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Um lugar para tomar um bom café, servido de pão de queijo e chocolates de todos os tipos, sabores e aromas. Esse é o espaço que a Cooperativa Agroindustrial da Transamazônica (Coopatrans) inaugurou nesta segunda (26) para incrementar sua loja na capital paraense, para delírio dos amantes de chocolate. Assim como nos outros pontos de atendimento espalhados pelo Pará e fora do Estado, a de Belém terá cafeteria, espaço para leitura e reuniões empresariais. A loja mudou de endereço e agora está localizada na Rui Barbosa, entre Nazaré e Brás de Aguiar.
A cooperativa, que detém a marca CACAUWAY, decidiu investir nesse novo segmento para proporcionar uma opção a mais para o consumidor. “Entendemos que uma loja de chocolate precisa ter algo mais agregado, não somente chocolate. Hoje, é difícil ir apenas para compra-lo, por isso tivemos a ideia do café como uma forma de atrair o consumidor, que também pode se interessar por outros produtos. Se algumas empresas precisarem fazer uma pequena reunião ou encontros, também temos um espaço reservado para isso”, explicou a presidente da COOPATRANS, Rita Aguiar.

O café é oriundo de Minas Gerais e os coquetéis, assim como os cappuccinos são produzidos com o chocolate genuinamente amazônico da cooperativa. Atualmente, apenas as lojas de Altamira, Belém e Macapá possuem a cafeteria, mas a intenção é expandir também para os demais pontos localizados em Santarém, Medicilândia e Ceará.
O chocolate CacauWay é reconhecido como um dos melhores do mundo pelo Salão de Chocolate em Paris.
Os produtos são apurados a partir de amêndoas selecionadas e fermentadas, dispensando o uso de corantes e aromatizantes artificiais, surgindo assim um terruá autêntico e de sabor único na Amazônia. A cooperativa conseguiu o segundo lugar no concurso de melhores amêndoas do Salão de Chocolate em Paris. No Festival Internacional do Chocolate em Belém, os cooperados conseguiram a primeira, segunda e terceira colocação. No concurso nacional, a COOPATRANS ficou entre as dez melhores.
O diferencial dos produtos da marca é a qualidade do Cacau. Os chocolates possuem diferentes percentuais da fruta, agradando aos mais variados gostos. A CacauWay produz tabletes com 30%, 60%, 65% e 70% de cacau com 16 variedades de recheios. É utilizada uma grande quantidade da massa da fruta, priorizando o controle de qualidade com a seleção dos frutos e garantindo a produção de um chocolate delicioso. Outro fator de destaque é que não é adicionada outra gordura que não seja do próprio cacau.
A marca já conquistou o estado do Pará e pretende expandir mercado para as regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil neste ano. Todas as metas de 2018 e a avaliação das atividades desempenhadas ao longo dos sete anos de atuação da COOPATRANS foram apresentadas no primeiro encontro comercial da singular agropecuária, ocorrido no final do ano passado. As perspectivas para este ano são positivas, com a organização e implantação do projeto de apoio para ampliação de máquinas, acompanhamento técnico para melhoramento da produção, assim como a conquista de novos mercados. A intenção é atender o Sul, Centro-Oeste, e Sudeste, mesmo que em pequenas inciativas.
Na semana passada, já foi aberta uma loja em Goiás. Uma possibilidade também é a articulação com a Central Aurora de Alimentos sediada em Santa Catarina. Após o intercâmbio promovido pelo Sistema OCB/PA no último mês, foi discutido sobre uma intercooperação comercial para escoamento da produção para os nichos da Aurora, que possui uma rede de 53 supermercados.
Para o presidente Ernandes Raiol, o momento é de consolidação. “Acompanhamos os cooperados durante todos esses anos no processo de entrar no mercado, mas agora, como foi discutido no Encontro, é preciso criar uma política de como continuar nesse cenário competitivo, galgando espaços cada vez maiores, viabilizando economicamente esse objetivo, construindo a ideia de logística para uma quantidade maior de produção. Ficamos felizes pelos cooperados estarem discutindo até a possibilidade de sobras, o que gera mais garantia e retorno para o sócio. Isso é muito importante. A COOPATRANS pode contar com o nosso apoio”.

Singulares de Parauapebas, Benevides, Barcarena e São Félix do Xingú aproveitaram o último final de semana para realizar as suas Assembleias Gerais Ordinárias (AGO), como regula a constituição cooperativista. A equipe técnica do Sistema OCB/PA também esteve nestes municípios, participando das reuniões e prestando orientações acerca dos procedimentos corretos na condução de uma AGO. A COOPABEN, COOPERMODAS, COOPER e CAMPPAX foram algumas destas singulares que deliberaram sobre prestações de contas, planejamento estratégico, eleições, entre outros.
Na Cooperativa Agropecuária de Benevides (COOPABEN), o Gerente do Sistema OCB/PA, Vanderlande Rodrigues, acompanhou a Assembleia que reelegeu a presidente Maria Eulina. A cooperativa completa 10 anos de constituição no próximo mês. Também foi feita eleição para os novos conselheiros administrativos e fiscais. Já na assembleia da Cooperativa de Costura e Moda de Barcarena (COOPERMODAS), foi feita a prestação de contas. As cooperadas se comprometeram a se regularizar junto ao Sistema OCB/PA.
O analista de desenvolvimento de cooperativas, Jamerson Carvalho, esteve na AGO da Cooperativa Alternativa Mista dos Pequenos Produtores do Alto Xingu (CAMPPAX), que também teve participação da Secretária Municipal Adjunta, Marta Lelis. As contas foram aprovadas através da apresentação de demonstrações contábeis, bem como foram eleitos a nova diretoria e o conselho fiscal. Na ocasião, se apresentou a fábrica que beneficia a Castanha do Pará e se constatou os aspectos operacionais e produtivos da cooperativa que, atualmente, encontra-se em alta com o volume de produção.
“Ficamos contentes com o grau de evolução da maturidade das cooperativas, que estão compreendendo a importância das assembleias nas tomadas de decisões, se preocupando também com o bom andamento desses processos para que se faça o registro adequado e não ocorra nenhum entrave na Junta Comercial do Pará. Estamos totalmente disponíveis neste sentido, participando das assembleias em qualquer região do Estado em que houver cooperativas”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Para receber a diretoria da OCB/PA, deve-se enviar as solicitações para o e-mail secretariaparacooperativo.coop.br com a data e os respectivos editais. No mês de abril, o Sistema OCB/PA irá realizar a AGO do setor, reunindo todas as cooperativas do Estado.

A mandioca é um produto base da agricultura familiar e alimento certo na mesa do paraense, o que aumenta a responsabilidade do produtor rural em manter a qualidade de seus derivados. Neste ano, Belém é a sede dos Congressos Brasileiro, Latino-Americano e Caribenho da Mandioca, que ocorrem em conjunto no período de 12 a16 de março, no Hangar. Com promoção da Sociedade Brasileira de Mandioca (SBM), realização da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (SEDAP) juntamente a Corporación CLAYUCA, a programação terá participação maciça das cooperativas. O Sistema OCB/PA, que é um dos parceiros do evento, proporcionará o investimento para os custos de logística de singulares da Região Oeste. Já as cooperativas de municípios mais próximos à capital serão conduzidas pela Emater/PA. As inscrições podem ser feitas no site: https://cbmandioca2018.com.br/br/node/1143 e custam R$ 30,00 para produtor rural.
Os Eventos constituem o principal fórum de integração dos agentes da cadeia produtiva da mandioca, representados por instituições de ensino, pesquisa, fomento, assistência técnica e extensão, defesa vegetal, produtores agrícolas e empresários. São também fortes oportunidades para apresentação de inovações geradas no setor de máquinas e equipamentos, bem como para levantamento e prospecção de novas demandas de interesse.

“A finalidade é transmitir esse conhecimento aos produtores. Muitos ficam refém da venda da mandioca para outras empresas e o valor agregado é repassado para estas. Por que não processar? Os produtores não querem ou não conhecem? O Congresso vai trabalhar neste sentido. Virão convidados de outros Estados e palestrantes de fora que trabalham com a pesquisa da genética da mandioca. Haverá bastante informação para troca de conhecimentos. É importante que o cooperativismo esteja bem representado para aprimorar os processos que desenvolvemos na produção da farinha”, afirmou o Gerente do Sistema OCB/PA, Vanderlande Rodrigues.
Dos temas a serem discutidos em ambos os eventos, destacam-se aqueles relacionados à cadeia produtiva da mandioca, os quais perpassam desde o aproveitamento da raiz para alimentos funcionais, práticas culturais, alta gastronomia, importância para a segurança alimentar, políticas públicas, mercados alternativos, até a sua contribuição para redução de impactos ambientais. O aspecto científico do Congresso se completa com a apresentação de trabalhos científicos em grupos de trabalho e em formato de pôsteres.
Em reunião com a equipe de coordenação do Congresso da SEDAP, foram definidos os papeis de cada parceiro. O Sistema OCB arcará com os custos de passagens aéreas e hospedagens para alguns participantes que sejam ligados a cooperativas da região Oeste, como COOPRUSAN, CAAM e COOPBOA, que operam com a mandioca, maniva e farinha. Dos outros municípios mais próximos, a Emater/PA trará em um veículo próprio. “Vamos avaliar, dentro das limitações orçamentárias, se traremos dois ou três participantes de cada cooperativa. Faremos a avaliação dos custos para definirmos isso, verificando quem são as pessoas com perfil mais adequado, as quais estejam aptas para receber as informações, participar das capacitações e retransmitir aos demais cooperados”, afirmou o Gerente.
Do Nordeste ao Sudeste do Pará, o Sistema OCB/PA está executando diversas ações em prol do desenvolvimento das cooperativas ao longo desta semana. Fique por dentro das nossas atividades. Veja a programação do seu município!
#ocbsescooppa #capacitandoparacrescer


Ampliando sua credibilidade no mercado financeiro, a Cooperativa de Livre Admissão do Estado do Pará (Sicoob Cooesa) é um dos exemplos de boas práticas de gestão que vêm posicionando o cooperativismo como uma das instituições mais competitivas. Alguns dos segredos para este sucesso foram compartilhados com os alunos da Unimed Belém que fazem parte do Programa Aprendiz Cooperativo, coordenado pelo Sistema OCB/PA. O intercâmbio ocorreu nesta semana na sede da COOESA.
Foi feita uma apresentação institucional da cooperativa em seus quase 24 anos de história. Sua constituição ocorreu em 1994, quando 42 funcionários da ALEPA tiveram a ideia de cooperar para se ter uma alternativa de crédito acessível. A singular faz parte do SICOOB, que é o maior sistema do Brasil com 4 milhões de associados. Na COOESA, existem mais de 2.200 pessoas associadas. De acordo com dados do último exercício, o ativo total da cooperativa é de R$ 40.202.142,61 e o patrimônio líquido é de R$ 11.011.661,28. Os dados serão atualizados na próxima AGO que ocorre no dia 31 de março.
Os aprendizes também foram apresentados a cada setor de trabalho da cooperativa, desde o atendimento, caixas, até a diretoria. “Conversamos sobre o que é o cooperativismo de uma forma bem direta, mostrando como funciona no dia a dia. Foi uma oportunidade ótima de conhecer essa turma bastante animada e enriquecedora. Fizeram muitas perguntas, se posicionaram e mostraram interesse pelo tema, o que nos dá esperança de uma geração com muito potencial para desenvolver o setor”, afirmou a presidente da COOESA, Francisca Uchôa.

A Cooperativa já chegou a executar o programa de aprendizagem, mas precisou paralisá-lo. De acordo com a presidente, a previsão é que a singular retome a iniciativa ainda este ano, formando uma turma de aprendizes em parceria com o Sistema OCB/PA. “Além da questão do envolvimento social e da contribuição ao contratá-los, também auxiliamos na formação profissional dos jovens acerca da realidade do mercado, da vida e do seu próprio entendimento como pessoa. Ficamos felizes em participar disso, além de que podemos aproveitá-lo no futuro. Dentro da cooperativa, eles aprendem os princípios éticos do cooperativismo para trabalharem em equipe. É uma obrigação legal, mas não deixa de ser uma medida estratégica”.
A cooperativa oferece todos os serviços de uma rede bancária tradicional, tais como conta corrente, poupança, financiamentos, convênios (arrecadações), consórcios, seguros, câmbio, cartões de crédito e caixas eletrônicos. É uma instituição financeira controlada pelo Banco Central do Brasil como qualquer banco, porém, com algumas vantagens. Ao invés de um único dono, os clientes, ao se associarem, também se tornam donos do negócio. É um empreendimento coletivo regido de forma democrática por assembleias gerais dos clientes-sócios que decidem, por exemplo, as taxas de juros, os integrantes da diretoria e ainda dividem o lucro anual proporcionalmente.
A Sicoob Cooesa possui pontos de atendimento em Castanhal, Santarém e três agências em Belém. Há ainda projetos para atingir outros municípios como Bragança, Monte Alegre e os demais da região do Tapajós, mas ainda sem previsão. A cooperativa, apesar de ter enfrentado momentos delicados manteve o crescimento com as projeções e planejamentos perto de 20% nos últimos anos, tendo aumento no patrimônio e na administração de recursos de terceiros. As sobras acumuladas R$ 406.400,06 neste ano.
“Como um sócio cooperado da COOESA, tenho acompanhado a evolução da cooperativa na expectativa de que esses resultados ainda sejam superados. É um empreendimento que vem se mostrando sustentável e, por isso mesmo, incentivamos a visita dos aprendizes. Sem dúvida alguma, são conhecimentos importantes para a formação desses jovens à medida que saem da realidade do ramo saúde, onde trabalham junto à Unimed Belém, para se ambientarem ao ramo crédito, que possui necessidades e procedimentos de gestão semelhantes”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.


Com o intuito de incentivar e apoiar financeiramente o uso de tecnologias de baixo carbono em propriedades rurais de 70 municípios brasileiros, localizados nos biomas Amazônia e Mata Atlântica, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e a Embaixada Britânica lançaram a 2ª Chamada de Propostas de Unidades Multiplicadoras. A ação faz parte do leque de atividades desenvolvidas pelo Projeto Rural Sustentável (PRS), que visa, entre outros, melhorar as práticas de uso da terra e manejo florestal nos biomas. No Pará, estão incluídos apenas os municípios de Dom Eliseu, Ipixuna, Marabá, Medicilândia, Paragominas, Rondon do Pará, Santana do Araguaia, Tailândia, Tomé-Açu e Tucumã.
Na primeira chamada, o Projeto obteve 1.892 novas Unidades Multiplicadoras aprovadas. A meta é identificar 3.360 propriedades de pequenos e médios produtores rurais que irão adotar uma ou mais das quatro tecnologias de baixo carbono apoiadas pelo projeto. As propostas deverão ser submetidas em parceria com agentes de assistência técnica e, caso aprovadas, os produtores ou produtoras rurais poderão receber até R$1.500 por hectare de tecnologia implantada e os Agentes de Assistência Técnica, R$6.000,00 por unidade multiplicadora.
Além do apoio financeiro para área das tecnologias implantadas, o(a) produtor(a) poderá receber um benefício de R$ 1.000 por hectare de Área de Conservação Florestal, ou seja, por fragmento de floresta nativa representativo dos biomas mantido em sua propriedade.
Podem participar da Chamada de Propostas de Unidades Multiplicadoras os(as) pequenos(as) e médios produtores(as) cujas propriedades estejam localizadas em algum dos municípios/estados do Projeto; que sejam beneficiários(as) ou elegíveis para crédito rural; com área de 04 a 15 módulos fiscais e renda agropecuária bruta anual de até R$ 1.760.000.
As propostas devem ser submetidas para avaliação no portal www.ruralsustentavel.org em parceria com um agente de assistência técnica, que além de auxiliar o produtor, fará o acompanhamento da implantação da tecnologia, caso o projeto seja aprovado. Os agentes de assistência técnica devem ser indicados por entidades de assistência técnica com atuação nos municípios objeto do Projeto.
TECNOLOGIAS APOIADAS PELO PROJETO
- Sistema de integração Lavoura-pecuária- florestas (iLFP), incluindo Sistemas Agroflorestais (SAF)
- Plantio de Florestas Comerciais
- Recuperação de Áreas Degradadas com Pastagem (RAD/P)
- Recuperação de Áreas Degradadas com Floresta (RAD/F)
- Manejo Sustentável de Florestas Nativas
SOBRE O RURAL SUSTENTÁVEL - O Projeto Rural Sustentável é fruto de uma parceria entre o governo do Reino Unido, o governo do Brasil e o Banco Interamericano de Desenvolvimento, com foco em ações para o desenvolvimento da agricultura de baixa emissão de carbono nos biomas Mata Atlântica e Amazônia. O propósito é melhorar as práticas de uso da terra e manejo florestal pelos pequenos e médios produtores rurais. O projeto incentiva o desenvolvimento rural sustentável e a conservação da biodiversidade, ao mesmo tempo que contribui no cumprimento dos objetivos do Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (Plano ABC). O Projeto oferece a oportunidade de ganhos financeiros para os produtores rurais e agentes de assistência técnica, além da possibilidade de adquirir conhecimentos relacionados à gestão sustentável da propriedade rural e nas tecnologias de baixa emissão de carbono.
SOBRE O BID - http://www.iadb.org/pt/ SERVIÇO: Acesse o edital completo da Chamada de Propostas de Unidades Multiplicadoras no site www.ruralsustentavel.org. O prazo é até o dia 15 de março de 2018.

O que é cooperativismo? Quais as regras para sua criação? Tem garantia de sucesso? Essas e muitas outras perguntas serão respondidas em palestra que a Secretaria de Desenvolvimento (Seden) da Prefeitura de Parauapebas realizará na próxima sexta-feira, 23, a partir das 18h30, no plenarinho da Câmara de Vereadores. O foco da palestra são os serralheiros do município, mas qualquer pessoa interessada no assunto pode participar na apresentação do tema que parece velho conhecido, mas que na realidade ainda é bastante distorcido. “Muitas pessoas ainda têm ideia errada do que é cooperativismo”, atesta o professor João Loureiro, que dará a palestra, ancorado pela professora de Cooperativismo, Aldina Chaves.
Professor de Administração Rural da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), João Loureiro ensina sobre associativismo rural e há cinco anos está envolvido com cooperativismo. “Na palestra, vamos tratar do diferencial do cooperativismo, para que as pessoas despertem para a importância dele para o incremento da renda e geração de novas receitas no município”, adianta Loureiro, que vê “um potencial muito grande para ser explorado em Parauapebas com o cooperativismo”.
Assim como vem fazendo com o Distrito Industrial e Polo Moveleiro, a Seden volta atenção também para os serralheiros a fim de impulsionar o setor em Parauapebas. Um grupo de 30 serralherias já está organizado e criando a sua cooperativa, com o apoio da prefeitura. O secretário de Desenvolvimento, Isaías de Queiroz, diz que o governo já identificou mais de 100 serralherias espalhadas pelo município, muitas localizadas em áreas residenciais provocando conflito com moradores devido ao barulho. A Seden trabalha para organizar o segmento e uma das propostas é justamente o trabalho coletivo proporcionado por cooperativa.
POLO SERRALHEIRO
Uma área às proximidades da PA-160 já está reservada pela Seden, para abrigar as futuras instalações do Polo Serralheiro de Parauapebas. O governo irá garantir toda a infraestrutura necessária – vias asfaltadas, iluminação pública, água e esgoto -, para que o local seja ponto de referência na região.
PARCERIA COM OCB
No início deste mês, o secretário de Desenvolvimento se reuniu em Belém com o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras no Estado do Pará (OCB-PA), Ernandes Raiol da Silva, para que a instituição oriente os trabalhadores e empreendedores de Parauapebas que planejam ou desejam criar cooperativas. “Não adianta as pessoas criarem uma cooperativa e não receberem suporte, acompanhamento”, pondera Isaías de Queiroz. A proposta é que a OCB faça parte da Sala do Empreendedor, que será inaugurada neste semestre pela prefeitura, para que os pequenos empreendedores recebam suporte técnico e treinamento para o sucesso dos seus negócios.
Com a palestra de sexta-feira sobre cooperativismo, Isaías de Queiroz espera que os serralheiros se sintam estimulados a dar um novo rumo na história da categoria, seguindo o exemplo de cooperativas que começaram pequenas e que, hoje, chegam a exportar para outros países. “Para os pequenos crescerem, eles precisam se unir, do contrário não conseguem competir com os grandes. E aquilo que estiver dentro do alcance do governo, para alavancar os serralheiros, será feito”, assegura Isaías de Queiroz.
Texto e fotos: Hanny Amoras
Assessoria de Comunicação - Ascom | PMP

No mesmo dia em que Paragominas comemora o fim de um passado trágico de desmatamento, os munícipes discutem o presente e o futuro promissor da sustentabilidade energética. A 2ª edição do Seminário de Energias Renováveis é voltada para consumidores, profissionais da área, cooperativistas e universitários. O objetivo é discutir as possibilidades de energias alternativas na geração distribuída. O Seminário promovido pelo Sistema OCB/PA e pela COOBER ocorre no dia 23, no Teatro Reinaldo Castanheira.
As Inscrições podem ser feitas na seção eventos: http://paracooperativo.coop.br/servicos/eventos/34-seminarios/325-2-seminario-o-futuro-e-as-energias-renovaveis
Para a ocasião, foram convidados os principais atores envolvidos nesse cenário, como a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), responsável pela regulação da atividade; A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), que congrega empresas de toda a cadeia produtiva do setor fotovoltaico (FV) com operações no Brasil, coordenando, representando e defendendo os interesses de seus associados quanto ao desenvolvimento do setor; A GASGRID, empresa que apresenta soluções completas de geração distribuída , seja no gás natural renovável ou na energia elétrica; A Moura, empresa que desenvolve e fornece baterias há 60 anos; COOPÉRNICO, cooperativa de energia renovável com operações em Portugal e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), responsável pela regulação das singulares, além da Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu (CAMTA) e a Cooperativa de Crédito Sicredi Verde.
“Estamos organizando uma programação bastante consistente para analisarmos o panorama das energias renováveis em suas diversas vertentes, sempre focando no papel do cooperativismo neste contexto, que tem se mostrado como decisivo para abertura de fronteiras. Esperamos que todos participem e contribuam para divulgação desse evento formidável”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
CONFIRA A PROGRAMAÇÃO:
9:00hs - Credenciamento
9:45-10:20hs - Abertura
10:30-12:15hs
1º Painel: GERAÇÃO DISTRIBUÍDA: PRESENTE E FUTURO
Mediador – Instituto Ideal - Mauro Passos
“A Geração Distribuída no Sistema Elétrico Brasileiro”, ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica.
“O papel do armazenamento de energia na Geração Distribuída.”, Egon Daxbacher, Gerente Geral de novos negócios ACUMULADORES MOURA.
12:30-13:50 hs ALMOÇO - HOTEL REGENTE
14:00-15:45 hs
2º Painel: USOS DOS RECURSOS ENERGÉTICOS DISTRIBUÍDOS (RED)
Mediador – Raphael Sampaio Vale, presidente da COOBER.
“COOBER & GASGRID - BIOGÁS na Geração Distribuída.”, Alan Melo COOBER e Rodrigo Nogueira, GASGRID S.A.
“O papel indutor da energia solar nos Recursos Energéticos Distribuídos.”, Dr. Rodrigo Lopes Sauaia, Presidente ABSOLAR
“O uso dos Recursos Energéticos Distribuídos, modelos e possibilidades”, por Raphael Sampaio Vale, presidente da COOBER.
16:00-17:45 hs
3° Painel: COOPERATIVISMO E AS ENERGIAS RENOVÁVEIS
Mediador – Jorge Moura Serra Júnior, Sistema OCB/PA
“A importância das Cooperativas de Energia no Brasil”, Marco Morato, OCB, Brasília.
“Cooperativas de energia renovável: uma comparação entre Brasil e Alemanha.”, por Anna Malka Campiani Gimenez,
“A experiência da Coopérnico em Portugal”, Jorge Nuno Brito, presidente da Cooperativa COOPÉRNICO.
Serviço: 2º Seminário: O Futuro e as Energias Renováveis, 23 de março - Local: Teatro Reinaldo Castanheira – R. Mal. Rondon, 110, Centro, Paragominas/PA.

As cooperativas, como qualquer outra instituição educacional, enfrentam o grande desafio de controlar a inadimplência, objetivo que a COOPERATALAIA espera alcançar com a parceria do Sistema OCB/PA na realização de treinamentos específicos. A singular está com o processo de registro na entidade em andamento e busca potencializar a experiência que os cooperados já possuem no cooperativismo a partir da profissionalização da gestão. Com sede em Santarém, a cooperativa disponibiliza serviços educacionais do ensino fundamental ao médio.
A COOPERATALAIA foi registrada recentemente na Junta Comercial do Estado do Pará (JUCEPA), mas já possui uma carteira formada de clientes por terem participado como núcleo da Cooperativa Cristã Catarina Huber, também de Santarém. É formada por professores do primeiro ao nono ano do ensino fundamental e do primeiro ao terceiro ano no ensino médio.
“O perfil é de um empreendimento com potencial e viabilidade grande pelo serviço que prestam. Os clientes do núcleo foram absorvidos e não haverá mudança neste sentido. Porém, é preciso analisar mais criteriosamente os gargalos que apresentam, principalmente em relação à inadimplência. Apesar de ser constituída agora, já era ativa como cooperativa e traz consigo os mesmos problemas enfrentados pelas escolas nesse momento de crise”, afirmou o analista do Sistema OCB/PA, Diego Andrade.
A diretoria do Sistema OCB/PA realizou visita técnica de registro na COOPERATALAIA no último mês. O objetivo foi conhecer a sede, saber como funcionava a rotina operacional e fazer questionamentos para subsidiar o relatório técnico a ser enviado ao departamento jurídico em relação ao aceite do registro. A avaliação foi positiva. Após o deferimento do processo, a cooperativa irá demandar as capacitações. Inicialmente, serão ministrados os módulos doutrinários para reforçar a importância do cooperativismo e será analisada a possibilidade de já trabalhar com o gargalo da inadimplência.
“Concluímos que são as ações mais emergenciais e que podemos trabalhar a partir das capacitações, disponibilizando um profissional da área de cobrança. As pendências financeiras de pais de alunos é um problema generalizado nas cooperativas de trabalho educacional. Podemos, inclusive, aplicar treinamentos em conjunto com as demais da Região”, completa Diego.
Na ocasião da visita técnica, também foi apresentada a ferramenta de planejamento estratégico executada através do GESCOOP. Outra demanda é a captação de novos clientes. Os cooperados querem se estruturar para apresentar o produto ao mercado com capacitação de desenvolvimento na área de marketing e comunicação, assim como na área financeira para se fazer o levantamento dos reajustes das mensalidades, capacidade financeira para investimento na ampliação e melhoria da infraestrutura.
“A COOPERATALAIA já nasce com potencial grande. Desejam começar cumprindo toda a legislação, os procedimentos padrões de governança e de gestão cooperativista, o que é muito importante. Neste sentido, já vislumbram a contratação de empregados para atuarem na área meio, abrangendo o setor de contabilidade, administração, assim como os serviços de limpeza e higienização. Este é o propósito do cooperativismo: gerar emprego, renda, desenvolvimento e felicidade para todos”, conclui o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

Recém registrada no município de Juruti, a Cooperativa Mista Agroextrativista Curumucuri congregou 48 produtores rurais com o objetivo de aumentar a competitividade no mercado regional, que gira entorno da mineração. A mandioca é a principal cultura, mas os agricultores também desenvolvem hortifrutigranjeiros. Com a organização no modelo cooperativo, pretende-se beneficiar os derivados da mandioca através de uma agroindústria própria e, assim, obter o selo de artesanal. A Cooperativa recebeu a equipe técnica do Sistema OCB/PA na última semana para a análise presencial dos procedimentos operacionais e deferimento do registro na entidade.
Farinha, goma, farinha de tapioca e outros derivados são o carro-chefe da Curumucuri. Na análise feita, identificou-se que o grupo possui um grande potencial. Já possuem infraestrutura de sede para reunião dos sócios cooperados e buscam a agroindústria para a verticalização desses produtos, que hoje são feitos de forma individualizada e artesanal. Pensando na economicidade e no controle da qualidade para se ter um valor agregado maior, todo o processamento dos derivados da mandioca será feito unicamente por ela.
“É algo que até facilita a certificação do produto como artesanal, porque se tem um ponto focal para fazer o controle, que é um dos requisitos exigidos pela Adepará. É um grupo com potencial grande e gestores interessados em promover esse desenvolvimento, mas que precisa se capacitar. Iremos auxiliá-los justamente nesta demanda”, afirmou o analista do Sistema OCB/PA, Diego Andrade.
A diretoria já solicitou alguns treinamentos, mas que deverão ser demandados por ofício para formalização. O Sistema OCB/PA já prestou orientações acerca dos procedimentos para realização de uma Assembleia Geral, fornecendo também os modelos de documentos.
Outro objetivo estratégico é a aquisição de uma área própria para comercializar os produtos, como uma espécie de feira. Atualmente, a comercialização é feita também de modo individual, já que a singular foi constituída recentemente e registrada no final de 2017. A partir deste ano, os 48 cooperados começarão a comercializar efetivamente pela cooperativa.
“Eles perceberam que não podem realizar a atividade econômica como associação e buscaram o registro com a finalidade de fornecer seus produtos para a merenda escolar e programas de alimentação do Governo Federal. Também existe a possibilidade de fornecerem para a mineradora Alcoa, que é uma das maiores consumidoras da região. A maioria dos produtos que compram são oriundos de Santarém. Por que não produzir e fechar negócio com uma empresa cooperativa do próprio município?”, argumenta o presidente do Sistema OCB/PA Ernandes Raiol.

Bancários de todo o Brasil decidiram paralisar suas atividades durante esta segunda (19), em protesto às Reformas da Previdência e Trabalhista. Uma das alternativas para a população manter suas pendências em dia são as cooperativas de crédito, algumas das quais disponibilizam serviços até mesmo para não associados. Na Região Metropolitana de Belém, por exemplo, a cooperativa Sicoob COOESA atende em agências no Comércio, Cidade Velha, Nazaré, além de pontos de atendimento em Santarém e Castanhal. Já no Sudeste paraense, os municípios de Pacajá, Tucuruí e Novo Repartimento são atendidos pela Sicoob Transamazônica. Todos os sistemas de cooperativas de créditos presentes no Pará funcionarão normalmente apesar da paralisação dos bancários.
Qualquer pessoa pode utilizar os serviços como pagamento de boleto bancário, consórcio, seguros e abertura de caderneta de poupança, mesmo que não seja associado. Podem-se pagar contas de água, luz, telefone, boletos bancários, carnês, IPVA e todos os tributos com códigos de barra que ainda estejam no prazo de vencimento. Empréstimos e aplicações financeiras são feitas apenas por associados. “As cooperativas de crédito oferecem todos os serviços de uma rede bancária, tais como conta corrente, poupança, financiamentos, convênios (arrecadações), consórcios, seguros, câmbio, cartões de crédito, caixas eletrônicos”, afirma o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
As cooperativas são instituições financeiras controladas pelo Banco Central do Brasil como qualquer banco. Porém, elas apresentam algumas diferenças e vantagens em relação às instituições tradicionais. Ao invés de um único dono, os clientes das cooperativas, ao se associarem, também se tornam sócios do negócio. É um empreendimento coletivo regido de forma democrática por assembleias gerais dos clientes-sócios que decidem, por exemplo, as taxas de juros, os integrantes da diretoria e ainda dividem o lucro anual proporcionalmente.
“A cooperativa não pega dinheiro no mercado. Ela trabalha com o capital dos próprios associados. Sendo assim, os serviços que presta são feitos a taxas mais acessíveis e se tem possibilidades bem menores de falência. Não precisa pagar talão de cheque ou conta corrente, por exemplo. Mesmo no caso de quebra, as cooperativas também têm um fundo garantidor como qualquer banco”, explica Raiol.
No Pará, existem três Sistemas de Crédito: Sicoob, CredISIS e Sicredi. Dentro da Região Metropolitana de Belém, a CredISIS possui unidades de atendimento na Tv. Humaitá e na Av. Generalíssimo Deodoro. O Sicoob tem agências na Almirante Barroso, João Diogo, 13 de maio, Senador Lemos e Quintino. Ainda possuem unidades de atendimento em Santa Izabel, Marituba e Ananindeua e Santarém. Já o Sicredi possui agencias em sete municípios da região sudeste do Pará: Redenção, Marabá, Canaã dos Carajás, Rio Maria, Xinguara, Tucumã e em Parauapebas. Também possui uma agência em Belém, na Humaitá.

Oferecendo melhores condições de acesso ao mercado, a COOPERCAU está selecionando produtores de cacau na região da Transamazônica, que é o grande polo da atividade no Pará. Sediada em Novo Repartimento, a singular pretende ampliar o número de cooperados com o objetivo de aumentar a capilaridade de negócios, assim como verticalizar a produção. O diferencial é a equipe de associados com expertise em assistência técnica, que pretende aprimorar a qualidade produtiva, desde o manejo até a extração.
A cooperativa foi constituída em 2007, mas trabalhava com um perfil diferente. Era formada por profissionais que atuavam exclusivamente com serviços de assistência técnica, atividade enquadrada no ramo trabalho. Na sua origem, a COOPERCAU esteve ligada a projetos relacionados ao biodiesel os quais deixaram benefícios como a estrutura de sede e veículos próprios. Em contrapartida, os cooperados decidiram direcionar o foco de trabalho para o mercado de cacau, modificando seu formato para a produção no ramo agropecuário. Também criaram uma outra empresa para atuar apenas na área de assistência técnica que vai garantir outra fonte de renda.
“Não havia o entendimento correto do cooperativismo até perceberem que estavam fazendo a dinâmica operacional de forma equivocada. Prestamos a devida orientação e os sócios irão modificar a razão social, não impedindo que os técnicos possam continuar como cooperados, porque possuem um conhecimento acerca das formas produtivas que será bastante profícuo ao andamento do negócio”, afirmou o analista do Sistema OCB/PA, Jamerson Carvalho.
Na última semana, Jamerson esteve na sede da cooperativa junto com o presidente Ernandes Raiol para fazer a análise do processo de registro no Sistema OCB/PA, que, por sinal, foi deferido. Devidamente estruturados e organizados no que tange à legislação cooperativista, os associados estão no processo de captação de produtores locais que fornecerão matéria prima. Já se vislumbra a verticalização da produção em achocolatados e demais derivados do cacau. Atualmente, possuem 50 cooperados produtores. Porém, como o cultivo do cacau é forte na região, a intenção é dobrar este número.
A administração da COOPERCAU, entrou em contato com outras cooperativas da região para estabelecer intercooperação acerca do formato do cooperativismo e até mesmo para futuras parcerias como, por exemplo, no complemento da produção de singulares já consolidadas no mercado que necessitem de preenchimento de demanda. “Os fundadores fizeram um trabalho salutar de preparar e conscientizar os produtores, tendo um cuidado especial com a fruta, desde o plantio até a extração. Isso dá garantia de um produto de qualidade. Fazendo, esse elo comercial para os agricultores, a COOPERCAU será mais uma ferramenta de geração de riquezas para o município”, afirmou o presidente Ernades Raiol.

Em busca de maior profissionalismo e do cumprimento das normas legais, singulares do ramo Transporte estão requisitando o processo de registro no Sistema OCB/PA. Na última semana, a COOPTTAIL, de Tailândia, recebeu a equipe técnica da entidade para a fase de análise in loco do negócio e da base operacional pertencente à cooperativa. O processo foi deferido. Além dela, as singulares COOMTAGP, TRANSUL e TRANSJAC também solicitaram o registro, que é uma das exigências para se filiar à Central das Cooperativas de Transporte do Estado do Pará (CENCOOPA).
O primeiro diálogo foi feito em Marabá, na Assembleia Geral Ordinária (AGO) da Central. O presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol e o analista Jamerson Carvalho foram até a sede da Cooperativa de Transporte, Fretamento e Turismo da Região Norte e Nordeste do Estado do Pará (COOPTTAIL) para identificar se os procedimentos da cooperativa correspondem aos dados preliminares repassados, assim como identificar suas necessidades e demandas no município. Todos os cooperados estão regulares junto aos órgãos de regulamentação da atividade do transporte complementar de passageiros, com concessão outorgada pela Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos do Estado do Pará (ARCON) para operar na linha Tailândia-Goianésia.
“Uma das demandas que percebemos, de maneira geral, é o aumento do nível de competitividade junto às maiores empresas do mercado. Como são empreendimentos sociais, coletivos, não possuem o mesmo aporte financeiro de melhoria para, por exemplo, renovar a frota. Com outras parcerias políticas e através da Central, poderá se chegar a este patamar. A Lei versa que o veículo tenha, no máximo, 10 anos de uso e ultrapassar este limite pode acarretar na perda da concessão. Por isso é importante trabalhar neste sentido”, afirmou Jamerson Carvalho.
A partir do registro, as cooperativas entram no radar do Sistema OCB/PA para o processo de monitoramento através de ferramentas como o Programa de Acompanhamento da Gestão (PAGC), que traça um panorama da base legal e dos futuros negócios. Uma das ações prioritárias é promover cursos de capacitação com o embasamento doutrinário cooperativista, sensibilizando acerca da dinâmica do setor.
“Nosso papel é promover o desenvolvimento e crescimento das singulares diante do mercado. Porém, muitos dos envolvidos com o cooperativismo não possuem o entendimento pleno do que este significa, nem sobre o funcionamento de uma cooperativa, os princípios que regem o setor, seus aspectos legais, os direitos e deveres, assim como a noção de empreendimento coletivo e solidário. Os cursos de capacitação servem justamente para esclarecer os sócios, empregados e gestores acerca dessas dúvidas”, complementa Ernandes Raiol.


Apesar da crise que as singulares de táxi enfrentam com a chegada dos novos aplicativos de transporte, a Cooperativa Mista de Transporte de Passageiros e Cargas do Estado do Pará (COOPERTRANS) acessou um financiamento de aproximadamente R$1milhão para renovação de toda a sua frota de veículos. A conquista foi alcançada através da intercooperação com a Sicredi Marabá, que abriu uma linha de crédito com opções mais acessíveis. No total, foram adquiridos 64 novos veículos para atender a população e parceiros estratégicos, como a VALE do Rio Doce.
A renovação foi finalizada em novembro, após um processo gradual de compra dos carros feita mensalmente desde junho. Na parceria de crédito com o Sicredi, cada cooperado entrou com 20% do valor do financiamento e a cooperativa financeira arcou com o restante. Em alguns casos, os proprietários pagaram mais de 20%, porém, 80% dos sócios pagou apenas os 20%.
“Foi uma negociação bastante vantajosa. Em 2012, já havíamos comprado a frota através do Sicredi que financiou 25 carros e é muito importante poder contar com essa parceria. No início, as instituições bancárias não queriam nem nos receber, mas hoje até ligam para marcar conversa. Isso mostra o quanto crescemos em qualidade e credibilidade no serviço. Depois de muita luta, com o acompanhamento do presidente da OCB/PA, Ernandes Raiol, conseguimos essa conquista”, afirmou o presidente da COOPERTRANS, José Silva.
A cooperativa foi constituída em 1982 e hoje conta com 136 taxistas e 22 motoristas de vans. As rotas realizadas são: Marabá-São Geraldo, Marabá-Carajás, Marabá-Tucuruí e Marabá-Carne de sol. De acordo com João, o fator determinante para a COOPERTRANS não sentir os efeitos da crise que atividade enfrenta são as parcerias com as grandes empresas. Os sócios assinaram convênio para transporte dos funcionários da VALE do Rio Doce, além de outros pequenos contratos com a Eletronorte, Celpa e TAM linhas Aéreas.
“Procuramos sempre prestar serviços de táxi com muita qualidade. Temos um trabalho constante de reforçar o profissionalismo dos motoristas e a qualidade da frota. No total, 70% dos taxistas possuem certificação RAC 2, que é um treinamento de segurança, primeiros socorros e direção defensiva. Por isso temos o reconhecimento dessas grandes empresas, o que nos deu maior equilíbrio para continuar os nossos serviços. Se não fosse por este motivo, por certo sentiríamos a crise. O montante pago em impostos chega a custar 60% do faturamento de um táxi, mas os motoristas do Uber não precisam pagar por isso. É uma injustiça”, explica o presidente.

Os produtos da agricultura familiar possuem um novo canal de comercialização, prospectado pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater/PA). O Parque Shopping inaugurou a “Quitanda do Parque”, espaço cedido para fortalecer os produtores rurais, muitos dos quais organizados no modelo cooperativo. A Cooperativa Agropecuária do Salgado Paraense (CASP) está expondo seus produtos de quarta a sexta. Na semana seguinte ao carnaval, serão incluídas mais três cooperativas: D´Irituia, COOPABEN e COOPRIMA, que estarão nas segundas e terças.
A Quitanda foi uma conquista fruto da parceria entre a Emater/PA, Ceasa e Parque Shopping na qual não se demandou contrapartida das cooperativas. Os produtores apenas arcarão com os custos da logística para trazer a produção. Barracas de frutas, hortaliças, tubérculos, folhagens, frutos, plantas medicinais e ornamentais, peixes, camarões, mexilhão, galinha caipira, ovos, temperos, mel, tucupi, tapioca, farinha, produtos artesanais, dentre outros produtos, estão no local.

“Reunimos com o gerente de feiras da Emater/PA, Sinval Paiva, sensibilizando acerca de agregar mais cooperativas e entendeu-se que a proposta era interessante. Planejamos as ações e, na próxima segunda após o carnaval, teremos mais três singulares expondo seus produtos para venda no varejo aos consumidores que transitam no shopping”, afirmou o gerente do Sistema OCB/PA, Vanderlande Rodrigues.
O destaque é a produção orgânica das cooperativas. Os preços estão em média 20% menores do que os praticados no mercado varejista da Região Metropolitana de Belém, de acordo com a assessoria do Shopping. A Quitanda também vai contar com o Programa Ceasa Saúde, que realiza ações de orientação nutricional a respeito dos benefícios de frutas, legumes e verduras, de forma a incentivar hábitos saudáveis, além de oferecer degustação de sucos e frutas.
“Essa é uma oportunidade muito propícia para as cooperativas ligadas à agricultura familiar, pois serve de posto de evidenciação deste trabalho até para outros empreendimentos ao entorno que podem adquirem em quantidades maiores. É uma referência de escoamento da produção. Neste momento, essas 4 singulares terão um incremento financeiro vantajoso e temos a expectativa de conseguir, posteriormente, incluir mais cooperativas”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

Serviço: Quitanda do Parque, de Segunda a Sexta.
Hora: 10h às 22h
Local: 1º Piso, em frente a C&A.

Foto: Sidney Oliveira (Agência Pará)
Não são apenas as paisagens paradisíacas que encantam os turistas em Santarém. O artesanato tapajônico, eleito um patrimônio artístico e cultural do Estado, também é uma das fortes atrações que vêm movimentando o comércio local. A Cooperativa de Turismo e Artesanato da Floresta (Turiarte), por exemplo, está se estruturando para ampliar a participação no mercado através do Programa de Aprimoramento da Gestão Cooperativista (GESCOOP), aplicado pelo Sistema OCB/PA. Um dos objetivos é a exportação. Ainda neste mês, outro grupo artesãos unidos em associação está se organizando para constituir uma nova cooperativa no município, também visando fomentar o comércio da atividade.
Em janeiro, o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol e o Analista Diego Andrade acompanharam a reunião da Diretoria Executiva da Turiarte. A cooperativa está planejando ações estratégicas para potencializar a venda de artesanatos. Para isso, também está definindo a contratação de funcionário com fluência em inglês, com a finalidade de receber os turistas e negociar os produtos para fora do Brasil.
“A Turiarte surgiu com interesse de fazer turismo nas bases comunitárias, realizando roteiros voltados a grupos ou viajantes independentes. Oferece a oportunidade de encontrar o povo ribeirinho da Amazônia, conhecer sua cultura, suas tradições e seu modo simples de viver em harmonia com a natureza. A partir destes roteiros, os cooperados inserem o artesanato, que já está intrínseco no turismo local. Em contrapartida, a atividade acabou tendo importância maior do que o projeto inicial. Os produtos apresentam muita saída, sendo direcionados até para países da Europa. Isso criou uma abertura de um novo cenário ao qual é preciso se adaptar. Neste sentido, estamos auxiliando a estruturação da cooperativa”, afirmou Diego Andrade.
A singular oferece atualmente um catálogo de artigos em fibra de tucumã, tingidos com pigmentos naturais da região, produzidos por mais de 50 artesãs de 5 comunidades. Distribui seus produtos para uma rede de revendedores em diferentes cidades do Brasil, comercializa diretamente pela internet para os consumidores finais e vende em sua sede em Santarém e nas comunidades. Eventualmente participa de exposições e eventos, diretamente ou por meio de parceiros.
ASSOCIAÇÕES
Na visita à Santarém, o presidente do Sistema OCB/PA ainda esteve com outro grupo que solicitou orientação para constituição de cooperativa. Atualmente trabalham de forma individualizada, muitos até em comunidades ribeirinhas que confeccionam seus produtos e levam apara o Centro de Artesanato de Santarém Cristo Rei, onde comercializam a produção. Peixes empalhado, biojoias feitas com sementes e caroços de frutas, instrumentos musicais, artesanato a partir do retalho de panos e sobras de material da natureza são alguns dos produtos comercializados.
Muitas associações estão envolvidas no Centro. No entanto, o grupo sentiu a necessidade de se organizar no formato cooperativista para melhorar os resultados das vendas, já que o espaço fica localizado em uma área de pouco movimento. Se está construindo a minuta do estatuo social junto com equipe jurídica e, após arquivamento dos documentos na Junta Comercial do Pará (JUCEPA), se procederá o registro da nova singular no Sistema OCB/PA.
“O grupo deseja ampliar a participação e comercialização no mercado local e até exportar para fora do país. É um produto da Amazônia que, por si só, já possui grande valor agregado ao utilizar insumos da natureza. Só que os artesãos não podem ficar reféns de atravessadores. A cooperativa será um meio direto de venda. Eles entenderam que podem realizar esse processo, desde que se especializem e estamos aqui para auxiliá-los conforme nossas diretrizes”, afirmou Ernandes Raiol.

A forte expressividade econômica e as promissoras cooperativas da região sudeste do Pará apontam para uma necessidade de descentralização do Sistema OCB/PA, que vem avançando nas articulações políticas neste sentido. Na última sexta (02), a Presidência recebeu o titular da Secretaria de Desenvolvimento (SEDEN) de Parauapebas, Isaias Queiroz, que tratou acerca de termo de cooperação técnica para abertura do Escritório Regional do Sistema OCB/PA no município. O objetivo é organizar melhor as cooperativas, tornando-as mais fortes e competitivas. A minuta do termo está sendo analisada e finalizada para definição da data de lavratura do termo.
A Prefeitura irá fornecer o espaço físico e um funcionário público que esteja disponível para fazer o relacionamento com as cooperativas. O Sistema OCB/PA fará o processo de qualificação da mão de obra, de modo que esteja apto para realizar o atendimento em Parauapebas, sendo um ponto de referência na região. Através deste, se fará o levantamento das necessidades das cooperativas, o que possibilitará um número maior de ações de monitoramento, promoção social e formação profissional a partir dos programas disponibilizados pela entidade.
“Nestes 8 anos de mandato, tenho rodado o Estado e percebemos as regiões com maior potencial do segmento cooperativo, assim como os prefeitos interessados em fazer parceria conosco. Em Parauapebas, tivemos um Seminário em 2017 produzido pela Secretaria de Agricultura que incluiu o Sistema visando organizar a produção do município em cooperativas. A partir de então, surgiram as negociações e, na última semana, o Secretario veio até nossa sede. Tivemos a honra de recebe-lo. Foi surpreendente e bastante animador”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
A Prefeitura está estruturando o Espaço do Empreendedor, que abrigará, além do Escritório do Sistema OCB/PA, diversas entidades responsáveis pelo desenvolvimento de negócios em Parauapebas, como o SEBRAE/PA e a Junta Comercial do Estado do Pará (JUCEPA). A proximidade com os parceiros, inclusive, facilitará a execução de ações em conjunto para o processo de melhoria das cooperativas. Será um núcleo integrado de apoio interno para os empreendimentos locais.
O município tem o maior número de cooperativas no sudeste do Pará, mas singulares de outras cidades próximas também serão beneficiadas com a descentralização do Sistema OCB/PA, tais como Marabá, Eldorado dos Carajás, Curionópolis e Canaã dos Carajás. Na Região, destacam-se os ramos Agropecuário e Transporte. Apesar disso, o conhecimento acerca da legislação cooperativista ainda não é bem difundido, o que gera dificuldades na adesão às boas práticas de gestão e governança.
“É necessário estar mais presente no dia-a-dia das cooperativas, muitas das quais até estão irregulares com a OCB/PA e demais entidades reguladoras por falta desse acompanhamento. O nosso técnico irá esclarecer as necessidades dessa normatização para que possam se submeter a qualquer processo, como os da Vale do Rio Doce, que é uma das principais compradoras e que exige uma documentação mínima para fechar negócio”, explica o Superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra.
A intenção é agregar outros parceiros estratégicos para fortalecer a parceria, como a Secretaria de Agricultura, através da qual se iniciou o diálogo para instalação da Unidade Descentralizada. A Secretaria de Transporte também será fundamental pela presença de diversas singulares e da CENTRAL do ramo, assim como a Secretaria de Economia do Município, pela geração de postos de trabalho e arrecadação de impostos. A Vale do Rio Doce, pelo incentivo à organização social das comunidades dos produtores, e a Estratégia Consultoria, pelo trabalho de anos voltado à orientação contábil no setor cooperativista, também têm muito agregar.
Na reunião, o Sistema OCB/PA entregou a minuta de cooperação técnica impressa para ser avaliada pela Prefeitura, através da Secretaria de Desenvolvimento, que também já encaminhou para a procuradoria municipal. Após a devolutiva, se marcará outra reunião a consolidar a abertura do Escritório. “Nos primeiros mandatos do prefeito de Parauapebas, Darcir Lermen, já tínhamos contato. O Prefeito é um grande cooperativista e, inclusive cooperado da COOPER. Em dezembro do ano passado conversamos e ele se mostrou bastante interessado. Como tem entendimento da importância do cooperativismo na economia local e no desenvolvimento da sociedade, a expectativa é muito boa”, conclui Ernandes Raiol.

O presidente Michel Temer sancionou a Lei 13.606/2018, proveniente do PLC 165/2017, que institui o Programa de Regularização Tributária Rural (PRR) junto à Secretaria da Receita Federal do Brasil e à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. O texto apresenta alguns vetos. Os principais destaques da legislação que dispõe sobre o PRR é a alteração das alíquotas da contribuição previdenciária do empregador rural pessoa física para o Funrural.
Considerando a sanção do projeto que resultou na Lei 13.606/2018, foram mantidos os seguintes pontos:
- Redução da alíquota incidente sobre a receita bruta, passando a ser devido pelo produtor rural empregador pessoa física os percentuais de 1,2% (dispositivo aplicável a partir de 01 de janeiro de 2018).
- Possibilidade do produtor rural empregador, pessoa física ou jurídica, optar pela contribuição sobre a receita bruta ou sobre a folha de pagamento (dispositivo aplicável a partir de 01 de janeiro de 2019);
- Inserida obrigação do adquirente (consignatário ou cooperativa) realizar, na condição de subrogado, o recolhimento da contribuição devida pelo produtor rural pessoa física e pelo segurado especial ao SENAR;
- Programa de parcelamento:
* Prazo para adesão ao programa: 28 de fevereiro de 2018;
* Podem aderir: produtor rural, pessoa física ou jurídica, e adquirentes de produção rural ou cooperativas;
* Inclusão no parcelamento dos débitos vencidos até 30 de agosto de 2017;
* Redução da entrada para 2,5% do valor da dívida consolidada;
* Mantido o desconto de 100% dos juros de mora;
* Parcelas mínimas serão de R$ 100,00 para os produtores e de R$ 1.000,00 para os compradores;
* Produtores rurais pessoas físicas e pessoas jurídicas – após liquidação da entrada, parcelamento do remanescente em até 176 parcelas em valor equivalente a 0,8% da média mensal da receita bruta obtida no ano anterior ao do vencimento da parcela;
*Adquirente e as cooperativas – após liquidação da entrada, parcelamento do remanescente em até 176 parcelas em valor equivalente a 0,3% da média mensal da receita bruta obtida no ano anterior ao do vencimento da parcela;
* Garantia de manutenção no parcelamento quando a falta de pagamento for motivada por queda significativa de safra decorrente de razões edafoclimáticas que tenham motivado a declaração de emergência ou de estado de calamidade pública;
* Garantia de extensão ao parcelamento dos efeitos de eventual decisão do STF ou STJ posterior que resulte na ilegitimidade de cobrança dos débitos confessados; o Possibilidade de migração do programa instituído pela MPV 793/2017 para parcelamento previsto nesta lei.

Os interesses políticos, econômicos e sociais referentes ao transporte em 12 municípios estiveram representados na última semana na Assembleia Geral Ordinária (AGO) da CENCOOPA (Central das Cooperativas de Transporte do Estado do Pará). As pautas principais foram a prestação de contas e deliberações sobre o processo de atividade da Central para com as singulares. A reunião ocorreu na sede da COPASUL, em Marabá, com a participação do presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol e do Analista Jamerson Carvalho. A avaliação geral sobre o setor em 2017 foi positiva.
Na aprovação das contas, não se analisou apenas os aspectos financeiros, mas principalmente os processos de gestão. A Diretoria Executiva apresentou o que, junto aos conselhos, se efetivou de ações em prol das filiadas. Uma das conquistas foi o avanço das negociações para a regulamentação da base legal que beneficiará o transporte complementar no Estado. Se reivindica a revisão e alteração das resoluções que disciplinam a quantidade de assentos dos veículos de 28 para 32 lugares. Outro ponto é a idade dos veículos, que deverá ser alargada para até 12 anos. Sobre a alteração no percurso, se solicita o aumento da distância na concessão de linhas de 250km para 300km. A extensão territorial do Estado dificulta o cumprimento da norma. Alguns municípios possuem limites para além do permitido, inviabilizando que se consiga chegar até as rodoviárias.

Em relação ao aspecto econômico, se apresentou as peças contábeis, balanço patrimonial e a Demonstração do Resultado do Exercício (DRE), mostrando o fluxo de caixa e como a Central se comportou de forma operacional. Também foi feita a eleição do novo Conselho fiscal, alterado anualmente conforme prevê a legislação.
A CENCOOPA foi criada em 2015 com apenas sete cooperativas. Atualmente possui 16 filiadas, o que lhe confere maior força política. As singulares estão pulverizadas em pontos estratégicos que fazem uma integração no Estado. Compõem a Central a COMASPA (Tucuruí), COTCAP (Pacajá), COOTAIT (Altamira), COOPTAIL (Tailândia), COOROVAN (Rondon do Pará), COODEVAN (Dom Elizeu), TRANSJAC (Jacundá), COONTRANSULPA (Redenção), COOPERTASP (Xinguara), COPASUL (Marabá), COTAGEP (Marabá), TRANSUL (Marabá) COOPERTRANS (Itaituba), COOCANVULP (Parauapebas) e COOPERMAG (Marabá).
"A Central está geograficamente disposta de modo estratégico. Isso converge em força política para o transporte rodoviário complementar. Onde o ônibus de maior porte não vai, as cooperativas vão, transportando passageiros de ramais até às vias e regiões principais. É um trabalho muito importante. Por isso é necessário estarem unidas para lutarem por licenças de concessão e atuarem na legalidade”, afirmou o Analista do Sistema OCB/PA, Jamerson Carvalho.
O principal objetivo na criação da Central foi congregar a força política e institucional das cooperativas na região em um único carro-diretor. A partir dessa organização, se busca atingir interesses comercias e econômicos. A CENCOOPA visa, no futuro, estimular formas mais efetivas de intercooperação entre as filiadas, como a complementaridade de concessões para aumentar o alcance das viagens. A rota de uma singular que não possui autorização para rodar em determinado municípios pode ser completada por outra que possui a concessão e que poderá conduzir o passageiro até o destino final.

“Nosso papel é prestar informações técnicas e legais para as cooperativas. É importante que o Sistema OCB/PA participe das AGOs para estar alinhado com as demandas das cooperativas e desempenhar com eficiência o seu papel de representatividade. Ressaltamos que as singulares têm o poder de demandar o apoio do órgão também de modo específico em suas demandas, sejam políticas, mas também de gestão e profissionalização. Desta forma, convocamos todas para que estejam regulares e possam acessar esses serviços”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

Cumprindo a constituição que prevê a compra de pelo menos 30% dos produtos da Merenda Escolar através da Agricultura Familiar dos municípios, a Prefeitura de São Félix do Xingú abriu processo para licitar esse fornecimento. A Cooperativa Alternativa Mista dos Pequenos Produtores do Alto Xingú (Camppax) é uma das pleiteantes que estão se habilitadando à compra institucional. Em evento ocorrido na última segunda (05) na sede da cooperativa, foi feita a apresentação oficial dos produtos a serem adquiridos. A Prefeita Minervina Barros esteve presente, assim como Secretários Municipais e o Sistema OCB/PA.
O produto principal da Camppax é o cacau, que já é beneficiado em barras de chocolate com qualidade e sabor diferenciados. Na próxima sexta (09), a diretoria da cooperativa irá se reunir com a Prefeitura para organizar a logística de fornecimento dos produtos, verificar a quantidade de demanda e a capacidade da cooperativa, que deverá fornecer chocolate em pó orgânico e castanha do Pará.

Na ocasião, o instrutor do Sistema OCB/PA, Henrique Melo, teve a oportunidade para apresentar o Sistema OCB/PA e as ações realizadas na CAMPPAX, como a aplicação do Programa de Acompanhamento da Gestão (GESCOOP), que está na primeira etapa. Também se apresentou o Programa COOPERJOVEM como uma ferramenta de difusão dos valores do cooperativismo para as crianças beneficiadas pela Rede Pública de Ensino.
"A receptividade aos Programas foi excelente por parte da Gestão Municipal, que já é parceira do Sistema em prol do desenvolvimento socioeconômico de São Félix do Xingú. É apenas o início das ações que faremos em conjunto, certos de resultados efetivos para os pequenos produtores", afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, ERNANDES RAIOL.
