
O Sistema OCB/PA através do Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras no Estado do Pará – OCB/PA, no intuito de fortalecer a visibilidade do cooperativismo paraense e oferecer uma oportunidade estratégica de divulgação institucional, convida as cooperativas registradas e regulares junto à OCB/PA a participarem da ação de publicidade digital em telão de LED, a ser instalado na fachada da sede do Sistema OCB/PA na Av. Visconde de Souza Franco, 567, Belém/PA.
Para saber informações, acesse o edital.
As cooperativas COOPAFS e TURIARTE, alcançaram um feito inédito para o cooperativismo paraense. Elas foram aprovadas como as primeiras cooperativas do Pará a participarem do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) indígena e ambas irão receber o valor de R$ 3 milhões de reais cada, cedido pelo Governo Federal para atender comunidades indígenas na região do Tapajós.
Essa conquista é resultado de uma atuação conjunta entre as cooperativas e o Sistema OCB/PA, que tem prestado apoio técnico, jurídico e institucional às cooperativas do estado na qualificação de seus processos de gestão, na organização da produção e no acesso às políticas públicas e o consultor Fagner Rocha que ajudou com o cadastro das cooperativas junto ao sistema do programa.
O PAA Indígena visa garantir a aquisição de alimentos da agricultura familiar para distribuição em comunidades indígenas. No caso das duas cooperativas contempladas, os alimentos produzidos pelos indígenas, serão destinados para as aldeias da região, fortalecendo a segurança alimentar, o desenvolvimento local e a economia solidária. O programa também busca valorizar os produtos e a cultura alimentar dos povos indígenas com alimentos retirados da própria floresta.
Segundo a presidente COOPAFS, Lucilene Souza, produtora e indígena, a cooperativa integra povos originários quilombolas e indígenas e isso a credenciou para participar do programa. “O programa terá duração de um ano e para participar os indígenas precisam ser cooperados e terão que estar cadastrados e autodeclarados no CadÚnico. Cada família poderá vender até 15 mil reais por mês da produção”, afirmou.
Lucilene destacou, que o apoio do Sistema OCB/PA foi decisivo para viabilizar a participação no programa. “O papel da OCB/PA foi primordial por acompanhar todo o processo, orientando a cooperativa com a emissão de nota fiscal, administração do recurso e a logística”, pontuou a presidente.
De acordo com Natália Dias, presidente da TURIARTE, a cooperativa irá trabalhar com os indígenas da produção agroextrativista que envolve a farinha, frutas regionais, peixe, entre outros alimentos. “Nosso território é muito rico em produtos regionais e, aqui produzimos muito e a gente precisa dessa oportunidade para valorizar nossa produção e os produtores locais. E isso conseguimos por meio da cooperação com a OCB/PA, que é uma grande apoiadora nossa”, declarou.
Para o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, essa conquista reflete a importância de fortalecer o cooperativismo como instrumento de inclusão e justiça social. “Ficamos muito orgulhosos em ver uma cooperativa paraense se destacando nacionalmente, levando alimento de qualidade às comunidades indígenas e provando que o cooperativismo pode ser um agente transformador de realidades”, confirmou Raiol.
O Sistema OCB/PA foi selecionado, nesta semana, para o Projeto Farol: Conectando Países Baixos & Pará, uma iniciativa promovida pela Embaixada do Reino dos Países Baixos no Brasil em parceria com a Iniciativa para o Comércio Sustentável - IDH. O sistema concorreu com o projeto ATERCOOP Cacau, um projeto inovador de assistência técnica e foi contemplado com o valor de R$ 30 mil, que será destinado ao fortalecimento de ações voltadas ao desenvolvimento sustentável e à valorização do cooperativismo no estado.
A iniciativa visa apoiar projetos inovadores que promovem o desenvolvimento sustentável, geram impacto local e fortalecem as relações internacionais que contribuem com as soluções climáticas. O projeto também estimula conexões inovadoras, sustentáveis e inclusivas entre o estado do Pará e os Países Baixos, criando pontes entre organizações locais, cooperativas, produtores e agentes internacionais do setor público e privado.
A seleção do projeto da OCB/PA representa um reconhecimento ao trabalho desenvolvido em prol do fortalecimento das cooperativas paraenses, especialmente nas áreas da agricultura familiar, promovendo inclusão digital e produtiva. No total, foram 46 projetos inscritos, desses somente 11 classificados e 2 selecionados. Com os recursos recebidos, a organização irá ampliar sua atuação com projetos de inovação que amplie a assistência técnica, a partir de uma parceria com a AmazTrace, Instituto Conexus, Fundação Mundial do Cacau e cooperativas.
Para o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, a seleção no projeto reafirma o compromisso da organização com um modelo de negócio que une inclusão social, geração de renda e preservação ambiental. “Estar entre as iniciativas apoiadas pelo Projeto Farol mostra que o cooperativismo tem muito a contribuir para uma Amazônia viva, produtiva e conectada com o mundo. Com este apoio, poderemos avançar em ações que fortalecem as cooperativas, valorizam nossos produtores e promovem um modelo sustentável de desenvolvimento para o Pará”, destacou Raiol.
Como resultado, a OCB/PA pretende aprimorar o acesso a mercados e políticas públicas, aumentar a sustentabilidade, a produtividade e servir como modelo replicável para outras cooperativas do programa CacauCoop Pará. Além de transformar práticas em cadeias de valor e promover um impacto socioeconômico positivo na região amazônica, servindo como um novo modelo de gestão produtiva e de assistência técnica a partir do cooperativismo como ator de inovação e modernização na produção sustentável para o bioma amazônico.
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A Cooperativa da Agricultura Familiar Agroextrativista Regional - CAFAR, localizada no município de Breves, celebra a primeira colheita de melancias com princípios sustentáveis agroecológicas, cultivadas por seus cooperados sem a utilização de agrotóxicos. O feito é resultado direto do trabalho de assistência técnica oferecido pelo Sistema OCB/PA, por meio da empresa Terra Preta, especializada em desenvolvimento rural sustentável, em parceria com a prefeitura municipal, por meio das Secretaria de Agricultura e Secretaria de Obras e Serviços Urbanos.
A produção das melancias integra um conjunto de ações do projeto de Assessoria Técnica e Ambiental Cooperativista – ATAC, voltado para o fortalecimento das cadeias produtivas agroecológicas e a promoção da segurança alimentar das comunidades ribeirinhas. A iniciativa vem transformando a realidade dos cooperados da CAFAR, incentivando práticas sustentáveis, o uso consciente do solo e o aumento da geração de renda local.
“Essa colheita representa muito mais do que o resultado de uma safra. É o símbolo da dedicação das famílias cooperadas, do trabalho conjunto e do investimento em conhecimento técnico e práticas sustentáveis. É uma vitória da agricultura familiar e do cooperativismo paraense. É o início de um novo ciclo, mais produtivo, sustentável e próspero”, destacou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
A produtora e cooperada Edineide Barbosa Araújo, que faz parte do projeto, explicou a alaegria em ver que os resultados foram alcançados. “É muito bom mesmo ver que todos os nossos esforços deram certo. É uma felicidade inexplicável, é muito maravilhoso ver a nossa produção dando certo. Só temos a agradecer a OCB/PA e aos parceiros pelo apoio e incentivo”, declarou a produtora.
A atuação da Terra Preta, contratada pelo Sistema OCB/PA, foi fundamental para o sucesso da iniciativa. A empresa prestou acompanhamento técnico desde a escolha das áreas produtivas, passando pelo preparo do solo, adubação orgânica, controle agroecológico até a colheita. O resultado foi uma safra saudável, cultivada sem o uso de insumos químicos, respeitando os princípios da agroecologia e valorizando os saberes tradicionais das comunidades extrativistas.
Além da produção de melancias, o trabalho técnico também contempla o fortalecimento de outras cadeias produtivas estratégicas da região, ampliando as possibilidades de comercialização para os cooperados.
Com o objetivo de fortalecer a cadeia produtiva da mandioca no estado do Pará e impulsionar a inovação e competitividade na agricultura familiar, o Sistema OCB/PA e a Embrapa Amazônia Oriental iniciaram, na última semana, a parceria de implantação da vitrine tecnológica da mandioca na sede da cooperativa COAFRA, como parte das ações do Programa BIOCOOP. A iniciativa visa promover o uso de tecnologias inovadoras para o aumento da produtividade, qualidade e competitividade da cultura da mandioca na rede do nordeste paraense. A ação contempla o preparo da área e o plantio de ramas-sementes (manivas) geneticamente melhoradas, desenvolvidas pela Embrapa.
A vitrine tecnológica da mandioca funcionará como um espaço de demonstração prática de tecnologias desenvolvidas pela Embrapa, que envolvem desde o preparo do solo, seleção de cultivares mais produtivas e resistentes, até técnicas de manejo e boas práticas agrícolas. O objetivo é capacitar os cooperados e produtores locais com base em ciência, inovação e sustentabilidade, promovendo o aumento da produtividade e da qualidade do produto.
Para o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, a parceria reforça o papel do cooperativismo com o desenvolvimento regional. “A mandioca é uma cultura essencial para a segurança alimentar e geração de renda em várias regiões do estado. Ao trazer tecnologia e conhecimento diretamente ao produtor, por meio de suas cooperativas, damos um salto na qualidade da produção e no fortalecimento da agricultura familiar”, destacou o presidente.
Ao todo, foram implantadas 15 cultivares melhoradas com alto potencial produtivo e adaptadas às condições da região. O experimento conta com 45 repetições distribuídas em 8 leiras amostrais, permitindo uma análise robusta dos resultados. As ramas-sementes passaram por um criterioso processo de seleção, classificação e corte, sendo plantadas em espaçamento de 0,70 x 0,90 metros, conforme recomendação técnico-científica da pesquisadora da Embrapa, Elisa Moura.
Para Joel Linhares, presidente da COAFRA, sediar esse projeto é motivo de orgulho e sinal de confiança na atuação da cooperativa, que reúne produtores familiares comprometidos com o desenvolvimento da agricultura sustentável. “Esse é um projeto muito importante para nós porque enfrentamos problemas sérios na cadeia produtiva da mandioca aqui na região. Hoje ao iniciarmos esse projeto que vai multiplicar essas variedades que serão testadas aqui para saber quais irão se adaptar, a gente acolhe com muita boa vontade essa parceria da Embrapa com o Sistema OCB/PA e certamente este é um pontapé inicial de um grande projeto de melhoria e inovação da cadeia produtiva da mandioca”, afirmou o presidente.
A equipe técnica de melhoramento genético da EMBRAPA acompanhará de perto todas as etapas do experimento, desde o plantio até a colheita, visando avaliar o desempenho agronômico das cultivares e identificar aquelas com maior potencial para difusão entre os agricultores da região. A vitrine tecnológica representa um importante passo para o fortalecimento da cadeia da mandioca, contribuindo para o desenvolvimento sustentável, a geração de renda e a valorização da agricultura familiar no nordeste paraense. A iniciativa faz parte das ações estratégicas do Sistema OCB/PA em prol da inovação no cooperativismo paraense, alinhada aos eixos de assistência técnica, sustentabilidade e inclusão produtiva.
A pesquisadora da Embrapa, Elisa Moura, explicou o trabalho realizado no dia de campo. “Estamos aqui para iniciar um trabalho de seleção de variedade de genótipo de mandioca que seja mais adaptado a região e mais produtivo”, declarou a pesquisadora.
Ela enfatizou ainda, que será um trabalho de três anos na cooperativa para verificar a estabilidade da planta, avaliar a produção e verificar quais espécies são mais adaptadas para a região para que os produtores tenham um material produtivo, mas também que seja bom para comercialização. “A primeira colheita será feita com 11 meses para avaliar a produção de rama, raiz, incidência de doença. Além das características qualitativas como cozimento, sabor, descascamento fácil, entre outros. Durante o manejo será observado ainda a facilidade para a incidência de praga e o desenvolvimento da planta, acrescentou Elisa.
A parceria surgiu a partir de uma provocação do Sistema OCB/PA para atender as cooperativas do Pará junto a Embrapa que já possui um trabalho de pesquisa e tecnologias que podem ser transferidas para os produtores de mandioca do estado.
O cooperativismo paraense segue colhendo frutos de reconhecimento e valorização. Durante a edição 2025 da Feira do Cacau e do Chocolate Amazônia e Flor Pará, realizada em Belém, a cooperativa Coopatrans, detentora da marca Cacauway, foi destaque ao conquistar duas premiações na área de chocolates finos. O evento, que reuniu produtores, especialistas e entusiastas do setor, bateu recordes de público e consolidou a capital paraense como referência nacional na produção de cacau e derivados com identidade amazônica.
Fundada em 2010 no município de Medicilândia, a Coopatrans surgiu com o propósito de transformar a realidade de pequenos produtores da região Transamazônica, promovendo geração de renda e valorização da cultura cacaueira local. A cooperativa nasceu da união de agricultores familiares e extrativistas da agricultura sustentável, que decidiram agregar valor à produção da amêndoa de cacau, investindo em boas práticas e no processamento artesanal de chocolate. Com um modelo de atuação baseado na economia solidária e na sustentabilidade, a Cacauway é hoje referência nacional na verticalização da cadeia produtiva do cacau amazônico.
Para o presidente da cooperativa, Tarcísio Venturin, a premiação representa o reconhecimento de um trabalho construído com base em sustentabilidade, parceria e valorização da bioeconomia. “A qualidade de uma amêndoa ou de um chocolate produzido e reconhecido regional, federal ou mundialmente é um prestígio para a Cacauway, que iniciou esse desafio há 15 anos. Isso nos dá a segurança de que estamos no caminho certo ao valorizar o plantio sustentável e a produção da bioeconomia na verticalização dos produtos da lavoura cacaueira. É muito gratificante contar com o apoio do Sistema OCB/PA, parcerias das secretarias do governo, ONGs, instituições e, claro, dos nossos cooperados”, afirmou.
O sucesso da cooperativa também é fruto de uma estratégia consistente baseada no trabalho em equipe, orientação técnica e presença em eventos nacionais. “As feiras e festivais ajudam a levar nossos produtos ao reconhecimento”, reforça Tarcísio. Ele destaca ainda que o cooperativismo tem fortalecido a cultura cacaueira na região e que a OCB/PA vem contribuindo em várias frentes promovendo assistência técnica, regularização ambiental das propriedades e projetos voltados à agricultura familiar. “Desde o plantio sustentável à certificação e participação em feiras. A colaboração da OCB/PA tem sido essencial no processo da cadeia do cacau, com assistência técnica e apoio à certificação dos nossos produtos, garantindo reconhecimento no Brasil e no mundo”, reforçou o presidente.
O reconhecimento da Cacauway também tem nomes e histórias que representam a força do cooperativismo no campo. Rita Aguiar, cooperada e produtora de cacau, conquistou a medalha de prata como segundo lugar na categoria Chocolate Inovação com o produto “chocolate ao leite com gengibre” e na categoria Chocolate Intenso, premiado como um dos melhores chocolates paraenses de 2025. “É muito gratificante. A gente vê um trabalho feito em coletivo, que começa lá no campo, com amêndoas de qualidade, parceria com a cooperativa, troca de conhecimento e muito amor pelo que se faz. A OCB é a nossa fortaleza. Com o apoio deles, chegamos a lugares que não imaginaríamos. É uma parceria que cresce a cada dia e nos ajuda a levar nossos produtos para cada vez mais longe, detacou a cooperada”
Esse reconhecimento à Coopatrans Cacauway também reforça o protagonismo do cooperativismo paraense no cenário nacional. Para o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, a premiação é reflexo de um trabalho coletivo sólido, comprometido com a sustentabilidade e a valorização da identidade amazônica. “Essa premiação mostra que o cooperativismo paraense está preparado para competir em alto nível, com qualidade, sustentabilidade e identidade regional. A Coopatrans é um exemplo de como o trabalho coletivo, quando bem estruturado, gera desenvolvimento, valoriza o produtor rural e fortalece nossa bioeconomia. O Sistema OCB/PA se orgulha de apoiar e caminhar ao lado de cooperativas que fazem a diferença na vida das pessoas e na economia do estado”, finalizou.

O programa Cacau Coop Pará, criado para fomentar a cadeia produtiva do cacau no estado, é um exemplo de como a valorização da produção local promove o protagonismo das cooperativas paraenses, geram desenvolvimento e valorizam as comunidades. Por meio dos projetos, Câmara Técnica Cooperativista de Cacau - CT COOP CACAU e Ações de Bases Direcionadas, o programa fortalece a cadeia produtiva do cacau e promove o crescimento econômico, social e ambiental em diversas regiões do Pará.
O Cacau Coop Pará reúne seis cooperativas, CAMTA, COOPATRANS, COOPERTUC, COOPERCAU, COPOTRAN e CAMPPAX, que estão impulsionando o crescimento econômico e social em suas regiões, gerando emprego, renda e dignidade para centenas de famílias.
Por meio da articulação do Sistema OCB/PA e apoio de instituições como a Fundação Mundial do Cacau – WCF, o programa tem fortalecido a identidade regional e ampliado o protagonismo do cooperativismo na economia do estado. Em conjunto, essas cooperativas impulsionam o desenvolvimento regional com responsabilidade, solidariedade e visão de futuro.
Em Tomé-Açú, com quase um século de história, a CAMTA é referência em sistemas agroflorestais, possui indicação geográfica (IG) do cacau e integra produção de cacau com outras culturas, promovendo a conservação ambiental e a diversificação da renda dos agricultores. Sua atuação é um exemplo de inovação, sustentabilidade e inclusão, contribuindo diretamente para o desenvolvimento local com práticas que respeitam a floresta e valorizam o trabalho dos produtores.
A COOPATRANS, localizada no município de Medicilândia, reúne produtores que acreditam na força do cacau como vetor de desenvolvimento para a região da Transamazônica. Sua atuação é marcada pela valorização do pequeno agricultor, incentivo à produção de qualidade e respeito ao meio ambiente, sempre com foco no fortalecimento da economia local.
Em Tucumã, a COOPERTUC vem desempenhando um papel fundamental no apoio à agricultura familiar e no fortalecimento da cadeia do cacau. Por meio da assistência técnica, capacitação e organização da produção, ela contribui diretamente para o aumento da renda dos cooperados e a melhoria da qualidade de vida nas comunidades rurais.
Medicilândia é conhecida como a capital do cacau paraense, e a COOPERCAU tem grande responsabilidade nessa conquista. Com forte atuação na verticalização da produção, a cooperativa aposta na agregação de valor e na excelência do produto para abrir portas em mercados nacionais e internacionais.
No município de Altamira, a COPOTRAN nasce do sonho de fortalecer a produção orgânica e regenerativa. Seus cooperados desenvolvem o cacau de maneira responsável, respeitando os ciclos da floresta e promovendo o uso racional dos recursos naturais. É um modelo que alia tradição, inovação e compromisso ambiental.
Em São Félix do Xingu, a CAMPPAX representa a força da inclusão produtiva de comunidades tradicionais e ribeirinhas. A cooperativa promove o cultivo do cacau como atividade sustentável, geradora de renda e capaz de preservar modos de vida locais. Além disso, atua na capacitação de produtores e no acesso a políticas públicas que incentivam o desenvolvimento rural e a proteção da biodiversidade.
Para o Superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra, a união dessas cooperativas dentro do programa Cacau Coop Pará representa muito mais do que um arranjo institucional. “É a prova concreta de que o cooperativismo é capaz de transformar realidades. Com atuação em diferentes territórios, cada cooperativa contribui para a consolidação de uma cadeia de valor do cacau pautada pela sustentabilidade, geração de renda e cooperação”, reafirmou o Superintendente.
Quer saber mais sobre essa ação e como sua Coop pode participar? Entre em contato com nossa analista de monitoramento em cooperativas, Paola Corrêa, pelo WhatsApp: 91 984053523 ou pelo e-mail:
No estado do Pará, uma iniciativa que combina sustentabilidade, geração de renda e valorização do cooperativismo ganha força a cada ano. Trata-se do programa Cacau Coop Pará, criado com o objetivo de fortalecer a cadeia produtiva do cacau no estado. O programa fomenta o desenvolvimento sustentável, valoriza a produção local e promove o protagonismo das cooperativas paraenses no mercado nacional e internacional.
Lançado em 2021, o Cacau Coop Pará é fruto de uma articulação do Sistema OCB/PA, com o apoio da Fundação Mundial do Cacau – WCF, que atua em três pilares: pessoas, planeta e renda, que se firma como uma política para estruturar a cadeia produtiva do cacau, melhorar a qualidade do produto e ampliar a competitividade no mercado. O programa oferece ainda, suporte técnico, capacitação, acesso a crédito e abertura de mercados. Mais que uma base econômica, o programa se tornou um vetor de transformação social.
E para um resultado mais eficaz o programa conta com o projeto Câmara Técnica Cooperativista de Cacau - CT COOP CACAU, que é um fórum permanente que debate melhorias na cadeia produtiva, sobre a tributação em produtos do cacau, assistência técnica, compras coletivas e crédito e fundiário. E o projeto Ações de Bases Direcionadas, que reúne os eixos doutrinário, governança e estratégico, importantes para a o desenvolvimento das cooperativas, com a participação da OCB/PA, que promove cursos, oficinas e assistência técnica para os cooperados e gestores, melhorando os processos produtivos, a qualidade do cacau e a gestão das cooperativas.
Os resultados já são visíveis, cooperativas como a CAMTA, COOPATRANS, COOPERTUC, COOPERCAU, COPOTRAN e CAMPPAX têm ganhado protagonismo não apenas na produção de cacau de qualidade, mas também na transformação da matéria-prima em produtos de valor agregado, como chocolates. Isso garante mais renda para os cooperados e fortalece a economia local.
Segundo o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, o Cacau Coop Pará é uma demonstração do que o cooperativismo pode alcançar quando há união de esforços. “O cacau é uma cadeia produtiva muito relevante para o estado. Precisamos estimular esse mercado, que já chama a atenção de todo o mundo pela sua qualidade, por seu caráter orgânico e pela sua origem amazônida”, declara o presidente.

O balanço contábil financeiro é uma das ferramentas mais importantes para a gestão de uma cooperativa. Ele representa um retrato fiel da situação econômica e financeira da organização em determinado período, geralmente ao final do exercício social. Seu principal objetivo é fornecer informações claras, precisas e padronizadas sobre o patrimônio, as obrigações e os resultados obtidos pela cooperativa.
A elaboração e a publicação do balanço contábil são exigências legais e estatutárias para as cooperativas. Ele deve seguir os princípios da contabilidade, as normas do Conselho Federal de Contabilidade - CFC e do Sistema OCB/PA, garantindo a conformidade com a legislação vigente, evitando penalidades e fortalecendo a credibilidade da entidade perante órgãos reguladores e parceiros.
De acordo com a analista Jurídica do Sistema OCB/PA, Ingrid Figueiredo, as demonstrações contábeis são instrumentos indispensáveis para a gestão e a transparência das cooperativas. “Do ponto de vista legal, sua elaboração é obrigatória e fundamental para o cumprimento das obrigações fiscais e tributárias, como o pagamento de impostos e a entrega de declarações exigidas pelos órgãos competentes. Documentos como o balanço patrimonial, a demonstração do resultado do exercício (DRE) e a demonstração dos fluxos de caixa são essenciais para refletir com clareza a situação econômica e financeira da entidade”, pontuou Ingrid.
Para Maurília Maciel, analista de Cooperativismo e Monitoramento do Sistema OCB/PA, um ponto importante que os demonstrativos contábeis elaborados pelas cooperativas proporcionam, como Balanço Patrimonial – BP, Demonstração de Sobras ou Perdas – DSP, Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido – DMPL, Demonstração dos Fluxos de Caixa – DFC, Demonstração do Valor Adicionado – DVA e Notas Explicativas das Demonstrações Contábeis – NE, são documentos de suma importância que auxiliam a gestão nas tomadas de decisões, pois contém informações sobre a situação financeira e patrimonial da empresa.
“De posse desses documentos a gestão consegue, de forma mais assertiva, planejar estratégias, identificar as fragilidades e oportunidades da empresa, bem como analisar a saúde financeira para facilitar a obtenção de empréstimos e financiamentos. Isso contribui para o fortalecimento do modelo cooperativo, pautado pela gestão democrática e responsável” afirmou Maurília.
A preocupação da OCB/PA está ligada a ausência ou a não apresentação em prazo adequado dessas demonstrações que pode gerar sérias implicações legais para a cooperativa. Multas, penalidades administrativas e sanções fiscais podem ser aplicadas conforme a legislação vigente, comprometendo não apenas a sustentabilidade do negócio, mas também a credibilidade da entidade perante os cooperados e o mercado.
Portanto, manter as demonstrações contábeis atualizadas e em conformidade com as exigências legais não é apenas uma obrigação formal, mas uma prática essencial para a governança e segurança financeira das cooperativas. Além disso, o balanço contábil serve como base para a tomada de decisões estratégicas, tanto pela diretoria quanto pelos conselhos fiscal e administrativo. Ele também é indispensável para auditorias, para o cumprimento de exigências legais e regulatórias.

Em 2025, a FENCOOP reafirmou, mais uma vez, seu papel para o cooperativismo paraense e as cooperativas comemoram a transformação alcançada, impulsionadas pelos negócios, parcerias e visibilidade gerados com o evento. Este ano, a feira mais uma vez mostrou o potencial que o cooperativismo alcança a cada nova edição.
Um exemplo de transformação recente vem da COOPERURAIM – Cooperativa de Produtores Rurais de Paragominas, que vive um novo ciclo impulsionado pela nova gestão. Com foco em fortalecer a organização interna e se aproximar dos cooperados, a diretoria tem buscado apoio técnico do Sistema OCB/PA e parcerias com a Secretaria de Agricultura e Emater. A participação da cooperativa no Programa Negócios Coop também tem sido essencial para identificar oportunidades de mercado e qualificar os processos de gestão.
“Estamos renovando a COOPERURAIM, repaginando desde a estrutura até a forma de pensar o cooperativismo. Aproximamos os cooperados, ouvimos suas demandas e buscamos soluções reais com o apoio de parceiros estratégicos. O impacto disso já é visível na produtividade das famílias e no nosso crescimento como organização”, afirmou o presidente Fabiano Andrade. Entre os planos para o futuro estão a oferta de assistência técnica contínua e a implantação de um centro de distribuição, que permitirá a cooperativa atender novos mercados e ampliar sua atuação.
A Cooperativa Agropecuária do Salgado Paraense – CASP, também vive uma verdadeira transformação nos últimos anos. Originalmente voltada para a produção de derivados do leite, a cooperativa passou a focar nas cadeias do hortifruti, deixando de lado um modelo que, segundo a própria gestão, não era propícia para a realidade local. “A região nunca foi produtora de leite, com menos de meia dúzia de produtores. O negócio se tornou inviável e, por isso, tomamos a decisão de extinguir o laticínio e focar nos produtos que realmente têm mercado e são cultivados pelos cooperados”, explicou o diretor administrativo Josymarcos Rabelo.
Hoje, a CASP aposta no beneficiamento de mandioca e açaí, além de projetos voltados à comercialização do substrato de caroço de açaí. A participação na FENCOOP gerou avanços nesse processo de evolução. “Sempre voltamos da feira com novos projetos, contatos de venda e troca de conhecimentos entre cooperativas”, destacou. Com apoio do Sistema OCB/PA a CASP também projeta expandir a comercialização dos produtos para supermercados, restaurantes e outros pontos do varejo regional.
A transformação gerada pela FENCOOP também é sentida por cooperativas que desempenham forte papel social, como a COOSTAFE, voltada à ressocialização de pessoas privadas de liberdade (PPLs) e egressos do sistema prisional. A cooperativa nasceu a partir de uma ideia que foi levada ao Sistema OCB/PA e, com apoio e orientação, se consolidou no mercado cooperativista.
A diretora de produção, Jéssica Cruz, compartilhou como a participação contínua na FENCOOP tem impactado a cooperativa. “A COOSTAFE participa da FENCOOP há 3 anos, sendo notório a evolução da cooperativa na gestão de vendas e confecção de produtos. Ao longo desses anos e com base em práticas para aprimorar o conhecimento, as cooperadas vem se aperfeiçoando na fabricação dos materiais, tanto com novos produtos quanto em modelo e técnica. Começamos com a produção de almofadas e ecobags, e hoje, temos uma variedade de produtos, como necessaire, quadro de pintura, toalha de mesa, bolsas, vestuários, entre outros. Tudo isso é feito com as parcerias que temos que nos ajudam tanto com o aperfeiçoamento quanto com a matéria prima”, comentou Jéssica.
Outro exemplo real dessa mudança é a Cooperativa CFC Elite – Autoescola, que oferece serviços de emissão e renovação de habilitação e tem uma trajetória de crescimento ao longo dos últimos anos, dentro do espaço da FENCOOP. “A cada edição aprendemos e sempre buscando fazer mais e melhor pelos nossos cooperados. Crescemos em estrutura, mas, acima de tudo, evoluímos como uma organização comprometida com a qualidade e com os valores que nos unem. A FENCOOP foi fundamental nesse processo porque aqui encontramos um ambiente de construção de parcerias e desenvolvimento”, explicou o presidente da CFC Elite, Adriano Oliveira.
Com resultados concretos na geração de negócios, fortalecimento de parcerias e visibilidade para diferentes ramos cooperativistas, a FENCOOP se consolida como um espaço estratégico para impulsionar o crescimento das cooperativas no Pará. Ao conectar empreendedores, fomentar a inovação e o conhecimento o evento reafirma seu papel essencial na construção de um cooperativismo cada vez mais forte, inclusivo e sustentável no estado.
Quer saber mais sobre essa ação e como sua Coop pode participar? Entre em contato com nosso gerente de Desenvolvimento de Cooperativas, Diego Andrade, pelo WhatsApp: 91 9 9360-4665 ou pelo e-mail:

O Sistema OCB/PA, a convite da Agência Sebrae Caeté, participou na última sexta-feira (09), do “Seminário Mulheres do Campo”, no município de Capanema, que apresentou os resultados das ações para potencializar a agricultura familiar, que beneficiará cerca de 526 produtores rurais, na região de Caeté.
Esse resultado é fruto de uma iniciativa que começou a partir de uma ação do Sistema OCB/PA em parceria com o Sebrae Região Caeté, em 2024, com a promoção de palestras; orientações técnicas para atividades administrativas, contábeis e jurídicas nas cooperativas; orientações para constituição de novas cooperativas e regularização das já existentes junto a OCB/PA.
A partir do suporte técnico e institucional do Sistema OCB/PA as cooperativas se organizaram para fornecer seus produtos para outros mercados. Uma das grandes conquistas desse processo é o acesso efetivo aos programas da CONAB, como Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que viabilizou quase R$ 9 milhões em negócios que beneficiarão 526 agricultores, dos quais 416 são mulheres e 110 homens, sendo que 460 deles venderão pela primeira vez para a CONAB.
Para o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, esses programas representam uma oportunidade concreta de mercado para os agricultores familiares, garantindo a comercialização de seus produtos com segurança e preço justo.
“Com o apoio técnico, capacitação e articulação institucional, estamos viabilizando que cada vez mais cooperativas estejam aptas a acessar esses programas. Isso significa mais alimentos na mesa da população, mais renda no campo e mais dignidade para os homens e mulheres que vivem da agricultura”, ressaltou o presidente.
E nesse cenário de transformação estão as cooperativas COOPRIMA, AGROMEL e a Rede Nossa Pérola. A COOPRIMA já tinha esse acesso, mas com o apoio do Sistema conseguiu ampliar para outros programas. “Esta é a terceira vez, que sou contemplada pelo projeto da CONAB. Sou apicultora e meliponicultora na região, mas também possuo plantio de melancia, então tenho essa ligação forte na agricultura. E na nossa cooperativa estamos beneficiando cerca de 100 mulheres”, declarou Joelma Nunes, presidente da Cooperativa de Primavera, no município de Primavera.
O encontro reuniu produtores rurais da região, além de representantes de instituições como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), Ministério de Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), o presidente da Comissão de Agricultura, Indústria, Comércio, Serviços, Cooperativismo e Empreendedorismo da Assembleia Legislativa, deputado Fábio Freitas, Secretaria de Desenvolvimento Agropecuária e da Pesca (Sedap), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), entre outras.
Para mais informações sobre este assunto entre em contato com nosso analista em cooperativismo Edilson Júnior pelo telefone: 91 9 9346-9466.

A Cooperativa Agroindustrial Paragominense - COOPERNORTE, com sede em Paragominas -PA, marca presença na APAS SHOW 2025 — o maior evento de alimentos e bebidas da América Latina — levando ao público supermercadista a diversidade e a qualidade dos produtos oriundos da agricultura familiar paraense. De 11 a 15 de maio, no Expo Center Norte, em São Paulo, a cooperativa estará no estande da OCB Nacional apresentando sua linha de grãos beneficiados, como arroz, feijão e derivados da mandioca, reforçando o papel estratégico do cooperativismo no abastecimento alimentar nacional.
A participação na feira tem um significado especial para a Coopernorte. Segundo Ingrid Assunção, supervisora de marketing da cooperativa, estar presente em um evento de repercussão internacional como a APAS representa o reconhecimento da força do cooperativismo paraense e do potencial da Coopernorte como referência nacional na produção agroindustrial. “Para a Coopernorte, participar da APAS 2025, levando o nome do cooperativismo paraense para um evento de repercussão internacional, representa uma conquista muito grande. Primeiro, por termos sido selecionados entre tantas cooperativas do Brasil, e segundo, por sermos reconhecidos como uma grande cooperativa agroindustrial, com potencial gigantesco para atender ao mercado nacional com produtos de altíssima qualidade”, destacou Ingrid.
A participação da Coopernorte na APAS 2025 foi orientada e acompanhada pelo Sistema OCB/PA desde a inscrição até sua seleção. A presença da cooperativa foi cuidadosamente planejada e apostou em uma campanha temática e alinhada ao calendário comercial brasileiro: Sabores e Saberes de São João. Os produtos selecionados para exposição dialogam diretamente com essa tradição popular, como o milho, a canjica, o flocão, o cuscuz e o fubá — alimentos típicos que fazem parte das receitas das festas juninas em todo o país. “Esperamos que os visitantes conheçam a qualidade dos nossos produtos e descubram a potencialidade do cooperativismo do Norte do Brasil”, explicou Ingrid.
Ingrid destacou ainda o papel fundamental do Sistema OCB/PA — tanto em âmbito estadual quanto nacional — no apoio às cooperativas. Para a Coopernorte, a atuação da OCB/PA vai além da representação institucional. É uma parceira estratégica que oferece capacitações, orientação e suporte para que as cooperativas se fortaleçam e se tornem competitivas no mercado. “A OCB/PA nos acompanha em toda a jornada. Capacita, orienta, impulsiona os negócios. É uma parceira de verdade. Esse apoio faz com que tenhamos mais segurança para expandir e gerar resultados positivos não apenas para a cooperativa, mas para todos os nossos cooperados”, reforçou.
A trajetória da Coopernorte em grandes feiras como a FENCOOP e a Supernorte tem contribuído para a profissionalização da equipe e fortalecimento da marca no cenário nacional. Essas experiências anteriores permitiram à cooperativa compreender melhor as dinâmicas comerciais, aprimorar o relacionamento com os clientes e conquistar visibilidade no setor. “A participação em outras feiras capacita a nossa equipe. Faz com que a Coopernorte esteja no radar dos grandes eventos, além de nos posicionar como realizadora e expositora. Ganhamos experiência para apresentar nossos produtos, falar com o público e abrir novas oportunidades de negócios”, afirmou a supervisora de marketing.
As expectativas para a APAS são altas. A Coopernorte espera ampliar sua rede de contatos, fechar novos negócios e tornar sua marca ainda mais conhecida em todo o Brasil. O objetivo é gerar impacto direto nos cooperados, com mais investimentos e oportunidades para os produtores da região. “Queremos trazer mais visibilidade para os nossos produtos e realizar grandes negócios. Isso impacta diretamente os nossos cooperados, porque conseguimos investir mais na região e fortalecer ainda mais o nosso modelo de cooperação”, finalizou Ingrid.

O Sistema OCB/PA reafirmou seu papel como catalisadora de oportunidades com mais uma edição da FENCOOP – Feira de Negócios do Cooperativismo Paraense. Realizada em Belém, a feira se consolida como o maior evento de negócios cooperativistas da região Norte, reunindo cooperativas de diversos ramos, empresas parceiras, representantes do poder público e a sociedade em geral.
Ao todo, o Sistema OCB-SESCOOP/PA destinou um montante de R$ 1,2 milhão em recursos próprios para a realização da FENCOOP, demonstrando o comprometimento institucional com o fortalecimento do cooperativismo no estado. Esses recursos foram complementados por emendas parlamentares dos deputados estaduais Fábio Freitas e Iran Lima, que reconhecem o papel do cooperativismo na geração de renda, inclusão social e desenvolvimento sustentável.
Além dos parlamentares, instituições como o SEBRAE, órgãos públicos como a ADEPARÁ, SEDEME e cooperativas de crédito contribuíram para a realização da feira, seja por meio de aporte de recursos, apoio técnico ou disponibilização de estrutura e pessoal.
Como resultado direto dos investimentos realizados, a FENCOOP 2025 reuniu 112 de cooperativas de diversos ramos – agropecuário, crédito, saúde, transporte, trabalho e produção, entre outros – em um ambiente de prospecção a parcerias, vendas diretas e acesso a novos mercados. Foram realizados encontros, exposições, degustações, oficinas e rodadas comerciais que geraram números expressivos.
Geração de empregos e oportunidades
A realização da FENCOOP 2025 movimentou a cadeia produtiva regional, gerou empregos diretos e indiretos antes, durante e após o evento. Desde a montagem da estrutura física até os serviços de apoio, comunicação, cultura, segurança, limpeza, alimentação e transporte, estima-se que 1.000 postos de trabalho tenham sido criados ou ativados temporariamente, beneficiando trabalhadores locais e pequenas empresas. São profissionais que tiveram a oportunidade de gerar renda para o sustento de suas famílias.
Segundo o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, resultados como estes confirmam a importância de investir na estruturação do ambiente de negócios para o cooperativismo. “O apoio dos nossos parceiros é fundamental para esse movimento de crescimento conjunto. O cooperativismo é um motor que movimenta as cadeias de serviços, sem contar as centenas de mão de obras que geramos em diversas áreas. Isso é o mais importante”, pontuou o presidente.
Antônio Barros, presidente da cooperativa COOPERTÁXI BELÉM, que atuou no transporte dos participantes do evento, enfatizou que parceria com o Sistema OCB-SESCOOP/PA valorizou os cooperados e a atuação da cooperativa. “Agradecemos o Sistema pela confiança e por abrir espaço para que o cooperativismo de transporte pudesse atuar ativamente da feira. A receita gerada nesse período representou um reforço econômico para a cooperativa, beneficiando diretamente nossos cooperados e isso é muito importante para nosso trabalho”, declarou Antônio.
Os efeitos do investimento do Sistema OCB-SESCOOP/PA na feira vão além dos dias do evento. Ao proporcionar um ambiente de negócios favorável, o Sistema contribuiu para o aumento da competitividade das cooperativas, que por sua vez geram mais emprego, renda e inclusão social. Com esses resultados, a expectativa da OCB-SESCOOP/PA é de que, o evento receba ainda mais apoio público e privado nas próximas edições.

Em 2025 a FENCOOP 2025 ganhou um tempero especial com a Cozinha Show, realizada em parceria com a Abrasel Pará. Todos os dias da feira, às 18h e 19h, chefs convidados demonstram ao público receitas elaboradas com produtos regionais fornecidos por cooperativas do estado. A atração encantou os visitantes ao unir conhecimento culinário, incentivo à produção local e valorização da cultura gastronômica paraense.
Com a proposta de aproximar ainda mais o público da produção cooperativa e da culinária regional, a Cozinha Show contou com a supervisão da Chef Sandra de Azevedo, conselheira de Assuntos Gastronômicos e Festivais da ABRASEL-PA, que destacou a importância da iniciativa. "Fiquei maravilhada com o convite da OCB/PA para coordenar as aulas-show da Cozinha Show, trazendo chefs e trabalhando diretamente com produtos das cooperativas. Essa aproximação das cooperativas com a população, abrindo seus estandes e mostrando seus produtos, é extremamente importante. A parceria com a ABRASEL vai muito além das apresentações. Estamos plantando sementes para futuros projetos com nossos associados, fortalecendo ainda mais o setor de alimentação fora do lar", afirmou.
Ela também ressaltou o impacto positivo de valorizar produtos locais no dia a dia da gastronomia. "É maravilhoso saber que o alimento vem direto da produção para a mesa, sem atravessadores e sem perder qualidade. Para quem trabalha na área da gastronomia, isso é fantástico. Essa conexão direta fortalece a produção regional e proporciona ingredientes mais frescos e autênticos para nossos pratos", completou Ana Alessandra.
O espaço também proporcionou momentos de aprendizado e troca sobre diversidade alimentar. A chef Vanja Rodrigues emocionou o público ao preparar um risoto de pupunha, pensado especialmente para a alimentação inclusiva de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). "Esse prato está em um restaurante italiano de uma amiga em Goiás e nasceu de um projeto que busca incluir uma receita inclusiva em todos os restaurantes. Criei o risoto de pupunha trazendo nossa regionalidade e elementos do cerrado. É um prato que traz vários nutrientes que favorecem o processo cognitivo e imunológico de crianças com TEA", explicou a Chef.
Vanja também falou sobre a experiência de participar da feira. "Estar numa feira de cooperativismo já é fabuloso, pois nosso trabalho já envolve a agricultura familiar. Trazer nossos insumos para uma aula onde as pessoas reconhecem a importância desses produtos, como a castanha-do-pará e a pupunha que usamos aqui, é fantástico. Hoje só tenho a agradecer e desejar que essa feira cresça cada vez mais, apoiando as cooperativas e a agricultura familiar, pois é dela que extraímos todos os insumos que precisamos para as nossas aulas", completou.
Duante a preparação dos pratos, passaram pelo local mais de 200 pessoas que ao receber a orientação dos Chefs e já puderam adquirir os produtos nos estandes para preparar nas suas casas.

Dentro da programação da FENCOOP 2025, o Sistema OCB/PA realizou no último sábado (26) a Oficina de Turismo Cooperativo, reunindo cooperativas e instituições públicas para debater estratégias de fortalecimento do turismo. O encontro faz parte do projeto piloto de Turismo Cooperativo promovido pela OCB Nacional, que visa fomentar o turismo como atividade cooperativista sustentável, valorizando a cultura local, o desenvolvimento territorial e a geração de renda. Participaram da oficina as cooperativas selecionadas COOMFLONA, CAMTA, COOPPERTRANS COMBU e TURIARTE, integrantes do projeto piloto e representantes da OCB Nacional, SETUR, SEMCULT e Ministério do Turismo.
A oficina começou com as boas-vindas do presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, e seguiu com a apresentação da analista técnica e institucional do Sistema OCB, Priscilla Coelho, que contextualizou o projeto nacional. "Eu vim aqui convidada para falar um pouco do projeto de turismo cooperativo na FENCOOP 2025. A FENCOOP é um espaço importantíssimo para as cooperativas do Pará, onde elas podem se mostrar para o mercado, para outras cooperativas e para a sociedade. Aproveitando a nossa oficina, pude apresentar o projeto de turismo cooperativo (...) e agora teremos insumos para avançar para a fase 2, que é desenvolver ações para impulsionar os negócios cooperativos nesse setor que vem crescendo ao longo dos anos, permitindo que cooperativas que já atuam possam melhorar sua performance e as que não atuam possam se capacitar para ingressar nesse mercado. Assim, o cooperativismo pode se tornar protagonista também no turismo, desenvolvendo a comunidade local, trazendo vida para seus cooperados e gerando mais empregos", explicou Priscilla.
Após a apresentação institucional, as cooperativas COOMFLONA, CAMTA, COOPPERTRANS COMBU e TURIARTE puderam apresentar seus serviços e experiências em formato de pitch, compartilhando seus modelos de atuação e o potencial turístico que cada uma oferece.
Para finalizar a programação, os representantes dos órgãos públicos presentes — SEMCULT, SETUR e o Ministério do Turismo — participaram de um bate-papo com os cooperados e dirigentes. Representando o Ministério do Turismo, o professor Marcos, diretor da Escola Nacional de Turismo, destacou a relevância da oficina para o fortalecimento do setor no estado. "A importância desse evento é grandiosa, uma vez que reuniu aqui a socialização de diversas experiências exitosas de cooperativas de todas as regiões dos estados. O Ministério do Turismo apresentou suas políticas públicas e sempre estará à disposição para somar forças, porque acreditamos muito que o cooperativismo fará o turismo ainda mais forte no Pará", ressaltou o diretor.
O representante da Secretaria de Estado de Turismo (SETUR), Hugo Almeida, gerente de Estruturação dos Destinos Turísticos, também participou da oficina e avaliou positivamente a iniciativa. "O dia hoje foi extremamente produtivo. Foi muito gratificante poder ser convidado e participar dessa oficina de turismo cooperativo, ouvindo casos inspiradores e os desafios que as cooperativas enfrentam nas suas comunidades. Viemos aqui trazer os programas estaduais que podem beneficiar o desenvolvimento do turismo nessas localidades. Essa é uma parceria que inicia hoje e que, com certeza, terá um longo caminho para o desenvolvimento do turismo no Estado do Pará, para a diversificação da oferta, para o encantamento dos nossos turistas e, principalmente, para o nosso bem-estar social", destacou Hugo.
A importância do cooperativismo no fortalecimento do turismo também foi ressaltada pelo superintendente da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Belém (SEMCULT), Auiá Queiroz Reis. Ele destacou que iniciativas como a oficina contribuem para fomentar a inclusão social e o desenvolvimento econômico local. "Esse tipo de evento, em que a gente consegue direcionar o turismo como sendo também uma fonte de fomento e renda para as cooperativas, é muito importante. Se a gente olhar as principais iniciativas de turismo de base comunitária, vemos que instituições como cooperativas são fundamentais para que, de fato, consigamos fomentar o turismo local e, principalmente, criar uma fonte de renda e um novo incentivo ao cooperativismo, que hoje é uma grande iniciativa de promoção social, de inclusão e de movimentação da nossa economia", afirmou o superintendente.
Entre as cooperativas participantes do projeto piloto, a CAMTA e a COOMFLONA também compartilharam suas perspectivas sobre a importância do fortalecimento do turismo cooperativo. Representando a CAMTA, o presidente Alberto Opatta destacou a expectativa da cooperativa com os próximos passos do projeto. "É um prazer estar participando do turismo cooperativo aqui. Já recebemos a visita na nossa cooperativa e precisamos fazer com que a capacitação, que esperamos receber da OCB, nos ajude a direcionar para que os nossos cooperados tenham essa atenção importante com o diagnóstico da propriedade e a capacitação de como receber e monetizar as visitas que receberem", afirmou.
Pela COOMFLONA, o representante Arimar Rodrigues reforçou o quanto o evento foi importante para apresentar os projetos da cooperativa e sensibilizar os órgãos públicos sobre o potencial do turismo sustentável. "Esse momento que acabamos de viver aqui nesta oficina é muito importante para que a gente consiga mostrar todas as nossas atividades e nossos pensamentos futuros com relação à atividade de turismo. Precisamos investir no turismo, porque sabemos que o turismo é uma atividade que não degrada a floresta. E nós lutamos para manter a floresta em pé e pelo futuro do nosso planeta", destacou Arimar.
A cooperativa Turiarte, representada por Naira Matos, compartilhou sua visão sobre o impacto da oficina. "Acredito que essa oficina vai alavancar nossos trabalhos. Já praticamos o turismo, mas temos desafios a superar. E acreditamos que as ações pós oficina ajudarão a minimizar esses obstáculos. Além disso, agora que temos a presença do governo e outras entidades, nossa região e nossa cooperativa, assim como as outros presentes, estarão inclusas nos próximos planejamentos, o que nos dará a chance de influenciar e ser parte dessa transformação", destacou Naira.
Já a Coopeprtrans Combu, representada por Analice Mota, primeira guia de turismo da Ilha do Combu, ressaltou a importância da oficina para o fortalecimento das cooperativas no estado. "Falando em relação à oficina de cooperativismo, acho que é uma ideia brilhante. Ela só vem mesmo a complementar o que as cooperativas já fazem. Vemos isso como um momento de apoio, de superação e inovação dentro das cooperativas. A promessa é que teremos muitas capacitações e formações, que vão nos ajudar a levar o que fazemos nas nossas comunidades para outros lugares, outros estados e até outros países. Assim, as pessoas poderão conhecer nossa cultura através do cooperativismo", afirmou Analice.
O evento destacou o papel fundamental das cooperativas no fortalecimento do turismo sustentável no estado e apresentou as diversas possibilidades para integrar a atuação cooperativista com as necessidades do setor turístico. Além disso, estabeleceu um canal direto de comunicação entre as cooperativas e os órgãos públicos, permitindo a troca de ideias e o alinhamento de estratégias para o desenvolvimento de um turismo mais inclusivo e sustentável no Pará.
Com o avanço das fases do projeto, a expectativa é que o turismo cooperativo no estado se expanda, proporcionando novos negócios, maior geração de emprego e renda, e o fortalecimento das culturas locais, sempre com foco na preservação ambiental e no respeito às comunidades que fazem do Pará um destino único e diversificado.

Em um ambiente de troca de ideias, conexão e fortalecimento de valores cooperativistas, o Sistema OCB/PA realizou neste sábado (26), o Encontro de Jovens Cooperativistas - Geração C, reunindo jovens de diversas regiões do estado em uma programação repleta de conhecimento e integração. O evento foi marcado pela presença de grandes lideranças do movimento cooperativista, reforçando o papel estratégico da juventude no futuro do cooperativismo.
Entre os destaques da programação, o coordenador do Comitê de Jovens de Goiás, Mateus Reis, compartilhou experiências sobre como a juventude goiana vem se organizando para promover inovação e renovação dentro das cooperativas. Ele destacou que "o jovem é a energia que impulsiona a transformação, trazendo novas ideias e fortalecendo ainda mais os princípios do cooperativismo".
O presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, também esteve presente e fez questão de reforçar a importância da formação de novas lideranças. “O futuro do cooperativismo passa pelas mãos desses jovens que hoje se reúnem para aprender mais sobre a essência do cooperativismo. São eles que vão dar continuidade a esse modelo de negócios que transforma comunidades e gera desenvolvimento sustentável”, afirmou.
A programação do encontro destacou a apresentação e assinatura do termo dos novos membros da coordenação do Comitê Estadual Geração C – PA, formada para mobilizar e inspirar novas lideranças.
Outro momento de destaque foi a fala de Alana Adinaele, representante do Estado do Pará no Comitê de Jovens Geração C e representante do Comitê de Juventude da ACI Américas, referência no incentivo à participação jovem no movimento. Em sua fala, Alana abordou o papel dos jovens como agentes de mudança. “Mais do que herdeiros, os jovens são construtores do novo cooperativismo. Com criatividade, espírito de liderança e senso de propósito, eles têm o potencial de levar o cooperativismo a patamares ainda maiores”, enfatizou.
Luziane Sena, diretora de Cooperativismo da SEDEME, falou da responsabilidade em estar a frente de um cargo com tamanha representatividade que é o cooperativismo. “Ser uma jovem e ocupar um cargo de tamanha importância é mostrar aos outros jovens o futuro que estamos construindo e dizer que é possível levar o cooperativismo para as futuras gerações”, afirmou.
O Encontro Geração C foi um espaço não apenas de aprendizado, mas também de construção de uma rede sólida de jovens engajados, prontos para assumir protagonismo e fazer a diferença em suas cooperativas e comunidades.

Como parte da programação da FENCOOP 2025, o Sistema OCB/PA realizou, na quinta-feira (25), uma oficina estratégica que contou com a parceria do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). O evento reuniu lideranças cooperativistas, representantes do governo federal, entidades de fomento e cooperativas, com o objetivo de debater alternativas para fortalecer o setor da agricultura familiar e ampliar o acesso ao crédito rural no estado.
A oficina foi iniciada com uma apresentação do MDA, contextualizando o cenário atual do financiamento de crédito para a agricultura familiar e as principais ações que vêm sendo desenvolvidas para fortalecer o setor. A exposição foi conduzida por Rogério Antônio Mauro, coordenador-geral de Cooperativismo e Associativismo do MDA, que destacou os desafios e as oportunidades no acesso das cooperativas às políticas públicas de crédito e incentivo produtivo.
Em seguida, Eduardo Pagot, diretor do Departamento de Cooperativismo, Apoio à Inclusão Sanitária, Agroindústria e Certificação da Produção Familiar (DECOOP), detalhou programas estruturantes voltados ao fortalecimento das cooperativas da agricultura familiar. Durante sua apresentação, Pagot também abordou a importância do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), reforçando o papel estratégico do crédito rural para impulsionar a produção, ampliar o acesso a mercados e promover a geração de renda no campo.
A oficina também contou com uma apresentação da Conexsus (Instituto Conexões Sustentáveis), que compartilhou os resultados do seu trabalho de apoio aos empreendimentos da agricultura familiar e cooperativas em todo o Brasil, especialmente na promoção de soluções financeiras sustentáveis e no fortalecimento das cadeias produtivas locais.
Após as exposições, o espaço foi aberto para perguntas e interação com o público. Representantes de cooperativas presentes puderam dialogar diretamente com os técnicos do MDA, trazendo questionamentos, relatos de dificuldades práticas no acesso ao crédito e sugestões para o aprimoramento das políticas públicas voltadas ao setor.
Após a oficina, Rogério Antônio Mauro destacou a importância da aproximação com as cooperativas locais e a relevância da FENCOOP como espaço de diálogo e construção conjunta. “Estou muito feliz de estar aqui participando da FENCOOP, uma feira importante do cooperativismo do Estado do Pará. Estabelecemos um diálogo, numa oficina sobre o acesso às políticas públicas, o acesso ao crédito, ao PAA, ao PNAE, que são fundamentais no processo de desenvolvimento da agricultura familiar. E esperamos que, a partir desse contato, esse compromisso se reforce cada vez mais, seja na execução de políticas, seja no atendimento das demandas que vêm da agricultura familiar até o Ministério do Desenvolvimento Agrário”, afirmou o coordenador.
A importância da OCB/PA e seu impacto direto na agricultura familiar também foi ressaltada pelo presidente do Instituto de Terras do Pará (ITERPA), Bruno Conor, que lembrou que iniciativas de parceria do ITERPA com cooperativas, por meio de programas de regularização fundiária como o CopTerra, têm sido fundamentais para garantir não apenas segurança jurídica aos cooperados, mas também facilitar o acesso a políticas públicas e linhas de crédito rural.
“Eventos como este são fundamentais para mostrar a força da agricultura familiar, a qualidade dos produtos gerados e a importância da organização dos agricultores em cooperativas. A regularização fundiária, além de garantir segurança documental, abre portas para o acesso a crédito e fortalece toda a atividade econômica do agricultor”, afirmou Bruno Conor.
Mario Zanelato, representante da Cooperativa CCAMPO, também trouxe sua opinião importante sobre os desafios enfrentados pelos produtores rurais no estado. “É uma dificuldade muito grande para o produtor rural acessar crédito para conseguir produzir melhor, ter uma renda melhor. Hoje, a OCB/PA trouxe uma iniciativa muito boa para a gente, com esclarecimentos sobre a questão do Pronaf, o acesso ao crédito e sobre a questão da regularização fundiária. E para a gente é muito gratificante ver que podemos avançar com esse trabalho que está começando a ser feito com o MDA. Esperamos que isso traga desenvolvimento para o estado e melhore a qualidade de vida dos produtores e extrativistas de todo o estado do Pará”, confirmou Zanelato.
A oficina foi mais um passo importante no fortalecimento da agricultura familiar e cooperativa no Pará, com o objetivo de promover mais oportunidades para o setor e garantir um futuro mais próspero para as famílias que dependem da produção rural.

Por ocasião da FENCOOP 2025, o Sistema OCB/PA promoveu, na sexta-feira (25), na Assembleia Legislativa do Estado do Pará, mais uma edição do Encontro de Mulheres Cooperativistas. Com o auditório lotado, o evento reuniu cooperadas, gestoras e colaboradoras de cooperativas de diversas regiões do estado, em uma programação marcada por homenagens, capacitação e incentivo ao protagonismo feminino no setor cooperativista.
A cerimônia, proposta pela deputada estadual Andreia Xarão, teve como destaque o fortalecimento das lideranças femininas e a valorização da mulher no mercado de trabalho e no cooperativismo. “Essas mulheres conseguem, por meio do cooperativismo, romper ciclos de violência e alcançar a independência financeira. Estamos trabalhando em políticas públicas para apoiar especialmente as mulheres ribeirinhas e do interior, que enfrentam desafios ainda maiores”, declarou a parlamentar.
Um dos momentos mais aguardados foi a palestra “Mulher e suas potencialidades”, ministrada por Helda Elaine, que reforçou o papel transformador das mulheres nas cooperativas e no desenvolvimento local.
Para Cirede Carloto, coordenadora do movimento “Elas pelo Coop” no Pará, o estado vive um momento promissor, mas ainda enfrenta muitos desafios. “A mulher já coopera há muitos anos, só que nunca foi vista. Hoje, estamos mostrando que ela tem capacidade e pode chegar aonde quiser. Nosso maior desafio é a própria mulher reconhecer seu potencial”, afirmou. Segundo ela, cerca de 300 mulheres estão diretamente envolvidas no movimento no estado, que tem se expandido por regiões com grande entusiasmo.
A agricultora Ginelda Lima, da COOPFAMITA, cooperativa da agricultura familiar, foi uma das homenageadas. E na sua opinião, a força do cooperativismo deu uma guinada em sua vida. “Antes, éramos só dez mulheres na roça. Hoje, são 52 famílias cadastradas. Conseguimos o selo nacional para nossos produtos e estamos fechando contratos de exportação. A nossa farofa vai voar e nós vamos junto”, contou, emocionada. A cooperativa trabalha com os derivados da mandioca e polpas de frutas.
O presidente da OCB/PA, Ernandes Raiol, destacou a importância do evento como parte da FENCOOP, considerada este ano um marco na valorização das cooperativas amazônidas. “A feira reforça tudo que o Pará e a Amazônia têm de melhor, desde a bioeconomia até os serviços sustentáveis. Em 2024, movimentamos R$ 7 milhões. Para este ano, a meta é alcançar R$ 8 milhões”, afirmou.
Com mais de 40% das cooperativas do Pará sob liderança feminina, Raiol celebra a evolução. “Em 2010, apenas 10% dos cargos eletivos eram ocupados por mulheres. Hoje, são quatro vezes mais. Isso é fruto de um trabalho contínuo de valorização e incentivo. E como eu sempre digo: mulher tem que estar onde ela quiser, na empresa, na política ou na liderança”, completou.

A Central Cuia realizou, nesta sexta-feira (25), o seu Encontro Anual com as cooperativas singulares, reunindo lideranças para debater estratégias, alinhar ações e identificar novas oportunidades para o fortalecimento do cooperativismo na região. O evento aconteceu durante a programação da FENCOOP2025, promovendo um espaço de escuta, troca e construção coletiva.
Um dos principais focos do encontro foi o estudo de oportunidade com as cooperativas singulares, que tem como objetivo mapear potencialidades, identificar demandas e desenvolver soluções conjuntas que gerem valor para todos.
Segundo o presidente da Central Cuia, Milton Zimmer, o encontro representa um momento estratégico para reforçar a união do sistema. “Esse encontro vai muito além de uma reunião institucional. Ele é um espaço onde ouvimos as cooperativas na ponta, entendemos suas realidades e, principalmente, planejamos juntos. E o estudo de oportunidade vem justamente para identificar como a Central pode atuar de forma mais assertiva, contribuindo com o crescimento coletivo”, destacou Zimmer.
Programação
A programação contou com apresentação da técnica do Sistema OCB/PA Jackeline Rocha, sobre o histórico de ações, consultorias e resultados dos programas REDES, em parceria com a DGRV, e programa de Negócios com a OCB Nacional. Apresentação do consultor da DGRV, Silvio Giusti, sobre o Estudo de Oportunidades das singulares associadas a Central Cuia para o levantamento de necessidades. Apresentação dos professores Romier Sousa e Giordan Costa do IFPA - campus Castanhal, sobre o trabalho e resultados da consultoria Terra Preta sobre o desenvolvimento e viabilidade da produção de bioinsumos a partir de resíduos da agroindústria da Cooperativa COOPER. Além de uma oficina de percepção e momentos de alinhamento institucional pela Central Cuia.
O evento também serviu para apresentar resultados do ciclo anterior e discutir os principais desafios para 2025, incluindo questões como acesso a mercados, inovação tecnológica e fortalecimento da comunicação entre as cooperativas para o próximo ciclo de 2026 -2028.
Para Júnior Serra, superintendente do Sistema OCB/PA, o estudo é uma ferramenta essencial para uma atuação mais integrada. “A partir destes encontros, conseguimos desenhar projetos conjuntos, otimizar recursos e fortalecer toda a cadeia. Esse olhar coletivo é o que torna o cooperativismo tão poderoso”, declarou Serra.
Ao final foi levantando as prioridades dos temas do estudo de oportunidades, balanço das percepções das singulares sobre as ações de consultorias e capacitações que estão sendo desenvolvidas. O encontro é parte de uma agenda contínua de integração com as filiadas, em que os aprendizados e diretrizes extraídos deste momento irão guiar a atuação da Central nos próximos anos.

A Estação das Docas, um dos pontos turísticos mais visitados da capital paraense, está sendo palco da 5ª Edição da Feira de Negócios do Cooperativismo 2025 (FENCOOP), o maior evento de empreendedorismo cooperativista da região Norte do Brasil. Realizada anualmente no Pará, a feira reúne cooperativas de diversos segmentos e regiões do estado.
A FENCOOP 2025 teve início nesta quinta-feira (24) e segue até sábado (26), na Estação das Docas, com entrada gratuita. A programação ocorre das 15h às 22h. O evento tem como objetivo destacar a diversidade e o potencial do cooperativismo, além de promover o empreendedorismo, os serviços e os produtos da produção local.
O presidente do Sistema OCB/PA, entidade responsável pela realização da FENCOOP, Ernandes Raiol, avaliou o primeiro dia de evento: “O que estamos vendo aqui é justamente o resultado de toda uma discussão e trabalho realizado ao longo do ano. Temos mais de 100 cooperativas e 50 estandes, apresentando aos visitantes e à sociedade a bioeconomia da Amazônia. São produtos naturais, tudo o que há de melhor na região. Tudo isso pode ser degustado e conhecido de perto”, destacou.
Durante os três dias de evento, a feira conta com 52 estandes de 112 cooperativas, onde o público pode conhecer de perto a variedade de produtos e serviços oferecidos. A programação inclui palestras, degustações, brindes, apresentações artísticas e uma experiência gastronômica com chefs renomados da culinária paraense, por meio da “Cozinha Show”, grande diferencial da edição deste ano.
“Retomamos com a OCB/PA uma ação estratégica para fornecimento dos produtos das cooperativas diretamente para nossos associados. Trouxemos nossos Chefs para criarem os pratos da Cozinha Show usando produtos das cooperativas paraenses e que serão degustados durante toda feira. Além disso, como desdobramento de todo esse trabalho queremos levar os produtos para um mini empório cooperativista nos restaurantes dos associados”, declarou Rafael Menezes, presidente da ABRASEL no Pará.
Durante a abertura, houve a entrega de títulos de regularização das casas de farinha de Irituia, fruto de um termo de cooperação assinado entre a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará - ADEPARÁ e a OCB/PA.
"Estamos muito felizes em entregar os primeiros certificados às agroindústrias cooperativistas. Esperamos contribuir cada vez mais com o desenvolvimento do agronegócio paraense. Queremos ajudar as agroindústrias que ainda não estão regularizadas a entrarem na legalidade, gerando mais empregos, renda e desenvolvimento", afirmou Jamir Macedo, diretor geral da ADEPARÁ.
Dona Ilma Ferreira, diretora financeira da Cooperativa Agrícola, Pecuária e Extrativista de Irituia (COAPEMI), foi uma das beneficiadas e destacou a importância do certificado: "Representa a abertura de mercado, a facilidade de participar de licitações. Sem o selo, não podemos comercializar nossos produtos, como a farinha", disse.
Outro destaque foi a palestra de Alexandre Espíndola sobre "A Magia de Encantar Clientes", baseada no método Disney: "Vim mostrar como a magia da Disney se conecta com o cooperativismo. Assim como a Disney, o cooperativismo é sobre pessoas cuidando de pessoas. Quanto mais cuidamos de quem procura nossos produtos, mais fortalecemos nossos negócios", afirmou o palestrante.
Para o advogado Rafael Toffanello, que veio de Porto Alegre para visitar a feira e desembarcou pela primeira vez em Belém, a experiência tem sido enriquecedora: “Cheguei hoje mesmo e já pude conhecer a feira. Estou achando tudo muito diverso, com produtos que não vemos no Sul. É uma grande oportunidade de intercooperação entre as cooperativas presentes", destacou.
PARTICIPAÇÕES
A 5ª edição da FENCOOP contou com a presença de diversas autoridades, como o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), Paulo Bengtson; os deputados Fábio Freitas, Iran Lima, Andréia Xarão; o diretor-superintendente do Sebrae no Pará, Rubens Magno Júnior; a presidente a ACP, Elizabeth Grunvald; o presidente da FECOOP Norte, Dr. Merched Chaar e representantes de entidades.
Representando o governador Helder Barbalho, o secretário Paulo Bengtson destacou: "O cooperativismo tem crescido 15% ao ano no Pará. Já são 269 mil pessoas cooperadas em diversos segmentos, representando 11,8% do PIB estadual”.
Rubens Magno afirmou: "É gratificante participar dessa feira que já faz parte do calendário de negócios do Estado, mostrando a força do cooperativismo".
O deputado Fábio Freitas ressaltou: "O sistema cooperativista gera emprego e renda, e ajuda a tirar pessoas da ociosidade, mostrando que há oportunidades reais".
O deputado Iran Lima destacou: “O cooperativismo ainda é pequeno diante do potencial do Pará, mas tem grande força. O trabalho da OCB/PA é fundamental para esse fortalecimento”.
A deputada Andréia Xarão enfatizou o impacto social: "O cooperativismo muda vidas, principalmente nas regiões mais distantes como o Marajó. Dá dignidade às mulheres, contribui para sua independência e combate à violência doméstica."
Dr. Merched Chaar, presidente da FECOOP Norte, veio do Amazonas e elogiou a feira: "Estou encantado com a organização. É um exemplo de como fazer cooperativismo crescer. Parabéns à OCB Pará”.
SERVIÇOS
Entre os serviços oferecidos, destaca-se o acesso ao crédito sustentável. Márcia Ramos, presidente do Sicoob COOESA, explicou que, "o papel do Sicoob na FENCOOP é trazer propostas de crédito verde, com foco na sustentabilidade, como linhas para energia solar, em preparação para a COP30. Oferecemos taxas menores do que as de bancos privados e uma experiência financeira mais acessível ao cooperado”, afirmou a presidente.
A intercooperação também é uma ferramenta importante que está presente na feira, principalmente para a agricultura familiar, a exemplo das cooperativas CRESSOL e CASP, que se uniram na prestação de serviços.
“Trabalhamos com um sistema totalmente digital, facilitando a abertura de contas e o acesso a crédito. Hoje entregamos uma máquina para a cooperativa CASP, que impulsionará suas vendas. Tudo isso sem que eles precisassem se deslocar a uma agência bancária — levamos o serviço até eles”, explicou Prinscila Amorim, assistente de negócios da CRESOL.
"A intercooperação é uma parceria entre cooperativas onde todos ganham, assim como isso que aconteceu aqui hoje. Onde a CRESSOL nos possibilitou a maquininha de cartão e com isso vamos ampliar nossas vendas. E a feira nos dá visibilidade e oportunidade de negócios", pontuou Marcos Rabelo, diretor administrativo da cooperativa CASP.