. Os donativos serão recebidos até o próximo dia 6 e a entrega ocorrerá no dia 12 de dezembro.
O objetivo da campanha é fortalecer a integração entre a cooperativa e a comunidade paragominense. De acordo com a coordenadora do Núcleo de Mulheres, Cirede Carloto, as ações já se tornaram tradição na cooperativa. “Desde a primeira edição, tanto cooperados quanto os colaboradores se sensibilizaram em doar brinquedos. Afinal, o Natal é uma data tão bonita, tão mágica, e é isso que queremos levar para as crianças: sonhos realizados e muito mais carinho, amor e felicidade”.
Para além da simples doação de brinquedos, a campanha, neste ano, quer realizar os sonhos de criança. “Os interessados podem pegar uma estrelinha na nossa ‘árvore dos sonhos’. Em cada uma delas há uma cartinha em que a criança escreve o que mais deseja ganhar: uma boneca preferida, um carrinho de controle remoto e até uma bicicleta”, explica Cirede.
Mulheres
O Núcleo de Mulheres atua há 3 anos com o objetivo de aplicar o 7º princípio do cooperativismo: interesse pela comunidade. Além da campanha de Natal, o Núcleo realiza uma mobilização em prol da Casa de Repouso para idosos para arrecadação de fraldas, materiais de limpeza e outros itens de necessidade básica. Também incluiu no calendário anual, atividades de incentivo e fortalecimento ao cooperativismo, como o Seminário de Cooperativismo, oficina de cooperativismo para o público infantil dentro da programação da Showagro.
“O cooperativismo é isso: é se interessar e se integrar à comunidade, que somos nós mesmos. Fazemos parte desse local e queremos ver as pessoas cada vez melhores e mais felizes”, enfatiza Cirede.
Serviço: A entrega dos brinquedos ocorrerá no dia 12 de dezembro. Mais informações: (91) 3729-1997.

O crescimento do cooperativismo financeiro no Estado e o programa que dispõe crédito especial ?? para pequenos empresários através de parceria da Sicredi Norte com o Sebrae foram destaque na mídia paraense neste final de semana. O projeto de doutorado da professora Rosinele Oliveira busca expandir os mercados da agricultura familiar ?? organizada em cooperativas. O trabalho é desenvolvido entre a Universidade de Alicante (ESP) e Universidade da Amazônia (BRA).
Reciclagem de lixo eletrônico mostra mais uma vez o trabalho das cooperativas paraenses ♻. Matéria do Jornal Liberal 2° edição apresentou um pouco do trabalho da Concaves ?✅. É o cooperativismo alcançado cada vez mais espaço! A última etapa do projeto OCB Itinerante ? em 2019 será em Santarém. Capacitações, levantamento de demandas e visitas técnicas são algumas das atividades que serão promovidas.
#NaMídia #SicrediNorte #Concaves #OCBItinerante #Santarém #Sebrae
Em um evento marcado pela alegria e união, a Unimed Belém realizou o lançamento oficial do Programa de Acreditação, nesta quarta-feira (20) na sede campestre da Assembleia Paraense. O Programa tem por finalidade incentivar a melhoria contínua na qualidade assistencial da saúde suplementar. No total, participaram 595 pessoas, entre cooperados e colaboradores.
O Programa de Acreditação é uma certificação em que a Agência de Saúde Suplementar (ANS) incentiva as operadoras de planos de saúde a implantarem por meio de um novo paradigma a cultura da melhoria contínua em busca do que há de melhor em atendimento e prestação de serviços. Dentro dessa certificação, há níveis de classificação de excelência: bronze, prata e ouro, em que este último representa o grau máximo. Os benefícios são inúmeros, destaque para simplificação e clareza da organização interna, aumento da satisfação e confiança tanto dos clientes quanto dos entes participantes da empresa.
A Acreditação é voluntária. Logo, as operadoras aderem se desejarem. No Brasil, das quase 800 operadoras de plano de saúde, apenas 58 possuem Acreditação. Desse total, 50 são Unimeds. “Estamos prontos para alcançar níveis muito maiores. Temos investido em qualificação e queremos que esse espírito de alegria e união, que é uma das nossas marcas, se configure também em mais essa importante conquista para nós. Acreditamos em cada um que faz parte dessa grande família que é a Unimed Belém”, ratificou o Wilson Niwa, presidente da Unimed Belém.
Estratégico
Para alcançar essa certificação, a cooperativa tem atuado na construção e compartilhamento do Planejamento Estratégico. Durante o evento, Eduardo Neves – assessor do Núcleo de Ações Estratégicas, apresentou de maneira suscinta os aspectos identitários e conceituais do Planejamento. “Nosso objetivo é que as pessoas saibam quem é a Unimed Belém, o que nós queremos e quais os nossos valores, porque precisamos de cada talento aqui envolvido, cada um aqui é uma peça importante nessa grande engrenagem. Todos somos únicos”, afirmou Neves.
Também foi apresentado o passo a passo para o processo de Acreditação. “Estamos unidos em um mesmo objetivo: tornar a Unimed Belém referência nacional. Para isso, é preciso primeiro que acreditemos em nós mesmos, estejamos abertos ao novo e busquemos as mudanças necessárias, que irão resultar em um novo patamar pessoal e profissional para todos”, ressaltou Ana Giovanoni, diretora da Giovanoni Internacional, consultoria de desenvolvimento organizacional e implementação de projetos de Gestão Estratégica e Certificações de Qualidade, com atuação em várias singulares do Sistema Unimed.
“Vá e vença”
Com esse lema do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar do Rio de Janeiro (Bope), o ex-capitão do Bope e palestrante, Rodrigo Pimentel, compartilhou algumas experiências do dia a dia do Batalhão que ilustram os desafios cotidianos de todos os profissionais: os que deram certo, os que serviram de ponte para alcançar um objetivo e os que deram bem errado. “O importante é saber que podemos confiar uns nos outros, o exemplo, a confiança mútua, a obstinação, o entusiasmo e – sobretudo – a paixão pelo desafio e o reconhecimento são os principais combustíveis que nos movem para onde queremos chegar. O sucesso parte principalmente de acreditarmos em nós mesmos, no próprio potencial e nos prepararmos para a missão, com técnica, planejamento e entusiasmo”, elencou Pimentel.
“Estou emocionada com tudo, nunca tinha pensado o quanto essa metodologia alusiva ao ‘Tropa de Elite’ poderia servir tanto para nós. É a nossa vivência no dia a dia mesmo”, contou Ana Glaucia Farias, assistente administrativo da Auditoria.
“Vamos todos caminhar juntos”, enfatizou Lidiane Pereira, auxiliar administrativo 3 também do setor de Auditoria.
Participação
Seguindo a tradição, foi lançado um desafio para os colaboradores: criar uma paródia para a campanha de Acreditação Unimed Belém. Ao todo, 8 equipes participaram e de maneira muito criativa apresentaram vídeos e músicas de grandes sucessos regionais, nacionais e internacionais. Teve carimbó, brega, rock, mas a grande vencedora trouxe uma imbatível paródia com um estilo pop. Os jurados gostaram tanto, foi tão difícil escolher, que o prêmio – um passeio de barco pela orla de Belém, que inicialmente iria somente para a campeã – a equipe 8, do Núcleo de Órteses e Próteses, foi estendida a todas as concorrentes.
“O nível foi tão alto, tão surpreendente, que temos orgulho de estender para todas as participantes. Isso nos motiva a buscar a cada dia o que há de melhor para a nossa cooperativa e, certamente, com a adesão de todos, com todos esses talentos unidos, a Acreditação já tem data e horário para chegar”, finalizou Niwa.
Fonte: Ascom Unimed Belém

O escoamento da produção é um dos principais gargalos para 38% das cooperativas agropecuárias no Pará, de acordo com o Diagnóstico do Cooperativismo 2018. A solução, conforme pesquisa de doutorado desenvolvida pela Universidade de Alicante (ESP) e pela Unama (BR), é produzir alimentos de forma inovadora e promover o desenvolvimento das organizações locais através do diálogo com o poder público. A administradora Rosinele Oliveira é a autora do projeto.
A pesquisa “Capacidades Intra e Interorganizacionais das Organizações Locais para a consecução de Políticas Públicas de Alimentação Escolar” está em processo de execução e analisa dados no Brasil e na Espanha referentes ao ambiente de ação, às redes de tarefa, processo organizacional e recursos humanos.
Segundo a pesquisadora, a agricultura familiar se configura no Brasil de forma dependente de políticas públicas e os produtores rurais se organizam em cooperativas na maioria das vezes para atender o Estado. “Apesar da luta pela conquista de direitos ao segmento da agricultura familiar, o meio rural brasileiro vive um momento de crise. O cenário é desafiador e, nessa perspectiva, é indispensável um diálogo mais estreito entre a agricultura familiar - por meio de suas entidades representativas - e a sociedade urbana e consumidores”, explica.
Já na Espanha, as cooperativas possuem uma certa independência de políticas públicas. Participam, mas é apenas uma das vias de escoamento da produção. “Se a agricultura familiar local souber mostrar para os consumidores o potencial que tem em termos de promoção de uma alimentação saudável – embora o cenário não seja positivo, fruto de mudanças econômicas e políticas, será possível construir alianças para além do Estado e gerar mais possibilidades de reprodução social e fortalecimento”.
As diferenças encontradas pela pesquisadora entre os processos no Brasil e na Espanha apontam que a agricultura familiar pode ganhar impulso no país seguindo o caminho europeu. O programa da Política Agrária Comum da União Europeia (PAC) estimula uma alimentação saudável desde a infância, os agricultores se organizam em cooperativas e a renda é proporcional às suas entregas, considerando quantidade e qualidade dos produtos.
No Pará
O movimento cooperativista no Estado é relativamente recente. Apesar de a primeira cooperativa ter completado 90 anos de atuação, o segmento tem passado por reformulações e investimentos nos últimos 10 anos e se mostra cada vez mais viável, tanto em âmbito social, quanto no econômico. Dados do Diagnóstico do Cooperativismo, publicado pelo Sistema OCB/PA, apontam um crescimento de mais de 40% do número de pessoas a se unirem em cooperativas, sendo o agropecuário o 2º maior em número de cooperativas, com 62 empreendimentos.
“Ficamos muito felizes em ver o interesse de pesquisadores, como Rosinele Oliveira, que ao produzirem conhecimento, nos ajudam a fortalecer, valorizar e incentivar tanto o cooperativismo quanto a produção de conhecimento acerca do nosso segmento. Isso é muito importante para um desenvolvimento sólido, viável e sustentável em todos os aspectos”, ratifica Júnior Serra, superintendente do Sistema OCB/PA.
Texto: Jonathan Coimbra

Com conceitos inovadores de bem-estar, tecnologia e relacionamento, a cooperativa de crédito Sicredi Norte, antiga Sicredi Belém, inaugurou uma nova agência na capital. Os associados são recebidos com um delicioso café ao som de música clássica ao vivo, tocada em piano de calda. O ponto de atendimento está localizado na Av. Generalíssimo Deodoro, esquina com João Balbi.
A inauguração ocorreu na última semana, dia 11, em evento que reuniu convidados de várias singulares de âmbito nacional do Sicredi, Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB-Pará), Banco Central do Brasil, Sebrae/PA, entre outras autoridades.
Durante a solenidade de inauguração, o presidente da Sicredi Norte, Carlos Amorim, destacou a importância da inauguração da nova agência para o Sistema. “A nossa Sicredi, há 27 anos está colaborando para o desenvolvimento do Pará. Estamos entregando esta e daqui para o início do ano entregaremos outra agência, em Castanhal, que está em obras. Já temos pedido na Central para instalar uma agência em Macapá (AP) e para nós não há limites. É uma conquista atrás da outra, envolvendo cada vez mais pessoas”, disse.
A cooperativa de crédito foi criada em 06 de junho de 1992, em meio a um contexto político e econômico difícil para o país, que atravessava inflação galopante e juros astronômicos. Através da iniciativa de 57 médicos, liderados por Antônio Ferreira Pinho Neto, nasceu a Unicred Belém: a sétima cooperativa Unicred no Brasil e a primeira no Norte e Nordeste.

Durante os anos 1990 e 2000, a cooperativa se profissionalizou e obteve grande crescimento, conquistando em 2011 a inauguração de sua sede própria, localizada na Tv. Humaitá, 1001, no bairro da Pedreira em Belém. Em 2016, em comum acordo com as suas cooperativas irmãs e a Central Norte e Nordeste, deixou de ser Unicred e aderiu ao Sistema Sicredi, passando a ser denominada Sicredi Belém, na certeza de contribuir com toda a sua história e experiência para o engrandecimento do sistema Sicredi.
Atualmente, a cooperativa conta com mais de R$ 220 milhões em número de ativos, R$ 146 milhões em deposito à vista e à prazo, R$ 113 milhões em volume de operação de crédito, R$ 35 milhões de patrimônio líquido, R$ 21 milhões de capital social e mais de R$ 10milhões em resultado financeiro previsto até o final de 2019. O número de associados ultrapassa 3.300. Com a nova agência, a cooperativa já possui 3 pontos de atendimento em Belém: Generalíssimo, Humaitá e no Shopping Metrópole.
O patrimônio de referência da cooperativa obteve um crescimento de 47,64% em comparação à 2014, com um total de R$ 36 milhões. Durante estes 5 anos, o capital social teve alto de 26,2%, assim como as operações de crédito em 97,21%, depósitos totais à vista e a prazo em 167,68% e 121,23% em ativos totais. Com a abertura para livre admissão, o número de associados também dobrou.
Em 2020, a área de atuação da cooperativa se ampliará para municípios do nordeste paraense localizados fora da Região Metropolitana de Belém. A próxima agência a ser inaugurada será na cidade de Castanhal, com previsão para fevereiro de 2020.
“As cooperativas de crédito estão em um ritmo incrível de expansão no Pará, com mais de 50 mil associados. Para dar sustentabilidade aos seus negócios, estamos investindo em qualificação. Além do Mestrado Profissional, que conta com representantes do ramo, também já promovemos três MBAs, programa de formação para líderes do ramo crédito (FORMACRED) e cursos pontuais conforme a necessidade de cada singular”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.


A “Pérola do Tapajós” é a última parada do Projeto OCB/PA Itinerante em 2019. De 09 a 13 de dezembro, a equipe técnica da entidade estará no município fazendo o atendimento de rotina, levantamento das demandas e promovendo um cronograma de cursos para a região. A abertura oficial ocorre no auditório da Sicredi Grandes Rios e as capacitações e atendimentos serão na CoopSóstenes (Colégio Batista). Participe!
O projeto fomenta o desenvolvimento do cooperativismo nas regiões mais afastadas da capital. Serão disponibilizados todos os serviços do Sistema OCB/PA relacionados às áreas de monitoramento, formação profissional e promoção social. O objetivo é ampliar o acompanhamento presencial do Sistema no interior, atuando na estruturação e orientação acerca dos registros dos atos, elaboração de viabilidade econômica, relação com o poder público, registro na OCB/PA e cursos de capacitação sobre cooperativismo.
“Concluiremos as agendas da OCB/PA Itinerante neste ano em Santarém, onde há uma presença expressiva do cooperativismo. Considerando apenas as registradas no Sistema OCB/PA, são mais de 20 cooperativas dos ramos agropecuário, saúde, educação, transporte, produção, turismo e lazer”, explicou o coordenador do projeto, Diego Andrade.
A abertura oficial ocorre na segunda (09) a partir das 19h, no auditório da Sicredi Grandes Rios. Será feita a apresentação do Diagnóstico das cooperativas na Região Oeste do Pará e o Lançamento Oficial da 2ª Feira de Negócios do Cooperativismo (FENCOOP).
De terça (10) a sexta (13), de 08h às 12h, serão feitas visitas técnicas a cooperativas registradas e não registradas no Sistema OCB/PA para levantamento de demandas, assim como a grupos interessados em constituir cooperativas.
Pela tarde, o atendimentos às cooperativas continuará de14h às 17h na Coopsóstenes (Colégio Batista). De 18h às 22h, também no Colégio, haverá um ciclo de capacitações em cooperativismo com os cursos: Módulo Doutrinário sobre Cooperativismo (terça e quarta-feira), Processos Assembleares de Cooperativas (quinta-feira) e Contabilidade para Cooperativas (sexta-feira, de 13h às 17h).
“O município foi escolhido porque é um polo econômico do nosso Estado e que precisa amadurecer o cooperativismo ainda mais. Acreditamos que é uma excelente oportunidade para alavancarmos as cooperativas por meio do portfólio de soluções em desenvolvimento humano que oferecemos, abrangendo a formação profissional, monitoramento e promoção social”, reiterou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
As vagas para participação nos cursos são limitadas. Para se inscrever, os interessados devem enviar seus dados para o e-mail:
Serviço: Abertura: Sicredi Grandes Rios MT/PA (Av. São Sebastião, 2632). Cursos e atendimentos: CoopSóstenes (Av. Mendonça Furtado, 1779). Mais informações: 99360-4665


Em 1995, quando as operações foram iniciadas com capital de R$770, os 55 sócios fundadores não imaginavam a expressividade que a SICOOB Coimppa alcançaria. Desejavam apenas uma alternativa para as exorbitantes taxas praticadas pelos bancos, que variavam entre 11% e 15%. Hoje, a cooperativa comemora seus 25 anos com ativos de R$ 89,5 milhões e taxas de juros que variam entre 1,15% e 1,45% para o consignado.
Na década de 90, o país passava por crise inflacionária pesada, números altos de desemprego. A essência do cooperativismo foi apresentada na época pelo então presidente da Central Sicoob Amazônia, Valdeci Palhares, que conseguiu mobilizar pessoas do Ministério Público, entre elas, o Dr. José Melo da Rocha. A Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Integrantes do Ministério Público e do Poder Judiciário do Estado do Pará (SICOOB Coimppa) foi fundada em 1994.
A atuação era segmentada aos membros do Ministério Público do Estado. Dois anos depois, desembargadores, juízes e servidores do Tribunal de Justiça do Pará também puderam participar da cooperativa. Com 22 anos de atuação, em 2016, a singular contava com 1.700 sócios. A abertura para livre admissão ocorreu em 2017 com a alteração estatutária. Foi então que a COIMPPA teve crescimento de 52%, chegando a 2.678 associados.
Em números atualizados, a COIMPPA possui R$ 57,7 milhões em patrimônio líquido, R$ 49,1 milhões em capital social, volume de depósito a prazo de R$ 18,4 milhões, depósito à vista de R$ 8,3 milhões, operações de crédito no total de R$ 62,7 milhões e o resultado financeiro de R$ 4,1 milhões até outubro de 2019, com perspectiva de chegar a R$ 5 milhões até o final do exercício. Conta com 27 colaboradores e duas agências, uma em Belém e outra no distrito de Icoaraci. Dentro do planejamento estratégico da cooperativa, há autorização para atuar em todo o Estado como livre admissão e, segmentada, no Amapá e Ceará.
Um dos grandes diferenciais da cooperativa são as taxas de juros. Operando em até 120 meses, possui taxas que variam de 1,15% a 1,45% para o crédito consignado. A diretoria executiva está elaborando estudo sobre projeto de redução de taxas que está em andamento e será levado para o Conselho de Administração.
“O mercado está instável pela baixa da SELIC, sem definição exata de como ficará em termos de definição da taxa percentual. No entanto, já estamos nos adiantando para proporcionar condições ainda melhores de acesso a crédito para os nossos associados, que são a razão de existir da COIMPPA. Priorizamos, acima de tudo, o atendimento e a satisfação”, explicou o presidente da diretoria executiva, Antônio Rocha.
São oferecidos todos os serviços financeiros, tais como diversas linhas de crédito, cheque especial, cartão de crédito, financiamento para carro zero ou usado, blindagem de veículos, adiantamento de décimo terceiro e imposto de renda, seguro de vida, consórcio de imóveis e móveis, previdência privada e caderneta de poupança.
COMEMORAÇÃO
A Sicoob Coimppa comemorou seus 25 anos em uma grande festa no Hangar, ocorrida no dia 14 novembro, em Belém. O evento reuniu vários convidados entre diretores, presidentes e cooperados. Na ocasião foram sorteados 25 prêmios, entre eles um carro zero quilômetro. O grande sortudo foi o colaborador Luís Sérgio Paixão de Oliveira. Entre os diversos homenageados da noite estava o Doutor José Melo da Rocha, fundador da cooperativa.
“Nossa meta é buscar perenizar a cooperativa e o desenvolvimento sustentável, tendo sempre como foco o sócio. Os donos do negócio são os cooperados. Queremos prospectar novos clientes e ampliar o número de agências, sempre com o compromisso de fazer nosso trabalho com seriedade, responsabilidade e governança”, reiterou o presidente do Conselheiro de Administração (CONSAD), Judas Tadeu.

A participação da turma de Mestrado em Desenvolvimento Rural e Gestão de Empreendimentos Agroalimentares no Curso Internacional de Cooperativismo, que ocorreu na Universidade de Alicante entre os dias 4 e 6 de novembro, foi destaque no Diário do Pará deste domingo (17). A ação fortaleceu a parceria do Pará com a universidade espanhola referência em cooperativismo! ????
O programa Somos Líderes visa formar novas lideranças capazes de desenvolver o sistema cooperativista com uma visão prática da realidade. Sucesso ao representante da região norte, Antônio Victor, cooperado da Sicredi Belém! ??
#OCBPaNaMídia #DiáriodoPará

Uma organização social que, na Espanha, representa 10% do PIB e congrega 3 milhões de pessoas tem muito a ensinar. A consolidação da parceria com a Universidade representa o repasse de tecnologias e conhecimento do cooperativismo espanhol às cooperativas paraenses, que foram representadas no Curso Internacional pela turma do Mestrado do IFPA e SESCOOP/PA.
De acordo com dados da OCB, o modelo de negócio cooperativista já rende mais de 280 milhões de empregos no mundo. No Brasil, o empreendimento focado na partilha de decisões e resultados alcança 14,6 milhões de pessoas. Essa expansão foi discutida no 14º Curso Internacional de Cooperativismo, que ocorreu na Universidade de Alicante durante a última semana.
Com o tema “Cooperativismo, desenvolvimento rural e meio ambiente”, o evento reuniu cerca de 100 acadêmicos e representantes do cooperativismo do Brasil, França, Equador, Portugal e Espanha para compartilhar as práticas cooperativistas em cada localidade. A turma de Mestrado Profissional em Desenvolvimento Rural e Gestão de Empreendimentos Agroalimentares do IFPA Castanhal participou das discussões. Entre as pesquisas apresentadas, debateu-se o panorama do cooperativismo na Amazônia, gestão, planejamento, mercado institucional e monitoramento das singulares paraenses.
“Foi uma satisfação enorme receber a delegação brasileira, em especial os alunos que representam as cooperativas paraenses e o Sistema OCB/PA. O cooperativismo no Norte avança continuamente e alguns dos responsáveis por isso estiveram conosco. Parabenizo toda a equipe, formada por profissionais de altíssimo nível”, afirmou Daniel Gomez Lopez, professor doutor da Universidade de Alicante.
A turma participou ainda de visitas técnicas a cooperativas já consolidadas na Espanha. A 462 km de Valência, província onde é sediada a Universidade de Alicante, o município de Marinaleda tem uma tradição no cooperativismo, principalmente através da Humar. A cooperativa agrícola tem um forte cunho social, atuando no processo de geração de emprego e renda.
“O nosso objetivo foi compartilhar as boas experiências acumuladas no cooperativismo paraense, entender o funcionamento do cooperativismo na Espanha, a estrutura organizacional das cooperativas e identificar o que pode ser replicado no Brasil, guardadas as devidas particularidades”, enfatiza Fabiano Andrade, aluno da turma de mestrado.
A realização é uma parceria do Sistema OCB/PA, IFPA Castanhal, Universidade Estadual de Maringá (UEM), Universidad de Alicante (UA), Instituto Universitário de Estudos Sociais da América Latina da UA, Grupo de Investigações Desenvolvimento Rural e Empreendimentos Solidários na União Européia e América-Latina (Coodresuel), Universidade de Le Mans (França), Universidade Central e UTE, ambas do Equador. Colaborou ainda a Sociedade Cooperativa Corazón Verde (Espanha), Federação Valenciana de Empresas Cooperativas de Trabalho (Fevecta) e Integrada Cooperativa Agroindustrial (PR).
ALICANTE
A Universidade de Alicante, é uma instituição plural e acolhedora, com um dos melhores campi universitários do país. Possui cursos em todas as áreas do conhecimento, organizando-se em seis faculdades e uma Escola Superior Politécnica. A comunidade universitária consiste em cerca de 3.800 professores e pessoal administrativo. São mais de 32 mil alunos, sendo 2 mil estudantes estrangeiros.
“Alicante foi um dos grandes acertos do Sistema OCB/PA no que tange a parceiros efetivamente estratégicos. Ao longo de oito anos, os laços tem se estreitado, gerando benefícios expressos no desenvolvimento das cooperativas paraenses. A evolução do segmento no Pará durante esse período é nítida, grande parte pelo apoio oferecido na qualificação dos nossos gestores. Agradecemos à Universidade, em especial ao professor Daniel, na certeza de que essa parceria se consolide cada vez mais”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Texto: Fernando Assunção

As cooperativas buscam o aprimoramento produtivo através da organização contábil e financeira. São as primeiras a receber o Incubcoop, ferramenta do Sistema OCB/PA que auxilia na gestão contábil das singulares.
A Cooperativa de Produção dos Agricultores Familiares do Município de São Miguel do Guamá (Coopasmig) possui 98 associados e trabalha com derivados de mandioca, castanha e artesanatos. As maiores dificuldades da cooperativa estão na área de organização de pessoal para otimizar a produção. A Coopasmig espera também auxílio na selagem dos produtos.
“Uma das maiores demandas que temos hoje é a regularização da produção. Isso é um entrave para o acesso a novos mercados. Esperamos a partir da incubadora avançar nesse sentido. A organização interna é um outro ponto importante que estamos trabalhando”, enfatiza Maria Silva, presidente da Coopasmig.
Hortifrútis em geral, farinhas de mandioca e tapioca são alguns dos produtos da Cooperativa Agrícola, Pecuária e Extrativa do Município de Irituia (Coapemi). A singular está confiante na proposta da Incubcoop e acredita que o programa vai ser um meio para o fortalecimento da cooperativa e fidelização dos cooperados.
“A Incubcoop é uma iniciativa que está nos enchendo de esperança. Já viemos há algum tempo com dificuldades nessa área contábil e a incubadora vai avançar nos termos da questão fiscal da cooperativa. Avançando nessa questão, avançamos também na prestação de contas, e através da prestação de contas a gente fideliza o cooperado, porque é aí que ele vê onde o trabalho dele está sendo aplicado”, afirma Zezinho Gonzaga, presidente da Coapemi.
O foco são cooperativas em constituição ou com baixo rendimento financeiro. O espaço de atendimento é na própria sede do Sistema OCB/PA.
Para a realização do projeto, foi feito acordo de cooperação técnica com a Universidade Federal do Pará (UFPA), que cederá bolsas para a atuação de estagiários. Os universitários estão trabalhando em conjunto com a equipe técnica do Sistema OCB/PA e com profissionais voluntários da área de contabilidade.
“A partir do levantamento feito através do Diagnóstico e dos indicadores apontados pelos nossos programas de monitoramento, identificamos a necessidade de implementar ações mais efetivas de auxílio na organização social. Nosso objetivo é auxiliar as cooperativas que estão em dificuldade financeira e de sobrevivência. São cooperativas constituídas há um bom tempo e que não conseguem ter assessoria devido à precariedade financeira”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Para participar, a singular deve estar registrada e regularizada na OCB/PA. Também deve receber a aplicação das ferramentas de monitoramento do SESCOOP/PA, como o Programa de Acompanhamento da Governança Cooperativa (PAGC). Gera-se uma avaliação de desempenho do negócio, identificando as demandas de melhoria necessárias que serão trabalhadas pelo Incubcoop.
Texto: Fernando Assunção

Belém, Marabá, Santarém, Itaituba e Vigia são alguns do municípios paraenses que recebem ações do Sistema OCB/PA durante esta semana ?✍ Na agenda, estão previstos cursos de capacitação profissional, aplicação de programas de monitoramento e ações de fomento para abertura de mercado ✅
Fique ligado na programação do seu município!
#AgendaSemanal #SomosCoop

A energia solar como alternativa para a redução da conta de energia elétrica foi tema de entrevista no telejornal matutino Bom Dia, Pará deste dia 11. "A economia pode chegar em até 80%", afirmou Raphael Vale, presidente da Cooperativa Brasileira de Energia Renovável, sediada em Parauapebas. Na ocasião, Raphael comentou que a proposta da Aneel de taxação de energia solar pode inviabilizar o investimento no setor.
A produção da revista científica do cooperativismo via parceria entre a Ufra e o Sistema OCB/PA e a participação da turma de Mestrado em Desenvolvimento Rural e Gestão de Empreendimentos Agroalimentares em curso internacional de cooperativismo realizado na Espanha também foram destaque na mídia paraense. O projeto Incubcoop visa auxiliar cooperativas em constituição ou que estão em dificuldades de se desenvolver na parte contábil. ✅✅
Confira entrevista completa do presidente da Coober, Raphael Vale, no Bom dia, Pará: https://bit.ly/2X5LYQp
#BomDiaPará #TVLiberal #JornalDiáriodoPará #JornalLiberal #EnergiaSolar

O AceleraCoop, programa nacional desenvolvido com base no GESCOOP do Sistema OCB/PA, auxilia no desenvolvimento organizacional e humano das cooperativas. Na última semana, a COOPER (Parauapebas), COOPATRANS (Medicilância) e CCAMPO (Santarém) receberam a aplicação da ferramenta, que está em fase piloto.
O programa estabelece um Plano de Ação Estratégico que analisa elementos como: Negócio da Cooperativa; Ambiente externo, considerando fatores políticos, econômicos, sociais e tecnológico. É voltado para as cooperativas do ramo agropecuário com faturamento de até R$ 100 milhões ao ano e que estejam devidamente regularizadas junto à OCB.
Em Parauapebas, os técnicos da OCB Nacional e do Sistema OCB/PA conheceram toda a cadeia produtiva da Cooperativa dos Produtores Rurais da Região do Carajás (Cooper). Criada em 1997, a Cooper reúne cerca de 129 cooperados e utiliza a produção de hortifrúti de mais de 300 pequenos produtores rurais dos municípios de Parauapebas, Curionópolis, Canaã dos Carajás, Xinguara e Marabá.
A singular beneficia os produtos em grande escala na produção de polpas de frutas: abacaxi, acerola, cupuaçu entre outras culturas. Além disso, a cooperativa está concluindo a instalação de uma mini-usina de energia fotovoltaica, enfatizando suas práticas sustentáveis, com energia limpa e renovável.
“A Cooper atende bem o perfil exigido pelo AceleraCoop. É uma cooperativa com anos de contribuição para o ramo agropecuário e para a agricultura familiar, além de ter um número bom de associados. Nosso objetivo é trabalhar a qualidade de vida desses colaboradores”, explica Edilson Oliveira, analista de desenvolvimento de cooperativas do Sistema OCB/PA.
Já em Altamira, a Cooperativa Agroindustrial da Transamazônica (Coopatrans) foi a atendida. Na ocasião, Heliane Cápua, representante da OCB Nacional e Silvio Giusti, da DGRV, puderam entender um pouco mais da gestão da cooperativa, da produtividade e comercialização dos produtos da marca Cacauway por meio das lojas e pontos de vendas.
Em Santarém, a Cooperativa Agrícola Mista de Produtores do Oeste do Pará (CCAMPO) também aderiu ao programa. Os cooperados produzem diversos tipos de frutos que são verticalizados e comercializados no mercado regional, especialmente na merenda escolar.
As cooperativas aderiram ao termo de adesão do programa que iniciará as atividades em fevereiro de 2020. O AceleraCoop terá duração de dois anos e as próximas etapas serão aplicadas na primeira e segunda quinzena do próximo ano. Edilson explica que a principal função no programa é atuar na evolução pessoal dos cooperados, que são o motor do cooperativismo.
“A sustentação do sistema cooperativista e sua expansão está atrelada ao desenvolvimento dos cooperados e demais colaboradores. Ou seja, o cooperativismo promove a educação, a formação e a informação como métodos basilares de desenvolvimento do modelo. Esse é o desafio assumido pelo AceleraCoop.”, finaliza.
Texto: Fernando Assunção