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Com uma agenda intensa de atividades, o cooperativismo paraense teve inserção nos principais jornais e portais onlines da região. Os destaques ficaram por conta da Sessão Especial que deu início aos trabalhos da Frente Parlamentar em Defesa do Cooperativismo (FRENCOOP/PA) ocorrida na última sexta (20), do 3º Encontro do Ramo Crédito que se inicia na próxima quinta (26) e das festividades em comemoração aos 90 anos da Imigração Japonesa em Tomé-Açu, promovidas pela prefeitura do município, CAMTA e Sistema OCB Pará.
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Durante esta semana, o Sistema OCB/PA realizará ações em 13 municípios paraenses. Os destaque são o 3º Encontro do Ramo Crédito? o Dia de Cooperar em Porto Trombetas ??e a entrevista do presidente Ernandes Raiol à TV RBA ? que ocorre nesta segunda (23).
Também serão realizadas capacitações em diversas áreas profissionais, visitas técnicas e aplicação do Programa de Aprimoramento da Gestão Cooperativista (GESCOOP) ✅
Fique por dentro das nossas atividades.Veja a programação do seu município!
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A instalação oficial da Frente Parlamentar em Defesa do Cooperativismo (Frencoop/PA) ocorreu na última sexta (20), no auditório da Assembleia Legislativa do Pará. A deputada estadual Professora Nilse Pinheiro é a presidente, acompanhada por Heloísa Guimarães, Dirceu Ten Caten, Igor Normando, Ozório Juvenil e Carlos Bordalo.
O primeiro desafio da nova composição é abrir caminho por meio de legislações em prol do setor cooperativista. Serão desenvolvidos projetos com foco na segurança jurídica para o transporte alternativo, participação igualitária em processos licitatórios, ações de divulgação sobre a importância do cooperativismo e diferimentos fiscais. Entre os planos da Professora Nilse está o projeto de lei que pretende inserir o cooperativismo nas escolas.
“Temos que ter em mente que o nosso objetivo é gerar emprego e renda. Sem dúvida, o cooperativismo é um dos melhores caminhos para isso. Temos exemplos de cooperativas de vários portes no Estado, mas todos começaram pequenas. E é esse caminho que queremos para este segmento: crescimento”, enfatizou a presidente da Frencoop/PA.
A Frente também poderá auxiliar na articulação política com os demais deputados pertencentes à casa legislativa para a destinação de recursos. Na ocasião, o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, apresentou o documento “Qualificação de Demandas Cooperativistas para Emendas Parlamentares”, que contém dados sobre as principais necessidades das cooperativas agro em relação à infraestrutura. A intenção é replicar o modelo para os demais ramos de negócio.
“Chegou a hora de alavancar o cooperativismo. Somos mais de 100 mil a girar toda uma cadeia produtiva no Pará e fora dele, mas com um diferencial: toda comunidade a que pertence uma cooperativa é beneficiada diretamente. Este documento pode servir como uma orientação segura para balizar as políticas públicas em prol das cooperativas", enfatizou Raiol.
No total, cooperativas de 18 municípios participaram do evento. Uma das atrações na programação foram os balcões com produtos exclusivos das cooperativas que ocuparam o hall da ALEPA. Os parlamentares puderam ver de perto e experimentar os produtos das cooperativas, entre chocolates, hortifrutis, polpas, cosméticos e artesanatos.

DEPUTADOS
Participaram da sessão especial, além de Nilse Pinheiro, os deputados Heloisa Guimarães e Carlos Bordalo. Vavá Martins, que atua como deputado na esfera federal, também esteve presente. Após a apresentação do cenário do cooperativismo e da agenda política do setor, os parlamentares sinalizaram positivamente em apoio ao segmento. Oficialmente, a Frencoop/PA agregará seis deputados: Nilse Pinheiro, Heloísa Guimarães, Dirceu Ten Caten, Igor Normando , Ozório Juvenil e Carlos Bordalo.
“Temos vários exemplos de superação aqui, como a Unimed Belém e o Sicredi Belém. A Unimed conseguiu sair de uma grave crise e se recuperou. Já o Sicredi, enquanto a crise fechava empreendimentos, só se fortaleceu. Isso é um exemplo para nós que vivemos hoje uma situação caótica de 13 milhões de desempregados no Brasil. Eu acredito que essa é a força do cooperativismo”, afirmou Dra. Heloisa Guimarães.
Bordalo ressaltou a importância desse tratamento especial que agora o cooperativismo paraense passa a ter. “Acredito que a partir deste momento e, vendo a pessoa que a deputada Nilse é, certamente o segmento cooperativista dará ainda mais frutos, ficará mais fortalecido e unido”.

REGULAMENTAÇÃO
No radar da Frencoop/PA também está a regulamentação da Lei Estadual do Cooperativismo, n° 7.780/2013. O normativo promoveria incentivos financeiros, econômicos e fiscais, mas ainda carece da regulamentação de aspectos essenciais para ser colocada em prática. “Precisamos com urgência dessa regulamentação para que possamos, por exemplo, pleitear incentivos e diferimentos fiscais”, alertou Raiol.
Texto: Ísis Margalho e Wesley Santos
“Acima das expectativas”. Essa foi a expressão geral de felicidade das cooperativas ao participarem da 6ª edição do Chocolat Festival e Flor Pará, que começou nesta quinta (19) e segue até o dia 22 de setembro, no Hangar. No total, 10 cooperativas expõem seus produtos e histórias no Espaço do Cooperativismo.
Direto de Medicilândia, com 13 anos de mercado, 30 cooperados e uma série de superações e reconquistas, a Cooperativa de Produtos Orgânicos da Amazônia (Coopoam), levou toda a sua variedade de produção para expor no evento. “Pela primeira vez, temos um estande só nosso, com a nossa equipe. Nosso objetivo é mostrar os nossos produtos diferenciados, trocar informações e, quem sabe, construir um novo caminho para a expansão da cooperativa. Estamos realmente muito felizes”, contou Magda Vronski, sócia e engenheira agrônoma da Coopoam.
Com a proposta de promover a cultura regional e sustentável, a Cooperativa D’Irituia – que iniciou recentemente a produção cacaueira, começa a dar os primeiros passos na produção de chocolates artesanais 100% e cacau em pó nativo. “A cooperativa já está acostumada a participar de feiras de exposição, mas nenhuma se compara a esse Festival. Trouxemos um bom estoque, mas já vamos precisar de mais para atender a demanda dos próximos dias”, comentou a cooperada Cristina Lima, da Cooperativa D’Irituia.

Veterana no Festival, a Cooperativa Alternativa Mista dos Pequenos Produtores do Alto Xingu (Camppax), de São Félix do Xingu, trouxe castanha do Pará, amêndoas de cacau e jaborandi. Para o presidente da Camppax, Raimundo Freire, o Festival é uma oportunidade de crescimento tanto nos negócios como de motivação. “Cada vez que estamos aqui, nos sentimos mais confiantes, ganhamos mais conhecimento e vislumbramos melhores oportunidades. Hoje, o nosso trabalho gira 70% em torno da amêndoa de cacau. Precisamos ampliar. O próximo passo será a produção de nibs”, adiantou.
Os nibs de cacau são os grãos tostados, descascados e quebrados. São ricos em polifenóis e magnésio, mineral importantíssimo para 300 reações bioquímicas no corpo humano. Os benefícios diretos estão relacionados ao aparelho cardiovascular, melhora a memória, reduz a pressão arterial e melhora até o humor.

“Temos uma produção de alta qualidade e é por isso que, a cada ano, ampliamos a nossa participação aqui no Festival: para mostrar os produtos e as formas de produção das nossas cooperativas. Isso faz toda a diferença. Falar de sustentabilidade, sem falar de cultura, sem falar do modo de produção, das relações e contextos em que são produzidos, seria como deixar de falar da nossa verdadeira essência e espírito cooperativista”, enfatizou Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB-PA.

Também participam a COOPRIMA, de Primavera; COOPERCAU, de Novo Repartimento; COOPERTUC, de Tucumã; CAMTA, de Tomé-Açu; CASP, de Vigia; CART, de Tailândia; e COOPATRANS, de Medicilândia.
O 6º Chocolat Festival é uma realização do Governo do Estado e conta com o apoio do Sistema OCB-PA. Reuni a cadeia produtiva do cacau, flores e joias, com produtores artesanais, cooperados, fabricantes de chocolate, designers e floricultores. A expectativa é mais de 60 mil pessoas visitem o evento durante os quatro dias de exposição.

Dois grandes eventos para o cooperativismo tiveram destaque nas edições de hoje (19) do Diário do Pará, Amazônia e O Liberal: o Chocolat Festival e a sessão da FRENCOOP/PA.
Falando sobre o 6º Festival Internacional do Chocolate e Cacau da Amazônia, o Secretário de Estado e Desenvolvimento Econômico, Iran Lima, concedeu uma entrevista ao jornalista Mauro Bonna do Diário do Pará sobre o potencial do Estado na cacauicultura. O secretário destacou o importante papel das cooperativas nesse mercado.
Já o colunista Adenirson Lage e o Repórter 70 citaram a sessão da Frente Parlamentar do Cooperativismo Paraense (FRENCOOP/PA) que será instalada amanhã (20), às 9h, na ALEPA, em que serão apresentados os deputados comprometidos com a Frente e as principais demandas do segmento.

“Encantos de Origem e Biodiversidade” é o tema da 6ª edição do Festival Internacional do Chocolate e Cacau da Amazônia, que começa nesta quinta (19), no Hangar. D’Irituia, Cooprima, Camppax, Coopercau, Coopertuc, Camta, Casp, Cart, Coopoam e Coopatrans representam o cooperativismo. O evento é realizado pelo Governo do Estado com o apoio do Sistema OCB/PA. A entrada é franca.
Destaque de Medicilândia, município que lidera a produção estadual de cacau, a Cacauway já está em Belém organizando os últimos preparativos para a participação no Chocolat Festival. Para o cooperado Massao Shimon, ao longo de 6 edições, o evento expandiu o mercado para a produção cooperativista de cacau.
“O Festival do Chocolate tem sido uma vitrine para a produção amazônica de cacau, possibilitando abertura de mercado para a Cacauway e demais cooperativas voltadas para esse cultivo. A nossa expectativa é grande, pois aproveitaremos a ocasião para fazer o pré-lançamento do chocolate 88% cacau com açúcar de côco e o 100% cacau. O evento será um termômetro da aceitabilidade dos novos produtos”, adianta Massao.
Promovendo a cultura regional, cooperativismo, turismo e gastronomia, em 6 edições, o evento apresentou mais de 250 expositores, 60 mil visitantes e mais de 20 milhões em negócios diretos e indiretos. Além da feira com exposição de marcas de chocolate, haverá expositores de flores tropicais cultivadas na Amazônia, ciclo de palestras, rodadas de negócios, workshops, concursos, atrações culturais, circuito ecológico, atividades para crianças e ainda um circuito gastronômico com alguns dos melhores restaurantes de Belém.
Serviço:
6º Festival Internacional do Chocolate e Cacau da Amazônia e 18ª Exposição Flor Pará
Data: 19 a 22 de setembro
Hora: 15h às 22h
Local: Hangar - Centro de Convenções e Feiras
Inscrições:
Uma das mais importantes demandas do cooperativismo se tornará realidade: a instalação da Frente Parlamentar em Defesa do Cooperativismo do Pará (Frencoop-PA), que ocorrerá em sessão especial nesta sexta-feira (20), às 9h, na Assembleia Legislativa do Estado (Alepa). A deputada estadual, Professora Nilse Pinheiro, autora do projeto que retomou a Frente, apresentará os deputados que farão parte da Frencoop-PA.
A deputada também será a presidente da Frente e está confiante do importante passo para o cooperativismo. “O Pará tem um potencial enorme para empreendimentos cooperativistas e precisamos assumir isso. O nosso objetivo, como parlamentares, é contribuir para o desenvolvimento desse modelo econômico tão relevante para a inclusão social e geração de trabalho, emprego e renda”, afirma Professora Nilse.
O objetivo da Frencoop-PA é ampliar o espaço das cooperativas em políticas públicas, levando em conta a importância do empreendedorismo coletivo, em tempos de crise, para a inclusão social e desenvolvimento regional. Também serão desenvolvidos projetos que trabalharão sob o viés da segurança jurídica para o transporte alternativo, participação igualitária em processos licitatórios, ações de divulgação sobre a importância do cooperativismo e deferimentos fiscais.
O primeiro passo é a regulamentação da Lei Estadual do Cooperativismo, n° 7.780/2013, que estabelece as políticas públicas para o fomento da atividade no Pará. A Lei foi aprovada pela Alepa em 2013 por unanimidade. No mesmo ano, o Governo do Estado sancionou o normativo que, na teoria, promoveria incentivos financeiros, econômicos e fiscais. No entanto, o poder executivo ainda não regulamentou aspectos essenciais para a aplicação da Lei.
“A partir dessa regulamentação será possível ampliar a rede de atuação do cooperativismo em nível exponencial, porque o cenário está propício e não há mais lugar para um sistema de mercado que não haja cooperação. E o cooperativismo é exatamente isso, união, trabalho e esforço”, explica Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB-PA.
Haverá ainda uma exposição de alguns produtos produzidos por cooperativas no hall de entrada da Alepa para que os parlamentares possam ter uma amostra da produção cooperativista, desde hortifrútis a cosméticos. “Todos os dias nos deparamos com produtos de cooperativas e as pessoas nem sabem disso. Essa exposição mostrará in loco essa realidade”, finaliza Raiol.

A Frente Parlamentar em Defesa do Cooperativismo Paraense (FRENCOOP) foi destaque no Diário do Pará deste domingo (15). A sessão de instalação da Frente ocorrerá no dia 20 de setembro, às 9h, na sede do poder legislativo estadual. Na ocasião serão apresentadas as deputadas e deputados que farão parte da FRENCOOP e as principais demandas políticas do segmento.
A matéria completa pode ser conferida no Diário Online ou no link Sessão especial marca início das atividades da FRENCOOP.

Em 1929, os primeiros japoneses pisaram em Tomé-Açu. Trouxeram consigo esperança, trabalho duro e uma tecnologia social que transformou a realidade do município: o cooperativismo. A colônia japonesa no Pará cresceu diretamente ligada às atividades da Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu (CAMTA), que hoje alcança cerca de 10 mil pessoas. As festividades dos 90 anos da imigração japonesa ocorreram na última sexta (13).
Em 1923, quando o Japão passava por uma crise provocada pelo inchaço populacional, o Brasil ofereceu 500 mil hectares de terra divididas entre 120 famílias. Para identificar qual seria a melhor área a ser colonizada, o governo japonês, em 1926, realizou pesquisas em diversos municípios do Pará e escolheu o Acará, devido a fertilidade, relevo e poucas áreas de várzea.
Em 1929, 43 famílias com 189 japoneses saíram do Japão no navio Montevidéu com destino à Tomé-Açu, onde receberam 600 mil hectares. O cacau foi o principal produto desenvolvido na época.
O projeto promoveu ao longo desses 90 anos a abertura de estradas e ramais, escolas, hospitais e hospedarias. Uma das principais contribuições da comunidade nipônica foi o desenvolvimento do cooperativismo. Em 1931, os japoneses criaram a Cooperativa de Verduras do Acará, o primeiro empreendimento constituído neste formato no Pará. Em 1949, foi transformada na atual Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-açu (CAMTA).
“É indiscutível o quanto os japoneses contribuíram para o desenvolvimento local através de práticas como a cooperação. É um povo honrado, trabalhador e guerreiro. Por isso mesmo merece todo o nosso reconhecimento. Esse legado vem sido perpetuado ao longo do tempo, gerando cada vez mais iniciativas à exemplo da CAMTA, que é referência para as demais cooperativas do ramo agro”, enfatizou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

PROGRAMAÇÃO
Participaram diversas autoridades na cerimônia, como o Secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Pesca (SEDAP), Hugo Suenaga, o presidente da ALEPA, Daniel Santos, o Senador da República, Zequinha Marinho, o embaixador do Japão no Brasil, Akyra Yamada, entre outras autoridades políticas e diplomáticas.
Durante a cerimônia, o presidente da CAMTA, Alberto Oppata, pediu apoio aos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário para a pavimentação asfáltica da PA-256. “O asfalto dessa rodovia vai contribuir para o desenvolvimento do município e, principalmente, da Cooperativa que emprega mais de 10 mil pessoas, direta e indiretamente".
Em resposta ao presidente da CAMTA, o deputado Dr. Daniel Santos informou que a Alepa está apreciando os projetos enviados pelo Executivo que tratam sobre a contratação de empréstimos, para garantir a execução do Programa de Investimento nas Áreas de Saúde, Desenvolvimento Urbano, Saneamento e Mobilidade, Infraestrutura e Logística e Turismo; aplicação em projetos de implantação de sistemas de drenagem e pavimentação urbana em vários municípios do Pará, além de melhorias na malha rodoviária do estado.
“Tomé-Açu receberá investimentos importantes. Um deles é a pavimentação asfáltica de dois trechos da PA-256 e a ponte sobre o Rio Capim. Os serviços visam facilitar o escoamento da produção agrícola e pecuária, transporte escolar e mobilidade, além de garantir a segurança dos motoristas que passam por esses trechos”, explicou o deputado.


De diferentes tamanhos, das barras rústicas às refinadas, produtos orgânicos e diferenciados, a variedade da produção cacaueira genuinamente paraense é um dos grandes destaques da 6ª edição do Festival Internacional do Chocolate e Cacau da Amazônia. A programação é promovida pelo Governo do Estado com a parceria do Sistema OCB/PA entre os dias 19 e 22 de setembro, no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. No total, 10 cooperativas irão expor seus produtos no espaço do Cooperativismo.
A proposta do Festival é promover a cultura regional, sustentabilidade, turismo, gastronomia, cooperativismo e agricultura familiar, assim como abrir novos negócios e perspectivas de mercados. O evento é uma realização da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (SEDEME) e da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca.
Atualmente o Estado lidera a produção nacional de cacau, chegando a 132 mil toneladas por ano. As cooperativas são um dos destaques no polo cacaueiro da Transamazônica, região que concentra 75% da produção estadual. Também estarão representadas no Festival. Participarão com stands as cooperativas D’IRITUIA, de Irituia; COOPRIMA, de Primavera; CAMPPAX, de São Félix do Xingu; COOPERCAU, de Novo Repartimento; COOPERTUC, de Tucumã; CAMTA, de Tomé-Açu; CASP, de Vigia; CART, de Tailândia; COOPOAM e COOPATRANS, de Medicilândia.
Além de atestar a qualidade dos produtos para o público, estimado em 60 mil pessoas, as singulares irão orientar sobre meios de fabricação ambientalmente sustentáveis. “Destaque até mesmo no cenário internacional, a produção cooperativista de cacau é um dos nichos de negócio em que mais temos investido, posto que o potencial do Estado é gigantesco. Recentemente, ultrapassamos a Bahia e a tendência é manter o crescimento. Precisamos apenas trabalhar para agregar valor à essa produção, estimulando a verticalização”, explicou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
PROGRAMAÇÃO
Nesta edição, o tema do evento será “Encantos de Origem e Biodiversidade” com uma programação variada. Além da feira com exposição de marcas de chocolate, haverá expositores de flores tropicais cultivadas na Amazônia, ciclo de palestras, rodadas de negócios, workshops, concursos, desfile de joias fabricadas no polo joalheiro do Pará, atrações culturais, circuito ecológico, atividades para crianças e ainda um circuito gastronômico com alguns dos melhores restaurantes de Belém.
Serviço: Festival Internacional do Chocolate e Cacau – 19 a 22 de setembro no Hangar Centro de Convenções.
As próprias cooperativas poderão utilizar a nova plataforma participativa

A recente aproximação com as esferas do poder público, tanto do executivo quanto do legislativo, aumentou o interesse pelos dados socioeconômicos do cooperativismo paraense, o que demanda constante atualização. Durante este mês, a equipe técnica do Sistema OCB/PA estará contatando as cooperativas via e-mail e ligação telefônica para a coleta dos dados mais recentes, considerando aspectos financeiros, administrativos e contábeis.
A ferramenta reúne dados estratégicos do segmento. Além da atualização dos números apresentados pelo último diagnóstico, a grande novidade para esta edição é a criação de uma plataforma participativa no Google onde as próprias cooperativas terão acesso e poderão inserir os seus dados que forem sendo modificados ao longo do tempo. Com isso, a população paraense poderá conferir a evolução do cooperativismo no Estado através de gráficos demonstrativos atualizados em tempo real.
“Entramos em uma nova fase do setor. Uma fase de maior maturidade e também de maior responsabilidade. Com essa aproximação, as cooperativas ganharam maior destaque para com o Governo e isso aumenta nosso dever de promover um ambiente favorável de negócios, gerando as informações necessárias para aplicação de políticas públicas efetivas”, reiterou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
As singulares deverão disponibilizar informações gerais, como número de cooperados e empregados, capital social da cooperativa, fundos obrigatórios, rentabilidade ao longo do ano, acesso aos mercados, produtos, geração de empregos diretos e números em relação ao faturamento. A ideia é traçar um perfil a partir da nova configuração dos ramos, que agora serão reorganizados em sete segmentos econômicos. A mudança alterou o parâmetro de análise dos segmentos.
Esta é a terceira edição do Diagnóstico. Desde 2016, o documento passou a ser uma importante fonte para orientações mercadológicas e estabelecimento de políticas públicas. Visa fomentar o desenvolvimento integrado para os diversos ramos cooperativistas. Com o levantamento do panorama geral de acordo com as especificidades existentes no Estado, foi possível visualizar as prioridades de cada atividade, buscar alternativas para um trabalho mais eficaz e estratégico, assim como aplicar os recursos do Sistema com maior eficiência.
“Convocamos nossas cooperativas a contribuir com a elaboração desse documento que é estratégico para o nosso posicionamento no cenário regional. A partir dessas informações, tanto as singulares como os agentes públicos poderão tomar decisões mais assertivas para o desenvolvimento do nosso Pará, por meio da geração de renda e emprego”, enfatiza Raiol.

O Governo do Pará, através da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Agropecuário e Pesca (SEDAP), recebeu documento produzido pelo Sistema OCB/PA que contém dados sobre as principais necessidades das cooperativas agro em relação à infraestrutura. O objetivo é canalizar emendas parlamentares através da Secretaria que, junto com o Sistema, fará articulação política com deputados estaduais e senadores.
O produto “Qualificação de Demandas Cooperativistas para Emendas Parlamentares” foi uma iniciativa solicitada pela própria SEDAP por ocasião da Feira de Negócios do Cooperativismo (FENCOOP), quando as singulares paraenses expuseram o potencial de seus produtos e serviços. Foi feito o levantamento do que cada singular necessita para o fomento de suas atividades com foco na verticalização produtiva.
O documento consolidado foi apresentado e entregue na última terça (10) para o titular da SEDAP, Huego Suenaga. A Secretaria avaliou as informações e acrescentará os dados em seu edital de licitação no sistema de registro de preço, que será publicado até o final do ano. A partir de então, os parlamentares interessados em contribuir com o desenvolvimento do setor poderão liberar os recursos de suas emendas para, por meio da SEDAP, fazer a aquisição dos maquinários solicitados que constarem no sistema.
“Como os parlamentares não podem demandar recursos diretamente para instituições privadas, a SEDAP se disponibiliza em auxiliar nesse processo de maneira assertiva. O documento produzido pelo Sistema OCB/PA é bem substanciado de informações e direcionado a empreendimentos com viabilidade para geração de trabalho, emprego e renda. O procedimento licitatório já estará encaminhado até o final do ano e começaremos o aparelhamento das cooperativas em 2020”, explicou Hugo Suenaga.
No total, foram entrevistadas 31 cooperativas de todas as regiões paraenses. Levantou-se os focos prioritários para o desenvolvimento, levando se em consideração critérios como impacto tecnológico gerado, aumento produtivo, agregação de valor, poder de verticalização da cadeia produtiva, potencial de replicação regional e estadual, resultado prático no cotidiano social do município, região e no Estado.
As principais demandas ressaltadas foram a aquisição de indústria própria, veículos para transporte da produção, revisão de plano de manejo e da unidade da flona, câmara frigorífica para armazenagem das mercadorias, diferimento fiscal, certificação e envasamento dos produtos.
“Nossa finalidade é apoiar na assertividade dos poderes legislativo e executivo do Pará na destinação de recursos públicos que visem aprimorar as atividades desempenhadas pelos produtores, auxiliando na agregação de valor à produção cooperativista. Neste sentido, o apoio do Governo do Estado, em especial da SEDAP, é fundamental para a transformação da realidade do cooperativismo paraense. Já iniciamos as articulações com deputados e senadores e intensificaremos a partir de agora”, explicou Ernandes Raiol.
Na ocasião, também foi apresentado documento sobre as demandas qualificadas para o exército. O objetivo é identificar as oportunidades de mercado para as cooperativas e elevar o entendimento junto ao exército, alinhando suas demandas qualificadas de alimentos para redação de editais com maior assertividade no que se refere aos produtos realmente produzidos na região. As cooperativas também terão atendimento técnico do Sistema OCB/PA para melhorias nos processos produtivos e comerciais, embalagem e logística.
“Já temos cases de cooperativas que conseguiram acesso a esse mercado, mas que ainda precisa ser melhor explorado. Só no próximo edital do exército teremos quase R$ 8 milhões que podem ser acessados pelos agricultores organizados no modelo cooperativo. Por isso é tão importante esse auxílio estrutural para que tenham condições de ampliar a escala produtiva”, reiterou Raiol.
RECURSOS
Em julho, o Sistema OCB/PA articulou audiência pública com o secretário Hugo e a COOSAFRA, cujo resultado foi a definição da verba a ser repassada para a aquisição de equipamentos para o processamento de frutas. Sediada no maior município produtor de abacaxi do Brasil, a cooperativa tem na fruta o seu carro-chefe. A iniciativa surgiu há 10 anos e foi responsável por quatro milhões de frutos dos 300 milhões de abacaxis exportados no ano passado.

Encontrar mercados alternativos para o escoamento da produção de iogurtes é um desafio enfrentado pela Cooperativa Agropecuária do Salgado Paranse (Casp) durante o período de férias escolares. A produção da cooperativa é voltada principalmente para o atendimento das escolas do município. Pensando nisso, estudantes do IFPA Castanhal desenvolveram um projeto para encontrar novos mercados para a singular. O projeto foi premiado no 12º Seminário Internacional de Desenvolvimento Rural Sustentável, Cooperativismo e Economia Solidária (SICOOPES).
Entendendo que um dos primeiros passos para a inserção de um produto em um novo mercado é o conhecimento da aceitação de compra pelos consumidores, a metodologia utilizada na pesquisa foi a chamada “análise sensorial”. A ferramenta consiste em estudar as sensações e reações do consumidor sobre as características do produto, incluindo sua aceitação ou rejeição.
No caso dos iogurtes da CASP, as características analisadas pela pesquisa foram: aroma, textura e sabor, em que cada um dos 103 provadores convidados atribuiram uma nota de 1 a 9 para cada qualidade. A pesquisa ocorreu no Laboratório de Análise Sensorial do Instituto Federal de Castanhal, e as amostras degustadas foram as de sabor abacaxi, milho verde, coco e cupuaçu. Em seguida, numa escala de 1 a 5, os participantes indicaram sua intenção de compra.
RESULTADO
Os resultados da pesquisa mostraram, no geral, uma boa aceitabilidade dos produtos da cooperativa. Os sabores abacaxi, coco e cupuaçu foram os grandes destaques, estando entre 68,9 e 84,4% na intenção de compra dos provadores. Isso mostra o alto potencial mercadólogico dos produtos cooperativistas e a oportunidade de abrir um novo mercado para a CASP.
Para o Presidente da CASP, Antônio Alcoforado, a parceria com os estudantes do IFPA têm gerado bons frutos para a cooperativa. “Esse projeto é resultado de um relacionamento de longa data com o IFPA, onde tanto a Casp quando o Instituto só tem a ganhar. As portas da cooperativa estão abertas para os estudantes e já estamos avaliando, sim, a melhor forma de aplicar o projeto”, disse o Presidente.
PREMIAÇÃO
O projeto foi premiado durante o 12º Sicoopes. Na ocasião, o projeto levou a certificação no eixo de Engenharia de Alimentos, Tecnologia Agroalimentares e Sustentáveis pela contribuição dada ao cooperativismo.
Para Leandro Mindelo, estudante do curso de Engenharia de Alimentos do Instituto Federal e um dos idealizadores do projeto, o reconhecimento é um incentivo à produção de conhecimento científico voltado para a agricultura familiar e o cooperativismo. “É gratificante poder ser reconhecido pelo trabalho desenvolvido junto à Casp. Como graduando, isso proporciona trocar conhecimentos e vivenciar as realidades dos cooperativas de agricultura familiar e desenvolver trabalhos juntamente com esses empreendimentos”, enfatiza.
Texto: Fernando Assunção

Cooperativas de todas as regiões paraenses estarão no centro político do Estado no próximo dia 20. A Assembleia Legislativa do Pará (ALEPA) recebe o setor para instalar a Frente Parlamentar em Defesa do Cooperativismo Paraense (FRENCOOP). Na sessão especial promovida pela deputada estadual Nilse Pinheiro, em Belém, serão apresentados os deputados que farão parte da FRENCOOP, o Conselho Estadual do Cooperativismo e as principais demandas políticas do segmento.
A deputada Nilse Pinheiro foi a autora do projeto de resolução que retomou as atividades da FRENCOOP no Pará, apreciado em agosto na ALEPA. A sessão será o momento de apresentação oficial dos parlamentares que demonstraram apoio ao segmento. “Estamos fazendo a mobilização dos deputados. Serei a presidente da Frente e assumirei a responsabilidade de, junto com meus pares, contribuir para o desenvolvimento desse modelo econômico tão relevante para a inclusão social e geração de trabalho, emprego e renda”, enfatizou professora Nilse.
O desafio da FRENCOOP é ampliar o espaço das cooperativas em políticas públicas, levando em conta a importância do empreendedorismo coletivo, em tempos de crise, para a inclusão social e desenvolvimento regional. Serão desenvolvidos projetos que trabalharão no sentido da segurança jurídica para o transporte alternativo, participação igualitária em processos licitatórios, ações de divulgação sobre a importância do cooperativismo, entre outras demandas a serem levantadas pelas cooperativas.
Dentre essas matérias, a principal iniciativa de fomento ao cooperativismo é a Lei Estadual n° 7.780/2013, que estabelece as políticas públicas para o fomento à atividade no Pará. A Lei já foi aprovada pela ALEPA em 2013 por unanimidade. No mesmo ano, o Governo sancionou o normativo que, na teoria, promove incentivos financeiros, econômicos e fiscais. No entanto, o poder executivo não regulamentou diversos pontos necessários para a aplicação da Lei.
O Conselho Estadual do Cooperativismo será o grande responsável por apoiar e direcionar as políticas do governo voltadas para o segmento. O grupo, que também será apresentado na sessão do dia 20, terá a composição de representantes das secretarias SEDEME, SEDAP e SEDUC, assim como da ALEPA e de cooperativas. O objetivo será coordenar as políticas de apoio, acompanhar a elaboração da proposta orçamentária do Estado para o setor e promover estudos visando à criação do Fundo Estadual do Cooperativismo.

“A instalação da FRENCOOP é muito importante para iniciarmos as atividades com o Conselho. Há muito para ser feito. Para tanto, é fundamental que as cooperativas participem de todo o processo, inclusive da sessão especial na ALEPA onde nossos deputados poderão ver a dimensão representativa de quem somos. Representamos mais de 100 mil paraenses envolvidos com o cooperativismo”, reiterou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
PROGRAMAÇÃO
Além das instalações da FRENCOOP e do Conselho Estadual, as cooperativas paraenses farão uma exposição de seus produtos e serviços na entrada da ALEPA para os parlamentares conhecerem o que é produzido no setor, entre artesanatos, cosméticos, hortifrútis, chocolates, laticínios, castanhas e derivados da mandioca.
Na programação, o Sistema OCB/PA apresentará os pontos de regulamentação, entre eles o Fundo Estadual de Cooperativismo (FUNCOOP) e os assentos nas secretarias de Estado, em especial na Junta Comercial do Pará (JUCEPA). Também será feita a apresentação das demandas do ramo agro à Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Pesca (SEDAP), que solicitou esse produto. O levantamento norteará as ações da pasta em prol do desenvolvimento das cooperativas na aquisição de equipamentos para a verticalização produtiva.

Hospital Pediátrico Unimed (HPU) e Capacitação Unimed e Sescoop/PA foram destaque no Diário deste domingo (08).
A unidade pediátrica da Unimed Belém, que é parte da maior cooperativa da área da saúde do mundo, acaba de obter mais uma conquista. O HPU recebeu a acreditação nível 1, da Organização Nacional de Acreditação (ONA), que atesta a evolução na assistência em saúde.
O outro destaque foi a capatição promovida em parceria com a Sescoop/PA para os médicos cooperados da Unimed. O curso apresentou a metodologia que permite aplicar a ultrassonografia aos cuidados intensivo de pacientes críticos, para gerar maior assertividade, rapidez e comodidade no atendimento.
As matérias completas podem ser conferidas no Diário Online.
Em Assembleia Geral Extraordinária realizada no último domingo (01), os associados da Cooperativa Agrícola do Salgado Paraense (CASP) aprovaram a adesão à Central da Agricultura Familiar na região nordeste do Estado. Ao longo do mês, as demais singulares também deliberarão sobre o assunto em AGEs próprias.
A assembleia em Vigia é parte de um cronograma de discussões. A finalidade é fazer um levantamento do potencial produtivo que as cooperativas terão juntas e aprovar a minuta do estatuto social da Central. A próxima cooperativa a fazer a discussão será a COOPRIMA de Primavera, no próximo dia 28. Tanto a CASP quanto a COOPRIMA fazem parte da Comissão de Constituição da Central.
Também participam do processo a COOPABEN, de Benevides; AMAZONCOO, de Castanhal; COOMAC, de Curuçá; COOPASMIG, de São Miguel; D’IRITUIA e COAPEMI, de Irituia; CAMTA, de Tomé-Açu; e CCAMPO, de Santarém.
Segundo o Presidente da CASP, Antônio Alcoforado, a discussão de adesão à Central na assembleia foi um sucesso. Ele destaca a importância do instrumento para unificar as cooperativas agro por uma maior competitividade dentro do mercado. “É indispensável a unidade para fortalecer a agropecuária cooperativista. A Central vai possibilitar um melhor posicionamento dos produtos cooperativistas no mercado, a expansão da produção, geração de emprego e renda. É um passo que as demais cooperativas precisam dar”, diz.
A CENTRAL
A Central terá o objetivo de fortalecer o cooperativismo ligado à produção familiar. Fará o beneficiamento, armazenamento e comercialização da produção de suas associadas a varejo e atacado, promovendo o desenvolvimento da fabricação de produtos como conservas de frutas, sucos concentrados, hortaliças e legumes.
“Além da área comercial, a Central será muito importante para a representação da produção familiar e o aumento da qualidade de vida dos produtores. Isso resultará em um maior desenvolvimento ecologicamente sustentável, economicamente viável, socialmente justo e culturalmente aceitável. Continuaremos acompanhando esse processo, entendendo que a união é o caminho mais promissor para o crescimento dos pequenos produtores”, explica o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

Apenas na área de formação profissional, foram atendidas 911 pessoas vinculadas às cooperativas paraenses. Um dos destaques foi a série de cursos voltados ao aperfeiçoamento das singulares de transporte na região sul e sudeste. No total, foram beneficiadas 5.820 pessoas de 156 grupos, tanto de cooperativa quanto de interessados em constituição. Foram 66 ações realizadas em 25 municípios paraenses.
O ciclo de capacitações das cooperativas de transporte atendeu cooperados de Itaituba, Marabá, Parauapebas, Tucuruí, Altamira, Novo Repartimento e Xinguara, com a parceria da diretoria da CENCOPA. O curso alternou aulas teóricas e práticas para aprimorar as técnicas de atendimento e transporte de passageiros. Tudo isso para garantir um serviço de qualidade para a região. No total, a formação profissional teve 25 ações com 911 beneficiados de 52 cooperativas.
Na área de representação política, foram realizadas sete ações. A principal conquista foi a aprovação unânime dos parlamentares da Assembleia Legislativa do Estado (ALEPA) referente a projeto de resolução que retomou a FRENCOOP. Como geram efeitos positivos para todas as cooperativas, o balanço do Sistema OCB/PA considera a totalidade de 93 mil beneficiados das 215 singulares registradas. No entanto, o número não entrou na contagem geral do total de beneficiados e de cooperativas atendidas.
“Nossa parceria com a deputada estadual Nilse Pinheiro tem gerado bons resultados. O projeto foi enviado para apreciação da presidência da casa e para as comissões de constituição e justiça e a de finanças, tendo reconhecimento unânime da sua relevância para a economia do Pará. A Instalação efetiva da Frente ocorre no próximo dia 20 com a definição e apresentação dos deputados que irão compor a FRENCOOP”, reiterou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Outro eixo relevante de atuação junto às cooperativas foram as ações de fomento, que buscam promover a abertura de mercado para as cooperativas. Foram beneficiadas 3.973 de 62 cooperativas, com ênfase especial nas do ramo agropecuário. A oficina de compras públicas em parceria com a GIZ, por exemplo, orientou os profissionais que atuam nos processos de elaboração de chamadas e licitações.
A área de assessoria jurídica teve 2 atendimentos que beneficiaram 196 pessoas de 4 cooperativas. Já o Programa de Orientação Cooperativista (POC) teve sete ações que beneficiaram 140 pessoas de grupos interessados em constituir cooperativas no Acará, em Belém, Ilha do Combu e Marabá.
Já no eixo de monitoramento das cooperativas, foram feitos 16 atendimentos que beneficiaram 550 cooperados de 30 singulares. Entre as principais ações, fez-se o levantamento das necessidades das cooperativas relacionadas à formação profissional. O Sistema OCB/PA fechou a grade de capacitações até novembro.
“Finalizado o primeiro semestre, reavaliamos nosso planejamento estratégico para identificar as metas alcançadas e o que precisava ser ajustado a fim de atingirmos o que havia sido proposto. Mantivemos a porcentagem de 65% do recurso na área fim, ampliamos a equipe da gerência de desenvolvimento de cooperativas e definimos o cronograma do segundo semestre para melhor atendermos as cooperativas”, explicou o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra.
Veja o documento na íntegra: https://bit.ly/2lWXi2T

Discutir os desafios do cooperativismo financeiro será o objetivo do 3º Encontro das Cooperativas do Ramo Crédito. Com o tema “Soluções, Experiências e Práticas de Referências”, o evento reunirá dirigentes das cooperativas financeiras nos dias 26 e 27 de setembro, no Auditório do Banco Central do Brasil, em Belém. As inscrições são gratuitas.
A 3ª edição do Encontro segue o modelo de discussão participativa no estilo “talk show”. No primeiro dia, haverá a apresentação do Projeto OCB/DGRV, e, depois, a apresentação de cases de referência no âmbito dos temas Presença & Inovação e Relacionamento & Desenvolvimento. No segundo, após a apresentação e rodada de nivelamentos, serão retomados os debates, com os temas Crescimento & Sustentação e Reestruturação & Integração. A programação faz parte do próximo bloco de capacitação do Projeto OCB/DGRV, que novamente terá a destacada participação do Banco Central.
Para conferir a programação completa, clique aqui.
CENÁRIO
O 3º Encontro das Cooperativas de Crédito será em um momento de consolidação e expansão das singulares, que hoje representa, em âmbito nacional, a 6ª maior instituição financeira do país, e esse crescimento supera o do setor bancário, de acordo com dados do Banco Central. O segmento também é o maior em capilaridade de atendimento nos municípios brasileiros. Só no Pará, o setor possui mais de 30 mil cooperados, que são, ao mesmo tempo, donos e usuários dos serviços financeiros. E a tendência é crescer ainda mais.
“Enquanto os bancos estão fechando agências e demitindo funcionários, o cooperativismo cresce cerca de 5x mais que o sistema financeiro tradicional, abrindo agências, contratando novos funcionários. A população paraense começa a entender os benefícios das cooperativas em sua atuação voltada para o desenvolvimento regional. Estamos disponíveis para auxiliar no que for necessário”, enfatiza o Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB-PA.
INTERCOOPERAÇÃO
Outro ponto importante do Encontro é a intercooperação. Para Vera Almeida, cooperada da Sicoob Unidas, a unidade das cooperativas de crédito é um ponto chave para potencializar o crescimento das singulares pelo Estado.
“Por meio desse Encontro, podemos traçar um projeto único, independente da bandeira de cada cooperativa. Para o cooperativismo de crédito ganhar a proporção que o Estado precisa é necessária essa união. Só temos a ganhar. E se o cooperativismo de crédito estivem bem, com certeza ele vai auxiliar outros ramos”, diz.
SERVIÇO
As inscrições podem ser feitas no e-mail:
O município de Parauapebas desponta como um dos mais importantes pólos de desenvolvimento do cooperativismo. Dados do Diagnóstico do Cooperativismo 2019 apontam que a região, além das riquezas minerais, possui potencialidade turística, extrativista e de produção de bens e serviços. Por toda essa riqueza, o município é um centro de atração urbana tanto em busca de ocupação econômica quanto turismo especializado.
E por ter uma ocupação considerada recente, com pouco mais de 50 anos, a região foi formada por migrantes de vários locais do país. Isso gerou uma cultura híbrida e única, com matizes próprios, mas também cheia de desafios. Um deles é a inclusão social. Pensando nisso, a cooperativa de turismo Cooperture realiza o turismo comunitário e o rural em parceria com agentes públicos e particulares. O objetivo é fomentar a cultura local, o senso de identidade e o conhecimento dos atributos naturais de Parauapebas.
“O turismo é uma das nossas principais atividades, sobretudo, no tocante à observação de aves. Aqui na região há uma gama muito grande de espécie de aves. O gavião real e a arara azul são os mais procurados”, destaca Miguel Ângelo Sousa, presidente da cooperativa de turismo Cooperture.
O turismo comunitário e o rural é uma modalidade caracterizada, basicamente, por iniciativas e atividades em que a comunidade e produtores rurais são os protagonistas, valorizando experiências que agregam valor a roteiros e geram renda para a região. “Fazemos várias atividades com escolas públicas e diretamente com a comunidade, levando-as para alguma atividade cultural, para conhecer ou ‘reconhecer’ a própria comunidade e o local onde vivem”, ressalta Sousa.
Outra cooperativa que também utiliza e valoriza as riquezas naturais é a cooperativa de extrativistas Coex, que possui 39 cooperados que coletam as mais variadas sementes no bioma de Carajás. De maneira informal, a atividade existe há duas décadas, mas foi em 2011 que a cooperativa se reestruturou e se formalizou. De lá para cá, muita coisa mudou. E para melhor. “Temos uma gama de possibilidades de flora em que a natureza é o nosso principal bem. Nosso trabalho é justamente preservar, valorizar e respeitar esse ciclo ambiental”, explica Ana Paula Ferreira, presidente da Coex.
O jaborandi é o principal produto coletado pela Coex. Pelas condições únicas de Carajás, o jaborandi da região possui maior teor de pilocarpina, capaz de combater doenças como o glaucoma.
Não é à toa que no início de 2019, o Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado do Pará (Sistema OCB/PA) implantou em parceria com a Prefeitura Municipal de Parauapebas um Escritório Regional com a finalidade de organizar, fortalecer e fomentar o cooperativismo como estratégia de geração de renda e emprego para o município e região.
“A região de Parauapebas apresenta muita potencialidade. É preciso valorizar e preparar as cooperativas para perceberem essas oportunidades e, assim, poder aproveitá-las de maneira sustentável, econômica e socialmente. Estamos traçando um plano de trabalho e construindo uma rede de parcerias para abrir novos caminhos para o desenvolvimento do cooperativismo da região. Afinal, com o cooperativismo todos ganham”, enfatiza Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA.
Serviço: O Escritório Regional de Parauapebas funciona de 08h às 14h, na Sala do Empreendedor, Rua C, 471. Cidade Nova. Parauapebas. Pará.

Formar colaboradores mais preparados à altura dos desafios das cooperativas. Esse é um dos objetivo do Sistema OCB/PA ao realizar o Curso Preparatório para a CPA-10, voltado para os profissionais das cooperativas de crédito. A capacitação será nos dias 14, 21 e 28 de setembro na Sede do Sistema OCB/PA em Belém. Inscrições gratuitas.
A CPA-10 é uma certificação bancária que visa comprovar a qualificação dos colaboradores de cooperativas de crédito e instituições financeiras, por meio de uma prova técnica onde são cobrados conhecimentos sobre o mercado financeiro e produtos a serem vendidos por estes profissionais. Segundo Leôncio Yoshio, Administrador e Especialista em Mercado de Capitais, que será o instrutor do curso, a parceria com a OCB/PA o longo dos anos tem tornado os cooperados mais preparados para o exame.
“A nossa parceria com o Sistema OCB/PA, já existe há mais de 4 anos, tanto na capital como nos interiores. Todos os colaboradores que fizeram o curso passaram na prova, comprovando a qualificação dos profissionais das cooperativas de crédito”, enfatiza.
O curso será dividido em 7 módulos ao longo dos três dias: Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado; Ética, Regulamentação e Análise do Perfil do Investidor; Noções de Economia e Finanças; Princípios de Investimento; Fundos de Investimento; Instrumentos de Renda Variável e Renda Fixa; e Previdência Complementar Aberta: PGLB e VGBL.
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo e-mail: