
Com cerca de 1,2 milhão de hectares de florestas preservadas e paisagens naturais inigualáveis, Parauapebas busca aliar ao seu título de “Capital do Minério” o de “Capital do Ecoturismo”. As entidades envolvidas com o setor no município participaram, na última quarta (15), de Programação organizada pela Prefeitura Municipal, COOPERTURE, ICMBio e Sistema OCB/PA. Discutiu-se sobre as potencialidades da região. Um dos resultados foi o compromisso verbal para a execução do curso Internacional de Turismo Cooperativo a ser ministrado pelo Instituto Federal do Pará (IFPA) campus Castanhal e Universidade de Alicante (Espanha).
O anúncio do curso foi feito no fechamento de palestra realizada pelo professor doutor Daniel Lopez, de Alicante, que tratou sobre o potencial que a região possui. Antes da palestra, o professor teve a oportunidade de conhecer algumas das rotas realizadas pela COOPERTURE. Na rota Carajás, os turistas conhecem a mina de ferro desde o marco zero, onde o primeiro geólogo descobriu a riqueza mineral do espaço. Também é possível ver a movimentação da mina de ferro dentro do parque nacional e suas belezas, como as lagoas, cachoeiras, tobogãs naturais e o parque zoobotânico.
Rota das Águas, Rota Carajás, Rota Indígena e Rota do Búfalo são algumas das opções já trabalhadas aos visitantes. É o maior parque de cavernas em rocha ferríferas do Brasil, algumas com vestígios dos primeiros habitantes da Amazônia. Há centenas de cachoeiras, lagoas e trilhas. É referência em observação de animais com 594 espécies de aves, 149 de mamíferos, 68 de anfíbios e 131 répteis, sendo a região florestada mais importante do sul e sudeste com savana metalófila e áreas de canga.
Daniel alertou para a necessidade da implantação de um turismo mais responsável. Para tal, deve-se valorizar as áreas rurais visando o fortalecimento da agricultura familiar. “Não tínhamos esse pensamento. Serviu como uma espécie de divisão de aguas no turismo em Parauapebas, já que nosso olhar está voltado para o minério, a extração de ferro, a pujança do parque nacional de Carajás. Agora, verificamos a possibilidade de um turismo voltado para o desenvolvimento da região agropecuária”, afirmou a cooperada da Cooperture e conselheira do Sistema OCB/PA, Áldina Chaves.

A palestra ocorreu no plenário da câmara municipal, reunindo os parceiros responsáveis e instituições convidadas como analistas de relações com a Comunidade da Vale, representantes do setor hoteleiro, Conselho Municipal de Turismo, Clube Recreativo Primavera do Amanhã, Instituto Estrelas do Futuro, Fundação Bom Samaritano, Projeto Esperança e diversas Secretarias municipais, com destaque para o Departamento Municipal de Turismo que atuou diretamente na realização do evento. Também prestigiaram alunos e professores de Instituições de Ensino Superior, assim como diversas cooperativas locais, entre elas a Cooperativa de crédito SICREDI-PA/MT, Mulheres de Barro, Coopervale, Coopavel e Cooperativa de Catadores Amigos do Meio Ambiente.
Curso Internacional
Na oportunidade, o representante da Câmara Municipal, vereador Zacarias Assunção, o professor do IFPA, Adebaro Reis e o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra, firmaram o compromisso verbal para dar continuidade ao processo de estruturação da matriz econômica turística. Até o final de agosto, o IFPA fará a formalização do Curso Internacional em Turismo Cooperativo e Desenvolvimento Rural, uma qualificação inédita que terá uma semana de extensão com professores da universidade de Alicante.
“Tivemos um evento excelente, e, com parcerias, obteremos resultados ainda mais positivos. A proposta de continuidade foi aceita pelo vereador, que se comprometeu a direcionar emenda para custear as despesas do curso. O Instituto fará o envio da demanda à câmara municipal de modo a inclui-la na proposta orçamentária de 2019, agendada para votação em plenário no mês de Outubro. Traremos profissionais da área e das cooperativas que atuam no turismo rural para mostrar sua experiência”, afirmou o professor Adebaro.
O objetivo é a apropriação assertiva do potencial pertencente ao setor, assim como a capacitação do quadro social da COOPERTURE para prestar serviços de melhor qualidade. Também existe a possibilidade de se promover intercâmbio dos participantes à cidade turística de Alicante. “Precisamos unir esforços no sentido de alavancar economicamente o Turismo, afinal, é uma medida que repercute em diversos segmentos. Geraremos empregos no ramo de transporte, alimentação, infraestrutura, artesanato, assim como fortaleceremos as cooperativas agropecuárias ao trazermos as rotas para a área rural. Acompanharemos todo esse processo para garantir um desenvolvimento sustentável”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA , Ernandes Raiol.


As inscrições poderão ser realizadas de duas formas. Pessoalmente, o candidato deverá apresentar na Secretaria do Programa, no Bloco C – Térreo do IFPA Campus Castanhal, das 08h às 11h, e das 14h às 17h ou, na segunda forma, o candidato deverá enviar via postal através do endereço abaixo indicado, por meio da utilização de serviço de entrega rápida (SEDEX) à Secretaria do Programa de Pós-Graduação até a data de 14 de agosto de 2018, os mesmos documentos especificados. Nesse caso, as cópias dos documentos de identidade, CPF e Título Eleitoral, devem ser obrigatoriamente, autenticadas. É necessário também o envio do comprovante de emissão do correio via e-mail:

O setor mineral corresponde a 16,7% do PIB Industrial do Brasil, chegando a um faturamento de US$ 32 bilhões em 2017. No Pará, representa 20% do PIB, números que comprovam o tema do 2º Congresso Regional de Mineração do Alto Xingu (COMAX): “Mineração desenvolvendo uma nação”. Na última sexta (10), a Prefeitura de São Félix do Xingu promoveu o Congresso com o objetivo de aprofundar discussões sobre temas específicos. Participaram entidades envolvidas no setor mineral, cooperativas, mineradoras, garimpeiros e ONGS.
A finalidade é atender diretrizes do Programa de município emblemático, apresentado tendências e soluções para legalidade da atividade mineral, compartilhando estudos para construção de uma agenda positiva e plano de ações voltadas ao setor mineral, bem como busca de parcerias para o desenvolvimento sustentável e socioeconômico do segmento.
“São Felix do Xingu é um dos maiores agregadores de valores da atividade mineral em nossa região, contudo entendemos a necessidade de equilíbrio socioeconômico e ambiental. Contudo estamos dispostos a unir esforços para discutir ações e políticas publicas efetivas para desenvolvimento do ramo mineral” afirmou a prefeita municipal Minervina Maria de Barros Silva.

“Ao lado do agronegócio, a mineração tem sido um dos nossos grandes sustentáculos econômicos mantenedores da economia. Socializar e incrementar a pequena e média mineração é uma medida estratégica para o fortalecimento socioeconômico, gerando emprego e renda para nossa região”, afirmou o Secretário Executivo de Meio Ambiente e Mineração, Décio da Costa Matos.
Apoiam o evento a ANM, SEDEME, SEMMA, CPRM, ANORO, ABRAMP, IDERFLOR-BIO, IBAMA, MPE, SEDEN-TO, FECOOGAT e COOGAVEP. O Sistema OCB/PA participou através do representante do Ramo Mineral, Amaro Rosa.
“Apesar dos números expressivos da mineração, precisamos potencializar o setor para um crescimento que inclua todos os garimpeiros, inclusive no formato cooperativo. De acordo com o diagnóstico do cooperativismo paraense, temos 22.228 cooperados no Estado e destes, mais de 90% estão inativos. Precisamos de políticas de incentivos fiscais que estimulem a inclusão social e a geração de trabalho e renda em projetos sustentáveis de cooperativas minerais. O caminho é a organização produtiva, governança e formação profissional”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.


No fomento a matrizes econômicas alternativas à mineração, o município de Parauapebas aposta no turismo ecológico como uma das medidas para garantir sua sustentabilidade financeira. A atividade já vem sendo desenvolvida pela Cooperativa de Ecoturismo de Carajás (COOPERTURE) que promove, em parceria com o Sistema OCB/PA e Prefeitura, uma palestra sobre o segmento na modalidade cooperativa. A programação ocorre no Plenarinho da Câmara Municipal. O professor Doutor da Universidade de Alicante (Espanha), Daniel Lopez, é o palestrante.
“A mineração, desenvolvida pela Vale, é o grande motor da economia regional, sendo responsável pela dinâmica direta e indireta na geração de emprego para a população. No entanto, entendemos que é necessário maturar outros ramos de atividade. Neste sentido, acreditamos que Parauapebas pode ser uma cidade turística. Temos a Floresta Nacional de Carajás cujos ambientes naturais são trabalhados pela nossa cooperativa, criada a partir de incentivo da ICMBIO. Já temos um Departamento de Turismo, configurando-se como um programa de governo do município”, explica a Conselheira de Administração da OCB/PA e cooperada da Cooperture, Áldina Chaves.
Na programação, participam a comitiva do Sistema OCB/PA, autoridades municipais, dirigentes de cooperativas e representantes locais da VALE. Na quarta, pela manhã, será feita a apresentação das rotas turísticas existentes, com passeio turístico na Rota Carajás. À noite, o Prof. Doutor ministrará a Palestra “Turismo Cooperativo: um modelo de negócio ideal para implementar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)”. Ele é Doutor em Filosofia e Letras na Universidade de Alicante, sendo Professor e Diretor do Grupo Internacional da Universidade que trata sobre cooperativas, desenvolvimento rural e economia solidária, formado por pesquisadores da União Europeia e da América Latina.
“A riqueza do conjunto ecológico pertencente à região é enorme, sendo uma fronteira aberta carente de ser melhor aproveitada. Encontramos paisagens únicas. Por que ir para outros Estados e até fora do Brasil se temos lugares tanto quanto ou até mais belos do que os destinos popularmente procurados? Por isso, estamos dialogando e articulando com as autoridades locais modos de potencializar a atividade turística no formato cooperativo”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

Associados ou funcionários de cooperativas filiadas e adimplentes no Sistema OCB/PA podem efetivar inscrição para o curso voltado ao segmento até esta terça (14). O Instituto Federal do Pará (IFPA) oferta 20 vagas para o Mestrado Profissional em Desenvolvimento Rural e Gestão de Empreendimentos Agroalimentares, que será realizado através do Convênio Técnico-Científico entre o Instituto e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo do Estado do Pará (SESCOOP/PA). Para mais informações referentes ao processo seletivo e as formas de inscrição, acesse:
EDITAL
http://castanhal.ifpa.edu.br/images/sampledata/PDF/2018/11-mestrado/EDITAL-PROCESSO-SELETIVO---Convnio---IFPA-e-SISTEMA-OCB-SESCOOP---FINAL-22-04-2018_RC.pdf
Além de ter algum vínculo com singulares paraenses, o interessado deve ser portador de diploma de curso superior em qualquer área, emitido por instituição de ensino reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC) ou emitido por instituição estrangeira reconhecida no Brasil. Entre as 20 vagas, quatro também serão destinadas quatro para a demanda social.
Na inscrição, os candidatos devem apresentar o Formulário de Inscrição (Anexo I) devidamente preenchido, Documento oficial de identidade, CPF e Título Eleitoral (originais e fotocópias), Declaração de vínculo com o SISTEMA OCB/PA-SESCOOP/PA, EXCLUSIVO para os funcionários e/ou associados das cooperativas com registro e adimplentes no SISTEMA OCB/PASESCOOP/PA; 3 (três) vias impressas da Proposta de Projeto de Pesquisa Aplicada de acordo com o roteiro (Anexo II do edital); Anexos V e VI do edital devidamente preenchidos e assinados.
As inscrições poderão ser realizadas de duas formas. Pessoalmente, o candidato deverá apresentar na Secretaria do Programa, no Bloco C – Térreo do IFPA Campus Castanhal, das 08h às 11h, e das 14h às 17h ou, na segunda forma, o candidato deverá enviar via postal através do endereço abaixo indicado, por meio da utilização de serviço de entrega rápida (SEDEX) à Secretaria do Programa de Pós-Graduação até a data de 14 de agosto de 2018, os mesmos documentos especificados. Nesse caso, as cópias dos documentos de identidade, CPF e Título Eleitoral, devem ser obrigatoriamente, autenticadas. É necessário também o envio do comprovante de emissão do correio via e-mail:

A busca pelo uso sustentável da biodiversidade amazônica é um dos objetivos da Feira Belém +30, que recebe a contribuição direta das cooperativas paraenses. Tecnologias como os Sistemas Agroflorestais (SAFs), especialidade de algumas singulares, são responsáveis pelo reflorestamento de áreas degradadas. Ao longo desta semana, as cooperativas estão expondo seus produtos no evento organizado pela Universidade Federal do Pará e pelo Museu Paraense Emílio Goeldi. A programação segue até hoje (10).
A programação abrange o 16º Congresso da Sociedade Internacional de Etnobiologia e o 12º Simpósio Brasileiro de Etnobiologia e Etnoecologia. O evento tem como tema central "Belém +30 com o objetivo de refletir sobre a Declaração de Belém, referente aos direitos dos povos indígenas, populações tradicionais e à conservação da biodiversidade. O campo da Etnobiologia também será discutido com foco nos avanços e desafios científicos, éticos, jurídicos e políticos relacionados aos povos indígenas e populações tradicionais e o uso sustentável da biodiversidade.
As Cooperativas Casp, D’Irituia e Cooprima estão expondo e comercializando sua produção. Ainda participam singulares dos municípios de Breves e Melgaço por intermédio da Emater regional Marajó, mas que ainda não estão registradas no Sistema OCB/PA. Na oportunidade, as diretorias das cooperativas Coopedic e Coopam demonstraram interesse pelo registro e iniciarão o processo junto ao Sistema.
“Na oportunidade, o Coordenador Regional da Emater Marajó, Alcir Borges propôs a organização do 1° Workshop das Cooperativas do Marajó no município de Breves para difusão de temas sobre o cooperativismo pouco conhecidos pelas Cooperativas da região, tal como, o ato cooperativo e não cooperativo. De pronto, caminharemos juntos na organização do evento”, afirmou o gerente de desenvolvimento do Sistema OCB/PA, Vanderlande Rodrigues.

No mesmo dia em que a Aneel autorizou o reajuste de 11,75% na tarifa de energia elétrica no Pará, um termo de cooperação multidisciplinar foi assinado entre a Prefeitura de Paragominas, Câmara dos vereadores, Sistema OCB/PA, Coober e Sebrae/PA com o objetivo de fomentar a produção sustentável de energia. A assinatura ocorreu durante o evento Paragosol, organizado pela gestão municipal na última terça (07). Uma das iniciativas é o incentivo fiscal para os produtores que tiverem Geração Distribuída em suas unidades.
Outro grande ponto do evento foi a apresentação do projeto de energia solar que a Prefeitura de Paragominas pretende aplicar em seus órgãos. O objetivo é reduzir o gasto das contas públicas do poder municipal. “A COOBER já está instalada em Paragominas há alguns anos e já temos uma ideia das vantagens de se gerar a própria energia. Baseados neste exemplo, executaremos o projeto para que a nossa Prefeitura faça a geração de energia, abatendo as contas de todas as unidades consumidoras dos órgãos públicos”, afirmou o Prefeito.
De acordo com o termo, a Prefeitura Municipal se compromete a propor legislações favoráveis ao uso de energia solar FVe a continuar utilizando essa matriz em suas unidades consumidoras de energia; A Câmara dos Vereadores de Paragominas apoiará as leis relativas ao setor e implantará um sistema de geração de energia solar em sua sede. Já o Sistema OCB/PA fará a difusão do cooperativismo como uma possibilidade viável de produção de energia solar; O SEBRAE/PA organizará, divulgará e possibilitará a realização de treinamentos; A ABSOLAR apoiará na disponibilização de materiais e/ ou profissionais para difundir e desmistificar o uso dessa matriz energética Sustentável, assim como a COOBER através de seu próprio exemplo, sendo a primeira cooperativa de energia renovável do Brasil.
"O cooperativismo no Pará tem aberto as fronteiras para o desenvolvimento autossustentável do país, à medida que o case de sucesso da COOBER está sendo difundido para todas as regiões brasileiras e provocando a constituição de novas cooperativas. Essa é a intenção do termo, um documento para oficializar e garantir um maior comprometimento para as atividades que já estamos desenvolvendo. Por isso, o evento foi bastante profícuo, esclarecendo ainda sobre outras dúvidas pertinentes acerca do atual modelo de produção energética e dos ganhos da geração distribuída", afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

O reconhecimento de marca é uma das estratégias de gestão para potencializar os negócios de qualquer empreendimento. O Prêmio SOMOSCOOP proporciona às cooperativas brasileiras esse espaço ideal para divulgar o trabalho desenvolvido em cada região do país com uma repercussão nacional. No Pará, as singulares já estão se inscrevendo nas sete categorias do Prêmio, incluindo a “Cooperjovem”, que é uma das novidades. O prazo segue até o dia 30 de agosto e os selecionados participarão da festa de premiação em Brasília.
A cada dois anos, um seleto grupo recebe do Sistema OCB o título de "Cooperativa do Ano", que é um reconhecimento à criatividade, à visão e aos resultados obtidos por elas ao longo do biênio. Em 2018, estão abertas inscrições para as categorias: Comunicação e Difusão do Cooperativismo, Cooperativa Cidadã, Desenvolvimento Sustentável, Fidelização, Inovação e Tecnologia, Cooperjovem e Intercooperação.
A categoria “Comunicação e Difusão do Cooperativismo” premia projetos e práticas do dia a dia que promovem a cultura cooperativista junto à população local, seja com cursos, palestras ou quaisquer outros eventos de promoção. O número de associados também é considerado. Já a categoria “Cooperativa Cidadã” reconhece projetos e programas que beneficiam a comunidade na qual a cooperativa está inserida, como o Dia de Cooperar ou outros serviços sociais realizados continuamente.
Na classificação de “Desenvolvimento Sustentável”, se inclui projetos capazes de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das gerações futuras, utilizando racionalmente os recursos, como água e energia elétrica. Uma das singulares paraenses inscritas nesta categoria é a Cooperativa Brasileira de Energia Renovável (COOBER), que é a primeira da modalidade no país.
“Nossa iniciativa foi implementada em 2016, quando poucas unidades consumidoras de geração distribuída existiam e nenhuma no formato cooperativo no Brasil. Por isso, a expectativa é muito boa em participar deste momento de troca de experiências. Esperamos que nosso Projeto seja um dos finalistas e represente bem o Pará entre os mais importantes empreendimentos do setor cooperativista que lá estarão presentes”, afirmou o presidente da COOBER, Raphael Vale.
A categoria “Fidelização” premia cooperativas que melhoraram seu atendimento, os benefícios aos seus cooperados e, com isso, aumentaram seus índices de satisfação. Projetos inovadores ou de promoção de novas tecnologias para melhoria dos serviços das cooperativas serão reconhecidos na categoria “Inovação e Tecnologia”. Na categoria estreante, serão premiadas cooperativas que adotaram o Cooperjovem seguindo as boas práticas de implantação, acompanhamento e que, principalmente, tenham alcançado resultados efetivos e replicáveis em relação à sua abrangência. O Cooperjovem busca disseminar nas escolas e na comunidade a cultura da cooperação, por meio de atividades educativas baseadas nos princípios e valores do cooperativismo.
Já a categoria “Intercooperação”, que premia cooperativas que implantaram com sucesso projetos de intercooperação, ou seja, parcerias efetivas entre duas ou mais cooperativas que viabilizaram o alcance de objetivos comuns. Serão premiados o 1º, 2º e 3º lugar de cada grupo. Os vencedores receberão troféus e certificado alusivos ao prêmio, além de ampla divulgação do Sistema OCB junto ao sistema cooperativo e aos canais de mídia.
INSCRIÇÕES
“Convocamos nossas cooperativas a participarem do Prêmio, se inscrevendo nas categorias disponíveis. Temos a marca do pioneirismo, da inovação e da superação. O cooperativismo é a ciência da crise, proporcionando resultados melhores nas mais adversas condições. Ao longo destes anos, temos provado isso. Por isso é tão importante participarmos, agregando o expressivo reconhecimento da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) ao negócio de cada cooperativa paraense participante”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Qualquer cooperativa, independentemente do ramo ou do porte, pode inscrever um projeto por categoria. As inscrições são gratuitas, e ficarão abertas entre os dias 25 de junho e 30 de agosto. Para se inscrever, é preciso estar registrado e regular com o Sistema OCB, inclusive com o pagamento da Contribuição Cooperativista sobre o exercício 2017. E para fortalecer o sistema como um todo, a cooperativa deve participar de um dos programas do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop).

O presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, esteve ao longo da última semana em programação intensa de trabalho na região Caeté (Capanema, Augusto Corrêa e Bragança). As atividades fizeram parte da reunião do Conselho Deliberativo do Sebrae no Pará, que acompanhou de perto o resultado do trabalho da instituição junto aos pequenos negócios da região. Entre eles o cultivo de ostras de Nova Olinda, em Augusto Corrêa, projeto premiado do Sebrae pelo programa Al Invest. A Cooperativa Mista dos Agricultores Familiares dos Catés (COOMAC) também foi visitada.
O Programa AL-Invest 5.0 é a mais importante cooperação internacional financiada pela União Europeia para o setor empresarial da América Latina. O trabalho de apoio à cadeia produtiva de ostras no nordeste paraense, conduzido pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – Sebrae no Pará, venceu na categoria 'Melhoria da Produtividade e Inovação nas MPE'. O Sebrae no Pará concorreu com projetos de 110 instituições apoiadas pelo programa em 18 países da América Latina e Caribe, sendo selecionado por uma banca composta pela Comissão Europeia, Cainco, Eurochambres, Sequa e Câmara de Comércio Internacional de Paris.
Mais de 80 famílias de comunidades de Augusto Corrêa, Curuçá, Salinópolis, Maracanã e São Caetano de Odivelas são beneficiadas pelo projeto de ostreicultura. As associações de produtores de cinco municípios formam a Rede Nossa Pérola, que disciplina o trabalho e promove ações conjuntas, sendo que todos os cultivos possuem licenciamento ambiental, o que abre mercado para o produto, que já é comercializado em Bragança, Belém e Salinópolis.

A maior cooperativa produtora de grãos do Estado abriu processo de seleção para preenchimento de vagas nos setores de contabilidade e Segurança do Trabalho. Os interessados devem solicitar currículos até o dia 15 de agosto, na Sede Administrativa da Coopernorte ou via e-mail no endereço:
Formação: Contador
• Possuir CRC ativo e obter experiência na área contábil.
• Atuar com classificação e análise de balanço/balancetes/DRE.
• Fechamento Contábil (Fiscal/Gerencial).
• Controle de ativo fixo/imobilizado, conciliações, controle de estoque e coordenação de equipe Contábil, Fiscal e Departamento Pessoal.
• Cálculo de IRPJ e CSLL - Lucro Real, PIS e Cofins - Não-Cumulativo,
• Elaboração da EFD - Contribuiçoes, EFD - Reinf, ECF, ECD e DIRF.
• Conhecimento em IRRF, PIS, COFINS e CSLL, ISS e INSS.
• Habilidade no Sistema Integrado. Facilidade com pacote Office.
Formação: Técnico Segurança do Trabalho:
• Conhecimento das NR’s, Legislação Específica do PPP/CAT/PPRA/PCMSO, Legislação Trabalhista e Previdenciária Mapeamento de Riscos Normas da ISO 9001 e suas atualizações Prevenção e Técnica para Combate ao Incêndio.
• Experiência na execução de atividades recomendadas pela norma regulamentadora quanto à prevenção de acidentes do trabalho, realizando inspeções, promovendo correções, efetuando registro e desenvolvendo ações educativas que visem à melhoria da condição humana no trabalho.
• Habilidade em tomar as providências necessárias para eliminar as situações de riscos e ministrar treinamentos específicos de segurança e execução de DDS’s
Observação: No assunto do e-mail, deve-se mencionar a vaga à qual deseja se candidatar.

As cooperativas brasileiras têm mostrado como o cooperativismo é capaz de transformar a realidade socioeconômica do país inteiro. É por isso que o Sistema OCB realiza, a cada dois anos, o Prêmio SomosCoop – Melhores do Ano. A ideia é reconhecer essas iniciativas, estimulando a troca de experiências entre as mais de 6,6 mil singulares. Para participar, basta clicar aqui e se inscrever. O prazo vai até o dia 30 de agosto.
Desde sua primeira edição, em 2004, já foram premiadas ações de mais de 80 cooperativas, elevando, assim, o nível de comprometimento tanto com a sustentabilidade do negócio quanto com as questões sociais. O prêmio está dividido em sete categorias: Comunicação e Difusão do Cooperativismo, Cooperativa Cidadã, Desenvolvimento Sustentável, Fidelização, Inovação e Tecnologia, Intercooperação e Cooperjovem.
Os projetos devem conter benefícios comprovados aos cooperados e à comunidade local. A avaliação das iniciativas inscritas será realizada a partir de uma matriz de pontuação, conduzida por uma comissão indicada e nomeada pelo Sistema OCB, entidade composta pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) e pela Confederação Nacional das Cooperativas (CNCoop).
"Convocamos nossas singulares a participarem desta premiação que reúne as principais iniciativas de desenvolvimento socioeconomico do setor no Brasil, afinal, o cooperativismo aplicado no Pará possui inúmeros exemplos de pioneirismo e de inovação", afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

O Mestrado profissional é a possibilidade de formar uma mão de obra cooperativista altamente qualificada dentro do próprio Estado. O primeiro passo é submeter o pré-projeto de pesquisa aplicada ao Programa de Pós-graduação e Desenvolvimento Rural. Na próxima quinta (09), o Sistema OCB/PA promove oficina sobre os critérios a serem observados na elaboração do trabalho para capacitar os interessados em participar do processo seletivo. O treinamento ocorre na Casa do Cooperativismo a partir das 8h. As inscrições podem ser feitas no e-mail:
Os critérios de avaliação na análise da proposta de projeto são: Adequação a subárea (o tema deve ser adequado a subárea submetida); Linguagem técnica (adequação e coerência da linguagem com a subárea que concorre); Viabilidade técnica, econômica e temporal de execução do projeto (exequibilidade do projeto) e Produto da pesquisa (produto de inovação tecnológica coerente com a subárea que concorre e com os objetivos do projeto). Já na defesa da proposta de projeto, os aspectos avaliados serão: Relevância do Problema da pesquisa a ser investigado; Clareza dos objetivos da pesquisa; Adequação da metodologia; Domínio do referencial teórico; Relevância tecnológica e social do projeto.
“É um momento histórico para os cooperativistas paraenses. A procura está sendo grande e os interessados devem se preparar devidamente para que seus projetos sejam selecionados. Agradecemos novamente à parceria com o Instituto Federal do Pará em Castanhal que aderiu à esta tão importante missão de promover a qualificação profissional das cooperativas”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Serão ofertadas o total de 20 vagas, sendo 16 para funcionários e/ou associados de cooperativas com registro e adimplentes no Sistema OCB/PA e 4 para demanda social; distribuídas em duas linhas de pesquisa: “Dinâmica e Manejo de Agroecossistemas” e “Gestão de Empreendimentos Agroalimentares”. As inscrições para o mestrado seguem até o próximo dia 14.
SERVIÇO: O edital do Mestrado na íntegra pode ser acessado no site do IFPA: http://castanhal.ifpa.edu.br/component/content/article?id=459

Cooperativas fortes, com resultados sociais e econômicos cada vez maiores, é o cenário positivo para o qual o Sescoop tem trabalhado desde que surgiu, há 20 anos. Para marcar essas duas décadas de trabalho e, ainda, visando contribuir com o desenvolvimento sustentável do movimento cooperativista brasileiro, foi lançada a Diretriz de Atuação do Sescoop, durante evento realizado nesta semana, em Brasília. A equipe do Sistema OCB/PA esteve presente.
O documento pretende oferecer uma linha orientadora para a atuação de todas as unidades estaduais do Sescoop, considerando o contexto atual e a visão de futuro do cooperativismo brasileiro, de modo a potencializar os resultados em benefício dos cooperados e seus familiares e empregados.
“Nossa intenção é consolidar e evidenciar as ações realizadas pelo Sescoop, focadas nas cooperativas, de modo consistente e coerente com uma política nacional, de acordo com os pressupostos legais, regimentais e doutrinários. Para isso, foi necessário construir uma linha-mestra que norteie a atuação das unidades estaduais, respeitando as particularidades regionais”, explica a gerente geral do Sescoop, Karla Oliveira.
Segundo ela, o modelo de atuação preconizado pela diretriz considera o desenvolvimento das pessoas, por meio da redução das lacunas de competências necessárias ao desenvolvimento das cooperativas, conforme necessidades identificadas por meio dos diagnósticos. “Assim, nosso trabalho é um ciclo virtuoso que gera mais e mais valor. Esse processo trará soluções que fazem sentido para cada cooperativa e, assim, gerará impactos positivos nos resultados”, frisa Karla.
Ela explicou, ainda, que a Diretriz de Atuação do Sescoop trabalha com base em quatro eixos de atuação:
“Temos uma grande expectativa com relação aos desdobramentos dessa Diretriz de Atuação, por isso, pedimos que todos se envolvam, afinal, o trabalho depende do empenho de todos, como Sistema. Por isso, a dedicação de cada um de nós será essencial na hora de colocar tudo isso em prática. As pessoas são o início, o meio e o fim de todo o nosso processo. Venha com a gente, e nos ajude a desenvolver as cooperativas e o cooperativismo no Brasil”, reforça o superintendente do Sistema OCB, Renato Nobile.
“A diretriz dá um Norte, ao mesmo tempo que mantém a individualidade cada região, de cada estado, aquilo que cada um já construiu, baseado nas suas realidades e necessidades. O fato de termos um pensamento sistêmico melhora a coleta de dados e nos permite mais segurança na hora de nos expormos aos órgãos consultores e fiscalizadores.” Élvio Silveira, coordenador de Formação Profissional e do Monitoramento do Sescoop/SC

Paragominas poderá ser o primeiro município brasileiro a conferir desconto na Contribuição de Iluminação Pública (CIP) aos consumidores que tiverem Geração Distribuída (GD) em suas unidades. A entrega do Projeto de Lei será feita durante o Seminário PARAGOSOL, que ocorre nesta terça (07) no município. O objetivo é estimular o crescimento da produção de energia renovável na região, que já é uma das grandes responsáveis pelo avanço do setor no país de acordo com dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR). O evento, organizado pela Prefeitura com apoio da COOBER e Sistema OCB/PA, ainda terá outras programações de esclarecimento acerca do assunto.
Durante a Programação, será feita a assinatura do termo de cooperação referente ao programa multilateral que leva o nome do evento, PARAGOSOL. O acordo é uma iniciativa das entidades envolvidas para ampliar a geração de energia. A Prefeitura Municipal se compromete a propor legislações favoráveis ao uso de energia solar FVe a continuar utilizando essa matriz em suas unidades consumidoras de energia; A Câmara dos Vereadores de Paragominas apoiará as leis relativas ao setor e implantará um sistema de geração de energia solar em sua sede.
“Em março, no 2º Seminário de Energias Renováveis, a COOBER sugeriu ao prefeito de Paragominas a redução da cobrança CIP para quem produzisse sua própria energia através dessas novas modalidades. A solicitação foi acatada e teremos uma ação pioneira de incentivo à sustentabilidade energética justamente onde nasceu o cooperativismo de energia renovável no Brasil”, afirmou o presidente da COOBER, Raphael Vale.
Já o Sistema OCB/PA fará a difusão do cooperativismo como uma possibilidade viável de produção de energia solar; O SEBRAE/PA organizará, divulgará e possibilitará a realização de treinamentos; A ABSOLAR apoiará na disponibilização de materiais e/ ou profissionais para difundir e desmistificar o uso dessa matriz energética Sustentável, assim como a COOBER através de seu próprio exemplo, sendo a primeira cooperativa de energia renovável do Brasil.
Ainda na programação, está prevista a apresentação do Diagnostico energético das MPES de Paragominas, as palestras “Conta de energia às claras” (Conselho de Consumidores da CELPA), “Como os pequenos negócios podem reduzir custos no consumo de energia” (SEBRAE/PA) e “Soluções de crédito para energia fotovoltaica” (SICREDI).
“É uma ótima oportunidade para a população ampliar seu conhecimento sobre a tendência energética. Não se trata mais de algo distante. Estamos vivendo essa revolução sustentável e não temos como voltar a priorizar práticas que ainda hoje contribuem para degradação do meio ambiente. Precisamos olhar para frente”, enfatiza o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.


Seguindo a estratégia de fortalecimento do ramo, o Sistema OCB/PA está coordenando as articulações para a união de cooperativas agropecuárias em Santarém. O objetivo é aprimorar o processo de gestão e desenvolvimento das singulares. Após a deliberação em assembleia geral, três cooperativas sinalizaram positivamente e continuarão com os procedimentos necessários. A partir desta semana, está sendo feita uma análise de viabilidade socioeconômica das envolvidas.
O Sistema OCB/PA participou da Assembleia das cooperativas atuantes em Santarém e Região. Os cooperados da Coopromubel, Cooprusan e da Coomaplas aprovaram a incorporação e exigiram um processo de transparência. Foi criado um plano de trabalho através de uma comissão de incorporação. A equipe é formada por dois representantes de cada cooperativa e mais um contador local sem ligação com qualquer uma das singulares. Será feita uma análise em cada uma delas, levantando todas as informações de contrato, dívidas e patrimônio. Com o resultado desta diagnose geral, serão realizadas outras assembleias para definir ou não a incorporação.
A iniciativa foi uma das indicações do Diagnostico do Cooperativismo Paraense, elaborado em 2016, assim como de outros trabalhos técnicos de capacitação. “Identificamos um número excessivo de cooperativas em Santarém e Região competindo pelo mesmo mercado, na venda do mesmo produto e às vezes de modo desleal. Se preciso da produção na mesma linha, por que não unir as forças? A tendência é melhorar a qualidade, quantidade, escala de fornecimento da produção e diminuir despesas de todos”, explicou o gerente de desenvolvimento do Sistema OCB/PA, Vanderlande Rodrigues.
O processo também foi estimulado pelos próprios gestores das cooperativas que, no último seminário, se reuniram com a Diretoria da OCB/PA, direcionando para que ocorresse esse trabalho de sensibilização. “Incentivamos sempre que nossa concorrência não é entre cooperativas. Para participarmos de chamada pública e outros mercados, precisamos unir forças. Estamos acompanhando todo o processo que decorre de maneira transparente e amplamente profissional, sendo conduzido pelas próprias envolvidas. Temos certeza que o resultado será bastante positivo”, comenta o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

O fortalecimento dos pequenos produtores, idealizado há anos, se tornará realidade através da intercooperação de singulares paraenses sediadas nas regiões sul, sudeste e nordeste. Na última semana, 10 cooperativas oficializaram a constituição da Central das Cooperativas de Produção Familiar da Região Amazônica, a primeira do ramo no Estado. O objetivo é ampliar as possibilidades de produção e comercialização no segmento da fruticultura. Na ocasião, o Sistema OCB/PA auxiliou no procedimento da Assembleia, prestando orientações técnicas, jurídicas e contábeis. A reunião ocorreu em Marabá, na Fundação Cabanagem.
A iniciativa foi implementada após diversos diálogos iniciados desde setembro do ano passado. Percebeu-se a necessidade de ampliar a produção para ter acesso a contratos maiores, participando de forma mais organizada e dinâmica no mercado. A Central é composta por cooperativas de Marabá, Conceição do Araguaia, Redenção, São Félix do Xingu, Ourilândia do Norte, São João do Araguaia, Itupiranga, Parauapebas, Nova Ipixuna e Tailândia.
“É um sonho antigo que começou a se concretizar. Estamos orgulhosos de cada cooperativista envolvido. Não há outro caminho para o desenvolvimento sócio econômico do agricultor familiar senão o cooperativismo, agregando os produtores isolados e proporcionando melhores condições de renda”, enfatizou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Na Assembleia, foi feita a apresentação do Estatuto Social. O documento foi dividido em quatro eixos que nortearão as ações da Central. O prioritário é a verticalização, organização e comercialização da produção. A segunda linha trata da questão ambiental, proporcionando a implantação de Sistemas Agroflorestais (SAFS) nas propriedades de cada cooperado. O terceiro eixo é a Formação, Educação e Comunicação, que promoverá atividades para a compreensão do que de fato é o cooperativismo, direitos e deveres, responsabilidade, atribuições e o compromisso que precisa ser assimilado por todos.

“Dentro dessa linha, dialogamos sobre a implantação de uma marca única para os nossos produtos através da contratação de um engenheiro químico. É importante para termos uma padronização. Outra questão importante é a contábil. Precisaremos de um profissional que entenda de contabilidade cooperativa para prestar esse serviço às nossas singulares”, afirmou o presidente eleito pela Central, Milton Zimmer.
O quarto eixo trata sobre a Assistência Técnica. Serão constituídos grupos de produção responsáveis por otimizar a produtividade e aumentar as possibilidades de oferta dentro das agroindústrias. A equipe técnica articulará as bases produtivas, aproximando os núcleos de cada fruto, evitando o espaçamento, potencializando a organização e a capacidade logística.
Aprovado o estatuto, a Central foi constituída e se dará entrada no processo legal perante à Junta Comercial do Pará (Jucepa). A diretoria executiva eleita é composta pelo presidente Milton Zimmer, Secretário Flávio Barros e pelo Tesoureiro, Valdir Hoss. Para o Conselho Fiscal, os membros efetivos são Luiz Pereira de Carvalho, Josilene Sousa Vieira e Antônio Moreira da Silva. Já o Conselho Administrativo é composto por representantes de cada cooperativa: Mauro Melo (COOPER), André de Souza (COOPFRA), Raimundo Freire (CAMPPAX), Francisco Pereira (COOMAFI) Antônio Martins (COOMASJA), Eldon Alves (COOMFAMA), José Oliveira (COOPERFAM), Antônio de Almeida (CORRENTÃO), Antônio (COPAG) e Antônio Moreira da Cruz (COAGROTAI).
ENCAMINHAMENTOS
Na oportunidade, foram alinhadas questões fundamentais de organização produtiva em cada cooperativa para garantir o bom funcionamento da Central. Debateu-se sobre as políticas de incentivos fiscais do Estado do Pará, que podem ser acessadas via elaboração de projeto. A intenção é obter diferimento fiscal no ICMS. Também se discutiu acerca da emissão de Nota Fiscal Eletrônica para produtores rurais. Cada cooperado, ao efetivar a entrega de sua produção à cooperativa ou à Central, fará o registro do ato.
“Normalmente, o cooperado entrega seus produtos sem qualquer nota de entrada. A cooperativa precisa ter esse controle para, depois disso, fazer seu processo de beneficiamento e trabalhar a comercialização. Uma simples atitude organiza a entrada e garante a legalidade. É um benefício para o cooperado, porque passa a ter um respaldo acerca da entrega de sua mercadoria por um documento oficial, e para a cooperativa, que pode demonstrar que está recebendo a produção e, assim organizá-la. Estamos discutindo uma nova atitude com a Central e precisamos organizar todos os passos. Este é um dos mais importantes para se ter uma compreensão de todo o processo”, explicou Milton.
A participação democrática do associado, um dos diferenciais do cooperativismo em relação aos demais modelos de negócio, não se restringe apenas ao universo de uma cooperativa. Fazer parte do processo de escolha consciente dos responsáveis pela formulação de leis e políticas públicas no país constitui um dever de todos aqueles que já conhecem o valor da cooperação e se preocupam com o coletivo.
É por isso que a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) acaba de lançar a cartilha Cooperativismo e as Eleições 2018 e uma série de vídeos (assista ao primeiro). O material, destinado a cooperados, seus familiares e, também, aos empregados das cooperativas, é um instrumento que mostra a importância do voto e da participação efetiva e responsável no processo eleitoral. Os demais vídeos poderão ser acessados diretamente na página preparada pela OCB para a divulgação de todo o material referente ao tema (clique aqui).
ELEIÇÕES
Neste ano serão realizadas eleições gerais em todo o país e cada eleitor tem o desafio de decidir, além dos próximos governantes, o futuro da sua família, da sua comunidade e da sua cooperativa, ou seja, o futuro do Brasil. O voto, além de ser um dos principais direitos do cidadão é, também, um de seus maiores deveres, pois é por ele que o cidadão elege os seus representantes nos poderes Executivo e Legislativo.
Fonte: OCB
No Brasil, o voto é obrigatório para as pessoas alfabetizadas maiores de 18 anos e menores de 70 anos, sendo facultativo para pessoas com idades entre 16 e 18 anos, maiores de 70 anos e analfabetos.
COMPROMISSO
Para o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, cada cooperado deve fazer desse dever cívico um direito, um espaço para ratificar o seu compromisso com um futuro diferente. “A partir do voto, escolheremos aqueles que irão nos representar nacionalmente e também em nosso estado ou distrito, então, pesquisar sobre a vida política dos candidatos, o trabalho desenvolvido anteriormente, assim como sobre seu conhecimento e compromisso com o cooperativismo, é um dos pontos fundamentais para uma tomada de decisão responsável. E as cooperativas, com a realização de debates entre os políticos, podem contribuir diretamente para essa reflexão”, avalia Márcio Freitas.
PÓS-ELEIÇÃO
Além de promover ações que assegurem a escolha mais consciente e de estimular a participação maciça no dia da eleição, é importante que os cooperados acompanhem o trabalho daquele que mereceu seu voto. “Assim, exerceremos, de fato, o nosso papel de cidadãos brasileiros e verdadeiros cooperativistas. É com esse convite, para uma participação efetiva e responsável, que preparamos essa cartilha sobre as eleições, mostrando como podemos colocar em prática nossos direitos e deveres”, afirma o líder cooperativista.
Em uma iniciativa inédita, o IFPA lança mestrado para contribuir com o desenvolvimento do setor cooperativista no Estado. Cerca de 200 mil pessoas estão envolvidas direta e indiretamente no segmento
Dados da Aliança Cooperativa Internacional aponta que de cada 6 pessoas no mundo uma está associada a uma cooperativa. São 1,2 bilhão de cooperados presentes em 105 países, gerando 250 milhões de empregos. No Brasil, são mais de 6,6 mil cooperativas, 13,2 milhões de cooperados e 376 empregos formais gerados. No Pará, são 174 cooperativas, 65.881 cooperados, 4.822 empregos diretos e cerca de 200 mil pessoas envolvidas direta e indiretamente no segmento.
Com todos esses números, fica fácil perceber o quando o mercado cooperativista é uma realidade viável no Estado. No ranking nacional, o Pará figura na 14º posição e lidera a região Norte em potencial de cooperativas. “Seguindo o nosso Planejamento Estratégico, estamos trabalhando na direção da qualificação para acelerar o desenvolvimento das cooperativas. Com esse mestrado realizado pelo IFPA, em Castanhal, nossas metas convergem e teremos cada vez mais cooperativas aperfeiçoadas e aptas a concorrer no mercado nacional e internacional. Precisamos potencializar nossos talentos e assumir o nosso papel diante da sociedade”, defende Ernandes Raiol, presidente do Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado do Pará e Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo do Estado do Pará (Sistema OCB-PA).
Nesta perspectiva, o Instituto Federal do Pará (IFPA) – Campus Castanhal, por meio do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural e Gestão de Empreendimentos Agroalimentares (PPDRGEA) e do Termo de Convênio Técnico-Científico entre o IFPA e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo do Estado do Pará (SESCOOP-PA), lançou o edital do Processo Seletivo do Curso de Mestrado Profissional em Desenvolvimento Rural e Gestão de Empreendimentos Agroalimentares no último dia 25. As inscrições iniciam no dia 31 e seguem até o dia 14/08/2018.
Serão ofertadas o total de 20 vagas, sendo 16 para funcionários e/ou associados de cooperativas com registro e adimplentes no Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado do Pará (OCB-PA) e 4 para demanda social; distribuídas em duas linhas de pesquisa: “Dinâmica e Manejo de Agroecossistemas” e “Gestão de Empreendimentos Agroalimentares”. Os candidatos poderão escolher as subáreas de cada linha de pesquisa, a saber: Dinâmica e Manejo de Agroecossistemas – subáreas: agronomia, agroecologia e aquicultura. Gestão de Empreendimentos Agroalimentares, subáreas: tecnologia e análises de produtos agroindustriais, administração, economia, serviço social e educação.
Segundo o professor do PPDRGEA, Adebaro Alves dos Reis, a ideia do mestrado surgiu do próprio movimento cooperativista. “As próprias cooperativas cobravam isso de nós para que elas possam ter mais conhecimento, mais diferenciação ao associar ciência e prática para fortalecer a gestão e aprimorar a produção nos empreendimentos agroalimentares. A nossa expectativa contribuir para a consolidação do cooperativismo no Estado e das parcerias técnico-científicas com a Universidade de Alicante, da Espanha, onde serão realizados os estágios dos mestrandos em 2020”.
OFICINA
Nos próximos dias 9 e 10, será realizada a oficina de “Elaboração de Pré-Projeto de Pesquisa Aplicada do Programa de Pós-Graduação e Desenvolvimento Rural” para ajudar os interessados em participara do Processo Seletivo desse Mestrado. A oficina será realizada em Belém, na sede do Sistema OCB-PA.
SERVIÇO: Clique aqui para acessar o edital do Mestrado na íntegra. As inscrições para o mestrado é de 31/07 a 14/08/2018. A oficina de “Elaboração de Pré-Projeto de Pesquisa Aplicada do Programa de Pós-Graduação e Desenvolvimento Rural”, será de 8h às 17h, na sede do Sistema OCB-PA (Av. Conselheiro Furtado, 1693). Inscrições:

Com o objetivo de aperfeiçoar e verificar o que há de melhor no Ramo Mineral, o Conselheiro representante do Ramo Mineral da Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado do Pará (OCB-PA), Amaro Rosa, está em Peixoto de Azevedo (MT) para participar do 4º Seminário das Províncias Metalogenéticas Brasileiras e do 1º Fórum das Cooperativas do Ramo Mineral. A programação iniciou nesta quinta-feira (19) e segue até o dia 21.
No 4º Seminário das Províncias Metalogenéticas, serão discutidos assuntos sobre a geologia regional, tectônica, mineralizações, processos e gênese dos depósitos de ouro e metais-base, seus avanços, desafios e sugestões de trabalhos futuros. Foram 19 palestras técnicas, uma saída de campo para conhecer testemunhos de sondagens de alguns projetos em execução por empresas de mineração. O município de Peixoto de Azevedo alcançou a produção de ouro de origem legal de 5,4 toneladas em 2016 (fonte STN), representando mais de 60% da produção de ouro de origem garimpeira do Estado de Mato Grosso.
Já no 1º Fórum das Cooperativas do Ramo Mineral, organizado pela OCB-MT, serão debatidos temas como autorização do titular do direito mineral para comercialização e a participação das cooperativas nos leilões de área, criação das reservas garimpeiras, apresentação das demandas das cooperativas do ramo mineral e atuação da OCB Nacional e do Serviço Geológico do Brasil.
Visitaram um antigo garimpo para criação de pirarucu, que representa um dos maiores criadouros da espécie no Mato Grosso voltado para o mercado local, Cuiabá e Goiânia e outro garimpo que mantém a extração e ao mesmo tempo já recupera a mata ciliar. “Precisamos aprender todos os dias um pouquinho. Aqui pudemos ver desde os aspectos técnicos de como encontrar o ouro a questões de legislação. Isso é muito importante. Também pudemos perceber outras formas de recuperar áreas em que a mineração já não ocorre mais, como à piscicultura. Acredito que é uma excelente experiência para se ter em mente no nosso Estado”, afirma Amaro Rosa.
Também participam da comitiva paraense Bruno Rolin, secretário de Meio Ambiente de Itaitupa; Jubau Cabral, geólogo; Saint-Clair Medeiros e Mônica Paracampos, ambos engenheira de minas, de Novo Progresso e de Altamira - respectivamente; Misse Rúbia, secretaria da Coogamibra, de Castelo dos Sonhos; Ricardo Stanguerlin, advogado, de Novo Progresso; Fábio Vicente, garimpeiro, de Novo Progresso.
Mais do que dinheiro, as quase mil cooperativas de crédito do país oferecem educação e inclusão financeira e, ainda, soluções adequadas às necessidades de cada cooperado, sempre a preço justo e em condições vantajosas. Esse jeito humanizado de fazer negócio e que mostra o cooperativismo como ferramenta de transformação social, acaba de ser reconhecido pelo Estadão, na segunda edição do Finanças Mais, que acaba de ser divulgada.
A publicação, elaborada em parceria com a Austin Rating, empresa de consultoria, apresenta uma radiografia das instituições líderes do setor financeiro no país. Para compor o material, foram analisadas as demonstrações contábeis publicadas em 2017.
Segundo o Estadão, as cooperativas de crédito “prosperaram na esteira da crise econômica e repetiram nesta edição de Finanças Mais a dobradinha nas duas primeiras colocações na categoria Bancos/Financiamento”.
Para o primeiro lugar, foi eleito o Banco Cooperativo do Brasil (Bancoob) e, para o segundo, o Banco Cooperativo Sicredi. O Bancoob e o Sicredi têm estrutura similar e são braços financeiros dos seus sistemas cooperativos, o Sicoob e o próprio Sicredi.
“O Bancoob é uma das maiores instituições bancárias do país. É ele que garante as operações das cooperativas de crédito do Sicoob. Possui várias linhas de crédito capazes de atender a diversas necessidades dos cooperados. Agora, está com uma em especial para investimentos em energia renovável”, conta o representante do ramo crédito do Sistema OCB-PA e presidente da Coimppa, José Melo da Rocha.
“Enquanto as instituições bancárias convencionais visam o lucro, as cooperativas de crédito visam o resultado. Nós somos uma sociedade de pessoas e não de capital com as instituições bancárias convencionais, o lucro do banco vai para os acionistas. O resultado financeiro da cooperativa fica na conta do cooperado. Outra vantagem é a estrutura enxuta, que permite taxas de juros menores e rentabilidade para os investidores maior do que as praticadas no mercado”, explica o presidente do Sicredi Belém, Napoleão Almeida.
NÚMEROS DO SNCC
Nos últimos oito anos, segundo a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e o Banco Central, os indicadores mais representativos do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC) apresentam crescimento acima da média, em relação aos seus concorrentes.
ASSOCIADOS – Em 2010, haviam pouco mais de 4,1 milhões de associados. Em 2017, as cooperativas de crédito atingiram a casa dos 9,7 milhões de cooperados, mais que dobrando de tamanho.
ATIVOS – No fim de 2010, os ativos do SNCC fecharam em torno de R$ 58,8 bilhões. Sete anos depois, esse valor fechou em mais de R$ 255,5 bilhões.
PATRIMÔNIO LÍQUIDO – No fim de 2017, o SNCC acumulou um patrimônio líquido de mais de R$ 42,2 bilhões, praticamente quatro vezes mais que o registrado em 2010 (R$ 10,7 bilhões).
OPERAÇÕES DE CRÉDITO – Outro indicador que também cresceu foram as operações de crédito. Em 2010, ele era de R$ 26,4 bilhões ao passo que, em 2017, registrou praticamente R$ 88 bilhões.
DEPÓSITOS – Se considerarmos o volume de negócios, o setor tem fechado no azul, anualmente, desde 2010 (R$ 25,6 bi). No ano passado, para se ter uma ideia, esse indicador registou um volume de cerca de R$ 113,5 bilhões.
PONTOS DE ATENDIMENTO – A rede de atendimento do SNCC é uma das maiores do país e continua em ritmo acelerado de crescimento. Em 2017, haviam 5.936 pontos de atendimento espalhados em todas as regiões brasileiras. Vale destacar que em 454 municípios, as únicas instituições financeiras presentes são cooperativas.
Fonte: Com informações da OCB