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A “cidade da pepita” é a primeira parada do projeto OCB/PA Itinerante em 2020. De 10 a 13 de fevereiro, a equipe técnica da entidade levará todos os serviços da Casa do Cooperativismo, de Belém ao município. Uma das programações é o Seminário do Ramo Mineral, que reunirá as cooperativas do segmento na região. A abertura oficial ocorre no auditório da Semed e as capacitações e atendimentos serão na Cooperativa Buburé. Participe!
Pelo segundo ano consecutivo, o Sistema OCB/PA realiza o Projeto “OCB/PA Itinerante”, que leva todos os serviços da entidade para regiões mais afastadas da capital. Nesta nova etapa, Itaituba será a primeira de 2020 a receber a programação especial dedicada à disseminação e incentivo ao cooperativismo. Aproximadamente, há 25 mil cooperados na região dispostos em 44 cooperativas, nos segmentos: agropecuário, produção de bens e serviços, transporte e crédito.
Atendimento de rotina, levantamento de demandas, cursos, capacitações e visitas técnicas são algumas das atividades previstas durante a semana. Será feita a estruturação e orientação de registros dos atos, elaboração de viabilidade econômica, assessoria técnica, jurídica, contábil, relação com o poder público, registro na OCB/PA e capacitações relacionadas ao cooperativismo.
Em 2019, quatro municípios receberam a OCB/PA Itinerante: Parauapebas, Altamira, Tucuruí e Santarém. Em média, foram beneficiadas cerca de 800 pessoas por município. Para 2020, o cronograma ainda está em fase de conclusão, mas já estão confirmados Paragominas, Marabá e Redenção.
“Para nós o Projeto OCB/PA Itinerante é um sonho antigo que virou realidade, porque as cooperativas estão localizadas em todos os cantos de nosso Estado. Então, no momento em que levamos a Casa do Cooperativismo para um município desses, proporcionamos a oportunidade de os cooperados estarem mais próximos, assim como ampliamos o reconhecimento da comunidade sobre o que é o cooperativismo, como abrir, como gerir o negócio cooperativista de fato, com orientações jurídicas e técnicas”, explica Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA.
Com mais de 30 anos de atuação, a Buburé é um típico exemplo da cadeia econômica de Itaituba. No início, surgiu para atender o calor da mineração de ouro no local. Tivera altos e baixos e hoje conta com 70 cooperados e 72 veículos. “Ter esse evento aqui em Itaituba vai motivar muitas cooperativas. Hoje, nós recebemos muitas pessoas que procuram saber como conseguimos consolidar a cooperativa e esclarecemos que estamos de mãos dadas com o Sistema OCB/PA. É a entidade que dinamiza o cooperativismo, ajuda as cooperativas no sentido da direção e da capacitação. As pessoas precisam saber e ver, na prática, que o cooperativismo é a saída, a alternativa para superar as dificuldades”, afirma Juvenal da Silva, presidente da Buburé.
As vagas para participação nos cursos são limitadas. Para se inscrever, os interessados devem enviar seus dados para o e-mail:
Texto: Ísis Margalho e Fernando Assunção

Durante o lançamento da 5ª Show Agro COOPERNORTE, a Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) e o SESCOOP/PA anunciaram o lançamento de um MBA em Gestão de Cooperativas no campus da universidade em Paragominas. A formação será voltada para líderes, cooperados e colaboradores vinculados às cooperativas. O objetivo é fortalecer a profissionalização do município.
O edital do MBA será publicado no segundo semestre de 2020, após assinatura de convênio de cooperação técnica específico para o MBA entre as instituições. O curso terá duração de 24 meses com carga horária de 360h e expectativa inicial de 50 vagas. O projeto pedagógico está em planejamento para definição do conteúdo programático.
“Em representação do Reitor Marcel Botelho no conquetel de lançamento da 5° Show Agro conseguimos mais um avanço para a Ufra e para o Campus de Paragominas, seremos proponentes de um MBA em Cooperativismo o que auxiliará substancialmente o agronegócio paraense, contribuindo para o manejo sustentável do meio ambiente. Configuramos assim mais um sonho da Ufra, do município de Paragominas e das Cooperativismo Paraense”, afirmou o Pró-reitor Adjunto de extensão da Ufra, Jonas Castro.
A iniciativa foi desdobramento de Acordo de Cooperação Técnica entre as instituições, assinado em 2018. O planejamento estratégico da parceria foi construído com base em etapas que fecham um ciclo virtuoso com o objetivo de atender diretamente as necessidades das cooperativas.
“A UFRA Campus Paragominas dá mais um passo importante na formação de profissionais com qualidade. O MBA em cooperativismo vai transformar sociedades cooperativas, tornando-as ainda mais promissoras e competitivas, no objetivo de contribuir para o desenvolvimento verticalizado do Agronegócio Paraense”, afirmou o diretor do campus da UFRA em Paragominas, Cesar Tenório.
De acordo com o Diagnóstico do Cooperativismo Paraense 2018, Paragominas possui cinco cooperativas registradas no Sistema OCB/PA e alto potencial no ramo agropecuário. A COOPERNORTE, por exemplo, é a maior cooperativa de grãos do Estado. Em apenas 8 anos, alcançou cerca de 300 milhões em faturamento, gerando renda e emprego para as famílias paragominenses.
“A região está se preparando para atingir um patamar ainda maior no sentido da verticalização produtiva e agregação de valor. Temos certeza que esse processo deve ser acompanhado de iniciativas de qualificação profissional, como o MBA, e, por isso, agradecemos o apoio da UFRA em mais um projeto inovador para o Estado”, enfatizou o presidente do Sistema OCB;PA, Ernandes Raiol.

Durante as comemorações de 55 anos de Paragominas, a Cooperativa Agroindustrial de Paragominas (COOPERNORTE) fez o lançamento oficial da 5ª edição da Show Agro. Com o tema "Agronegócio 4.0 - Pensar Global, Agir Local!", a feira ocorrerá de 03 a 06 de junho com uma vasta e diferenciada programação.
O coquetel de lançamento ocorreu na sede administrativa da Coopernorte, com a participação do Prefeito Municipal, Paulo Tocantins, o Secretário de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (SEDAP), Hugo Suenaga, o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol e o Deputado Federal, Hélio Leite.
Em apenas quatro edições, a Show Agro COOPERNORTE se firmou no calendário de Paragominas como um dos principais eventos do agronegócio. De 2018 para 2019, o número de expositores cresceu 30%. Foram 95 expositores, alcançando em 4 dias de evento mais de 12.500 visitantes e uma receita de R$ 250 milhões de reais em negócios.
“Neste ano, a Feira ocorrerá depois da colheita e a expectativa é aumentar a participação, tanto de cooperados quanto de visitantes. Traremos diversas novidades tecnológicas para a Feira, como utilização de drone para mapeamento, plantio e pulverização. Queremos compartilhar conhecimento técnico e criar novas oportunidades de negócio”, reiterou o presidente da COOPERNORTE, Bazílio Carloto.

A COOPERNORTE é a maior cooperativa de grãos do Estado. Em apenas 8 anos, alcançou cerca de 300 milhões em faturamento, gerando renda e emprego para as famílias paragominenses.
No cenário de desindustrialização que o Brasil sofreu nos últimos anos, decorrente da crise da dívida externa, desorganização fiscal e recessão da economia, a COOPERNORTE é uma importante alternativa para o Estado. A perspectiva é que a cooperativa amplie suas operações, agregando valor ao agronegócio.
“O Sistema OCB/PA se disponibiliza a auxiliar a cooperativa no que for necessário, especialmente na formação profissional dos cooperados e colaboradores, assim como na articulação política para a captação de incentivos fiscais que fomentem a verticalização produtiva”, reiterou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
A tendência de empreendimentos coletivos tem ampliado o interesse do ambiente acadêmico pelas cooperativas. Para dar maior visibilidade ao segmento e incentivar a pesquisa, o Sistema OCB/PA promoverá o 1º Encontro Paraense de Pesquisadores do Cooperativismo (EPPC), que ocorrerá no dia 2 de abril durante a programação da 2ª FENCOOP.
O evento terá a participação de estudantes e docentes das instituições de ensino parceiras, apresentando resultados de pesquisas realizadas na área do cooperativismo. É uma oportunidade única de reunir a comunidade acadêmica para refletir conjuntamente sobre o contexto científico e social das cooperativas no Estado.
Participam como correalizadoras a UFRA, o IFPA Castanhal, a UFPA, a UNAMA e a Universidade de Alicante (Espanha). Na abertura do Encontro, as instituições de ensino irão compor mesa redonda em que apresentarão o panorama da produção científica sobre cooperativismo em cada universidade e a parceria com o Sistema OCB/PA para fomento de pesquisas científicas.
“O EPPC é um marco para a história do cooperativismo no Pará. Estamos fomentando cada vez mais a inclusão do segmento dentro da academia e os resultados já estão sendo colhidos. Acredito que serão momentos valiosos em termos de conhecimento e desenvolvimento institucional”, reiterou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Na ocasião, serão apresentados projetos acadêmicos já publicados ou em fase de execução sobre o tema. Um deles é o “Cooperativismo e Alimentação Escolar como Eixos Convergentes de Políticas Públicas no Brasil e na Espanha”. A autoria é de Rosinele Oliveira, que desenvolveu o projeto em Doutorado na modalidade sanduíche entre a UNAMA e a Universidade de Alicante.
A análise leva em conta dados do Brasil e da Espanha sobre escoamento de produção, mercado para cooperativas da agricultura familiar e relação com o poder público. A pesquisadora destaca a importância do EPPC para dar visibilidade a trabalhos como esse que visam, a partir da análise científica, contribuir com soluções práticas para problemas das cooperativas.
No espaço do EPPC, cerca de 60 trabalhos serão expostos em forma de banner. Os três melhores serão premiados e publicados em forma de anais. O edital para inscrição ainda será divulgado.
“O Diagnóstico do Cooperativismo elencou as dificuldades do segmento e a academia vem para atenuar esses problemas. Toda pesquisa precisa de uma aplicabilidade. Com esse Encontro, iremos apresentar para a sociedade o valor da produção científica que as universidades estão realizando em parceria com as cooperativas”, afirmou a coordenadora do 1º EPPC e técnica do Sistema OCB/PA, Melize Borges.
Uma das instituições correalizadoras é a UFRA. Na abertura da 2ª FENCOOP, a Universidade fará o lançamento de programa único e inédito no país de apoio à agricultura familiar com bolsas de extensão. Serão 25 bolsas por meio de edital para apoiar os trabalhos e as pesquisas a serem realizadas nas cooperativas, atendendo às demandas do ramo agropecuário.
“Será uma possibilidade dos estudantes estarem em contato com os professores e pesquisadores que mais atuam nessa área. A intenção é proporcionar um intercâmbio dinâmico entre universidades, pesquisadores e comunidade, de modo que consigamos ampliar a efetividade das pesquisas voltadas às demandas reais e urgentes das cooperativas”, explicou o Pró-reitor de Pesquisa e Extensão da UFRA, Jonas Castro.
A Universidade de Alicante, sediada na Espanha, também é uma das correalizadoras. Possui cursos em todas as áreas do conhecimento, organizando-se em seis faculdades e uma Escola Superior Politécnica. A comunidade universitária consiste em cerca de 3.800 professores e pessoal administrativo. São mais de 32 mil alunos, sendo 2 mil estudantes estrangeiros.
“Desde 2011, quando assinamos o termo de cooperação técnica, realizamos diversas ações em conjunto com as cooperativas paraenses, como o Seminário Internacional do Cooperativismo agropecuário, intercâmbios à Europa e, principalmente, a articulação para o Mestrado Profissional em parceria com IFPA Castanhal. O EPPC será mais um momento histórico desta parceria, do qual temos orgulho em participar”, afirmou Daniel Gomez Lopez, professor doutor da Universidade de Alicante.
Texto: Fernando Assunção e Wesley Santos
Os avanços e a organização do ramo agro possibilitaram uma grande abertura de mercado, mas a viabilidade econômica dos negócios depende de organizar e gerir a produção. Com o objetivo de consolidar esse crescimento, durante a 2ª Fencoop, o Sistema OCB/PA irá realizar mais uma edição do Seminário Internacional do Cooperativismo Agropecuário Paraense. “Produzir para desenvolver” é o tema desta edição.
O evento ocorrerá nos dias 3 e 4 de abril. A iniciativa é do Sistema OCB/PA e conta com a parceria estratégica da Universidade de Alicante (Espanha), UFRA, IFPA Castanhal e Governo do Estado. A OCB já iniciou o contato com as cooperativas do segmento, que devem enviar as fichas de cadastro preenchidas até o dia 31 de janeiro para o e-mail
O eixo do seminário será o planejamento e a gestão da produção das cooperativas agropecuárias para atender ao mercado, tendo em vista os custos e a sazonalidade dos produtos de acordo as demandas. Na ocasião, será apresentada uma nova ferramenta do Sistema OCB/PA para tratar justamente da gestão: o ProduCoop.
“A ideia é, durante as discussões no seminário, identificar quais são os principais gargalos das cooperativas quando o assunto é gestão e planejamento. Isso é o que norteará a atuação do ProduCoop, mais uma ferramenta do Sistema OCB/PA para auxiliar no desenvolvimento dos empreendimentos cooperativistas do ramo agropecuário. Durante o seminário iremos fazer o pré-lançamento do programa”, afirma Deivison Pinheiro, engenheiro agrônomo e Analista de Desenvolvimento do Sistema OCB/PA.
Diagnóstico
Desde o lançamento da primeira edição do Diagnóstico do Cooperativismo Paraense (Diagcoop), percebeu-se a necessidade de investir de maneira mais técnica nas cooperativas do Ramo Agro.
A partir daí, por meio do Programa de Aprimoramento da Gestão Cooperativista (Gescoop), o Sistema OCB/PA desenvolveu um plano de ação para capacitar e orientar as cooperativas a desenvolverem a gestão, o negócio e a comercialização dos produtos, incluindo adequações aos requisitos exigidos pelos mercados institucionais, a exemplo das Forças Armadas.
Outra ação estratégica foi a produção do documento “Qualificação de Demandas Cooperativistas para Emendas Parlamentares”, que contém dados sobre as principais necessidades do ramo agro em relação à infraestrutura. O Sistema passou a apresenta-lo a deputados estaduais, federais e senadores com o objetivo de fomentar a verticalização produtiva por meio das emendas.
Já a Central Agro-Amazônia foi constituída com o objetivo de proporcionar às singulares da região nordeste do Estado uma maior diversificação produtiva, competitividade no mercado, produção em escala e maiores opções de mercado.
“Cada passo dado visa a consolidação e o crescimento do cooperativismo. É assim que faremos deste setor singular uma referência no nosso Estado”, enfatiza Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA.

Acompanhamentos, capacitações e reuniões na Agenda do Sistema OCB/PA desta semana. ✅✅
Destaque para o lançamento de um dos principais eventos da região de Paragominas: o Show Agro, uma iniciativa da Coopernorte. ??
#AgendaSemanal #CapacitandoParaCrescer #ShowAgro
O Ciclo de Palestras "Jucepa 100% Digital" foi destaque no Jornal Diário do Pará nesse final de semana
A partir desta segunda (20/01), o processo de arquivamento ocorrerá de forma 100% digital. Diante disso, o Sistema OCB/PA e a Jucepa realizarão um Ciclo de Palestras com o objetivo de informar e elucidar as cooperativas sobre as mudanças. A ação ocorrerá no dia 29 de janeiro, na sede do Sistema OCB/PA, em Belém.
O processo digital na JUCEPA está em andamento desde 2016. Em 2017, foi ampliado e em 2018 e 2019 foi consolidado. Para 2020, a expectativa é que o procedimento ocorra de forma 100% digital. A mudança irá efetivar o processo de registro de empreendimentos por meio da plataforma, que comunicará os demais órgãos competentes relacionados às atividades econômicas propostas pela constituição e formalização de uma empresa ou cooperativa, como a Secretaria de Estado da Fazenda, a Prefeitura Municipal do domicílio sede da personalidade jurídica, a Secretaria de Meio Ambiente, o Corpo de Bombeiros e a Vigilância Sanitária.
Serviço: Ciclo de Palestras Jucepa 100% Digital
Data: 29/01/2020
Horário: 14h
Local: Auditório do Sistema OCB/PA – Av. Conselheiro Furtado, 1693 - Nazaré
Uma cooperativa é um empreendimento coletivo, em que um grupo de pessoas se une em prol de um mesmo objetivo econômico e social. E para que uma cooperativa tenha sucesso e se desenvolva um dos aspectos primordiais é que os cooperados tenham clareza sobre os direitos e deveres de cada um.
DIREITOS
- Participar das Assembleias Gerais, assim como votar e ser votado;
- Participar das Operações econômicas e sociais propostas pelos Objetivos Sociais da cooperativa;
- Propor a Administração medidas de melhorias à Cooperativa;
- Desligar-se do Quadro Social da Cooperativa a qualquer tempo;
- Solicitar esclarecimentos aos Conselhos de Administração e Fiscalização;
- Receber Sobras na proporção de suas operações produtivas e de prestação de serviços à cooperativa.
DEVERES
- Cumprir com as disposições legais e estatutárias;
- Participação Econômica com a integralização de Quota-Parte;
- Satisfazer pontualmente seus compromissos com a cooperativa;
- Prestar à cooperativa informações relacionadas às atividades produtivas e de prestação de serviço;
- Cobrir Perdas do Exercício proporcionalmente as suas operações;
- Participar e Votar nas Assembleias Gerais respeitando as formalidades;
- Zelar pelo patrimônio material e moral da cooperativa.

“Por que competir se podemos cooperar?”. Foi a partir desse questionamento que duas cooperativas de Santarém, a Cooprusan e a Coopromubel, decidiram trabalhar em prol de um mesmo objetivo: crescer. As duas se uniram em 2018, formando a CCampo, e, com pouco mais de um ano, já começam a colher os resultados. Foram produzidas 240 mil polpas em 2019. Para 2020, a meta é chegar a 300 mil.
Pode-se dizer que o ano de 2019 foi particularmente desafiador para a nova singular. Com muito mais cooperados e duas culturas organizacionais marcantes, a CCampo se centrou em estabilizar o empreendimento: aumentar o volume de produção, otimizar e reduzir os custos e, claro, buscar novos mercados.
À época com 10 anos, a Cooprusan, cooperativa de agricultura familiar e de produção de polpas, contava com 89 cooperados e a Coopromubel, também de agricultura familiar, estava no mercado há 7 anos e tinha 69 cooperados.
“Percebemos que, basicamente, produzíamos as mesmas coisas, estávamos concorrendo aos mesmos mercados e ambas tínhamos gastos administrativos, contábeis e de logística muito altos. Fizemos um estudo de cenário, de produção e a vantagem da união foi bem evidente”, explica Mário Zanelato, presidente da CCampo.
Com base na agricultura familiar, a cooperativa comercializa produtos de hortifruti, como banana, melancia, abacaxi, mamão, jerimum, laranja, tangerina, limão, couve, cheiro verde, alface, maxixe e quiabo. Também possui uma agroindústria para a produção de 11 sabores de polpas de fruta totalmente sem conservantes e corantes.
A acerola é a campeão de venda, com 30% do volume de produção. De melancia, foram produzidas 500 toneladas, de macaxeira, 200, de farinha de mandioca, 300, de goma de tapioca, 100. De jerimum foram mais 100 toneladas, de limão, 50, e de banana, 300.
Este ano, o cenário da CCampo é bem mais promissor. Com 220 cooperados, a cooperativa fornece produtos para a merenda escolar de 7 municípios: Santarém, Belterra, Itaituba, Óbidos, Alenquer, Curuá e Juruti. Também abastece os mercados de Juruti, Alenquer e Santarém. A expectativa de crescimento é de 15 a 20% por ano até 2022. As forças armadas também estão presentes no portfólio de cliente da cooperativa.
Expansão
Ainda para este semestre, está prevista a abertura de filias em Itaituba, Alenquer e Juruti. Só em Alenquer são 40 cooperados. “O nosso objetivo é oferecer o que há de melhor em atendimento para o nosso cooperado. Vamos iniciar agora no mês de fevereiro a prestação de serviço de assistência técnica. Tudo para que eles tenham condições de produzir e nós de comercializar. Esse é o papel da cooperativa”, enfatiza Zanelato.
No próximo mês, a cooperativa fará o lançamento das novas embalagens de polpas de frutas, mais modernas e antenadas às novas demandas de mercado. Também está previsto para este ano uma nova polpa, a de graviola. “O consumidor está pedindo e já temos cooperados começando a produzir graviola. Vamos investir”, arremata Zanelato.
Visão
Em 2018, as então cooperativas Cooprusan e Coopromubel participaram do Programa de Aprimoramento da Gestão Cooperativista do Sistema OCB/PA (Gescoop), que identificou o mesmo perfil de ambas e realizou os estudos que apontaram para as vantagens de uma união entre as duas.
“À época, todo o processo legal, social e econômico foi levado em consideração. Foram várias etapas até chegarmos aqui. Não foi fácil, mas superação é uma das marcas do cooperativismo paraense e, agora, ver a CCampo começando a colher os frutos desse grande trabalho nos dá muito orgulho”, enfatiza Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA.
A CCampo também participou da 1ª Feira de Negócios do Cooperativismo (Fencoop), em Belém, em 2019, e confirmou presença na segunda edição. “A Fencoop é uma excelente vitrine para nós. Das pessoas mais simples a empresários e gestores públicos, todos puderam conhecer a qualidade dos nossos produtos”, finaliza Zanelato.
A próxima edição a Fencoop será de 1ª a 3 de abril em Belém, na Estação das Docas.
Serviço: Para mais informações sobre a CCampo: (93) 99149-6877
Texto: Ísis Margalho

O parlamentar recebeu o documento “Qualificação de Demandas Cooperativistas para Emendas Parlamentares”, conheceu um pouco mais sobre o cooperativismo e o trabalho desempenhado pelo Sistema OCB/PA ao longo do Estado. Vavá demonstrou intenção de ser um dos representantes do segmento no Congresso Nacional, integrando também a Frente Parlamentar em Defesa do Cooperativismo (FRENCOOP).
A deputada estadual Prof. Nilse Pinheiro é a presidente da FRENCOOP/PA. Para ela, o cooperativismo é uma alternativa viável para gerar desenvolvimento econômico e social. "Temos que ter em mente que o nosso objetivo é gerar emprego e renda. Sem dúvida, o cooperativismo é um dos melhores caminhos para isso. Temos exemplos de cooperativas de vários portes no Estado, mas todos começaram pequenas. E é esse caminho que queremos para este segmento: crescimento”, enfatizou a presidente da FRENCOOP/PA.
Na ocasião, tratou-se sobre as demandas políticas das cooperativas com base nas informações do ramo agropecuário, que busca a verticalização produtiva. O documento entregue apresenta o panorama do segmento e indica as necessidades relacionadas à infraestrutura de 31 cooperativas de todas as regiões paraenses.
As principais demandas ressaltadas foram a aquisição de indústria própria, veículos para transporte da produção, revisão de plano de manejo e da unidade da flona, câmara frigorífica para armazenagem das mercadorias, diferimento fiscal, certificação e envasamento dos produtos.
O deputado confirmou apoio ao segmento e se disponibilizou a remarcar reunião com a presidência do Sistema OCB/PA para dar prosseguimento nas ações. Também confirmou participação na abertura da Feira de Negócios do Cooperativismo.
“Como minhas origens são do sul do país, conheço muito bem o cooperativismo e como é capaz de transformar a realidade local, proporcionando desenvolvimento socioeconômico. Também já tive a oportunidade de conhecer algumas cooperativas paraenses que atuam com a reciclagem e, em conversas com a SEDAP, também pretendemos auxiliar os produtores rurais do nosso Estado”, explicou Vavá Martins.
Agro
Base econômica de grande parte dos municípios paraenses, o segmento agropecuário também possui um peso importante no cenário cooperativista. Segundo o Diagnóstico do Cooperativismo Paraense, o ramo agropecuário é composto por 62 singulares e cerca de 6.083 cooperados. Desses, 80% são voltados à produção familiar. Foi a partir dessa leitura, que o Sistema OCB/PA sentiu a necessidade de produzir o documento voltado às cooperativas agro.
“A conversa com Vavá foi bastante produtiva e a expectativa é boa de conseguirmos benefícios e desenvolvimento às cooperativas. Continuaremos o contato com a equipe técnica do deputado para identificarmos as melhores alternativas. É mais um parlamentar que reconhece a necessidade de fomentar trabalho, emprego e renda através empreendedorismo coletivo”, enfatizou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Texto: Fernando Assunção e Wesley Santos

Quanto mais pessoas envolvidas na realização de um projeto, mais braços há para realizá-lo, mais cabeças para pensar e mais forças para executar. É partindo desse pressuposto que o modelo cooperativista vem ganhando cada vez mais adeptos em todo o mundo.
Segundo dados da Organização Internacional de Indústrias e Serviços (ACI), 1,2 bilhão de pessoas no mundo apostam no segmento como uma alternativa para a geração de renda e emprego com democracia e sustentabilidade. Conheça algumas vantagens do modelo de empreendimento coletivo.
1 – Você é um dos donos
No modelo cooperativista, o indivíduo está no centro do negócio. Todos os devidamente associados junto à cooperativa são donos e também colaboradores. Você participa de todas as decisões, eleição de gestão, eventuais reformas no estatuto da cooperativa, distribuição orçamentária, etc. As deliberações acontecem por meio das Assembleias Gerais, que são o órgão máximo de decisão dos cooperados. As Assembleias Gerais Ordinárias (AGO) devem acorrer até março de cada ano. Fora do período, as decisões podem ser feitas por meio das Assembleias Gerais Extraordinárias (AGEs).
2 - O lucro é divido entre os colaboradores
Diferente das empresas tradicionais, que visam o lucro individual, nas cooperativas o montante arrecadado é dividido entre todos os associados, de acordo com a participação de cada um nas atividades da instituição. Além disso, o serviço prestado pelas cooperativas de crédito, por exemplo, oferecem juros até 20% menores que os bancos maiores. Isso justamente porque as cooperativas não têm fins lucrativos.
3 – Promoção do desenvolvimento da comunidade local
De acordo com o 7º princípio do cooperativismo, interesse pela comunidade, as cooperativas têm compromisso com o desenvolvimento da região onde atuam. Um exemplo disso é a Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu (CAMTA).
O trabalho da cooperativa começou com a produção de pimenta-do-reino. Depois de muitas dificuldades enfrentadas, como a baixa da pimenta-do-reino no mercado, pragas e enchentes, os cooperados conseguiram desenvolver e implantar o sistema de produção sustentável. O método, hoje conhecido como agroflorestal, possibilitou a ampliação da produção, com a introdução de frutas tropicais, oferecendo mais qualidade aos produtos e rentabilidade aos cooperados, gerando renda e movimentando a economia local.
A CAMTA hoje é referência internacional em Sistema Agroflorestal (SAF) e pelo desenvolvimento promovido em Tomé-Açu, beneficiando mais de 800 famílias.
Ficou interessado no modelo cooperativista? Quer conhecer mais das vantagens da organização em cooperativas? Agende uma visita à Casa do Cooperativismo.

Cursos, palestras e acompanhamentos de AGEs na semana de retomada das atividades do Sistema OCB/PA. Chaves, Tomé-Açu, Marabá e Santarém são algumas das cidades atendidas. O prazo para realização das Assembleias Gerais Ordinárias (AGOs) é até março, as singulares podem agendar a participação da equipe técnica do Sistema OCB pelo e-mail ?
#AgendaSemanal #Cooperativismo #SomosCoop #CapacitandoParaCrescer

Os avanços do cooperativismo em 2019 foram destaque no jornal Diário do Pará deste domingo (12). No total, 658 ações foram realizadas, um crescimento de 14,63% em comparação com 2018. Sobre as cooperativas atendidas, a evolução foi de 64,6%. A formação profissional teve 215 eventos, nos quais foram atendidas 15.775 pessoas vinculadas a cooperativas. Dos recursos investidos na área, 27% foram destinados ao Programa de Mestrado Profissional, iniciativa pioneira no país. ✅✅
#OCBPaNaMídia #JornalDiáriodoPará #Cooperativismo

A área de monitoramento foi o grande destaque em dezembro com o alcance de 2.226 pessoas. Já na formação profissional, foram atendidas 565 pessoas vinculadas às cooperativas paraenses em 25 ações. No total, 92 ações foram realizadas em 12 municípios paraenses, beneficiando 3.589 pessoas de 95 grupos, tanto de cooperativas quanto de interessados em constituição.
Somente na OCB/PA Itinerante, em Santarém, 618 pessoas foram alcançadas. O maior resultado foi a retomada das negociações para o Escritório Regional da entidade em Santarém. Ainda foram disponibilizados, na semana, o acompanhamento presencial do Sistema, atuando na orientação acerca dos registros dos atos, elaboração de viabilidade econômica, relação com o poder público, registro na OCB/PA e cursos de capacitação sobre cooperativismo.
Como a representação política gera efeitos positivos para todas as singulares, o balanço do Sistema OCB/PA em dezembro considera a totalidade de 93 mil beneficiados das 230 cooperativas registradas. No entanto, o número não entrou na contagem geral do total de beneficiados e de cooperativas atendidas. Além das articulações com a prefeitura de Santarém, o destaque foi a reunião com o deputado federal Vavá Martins.
“Encerramos o ano com saldo bastante positivo no aspecto da representação política, avançando no contato tanto com parlamentares estaduais e federais, senadores e chefes do poder executivo. Em 2020, daremos continuidade neste trabalho, retomando pontos assertivos da regulamentação da Lei Estadual do Cooperativismo”, enfatizou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Na formação profissional, o destaque foi o Seminário sobre a importância da verticalização da produção no fortalecimento da agricultura familiar nas regiões Sul e Sudeste do Pará, realizado em Marabá pela Central das Cooperativas de Produção Familiar da Região Amazônica (CUIA). A iniciativa contou com o apoio do Sistema OCB/PA, Sedeme, Adepará e Banpará.
A ação aprofundou o debate sobre o papel da verticalização em rede, como instrumento de fortalecimento da agricultura familiar no Estado e o papel das cooperativas no processo de beneficiamento da produção. Discutiu-se a ampliação da participação das cooperativas nas chamadas públicas, a viabilização de registro de unidades de beneficiamento, selagem, linhas de crédito para fortalecer iniciativas de agroindustrialização e comercialização.
A área de assessoria jurídica teve 4 atendimentos que beneficiaram 165 pessoas de 4 cooperativas. Já o Programa de Orientação Cooperativista (POC) teve 13 ações que beneficiaram 232 pessoas de grupos interessados em constituir empreendimentos nos municípios de Santa Izabel, Ilha do Combú, Belém, São Caetano de Odivelas, Concórdia do Pará e Mojú.
Já no eixo de monitoramento das cooperativas, foram feitos 27 atendimentos que beneficiaram 2.226 cooperados de 34 singulares. Entre as principais ações, fez-se a aplicação do Programa de Acompanhamento da Gestão Cooperativista (PAGC) nas cooperativas COMIDEC, COOPOURO, FECOGAT, COOMIGAPA, COOAMPARO e COOPERVAT.
“A participação das cooperativas paraenses nos nossos programas de monitoramento tendem a ampliar significativamente em 2020, posto que se tornou uma das exigências da OCB Nacional para se manter a regularidade das singulares. É uma medida estratégica para mantermos o nível de profissionalismo no setor”, explicou o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra.
Veja o documento na íntegra

A região sul e sudeste é o grande polo nacional na produção de soja, cereais de inverno e gado leiteiro. Por meio da parceria com a Embrapa e OCB, os técnicos atuantes nas cooperativas agropecuárias terão oportunidade de se qualificar em cursos técnicos nas respectivas atividades, os quais serão realizados no Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais e São Paulo. As inscrições podem ser feitas até quinta (16) no e-mail:
O Sistema OCB assinou com a Embrapa, ainda em 2012, Protocolo de Intenções e Acordo de Cooperação Técnica, para capacitação de profissionais da área de ciências agrárias que atuam como multiplicadores e interlocutores com os cooperados do setor agropecuário.
Pesquisadores das Embrapas Trigo, Gado de Leite e Soja estruturaram módulos de qualificação/capacitação seguindo uma abordagem aplicável às cooperativas, apesar do caráter técnico-científico, e que conciliará realidades teóricas e práticas.
Todos os cursos estão à inteira disposição das cooperativas que se interessarem em capacitar o quadro de técnicos de campo, inclusive com a cobertura das despesas relativas à alimentação e hospedagens dos participantes, além dos eventuais custos assumidos junto às estruturas descentralizadas da Embrapa. Apenas os custos de deslocamento serão de responsabilidade das cooperativas.
As cooperativas interessadas em participar deverão indicar representantes com os respectivos contatos (telefone e e-mail) e documentos (RG e CPF), assim como o programa que desejam participar e a data de adesão.
“Os departamentos técnicos das cooperativas agropecuárias têm fundamental importância no repasse de informações e na transferência de tecnologias ao produtor rural, pois são os principais responsáveis por facilitar o desenvolvimento das atividades agropecuárias. Por isso, ressaltamos a importância dessa oportunidade de capacitação”, explicou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Serviço: Inscrições no e-mail
Confira os cursos:
1. Embrapa Trigo, Passo Fundo, RS
Disponibilidade de vagas: 40 técnicos.
Quantidade de módulos ao longo do ano: 07 módulos.
Carga horária por módulo: 24 horas.
Duração por módulo: 03 dias.
Carga horária total: 168 horas.
Previsão de início: 24 de março de 2020.
Previsão de término: 26 de novembro de 2020.
2. Embrapa Gado de Leite, Coronel Pacheco, MG
Disponibilidade de vagas: 25 técnicos.
Quantidade de módulos ao longo do ano: 07 módulos.
Carga horária por módulo: 24 horas.
Duração por módulo: 03 dias.
Carga horária total: 168 horas.
Previsão de início: 17 de março de 2020.
Previsão de término: 17 de setembro de 2020.
3. Embrapa Soja, Londrina, PR
Disponibilidade de vagas: 40 técnicos.
Quantidade de módulos ao longo do ano: 05 módulos.
Carga horária por módulo: 32 horas.
Duração por módulo: 05 dias.
Carga horária total: 160 horas.
Previsão de início: 23 de março de 2020.
Previsão de término: 13 de novembro de 2020.
4. Embrapa Pecuária Sudeste, São Carlos, SP
Disponibilidade de vagas: 25 técnicos.
Quantidade de módulos ao longo do ano: 07 módulos.
Carga horária por módulo: 24 horas.
Duração por módulo: 07 dias.
Carga horária total: 168 horas.
Previsão de início: 11 de março de 2020.
Previsão de término: 18 de setembro de 2020.

Para obter reconhecimento legal das deliberações feitas em Assembleia Geral, as singulares devem homologar a ata na Junta Comercial do Estado do Pará (Jucepa). A novidade é que a partir do dia 20 de janeiro, o processo de arquivamento ocorrerá de forma 100% digital. Diante disso, o Sistema OCB/PA e a Jucepa realizarão um ciclo de palestras com o objetivo de informar e elucidar as cooperativas sobre as mudanças. A ação ocorrerá no dia 29 de janeiro, na sede do Sistema OCB/PA, em Belém. Vagas limitadas.
A programação se dividirá em dois momentos. O contador e Analista de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB/PA, Jamerson Carvalho, irá palestrar sobre a formalidade dos procedimentos assembleares, de acordo com a lei geral do cooperativismo, nº 5.764/1971. Irá se discutir desde o processo de publicação do edital de convocação, prazos, quórum de instalação e processo de homologação até as competências das Assembleias Gerais Ordinárias (AGOs) e Assembleias Gerais Extraordinárias (AGEs). A segunda palestra será com o Gerente de Projetos da Jucepa, Auia Reis, que apresentará as mudanças práticas envolvendo a digitalização do sistema de arquivamento de atas.
As modificações prometem, por exemplo, efetivar celeridade no processo de arquivamento de atos (como ata e estatuto social) diante das deliberações das assembleias gerais. O processo, que durava até 30 dias para deferimento, passará a ter um prazo máximo de algumas horas, caso esteja em conformidade com as recomendações do Departamento Nacional de Registro de Empresarial e Integração (DREI). Também deverá ser realizado via plataforma Digital do REDESIM-JUCEPA INTEGRADOR, sendo necessária a certificação digital dos dirigentes, o e-CPF, para fins de assinatura eletrônica e segurança da informação.
O processo digital na JUCEPA está em andamento desde 2016 em menor grau. Em 2017, foi ampliado e em 2018 e 2019 foi consolidado. Para 2020, a expectativa é que o procedimento ocorra de forma 100% digital a partir de amanhã (20). A mudança irá efetivar o processo de registro de empreendimentos por meio da plataforma, que comunicará os demais órgãos competentes relacionados às atividades econômicas propostas pela constituição e formalização de uma empresa ou cooperativa, como a Secretaria de Estado da Fazenda, a Prefeitura Municipal do domicílio sede da personalidade jurídica, a Secretaria de Meio Ambiente, o Corpo de Bombeiros e a Vigilância Sanitária.
“É importante a participação das cooperativas nesse evento, porque além de fazer a assembleia, é preciso homologar as atas e os estatutos sociais para validação das decisões dos cooperados. A novidade vai possibilitar maior agilidade e desburocratização para registrar as deliberações. Assim, a cooperativa cumpre o papel como empreendimento social que busca pela ação social coletiva atingir fatores econômicos e financeiros, com segurança jurídica, transparência e cumprimento aos princípios cooperativistas, de acordo com as legislações aplicadas às cooperativas e suas atividades de produção de bens e de serviços”, enfatiza Jamerson Carvalho.
O “Ciclo de Palestras Jucepa 100% Digital” será direcionado prioritariamente aos dirigentes e colaboradores cooperativistas e profissionais da área de contabilidade, que prestam serviço às cooperativas. As inscrições são gratuitas e limitadas. “A parceria da Jucepa com o Sistema OCB/PA pretende levar, a partir de fevereiro, a mesma capacitação para outros municípios, orientando as demais cooperativas sobre as mudanças no procedimento de arquivamento de atos”, finaliza.
JUCEPA 100% DIGITAL
A Junta Comercial do Estado do Pará dará início à implantação do calendário do projeto e-Jucepa, conforme a Resolução Nº 009/2019 da autarquia, que torna obrigatório o uso do registro digital dos empreendimentos, extinguindo o uso do papel gradativamente na entrada de documentos e atos empresariais. Isso significa que abrir, alterar ou fechar empresas e a homologação de atos constitutivos no Estado ocorrerá de forma 100% digital.
A resolução segue a determinação da Instrução Normativa de Nº 52 do DREI, entidade nacional à qual as Juntas Comerciais são subordinadas normativamente. O cronograma de implantação dos serviços exclusivamente digital será iniciado em 20 de janeiro de 2020. Todos os processos serão recebidos somente por meio eletrônico, assinados digitalmente por um certificado digital, o e-CPF, que terá a mesma validade jurídica do documento em papel assinado de próprio punho.
Sob o aspecto jurídico, a medida facilitará a redução de fraudes tendo em vista que a assinatura dos processos será realizada por meio da certificação digital, dando mais segurança aos contribuintes que buscam pelos serviços da Junta Comercial.
Serviço: Ciclo de Palestras Jucepa 100% Digital
Inscrições: jucepaintegrador.com.br/erm
Local: Auditório do Sistema OCB/PA – Av. Conselheiro Furtado, 1693 - Nazaré
Data: 29/01/2020
Horário: 14h
Texto: Fernando Assunção

Início de ano é época de discutir assuntos internos importantes nas singulares. Balanço da gestão do exercício anterior, eleição de conselhos e possíveis reformas no estatuto da cooperativa são algumas das pautas debatidas. Para orientar sobre o cumprimento do devido processo legal, a equipe técnica do Sistema OCB/PA está disponível a participar das assembleias gerais. As singulares interessadas devem protocolar ofício pelo e-mail:
A Assembleia Geral, de acordo com o artigo 38 da Lei N° 5.764/71, é o órgão supremo onde ocorrem as deliberações das cooperativas e é responsável sempre pelas decisões de interesse coletivo. Podem ser Ordinárias ou Extraordinárias, de acordo com o período em que acontecem e o assunto discutido.
Obrigatoriamente, segundo a Lei Geral do Cooperativismo nº 5.764/1971, a Assembleia Geral Ordinária (AGO) deve ocorrer até 31 de março de cada ano e discutir assuntos como relatório e balanço de gestão, prestação de contas, destinação do excedente ou das perdas e eleição dos componentes da diretoria e conselhos.
Já a Assembleia Geral Extraordinária (AGE) ocorre sempre que há necessidade, procurando atender a demanda com certa urgência. A AGE deliberará assuntos como reforma estatutária, fusão, incorporação, desmembramento, mudança de nome, dissolução, entre outros.
Em ambos os casos, é orientada a convocação e publicação do edital com antecedência mínima de 10 dias. As deliberações deverão ser tomadas por maioria dos votos dos cooperados presentes, sendo obrigatória, em primeira convocação, a participação de 2/3 dos associados aptos a votar. Em uma segunda convocação, admite-se metade mais 1; e na terceira, o mínimo de 10 associados.
“Os procedimentos legais dentro de uma assembleia são vários e o seu descumprimento pode acarretar em exigências de adequação ou mesmo indeferimento do processo de arquivamento documental na JUCEPA. Por isso, o Sistema OCB/PA dispõe de uma equipe técnica especializada nas áreas jurídica e contábil, que está à disposição para acompanhar as assembleias, elucidar dúvidas e orientar acerca dessas questões sempre presentes”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
No dia 29 de janeiro de 2020, o Sistema OCB/PA realizará um ciclo de palestras específicas sobre os procedimentos assembleares conforme rege a legislação cooperativista. Palestrante: Jamerson Carvalho. Também haverá palestra sobre as mudanças no processo de arquivamento de atas e estatutos sociais na JUCEPA, que passará a ser 100% digital e trará impactos que precisam ser observados pelas cooperativas. Palestrante: Aiua Reis (JUCEPA).
Serviço: A solicitação de participação do Sistema OCB/PA nas assembleias gerais deve ser enviada para o e-mail:
Texto: Fernando Assunção e Wesley Santos

No total, 658 ações foram realizadas em 2019, um crescimento de 14,63% em comparação com 2018. Sobre as cooperativas atendidas, a evolução foi de 64,6%
Formação profissional e geração de novos negócios foram os principais eixos de investimento do Sistema OCB/PA no ano passado, representando cerca de 30% do orçamento. No total, foram investidos cerca de R$ 1,2 milhão em ações de qualificação das cooperativas e R$ 721 mil em projetos de fomento a mercado. Em 2019, foram beneficiados 57.923 pessoas pelo Sistema, um crescimento de 29,54% em relação ao ano anterior.
Os números foram alcançados pela manutenção da linha de gestão racional dos recursos. Por meio do enxugamento das despesas operacionais, embora tenha ampliado a equipe interna com a contratação de cinco novos funcionários, o Sistema conseguiu manter 65% do total orçamentário na área finalística e apenas 35% na área meio, investindo R$ 3,2 milhões em formação profissional, monitoramento e promoção social.
“Conseguimos racionalizar o recurso, enxugando custos e maximizando o volume de atividades junto às cooperativas. Ampliamos a equipe da Gerência de Desenvolvimento das Cooperativas, garantindo maiores condições de atendimento às singulares com a contratação de analistas que já conhecem a realidade do cooperativismo paraense. Além disso, priorizamos as ações assertivas, executando projetos e programas com efetividade na formação profissional e geração de negócios”, explicou o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra.
No total, 658 ações foram realizadas em 2019, um crescimento de 14,63% em comparação com 2018. Sobre as cooperativas atendidas, a evolução foi de 64,6%. A formação profissional teve 215 eventos, nos quais foram atendidas 15.775 pessoas vinculadas a cooperativas. Dos recursos investidos na área, 27% foram destinados ao Programa de Mestrado Profissional, iniciativa pioneira no país.
Concomitantemente, foram realizados os cursos de MBA em Gestão de Cooperativas com foco na região Oeste do Pará e a pós graduação latu sensu em Urgência e Emergência Médica para o ramo saúde. No eixo de profissionalização de cooperados, foram investidos R$ 141,8 mil e, na formação de empregados, R$ 153 mil.
A principal ação para abertura de mercado a cooperativas foi a Feira de Negócios do Cooperativismo (FENCOOP), cujo investimento foi de R$ 519 mil. Além da participação em outras Feiras estaduais e nacionais, as cooperativas foram beneficiadas com projetos estruturantes com foco na aproximação com a classe política do Estado. A produção do documento “Demandas Qualificadas para Emendas Parlamentares”, por exemplo, apresentou as principais necessidades do cooperativismo paraense com vistas à verticalização produtiva.
“Os avanços de mercado para o setor, em 2019, foram significativos. Fomos pioneiros no Brasil com a realização da FENCOOP, que apresentou para todo o Estado os produtos e serviços que desenvolvemos. Foi um evento marcante, diferenciado e com um investimento razoável se considerarmos o porte da Feira”, reiterou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Na área de Monitoramento, foram investidos R$ 239 mil em 396 eventos realizados, beneficiando mais de 22 mil pessoas. O destaque foi o Programa de Aprimoramento da Gestão Cooperativista (GESCOOP) com 13 singulares atendidas e 123 beneficiários diretos. Também foram realizados atendimentos e orientações técnicas, aplicação do Programa de Acompanhamento da Gestão das Cooperativas (PAGC), consultorias em diagnóstico e planos de ação, intercâmbios, workshops, seminários, visitas técnicas e participação em assembleias de cooperativas.
Na área de promoção social, foram realizados 90 eventos, beneficiando 16.040 pessoas ao longo do Estado. O investimento total feito foi de R$ 100,5 mil, sendo 80% destes voltado para a campanha Dia de Cooperar. A maior corrente de voluntariado cooperativista no Brasil beneficiou mais de 14 mil paraenses em 30 ações nas cinco regiões do Estado. Receberam a campanha em 20 municípios, com celebrações principais em Altamira, Castanhal, Santarém, Paragominas, Irituia, Oriximiná e Brasil Novo.
Outro destaque é o Cooperjovem, projeto do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) cuja finalidade é fomentar o cooperativismo em parceria com as escolas. Somente em Santa Izabel, estão cadastrados 200 professores e 20 escolas do ensino infantil, fundamental 1 e fundamental 2. A inclusão dos alunos do 6º ao 9º ano foi feita recentemente. No total, são beneficiados pelo Cooperjovem cerca de 265 alunos no município.
“Certamente, 2019 foi um divisor de águas para o cooperativismo no Estado. Continuaremos trabalhando para chegarmos à nossa visão de ver, até 2025, nossas cooperativas reconhecidas por sua competitividade, pelas relações íntegras e humanas que norteiam seus negócios e, acima de tudo, pela transformação que geram para o desenvolvimento dos seus cooperados”, completa Raiol.
Geração de novos negócios, produção científica, intercooperação, descentralização do atendimento e fortalecimento da representação política foram algumas das áreas de desenvolvimento do cooperativismo paraense em 2019. ✅✅ Os destaques podem ser conferidos em matéria especial no Jornal Diário do Pará do último domingo (5). ?
Já iniciamos 2020 em contagem regressiva rumo à 2ª Feira de Negócios do Cooperativismo (FENCOOP), que ocorrerá em abril. ??
#NaMídia #SomosCoop #Cooperativismo #ONegócioÉCooperar
A partir de 1º de janeiro, o sistema cooperativista brasileiro passou de 13 para 7 ramos econômicos. A nova estrutura incide em algumas mudanças em prol do fortalecimento e maior representatividade. Segundo a OCB Nacional, a classificação terá como principal benefício um atendimento legal mais adequado e flexível.
A nova classificação segue a tendência mundial de segmentar para melhor representar, visando dar cumprimento às competências legais, estreitar os relacionamentos com as cooperativas e cooperados, alinhado, padronizado e com uma comunicação mais assertiva.
As cooperativas não terão nenhum ônus com essas mudanças. Vale ressaltar que essa nova estrutura é de alcance interno do Sistema OCB, não influenciam – portanto – no tratamento tributário e enquadramento sindical ou mesmo na legislação aplicável a cada ramo, conforme a Lei 5.764/ 1971.
Veja a nova estrutura dos ramos cooperativistas:
1 - Trabalho e produção de bens e serviços: A partir de agora, esse novo ramo engloba as cooperativas que prestam serviços especializados a terceiros ou que produzem bens tais como beneficiamento de material reciclável e artesanatos, por exemplo. Ele reúne todas as cooperativas de professores e dos antigos ramos: produção, mineral, parte do turismo e lazer e, por fim, especial.
2 – Infraestrutura: Composto por cooperativas que prestam serviços relacionados à infraestrutura a seus cooperados. Por exemplo: geração e compartilhamento de energia elétrica e, agora, com a incorporação do Ramo Habitacional, também terá as cooperativas de construção de imóveis para moradia.
3 – Consumo: Composto por cooperativas que realizam compra em comum tanto de produtos quanto de serviços para seus cooperados (supermercados, farmácias). Engloba, também, as cooperativas formadas por pais para contratação de serviços educacionais e também aquelas de consumo de serviços turísticos (antigamente classificadas dentro do Ramo Turismo e Lazer).
4 – Transporte: Este ramo preserva sua nomenclatura, mas seu conceito foi ajustado. A definição do ramo passa a trazer expressamente a condição do cooperado de proprietário ou possuidor do veículo. Deste modo, cooperativas formadas de motoristas de veículos de carga ou de passageiros, que não detenham a posse ou propriedade destes, devem ser classificadas no Ramo Trabalho e produção de bens e serviços; além disso, as cooperativas que se dediquem a transporte turístico, transfers, bugues, cujos cooperados sejam proprietários ou possuidores dos veículos e que eventualmente estejam enquadrados no Ramo Turismo e Lazer devem ser reclassificadas para o Ramo Transporte.
5 – Saúde: Composto por cooperativas formadas por médicos, odontólogos ou profissionais ligados à área de saúde humana, enquadrados no CNAE 865. O novo Ramo Saúde também engloba as cooperativas de usuários que se reúnem para constituir um plano de saúde, pois são consideradas operadoras.
6 – Agropecuário: Composto por cooperativas relacionadas às atividades agropecuária, extrativista, agroindustrial, aquícola ou pesqueira. Não sofreu alteração.
7 – Crédito: Composto por cooperativas que prestam serviços financeiros a seus cooperados, sendo-lhes assegurado o acesso aos instrumentos do mercado financeiro. Não sofreu alteração.
Para mais informações, clique aqui para baixar a Cartilha do Novos Ramos do Cooperativista e clique aqui para assistir ao vídeo sobre os novos ramos.
Texto: Com informações do Sistema OCB