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Agenda Semanal ?✍

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OCB/PA na Mídia – Frente Parlamentar e Sicoopes

OCB/PA na Mídia – Frente Parlamentar e Sicoopes

 Frencoop e Sicoopes foram destaques na mídia paraense no último final de semana.

A criação da Frente Parlamentar em Defesa do Cooperativismo pela Assembleia Legislativa do Estado teve evidência no jornal O Liberal de sexta, 30. A instalação da Frente, de autoria da Deputada Nilse Pinheiro, está prevista para o dia 20 de setembro e as reuniões serão públicas, com periodicidade e locais estabelecidos pelos seus membros.

No Diário de domingo, 01, o XII Sicoopes teve notoriedade especial. O evento, que ocorreu de 27 e 30 de agosto no IFPA Castanhal, é uma referência internacional de produção de conhecimento e tecnologias agroalimentares socialmente justas, economicamente viáveis e ambientalmente sustentáveis e comemorou a expansão das parcerias nacionais e internacionais.

SICOOB Unidas chega a Capanema

SICOOB Unidas chega a Capanema

 

 

 

Até 2022, a cooperativa SICOOB Unidas pretende aumentar o número de agências em 114%, chegando a 15 pontos de atendimento no Estado. Capanema é um dos municípios previstos em seu planejamento estratégico. Na última semana, a singular realizou o evento de lançamento da nova agência na região, apresentando o diferencial do cooperativismo financeiro para empresários e autoridades políticas.

 

 

O evento aconteceu na quinta-feira, dia 28 de agosto, em espaço de eventos da cidade e reuniu mais de 300 pessoas, entre empreendedores da região, professores e estudantes de instituições de ensino e líderes políticos como o prefeito de Capanema, Chico Neto, que comentou sobre sua experiência como cooperado da Sicoob Unidas a força da cooperativa em todo o Pará.

 

 

A nova diretoria da Sicoob Unidas esteve presente no evento, junto com o novo presidente, Manoel de Jesus Martins, que afirmou que uma nova agência em Capanema estava no planejamento estratégico da cooperativa.

 

 

Na ocasião, o palestrante Luiz Ajita, que é presidente do Consad Sicoob Metropolitano, fundador do Instituto Sicoob (entidade social da Sicoob) e ex-presidente da Sicoob Nacional, compartilhou sua experiência no cooperativismo em todo o mundo com o público presente.

 

 

 

 

A Sicoob Unidas atua em 6 municípios do Estado do Pará, sendo eles Belém, Ananindeua, Abaetetuba, Barcarena, Marituba, Santa Izabel do Pará e em dezembro de 2019, estará inaugurando a nova agência em Capanema, que será a primeira instituição financeira da cidade, abrigando comodidade, segurança e atendimento humanizado e vai atender o município e regiões.

 

 

A Unidas inaugurou a sua última agência na Cidade de Belém, na Avenida Augusto Montenegro, em dezembro de 2018.

 

 

Fonte: Ascom Sicoob Unidas.

Unimed Belém aprimora atendimento para pacientes críticos

Unimed Belém aprimora atendimento para pacientes críticos

 

 

A ultrassonografia aplicada aos cuidados intensivos de pacientes críticos gera maior assertividade, rapidez e comodidade no atendimento. Em Belém, os médicos cooperados da Unimed são um dos poucos profissionais capacitados nessa metodologia inovadora a partir de curso promovido em parceria com o SESCOOP/PA.

 

O treinamento ocorreu durante esta semana, com finalização nesta sexta. A facilitação foi do Foro Internacional en cuidados crítico (FICC SAS), empresa dedicada ao atendimento das necessidades relacionadas ao paciente crítico. Possui vasta experiência na área de Ecocardiografia/ultrassonografia para monitorização hemodinâmica e respiratória aplicada à terapia intensiva, referência na Colômbia, Panamá, Equador e Brasil.

 

O curso alia teoria e prática para médicos e enfermeiros. Os participantes foram orientados no gerenciamento de equipamentos, aquisição de imagens básicas e avançadas de coração, pulmão, abdômen e membros inferiores que permitem orientar o manejo em situações de emergência e no dia a dia da Unidade de Terapia Intensiva.

 

“É um exame muito importante para avaliar a função cardíaca e pulmonar de pacientes internados em UTI. O curso é mais uma ferramenta que a Unimed oferece na capacitação dos cooperados, sempre pensando em oferecer um atendimento de qualidade e de ponta para os seus clientes”, explicou o presidente da Unimed Belém, Wilson Niwa.

 

Com um total de 20 horas, o curso foi baseado em um princípio prático, com palestras interativas, apresentação de casos reais e módulos práticos com modelos ao vivo. Ocorreu workshop com estações práticas pré-definidas, livre revisão e treinamento prático, apresentação e discussão interativa de casos.

 

“O ecocardiograma avalia como o coração está funcionando, assim como o pulmão em relação ao volume, pressão, inflamações e edemas. Isso evita de ter que tirar o paciente da UTI para fazer tomografia e outros tipos de exame, fazendo a beira leito. Além de gerar mais assertividade, gera a otimização de recursos e barateamento dos custos”, reiterou o presidente da Unimed Belém.

 

Na ocasião, foram sorteadas 3 vagas grátis entre os 30 participantes para o curso avançado que será realizado em Bogotá (Colômbia). Será em 2020, durante o II Congresso Internacional de Monitorização Hemodinâmica do paciente crítico.

 

 

 

A COOPERATIVA

Atualmente, o Ramo Saúde no estado do Pará está representado por oito cooperativas registradas no Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB/PA), entre as quais a Unimed Belém possui os números mais expressivos. De acordo com os dados do Diagnóstico do Cooperativismo Paraense, dos 4.539 cooperados atuantes no ramo, a Unimed possui 1.852 cooperados, cerca de 40%. Dos 3.851 empregos diretos gerados pelas singulares, a Unimed é responsável por 2.079 colaboradores, aproximadamente 54%.

 

A cooperativa atende 276 mil clientes da capital e 36 mil do intercâmbio de outros Estados. A urgência e emergência ocorrem nas unidades Doca, BR e Batista Campos, ficando o Hospital Geral (HGU) exclusivamente para a assistência especializada. A unidade já tem mais de uma década de atuação com a missão de oferecer um dos melhores serviços de alta complexidade em saúde na rede privada de Belém. Detém um dos maiores parques tecnológicos de diagnóstico por imagem da capital e expertise em Cardiologia, Neurologia e Cirurgia Vascular. 

 

“A Unimed está saindo na frente, investindo na capacitação de uma nova ferramenta de monitorização de pacientes críticos. São poucos médios em Belém com essa qualificação. É mais um diferencial da cooperativa, que tem investido na capacitação continuada de toda a equipe. Somente ano passado, tivemos quase 2 mil colaboradores treinados pelo SESCOOP/PA, assim como médicos participando de pós-graduação em terapia intensiva”, reiterou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

Sicoob Credijustra, de Brasília, encaminha registro na OCB/PA

Sicoob Credijustra, de Brasília, encaminha registro na OCB/PA

 

Atingindo a marca de R$ 240 milhões de ativos totais no primeiro semestre de 2019, a cooperativa de crédito constituída em Brasília desenvolve suas atividades com foco nos servidores das Justiças do Trabalho e Eleitoral. A sua filial em Belém está expandindo sua atuação no Estado e encaminhou o processo de registro suplementar no Sistema OCB/PA. O objetivo é aprimorar a gestão, qualificação do quadro social e abertura de mercado.

 

A cooperativa, criada há 28 anos no Distrito Federal, chegou em 2015 no Pará.  Atualmente atende ao Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (TRT8) e ao Corpo de Bombeiros do Estado. Possui quatro postos em Belém, além de atuar com cinco postos físicos em Brasília, um em Santa Catarina e um em Porto Alegre. Há pontos de atendimento no TRT 8 e na avenida Senador Lemos, assim como pontos de relacionamento no Comando Geral do Corpo de Bombeiros e no Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

 

Com números consolidados do primeiro semestre de 2019, a SICOOB Credijustra possui R$ 240 milhões de ativos, patrimônio líquido de R$ 44 milhões, volume de operações de crédito chegando a R$ 164 milhões, R$ 160 milhões em volume de captação em depósito e 7 mil associados. Só no Pará, são 2.600 cooperados. Em 2018, a cooperativa teve R$ 8,8 milhões em resultados, dentre os quais foi distribuída uma sobra de aproximadamente R$ 3 milhões.

 

No processo de expansão no Pará, a cooperativa protocolou pedido de livre admissão ao Banco Central que está em análise. A expectativa é que até o final de 2019 se tenha essa definição.  “Temos um grande carinho por este Estado que tem grande representação em nossa carteira de associados. Por isso, estamos interessados em investir mais aqui para ser a melhor cooperativa de crédito do Estado”, explica o presidente da Credijustra, Alexandre Machado.

 

Outra meta da cooperativa é ampliar a sua capilaridade para o interior do Pará através de novas plataformas. A intenção é criar a base de atendimento de uma agência digital em Belém para atender aos demais municípios, à exemplo da estrutura digital disponibilizada em Brasília. Com a assinatura digital, é possível oferecer à distância todo o seu portfólio de soluções financeiras aos cooperados.

 

“Já temos um relacionamento bem expressivo com a OCB no Distrito Federal. Inclusive, nosso presidente, Alexandre Machado, é também vice-presidente da Organização. Por isso buscamos o contato com o SESCOOP/PA no sentido de ter a mesma proximidade, participando de eventos e treinamentos. Valorizamos muito esse acesso dos nossos colaboradores ao que o Sistema pode proporcionar em termos de enriquecimento de conhecimento”, explicou o diretor administrativo da SICOOB Credijustra, Jaime Souza.

 

REGISTRO

De acordo com a Lei Nº 7.780 de 2013, todas as cooperativas devem estar legalmente constituídas e devidamente registradas na Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado do Pará (OCB/PA) para o seu regular funcionamento no âmbito estadual. A partir do deferimento do registro, as singulares podem usufruir de todos os serviços disponibilizados através das ferramentas de monitoramento, qualificação profissional e promoção social.

 

“Já acompanhamos a cooperativa desde sua chegada à Belém e recebemos a notícia de sua aproximação com muita alegria, sabendo o quanto podemos contribuir para o desenvolvimento de suas atividades. Atuamos com treinamentos específicos para o ramo financeiro, como o FORMACRED, além de disponibilizar os cursos exigidos pelos normativos do Banco Central. Dentro do Sistema, é certo que a SICOOB Credijustra conseguirá ampliar seu mercado no Pará”, reiterou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

Missão Comercial a Israel abrirá mercado para o Cooperativismo Brasileiro

Missão Comercial a Israel abrirá mercado para o Cooperativismo Brasileiro

As cooperativas agropecuárias poderão ampliar sua relação comercial com o mercado consumidor israelense. Isso porque a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) estão promovendo uma Missão de Negócios das Cooperativas do Mercosul a Israel. A viagem será entre os dias 25 e 29 de novembro e contará com a participação de dirigentes cooperativistas e representantes dos governos do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. As inscrições seguem até o dia 31 de agosto.

Além de visitas técnicas para conhecer as tecnologias utilizadas, a delegação participará da Feira Internacional Israfood, a maior do segmento de alimentos do país. A Israfood reúne em seus espaços ampla oferta de produtos alimentícios exportados pelas cooperativas brasileiras, como carnes, frutas e café. O grupo vai conhecer também o setor leiteiro israelense a fim de elaborar estratégias que estimulem a exportação de leite para além do Mercosul.

“A qualidade dos produtos das nossas cooperativas têm tudo para se destacar ainda mais no mercado israelense, que já exporta frutas e outros insumos do país. A troca de experiências com outras cooperativas do Brasil e dos países do Mercosul também vai ser fundamental para o desenvolvimento do cooperativismo paraense”, enfatizou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

As cooperativas paraenses têm abraçado o objetivo da Missão e veem no projeto uma oportunidade para expandir seus negócios. “Iniciativas como essa ajudam a fazer com que o mercado externo conheça a qualidade do que é produzido na Região Amazônica. Acreditamos no potencial ainda do açaí e outras frutas tropicais, como o taperebá, o bacuri e o cupuaçu, que através dessa plataforma podem expandir seu mercado e contribuir para o fortalecimento da produção cooperativista”, afirmou o presidente da Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu (CAMTA), Alberto Oppata.

 

A Iniciativa

A parceria da OCB com o governo brasileiro visa, além da promoção dos negócios internacionais, estimular a troca de experiências entre os movimentos cooperativistas do Mercosul. A ideia é que a Embrapa e o Instituto Nacional de Pesquisas da Erva Mate da Argentina se tornem parceiros na busca por alternativas de produção de maior valor agregado.

Esta será a segunda missão conjunta organizada no âmbito da Reunião Especializada de Cooperativas do Mercosul, entidade que integra as cooperativas do bloco econômico. Em 2018, uma Missão Comercial de Cooperativas foi organizada à África do Sul, Botsuana e Namíbia, países membro da União Aduaneira da África Austral, organismo internacional com o qual o Mercosul possui um acordo de livre comércio.

 

Custos da Participação

Cada participante deverá se responsabilizar pelas despesas de viagem, hospedagem e alimentação. O Ministério da Agricultura do Brasil providenciará o serviço de transporte terrestre e tradução simultânea durante as reuniões em Israel. Já o Pavilhão Brasil na Israfood contará com estrutura completa, incluindo recepcionistas bilíngues, catálogo institucional e mobiliário para preparação e exposição de produtos, bem como para reunião com os potenciais compradores.

Serviço: Inscrições podem ser feitas no e-mail Este endereço de e-mail está sendo protegido de spambots. Você precisa habilitar o JavaScript para visualizá-lo.. Mais informações: (61) 3217-2142

Mudança nos Ramos alterará Estatuto da OCB-PA

Mudança nos Ramos alterará Estatuto da OCB-PA

A partir da mudança dos ramos prevista para o dia 1º de janeiro de 2020, o Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado do Pará (OCB-PA) fará uma chamada pública voltada para as cooperativas. O objetivo é ouvir as demandas, sugestões e definir em conjunto a melhor forma de modernizar o estatuto da Organização. As cooperativas terão até 15 de dezembro para enviar suas demandas a OCB-PA.

Também será organizada uma agenda de reuniões para discutir as propostas na sede em Belém. Para o interior, a Organização inseriu no Programa “OCB-PA Itinerante” momentos de debate sobre essa reformulação do estatuto. “Sabemos da dificuldade que é chegar em Belém. Por isso, abrimos esse momento para discutir e tratar desse assunto que de interesse de todo o cooperativismo do Pará”, explica Nelian Rossafa, assessora jurídica do Sistema OCB-PA.

O Programa “OCB-PA Itinerante” leva presencialmente os serviços e uma programação especial definida junto às cooperativas para esclarecer sobre o cooperativismo e atender às agendas de cursos das singulares já existentes no local. Para este segundo semestre, estão previstas mais duas edições do Programa, uma em Tucuruí, de 21 a 25 de outubro, e outra em Santarém, de 2 a 6 de dezembro.

“A ideia é ouvir as cooperativas até metade de dezembro e apresentar uma proposta mais azeitada para o Conselho de Administração em janeiro de 2020. Em abril, durante a nossa Assembleia Geral, queremos apresentar as sugestões levantadas junto a todas as cooperativas”, explica Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB-PA.

 

Ramos

Em março, durante a Assembleia Geral Ordinária da OCB Nacional, foi aprovada a reorganização do número de ramos cooperativistas a fim de ampliar as ações de representação dos interesses do cooperativismo. Até em então, o cooperativismo distribui-se nos seguintes ramos: agropecuário, consumo, crédito, educacional, especial, habitacional, infraestrutura, mineral, produção, saúde, trabalho, transporte, turismo e lazer. Com a aprovação dessa nova classificação, as quase sete mil cooperativas brasileiras passam a integrar apenas sete: Agropecuário; Produção de Bens e Serviços; Consumo; Infraestrutura; Saúde; Transporte e Crédito.

Segundo a OCB Nacional, nada muda na rotina das cooperativas e que essa mudança na forma de organizar os ramos é necessária para promover o fortalecimento e dar maior representatividade para alguns segmentos de cooperativas.

Para Raiol, isso representa um ganho para todo o cooperativismo. “Ao reorganizarmos os ramos econômicos estamos nos adequando a esse novo cenário social, econômico e tecnológico. O Brasil que criou essa estrutura organizacional está se tornando uma lembrança. É preciso atualizar, modernizar e criar mecanismos para facilitar o nosso trabalho junto ao desenvolvimento das cooperativas”.

Serviço: As sugestões para alteração do estatuto da OCB-PA devem ser enviadas até o dia 15 de dezembro para o e-mail Este endereço de e-mail está sendo protegido de spambots. Você precisa habilitar o JavaScript para visualizá-lo.. Para acessar o atual estatuto, clique aqui.

XII Sicoopes comemora expansão das parcerias nacionais e internacionais

XII Sicoopes comemora expansão das parcerias nacionais e internacionais

O XII Seminário Internacional de Desenvolvimento Rural Sustentável, Cooperativismo e Economia Solidária (SICOOPES) foi realizado durante esta terça no Instituto Federal do Pará (IFPA) – Campus Castanhal. O evento é uma referência internacional de produção de conhecimento e tecnologias agroalimentares socialmente justas, economicamente viáveis e ambientalmente sustentáveis. Cerca de 2.300 pessoas participaram de toda a programação, batendo o recorde de 2018, em que foram 1.200 inscritos.

A edição 2019 foi especial porque comemorou a expansão das parcerias interinstitucionais. A primeira ocorreu há 10 anos com a Universidade de Alicante (Espanha), que abriu as portas para o intercâmbio de conhecimento, experiências e expansão humana. Hoje, o IFPA Castanhal também tem parceria com a Universidade de Le Man (França), Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) (Portugal), USP, UFAP, UFPA, UFRJ, UFSCAR e Universidade Central do Equador.

“Este evento é muito especial para nós, porque pudemos ver o quanto nossa parceria cresceu, o quanto isso dá frutos e o quanto o trabalho em cooperação, seja nacional ou internacional, nos ajuda a crescer mutuamente. Tenho certeza que vou aprender ainda mais neste grande evento”, afirmou Daniel Gomez Lopez, professor e diretor de Pesquisa Internacional de Cooperativismo, Desenvolvimento Rural e Empreendimentos Solidários na União Europeia e na América Latina da Universidade de Alicante, da Espanha.

Para o diretor geral do IFPA Castanhal, Adebaro Alves dos Reis, o maior bem que as parcerias trazem é a formação de seres humanos versáteis, com pensamento crítico e capazes de reestruturar a própria realidade com propostas coletivas e integradoras. “O nosso objetivo maior é pensar em um ambiente rural melhor, que apresente novas propostas, novas ideias, que se dedique à inclusão, com pensamento crítico, conhecendo o nosso povo e outros povos. Um povo que conhece a realidade de outros povos e nações aprende a conhecer e reconhecer a si mesmo”, explicou.

Para se ter uma ideia do quanto isso é importante, real e concreto, no início do mês, a convite do professor Daniel Lopes, o Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado do Pará (Sistema OCB/PA) esteve em Quito, Equador, para compartilhar experiências do cooperativismo paraense. O Equador é rico de alimentos, sabores pouco conhecidos e muito nutritivos. Também possui cultura alimentar genuína com muito potencial para um mercado gastronômico qualitativo.

“A realidade equatoriana é muito parecida com a nossa aqui do Pará, com a riqueza de sabores saudáveis e com potencial mercadológico. Por isso o professor Daniel nos convidou para ir lá e compartilhar como trabalhamos aqui, onde já superamos alguns gargalos, e eles (no Equador) ainda estão começando a se organizar em cooperativas, estão conhecendo o cooperativismo e suas possibilidades”, ressaltou Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA.

Outro aspecto dessas parcerias é o carácter prático das ações. Uma delas é com o próprio Sistema OCB/PA, com quem mantém um Mestrado Profissional voltado para o desenvolvimento de empreendimentos agroalimentares. Na quinta (29), o painel temático 9 abordou o tema: Cooperativismo, Desenvolvimento Rural e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), com a participação do Superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra, os consultores da OCB/PA, Andreos Ramiro Pinto Leite e Camille Benchimol; o professor da UFRA, Dr. José Sebastião e o mediador do painel, Prof. Dr. Adebaro Alves dos Reis do IFPA.

Conexões entre cooperativas agilizam transporte no sul, sudeste e sudoeste

Conexões entre cooperativas agilizam transporte no sul, sudeste e sudoeste

 

Para ir de Altamira até Parauapebas, por exemplo, o usuário de transporte público em empresas convencionais precisa descer em outros municípios polo, como Marabá, comprar outra passagem, esperar o horário de saída e só depois chegar ao destino final. Agora com as singulares da Central das Cooperativas de Transporte do Estado do Pará (CENCOPA), o usuário pode emitir a passagem direta para o destino. Mais agilidade, eficiência e comodidade para o passageiro!

 

O projeto de conexões, idealizado pela CENCOPA, integraliza todas as cooperativas filiadas de acordo com as rotas já realizadas por cada singular. Anteriormente, as conexões existiam apenas entre os associados da própria cooperativa.

 

O usuário de Altamira, por exemplo, pode emitir passagem direta pela Cooperativa de Transporte Rodoviário de Passageiros (COOTAIT) para Dom Elizeu, Rondon, Araguatins, Parauapebas e demais regiões onde a Central atua. Chegando em Marabá, já passa direto para o veículo da Cooperativa Mista dos Transportadores de Passageiros e Cargas do Sul do Pará (COPASUL) e se encaminha ao destino.

 

“Ganha o passageiro que não perde tempo, tem maior segurança e eficiência. Também ganham as nossas cooperativas, que aumentam sua rentabilidade e acabam fidelizando o usuário. Esse é o nosso objetivo, integralizando a CENCOPA e a região Sul e Sudeste como um todo. Ficamos felizes em ver esse projeto atingindo uma proporção cada vez maior. Ressalto a importância do vice-presidente da COOTAIT, Fabinho, que tem nos ajudado no planejamento e execução das conexões”, explicou o vice-presidente da CENCOPA e presidente da COPASUL, Tarley Carvalho.

 

 

 

Atualmente, a Central possui 20 filiadas. As singulares estão pulverizadas em pontos estratégicos que fazem uma integração no Estado, tais como a COMASPA (Tucuruí), COTCAP (Pacajá), COOTAIT (Altamira), COOPTTAIL (Tailândia), COOROVAN (Rondon do Pará), COODEVAN (Dom Elizeu), TRANSJAC (Jacundá), COONTRANSULPA (Redenção), COOPERTASP (Xinguara), COPASUL (Marabá), COOMTAGP (Marabá), TRANSUL (Marabá) COOPERTRANS (Itaituba), COOCANVULP (Parauapebas), COOPERVARMI (Marabá), CINCOTRAN (Altamira) e COOPERMAG (Marabá).

 

“Nesse momento de crise, estamos nos reinventando. Não adiantar lamentar. Precisamos melhorar cada vez mais os nossos serviços e já conseguimos competir de igual para igual com outras empresas, levando vantagem na logística de viagem. Com a Central, o passageiro pode ter noção exata de saída e chegada no destino. Essa agilidade é fundamental”, explicou o presidente da CENCOPA, Valdemar Rodrigues.

 

As conexões já estão funcionando normalmente. A Central ainda está ajustando horários e rotas de alguns trechos, mas os serviços de transporte intermunicipal ocorrem diariamente em todos as cidades pertencentes ao raio de atuação das cooperativas. A projeção da CENCOPA é ampliar o número de filiadas para 25, chegando entre 1.200 e 1.500 associados até 2020.

 

QUALIDADE

Para aprimorar ainda mais a qualidade do serviço de suas filiadas, a diretoria da CENCOPA está articulando diversos projetos, captaneados pelo presidente Valdema pelo diretor administrativo Tarley Carvalho e pelo diretor financeiro Paulo Rogério. Dar-se-á continuidade no Programa de Profissionalização do Ramo Transporte do Sistema OCB/PA, com curso sobre as novidades normativas da ARCON para alinhamento e conscientização de todos os cooperados.  

 

Outra novidade será o projeto de inserção de um atendimento diferenciado às pessoas surdas e mudas, que atualmente não possuem essa atenção das empresas e cooperativas. A falta os leva a enfrentar diversas limitações e dificuldades na contratação e uso dos serviços de transporte.

 

“Acompanhamos de perto a evolução que a CENCOPA tem obtido, especialmente sob a gestão da nova diretoria que está trabalhando para destravar as amarras históricas deste segmento. As ações estão fluindo e o resultado já está sendo colhido a partir da união de todos os cooperados. Estamos À disposição para auxiliar nesse desenvolvimento”, reiterou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

Acordo entre Mercosul e UE pode beneficiar cooperativas paraenses

Acordo entre Mercosul e UE pode beneficiar cooperativas paraenses

Como forma de estimular a segurança alimentar e manter um estilo saudável, a comunidade europeia tem aumentado significativamente o consumo de alimentos orgânicos ou que sigam os padrões biológicos estabelecidos pela União Europeia (UE). Para se ter uma ideia dessa expansão, em 2016 só de produtos orgânicos foram vendidos 33,5 bilhões de euros, segundo dados divulgados em 2018 pela “The World Organic Agriculture, Emerging statistcs and trends 2018”. Outro aspecto que chama a atenção é que 90% dessa produção é realizada por agricultura familiar. Isso demonstra que, assim como no Brasil, é a agricultura familiar que abastece a mesa da população no velho continente.  

O Brasil ocupa o 12º lugar em produção de orgânicos entre os principais produtores e 5ª na posição entre os países emergentes, atrás de Uruguai e Argentina, segundo o Centro de Inteligência em Orgânicos, da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA). A área plantada chega a 750 mil hectares. Para se ter uma ideia do quanto este número é promissor, o milho orgânico, por exemplo, até 2018 possuía uma área de 3,3 mil hectares, o que corresponde a 0,018% das lavouras ocupadas por cereais no país.

Em média, o mercado de orgânicos cresce 20% ao ano no Brasil. Em 2016, a venda alcançou a marca de R$2,5bilhões. Só de possuir a certificação de “alimento orgânico” o valor agregado aumenta também em 20%. 

Outro aspecto importante é diversidade de alimentos brasileiros. O mercado europeu está aberto a gama de sabores, cheiros e riquezas nutricionais de nossos vegetais, em especial frutas e hortaliças. “Há muitos alimentos inéditos para nós aqui na Amazônia. É preciso que vocês estejam atentos a esse mercado que o acordo entre o Mercosul e  a EU irá possibilitar”, afirma Daniel Gomez Lopez, diretor de Pesquisa Internacional de Cooperativismo, Desenvolvimento Rural e Empreendimentos Solidários na UE e na América Latina da Universidade de Alicante, da Espanha.

 

Familiar 

Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), 90% das propriedades agrícolas mundiais são geridas por famílias. Essas propriedades são responsáveis por 75% de todos os recursos agrícolas globais. Isso representa 80% dos alimentos em todo o planeta, o que significa que as estratégias de desenvolvimento sustentável ambiental, social e econômico passam, necessariamente, pela agricultura familiar. 

No Brasil, de cada dez alimentos que abastecem a mesa dos brasileiros, sete vêm de propriedades pequenas, as quais empregam cerca de 5 milhões de famílias e geram um faturamento de US$55 bilhões. Como forma de incentivar e valorizar esse segmento produtivo, a legislação brasileiras determina que 30% da merenda escolar seja proveniente de agricultura familiar. 

 

Estratégia 

Para alcançar mais mercados, a organização em cooperativas tem se mostrado cada vez mais promissora. Informações do Sindicado e Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado do Pará (Sistema OCB/PA) apontam que 98% das cooperativas agropecuárias são compostas por produção familiar.

 “Ao unir os produtores em uma cooperativa é possível estabelecer uma série de ganhos administrativos e de competitividade de mercado, a exemplo dos mercados tanto da merenda escolar quanto da UE e dos países do próprio Mercosul. Estamos com a fronteira cada vez mais aberta, mas é preciso estarmos prontos”, enfatiza Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA.

OCB/PA na mídia - Cooperativas paraenses terão acesso a laboratório para classificar farinha

OCB/PA na mídia - Cooperativas paraenses terão acesso a laboratório para classificar farinha

Neste final de semana, as cooperativas da agricultura familiar tiveram um destaque especial no jornal Diário do Pará. Isso porque, por meio da articulação do Sistema OCB/PA com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e Pesca (Sedap), os produtores paraenses, organizados em cooperativas, terão acesso a laboratório credenciado para classificação de farinha. A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) será a primeira entidade credenciada para realizar esta classificação.

 

A matéria completa está no Diário do Pará deste domingo (25/08) ou pelo link: http://paracooperativo.coop.br/noticias/791-laboratorio-da-adepara-classificara-farinha-de-cooperativas.

Recicron quer reduzir impactos ambientais e gerar renda em Vigia

Recicron quer reduzir impactos ambientais e gerar renda em Vigia

Chorume, poluição e proliferação de pragas são alguns problemas decorrentes do descarte incorreto de lixo orgânico nos aterros sanitários e que têm preocupado a população de Vigia, região nordeste do Pará. Para minimizar esses impactos, a Cooperativa dos Catadores de Materiais Recicláveis de Vigia de Nazaré (Recicron) está expandindo as atividades para o reaproveitamento do material orgânico por meio da produção de adubo.

Segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a fração orgânica contribui com aproximadamente 52% do volume total dos resíduos. A Recicron vê nesse material um imenso potencial de geração de emprego e renda para a região, aliado à sustentabilidade.

“Atualmente o material orgânico está sem destinação, sem gerar renda, sem perspectiva nenhuma de contribuição econômica para o município. E isso é um grande desperdício, porque esse material pode ser reaproveitado através da compostagem, que é o processo biológico de decomposição e de reciclagem da matéria orgânica contida em restos de origem animal ou vegetal, formando um composto rico em nutrientes, empregando e gerando renda para os cooperados”, explica Damiana Silva, diretora da Recicron.

A diretora destaca ainda que essa expansão irá distribuir o adubo e assim estimular os agricultores urbanos a produzir alimentos para abastecer cooperativas parceiras como a Cooperativa Agropecuária do Salgado Paraense (Casp), promovendo a integração e gerando renda para o município.

A Recicron já tem uma história de 8 anos de contribuição para Vigia. São coletados todos os meses cerca de 80 toneladas de resíduos sólidos, além de 24 toneladas de ossos bovinos e 4 mil litros de óleo, que são comercializados com indústrias e empresas de dentro e fora do Estado. A cooperativa faz a coleta seletiva e orienta a população acerca das melhores práticas ambientais de tratamento de lixo.

“A Recicron é um exemplo de cooperativismo, aplica os princípios de interesse pela comunidade e intercooperação. Isso valoriza ainda mais o seu o belo trabalho. O Sistema OCB/PA apoia esse tipo iniciativa. Estamos estudando a melhor maneira de contribuir para essa nova fase da Recicron e fortalecer esses laços de intercooperação”, enfatiza Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA.

Agenda Semanal ?✍

Agenda Semanal ?✍

Curralinho, Melgaço, São Sebastião da Boa Vista, Castanhal, Parauapebas e Limoeiro do Ajurú serão alguns dos municípios atendidos pelo Sistema OCB/PA durante esta semana. Além de visitas técnicas, palestras e cursos de capacitação, o destaque é o 12º Seminário Internacional de Desenvolvimento Rural Sustentável, Cooperativismo e Economia Solidária, que ocorre a partir de amanhã em Castanhal. 

Fique por dentro das nossas atividades. Veja a programação do seu município!

#ocbsescooppa #capacitandoparacrescer

 

 

Central das cooperativas agro será constituída em outubro

Central das cooperativas agro será constituída em outubro

 

 

A iniciativa transformará a realidade de pequenos produtores familiares em nove municípios paraenses, ampliando significativamente o potencial de produção, armazenamento e comercialização das cooperativas associadas. O objetivo é a melhoria no posicionamento de mercado. Em reunião na última quarta (21), a comissão de constituição aprovou a minuta do estatuto social, que será apresentado em assembleia geral extraordinária em cada cooperativa participante. A Assembleia de constituição deve ocorrer no dia 1º de outubro.

 

Estão participando do processo e podem compor a Central as cooperativas COOPRIMA de Primavera, CASP de Vigia, COOPABEN de Benevides, AMAZONCOO de Castanhal, COOMAC de Curuçá, COOPASMIG de São Miguel, D’IRITUIA e COAPEMI de Irituia, CAMTA de Tomé-Açu e CCAMPO de Santarém. Após a pré-aprovação do estatuto social, cada cooperativa reunirá os cooperados e se definirão as singulares que realmente farão parte da Central.

 

“Nossa expectativa não é de hoje. Estamos trabalhando com essa ideia há um bom tempo, pois reconhecemos a sua importância para a mudança do patamar do ramo agro. Sem essa união, não teremos como atingir os grandes mercados da região metropolitana. Precisamos ampliar a intercooperação para alavancarmos os rendimentos das nossas cooperativas”, reiterou o presidente da CASP, Antônio Alcoforado.

 

A Central fará o beneficiamento, armazenamento e comercialização da produção de suas associadas a varejo e atacado, a nível nacional e internacional promovendo o desenvolvimento da fabricação de conservas de frutas, sucos concentrados, hortaliças e legumes. Na área de comércio varejista, abrangerá hortifrutigranjeiros, mel, laticínios e frios, doces, balas, bombons e produtos alimentícios em geral.

 

Na área de comércio atacadista, trabalhará com frutas, verduras, raízes, tubérculos, hortaliças e legumes frescos, mel, pescados e frutos do mar, leite e laticínios e mercadorias em geral, com predominância de insumos agropecuários, defensivos agrícolas, adubos, fertilizantes e corretivos do solo. A Central também terá serviços de agronomia e de consultoria às atividades agrícolas e pecuárias, fabricação de produtos derivados do cacau e de chocolates, produção de mudas e outras formas de propagação vegetal certificadas.

 

A criação da Central está seguindo o cronograma de um mapa estratégico. Concomitantemente às assembleias internas, será feito o levantamento do potencial produtivo que as cooperativas terão juntas. O foco é a região nordeste, por conta de mercados específicos que pretende atuar como prefeitura de Belém, SEDUC, bares e restaurantes. No entanto, algumas cooperativas de outras regiões já demonstraram interesse em participar, como a CCAMPO do oeste paraense.

 

 

 

Para a presidente da COOPABEN, Eulina Duarte, a Central dará maior estabilidade para a comercialização, especialmente em períodos sazonais de queda na procura do mercado. “Nosso principal mercado é a merenda escolar. Janeiro, fevereiro e julho, por exemplo, são meses caóticos, pois não se tem pra quem vender e perdemos produção. Com a Central, já não teremos o prejuízo de produtos, porque sempre teremos escoamento”.

 

Já a presidente da COOPRIMA de Primavera, Joelma Nunes, vislumbra a possibilidade de alcançar até mesmo mercados externos.  “Na nossa cooperativa, temos um mix de produtos no hortifrutigranjeiro e estamos migrando para a estação de óleos vegetais.  Creio que o crescimento no volume produtivo agregado às demais cooperativas possibilitará até mesmo a exportação para o mercado nacional e internacional. Por isso, abraçamos a causa e convocamos as demais cooperativas para que se unam a nós neste desafio”.

 

A CENTRAL

A Central das Cooperativas de Agricultura Familiar do Estado do Pará (Agro-Amazônia) terá por objetivo contribuir no fortalecimento do cooperativismo ligado à produção familiar, na representação política em defesa de seus interesses sociais, assistenciais e econômicos, contribuindo com diversas ações.

 

“Além da área comercial, a Agro-Amazônia será muito importante para a representação da produção familiar, fixação com qualidade de vida do agricultor em sua propriedade e para o desenvolvimento de uma agricultura familiar ecologicamente sustentável, economicamente viável socialmente justa e culturalmente aceitável. Continuaremos acompanhado esse processo, entendendo que a união é o caminho mais promissor para o crescimento dos pequenos produtores”, explicou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

Workshop em Rondônia apresentará case da Coober

Workshop em Rondônia apresentará case da Coober

Nesta quinta-feira (22), o Sistema OCB/Ro e a Confederação Alemã de Cooperativas (DGRV) realizam um workshop sobre a Constituição de Cooperativas de Geração Distribuída por Energia Solar Fotovoltaica, em Ji-Paraná, Rondônia. O evento será no auditório do Maximus Hotel e é aberto a cooperativas e demais interessados na temática. O objetivo é elucidar sobre o uso da energia solar – uma fonte limpa e renovável – como uma alternativa ambientalmente sustentável para a geração de energia elétrica.

 

O presidente e fundador da Coober, Raphael Vale, apresentará o case sobre a história, os desafios e nova realidade da geração distribuída no mundo. Fundada em fevereiro de 2016 com  23 cooperados distribuídos no Pará, Ceará e Brasília, a Coober é a primeira cooperativa de energia renovável do Brasil e é referência no mundo sobre essa experiência.

 

Mais informações: https://www.sescoop-ro.org.br/

 

 

 Texto: Fernando Assunção

Novo Cooperativismo irá potencializar cooperativas

Novo Cooperativismo irá potencializar cooperativas

A partir de 1º de janeiro de 2020, o sistema cooperativista terá um novo formato de acordo com os segmentos econômicos. 

A partir da análise técnica das atividades exercidas, as cooperativas foram classificadas em ramos de acordo com o segmento econômico em que atuam. Esse modelo ajudou na expansão e capilarização das cooperativas brasileiras, pois permitiu organizar internamente as ações e planejar melhor as suas atividades. A contar de 1º de janeiro de 2020, as quase sete mil cooperativas presentes no país serão reorganizadas em apenas sete ramos. Todos eles ganharam novos ícones, alguns foram ressignificados e outros se fundiram.

Esse debate foi iniciado em 2018, quando foi montado um grupo de trabalho técnico formado por representantes indicados pela diretoria da OCB para rediscutir a organização dos segmentos produtivos. Depois de um longo processo de estudo, foi formulada uma proposta, amplamente discutida pelas diretorias estaduais e nacional da OCB, até ser referendada em Assembleia Geral da OCB.

“Formar ramos mais fortes e com maior representatividade, tornar-se uma organização mais flexível para se adaptar as rápidas mudanças de mercado e alinhar o discurso são os objetivos dessa nova configuração”, afirmou Ernandes Raiol, presidente da OCB/PA.

A reorganização dos ramos levou em consideração a legislação societária e específica, a regulação própria, o regime tributário, o enquadramento sindical e a quantidade das cooperativas por ramo. É importante frisar que, para as cooperativas que tiverem enquadradas em ramos que se unirão, não haverá necessidade de qualquer ajuste estatutário ou legal.

 

Veja como ficarão os ramos a partir da nova organização:

Ramo Agropecuário: representa as cooperativas que se destinam a prestação de serviços relacionados às atividades agropecuária, extrativista, agroindustrial, aquícola ou pesqueira, cujos cooperados detêm, a qualquer título, os meios de produção. Passa a integrar as cooperativas de alunos de escolas técnicas de produção rural.

Ramo Consumo: composto por cooperativas que se destinam à compra em comum de produtos e serviços para seus cooperados. Engloba também parte das cooperativas do então Ramo Educacional, formada por pais e alunos, e as do Turismo e Lazer, na modalidade em que os cooperados, por intermédio das cooperativas, adquirem serviços turísticos.

Ramo Infraestrutura: composto pelas cooperativas que se destinam a promover a prestação de serviços relacionados à infraestrutura de seus cooperados. Passa a englobar também as cooperativas do ramo habitacional.

Ramo Trabalho, Produção de Bens e Serviços: composto por cooperativas que se destinam a prestação de serviços especializados a terceiros ou a produção em comum de bens. Com a reorganização este ramo passa a integrar os Ramos Trabalho, Produção, Mineral, Especial e parte do Turismo e Lazer, representado pelas cooperativas de profissionais do turismo, e parte do Educacional, das cooperativas de prestadores de serviços educacionais.

Ramo Saúde: composto por cooperativas que se destinam a serviços destinados à preservação, assistência e promoção da saúde humana, constituídas por profissionais da área da saúde ou usuários destes serviços. Engloba cooperativas de médicos e de todas as profissões classificadas como atividades de atenção à saúde humana e, também, as cooperativas de que se reúnem para constituir um plano de saúde.

Ramo Transporte: composto por cooperativas que se destinam à prestação de serviços de transportes de carga e/ou passageiros, cujos cooperados detêm, a qualquer título, a posse ou propriedade dos veículos. Passa a integrar também as cooperativas do Ramo Turismo e Lazer relacionadas ao transporte turístico de passageiros.

Ramo Crédito: composto por cooperativas que se destinam à prestação de serviços financeiros a seus cooperados, sendo assegurado o acesso aos instrumentos do mercado financeiro.

 

Texto: Fernando Assunção

12º SICOOPES discute produção familiar no Mercosul e União Europeia

12º SICOOPES discute produção familiar no Mercosul e União Europeia

Universidades da França, Espanha, Portugal e Equador estarão representadas no 12º Seminário Internacional de Desenvolvimento Rural Sustentável, Cooperativismo e Economia Solidária (SICOOPES). A programação será no Instituto Federal do Pará (IFPA) – campus Castanhal de 27 a 31 de agosto. Serão debatidas temáticas relativas ao mercado, produção e inovações tecnológica no evento que já é referência em produção de conhecimento interinstitucional.

O evento possui uma extensa programação. Haverá mesas de debate, minicursos, oficinas, apresentações culturais e artísticas, mostras de tecnologia e inovações sociais da Amazônia paraense, encontros, plenárias e apresentação de trabalhos científicos. Também ocorrerá uma sessão especial de homenagens aos 10 anos do SICOOPES no IFPA Campus Castanhal.

“Nosso objetivo é trocar experiências das nossas realidades produtivas, desafios e soluções. Afinal, sem cooperação não há desenvolvimento, não há qualidade de vida real, não há humanidade”, afirma Daniel Gomez Lopez, diretor de Pesquisa Internacional de Cooperativismo, Desenvolvimento Rural e Empreendimentos Solidários na UE e na América Latina da Universidade de Alicante, da Espanha.

No dia próximo dia 29, o painel temático 9 abordará o tema: Cooperativismo, Desenvolvimento Rural e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), com a participação dos consultores da OCB/PA, Andreos Ramiro Pinto Leite e Camille Benchimol; o professor da UFRA, Dr. José Sebastião e o mediador do painel, Prof. Dr. Adebaro Alves dos Reis do IFPA.

Na edição de 2018, foram 1.200 inscritos, mais de 500 trabalhos científicos inscritos. Um recorde para o evento. “A cada ano, este Seminário ganha mais importância e força. Nosso objetivo é repensar a agricultura para os próximos 10 anos, com uma educação diversa, entendendo e propondo um modelo de inclusão para os movimentos sociais e sociedade em geral. É imprescindível pensar em um tipo de pesquisa que saia dos muros da academia e vá direto para o problema das pessoas. Isso é possível quando se considera um foco de seleção, de inserção, de ensino, de pesquisa e de extensão”, ressalta Adebaro Reis, diretor geral do IFPA Castanhal.

Serviço: Para acessar a programação completa do XII Seminário Internacional de Desenvolvimento Rural Sustentável, Cooperativismo e Economia Solidária (XII SICOOPES) e a III Feira de Ciência, Tecnologia e Inovação Social (III FECITIS) clique aqui. Inscrições gratuitas pelo site https://www.even3.com.br/sicoopes/.

 

Nova gestão assume SICOOB Unidas

Nova gestão assume SICOOB Unidas

  

 

Ao longo do Estado, mais de 6 mil pessoas têm acesso a um crédito mais justo e democrático através da SICOOB Unidas. O quadro social da cooperativa obteve um crescimento de 56% desde 2015, evolução que a nova gestão dará continuidade nos próximos quatro anos. A cerimônia de posse do novo Conselho de Administração para 2019/2023 ocorreu ontem, na sede do Sistema OCB/PA.

 

Na ocasião, o primeiro presidente da história da singular, Carlos Edilson Santos, passou oficialmente a presidência para Manoel Martins, que já fazia parte do CONAD. Além de ambos, também compõem o Conselho: Lázaro Silva, Manoel Martins, Manoel Valdeci, Maria José do Nascimento, Marcio Felipe Bechara, Michel Kozak e Nelson Ribeiro.

 

A SICOOB Unidas trabalha no intuito de ser a principal instituição financeira de seus cooperados, ofertando soluções financeiras mais vantajosas, a segurança garantida pelos órgãos reguladores e a possibilidade de retorno proporcional ao uso. Essa missão vem sendo construída ao longo dos últimos anos, quando tivemos um crescimento de 56% no volume de recursos administrados.

 

“Tive a honra de conduzir nossa cooperativa ao longo desses anos, com o apoio do conselho e dos nossos cooperados. Não tenho dúvidas de que temos condições de nos tornarmos uma das maiores cooperativas financeiras do Pará”, enfatizou Carlos Edilson.

 

No planejamento estratégico para o mandato, a gestão projeta um crescimento de 113% até 2022 com 13.953 cooperados, apostando em uma estratégia agressiva de captação de novos sócios e ampliação do portfólio de soluções. O foco principal será o atendimento a pessoas físicas, micro e pequenas empresas, base da economia no Pará que representa o público potencial de maior abrangência. O foco secundário será direcionado às pessoas jurídicas de médio porte, seguindo-se de pessoas jurídicas vinculadas a instituições públicas.

 

 

Atualmente, a SICOOB Unidas está presente em seis municípios com sete agências instaladas: Belém, Ananindeua, Marituba, Santa Izabel, Abaetetuba e Barcarena.  A proposta é aumentar  o número de agências em 114%, chegando a 15 PAs em 2022. Capanema e sua área de influência  é um dos potenciais municípios para os quais a SICOOB Unidas projeta expandir ainda este ano. Desde 2015, a cooperativa obteve um crescimento de 600% em número de pontos de atendimento, uma média de dois PAs por ano.

 

“O desafio é grande, mas nosso objetivo é tornar a SICOOB Unidas ainda maior. O pensamento do Conselho está alinhado nesse sentido, compomos uma diretoria executiva extremamente qualificada e, junto a parceiros, atingiremos esses objetivos", enfatizou o presidente empossado, Manoel Martins.

 

 

 

A COOPERATIVA

A SICOOB Unidas foi constituída por decisão de dirigentes de oito cooperativas, que optaram pela incorporação: Sicoob Educ, Cooperação, Eletrocred, Coopemater, Coocelpa, Cooperdados, COOCPRM e Sicoob Federal.  Foi um movimento inédito no Pará, estimulado pelo visão empreendedora das cooperativas que buscavam fortalecimento frente ao mercado. No total, já são mais de 6 mil associados.

 

“Estamos à disposição para auxiliar a cooperativa no que for necessário. O Estado é muito grande e vamos rodar juntos para levar as soluções do cooperativismo financeiro aos 144 municípios do Pará”, reiterou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

GIZ e OCB/PA querem ampliar mercado para cooperativas agrícolas

GIZ e OCB/PA querem ampliar mercado para cooperativas agrícolas

 

 

A Cooperação Internacional Alemã  (GIZ), em parceira com o Ministério da Agricultura, Ministério da Cidadania e com o Sistema OCB/PA, realizou uma Oficina sobre Compras Institucionais, na última semana na sede do Sistema em Belém. A programação orientou pregoeiros, membros de comissões de licitação e contratos e demais envolvidos com a aquisição de alimentos em instituições públicas. O objetivo foi de aprimorar o acesso das cooperativas da agricultura familiar ao mercado institucional.

 

Há alguns anos, a discussão e ampliação desse mercado público vêm sendo o foco da GIZ em parceria com o Sistema OCB/PA. Isso porque os produtos das cooperativas são produzidos 90% por produtores familiares com a perspectiva livre de agrotóxicos e produção ambientalmente sustentável. “As cooperativas estão trabalhando no sentido de fomentar a produção com o mínimo de insumo químico. Isso demonstra uma preocupação tanto com o meio ambiente quanto com a saúde humana”, disse Gustavo Assis, consultor da GIZ.

 

Mercado

 

A Lei 11.947/2009 determina que no mínimo 30% do valor repassado a estados e municípios pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para a alimentação escolar deve ser utilizado na compra de gêneros alimentícios provenientes da agricultura familiar. O governo municipal ou estadual recebe o recurso e seleciona através de licitação ou chamada pública os fornecedores dos alimentos. O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), instituído pelo art. 19 da Lei nº 10.696, também prevê o percentual mínimo destinado à aquisição de gêneros alimentícios de agricultores familiares e suas organizações, promovendo o abastecimento alimentar por meio de compras governamentais.

 

“O que acontece em muitos casos é que em alguns locais há uma dificuldade de encontrar fornecedores aptos para poder atender a essa parcela de 30%. A partir do entendimento de como funcionam essas chamadas públicas, do que é necessário, será possível ampliar esses mercados para as cooperativas”, afirma Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA.

 

Também estiveram presentes representantes de prefeituras, Governo do Estado, profissionais da área da saúde e alimentação, Ufra e UFPA.

 

Texto: Fernando Assunção e Ísis Margalho

Conselho Estadual de Alimentação tem representante cooperativista

 

 

Cerca de 300 mil unidades de merenda escolar são fornecidas pela SEDUC diariamente, volume expressivo de mercadorias que podem ser viabilizadas pelas cooperativas agropecuárias. O acesso a esse mercado institucional, além das instituições de saúde e penitenciárias, será aprimorado com a inclusão da COOMAC Curuçá no Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável (CONSEANS).

 

A cooperativa fará parte da Comissão de Intersetorialidade de Programas, Projetos, Planos e Ações e da Comissão de Planejamento e Acompanhamento da Gestão da Política de Segurança Alimentar e Nutrição Sustentável. Serão discutidas estratégias sustentáveis de acesso, abastecimento, produção e comercialização de alimentos.

 

“A ideia de estarmos no colegiado, sobretudo da comissão de projetos, é trabalhar as vendas institucionais não só da nossa cooperativa, mas das demais. O volume de compras para fomentar toda essa alimentação é bem considerável e pulverizado. Nossa ideia é viabilizar mercado para as cooperativas do ramo, mais um segmento que nós, agricultores, teremos para vender”, explicou o representante do cooperativismo no CONSEANS, Charles Cardoso.

 

Como demanda inicial, já foi solicitado que a Comissão coloque em pauta as vendas institucionais para discussão. As demais cooperativas serão convidadas para participar. Também serão analisadas as demandas do Governo na formulação dos projetos, de modo que possa incluir o segmento cooperativista na compra institucional.

 

O CONSEANS é órgão colegiado permanente do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SESAN) instituído pelo decreto 929 de 2008. Tem caráter deliberativo e consultivo atuando na formulação e proposição de estratégias e no controle da execução da política de segurança alimentar sustentável, buscando sustentabilidade e a garantia do direito humano à uma alimentação adequada.

 

O Conselho reúne representantes do fórum de segurança alimentar, centrais sindicais e federação dos trabalhadores da agricultura, indústria e alimentação, representantes do fórum da economia solidária, segmento dos quilombolas, organizações indígenas, caboclos extrativistas, conselhos de classe, entidade de pesca, pessoas com deficiência, aposentados e pensionistas, gênero de mulheres e rede de educação cidadã.

 

“Estamos desenvolvendo diversas frentes de trabalho no intuito de estimular as vendas institucionais, que são um importante canal de comercialização para as cooperativas. A inclusão de um representante cooperativista no CONSEANS nos dá maior respaldo para discutirmos a necessidade do cumprimento legal, no que tange à compra de no mínimo 30% da agricultura familiar, encabeçada no Estado pelas cooperativas”, explicou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

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