
Capacitar jovens capazes de desenvolver o cooperativismo com uma visão prática da realidade. Esse é o objetivo do programa Somos Líderes, uma iniciativa do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop). Entre as 35 potenciais lideranças selecionadas do país, Antônio Victor, de Capanema, irá representar a região norte.
O projeto abriu seleção em 16 de agosto e no dia 20 de setembro foram divulgados os selecionados. Entre os critérios de classificação, foram avaliados o comprometimento com um cooperativismo ético, as habilidades na comunicação e no relacionamento com as pessoas e possuir, claro, um interesse pela inovação e transformação. Ao todo, foram 1553 inscritos, de todas as regiões do país, para concorrer a 35 vagas.
O paraense Antônio Victor tem 27 anos e é associado ao Sicredi Belém. É empresário e possui uma longa formação: técnico em agronegócio; graduado em pedagogia; especialização em gestão de projetos; MBA em empreendedorismo, marketing e finanças; mestrando em desenvolvimento sustentável e bacharel em ciências contábeis. Foi por meio da formação acadêmica que Antônio conheceu os benefícios do cooperativismo.
“Conheci o cooperativismo estudando o agronegócio. Descobri nesse segmento que o cooperativismo é uma forma privilegiada de desenvolver a participação e o crescimento de setores econômicos na sociedade brasileira. Seja aplicado a empresas rurais ou ao crédito, o cooperativismo é uma forma de trazer as pessoas para o centro da atividade econômica, gerando protagonismo e renda, aliado à sustentabilidade”, explica.
O Somos Líderes está na sua primeira etapa. Desde segunda-feira (28), os jovens estão em Recife participando de capacitações e discussões ligadas a temas como liderança, protagonismo, transformação digital, conhecimento de si mesmo, dentre outros. O superintendente do Sistema OCB, Renato Nobile, participou das atividades de abertura.
Um diferencial do curso é que todos os alunos terão acompanhamento feito por mentores, escolhidos entre os dirigentes das cooperativas reconhecidas pelo Prêmio SomosCoop Excelência em Gestão. Essa orientação personalizada continua por até dois anos após a conclusão do curso.
Além de Recife, os jovens também participarão de módulos presenciais em Chapecó (SC), São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG) e Brasília (DF). E para potencializar o aprendizado, estão previstas visitas técnicas a instituições e organizações que implantaram soluções que mostram na prática os conteúdos trabalhados durante o programa.
“Quando falamos em futuro pensamos na juventude. E tudo o que temos a oferecer é a disposição e força de vontade de potencializar o cooperativismo. Para que possamos assumir postos de lideranças e garantir a continuidade desse sistema que é tão importante para a economia brasileira, é preciso desenvolver habilidades socioemocionais, estratégias, habilidades de trabalhar com pessoas, pois elas são o motor do cooperativismo. Para mim, estar recebendo essas capacitações e viver essas experiências é um privilégio. Uma grande iniciativa do Sistema OCB”, completa Antônio Victor.
Texto: Fernando Assunção

Encontro Estadual do Cooperjovem e Acelera Coop são algumas das atividades promovidas pelo Sistema OCB/PA durante esta semana. Destaque também para a reunião com o Deputado Dirceu Ten Caten, representante da Frente Parlamentar do Cooperativismo Paraense (FRENCOOP/PA), sobre as demandas cooperativistas para os parlamentares. ✅✅
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Integrar conhecimentos de diversas áreas e escolas de pensamento aplicadas à prática cooperativista no Brasil e em outros países, contrastando as experiências de cada localidade. Esse é o objetivo da 14ª edição do Curso Internacional de Cooperativismo. Com o tema “Cooperativismo, desenvolvimento rural e meio ambiente”, o curso ocorrerá entre os dias 4 e 6 de novembro. Desta vez, a sede será a Universidad de Alicante, na província de Valência na Espanha.
A programação seguirá três diretrizes: Desenvolvimento rural, cooperativas e agroecologia; Agroecologia e sistema agroalimentar; e Educação, agroecologia e políticas públicas. A partir dessa direção, o evento discutirá temas como “Panorama do cooperativismo na Amazônia Paraense” e “Sistemas agroecológicos no território do Baixo Tocantins no Pará”. Entre os debatedores estão os professores do mestrado profissional em cooperativismo do Instituto Federal do Pará – Campus Castanhal Dr. Adebaro Alves, Dra. Maria Regina Sarkis, Dra. Roberta de Fátima Rodrigues e Dra. Louise Ferreira.
A realização é uma parceria do Sistema OCB/PA, IFPA Castanhal, Universidade Estadual de Maringá (UEM), Universidad de Alicante (UA), Instituto Universitário de Estudos Sociais da América Latina da UA, Grupo de Investigações Desenvolvimento Rural e Empreendimentos Solidários na União Europeia e América-Latina (Coodresuel), Universidade de Le Mans (França), Universidade Central e UTE, ambas do Equador. Colabora ainda a Sociedade Cooperativa Corazón Verde (Espanha), Federação Valenciana de Empresas Cooperativas de Trabalho (Fevecta) e Integrada Cooperativa Agroindustrial (PR).
Serviço
As inscrições podem ser feitas pelo e-mail
Confira aqui a programação completa e lista de palestrantes.
Texto: Fernando Assunção

O projeto OCB Itinerante ? que ocorreu na última semana em Tucuruí foi destaque no Jornal Diário do Pará. De 21 a 25 de outubro, a entidade difundiu os ideais do cooperativismo aos empreendedores do município, por meio de atendimentos, orientações, visitas técnicas e cursos de formação profissional. ✅✅
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Em apenas 8 anos, a Cooperativa Agroindustrial Paragominense (Coopernorte) alcançou cerca de 300 milhões em faturamento. No início, só havia a disposição de 33 mãos que se uniram e apostaram na iniciativa. Hoje, o empreendimento se consolida como um dos maiores volumes de produção e operação no setor de grãos.
Atualmente são 83 cooperados e 92 colaboradores. Atendendo ao aumento da produção, a singular recentemente adquiriu um novo silo. Agora serão dois pontos atuando para garantir uma maior capacidade de armazenamento e limpeza dos grãos. E o crescimento não para por aí. A projeção da cooperativa é ampliar seu ramo de produção até 2022 para o cultivo de soja e fornecimento de ração animal e gêneros alimentícios.
“A Coopernorte é um dos bons exemplos de que o cooperativismo pode ser operacionalizado com sucesso se, aliado ao espírito de empreendedorismo coletivo, houver profissionalismo e responsabilidade. E essas características são latentes nos diretores da cooperativa. O Sistema OCB/PA parabeniza a Coopernorte pelos 8 anos de crescimento e contribuição para o cooperativismo. Temos uma parceria que se estende desde o início da trajetória da cooperativa no processo de regularização do terreno e construção do primeiro silo”, enfatiza Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/Pará.
Mulheres
Uma das importantes atuação da cooperativa é na inclusão da mulher no ambiente do agronegócio. Por iniciativa da cooperada Cirede Carloto, a Coopernorte implementou o Núcleo de Mulheres Cooperativistas. O departamento visa estimular a participação das mulheres no agronegócio, agregando as esposas dos associados ao processo de desenvolvimento da cooperativa. Realiza palestras, capacitações, além de atividades de cunho social.
Visando essa integração, o Núcleo participou, no início do mês de outubro, do 4º Congresso Nacional das Mulheres do Agro. O evento, que aconteceu em São Paulo, destacou a contribuição das mulheres como aceleradoras das inovações que conduzem o agronegócio no Brasil. “O Congresso das Mulheres Agro reuniu mais de 1.900 mulheres em dois dias intensos para discutir o nosso papel dentro do agronegócio. Temos potencial para ser protagonistas neste setor tão importante para a economia do país e estamos atuando para isso no desenvolvimento da Coopernorte”, destaca Cirede.
Texto: Fernando Assunção

A gincana ecológica da Escola Estadual Joaquim Viana já recolheu cerca de dez toneladas de resíduos das ruas de Ananindeua. O objetivo é estimular a consciência ambiental, valorizar os catadores de material reciclável e mostrar a importância da coleta seletiva para crianças, jovens e comunidade em geral. A terceira edição ocorre no próximo dia 31, realizada pelo Projeto Com-Vida e apoio da escola e professores. O montante de resíduos coletados será destinado à Cooperativa de Trabalho dos Profissionais do Aurá (Cootpa).
A gincana consiste em duas atividades principais: a arrecadação de material e a confecção de um projeto de paisagismo de jardinagem. Todas as turmas dos turnos manhã e tarde estão mobilizadas. A arrecadação já começou nas feiras, comércios e residências próximas à escola. A turma que mais se destacar nas duas tarefas ganhará um passeio ecológico no Museu Paraense Emílio Goeldi.
De acordo com dados da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), o Pará está entre os estados que menos aproveita o lixo para reciclagem. Diante desse cenário, há quase 20 anos a contribuição da Cootpa para Região Metropolitana de Belém tem se destacado. A cooperativa atua no recebimento, triagem e prensagem dos resíduos. Também organiza ecopontos em Ananindeua onde a população faz o descarte adequado do lixo. Atualmente, os cooperados atuam em oito roteiros de recolhimento: Cidade Nova 1, 2, 3, 4, 5, 8, Guanabara e Conjunto Condurú.
“Conheço o trabalho desenvolvido pela Cootpa já alguns anos. Quando iniciamos o projeto, entramos em contato com a cooperativa que de imediato nos atendeu. A nossa parceria se estende o ano inteiro na escola com campanhas de educação ambiental e projetos de recolhimento de resíduos para reciclagem, a exemplo da gincana ecológica. Acreditamos na escola como um mecanismo importante no sentido de transformar a consciência das pessoas acerca do descarte de lixo”, afirma Cristina Arruda, professora da escola e coordenadora do projeto.
Noemia Nascimento, presidente da Cootpa, acredita que iniciativas como a da escola Joaquim Viana trazem benefícios para toda a sociedade. “Projetos como esse beneficiam a todos. Estimula crianças e adolescentes a terem novos hábitos em relação ao descarte de lixo, que levarão para dentro de casa e mudarão também a cabeça dos pais; beneficia a comunidade nos entornos que terão ruas mais limpa; beneficia a escola que receberá projetos de paisagismo que embelezarão os corredores; e beneficia a cooperativa, pois gera renda para nossos associados. Esperamos que a partir do exemplo da Joaquim Viana, outras escolas possam desenvolver ações numa área tão carente no nosso Estado que é a do saneamento”, completa.
Texto: Fernando Assunção

Com 32 anos de história, beneficiando cerca de 2.500 famílias e com uma capacidade de produzir, em média, 50 toneladas de leite em pó e 30 toneladas de soro em pó e leite condensado ao dia, a Cooperativa Agropecuária Mista de Terra Nova do Norte (Coopernova) é considerada uma das maiores cooperativas de agricultores do Mato Grosso. E foi com o objetivo de possibilitar uma troca de experiências em torno da atividade leiteira, que o Sistema OCB/PA promoveu intercâmbio técnico entre a singular mato-grossense e a Cooperativa Agropecuária de Redenção e Região (Cooperagre). A ação ocorreu entre os dias 14 e 16 de outubro.
Na oportunidade, os diretores da Cooperagre puderem conhecer a dinâmica da cadeia produtiva do leite na Coopernova, as práticas de produção, operacionalização e comercialização, assim como conhecer as instalações do parque agroindustrial da entidade, constituído de uma indústria de laticínios, fabricação de ração e suplementos minerais e indústria de beneficiamento de frutas. A agroindústria está em processo de ampliação e agora abrangerá também o processamento de leite em pó e leite condensado.
Para Joel Ferrarini, presidente da Cooperagre, a experiência deu um gás na cooperativa, que se propõe a atender a cadeira produtiva do leite das regiões sul e sudeste do Estado do Pará. “Ver o progresso que nossos irmãos da Coopernova tiveram deu um ânimo para seguirmos fomentando o cooperativismo. Nós viemos de um processo de muitas dificuldades de implementar o modelo de negócio na nossa região, mas essa experiência proporcionada pela OCB/PA mostrou que a intercooperação possibilita que enfrentemos os desafios e superemos as dificuldades. Estamos ansiosos para voltar para Redenção e aplicar as técnicas aprendidas”, pontua Ferrarini.
Outro ponto importante é a relação da cooperativa com os cooperados. Com 2.400 associados, 400 colaboradores e 4 filiais, a Coopernova tem desenvolvido uma série de capacitações sobre cooperativismo que tem como objetivo atrair e fidelizar os cooperados. Uma delas é o comitê educativo, que inclui cursos e formações sobre os benefícios do cooperativismo para a comunidade em geral.
“O cooperativismo é uma forma de organização que vem de encontro com o que nós, produtores, precisamos. Esperamos que, a partir das experiências que já vivemos na área da produção de laticínios, a gente possa ajudar outras cooperativas que possam vir a passar pelas mesmas situações. Queremos agradecer a OCB/PA que tanto tem estimulado essa intercooperação e estaremos acompanhando os progressos da Cooperagre”, afirma Daniel Robson, presidente da Coopernova.
Em 2020, o Sistema OCB/PA promoverá novamente intercâmbio com a COOPERNOVA, levando cooperativas do mesmo ramo de atividade das regiões nordeste, sul e sudeste do Pará. A COOPERAGRE foi a primeira cooperativa a participar deste intercambio em virtude de estar no processo de idealização do projeto de sua indústria de lacticínio em Redenção, localizada próximo à fronteira do estado do Mato Grosso.
Texto: Fernando Assunção

O crescimento do cooperativismo ?, de 2016 a 2018, em quase 42% no Estado foi destaque no Jornal O Liberal deste domingo (20). ✅✅ A progressão se refere à quantidade de cooperados. Já quanto ao número de cooperativas, foi registrado um crescimento de 23,56%.
No Diário do Pará, o destaque ficou por conta do Projeto OCB/PA Itinerante ? que começa hoje (21) em Tucuruí. A abertura oficial ocorre a partir das 19h no teatro da Praça CEUs. A programação segue até sexta (25), com atendimento e orientações sobre cooperativismo, visitas técnicas e capacitações. ✍
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A tendência de negócios coletivos tem ampliado o interesse do ambiente acadêmico pelo cooperativismo, mas a carência de materiais dificulta a pesquisa científica. Para dar maior visibilidade ao segmento, o Sistema OCB/PA e a Universidade Federal Rural do Pará (Ufra) produzirão revista científica com trabalhos acadêmicos já produzidos sobre o assunto. O lançamento da primeira edição, que será digital, está previsto para ocorrer em abril de 2020, durante a 2ª Feira de Negócios do Cooperativismo (Fencoop).
A iniciativa está dentro das perspectivas do Acordo de Cooperação Técnica entre o Sistema e a Universidade. A revista será anual e está na etapa de elaboração. Inicialmente, serão selecionados dez artigos já produzidos pelas turmas de MBA do SESCOOP/PA que passarão por uma adequação às normas de padrão da ABNT. A definição será do corpo editorial da Ufra, que também dará suporte técnico, científico e no diálogo com a editora da Universidade para a publicação da revista. A ideia é incentivar a produção de conhecimento acadêmico sobre cooperativismo e que as próximas edições sejam abertas para o recebimento de material sobre o tema.
Desde 2018, o Acordo de Cooperação Técnica, firmado entre a Instituição e o Sistema OCB/PA já implantou uma série de programas e projetos em um esforço conjunto em prol do desenvolvimento e produção de conhecimento a cerca do cooperativismo.
“Essa publicação vem exaltar ainda mais a parceria de sucesso entre a OCB/PA e a Ufra e visa contribuir para a agricultura familiar, geração de renda e extensão e agora dando destaque à pesquisa e as obras literárias. Isso ampliará a visibilidade às atividades desenvolvidas pelo cooperativismo, algo que ficará marcado tanto para a história da OCB/PA quanto para a história da Universidade”, enfatiza Celso Cardoso, Gerente de Assuntos Comunitários da Pró-Reitoria de Extensão da Ufra.
Para Wanubya Campelo, professora da Ufra e membro do corpo editorial da revista, a relação entre o cooperado que vive no campo e a vivência na universidade estão intrinsecamente ligadas. Enquanto a universidade precisa da prática para pesquisa e aplicação de suas teorias, o conhecimento acadêmico aplicado ao exercício cooperativista ajuda a aprimorar as técnicas utilizadas durante o processo.
“O cooperativismo carece da universidade e a universidade precisa do cooperativismo, porque não existe universidade sem a prática e a prática é fundamental para a elaboração das teorias. A revista vai apresentar esses casos práticos sobre o olhar das teorias e técnicas acadêmicas. Os cooperados também precisam dessas teorias para que eles implementem, desenvolvam e melhorem suas produções”, completa Wanubya.
Texto: Fernando Assunção
O cooperativismo não para! Nesta semana, com visitas técnicas, treinamentos e reuniões nas regiões sudeste, oeste, nordeste e baixo-amazonas do Estado, além da capital.
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A homenagem do Sistema OCB/Pará a uma das maiores manifestações de cooperativismo, união e fé - o Círio de Nossa Senhora de Nazaré? - estampou as páginas do Jornal O Liberal deste domingo (13). Já no Diário do Pará, o destaque ficou com os 36 anos da Crednorte⚒?!
#OCBnaMídia #Crednorte #CíriodeNazaré


Base da economia paraense, a agropecuária corresponde a mais de 12% do PIB estadual. O segmento precisa ser melhor explorado e a evolução do setor depende em parte da organização socioprodutiva proporcionada pelo cooperativismo. Uma das medidas adotadas pelo Sistema OCB/PA para aperfeiçoar o atendimento às cooperativas agro foi a contração do engenheiro agrônomo Deivison Pinheiro, que fará essa interlocução e mapeamento das necessidades específicas do ramo. Na programação, estão sendo feitas visitas técnicas em todas as singulares.
As primeiras cooperativas a serem visitada foram da região do nordeste paraense. Nelas, o analista do Sistema OCB/PA deparou-se com uma amostra do cooperativismo paraense. Já foram visitadas as cooperativas CAMTA, COOADAFTAR e CART, fazendo-se um levantamento das demandas, capacitações e treinamentos. Estão programadas para a próxima semana visitas na COOPASMIG, COAPEMI, AMAZONCOOP, D’IRITUIA e COOPERURAIM.
“Embora estejam no mesmo setor, cada negócio cooperativo possui especificidades que os tornam únicos. Entender o ponto de vista, conhecer a realidade de cada um e, por vezes, traduzir determinada demanda, fará com que possamos atuar melhor no desenvolvimento do cooperativismo agro paraense” explica Deivison.

Diagnóstico
Desde o lançamento da primeira edição do Diagnóstico do Cooperativismo Paraense (Diagcoop), percebeu-se a necessidade de investir de maneira mais técnica nas cooperativas do Ramo Agro. A partir daí, por meio do Programa de Aprimoramento da Gestão Cooperativista (Gescoop), o Sistema OCB/PA desenvolveu um plano de ação para capacitar e orientar as cooperativas a desenvolverem a gestão, o negócio e a comercialização dos produtos, incluindo adequações aos requisitos exigidos pelos mercados institucionais, a exemplo das Forças Armadas.
“Ao visitar as cooperativas, vamos aproveitar para fazer a atualização in loco dos dados para a produção da próxima edição do Diagcoop. Vale lembrar que foi a partir do primeiro volume do Diagnóstico que o Sistema OCB/PA obteve um mapeamento real da situação dos segmentos cooperativistas e deu início a uma série de ações em prol das singulares”, comenta Deivison.
Outra ação estratégica foi a produção do documento “Qualificação de Demandas Cooperativistas para Emendas Parlamentares”, que contém dados sobre as principais necessidades do ramo agro em relação à infraestrutura. O Sistema passou a apresenta-lo a deputados estaduais, federais e senadores com o objetivo de fomentar a verticalização produtivo por meio das emendas.
Também está articulando-se parcerias para planejar – por exemplo – a destinação de produtos, por meio de estudos prévios da demanda de produção e adequação do design de embalagens às exigências de mercado. Também está apoiando a criação da Central Agropecuária do Nordeste Paraense, que irá aproximar e integrar as cooperativas para melhor comercialização.
“Cada passo dado visa a consolidação e o crescimento do cooperativismo. É assim que faremos deste setor singular uma referência no nosso Estado”, enfatiza Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA.

Em visita institucional à Casa do Cooperativismo, o senador recebeu o documento “Qualificação de Demandas Cooperativistas para Emendas Parlamentares”, que contém dados sobre as principais necessidades do ramo agro em relação à infraestrutura. Também discutiu-se sobre projeto que Zequinha planeja implementar com produtores de Tucuruí em parceria com o Sistema OCB/PA.
As principais demandas ressaltadas foram a aquisição de indústria própria, veículos para transporte da produção, revisão de plano de manejo e da unidade da flona, câmara frigorífica para armazenagem das mercadorias, diferimento fiscal, certificação e envasamento dos produtos.
A conversa foi preliminar e ainda será marcada outra reunião para discutir aspectos técnicos sobre as necessidades das cooperativas. “A perspectiva é que consigamos estreitar ainda mais essa relação para trabalharmos juntos em prol do desenvolvimento do cooperativismo no Pará. Zequinha deixou evidente que as cooperativas são um dos seus focos de atuação, já que somente o empreendedorismo pode, de fato, transformar a realidade dos pequenos produtores”, enfatizou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
O senador também apresentou projeto de piscicultura que pretende implantar com ribeirinhos de Tucuruí, agregando um total de 360 famílias da região. A intenção é formalizar uma cooperativa que trabalhe com pesca em tanque rede, promovendo o desenvolvimento socioeconômico a partir da geração de trabalho, emprego e renda. Outra linha de atuação do projeto é contribuir para a preservação do meio ambiente ao se evitar a pesca predatória, atividade bastante comum na região.
“O lago de Tucuruí abrange muitas famílias de ribeirinhos que, hoje, atuam isoladamente na pesca artesanal e predatória. Nossa intenção é dar oportunidade para esses produtores profissionalizarem seu negócio, tornando-se, de fato, empreendedores. Não há dúvidas de que existe um enorme potencial pesqueiro a ser explorado na região, mas é preciso que tenham condições para desenvolver suas atividades. Através das parcerias que estamos articulando, esse projeto se tornará possível”, comentou o senador.
A Cooperativa de Trabalho dos Agricultores Familiares de Primavera (Cooprima) certificou 16 novos produtos junto à Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo. O selo comprova a origem e qualidade dos produtos artesanais à disposição do consumidor, ampliando as possibilidades de parcerias comerciais. O requerimento pode ser feito pelo portal do Ministério da Agricultura.
O selo tem por objetivo estabelecer e manter a confiança do consumidor na produção oriunda da agricultura familiar, criando uma imagem associada a esta. Os produtos certificados da Cooprima foram: aromatizante de priprioca; óleo de rícino; óleo de castanha do Pará; óleo de buriti; óleo de coco de babaçu; óleo de andiroba; óleo de copaíba; mel puro; mel silvestre; licor de açaí; licor de jambu; licor de cupuaçu; molho de pimenta com tucupi; urucum; leite do Amapá; e a tradicional cachaça de jambu.
Segundo a presidente da Cooprima, Joelma Nunes, a iniciativa vai valorizar ainda mais a produção familiar e a cooperativa já está trabalhando para regulamentar outros produtos. “Essa certificação vai abrir mais possibilidades para a agricultura familiar e estimular a produção a partir de uma perspectiva livre de agrotóxicos e ambientalmente sustentável. Estamos confiantes na expansão de mercado que teremos e já estamos trabalhando para regularizar também outras mercadorias, como folhagem, abóbora e macaxeira”, adianta Joelma.
Por meio da certificação, os produtos passam a ser expostos na “Vitrine da Agricultura Familiar”, uma plataforma web criada pelo governo federal para ampliar a visibilidade dos produtos oriundos da agricultura familiar. A plataforma divulga a rastreabilidade da origem do produto e informações como embalagem, valor nutricional e contatos do produtor.
Todos os agricultores familiares, com DAP, podem solicitar o uso do Selo Nacional da Agricultura Familiar (Senaf) através do portal Vitrine da Agricultura Familiar. Para requisitá-lo ou renová-lo, é preciso informar um CNPJ, no caso de DAP Jurídica (empreendimento, cooperativa ou associação) ou CPF, no caso de DAP Familiar (agricultor familiar individual). O Sistema OCB/PA pode auxiliar as cooperativas agropecuárias no devido preenchimento das informações.
“No quadro de colaboradores da unidade estadual, dispomos de uma área específica voltada ao ramo agro com especialista em engenharia agrônoma que pode orientar as singulares neste processo. Estamos à disposição para dar todo o suporte e orientação técnica necessária. É muito importante que os produtores busquem essa adequação, já que o mercado consumidor exige garantias de segurança, qualidade e sustentabilidade”, destaca o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Texto: Fernando Assunção
Foto: Keilon Feio

A área de representação política foi o destaque com a instalação da Frente Parlamentar em Defesa do Cooperativismo Paraense (FRENCOOP/PA). Já na formação profissional, foram atendidas 962 pessoas vinculadas às cooperativas paraenses em 49 ações. No total, 118 ações foram realizadas em 21 municípios paraenses, beneficiando 7.824 pessoas de 157 grupos, tanto de cooperativas quanto de interessados em constituição.
A instalação oficial da FRENCOOP/PA ocorreu no auditório da Assembleia Legislativa do Pará no dia 20. A deputada estadual Professora Nilse Pinheiro é a presidente, acompanhada por Heloísa Guimarães, Dirceu Ten Caten, Igor Normando, Ozório Juvenil e Carlos Bordalo. No total, participaram do evento mais de 200 pessoas de 18 municípios.
Como a representação política gera efeitos positivos para todas as singulares, o balanço do Sistema OCB/PA considera a totalidade de 93 mil beneficiados das 215 cooperativas registradas. No entanto, o número não entrou na contagem geral do total de beneficiados e de cooperativas atendidas.
“O primeiro desafio da nova composição é abrir caminho por meio de legislações em prol do setor cooperativista. Entre os planos da Professora Nilse está o projeto de lei que pretende inserir o cooperativismo nas escolas. Vamos dar prosseguimento às ações, fazendo a articulação política com os demais deputados para conseguirmos avanços no sentido de normativos e emendas que beneficiem o segmento”, reiterou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Outro eixo relevante de atuação junto às cooperativas foram as ações de fomento, que buscam promover a abertura de mercado para as cooperativas. Foram beneficiadas 4.545 pessoas de 75 cooperativas. A participação em audiência pública promovida pela SEMOB, por exemplo, teve o objetivo de contribuir para a regulamentação do transporte alternativo na região metropolitana de Belém. O Sistema OCB/PA participará ativamente do processo com assistência técnica para a inclusão das cooperativas.
A área de assessoria jurídica teve 5 atendimentos que beneficiaram 330 pessoas de 8 cooperativas. Já o Programa de Orientação Cooperativista (POC) teve nove ações que beneficiaram 223 pessoas de grupos interessados em constituir empreendimentos nos municípios de Santa Izabel, Ilha do Combú, Belém, São Caetano de Odivelas, Concórdia do Pará e Mojú.
Já no eixo de monitoramento das cooperativas, foram feitos 23 atendimentos que beneficiaram 948 cooperados de 23 singulares. Entre as principais ações, fez-se a aplicação do Programa de Aprimoramento da Gestão Cooperativista (GESCOOP) nas cooperativas COOPERURAIM e COOMAC Curuçá.
“Em outubro, tivemos números bastante expressivos em todas as nossas áreas de atuação. Em comparação ao mês anterior, quase dobramos o número de ações, com ênfase na formação profissional. Outro aspecto importante é o apoio na questão logística com a cessão da nossa sede para a utilização das cooperativas, o que gera uma importante economicidade para o melhor desempenho dos seus negócios”, explicou o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra.
Veja o documento na íntegra: Relatório_Setembro
Foram apenas 4 dias de um aprendizado para uma vida de sonho. Um sonho em ver uma comunidade inteira de 31 famílias com um espírito de cooperação nascido a partir de um momento grave de crise. E isso aconteceu em plena Ilha do Marajó, na comunidade de Santo Ezequiel Moreno, em Portel. Essa foi a vivência de 23 alunos do curso de Mestrado Profissional em Empreendimentos Agroalimentares do Instituto Federal do Pará – Campus Castanhal (IFPA Castanhal) durante o intercâmbio técnico ocorrido entre os dias 04 e 07 de outubro.
“É um impacto muito grande conhecer essa experiência tão viva. É realmente inspiradora. Até as crianças demonstram o espírito de coletividade e reciprocidade. A comunidade inteira pensa no futuro, em como as decisões do agora podem impactar diretamente o bem-estar das próximas gerações. Por isso há todo um cuidado em construir coisas permanentes”, conta Flávia Gil, técnica operacional do Sistema OCB-PA.
Os mestrandos conheceram a nova história da comunidade, escrita a partir e uma grave crise iniciada em 2003. Assim como em vários locais na Amazônia, as comunidades tradicionais mantinham uma base socioeconômica extrativista. Em Santo Ezequiel Moreno, não era diferente até que a coleta de açaí nativo praticamente chegara ao fim e a comunidade se viu em uma situação desesperadora. Sem base econômica, como seria manter-se viva?
Após várias reuniões em busca de alternativas para superar o problema, a comunidade ribeirinha fundou a Associação dos Trabalhadores Agroextrativista do Rio Acutipereira (ATAA) em tomaram as seguintes medidas: proibiram a extração de palmito e optaram pelo manejo sustentável dos açaizais. Posteriormente, em 2010, criaram o Fundo Solidário Açaí, o qual estabelecia que – para cada rasa de açaí vendida, R$1 seria destinado ao Fundo.
“Hoje, o valor para o Fundo é de R$2 e essa união da comunidade resultou em um empoderamento social extraordinário que virou referência. E é por isso que incluímos esse intercâmbio técnico no currículo do nosso Mestrado: para que os alunos vejam que é possível colocar em prática, de maneira real e sustentável, a relação entre social, meio ambiente e econômico”, explica Romier da Paixão Souza, professor do IFPA Castanhal.
Com o Fundo, foram realizadas melhorias na infraestrutura, como a construção de uma ponte, uma cozinha indústria na escola local e uma pequena agroindústria. De lá para cá, muita coisa mudou e para melhor. A comunidade se fortaleceu. Um dos principais desdobramentos foi a instalação do Centro de Referência em Manejo de Açaizais no Marajó (Manejaí), que visa a consolidação e democratização do conhecimento em torno do manejo de impacto mínimo de açaizais nativos para a produção sustentável de açaí.
Cooperativa
A partir dessa experiência, o Sistema OCB-PA identificou possibilidades viáveis e propícias a estruturação de uma cooperativa. “Vamos incluir um grupo indicado pela comunidade para orientar sobre a criação de uma cooperativa, desde o processo de entendimento do cooperativismo e ao negócio em si. O principal já existe aqui: a organização coletiva”, adiantou Jamerson Carvalho, analista em cooperativismo do Sistema OCB-PA.
O grupo será orientado pela incubadora de cooperativas IncubCoop do Sistema OCB-PA, que disponibiliza assessoria contábil a grupos interessados em montar cooperativas, fortalecê-las, dentro das áreas de produção de bens e serviços, agricultura familiar, transporte e mineral. O IncubCoop é realizado em parceria com a Universidade Federal do Pará e contadores voluntários.

A 41ª Exposição Agropecuária do Amazonas ??, que ocorreu entre os últimos dias 3 e 6, em Manaus, e contou com stand exclusivo das cooperativas paraenses e o 3º Encontro do Ramo Crédito ? foram destaque no Diário do Pará deste fim de semana.
#Expoagro #EncontroRamoCrédito #OCBPa
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Considerado um dos eventos mais tradicionais do Brasil, a Feira de Exposição Agropecuária do Amazonas (Expoagro) encerrou a sua 41º edição no último dia 6 trazendo o que há de melhor no mercado do agronegócio e no fomento à agricultura familiar, em Manaus. Durante a programação, o Sistema OCB/PA demonstrou um pouco da produção cooperativista do Pará em estande exclusivo.
No total, 9 cooperativas estiveram representadas no evento: Cart (Tailândia), Cooprima (Primavera), Camppax (São Félix do Xingu), Camta (Tomé-Açu), Cacauway (Medicilândia), Cooapemi (Irituia), CCampo (Santarém), D’Irituia (Irituia) e Coopasmig (São Miguel do Pará. “O nosso objetivo foi mostrar a qualidade dos produtos que as nossas cooperativas têm, desde inovações, como as farofas de jambu e de pimenta, às polpas de frutas”, contou Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA.
Nos quatro dias de evento, os participantes puderam aproveitar uma programação completa que incluiu rodada de negócios, seminários, palestras e cursos sobre temáticas relativas ao universo agro, como citricultura, agroecologia, mecanização, bovinocultura e cooperativismo. Cerca de 350 mil pessoas visitaram a feira que movimentou R$ 30 milhões em negócios com a participação de mais de 300 expositores, entre pecuaristas, produtores, comerciantes, fabricantes e investidores.
“Essa é mais uma estratégia para ampliar o acesso das cooperativas ao mercado de maneira qualitativa, organizada, para poder encantar a todos que conhecerem os nossos produtos. Afinal, enquanto o mundo clama por uma produção social e ambientalmente sustentável, o cooperativismo já traz em essência e no dia a dia todos esses valores”, enfatizou Raiol.