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As novas tendências de gestão demandam formas de repensar o negócio cooperativo a partir de constante atualização e planejamento. O tema foi abordado no encerramento do 13º Encontro de Lideranças, na última quarta (18), com palestra ministrada por representante da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ) e com Oficina Prática de Planejamento. As cooperativas analisaram o mapa estratégico do Sistema, discutiram entre si e fizeram contribuições que serão incluídas na diretriz de trabalho. O mapa foi 95% aprovado pelos participantes.
No total, participaram 48 cooperativas divididas conforme cada ramo de atividade econômica. O objetivo foi avaliar separadamente se o plano de ações da entidade correspondia aos anseios específicos dos segmentos econômicos, agrupando todos os dados obtidos da avaliação para consolidar um mapa geral. “Nosso olhar foi muito positivo e além das expectativas, principalmente por termos acesso a todas as metas traçadas para os próximos anos. Participei das discussões dos ramos turismo, trabalho e consumo e tivemos a oportunidade de contribuir. Isso é muito importante. Saímos satisfeitos”, comentou Aldina Chaves, cooperada da COOPERTURE.
Foram elencados quatro eixos de objetivos estratégicos a serem alcançados até 2025 pelo sistema paraense. Na área de mercado, planeja-se consolidar parcerias e convênios estratégicos, promover ações inovadoras de marketing e ampla comercialização de produtos e serviços das cooperativas. Ainda foram discutidos os objetivos nos eixos de Aprendizado e Crescimento, Processos Internos e Desenvolvimento Sustentável. Na avaliação dos participantes da Oficina, 92% dos objetivos devem ser mantidos, 6% ajustados e 2% excluídos.
Como prioridade, o Sistema OCB/PA elencou cinco estratégias expostas: Aquisição e modernização da Casa do Cooperativismo, implantação de melhorias propostas pela FNQ, planejamento e organização do Instituto Cooperar, estruturação da prestação de serviços contábeis para as cooperativas, implantação do plano de cargos, carreiras e salários do Sistema, subsídio às cooperativas de reciclagem e a construção de projeto que demonstre um panorama econômico-financeiro das cooperativas. As singulares aprovaram 98% das estratégias, com 1% de ajuste e outro 1% de exclusão.
Para o consultor da FNQ, Vitor Hofmann, os números refletem a aplicação de boas práticas gerenciais. “Os percentuais mostram que a percepção do Sistema em relação às expectativas das cooperativas não está fora da realidade. O evento, em si, é um grande diferencial da unidade paraense, só por promover a integração entre singulares de todos os ramos, de todas as regiões e a oportunidade de trazer o que está acontecendo em cada setor, pensando juntos como o negócio cooperativo pode reagir às mudanças que estão vindo. Não vi um evento como este ocorrendo em outros Estados”.
O consultor fez uma apresentação que sensibilizou os dirigentes em relação à necessidade de melhorar as gestões das cooperativas, vinculando-a às informações de mudanças radicais no ambiente corporativo e social. De acordo com Vitor, novos formatos de negócio oferecem os mesmos produtos a custos menores, o que coloca em risco organizações tradicionais e consolidadas. Em contrapartida, o SESCOOP elaborou um produto que pode auxiliar as singulares neste sentido. O Programa de Desenvolvimento da Gestão Cooperativista (PDGC) traça um panorama individualizado, sinalizando boas práticas de gestão que devem ser implementadas, aprimoradas ou mantidas.
“Encerramos o 13º Encontro de Lideranças com o sentimento de dever cumprido após um evento magnífico, no qual as cooperativas foram protagonistas. Tivemos uma participação enorme, até mesmo de singulares muito distantes da capital. Somos agradecidos a todos. Tamanho esforço apenas nos motiva a continuar lutando por tornar o cooperativismo ainda mais expressivo no Estado”, concluiu o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
A Assembleia Geral das cooperativas paraenses reelegeu por aclamação unânime Ernandes Raiol da Silva como presidente do Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado do Pará (Sistema OCB/PA). Raiol lidera a entidade no exercício 2018-2022. Também foram eleitos os membros do Conselho de Administração, Fiscal e de Ética da OCB/PA. No total, 68 singulares votantes participaram da eleição que teve chapa única.
Na oportunidade, a Comissão eleitoral apresentou a chapa inscrita e homologada em Assembleia Geral. A chapa COOPERA Pará é composta pelo presidente Ernandes Raiol, e pelos representantes de ramo Ivan Saiki (agropecuário), José Melo (crédito), Amaro Rosa (mineral), Ariosto Chaves (Saúde), Fabiano Oliveira (Trabalho), Valdemar Santos (Transporte), Almerindo Ribeiro (Educacional) e Aldina Chaves (Infraestrutura, Consumo e Turismo). Os representantes compõem o Conselho de Administração.
“Estou satisfeito de termos reeleito nosso presidente para conduzir a OCB/PA, representando todos nós. Nossas cooperativas precisam de muita força. Raiol já vinha conduzindo a instituição de modo bastante eficiente e a expectativa é de um futuro brilhante com essa equipe excelente comandando o cooperativismo no Estado”, comentou Jean Feitosa, presidente da Cooperativa Mista da Flona do Tapajós (COOMFLONA).
Na Assembleia, os dirigentes puderam se candidatar para compor o Conselho Fiscal da OCB. As cooperativas elegeram Lázaro da Silva (SICOOB UNIDAS), Noemia Neres (COOTPA), Itanael Lopes (COOTRANSALTO), Everton Lobato (COOPERDOCA), Mario Zanelato (COOPROMUBEL), Raimunda Barbosa (CREDISIS BELÉM) e Waldete Vasconcelos Gomes (SICOOB COOESA). Para o cargo de Conselheiro de Ética, foram eleitos por aclamação os candidatos Newton Pantoja Leão (TRANSPRODUTOR), Lucilene Oliveira (CEAC), Elder Lima (COOTRASAN), Karlene Motta (SICOOB UNIDAS) e Katia Cilene (CEAC).
Seguindo a ordem disposta em edital de convocação, deliberou-se sobre alterações no Estatuto Social. Foi feita a supressão do artigo 21 e alterações nos artigos 1, 14, 18, 23, 25, 30, 36 e 56 especificados na Ata da AGO. Destacam-se a instituição das visitas técnicas para comprovação nos procedimentos de registro, os pré-requisitos aos candidatos à presidência, o tempo válido para cooperativas votarem nas assembleias e a obrigatoriamente das chapas conterem um membro de cada ramo cooperativo reconhecido pela OCB/PA, somente sendo válida a candidatura se a cooperativa possuir, no mínimo dois anos de registro/filiação.
Com relação à Contribuição Sindical, a Assembleia decidiu criar um grupo de trabalho para estudar a melhor alternativa em razão da faculdade do pagamento. Sobre a concessão de isenção da taxa de manutenção para as cooperativas de catadores de materiais recicláveis e especiais, a Assembleia acatou a proposta de isenção de 80% pelo período de 1 ano.
“A isenção é um benefício importante para as cooperativas que estão se formalizando e não possuem valores para efetuar pagamento, mas também deliberamos que tenham monitoramento para fiscalizar se desempenham, de fato, a atividade fim e assim receberem o incentivo. No nível que estamos de desenvolvimento, precisamos olhar para o que é melhor, para todas as cooperativas que fazem parte do sistema”, afirmou a presidente da Cooperativa dos Catadores de Materiais Recicláveis (CONCAVES), Débora Baía.
Outros itens dispostos no edital foram a prestação de contas do exercício 2017, apresentação do relatório de gestão, o parecer do Conselho Fiscal e auditoria. Os atuais conselheiros fiscais fizeram a leitura do parecer, opinando pela aprovação das contas, bem como fizeram a leitura do relatório de auditoria que apontou para regularidade das contas. As contas foram aprovadas por unanimidade, assim como a proposta de orçamento 2018.
“A Assembleia, de modo geral, foi procedida com lisura e transparência, tendo aclamação de chapa única a comandar a entidade pelos próximos quatro anos. Essa unanimidade nos dá força para desempenharmos nosso trabalho com ainda mais garra, sabendo que os desafios são muitos, mas também são o combustível para elevarmos o cooperativismo no Pará a patamares maiores. Só conseguiremos juntos, pois cooperando somos invencíveis”, enfatizou o presidente reeleito, Ernandes Raiol.
Os 950 metros quadrados da nova Casa do Cooperativismo foram poucos para conter sentimentos como orgulho, realização e felicidade de cada cooperativista presente na inauguração da sede do Sistema OCB/PA, ocorrida na última segunda (16). Além das cooperativas, participaram autoridades do Governo do Estado, Sebrae/PA, Sescoop Nacional, Banco Central, presidentes de unidades estaduais, Conselho Regional de Administração (CRA/PA), Universidade Federal do Pará (UFPA) e personalidades políticas. O prédio recebeu lotação máxima para prestigiar a conquista da entidade que hoje dispõe de um espaço próprio, depois de 40 anos e oito mudanças de endereço.
Cerca de 300 pessoas participaram da cerimônia solene. O descerramento da placa de inauguração foi feito pelo presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae/PA, Fernando Yamada, o superintendente do Sescoop Nacional, Renato Nobile, o diretor presidente da Central SICOOB Unicoob, Marino Delgado, os presidentes do Sistema OCB no Amazonas, José Merched, no Amapá, Giucimar Pureza, a diretora da OCB/PA, Vera Almeida, o ex-prefeito de Santarém, Alexandre Von e o presidente da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), Onofre Souza. "É uma conquista importante para as cooperativas. É um segmento em plena expansão. Antes, possuía pouco reconhecimento social, mas a atual gestão trabalhou uma nova cara para o cooperativismo. Hoje, beneficiamos mais de 100 singulares com esta parceria", afirmou Fernando Yamada em pronunciamento.
Após o processo de reorganização administrativa do Sistema OCB/PA, uma das metas estipuladas no segundo mandato do presidente Ernandes Raiol foi a compra da nova sede. Ao longo desses anos, a entidade passou por vários endereços alugados, o que impedia a criação de uma identidade própria. O resultado veio após negociações com a Sicoob Central Unicoob, que já pretendia vender a sede. As singulares pertencentes ao Sicoob foram incorporadas à Central do Paraná em 2015 e o espaço ultrapassou as demandas estruturais necessárias com o compartilhamento das atividades.
Na programação solene, o Sistema também prestou uma homenagem aos conselheiros da OCB/PA e do SESCOOP/PA pelo trabalho desempenhado ao longo dos quatros de mandato. Também foi feita a assinatura do termo de cooperação técnica com a Faculdade de Ciências Contábeis (FACICON) da Universidade Federal do Pará. O objetivo é disseminar o conhecimento do cooperativismo no ambiente acadêmico.
Para o Diretor da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (SEDEME), Sergio Menezes, a sede é uma demonstração física dos avanços obtidos. "Apesar de não termos um termo formal de cooperação, o Sistema OCB/PA e a SEDEME vêm atuando lado a lado no desenvolvimento de ações estratégicas, o que contribuiu para o atual momento. A aquisição mostra que não estamos regredindo, mas crescendo à medida que a entidade possui segurança financeira para efetivar a compra".
A Casa do Cooperativismo comportará todas as atividades de rotina do Sistema OCB/PA, com as ações da área operacional, atendimentos na área finalística, reuniões estratégicas da diretoria executiva e as aulas teóricas do Programa Aprendiz Cooperativo, por exemplo. A estrutura possui três andares, conta com espaço para estacionamento, amplo auditório e mais de 10 salas divididas para treinamentos e atendimentos. O lugar estava avaliado inicialmente em R$ 4,3 milhões, valor acima da viabilidade de aquisição do Sistema OCB/PA. Entretanto, a Central reavaliou e ajustou para R$1,8 milhões.
“Para nós é muito mais que um sonho. É a possibilidade real de crescimento, desenvolvimento e apoio para todo o cooperativismo paraense. Este momento ficará gravado em nossas memórias como um divisor de águas para todos, vislumbrando um horizonte em que figuremos entre os maiores Estados cooperativistas desta nação”, concluiu Raiol.

Distribuído em 201 cooperativas, 11 ramos, mais de 66mil cooperados e 5mil empregados, o cooperativismo no Pará vislumbra horizontes ainda mais promissores que serão alcançados apenas com gestão participativa e planejamento. O Encontro de Lideranças foi concebido por este motivo e, em 2018, reunirá momentos históricos. Na próxima segunda (16), os dirigentes das singulares paraenses participam da inauguração da sede própria a partir das 19h30. No dia 17, as cooperativas definem a presidência da entidade em Assembleia Geral Ordinária (AGO) da entidade e participam da oficina de Planejamento Estratégico. Na quarta, ocorre a Oficina da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ).
Cooperativas de todo o Estado, autoridades políticas e parceiros institucionais foram convidados para a cerimônia de inauguração da Casa do Cooperativismo. A sede comportará todas as atividades de rotina, compreendendo as ações da área meio, atendimentos na área finalística, reuniões estratégicas da diretoria executiva, assim como as aulas teóricas do Programa Aprendiz Cooperativo. Para isso, a estrutura possui três andares, conta com espaço para estacionamento, amplo auditório e mais de 10 salas divididas para a realização de atendimentos e treinamentos.
“É um momento muito importante para todos nós, pois representa o legado físico do esforço e dedicação de cada cooperativista paraense que deixou uma contribuição direta para termos uma sede própria. Por isso, todos estão convidados para celebrarmos juntos”, enfatiza o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
No dia 17, as cooperativas se reúnem na Assembleia Geral Ordinária (AGO) da entidade a partir das 08h. Será feita a validação do regimento eleitoral e pleito para composição do Conselho Diretor, Conselho Fiscal e Conselho de Ética da OCB/PA. Em seguida, será apresentada a prestação de contas do exercício 2018 e o relatório de gestão, seguindo-se do parecer do Conselho Fiscal e auditoria. Outros assuntos a serem discutidos serão a proposta e aprovação orçamentária anual, as alterações previstas com o caráter facultativo da contribuição sindical e a concessão de isenção da taxa de manutenção para as cooperativas de catadores de materiais recicláveis e especiais.
Às 14h da terça, ocorrerá oficina de Planejamento Estratégico, no qual as singulares definirão os objetivos e metas a serem alcançadas pelo Sistema nos próximos anos. O Planejamento será a oportunidade para as cooperativas apontarem as medidas cruciais de interesse das próprias cooperativas. A finalidade é fortalecer e desenvolver as áreas de expansão a partir de uma dinâmica participativa. As necessidades específicas de cada ramo serão discutidas para, então, consolidar um plano de trabalho geral com as metas a serem alcançadas pelo Sistema OCB/PA.
“A gestão democrática, princípio inerente ao cooperativismo, prevê que as cooperativas sejam geridas por todos os sócios. Do mesmo modo, o Sistema que legitima e organiza tais singulares deve ser pautado no princípio das decisões coletivas, afinal, o público alvo das nossas ações são os cooperados, colaboradores e demais envolvidos com as cooperativas. São estes que dirão com propriedade os rumos que devemos seguir”, explica Raiol.
No encerramento do Encontro de Lideranças, na quarta (18), será realizada a Oficina do Modelo de Excelência da Gestão® (MEG) que tratará sobre boas práticas de gestão, elaboradas pela Fundação Nacional da Qualidade (FNQ). A Metodologia promove competitividade e sustentabilidade, aprendizado organizacional, proporciona um referencial para a gestão de organizações, a avaliação e a melhoria da gestão de forma abrangente, melhora a compreensão de anseios das partes interessadas, mensura os resultados do negócio de forma objetiva, desenvolve a visão sistêmica dos executivos, incorpora a cultura da excelência, permite um diagnóstico objetivo e a mensuração do grau de maturidade da gestão, entre outros benefícios.
“Pensamos em tudo como um processo mais complexo de aprimoramento. Percebeu-se a necessidade de desenvolver avanços no sentido político, organizacional e técnico. Para isso, elaboramos a Matriz da Cooperação. Identificamos a falta de maturidade nos produtos e na gestão de cooperativas. Aplicamos, então, o diagnóstico do GESCOOP. Vimos a necessidade de aprimorar boas práticas de gestão. Consolidamos a parceria com a FNQ para aplicarmos o MEG, que já serve como estímulo à participação do Programa de Desenvolvimento da Gestão Cooperativista (PDGC) ao utilizar a metodologia da FNQ como base para avaliação”, explica o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra.

Dos laboratórios aos campos do produtor rural, o conhecimento teórico disseminado pela academia deve acompanhar de perto o agricultor, formando-se uma rede de negócios que gera desenvolvimento econômico e sustentabilidade. O Termo de Cooperação técnica entre a Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) e o Sistema OCB/PA intensificará esta tendência no modelo de negócio cooperativo. Na última segunda (09), as entidades oficializaram o acordo no auditório da Reitoria da Universidade. Uma das possibilidades é a inclusão de projetos acadêmicos e estagiários dentro das cooperativas.
A assinatura do termo foi um desdobramento da Matriz da Cooperação do Ramo Agropecuário, elaborada pelo Sistema OCB/PA. O objetivo é estimular o desenvolvimento de programas, projetos e atividades no âmbito científico, integrando esforços em ações conjuntas. Com a parceira, iniciativas inovadoras e criativas serão fortalecidas, visando o aprimoramento de intercâmbio entre as duas instituições.
“Já trabalhávamos juntos e buscávamos tornar a relação institucionalizada, de modo que não dependesse apenas daqueles que fazem a gestão de cada entidade. Pessoas passam, mas as instituições permanecem. Por isso, hoje temos um termo consolidado para fomentarmos a profissionalização do campo, gerando emprego, renda e felicidade”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

Com o acordo, os alunos terão a oportunidade de fazerem estágios nas várias cooperativas do ramo agro atendidas pelo Sistema OCB/PA ao longo do Estado. Através dos cursos de graduação e da pró- reitoria de extensão, os graduandos terão vivências de curto, médio e longo prazo, fazendo interligação entre a academia e o setor produtivo.
A atribuição do Sistema OCB/PA é selecionar cooperativas e propriedades em condições de proporcionar a execução de pesquisas científica e aulas práticas que promovam a aprendizagem social, profissional e cultural. Também deverá designar membro do seu quadro pessoal para supervisionar internamente as atividades desenvolvidas. Já a UFRA será responsável por cumprir o plano de trabalho elaborado entre as partes, apresentar os relatórios técnicos, semestrais e anuais ao Sistema OCB/PA sobre a execução das pesquisas e trabalhos, com o resultado do atendimento das metas e objetivos estabelecidos no Plano. Também disponibilizará coordenador para acompanhamento das atividades.
“É um passo importante para institucionalizar as ações, ampliar parceiros e buscar recursos de forma colaborativa. Temos alguns professores que já atuam com o cooperativismo e são até mesmo sócios de cooperativas. É de extrema importância oportunizar aos alunos em diversos campi o acesso a este universo tão promissor de mercado que é hoje fundamental para o desenvolvimento do agronegócio do Estado. Os alunos precisavam, já na formação profissional, entender como funciona, fazer pesquisa dentro das áreas e desenvolver novas tecnologias”, enfatizou o reitor da UFRA, Marcel Botelho.

Dentro do Plano de Trabalho, estão previstas a elaboração de 10 cartilhas técnicas construídas, assessoria técnica, até 10 projetos específicos de pesquisa e/ou extensão e aulas práticas nas dependências dos cooperados. O Planejamento das atividades será finalizado até o próximo mês para ser executado até março de 2023, quando se fará a demonstração de todos os resultados alcançados e a discussão de renovação do termo de cooperação.
“Como sócio de uma cooperativa, fico bastante entusiasmado com o quanto essa parceria entre UFRA e OCB/PA trará de benefícios ao produtor, aliando tecnologia e o conhecimento necessário para quem já possui a vivência de anos no campo. Como professor da academia, o sentimento é de satisfação em ver este anseio realizado, permitindo que o cooperativismo seja disseminado de modo mais expressivo, nivelando o conhecimento no ambiente científico”, explicou o Diretor da Cooperativa D’Irituia e professor Dr. da UFRA, José Romano.

Em visita à região Oeste do Pará, o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, entregou certificado de registro para duas singulares que compõem a Federação das Cooperativas dos Garimpeiros do Tapajós (FECOGAT), no distrito Moraes de Almeida, em Itaituba. Na região, o presidente ainda teve reuniões institucionais com o SICREDI, BUBURÉ e COOPERNOVA. Em Castelo dos Sonhos, a COOGAMIBRA também foi oficialmente registrada. Já na Região Metropolitana de Belém, Raiol entregou o certificado de registro para a Cooperativa de Transportes Urbanos e Turismo (COOPTTURISMO).
Um dos objetivos principais da visita é o estímulo à intercooperação. Raiol acompanhou o presidente da Cooperativa Mista dos Condutores Autônomos e Rodoviários de Buburé, Juvenal Soares, em contato feito com a singular financeira do Sicredi no município. Foram apresentadas as linhas de financiamento disponíveis. “Estamos trabalhando neste sentido, buscando promover um maior contato entre as cooperativas para facilitar esse entendimento. A Buburé planeja a renovação de frota e está analisando as melhores alternativas de crédito”, explica Ernandes.
Em Novo Progresso, o presidente do Sistema OCB/PA realizou visita institucional na Sicredi do município para discutir especialmente sobre a cadeia do leite na região. A COOPERNOVA, singular do ramo agropecuário com matriz no Mato Grosso, está instalando no município e pode ser um dos potenciais sócios da Sicredi para o desenvolvimento da agricultura familiar.



As dinâmicas de mercado exigem uma constante atualização dos profissionais envolvidos no ramo crédito, o que estimula a realização de Programas como o Formacred. O curso é um desdobramento do Seminário de ramo promovido pelo Sistema OCB/PA em 2017, no qual as cooperativas solicitaram formação continuada voltada a dirigentes e gestores. Participam 86 integrantes das cooperativas de crédito SICOOB Unidas, SICOOB Coimppa, SICOOB Cooesa, SICREDI Verde Pará, SICREDI Belém, COOPERUFPA, CREDISIS Belém e CREDISIS Metropolitana. A capacitação da primeira turma encerra nesta quarta (04) na sede própria do Sistema OCB/PA. A segunda turma inicia amanhã e segue até sábado (07).
Uma das principais preocupações do Banco Central é a qualidade técnica dos ocupantes de cargos eletivos das cooperativas, estabelecendo a necessidade de comprovação de capacidade técnica para exercê-los. O FORMACRED é uma iniciativa do SESCOOP Nacional criada para atender essa demanda. A formação foi apresentada no Seminário do Ramo Crédito e as cooperativas decidiram aderi-la, tornando o Pará um dos Estados pioneiros do Norte a implementá-la. O curso é ministrado por profissionais com perfil cooperativista em diversas áreas de interesse do mercado financeiro, como direito, contabilidade, psicologia e administração.
“Visamos atender a especificidade da formação dos conselheiros administrativos e fiscais neste segmento do cooperativismo. O treinamento foi totalmente formulado pelo SESCOOP Nacional embasado na metodologia andragógica, que tem como centro o aprendizado do adulto no sentido da vivência e da pratica. É importante que nossas cooperativas participem e estejam aptas frente à competitividade do mercado”, afirma o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Com cinco módulos, a carga horária do FORMACRED é de 96 horas. No total, 67 pessoas participam de duas turmas no formato presencial. O Sescoop Nacional está finalizando a metodologia de aplicação no formato híbrido que contempla módulos via Educação à Distância (EAD) e presencial para atender dificuldades de logística. A SICOOB Transamazônica, localizada em Pacajá, será o projeto piloto do formato híbrido no Brasil. São 700km de distância do munícipio até a capital paraense.

O primeiro módulo trata sobre abordagem comportamental. Estão sendo trabalhadas questões como competências encontradas na gestão, liderança no contexto organizacional, reflexões sobre ética e liderança, processo de comunicação nos conselhos e técnicas de apresentação em público. “O módulo tem como foco o desenvolvimento de ferramentas, a automotivação e o autoconhecimento. Os participantes sairão com uma visão melhor sobre suas habilidades e capacidades. É neste módulo que se tem o embasamento necessário para as outras abordagens mais técnicas voltadas à gestão. Os conselheiros assumem um importante papel de influência e precisam ter consciência desse papel”, explica a facilitadora, Carla Machado.
Para o conselheiro de administração do SICREDI Belém, Luiz Otávio Gomes, a capacitação trouxe conceitos que os conselheiros devem analisar no desenvolvimento de suas tarefas. “Pudemos enxergar melhor o sócio cooperado e as necessidades que precisamos suprir nas perspectivas administrativas, primando pelo bem-estar de todos. Este é um dos pontos de partida para compreendemos os parâmetros que devem nortear nossa relação com o mercado. Competir com os bancos comerciais é difícil, mas temos a facilidade de não priorizar o lucro, antes, nos preocupamos em disponibilizar um portfólio de serviços com tarifas mais atrativas e de interesses dos cooperados”.
O FORMACRED segue até setembro, de acordo com a programação organizada pelo Sistema OCB/PA. Os próximos módulos tratarão sobre abordagem legal e organizacional. O segundo ocorre do dia 09 a 12 de maio com carga horária de 12horas. O objetivo é que a formação se torne um Programa a ser aplicado anualmente, possibilitando a qualificação de novos dirigentes das cooperativas.
“Necessitávamos de uma capacitação realmente específica por sermos uma área bem regulada e com auditoria permanente. Os conselheiros, que representam os donos do negócio à frente das cooperativas, precisam estar bem preparados para a condução do processo. O simples contato com integrantes de outros sistemas, a união entre as lideranças das cooperativas e o debate sobre as dificuldades e potencialidades já é um fator muito importante. Creio que o FORMACRED vem contribuir bastante para a performance do cooperativismo no Estado”, Carlos EDILSON, Presidente da SICOOB Unidas.

Neste mês, cooperativistas de todo o Estado se encontrarão em Belém para participar de programações decisivas para os rumos do setor no 13º Encontro de Lideranças do Cooperativismo Paraense. No dia 16, ocorre a Cerimônia de inauguração da sede própria do Sistema OCB-SESCOOP/PA a partir das 19h30.
No dia 17, as cooperativas se reúnem em Assembleia Geral Ordinária (AGO) da entidade a partir das 08h, quando irão eleger o presidente do Sistema OCB/PA pelos próximos quatro anos. Às 14h, ocorrerá oficina de Planejamento Estratégico, no qual as singulares definirão os objetivos e metas a serem alcançadas pelo Sistema nos próximos anos.
Encerrando o Encontro, no dia 18, os dirigentes de cooperativas participam de Oficina sobre o Modelo de Excelência de Gestão (MEG), pertencente à Fundação Nacional da Qualidade (FNQ). O objetivo é aprimorar as práticas de gestão de acordo com os padrões internacionais.
Participe e contribua para um cooperativismo mais forte!
#EncontrodeLideranças
#SistemaOCB/PA

A inclusão social promovida pelo cooperativismo paraense ganhou repercussão nos cinco continentes para onde a emissora BBC World News TV transmite. A Cooperativa Social de Trabalho Arte Feminina Empreendedora (Coostafe) recebeu o repórter Daniel Gallas, correspondente internacional da BBC, com sede em Londres. A reportagem foi exibida na última segunda (02) no programa World Business Report, que apresenta notícias sobre o mundo financeiro e iniciativas de empreendedorismo global. No último mês, a Diretora do Centro de Recuperação Feminino de Anandindeua e idealizadora do projeto, Carmen Gomes, foi convidada para participar da cerimônia de premiação do Quadro Inspiração, pertencente ao Programa Caldeirão do Huck. O apresentador garantiu uma visita à cooperativa que já recebeu, também no último mês, a equipe do Programa Profissão Repórter, da TV Globo.
O correspondente internacional da BBC acompanhou o trabalho desenvolvido pelas detentas da Coostafe durante dois dias. As gravações foram realizadas dentro do presídio e nos locais onde os produtos fabricados na Coostafe são comercializados: em um quiosque dentro de um shopping center e em uma praça pública de Ananindeua. “Fiquei sabendo da Coostafe por meio de um amigo que trabalha no Instituto Humanitas, que é uma organização sem fins lucrativos com sede nos Estados Unidos e que apoia abordagens inovadoras para reintegração na sociedade, e que conheceu o projeto de reinserção social no ano passado. Foi ele quem me colocou em contato com a diretora do CRF. A partir daí achei que seria interessante mostrar o trabalho feito pelas detentas dentro do presídio, como forma de tentar resolver um pouco o problema da segurança, que é global, através da economia, criando uma cooperativa que ajuda mulheres presas a se reinserir na sociedade”, destacou o repórter Daniel Gallas.

Para a Diretora do CRF, o alcance global de uma iniciativa desenvolvida no sistema prisional do Norte do Brasil é uma oportunidade de mostrar ao mundo um modelo de empreendimento, através da economia criativa, com o uso da mão de obra carcerária. Carmen também foi escolhida para ser uma das consultoras do Programa Caldeirão do Huck com a finalidade de indicar projetos sociais de pessoas que estejam fazendo a diferença no Brasil. As cinco melhores histórias foram premiadas no Quadro Inspiração. Na oportunidade, Luciano garantiu uma visita à Coostafe e apresentadora Glória Maria também foi convidada.
“Fico feliz de ver o trabalho feito na Coostafe mostrado para o mundo todo por respeitadas e reconhecidas redes de TV no planeta. Espero que possamos servir de exemplo para o sistema carcerário e que mais pessoas privadas de liberdade tenham as mesmas chances de ressocialização que estamos oferecendo para as detentas aqui no Pará. São pessoas que sofrem um preconceito muito grande da sociedade e precisam de uma oportunidade de ser reinseridas no mercado, até conseguirem uma garantia formal de emprego e renda”, informou a diretora.
A reportagem "Brazil's female prision: using business as a second chance" pode ser assistida na íntegra neste link: vimeo.com/262966934.
Fonte: Ascom SUSIPE| Foto: Akira Onuma.

O Pará teve um crescimento de 30% nas exportações efetuadas em 2017, com destaque para a mineração e o agronegócio. O valor total de R$14, 4 bilhões de dólares nessas operações tende a crescer neste ano e as cooperativas de crédito do SICOOB estão se preparando para melhorar o acesso ao mercado. Com o tema Câmbio e Comércio Exterior, o evento é promovido pela Central Sicoob Unicoob com a finalidade de se discutir sobre a atual conjuntura econômica do Brasil, assim como as perspectivas para o comércio internacional. A programação, aberta ao público, ocorre no dia 07 de abril, a partir das 09h. Participam as cooperativas da região norte, deputados e autoridades que possam contribuir para o desenvolvimento da atividade no Estado. As inscrições seguem até a próxima quarta (04).
O evento faz parte de um Programa de Capacitações da Central iniciado em 2017 e que, mensalmente, promove um encontro com os diretores de negócios. São realizadas palestras e treinamentos que sejam estratégicos para os diretores melhorem o acesso e fornecimento das cooperativas filiadas ao SICOOB. Como Belém sedia a reunião em abril, a programação será aberta para sócios e não sócios interessados em aprofundar o conhecimento sobre o tema. O palestrante será o professor Doutor Juan Jensen, sócio da 4E. É Mestre e Doutor em Teoria Econômica pela USP, professor do Insper desde 1999 com mais de 16 anos de experiência em consultoria econômica.
Para a presidente da SICOOB Cooesa, Francisca Uchôa, a palestra é uma ótima oportunidade para ampliar o leque de serviços. “Estamos nos preparando para operar com a expertise de câmbio, iniciando as tratativas. Já estamos em negociação com um grupo de produtores que visam a exportação da castanha para oferecer esses serviços e o acompanhamento das transações. Neste sentido, os treinamentos serão muito úteis para ampliarmos a perspectiva de negócios da cooperativa”.
O agronegócio foi um dos responsáveis pelo aumento das exportações no Pará. Em 2017 o Estado registrou crescimento de 37,80%. O açaí ocupa o terceiro lugar na lista dos produtos do agronegócio mais exportados. A soja lidera o ranking e em seguida vem a carne bovina. A madeira paraense também voltou a conquistar espaço no exterior e obteve bons resultados. Mas o grande destaque foi o minério de ferro, responsável por 53% de tudo que foi exportado.
“Nossas cooperativas vivem um momento ímpar de expansão dos horizontes comerciais e a qualificação profissional é indispensável para obtermos resultados ainda melhores. Por isso, convocamos as cooperativas de todos os ramos para participarem da palestra, tirarem suas dúvidas e também estabelecerem intercooperação. Não existe outro caminho para crescer senão criando mecanismos de atualização de conhecimento e rede de negócios”, explica o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Durante as últimas semanas, o Sistema OCB/PA tem participado das Assembleias Gerais Ordinárias (AGOs) de 16 cooperativas ao longo do Estado. Até o próximo domingo, serão atendidas as singulares COOPSERVICE, CEAC, COODERSUS, AMAZON FOCUS, COOPERLIMPA, COOPMASP, FECOOGAT, COOPRIMA e COOPRUSAN. Em relação ao Programa de Aprimoramento da Gestão Cooperativista (GESCOOP), estão sendo atendidas a COOPERTRAPA, Catarina Huber, COOPERTASP e TURIARTE. Ainda serão realizadas outras ações em prol do desenvolvimento do setor, como cursos de capacitação, palestras e visitas institucionais. Fique por dentro das nossas atividades. Veja a programação do seu município!
#ocbsescooppa #capacitandoparacrescer


De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a violência interpessoal é a principal causa de mortes entre jovens de 10 a 19 anos no Brasil. Companheirismo, responsabilidade social e ajuda mútua são alguns princípios cooperativistas que podem transformar essa realidade e que motivaram o projeto COOPERCIDADÃO, realizado pelos aprendizes da Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu (CAMTA). Foram realizadas rodadas de conversas, palestra, brincadeiras, oficinas e dinâmicas para 32 alunos da Escola Municipal Fábio Luz. A iniciativa teve o apoio do Sistema OCB/PA.
O projeto “Construindo a Cidadania” é desdobramento do módulo Formação Humana e Científica do Programa Aprendiz Cooperativo, ministrado por Graça Vilhena. A professora orientou os alunos que organizaram toda a programação, sensibilizando os jovens do ensino médio da Rede Pública. Na palestra “Um olhar sobre a juventude”, trabalhou-se as questões da autoestima do jovem, mortalidade, violência, drogas, suicídio, gravidez e DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis). A enfermeira voluntária Juliana Rodrigues, ministrou a palestra.
Já as rodadas de conversas se basearam em três eixos norteadores. O primeiro tratava sobre campanhas educativas de ingresso ao mercado de trabalho. Foram realizadas oficinas sobre como elaborar curriculum e sobre como participar de entrevistas de emprego. O segundo eixo tratou sobre a desmitificação do senso comum, abordando temas como imigração, intolerância religiosa, racismo, preconceitos, desastres ambientais, depressão, sexualidade, drogas, gravidez na adolescência e atual situação política do país. O terceiro eixo tratou sobre o cooperativismo. Os próprios aprendizes falaram sobre os conceitos gerais do setor e a importância da CAMTA para a região. Neste sentido, foram feitos jogos, dramatizações e dinâmicas para facilitar o entendimento.
No encerramento da atividade, a organização apresentou a campanha Dia de Cooperar, promovida pelo Sistema OCB/PA e que incentiva a prática do voluntariado pelas cooperativas com ações práticas de contribuição para as comunidades. Também foram feitos sorteios e distribuição de brindes. “A experiência foi muito valiosa para os jovens. Não adianta repassar apenas conteúdos teóricos. É necessário que desenvolvam sua capacidade mental a partir da prática. Ao assumirem o compromisso de ensinar, os alunos aprenderam muito. Para os jovens da comunidade, também foi uma oportunidade proveitosa ao serem introduzidos em questões importantes de mercado de trabalho e empreendedorismo”, explica Graça.
No conteúdo programático são trabalhadas as disciplinas: Ética e Cidadania, Cooperativismo, Formação Humana e Científica, Introdução à Administração, Empreendedorismo, Comunicação e Linguagem, Matemática, Português, Informática e Escritório, em que aprendem sobre todas as funções do auxiliar administrativo, e Mercado de Trabalho, que é um preparatório para entrevistas de emprego.
“Ficamos muito contentes com a iniciativa dos aprendizes, que se preocuparam em multiplicar esse conhecimento para os demais jovens. Em um contexto conturbado em que o Brasil conseguiu diminuir a taxa de mortalidade infantil, historicamente preocupante, mas aumentou os índices de mortes prematuras de jovens, o cooperativismo pode ser um grande aliado. Se a violência é o determinante das mazelas sociais, a cooperação é o remédio”, enfatiza o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

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O 2º Seminário de Energia Renovável foi notícia nos principais veículos de televisão e internet de Paragominas, ganhando repercussão estadual com links ao vivo no Programa Bom Dia Pará, da TV Liberal, e Sem Censura, da TV Cultura do Pará, assim como repercussão nacional com os sites MUNDOCOOP, Paranoá Energia, Easy COOP e SOMOSCOOPERATIVISMO. Já o jornal impresso Diário do Pará veiculou a aquisição da sede própria do Sistema OCB/PA e a Assembleia Geral Ordinária (AGO), que irá definir a presidência da entidade no dia 17 de abril.
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#AGO

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O Hospital Geral Unimed (HGU) completou 10 anos de atuação com a missão de oferecer um dos melhores serviços de alta complexidade em saúde na rede privada de Belém. Localizada na Rua Domingos Marreiros, no bairro de São Brás, a unidade detém um dos maiores parques tecnológicos de diagnóstico por imagem da capital e expertise em Cardiologia, Neurologia e Cirurgia Vascular. Para este ano, a meta é aprimorar ainda mais o atendimento e alcançar certificação da Organização Nacional de Acreditação (ONA), entidade não governamental sem fins lucrativos que afere a qualidade de serviços de saúde no Brasil, com foco na segurança do paciente.
Com 55 leitos, distribuídos em enfermarias, apartamentos, unidade de graves e Unidade de Terapia Intensiva (UTI), o hospital é focado no atendimento referenciado. Desde o fim do ano passado, a urgência e emergência foram direcionadas para as unidades Doca, BR e Batista Campos, ficando o HGU exclusivamente na assistência especializada. “Demos um salto em qualidade e estrutura desde que o Hospital iniciou as atividades. Em nossa gestão, baseamos o trabalho em três pilares fundamentais, que são o cliente, o médico cooperado e o colaborador. Para nós essa é a chave para manter o serviço sem perder qualidade”, diz o vice-presidente da Unimed Belém, Dr. Antônio Travessa.

Os números do HGU são grandiosos. O corpo funcional é composto por 300 colaboradores. Os 55 leitos geraram, somente no ano passado, 2,7 mil internações. Foram ainda 60 mil atendimentos, incluindo urgência e emergência, que até 2017 estava disponível na unidade. Também no balanço estão 1,8 mil procedimentos em Cardiologia, incluindo cirurgias e exames especializados. “Temos um serviço de hemodinâmica completo e ultramoderno no parque tecnológico que inclui ainda ultrassonografia, estudo radiológico e centro cirúrgico. O objetivo é sempre oferecer o melhor atendimento ao nosso cliente”, afirma o diretor técnico do hospital, Dr. Murilo Morhy.
AVANÇOS
O Dr. Antônio Travessa destaca ainda a meta de manter os investimentos, mesmo em meio a um cenário de crise econômica. “Somente investindo no atendimento e na assistência humanizada vamos conseguir manter a confiança dos nossos segurados. Vivemos uma época em que as pessoas estão deixando de fazer plano de saúde, ou simplesmente estão encerrando os seus. Trabalhamos para manter o nível de satisfação sempre elevado. Por isso a equipe de colaboradores e nossos cooperados são fundamentais nesse processo”, afirma.
No HGU, a pesquisa de satisfação aponta 94% de aprovação dos usuários. Ainda este ano, a Unimed Belém pretende ampliar os serviços ofertados na capital. Entre os projetos de expansão está também uma unidade em Castanhal, onde a empresa tem cerca de nove mil clientes. “Como nosso raio de atuação é de 100 quilômetros, pretendemos ir para esta cidade polo do nordeste paraense, onde teremos condições de atender toda a população dos municípios vizinhos”, prospecta o Dr. Antônio.
A Unimed Belém tem 1.852 cooperados e 2.079 colaboradores, que atendem 276 mil clientes da capital e 36 mil do intercâmbio, ou seja, de outros Estados. A Unimed Belém faz parte do Sistema Unimed, que é a maior cooperativa na área de saúde do mundo e que conta atualmente com 114 mil médicos cooperados. Presente em 84% do território nacional, o Sistema Unimed tem hoje a maior rede de assistência médica do Brasil, pronta para atender os seus quase 18 milhões de beneficiários espalhados por todo o país.
A Cooperativa Agroindustrial Paragominense (COOPERNORTE) abriu vaga de emprego para Engenheiro Agrônomo. Para se habilitar, é preciso ser registrado no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Pará (CREA/PA), ter experiência de venda e campo, conhecimento acerca dos insumos e ter facilidade em atendimento ao público. Os interessados devem enviar currículo até o dia 06 de abril para o e-mail:


Durante o 2º Seminário de Energia Renovável realizado na última sexta-feira (23) em Paragominas, as cooperativas Copérnico, a primeira de produção energética em Portugal, e a Coober, pioneira no Brasil, assinaram um Protocolo de Cooperação Técnica com os objetivos de ajuda mútua para o desenvolvimento do cooperativismo de energia renovável, assim como de realizar a promoção dos Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU). A iniciativa é inédita no mundo e representa um grande avanço para o segmento.
Fundada em 2013, com apenas 16 cooperados, a Copérnico hoje possui mais de 900 cooperados e comercializa energia para todo Portugal continental. A Coober, primeira cooperativa brasileira de energia renovável, fundada em 2016 em Paragominas, possui 23 cooperados e produz energia na modalidade de compensação e geração distribuída.

Para Nuno Jorge, presidente da Copérnico, o Brasil possui uma grande oportunidade que é a geração de energia renovável. “A legislação é a grande diferença. Está claro que em Portugal o cenário está mais maduro, sobretudo na questão da energia solar, mas a legislação brasileira em outros aspectos é muito melhor e muito mais amiga do consumidor final ao permitir produzir energia e abater da conta dos cooperados. Em Portugal isso não é possível. A Copérnico investe, produz energia e recebe diretamente do consumidor final. Na Coober, o cooperado recebe o benefício diretamente na sua conta doméstica. É o sonho lá em Portugal”, explicou.
Em novembro de 2015, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) alterou a Resolução 687, permitindo a formação de cooperativas para atuar em sistema de geração distribuída e de compensação de energia renovável, injetando energia direto na rede elétrica. Em 2016, a Coober inaugurou uma usina solar fotovoltaica com capacidade de 75KWp, que beneficia diretamente cooperados com energia limpa, ilimitada e de baixo custo de produção.
“Este Seminário nos deu uma dimensão do quanto o assunto acerca das energias renováveis estão em voga. As pessoas querem saber disso, querem uma energia limpa e de qualidade”, enfatizou Raphael Vale, presidente da Coober.
Participaram do evento mais de 200 pessoas de vários estados, como Amazonas, Minas Gerais, Tocantins e Mato Grosso. Representando as cooperativas de Belém, estiveram a Cooperdoca, Sicoob CrediJustra, Transpordutor. Já a representante de Parauapebas foi a Cooper e, de Paragominas, a Coompag e Sicredi Verde, que foi um dos apoiadores do evento.
No Amazonas, por exemplo, há 63 municípios dos quais mais de 70% são praticamente isolados. É considerada um dos maiores sistemas isolados do mundo. “Eu vim saber mesmo sobre o aspecto da geração de energia solar porque nas comunidades isoladas o que se utiliza é a geração à diesel. Não queremos mais isso. Queremos limpar esse rastro de combustível fóssil”, disse Carlos Negreiros, diretor de uma empresa de energia em Maués (AM).

Paragominas
Depois das crises da década de 2000, o município de Paragominas se reinventou e recebeu o título de “Município Verde”. Foi o primeiro no Estado do Pará a receber este título tão significativo. Desde então, toda a cidade, poder público e cidadãos assumiram um papel de responsabilidade socioambiental com orgulho. “Aqui em Paragominas há uma diferença muito grande de consciência com relação ao restante do país: primeiro sobre cooperativismo e segundo sobre cooperativismo de energia renovável. Não me impressiona que aqui em Paragominas tenha surgido a primeira cooperativa de energia renovável por todo o contexto histórico, político e social da cidade. É muito impressionante”, afirmou Ana Gimenes, pesquisadora.
Durante o evento, a Prefeitura de Paragominas aproveitou para lançar o “Pacote de Sustentabilidade”, em que apresentou a campanha de coleta seletiva e assinou o Termo de Referência para implantação de Sistemas de Energia voltados às escolas municipais. Também apresentou projetos de lei para o Polo Industrial e para autorização da criação de espécies exóticas da aquicultura.
“Para nós é um orgulho muito grande poder continuar contribuindo com o desenvolvimento social e econômico por meio do cooperativismo. É uma alternativa real e plenamente factível para todos. Prova disso é a Coober que abraçou essa oportunidade e vem abrindo grandes fronteiras”, ressaltou Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA (Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado do Pará e Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo do Estado do Pará).
O 2º Seminário de Energia Renovável foi realizado pela Coober e pelo Sistema OCB/PA com apoio do MundoCoop, Camta, Sicredi, Absolar, Aneel, Moura, Paranoá Energia, Gasgrid, Copérnico e Prefeitura de Paragominas.

Do total de 1,5milhão de toneladas do minério manganês exportados pelo Brasil em 2017, a Cooperativa Mista de Caçambeiros e Proprietários de Máquinas de Marabá (COOMISCAMAR) transportou aproximadamente 164,7 toneladas. O resultado gerou um faturamento bruto de R$ 11,5milhões para a singular e um valor de sobras na faixa de R$525mil. Cada cooperado recebeu R$11,7mil. A prestação de contas completa foi apresentada em Assembleia Geral Ordinária (AGO) ocorrida na última semana no hotel São Bento, Nova Marabá. O presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol e o gerente regional do Sebrae em Marabá, Marcelo Araújo, prestigiaram a programação.
A cooperativa disponibiliza serviços de transporte de minérios e aterro, terraplanagem e locação de máquinas para a atividade mineradora. Possui 34 cooperados e 80 caminhões que atuam diariamente no transporte do que é produzido na mina da vila União, estrada do Rio Preto. A condução do minério de manganês in natura é feita dentro da própria mina, dos britadores aos silos, assim como da mina para o depósito de Marabá, de onde o minério é direcionado para São Luís do Maranhão. “Temos vários equipamentos trabalhando dentro da mina, máquinas locadas e caminhões de associados, que são veículos traçados e mais resistentes. O trajeto é montanhoso e exige que sejam caminhões bastante fortes”, explica o presidente da COOMISCAMAR, Neivaldo Nunes.
De acordo com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, a exportação brasileira de manganês apresentou um crescimento de 27,1% nos primeiros oito meses de 2017 em comparação ao mesmo período de 2016. Os dados também apontam que, no período, o Brasil gerou uma maior receita com os embarques da commodity em virtude da alta no preço médio da tonelada do manganês.
Do serviço de transporte de cargas da COOMISCAMAR, o faturamento bruto foi de R$7,5 milhões no último ano. Juntando-se à locação de máquinas, chegou a R$ 11,5 milhões. As despesas com combustível, custos administrativos, pagamento aos cooperados e terceirizados chegaram a R$ 10,9 milhões. Como qualquer empreendimento cooperativo que não visa lucro, o excedente foi rateado entre todos os sócios. No total, as sobras foram de R$524mil696, mas apenas R$ 400 mil foi distribuído. O restante de R$124,7 mil foi incorporado ao exercício de 2018 para ser utilizado como capital de giro, mantendo-se principalmente o combustível comprado.
Todas as informações constaram na prestação de contas da AGO, que foi aprovada pela assembleia de associados. “Todos ficaram bastante satisfeitos. No início, tivemos muitas dificuldades. Constituímos a cooperativa em 2009, mas não conseguimos serviço e permanecemos parados durante quase 4 anos. Em 2013, retornamos a fazer nossas assembleias, renovando a diretora, mas ainda não conseguíamos o minério pelo fato de muitas empresas de transporte terem contrato vigente. Só no final de 2015 conseguimos parceiros e empresas para as quais pudemos desenvolver nossos serviços”, arremata Neivaldo.
Na AGO, também foi feita a eleição para composição do Conselho Fiscal. Foram eleitos os cooperados Marcos Valadares, Adalto Rodrigues, Josenildo Ferreira, Emerson Diacomin, William Abidala e Antônio Flávio.
Atualmente, a Mineração Buritirama S.A., que faz a extração do manganês, é o principal cliente da COOMISCAMAR. Entretanto, a cooperativa busca outras logísticas de transporte para dar prosseguimento à evolução experimentada nos últimos anos. A meta é conseguir firmar parceria com a Prefeitura de Marabá para o serviço de transporte de cargas, em especial aterro, e terraplanagem. “Conversamos com o presidente Ernandes e com o Marcelo para fazer um planejamento e, através dessas parcerias, conseguirmos nos aproximar do prefeito. Nos sentimos bastante honrados em ter a participação do Sistema OCB/PA, através do qual temos sido muito bem atendidos. É um orgulho fazer parte do Sistema e ter nossa cooperativa cadastrada em um ente tão importante e com tanta responsabilidade. O presidente e sua equipe vêm demonstrando um mandato exemplar”, completa Neivaldo.
Para Raiol, a cooperativa é um case de sucesso que mostra o potencial do ramo transporte no Estado. “Os cooperados tiveram um resultado incrível e iremos apoiá-los para alavancar ainda mais o negócio na região. Começaremos a articulação política, viabilizando a parceria com a gestão municipal. Sem dúvida, concretizando-se a comercialização institucional, as riquezas permanecerão girando dentro do próprio município, que arrecadará mais e, por sua vez, investirá no desenvolvimento de Marabá”.
Do Nordeste ao Sudeste do Pará, o Sistema OCB/PA está executando diversas ações em prol do desenvolvimento das cooperativas ao longo desta semana. Fique por dentro das nossas atividades. Veja a programação do seu município!
#ocbsescooppa #capacitandoparacrescer


O Sistema OCB/PA fará eleição para os Conselhos Diretor, Fiscal e de Ética

Os investimentos feitos pelo Sistema OCB/PA nas cooperativas cresceram 1.032% nos últimos cinco anos, número que mostra a evolução e relevância da entidade para o desenvolvimento do cooperativismo paraense. As Assembleias Gerais Ordinária (AGO) e Extraordinária (AGE), que ocorrem no dia 17 de abril, serão um momento decisivo para se definir os rumos que o setor seguirá nos próximos quatro anos. Uma das pautas da Assembleia é a eleição dos conselhos Diretor, Fiscal e Ética. No total, 84 singulares estão aptas a participar das deliberações que ocorrem no novo endereço da Casa do Cooperativismo, a sede própria do Sistema OCB/PA.
De acordo com edital do Comitê Eleitoral formado para organizar o processo, apenas as cooperativas registradas e adimplentes no Sistema terão direito a voto, não se levando em consideração a contribuição sindical facultada em lei. A primeira convocação ocorre às 08h e se iniciará com maioria dos representantes que possuem direito ao voto. A 2ª convocação será feita no intervalo de uma hora com o número mínimo de 10 representantes para deliberarem sobre a ordem do dia. Na AGE, será feita alteração no estatuto social em relação ao período mínimo de constituição das cooperativas para votarem e serem votadas, que hoje corresponde a três anos.
Na ocasião, também se fará a ratificação da compra da sede própria do Sistema OCB/PA, antes já aprovada pelos Conselhos representativos das singulares. Ao longo de quase 40 anos, a entidade precisou realizar diversas mudanças, o que impedia a criação de uma identidade própria. A sede comportará todas as atividades de rotina, compreendendo as ações da área meio, atendimentos na área finalística, reuniões estratégicas da diretoria executiva, assim como as aulas teóricas do Programa Aprendiz Cooperativo. Para isso, a estrutura possui três andares, conta com espaço para estacionamento, amplo auditório e mais de 10 salas.
Na AGO, será feita eleição para composição do Conselho Diretor, Conselho Fiscal e Conselho de Ética da OCB/PA. Também será feita a validação do regimento eleitoral. A chapa do Conselho Diretor deve conter o presidente e representantes dos ramos ativos e aptos. Já o Conselho Fiscal deve conter candidaturas individuais para 6 vagas e, o de Ética, para cinco.
Em seguida, será feita a prestação de contas do exercício 2018 e a apresentação do relatório de gestão, seguindo-se do parecer do Conselho Fiscal e auditoria. Dentro do plano de ações estratégicas previstas para 2017, o Sistema OCB/PA conseguiu superar 90% das metas do seu eixo tríplice de atuação: Formação Profissional, Monitoramento e Promoção Social. No total, foram realizadas 1.117 ações nas cooperativas paraenses, um crescimento de aproximadamente 15% em relação ao ano anterior. O investimento foi de 2milhões e 200mil em prol do desenvolvimento do cooperativismo no Estado.
Outros assuntos a serem discutidos serão a proposta e aprovação orçamentária anual, as alterações previstas com o caráter facultativo da contribuição sindical e a concessão de isenção da taxa de manutenção para as cooperativas de catadores de materiais recicláveis e especiais.
"É muito importante que as cooperativas participem e deixem sua contribuição, vislumbrando o futuro do setor que vem se apresentando como muito promissor. Estamos aumentando o percentual de influência no PIB do Estado, gerando emprego e renda para a população, assim como desenvolvendo as comunidades nas quais estamos inseridos. No entanto, os desafios ainda são muitos e precisamos estar preparados para todos eles. Como todo empreendimento, o Sistema necessita planejar e executar ações estratégicas. Todas as singulares estão inclusas neste processo”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
O SISTEMA
O Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado do Pará (Sistema OCB-SESCOOP/PA) é a entidade máxima de representação, organização e difusão do cooperativismo paraense. É dividido em duas casas, cada uma com sua função específica e todas sempre trabalhando juntas pelo segmento. A OCB/PA promove o setor junto aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e lidera o movimento dentro e fora do Estado. Representa as necessidades dos cooperados, proporcionando os benefícios que o segmento é capaz de trazer para as pessoas, para a economia e para o planeta.
Já o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Estado do Pará (SESCOOP/PA) foca no desenvolvimento das pessoas e dos negócios para fortalecer o setor, formulando e oferecendo cursos de capacitação com foco na formação profissional, educação cooperativista, gestão e liderança cooperativa, entre outros.

Às vésperas da Semana Santa, período em que a demanda por pescado aumenta, a Cooperativa dos Pescadores e Pescadoras Artesanais de Santarém (COOPSAN) ganhou mais um aliado para o aprimoramento da sua produtividade. O Sistema OCB/PA, em pareceria com o Ministério da Agricultura, conseguiu aumentar a amplitude da execução do projeto "Apoio à Economia Solidária da Pesca e Aquicultura no Território do Baixo Amazonas" para atender à singular. Serão executadas capacitações, planos de negócio, organização social, plano de acesso à merenda escolar, além de consultorias estratégicas voltadas para gestão e mercado. A Cooperativa dos Aquicultores do Tapajós (COOPATA) já está sendo beneficiada com o Projeto desde 2017 e os resultados foram apresentados para o técnico do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Wilson Pickina, de Brasília, que esteve em Santarém nesta semana para acompanhar o andamento das ações. A previsão de vendas para a COOPATA no período prévio à Semana Santa é de 32 toneladas de Tambaqui e Tambatinga.
No total, 4,5mil pescadores de cooperativas e associações serão beneficiados com recursos provenientes do Departamento de Cooperativismo e Associativismo da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo (DENACOOP), do MAPA. Através de projeto estruturador, o Sistema OCB/PA conseguiu captar R$246mil do Governo Federal e ainda investirá mais R$ 52mil. Ao longo do último ano, consolidou-se parcerias importantes, como o SEBRAE regional e a Prefeitura de Santarém para fortalecimento das cooperativas. Também foi feita diagnose para análise do estado real da gestão, mapeamento logístico e espacial das comunidades contempladas, planos de intervenção de melhoria e mapeamento dos processos, no sentido de dar um redirecionamento geral na gestão.
Além de conhecer a realidade local dos contemplados com o convênio, o técnico do MAPA de Brasília teve reuniões com parceiros institucionais do projeto como o SEBRAE representado pelo Gerente regional Michel Martins e da Secretaria Municipal de Agricultura e Pesca (SEMAP) representada pelo Secretário Bruno Costa. Estes produtivos encontros contaram também com a presença dos técnicos do MAPA de Belém, Rubens Velasco, e de Santarém, Kepler Braum. Representando o Sistema OCB/PA, estiveram Andreos Leite e Camille Benchimol da Nós Soluções Consultoria. “Como parceiro, o MAPA veio acompanhar o convênio com a OCB, conhecer a região, o andamento do projeto e a condição dos beneficiários. Mostramos como as ações estão sendo executadas. Também identificou-se a situação de uma associação que estava prevista receber ações do projeto que não está mais em atividade. O Dr. Wilson Pickina foi pragmático e rapidamente sugeriu a inclusão de outra singular que estivesse devidamente organizada, regular e com potencial de crescimento, mantendo o objetivo de fortalecer a região. Indicamos a COOPSAN, que também tem um sério trabalho na psicultura da região”, explica Andreos.

A COOPSAN está em um momento de reorganização estrutural e de mercado, ampliando o quadro de sócios. Os cooperados atuam com a pesca artesanal e a cooperativa já possui fábrica de gelo para recebimento da produção, mas ainda aguarda os procedimentos burocráticos para a liberação da sede. Com apoio da OCB e do SEBRAE, a diretoria está articulando a elaboração do plano de gestão para atuação no espaço. A expectativa é que as atividades se iniciem em três meses.
“O projeto é ambicioso. O Potencial pesqueiro no Oeste paraense é um dos maiores do Brasil, principalmente, em relação a peixes de pele. Os processos estão fluindo e temos certeza de que tudo vai funcionar normalmente, ainda mais com a parceria da OCB/PA, Sebrae/PA, MAPA de Brasília e de Belém. Acredito que no máximo 3 meses já estaremos operando. Agradecemos ao presidente da OCB/PA, Ernandes Raiol, que nos proporcionou isso e confiou em nossa gestão para receber esses investimentos”, afirma o presidente da COOPSAN, Cloverson Gomes.
Atualmente, são 28 cooperados, mas a projeção é que se associem à COOPSAN mais de 200 pescadores. As principais espécies capturadas da extensa cadeia regional são o surubin, dourado, filhote, jaú, piramutaba, curimita, tambaqui, pirarucu, pacu e jarati. Além de Santarém, serão beneficiados os municípios de Almeirim, Belterra, Monte Alegre e Prainha. O objetivo é investir na capacitação da produção, indústria e difusão dos processos organizacionais e produtivos do setor pesqueiro no formato cooperativo.
“Já existem cerca de 10 cooperativas na região trabalhando com selo de qualidade, o que mostra a força do cooperativismo. Os pescadores estão compreendendo que a melhor forma de trabalhar é cooperando, é unindo-se. Estamos intensificando esse acompanhamento justamente para proporcionar as condições políticas, técnicas e organizacionais necessárias para o desenvolvimento da atividade”, concluiu o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
