O fortalecimento do cooperativismo paraense foi o foco central da 2ª reunião ordinária do Conselho Estadual de Cooperativismo (Cecoop), presidido pelo Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), Paulo Bengtson, com a participação do gerente de Desenvolvimento de Cooperativas, Diego Andrade e da Assessora Jurídica, Nelian Rossafa do Sistema OCB/PA, nesta semana, em Belém. O Conselho é formado por representantes de 10 instituições, incluindo o Poder Legislativo, Diretoria de Cooperativismo da Sedeme, órgãos públicos e entidades da sociedade civil. O colegiado tem como missão coordenar políticas de apoio ao fortalecimento do cooperativismo no estado.
Durante a reunião, foram apresentados novos membros para o biênio 2025–2027. A agenda contemplou pautas como aprovação do Regimento Interno e a apresentação dos resultados da ação “Presidente Itinerante”, iniciativa do Sistema OCB/PA que, além de identificar demandas e estreitar relações institucionais, promove a intercooperação entre cooperativas atuantes em diferentes municípios. Outro tema abordado foi a proposta de articulação para viabilizar a aquisição de produtos e serviços de cooperativas por secretarias estaduais.
O Sistema OCB/PA, que representa o movimento cooperativista paraense, apresentou propostas do cooperativismo para a COP30, bem como as estratégias desenvolvidas para colocar as cooperativas em posição de destaque durante o evento. A instituição atua no apoio à formação, capacitação e fortalecimento das cooperativas, contribuindo para o desenvolvimento sustentável e o crescimento econômico com base nos princípios cooperativistas.
“O cooperativismo tem um papel estratégico no desenvolvimento sustentável do Pará. Trabalhar em conjunto com o governo estadual por meio do CECOOP é essencial para que possamos criar condições favoráveis ao crescimento das nossas cooperativas e, consequentemente, melhorar a qualidade de vida das comunidades em que atuamos”, destacou o gerente de Desenvolvimento de Cooperativas, Diego Andrade.
O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia, Paulo Bengtson, abriu a reunião destacando a importância da existência da Diretoria de Cooperativismo dentro da estrutura organizacional da Sedeme. Segundo ele, a DCOOP, coordenada pela Luziane Sena, é a responsável por identificar, captar e levar as demandas das cooperativas para o CECOOP, garantindo que as necessidades e propostas do setor sejam ouvidas e consideradas nas discussões e decisões voltadas ao fortalecimento do cooperativismo no estado.
O secretário também reforçou o compromisso do Governo do Estado em apoiar o setor, reconhecendo as cooperativas como importantes agentes de transformação social e econômica. “Nosso objetivo é fortalecer as parcerias institucionais e criar um ambiente cada vez mais favorável ao desenvolvimento das cooperativas paraenses”, afirmou o secretário.
O Conselho Estadual de Cooperativismo é um fórum consultivo responsável por assessorar o Governo do Pará na formulação e acompanhamento de políticas públicas para o setor, reunindo representantes do poder público e de entidades do movimento cooperativista. A atuação do CECOOP é fundamental para articular ações interinstitucionais que promovam o crescimento sustentável do cooperativismo em todo o Estado.
O Sistema OCB/PA prestigiou a cerimônia de encerramento do Programa Aprendiz Cooperativo - Ciclo 2024, da Unimed Belém, realizado no auditório da Unidade Prime, em Belém, marcando o fechamento de mais uma turma concluída promovendo a formação e inclusão de jovens no mercado de trabalho.
O evento reuniu gestores da Unimed Belém, representantes do Sistema OCB/PA, colaboradores e os aprendizes, em um momento de reconhecimento e celebração. Durante a cerimônia, 64 jovens receberam certificados de conclusão e puderam compartilhar suas experiências e aprendizados vividos ao longo do programa.
"Quero agradecer a OCB/PA que abriu as portas para meu aprendizado e conhecimento. Agradeço em nome de todos os aprendizes presentes nesta cerimônia" declarou o aluno Ícaro Cárdias.
“O cooperativismo acredita no potencial das pessoas e investe em iniciativas que transformam vidas. Ver esses jovens concluindo o programa, mais preparados e conscientes de seu papel social, é motivo de muito orgulho”, destacou Diego Andrade, gerente de Desenvolvimento do Sistema OCB/PA.
O programa é uma iniciativa do SESCOOP/PA em parceria com cooperativas como a Unimed Belém, voltada para a formação profissional de jovens de 14 a 24 anos que estão estudando ou que concluíram o ensino médio.
Ele combina capacitação teórica e experiência prática na cooperativa, além de fomentar nos jovens os valores do cooperativismo como, solidariedade, participação econômica, responsabilidade social, democracia, igualdade, honestidade e transparência. O programa também responde a exigências da Lei da Aprendizagem, mas com o diferencial cooperativista.
Ao longo de um ano, os jovens aprenderam profissionalmente atuando em diversos setores da Unimed Belém, sob supervisão, participando de atividades teóricas organizadas pelo SESCOOP/PA e oficinas de desenvolvimento pessoal, cooperativismo e sustentabilidade.
Para a Unimed Belém, a presença dos aprendizes representou mais do que apoio nas atividades diárias, foi uma troca de experiências e uma oportunidade para os jovens que concluíram uma importante etapa de sua formação profissional. “O aprendizado foi mútuo. Cada jovem que passou por aqui deixou sua marca e levou um pouco da essência cooperativista da nossa Unimed”, destacou a Gestora de Pessoas, Vanessa Raiol.
Parcerias como esta reforçam o compromisso das cooperativas com o desenvolvimento humano e social. A iniciativa integra os princípios do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 8 – Trabalho Decente e Crescimento Econômico, da Agenda 2030 da ONU, promovendo oportunidades para que jovens construam um futuro profissional digno e sustentável.
Para as cooperativas que tiverem interesse em aderir ao programa Jovem Aprendiz Cooperativo, podem acionar o SESCOOP/PA. Para mais informações, entre em contato com nossa equipe pelo telefone: (91) 9 8405-9103 ou pelo e-mail:
A Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado do Pará - OCB/PA e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas) firmaram um acordo de cooperação técnica visando impulsionar o empreendedorismo coletivo e o desenvolvimento de atividades produtivas sustentáveis no Estado.
O documento, publicado no Diário Oficial do Estado, na última semana, integra ações previstas no Plano Estadual Amazônia Agora (PEAA), na Política Estadual sobre Mudança do Clima e no programa Regulariza Pará. Entre os objetivos, está o fortalecimento da governança cooperativista, a integração de cooperados e a criação de oportunidades de geração de renda vinculadas a práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
A iniciativa também reforça o compromisso com as ODS’s, estabelecidas pela ONU, que buscam conciliar desenvolvimento econômico com responsabilidade ambiental e justiça social, a exemplo do ODS 1 promovendo oportunidades econômicas sustentáveis por meio do cooperativismo; o ODS 8 estimulando o empreendedorismo coletivo com base em práticas justas e sustentáveis; o ODS 12 promovendo o consumo e a produção responsáveis; o ODS 13 incentivando modelos produtivos que respeitem os limites ecológicos e reduzam a pressão sobre os ecossistemas; e ODS 15 apoiando cadeias produtivas que promovem a conservação da biodiversidade e o uso sustentável dos recursos florestais.
Para o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, o acordo marca um avanço significativo para o movimento cooperativista. “As cooperativas paraenses terão mais condições de crescer de forma organizada e sustentável, com apoio técnico e institucional do Estado. Isso significa mais oportunidades para agricultores familiares, povos tradicionais e empreendedores locais”, afirmou.
O plano de trabalho prevê metas como a regularização ambiental de 70% dos imóveis rurais de proprietários vinculados às cooperativas, apoio à criação e fortalecimento de associações em comunidades tradicionais e a realização de pelo menos 25 ações de capacitação em temas como educação ambiental, economia circular e empreendedorismo feminino.
O secretário adjunto de Gestão e Regularidade Ambiental da Semas, Rodolpho Zahluth Bastos, destacou que a iniciativa fortalece o protagonismo dos cooperados. “Estamos unindo esforços para que os cooperados tenham mais acesso às políticas públicas e possam se inserir de forma protagonista na bioeconomia paraense. O cooperativismo é uma ferramenta poderosa de transformação social e ambiental”, disse.
Fruto da parceria entre Semas e OCB/PA, uma primeira entrega de apoio à estruturação de cooperativas do estado do Pará será realizada no próximo dia 16, em Curionópolis. A beneficiária será a Cooperativa de Agricultura Familiar de Serra Pelada (COOASP), que trabalha na produção de hortaliças, polpas e doces artesanais.
Na ocasião, a cooperativa receberá um pacote de cursos de capacitação (cooperativismo, formação empreendedora de mulheres cooperativistas, negócios coletivos), materiais de consumo e equipamentos, entre os quais, uma embaladeira, que servirá para automatizar o processo de envasamento das polpas de frutas ampliando a capacidade produtiva e a competitividade da cooperativa.
Segundo Andreos Leite, consultor da OCB/PA, a embaladeira possibilitará à cooperativa dar um salto tecnológico e agrega valor "ao permitir embalagens modernas, sustentáveis e atrativas, capazes de posicionar o produto em nichos diferenciados, como gourmet, exportação e bioeconomia premium", afirma Andreos.
A Cooperativa dos Produtores e Extrativistas do Mapuá (COOPEM), foi uma das 52 organizações comunitárias da Amazônia contempladas pelo Fundo LIRA, entre mais de 700 projetos inscritos. Localizada na Reserva Extrativista do Mapuá, em Breves, no arquipélago do Marajó, a cooperativa investirá até R$ 150 mil na reforma de quatro casas de farinha em três comunidades, garantindo melhores condições de trabalho, adequação sanitária e a possibilidade de certificação da produção dos cooperados.
O presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, ressaltou a importância da conquista para o movimento cooperativista no estado. “A seleção da COOPEM no Fundo LIRA mostra o quanto o cooperativismo é capaz de transformar realidades na Amazônia. É um exemplo de como a união entre comunidades tradicionais e o apoio institucional e político do Sistema OCB/PA fortalece o desenvolvimento sustentável e dá visibilidade ao potencial produtivo do Marajó”, declarou.
Para o presidente da COOPEM, Lucinildo Monteiro, o investimento é um marco para a cooperativa. Ele reforça que o recurso será decisivo para superar entraves antigos. “Esse valor de R$ 150 mil vai reformar quatro casas de farinha em três comunidades. Nosso maior desafio foi a parte de manipulação do produto, porque a vigilância sanitária não autorizou o funcionamento das casas de farinha. Foi nesse momento que buscamos parceria para viabilizar a reforma e buscar a certificação”, afirmou.
Além do recurso, a COOPEM também participou da Semana da Sociobiodiversidade, em Brasília, que reuniu mais de 300 lideranças da Amazônia. Para Lucinildo, o encontro trouxe aprendizados decisivos. “Esse foi um dos maiores conhecimentos que eu, como presidente, tive. Trouxe muitas coisas boas para colocar em prática na cooperativa e descobri vários direitos que muitas vezes não sabemos que temos”.
A execução do projeto também conta com a cooperação técnica da Valorê Startup, conectada à COOPEM por meio do ICMBio. A expectativa é que o projeto gere impactos imediatos na comunidade. “O primeiro passo é concluir as casas de farinha e colocar os cooperados para fazer as entregas para a merenda escolar. Depois, vamos continuar buscando melhorias não só para os cooperados, mas também para as comunidades que aceitarem nossa parceria”, finalizou.
Em uma cerimônia realizada em Belém, o Conselho Regional de Administração do Pará (CRA‑PA) homenageou com a honraria especial, a Organização das Cooperativas Brasileiras do Pará - OCB/PA durante celebração do Jubileu de Diamante da instituição. evento marcou os 60 anos da regulamentação da profissão no Brasil.
O evento reuniu profissionais da administração, autoridades, representantes de entidades de classe, além de representantes da sociedade civil. Foi uma noite de reconhecimento, discursos institucionais e entrega de homenagens que ressaltaram o papel da gestão técnica, eficiente e ética para o desenvolvimento regional.
A homenagem ao Sistema OCB/PA reconhece sua contribuição para o desenvolvimento socioeconômico do Pará por meio do cooperativismo, além da parceria construída ao longo dos anos com entidades representativas da sociedade civil. Para o presidente do CRAPA, a escolha da OCB/PA foi motivada pelo papel relevante que o Sistema desempenha na promoção da cooperação, da inclusão produtiva e da sustentabilidade no estado.
Representando o cooperativismo paraense, o superintendente do Sistema OCB/PA, Junior Serra recebeu a honraria e destacou o simbolismo do reconhecimento. “É uma honra receber esta homenagem justamente em um momento tão simbólico para o CRA/PA, que celebra 60 anos de história. O cooperativismo acredita na força da união, e esse reconhecimento mostra que estamos no caminho certo, fortalecendo laços, promovendo inclusão e gerando oportunidades”, afirmou.
Durante a solenidade, diversas instituições e personalidades foram agraciadas, reforçando o papel do CRA-PA como entidade que valoriza parcerias e homenageia aqueles que contribuem para a vida social, política e econômica do Pará.
Para o Sistema OCB/PA, a honraria reafirma a importância do cooperativismo como aliado do desenvolvimento coletivo.
Em ato de representatividade, fortalecimento e articulação do cooperativismo paraense e amazônico, o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, esteve presente na abertura do V Encontro de Catadoras e Catadores da Amazônia Legal - ECAL, realizada em Belém. O evento que acontece de 01 a 03/10, reúne lideranças cooperativistas ligadas a coleta seletiva de nove estados que compõem a Amazônica Legal e representantes de entidades públicas e privadas, para discutir estratégias de fortalecimento do setor com foco na sustentabilidade e no desenvolvimento desses profissionais.
A cerimônia de abertura contou com a presença de representantes do governo federal, estadual e municipal e parceiros institucionais. Em um momento de grande representatividade, a presença de Ernandes Raiol reforçou o compromisso do cooperativismo paraense com a integração regional e com o futuro do movimento cooperativista na Amazônia.
Para Raiol, o ECAL é uma oportunidade de unir esforços, compartilhar experiências e ampliar a atuação estratégica das cooperativas do setor, especialmente em um momento em que a agenda socioambiental ganha ainda mais relevância.
“As cooperativas de coleta seletiva contribuem para a preservação ambiental e garantem trabalho digno, inclusão social e cidadania. E a OCB/PA tem atuado de forma direta com apoio técnico especializado, assessoria para regularização e formalização, capacitações, orientações sobre gestão, governança e acesso a mercados, além da articulação com órgãos públicos e privados”, destacou o presidente do Sistema OCB/PA.
O V ECAL, que segue com programação ao longo dos próximos dias, inclui rodas de conversa, debates voltados à bioeconomia, crédito, meio ambiente, políticas públicas e outras pautas estratégicas para o setor.

A Unimed Belém, cooperativa registrada no Sistema OCB/PA, recebeu mais um importante reconhecimento nacional. O Hospital Unimed Prime (HUP) conquistou o selo Green Kitchen – PIN 4, certificação que valoriza hospitais, restaurantes e empresas do setor alimentício que adotam práticas sustentáveis e saudáveis em sua rotina.
Com 45 pontos alcançados, o HUP entrou para o seleto grupo de unidades que cumprem mais de 40 critérios avaliados, entre eles a escolha de fornecedores comprometidos com a sustentabilidade, a utilização de alimentos livres de agrotóxicos, hormônios e enzimas, o uso de embalagens ecológicas e a redução de desperdícios.
O Green Kitchen é um programa criado em 2008 e reconhecido nacionalmente por incentivar práticas que respeitam o ingrediente, a natureza e o ser humano. A pontuação do HUP representa o esforço contínuo da cooperativa em alinhar qualidade nutricional e responsabilidade ambiental, consolidando-se como referência em alimentação hospitalar sustentável.
Keila Pereira, líder da administração do Serviço de Nutrição e Dietética (SND) do HUP, explicou as principais práticas adotadas. “As principais ações são: o não uso de temperos químicos industrializados; utilização de Pancs (plantas alimentícias não convencionais) nas preparações; uso de óleo de girassol na dieta dos pacientes sem processo transgênico; sem realização de frituras; utensílios de inox; produtos de limpeza biodegradáveis; separação de resíduos para reciclagem e treinamento de pessoal em alimentação natural e sustentabilidade”, explica.
Segundo ela, os benefícios não se restringem ao reconhecimento técnico, mas chegam diretamente ao bem-estar dos pacientes. “O Green Kitchen impacta positivamente a saúde dos pacientes no aspecto de percepção de alimentação saborosa, com apresentação atrativa e saudável, com perspectivas de mudança de hábitos alimentares”, ressalta.
Além das práticas sustentáveis, o Hospital Unimed Prime valoriza a intercooperação. Entre os insumos utilizados está a polpa de açaí fornecida pela CAMTA (Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu), servida regularmente aos pacientes. A unidade também mantém um cardápio diferenciado que aproveita integralmente os alimentos, incluindo sementes e cascas em preparações como farofas e vitaminas, reforçando o combate ao desperdício.
Outra frente de atuação é a parceria com a CONCAVES, cooperativa de reciclagem responsável pela coleta e destinação correta de embalagens e caixas, fortalecendo a economia circular e a geração de renda local.
Para o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, a conquista representa um exemplo concreto de como as cooperativas podem ser agentes de transformação. “O reconhecimento recebido pelo Hospital Unimed Prime mostra que o cooperativismo paraense está na vanguarda das práticas de sustentabilidade e cuidado com a saúde. Quando vemos uma cooperativa alcançar esse nível de excelência, reforçamos a convicção de que o modelo cooperativista é capaz de gerar impacto positivo não apenas para os seus cooperados, mas também para toda a sociedade”.

O esporte e a cooperação caminham lado a lado, ambos têm na essência a união de esforços para alcançar objetivos em comum. Desta forma, o Dia de Cooperar promovido pela COOPRIMA teve como objetivo de promover uma manhã para os atletas do Projeto Artes Marciais e seus familiares, no município de Primavera, no sábado, dia 27. A ação contou com o apoio do Sistema OCB/PA e do Comitê de Mulheres da cooperativa, além de outros parceiros como instituições públicas e privadas.
Exercendo o 7° princípio do cooperativismo, o interesse pela comunidade, foi ofertado atendimento odontológico, aferição de pressão e glicemia, atendimento clínico, serviços de beleza como corte de cabelo e sobrancelha, e o campeonato de jiu-jitsu com 40 atletas do Projeto Artes Marciais. Aproximadamente, 100 pessoas participaram da ação.
O projeto esportivo já conta com apoio da cooperativa, que ajuda na alimentação das crianças e adolescente durante o descolamento para competições, dentro e fora do estado, com diversas frutas.
Além disso, o Deputado Estadual Fábio Freitas fez a doação de 50 cestas básicas para as famílias dos atletas do projeto.
Mais um ano, a COOPRIMA fomenta a cultura, valores e princípios cooperativistas no município, mostrando como esse modelo de negócio transforma realidades, amplia projetos e desenvolve a comunidade.
A cooperação entre mulheres artesãs do Pará ganhou um novo marco quando a Cooperativa de Produção de Artesanato Mineral da Amazônia (COOPRIMA) realizou em Parauapebas um intercâmbio com a Cooperativa Mulheres de Barro. Com o apoio logístico e técnico do Sistema OCB/PA, o encontro nasceu durante a 5ª FENCOOP, quando as cooperadas se conheceram, e marcou o início de uma importante troca de conhecimentos sobre identidade cultural, técnicas cerâmicas e valorização do artesanato feminino. Seis cooperadas da COOPRIMA participaram da programação, que incluiu oficinas sobre o histórico da Mulheres de Barro, sua produção e a identidade cultural gravada nas peças de barro inspiradas em achados arqueológicos da região de Carajás.
Sandra Santos, presidente da Cooperativa Mulheres de Barro, lembrou a origem da iniciativa e destacou o diferencial do trabalho desenvolvido em Parauapebas. “A história começou com o desafio das mulheres criarem uma identidade para o artesanato municipal. A partir de um processo de educação patrimonial ligado à Mina do Salobo, aprendemos a fazer cerâmica com identidade, aplicando grafismos de povos tupi-guaranis que viveram há cerca de seis mil anos. Nosso diferencial é empoderar mulheres por meio da arte, gerando pertencimento ao território e renda para as famílias”.
Sobre o intercâmbio, Sandra resumiu em uma frase: “Mulheres apoiando mulheres para o fortalecimento da cultura brasileira”. Ela também ressaltou o apoio recebido do Sistema OCB/PA. “Com formações para aprimoramento da autogestão e oportunidade de difusão do nosso artesanato, o Sistema OCB/PA tem nos fortalecido e dado visibilidade. Isso amplia o alcance da nossa cerâmica Tapirapé-Aquiri, que hoje é símbolo da identidade cultural de Parauapebas”.
Para Sandra, a intercooperação acelera o crescimento. “O intercâmbio corta caminho, aprimora ideias e acelera processos. Mulheres de Barro começou por meio de um intercâmbio, e hoje estamos felizes em poder inspirar e compartilhar com outras mulheres”.
Deisiane Morais Collere, secretária do comitê feminino da COOPRIMA e artesã, destacou a importância do apoio institucional do Sistema OCB/PA. “A avaliação feita de acordo com esse intercâmbio foi de grande importância no que tange o referencial de organização e apoio, pois a organização vem se dando desde o primeiro contato que nós tivemos com a Mulheres de Barro. Eu percebo através da OCB/PA esse envolvimento e essa responsabilidade de atuar em meio à visibilidade feminina, ao empreendedorismo social, ao cooperativismo, unindo capacitações, unindo pessoas e unindo as cooperativas dentro do mesmo Estado. Isso foi totalmente enriquecedor e muito salutar”.
Ela também contou como surgiu a COOPRIMA, durante a Feira de Negócios do Cooperativismo (FENCOOP). “A ideia surgiu quando eu convidei a nossa presidente, Joelma, a conhecer o estande das Mulheres de Barro. Falei do projeto, do que poderia vir a ser, e ela falou que poderia conversar com a OCB para dar esse apoio”.
Sobre os aprendizados trazidos de Parauapebas, Deisiane reforçou que querem aplicá-los em sua região. “Quanto à aplicação das nossas ações sobre atuação cultural diante da nossa região de Caeté, vamos replicar e repassar a outras cooperadas, através de oficinas locais e do artesanato, cada vez mais capacitando pessoas — mulheres, rapazes e senhores. Agora elas entenderam melhor o que é o sentimento e a apresentação de pertencimento, como as Mulheres de Barro têm em relação a Carajás, e nós teremos sobre a nossa região de Caeté”.
Por fim, ela destacou os próximos passos para a cooperativa depois dessa experiência. “Novos intercâmbios. Porque quando se sobe um degrau, desejamos e queremos novas parcerias, novos intercâmbios. Então, vamos pôr em prática esse andamento: OCB/PA, COOPRIMA e Mulheres de Barro, que já deixou as suas portas abertas para a gente. Temos outras promessas, sim, de podermos conhecer como é o Nordeste, que é algo tão próximo do que a gente tem, para subirmos mais um degrau de qualificação. Assim, esse retorno de reconhecimento das peças será como peças de referência para a nossa COOPRIMA, para a nossa Caeté e que dê a resposta positiva para o nosso Estado do Pará”.
O intercâmbio entre COOPRIMA e Mulheres de Barro mostra, na prática, como o cooperativismo conecta histórias, valoriza a cultura local e gera novas oportunidades. Com o apoio do Sistema OCB/PA, as cooperativas femininas seguem fortalecendo sua atuação e ampliando o protagonismo das mulheres no artesanato paraense.
O presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, comentou também sobre a importância desse intercâmbio e da intercooperação que foi realizada nele. "Esse intercâmbio simboliza a força da intercooperação no Pará. Ver cooperativas de diferentes regiões, como a COOPRIMA e a Mulheres de Barro, trocando experiências e fortalecendo sua produção é a prova de que o cooperativismo vai além da geração de renda, ele preserva culturas, promove inclusão e cria oportunidades. Para nós, do Sistema OCB/PA, é motivo de orgulho apoiar ações que valorizam a identidade cultural e o protagonismo feminino, construindo um cooperativismo cada vez mais forte e representativo no nosso Estado", concluiu.
A força do cooperativismo paraense segue se consolidando em diferentes setores da economia. A Cooperativa Unisegur, referência em segurança e serviços especializados, firmou uma importante parceria com o Hotel Tauari, em Marabá, ampliando sua atuação para o sudeste do estado. Com cooperados já trabalhando no empreendimento, a iniciativa reforça o modelo cooperativista como alternativa competitiva e sustentável para o mercado de trabalho.
A presença da Unisegur em Marabá marca um feito inédito, conquistar espaço fora da capital sem necessidade de filial, demonstrando a capacidade de inovação e responsabilidade da cooperativa. Para o presidente Aguinaldo Júnior, a conquista é simbólica “A importância é toda porque conseguimos um feito inédito para o cooperativismo de chegar em Marabá sem ter uma filial. Com isso, provamos o quanto trabalhamos o processo com muita responsabilidade, fortalecendo o cooperativismo”, destacou.
O modelo de contratação, explica o presidente, é realizado de forma transparente e segura. “A contratação sempre é feita com o aval dos jurídicos de cada empresa, tanto da Unisegur como do parceiro. Os jurídicos avaliam as minutas do contrato e, depois, em comum acordo, assinamos”, acrescentou Aguinaldo Júnior.
Além da hotelaria, a cooperativa já soma parcerias em diversos setores no estado, como o hospitalar e condomínios residenciais. Atualmente, a Unisegur conta com mais de 120 sócios cooperados em atividade, assegurando qualidade e compromisso nos serviços prestados. Segundo Aguinaldo Júnior, esse crescimento se deve ao diferencial da cooperativa em dominar e aplicar na prática os princípios do cooperativismo: “Não somos uma qualquer. Trazemos segurança daquilo que estamos vendendo para os parceiros e cumprimos com tudo que oferecemos”, reforçou.
A parceria com o Hotel Tauari nasceu a partir da Associação Comercial e Industrial de Marabá (ACIM), que apresentou a proposta ao empreendimento. Para a gerente administradora do hotel, Rosa Alves, a chegada da Unisegur trouxe ganhos concretos à gestão. “Foi através da ACIM que recebemos a proposta e achei muito interessante. Começamos a conhecer a cooperativa, ver os objetivos, e gostei. Já estamos há cerca de seis meses com essa parceria”, contou.
Rosa destacou também as vantagens do modelo cooperativista para o hotel. “A vantagem é que você não tem aquele vínculo trabalhista. A cooperativa assume todas essas responsabilidades e nós já recebemos os profissionais prontos para atuar. Para nós é muito positivo, tanto pela questão de gestão quanto pelo aspecto econômico, já que reduz encargos. Se surgir algum problema, é só conversar com a cooperativa. Isso traz tranquilidade para a administração”, explicou.
Sobre indicar o modelo a outros empreendimentos, Rosa foi enfática: “Sim, super recomendo. Já temos cooperados atuando aqui e, à medida que vamos precisando, inserimos novos. É uma parceria que tem dado muito certo”, concluiu.
O caso da Unisegur e do Hotel Tauari exemplifica o potencial do cooperativismo em abrir novos caminhos de geração de emprego, competitividade e inovação para empresas e trabalhadores. Com o suporte do Sistema OCB/PA, iniciativas como essa reforçam que o modelo cooperativo é capaz de atender com qualidade, reduzir custos para o setor privado e, ao mesmo tempo, valorizar o trabalho dos cooperados. Parcerias como essa consolidam o cooperativismo como um aliado estratégico para o desenvolvimento econômico e social do Pará.

O maior movimento de voluntariado cooperativista do Brasil vem se consolidando como uma data que mobiliza cooperativas de diferentes segmentos em prol do bem comum. Neste ano de 2025, a celebração ganhou ainda mais força, passando a ser realizada em 30 de agosto, em alusão ao Dia Nacional do Voluntariado, ampliando o reconhecimento da relevância social dessa iniciativa.
Mais do que uma data no calendário, o Dia C representa a união de esforços das cooperativas em projetos que transformam comunidades, estimulam a solidariedade e geram impacto positivo duradouro. Ações de saúde, educação, sustentabilidade, inclusão e apoio às famílias em situação de vulnerabilidade estão entre as principais atividades realizadas.
No Pará, no município de Castanhal, a Cooperativa dos Educadores Autônomos de Castanhal (CEAC) em intercooperação com a cooperativa de soluções financeiras, SICREDI NORTE, promoveu o tradicional Pedal da Cooperação para alunos e familiares, mobilizando aproximadamente 290 participantes. Além disso, ocorreu a 1ª edição do Cine Sicredi, levando cultura e diversão para 300 crianças.
O Governo do Estado foi um dos grandes parceiros por ceder o espaço da Usina da Paz, de Castanhal, para a realização de serviços à comunidade como emissão de documentos, atendimentos de saúde e jurídicos, alcançando aproximadamente 180 pessoas.
Em Paragominas, foram dois dias de ação em intercooperação das cooperativas SICREDI Sudoeste, SICOOB Primavera, CRESOL Transamazônica e COOPERNORTE. No dia 30, na sede do Projeto Juquinha, aproximadamente 500 pessoas participaram das ações de saúde, bem-estar, atividades educacionais e de serviços documentais.
No dia 31, ocorreu a 1ª Corrida do Voluntariado, onde todo o valor arrecado com as inscrições foi em prol do desenvolvimento do Projeto Juquinha, que atua há mais de 20 anos no município, oferecendo serviços essenciais para crianças e adolescentes neurodivergentes, com atendimento especializado e atividades que promovem o desenvolvimento e a inclusão de crianças com deficiência. Quase mil pessoas correram em prol da inclusão, do voluntariado, da cooperação e por um mundo melhor.
A equipe do Sistema OCB/PA participou das ações em ambos os municípios, reafirmando o compromisso com as cooperativas, no qual oferece todo o suporte necessário para a concretização da ação, fomentando, ainda mais, a estruturação de projetos de Dia C.
“O Dia C é uma oportunidade de mostrar, na prática, como o cooperativismo transforma vidas. Cada ação realizada representa cuidado, inclusão e solidariedade, e o mais importante é que esse movimento não se limita a uma data. As cooperativas podem e devem continuar multiplicando essas iniciativas ao longo de todo o ano, ampliando o impacto positivo nas comunidades”, destacou Melize Borges, responsável pelas ações do Dia de Cooperar no Sistema OCB-SESCOOP/PA.
As cooperativas podem desenvolver ações do Dia C até o fim do ano, garantindo que a solidariedade se multiplique de forma contínua e não apenas em um único dia de mobilização.
Com a mudança da celebração para próximo do dia do voluntariado, o Dia C fortalece ainda mais o papel do cooperativismo como agente de transformação social e reafirma seu compromisso em ser parte das soluções para os desafios da sociedade.
“O Dia de Cooperar simboliza a essência do nosso movimento: a união de pessoas em torno do bem comum. Quando vemos cooperativas de diferentes ramos atuando juntas, percebemos o quanto o cooperativismo é capaz de gerar transformação social real. Essas ações deixam um legado que ultrapassa números e estatísticas, porque tocam vidas, fortalecem comunidades e mostram que a cooperação é o caminho para um futuro mais justo e solidário”, ressaltou Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB-SESCOOP/PA.
O Dia de Cooperar comprova que o cooperativismo é ator-chave para alcançar os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da ONU, dando visibilidade para as ações de impacto socioambiental das cooperativas durante o ano todo, em paralelo com ações internas de ESG.

O Sistema OCB/PA concluiu mais uma etapa da ação Presidente Itinerante, que tem como objetivo aproximar ainda mais a instituição das cooperativas paraenses, levantar e estruturar as demandas, fortalecer relacionamentos e impulsionar o desenvolvimento do cooperativismo no estado.
Nesta edição, a comitiva do Sistema OCB/PA, liderada pelo presidente Ernandes Raiol, acompanhado pela Diretoria de Cooperativismo vinculada a SEDEME, percorreu mais de 1.200km em seis municípios da região nordeste do Pará, alcançando diretamente milhares de cooperados em 12 cooperativas que atuam em diferentes ramos e contribuem para a economia local e a transformação social de suas comunidades.
A agenda abrangeu os seguintes municípios e cooperativas:
CASP, em Vigia, referência na produção de frutas, verduras, legumes e insumos.
RECICRON, também em Vigia, que atua na reciclagem e preservação ambiental;
COONTAR, no município de Castanhal, dedicada a produção e processamento de polpas de frutas;
COAFRA, em Castanhal, fortalece a produção rural da região com uma produção diversificada;
AMAZONCOOP, em Castanhal, cooperativa com atuação agroindustrial nos derivados da macaxeira e com hortaliças;
CPRAT, representando a força da agricultura familiar;
COAFI-G, em São Miguel do Guamá, importante no segmento de derivados da mandioca, frutas e hortaliças orgânicas;
COAPEMI, em Irituia, que agrega produtores locais na produção farinhas e frutas in natura;
D’IRITUIA, fortalecendo a agricultura e o turismo sustentável no município de Irituia;
COOPERURAIM, em Paragominas, com atuação diversificada, mas com foco em polpa de frutas;
COOPERNORTE, localizada em Paragominas, com destaque no ramo agroindustrial;
COOPAMIM, que representa o esforço coletivo de agricultores familiares de Marapanim.
Durante as reuniões, o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, acompanhado da equipe técnica e a Diretoria de Cooperativismo vinculada a SEDEME, dialogou com cooperados e dirigentes sobre governança, gestão, desafios e oportunidades do setor. O momento também foi propício para destacar a importância do cooperativismo como modelo sustentável de desenvolvimento econômico e social.
“O Presidente Itinerante é uma oportunidade de estarmos perto das cooperativas, conhecer de perto suas realidades e identificar juntos caminhos para superar desafios. Nosso compromisso é fortalecer cada vez mais o cooperativismo no Pará”, destacou Raiol.
Para o presidente da cooperativa COAFI-G, Wellington Lima, a ação importante para aproximar ainda mais a OCB/PA dos cooperados. "Agradecemos essa oportunidade de receber aqui em nossa cooperativa essa ação que é muito importante para todos nós cooperados que estamos distantes da sede e muitas vezes temos dificuldades chegar até lá", declarou o presidente.
Além de levar informações sobre programas e serviços oferecidos pelo Sistema OCB/PA e pelo Sescoop/PA, a ação também abriu espaço para levantar as necessidades específicas de cada cooperativa, reforçando o papel da instituição como parceira estratégica no desenvolvimento das organizações.
A ação Presidente Itinerante reafirma o compromisso do Sistema OCB/PA com o crescimento do cooperativismo paraense, valorizando a diversidade de ramos e a contribuição de cada cooperativa para a geração de emprego, renda e transformação social em suas comunidades.
O protagonismo das cooperativas da agricultura familiar na construção de um futuro sustentável foi o centro das discussões do Workshop Internacional sobre o Papel das Cooperativas da Agricultura Familiar no contexto da COP 30, realizado pela União Nacional das Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária- Unicafes, com apoio da Sedeme, em Belém, com o objetivo de envolver os líderes em debates estratégicos sobre como o cooperativismo da agricultura familiar pode promover transições justas, segurança alimentar e resiliência frente a crise climática, contribuindo para o cumprimento dos ODS’s.
O Sistema OCB/PA esteve presente ativamente nos debates, reforçando o compromisso do cooperativismo paraense em promover soluções sustentáveis e inclusivas diante dos desafios climáticos globais. O encontro reuniu lideranças nacionais e internacionais, representantes da ONU, do Ministério de Agricultura e Pecuária, Ministério de Desenvolvimento Agrário, da Secretaria Nacional dos Povos e Comunidades Tradicionais, parlamentares e organizações da sociedade civil.
O workshop destacou a importância das cooperativas da agricultura familiar como agentes estratégicos para a segurança alimentar, a geração de renda e a preservação ambiental. Foi ressaltado que esse segmento responde por grande parte da produção de alimentos consumidos no Brasil, e que a organização em cooperativas fortalece o acesso a mercados, garante preços justos e estimula a adoção de práticas produtivas sustentáveis.
Representando o MDA, o consultor de relações internacionais João Marcos Martins, afirmou que, “não tem como discutir a soberania da fome sem passar pelas cooperativas e o fortalecimento da agricultura familiar. Porque os produtores têm a vocação para gerar o alimento, mas as cooperativas é quem fazem a comercialização”, declarou.
“Estamos com o compromisso claro de ajudar a fortalecer as cooperativas que produzem alimentos saudável, geram renda e preservam a socio biodiversidade” ressaltou a Secretária Nacional de Povos e comunidade Tradicionais, Edel Moraes.
Para o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, a realização de um evento internacional onde se discute o protagonismo do cooperativismo é importante para o fortalecimento do setor. “A Amazônia será o palco das discussões da COP 30, e nada mais justo do que mostrar ao mundo o papel das nossas cooperativas no equilíbrio entre produção, preservação e inclusão social. O cooperativismo é parte da solução para os desafios climáticos globais”, destacou Raiol.
O papel do Sistema OCB/PA
A participação do Sistema OCB/PA reforça a representatividade do cooperativismo paraense em um momento de grande visibilidade internacional. Além de contribuir com dados, experiências e propostas, a entidade destacou a necessidade da regularização ambiental e fundiária para fortalecer os pequenos produtores; a ampliação do acesso a mercados nacionais e internacionais e a inclusão das cooperativas como protagonistas nos debates sobre bioeconomia e mudanças climáticas.

O primeiro semestre de 2025 foi marcado por uma intensa agenda de iniciativas do Sistema OCB/PA, reforçando o papel do cooperativismo como motor de desenvolvimento sustentável, inclusão social e protagonismo econômico no Pará. De ações de visibilidade nacional a eventos locais de grande impacto, o período evidenciou o compromisso do Sistema com o fortalecimento institucional, a intercooperação e a promoção de políticas públicas voltadas às cooperativas paraenses.
Campanha “COOP na COP” fortalece comunicação e sustentabilidade
O Sistema OCB/PA iniciou 2025 reunindo mais de 60 jornalistas e comunicadores no lançamento da campanha “COOP na COP”, voltada à valorização do cooperativismo nas discussões ambientais da COP30. O evento também marcou o lançamento do Portal Coop na COP, que reúne histórias reais de cooperativas paraenses que transformam comunidades com responsabilidade socioambiental.
A jornalista Mari Palma foi convidada especial e destacou o papel do jornalismo na divulgação de temas como a bioeconomia amazônica. A ação reforça o compromisso do Sistema em posicionar o cooperativismo como protagonista em pautas globais.
Corrida e Caminhada da Cooperação arrecada mais de 9 toneladas de alimentos
No dia 6 de abril, mais de 4 mil pessoas participaram da 3ª Corrida e Caminhada da Cooperação no Portal da Amazônia, em Belém. O evento, que abre o calendário do Dia C, arrecadou mais de 9 toneladas de alimentos destinados a creches e projetos sociais da capital. Além da mobilização solidária, o evento contou com a presença de 11 cooperativas parceiras, que ofereceram atendimentos gratuitos à população, como serviços de saúde, bem-estar e educação cooperativista. A ação reafirma o impacto social do cooperativismo paraense.
FENCOOP 2025 reúne 112 cooperativas na maior edição da feira
Realizada entre 24 e 26 de abril, a 5ª edição da FENCOOP ocupou a Estação das Docas com 112 cooperativas expositoras de todas as regiões do estado. O evento atraiu milhares de visitantes e destacou produtos premiados, artesanato, crédito, saúde, transporte e reciclagem.
Semana de Competitividade capacita 28 comunicadores paraenses
Em maio, 28 profissionais de comunicação de cooperativas do Pará participaram da edição especial da Semana de Competitividade em Brasília, voltada exclusivamente à comunicação e marketing no cooperativismo. O evento reuniu mais de 800 participantes de todo o Brasil em três dias de imersão.
Pará assume protagonismo regional com presidência da FECOOP Norte
Em julho, o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, foi eleito presidente da FECOOP Norte, que representa os estados do Pará, Amazonas, Amapá, Roraima e Rondônia. Esta é a primeira vez que o Pará assume a presidência da federação.
Com o avanço das ações ao longo do semestre, o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra, destacou o crescimento da visibilidade e do engajamento das cooperativas paraenses. “Cada iniciativa realizada até aqui teve um impacto direto no fortalecimento do nosso movimento. Estamos promovendo um cooperativismo mais próximo da sociedade, mais profissionalizado e cada vez mais alinhado às demandas do nosso tempo. É gratificante ver as cooperativas se destacando, sendo reconhecidas e mostrando seu real valor econômico e social para o estado do Pará”, afirmou.
Com o retorno do Presidente Itinerante no segundo semestre de 2025, o Sistema OCB/PA reforça seu compromisso com a escuta ativa e a construção colaborativa no cooperativismo paraense. Sob a liderança de Ernandes Raiol, a iniciativa percorrerá todas as regiões do estado, promovendo encontros com cooperativas dos sete ramos para ouvir de perto suas demandas e alinhar estratégias. Este ciclo de visitas terá papel fundamental no levantamento de informações que irão subsidiar a elaboração do orçamento do Sistema para 2026. Atualmente, o Pará conta com 194 cooperativas registradas, que reúnem mais de 80 mil cooperados e 4,5 mil empregados, atuando em áreas que vão do agro à saúde, passando pelo crédito, transporte e produção de bens e serviços. O Presidente Itinerante se consolida como uma ferramenta estratégica para fomentar o desenvolvimento local, fortalecer o vínculo entre o Sistema e suas bases e orientar decisões futuras com base nas necessidades reais das cooperativas.
Ao longo dos próximos meses, o Presidente Itinerante percorrerá dezenas de municípios paraenses, promovendo visitas técnicas, reuniões com cooperativas e alinhamentos institucionais. A agenda inclui encontros em Breves, Portel, Castanhal, São Miguel, Parauapebas, Cametá, Marabá, Canaã dos Carajás, Santarém, Juruti, Placas, Belterra, Porto Trombetas e outras localidades estratégicas, abrangendo todas as regiões do estado. A iniciativa contempla mais de 60 cooperativas, envolvendo cooperados dos ramos agropecuário, crédito, saúde, transporte, produção de bens e serviços, consumo e infraestrutura. O projeto reforça a missão do Sistema OCB/PA de estar presente nos territórios, promovendo o desenvolvimento local e construindo soluções junto às bases cooperativistas.
Para o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, o primeiro semestre de 2025 mostrou a força da cooperação quando há planejamento, escuta ativa e presença nos territórios. “Cada ação que realizamos até aqui foi pensada para dar visibilidade, apoio e protagonismo às nossas cooperativas. E agora, com o retorno do Presidente Itinerante, vamos além: estaremos presencialmente em cada região, dialogando diretamente com os cooperados, ouvindo suas demandas e construindo soluções juntos. Estar perto é essencial para manter o cooperativismo forte, conectado e alinhado aos desafios reais do nosso estado”, afirmou o presidente.
Encerrando o primeiro semestre com resultados expressivos, o Sistema OCB/PA segue firme em sua missão de fortalecer o cooperativismo em todas as frentes. Mais do que números e eventos, o semestre foi marcado por conexões, crescimento e impacto social. O segundo semestre já começou com novas agendas e projetos estruturantes, reafirmando o papel da OCB/PA como uma entidade atuante, estratégica e comprometida com o futuro do cooperativismo paraense.
Em sua 18ª edição, o Seminário Internacional de Desenvolvimento Rural Sustentável, Cooperativismo e Economia Solidária (SICOOPES) e a 9ª Feira de Ciência, Tecnologia e Inovação Social (FECITIS) reafirmam seu papel como espaços de referência no debate sobre cooperativismo, economia solidária e inovação na Amazônia. Organizado pelo Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural e Gestão de Empreendimentos Agroalimentares (PPDRGEA) do IFPA Castanhal, em parceria internacional com a Universidad de Alicante (Espanha) e Le Mans Université (França), o evento conta pelo décimo ano consecutivo com o apoio institucional do Sistema OCB/PA, fortalecendo a conexão entre a produção científica e o desenvolvimento do cooperativismo no território paraense.
Segundo a coordenadora do evento, professora Roberta Coelho, o SICOOPES é construído em constante diálogo com os sujeitos do campo, das águas e das florestas. “A partir dos trabalhos científicos, tecnologias sociais, mostras científicas, todos esses, são construídos com diálogo com sujeitos do campo, das águas e das florestas, e assim os trabalhos de pesquisa e extensão são construídos e desenvolvidos com a comunidade acadêmica articuladas com empreendimentos econômicos solidários, cooperativas a partir de seus agricultores familiares e a sociedade em geral.”, explicou.
A edição de 2025 já bateu recordes: foram 405 trabalhos submetidos, 90 avaliadores atuando e cerca de 2.100 inscritos, refletindo o reconhecimento crescente do seminário no Brasil e no exterior. Para além do impacto acadêmico, o evento também fortalece práticas concretas como a Feira Agroalimentar, que durante o SICOOPES reúne dezenas de empreendimentos, cooperativas e agricultores com produtos da sociobiodiversidade. “No período do SICOOPES a feira agroalimentar intensifica em número de empreendimento que participam da feira e então, existe uma aproximação do consumidor com os agricultores, os empreendedores com produtos da sociobiodiversidade, então além de ser um evento científico, o SICOOPES é também um evento que fortalece o processo de comercialização e aproxima os produtores dos consumidores. Além disso, a FECITIS, né, a Feira de Ciência, Tecnologia e Inovação Social promove a divulgação de tecnologias sociais desenvolvidas com os agricultores e para os agricultores, então a cada ano que passa a FECITIS tem demonstrado alternativas de desenvolvimento rural sustentável plausível que alie a produção com a conservação da natureza.”
A cooperação internacional com a Universidad de Alicante (Espanha) e a Le Mans Université (França) é outro pilar que fortalece o seminário e amplia horizontes para estudantes e pesquisadores. Segundo a coordenadora, essa parceria proporciona vivências acadêmicas e culturais que enriquecem a produção científica na Amazônia. “Essa cooperação vai além da produção científica, ela vai na construção de uma relação de fortalecimento das parcerias, da ciência, com a expertise de pesquisadores amazônicos com tecnologia e experiência de professores das universidades internacionais. Então essa parceria tem nos trazido grandes possibilidades como a realização de pós-graduação com cotutela, a possibilidade também de doutorado sanduíche. A possibilidade dos alunos de pós-graduação tanto do mestrado quanto do doutorado de ter oportunidade de visitar experiências, que aparentemente são diferentes da nossa região, mas que têm problemas muito semelhantes e ter um outro olhar a partir de outro território, fortalece muito a produção científica e a qualidade desses trabalhos oriundos dessas pesquisas.”
A realização do SICOOPES e da FECITIS está diretamente alinhada com a missão do PPDRGEA, programa de pós-graduação que articula ensino, pesquisa e extensão com foco na transformação social e no fortalecimento de práticas sustentáveis de desenvolvimento rural, especialmente aquelas ligadas ao cooperativismo e à economia solidária. Como explica a professora Roberta Coelho, que também é coordenadora do curso, o caráter profissional do programa exige que os trabalhos acadêmicos tenham impacto concreto na sociedade: “Além da construção de uma dissertação ou de uma tese nós temos que devolver à sociedade a resposta de uma determinada demanda, e essa demanda tem origem com os agricultores familiares ou com os empreendimentos econômicos solidários, sejam cooperativas ou sejam associações. E então o SICOOPES é um momento onde esses estudantes da pós-graduação do nosso programa e de outros programas e de outras instituições devolvem a esses sujeitos, a sociedade e a comunidade acadêmica resultados importantes de resolução de problemas que têm impactado no desenvolvimento do território então a pós-graduação tem esse papel de pesquisar e resolver determinadas situações que são conflitos em diferentes territórios aqui na Amazônia.”
A parceria com o Sistema OCB/PA é apontada pela professora como estratégica para o fortalecimento do evento ao longo da última década. “Para a gente ter o sistema OCB/PA apoiando as ações em diferentes vertentes do evento vai muito além do financeiro, é contar com um parceiro que dialoga e compartilha princípios como trabalho coletivo, nesse sentido o sistema OCB/PA tem contribuído muito com o crescimento e o fortalecimento do cooperativismo paraense, principalmente ramo agropecuário, econômicos solidários fortalecendo os empreendimentos econômicos solidários e com isso fortalecendo o desenvolvimento territorial rural que é o público que a gente apoia.”
O presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, reforçou a importância de apoiar iniciativas que unam conhecimento científico, cooperativismo e desenvolvimento sustentável. “Para nós, apoiar o SICOOPES há dez edições é motivo de orgulho. É um evento que dialoga diretamente com os princípios do cooperativismo, promove a inovação com base no território e fortalece os empreendimentos que estão na linha de frente da economia solidária e da agricultura familiar. Acreditamos que a ciência aplicada à realidade do campo é um dos caminhos mais potentes para o desenvolvimento rural sustentável da Amazônia”, afirmou.
Com uma programação diversa, presença internacional e forte engajamento acadêmico, o SICOOPES 2025 se consolida mais uma vez como espaço estratégico para o diálogo entre universidade e sociedade, entre ciência e prática, entre produção e conservação. Mais do que um evento acadêmico, o seminário é um movimento que reafirma o papel do cooperativismo, da economia solidária e da educação pública na construção de soluções sustentáveis e inclusivas para os territórios amazônicos. Ao valorizar experiências de base comunitária, impulsionar a articulação entre cooperativas e ampliar o debate sobre estratégias de desenvolvimento, o SICOOPES fortalece o cooperativismo como uma ferramenta concreta de transformação social e promoção da justiça territorial na região.
Com o objetivo de intensificar estratégias com instituições para atuação de forma integrada, o Sistema OCB/PA participou da reunião de alinhamento encabeçada pela Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Executiva de Inclusão Produtiva, pertencente a Secretaria Municipal de Zeladoria e Conservação Urbana (SEZEL), na tarde dessa segunda, 21. Também participaram as representantes do SEBRAE e da Cooperativa de Crédito, SICREDI Norte.
o foco da reunião foi discutir ações conjuntas para o Plano de Trabalho para a Gestão de Resíduos Sólidos durante a COP30, por isso a necessidade de fortalecimento das cooperativas de reciclagem. A atuação em conjunto, que busca cumprir não apenas as exigências do evento climático global, mas também deixar um legado permanente de transformação ambiental para a capital.
Cada instituição mostrou a sua estrutura de atuação direcionada. Representando o Sistema OCB/PA, estiverem presentes as analistas de desenvolvimento e monitoramento de cooperativas Luciane Fiel e Melize Borges; e a analista jurídica, Ingrid Figueiredo, apresentando as soluções da instituição e o trabalho que tem sido realizado com as cooperativas de catadores de materiais recicláveis.
Para a Secretária da Secretaria Executiva de Inclusão Produtiva, Pamela Massoud, a parceria com o Sistema OCB/PA tem sido fundamental para organizar a atuação dessas cooperativas e estruturar um trabalho de excelência. "É importante que os nossos parceiros, como a OCB/PA façam o gerenciamento desses catadores de resíduos dessas cooperativas. A gente tem feito ações de fomento a esses catadores e ações de educação ambiental, e a OCB/PA é um grande parceiro que tem andando junto com a prefeitura de Belém no combate ao descarte irregular e o fomento dessas cooperativas através da organização de documentação, organização das cooperativas, espaço físico e enfim" disse.
Os planos de ação de cada instituição serão cruzados para que o trabalho em conjunto seja direcionado, assertivo e objetivo com o foco na construção do Plano de Ação para Gestão de Resíduos durante a COP, em Belém.
"É de extrema importância o Sistema OCB/PA está inserido nessas articulações com as instituições públicas e privadas. Mostramos todo trabalho que está sendo desenvolvido e planejado, alinhando as estratégias, além de dar continuidade ao que já está sendo feito. Em nome do Presidente Ernandes Raiol e do Superintendente Júnior Serra, agradecemos a parceria para que continuemos, de forma conjunta, desenvolvendo o cooperativismo e transformando comunidades" disse Ingrid Figueiredo, Analista Jurídica do Sistema OCB/PA.
Parceria institucional
A parceria do Sistema OCB Pará com o órgão municipal veio através do reconhecimento por sua atuação direta no MPT(Ministério Público do Trabalho) por meio da representação judicial das cooperativas a fim de garantir o direito dos catadores. O primeiro contato iniciou no início deste ano para colaborar com a formalização dos catadores de materiais recicláveis, promovendo sua inclusão social e produtiva. Ao longo deste primeiro semestre, houve diversas reuniões entre as entidades e a doação de materiais do Dia C como camisas e garrafinhas para os catadores.
Essa articulação entre Prefeitura, cooperativas e demais instituições representa um avanço significativo na valorização do trabalho dos catadores, garantindo a eles direitos, condições dignas de trabalho e participação ativa em um dos maiores eventos ambientais do mundo. A formalização das cooperativas não apenas fortalece o setor, mas amplia o impacto socioeconômico do cooperativismo, trazendo desenvolvimento sustentável, geração de renda e prosperidade para centenas de famílias.
O projeto ATERCOOP CACAU, uma iniciativa inovadora do Sistema OCB/PA com a parceria Instituto Conexsus, com a iniciativa CocoaAction, EMATER, o apoio da IMAFLORA, vem mudando a realidade dos produtores de cacau vinculados as cooperativas COOPATRANS e COOPOTRAN nos municípios de Medicilândia e Vitória do Xingu. Desde a sua implantação em janeiro de 2025, o ATERCOOP tem promovido uma transformação na assistência técnica rural, com foco em aumentar a produtividade, fortalecer o cooperativismo e garantir mais renda às famílias do campo.
A proposta do projeto ATERCOOP surgiu a partir de um diagnóstico realizado pelo Sistema OCB/PA em que apontou que o Pará é o maior produtor de cacau do Brasil e uma boa parte dessa produção é proveniente de pequenos produtores organizados em cooperativas, mas que enfrentavam desafios estruturais, como baixa produtividade, dificuldades de acesso a crédito, mercado, tecnologias e assistência técnica adequada.
A partir deste levantamento o Sistema OCB/PA estruturou o ATERCOOP CACAU, um modelo de assistência técnica continuada, especializada, voltada às cooperativas cacaueiras, com objetivo de fortalecer a cadeia produtiva do cacau na região da Transamazônica, promovendo a adoção de boas práticas agrícolas, acesso a inovações tecnológicas e melhoria na gestão das propriedades.
A ação é conduzida pela PRESTEC – Consultoria e Planejamento Agropecuário, realizada nas cooperativas COPOTRAN e COOPATRANS, com articulação junto a OCB/PA e a Conexsus. O serviço visa solucionar desafios relacionados à baixa adoção de boas práticas pós-colheita, ausência de controle técnico das propriedades e dificuldades de acesso a mercados diferenciados, promovendo capacitação e assistência técnica continuada, apoio à implantação de ferramentas de gestão organização de mutirões de regularização fundiária e visitas técnicas periódicas.
Desde o seu lançamento, o ATERCOOP atua com três grandes linhas de ação. Engajamento de líderes locais para garantir suporte e envolvimento contínuo no projeto; Realização de visitas técnicas iniciais para avaliar e melhorar as práticas de controle de pragas. Implementação de treinamentos especializados com a colaboração dos parceiros do projeto. E suporte complementar para a regularização documental.
A engenheira agrônoma e cooperada da COOPATRANS, Hélia Moura, é a responsável técnica do projeto na cooperativa. Ela conta que a parceria com a OCB/PA e demais instituições é muito importante para os cooperados e agricultores. “Sou agricultora, cooperada e acompanho o projeto e vejo que teremos um impacto na assistência técnica que vão fortalecer o cultivo do cacau na região e a socioeconomia da agricultura e isso vai alavancar os negócios dos produtores que estão empenhados no cultivo do cacau”, afirmou Hélia.
Os efeitos do projeto já podem ser notados com a regularização documental em parceria com a EMATER para garantir conformidade com o CAFs e as visitas técnicas, focando em colheita e pós-colheita com ênfase na segurança, incluindo o uso de EPIs pelo instituto Conexsus. Além do financiamento do projeto Farol, captado pode meio de Edital junto aos Países Baixos, que também será incorporado ao processo de digitalização e rastreabilidade da produção das cooperativas.
“Estamos acompanhando a transformação que o projeto ATERCOOP CACAU está promovendo na nossa cooperativa e aos produtores rurais do nosso estado. Desde o início da implantação, visamos a assistência técnica especializada, fomentar o cooperativismo e agregar valor à cadeia produtiva do cacau. E nós seguiremos firmes, apoiando, fortalecendo e levando mais oportunidades para nossas cooperativas. O campo paraense tem força e muito potencial”, ressaltou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
O projeto prevê o atendimento inicial de 30 cooperados nas duas cooperativas potencializando ações coletivas. Também elegeu um agente de campo da própria cooperativa para coordenar as ações e promover a sustentabilidade das ações junto aos produtores.
O líder cooperativista paraense, presidente do Sistema OCB/PA Ernandes Raiol. foi eleito presidente da Federação dos Sindicatos e Organizações das Cooperativas da Região Norte - FECOOP Norte, integrante da CNCOOP, nesta quarta-feira (16) em Manaus, em uma cerimônia que reuniu representantes dos estados do Amapá, Amazonas e Roraima. Esta é a primeira vez que a OCB/PA assume a presidência da representação sindical do cooperativismo no norte do país. Nesse novo mandato o Pará ainda terá assento no Conselho Fiscal da Federação.
Cumprindo seu papel institucional a nova gestão terá a missão de representar sindicalmente as cooperativas que pertencem a base das referidas OCEs, defender os interesses do cooperativismo como atividade econômica, articular e integrar o sistema cooperativista na região, além de desenvolver estratégias de fortalecimento e promoção de políticas e projetos. Raiol, que já preside o Sistema OCB/PA, traz como principal proposta uma gestão pautada na integração regional, intercooperação e fortalecimento institucional. Ele é reconhecido por sua atuação em prol do cooperativismo paraense. Sob sua gestão, o Sistema OCB/PA representa cerca de 250 cooperativas, mais de 300 mil cooperados e um PIB que atinge 11º da arrecadação do estado, gerando impacto positivo na economia local.
Para exercer a nova função a frende da federação, Ernandes Raiol recebeu o respaldo dos membros da diretoria pelo seu compromisso com o movimento cooperativista. Com ele, a FECOOP Norte ganha um gestor experiente e com conexões institucionais robustas. Sob sua gestão, a federação tende a ampliar sua influência regional, garantir mais voz na formulação de políticas públicas e aprimorar sua capacidade de fomentar negócios sustentáveis e integrados, contribuindo decisivamente para o crescimento do cooperativismo no Norte brasileiro.
“Temos uma proposta clara de promover uma federação forte, integrada capaz de defender os interesses das cooperativas do Norte, ampliando a representatividade e criando mais oportunidades para o nosso cooperativismo crescer. Nosso compromisso será trabalhar de forma integrada com os estados, valorizando as potencialidades regionais, apoiando as cooperativas em seus desafios e promovendo a intercooperação e garantir que a voz do cooperativismo nortista seja ouvida em todas as instâncias”, declarou o presidente.
FECOOP Norte
A FECOOP Norte foi constituída em 2007 e integrada pelos sindicatos e organizações de cooperativas dos estados do Amazonas (OCB/AM), Amapá (OCB/AP), Pará (OCB/PA), Rondônia (OCB/RO) e Roraima (OCB/RR). A instituição tem como objetivo fortalecer o cooperativismo na região Norte do Brasil. Sua atuação visa o fortalecimento institucional, a cooperação entre as organizações do sistema cooperativo e a promoção de eventos e atividades que impulsionem o movimento cooperativista.
Para fortalecer a atuação dos garimpeiros e promover práticas sustentáveis e legalizadas na extração mineral, a cooperativa FECOGAP, com o apoio do Sistema OCB/PA, realizou a Expedição Trilhando a Legalidade, à comunidade de Penedo, localizada na região do Tapajós. A iniciativa reuniu mais de 60 participantes entre lideranças políticas, comunitárias, garimpeiros e representantes das cooperativas Garimpar e Bom Jardim em um encontro que debateu os caminhos do cooperativismo, os processos de legalização da atividade garimpeira e a importância da preservação ambiental.
A expedição faz parte de um conjunto de encontros da FECOGAP voltadas à organização, informação e à inclusão das comunidades garimpeiras nos debates sobre desenvolvimento sustentável. A ideia é levar para essas ações para outras regiões do estado para sensibilizar as comunidades sobre a importância da trabalhar legalizado.
Em Penedo, os participantes tiveram acesso a informações sobre como se organizar em cooperativa, os benefícios legais e sociais desse modelo de negócio, além de orientações sobre as normas ambientais vigentes, ressaltando a importância de trabalhar dentro dos limites legais para garantir segurança jurídica, acesso a financiamentos e melhoria das condições de trabalho.
“Levar essas informações diretamente aos garimpeiros que estão na base é essencial para garantir que a atividade seja exercida com responsabilidade e dentro da legalidade”, destacou o presidente da FECOGAP, Fernando Lucas.
Além das palestras e rodas de conversa, a expedição promoveu momentos de escuta ativa com os garimpeiros locais, que puderam relatar seus desafios, necessidades e perspectivas para o futuro da atividade na região. A troca de experiências fortalece os laços entre os trabalhadores, criando uma rede de apoio mútuo.
Para Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA, o cooperativismo tem o papel transformador e, por meio das cooperativas, é possível abrir caminhos para a legalização, para o acesso a políticas públicas e para um desenvolvimento mais justo e sustentável. “Quero parabenizar a FECOGAP que promoveu essa missão e reafirmar o compromisso do Sistema OCB/PA em seguir apoiando iniciativas como essa, que levam conhecimento, pertencimento e transformação social, declarou Raiol.
A comunidade de Penedo é uma das tantas existentes ao longo da bacia do Tapajós que dependem da atividade mineral como fonte principal de renda. Por isso, ações como essa da FECOGAP são fundamentais para integrar essas comunidades a um modelo de desenvolvimento que respeite o meio ambiente e valorize o trabalho coletivo.
O cooperativismo paraense segue fortalecendo a inclusão produtiva e a valorização de comunidades tradicionais. Com apoio técnico do Sistema OCB/PA, as cooperativas COOPBOA e COOPAFS conquistaram a aprovação de propostas no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), na modalidade Quilombola, garantindo o escoamento da produção da agricultura familiar e promovendo segurança alimentar nas comunidades atendidas.
Cada cooperativa organizou proposta para atender 25 produtores quilombolas com cotas familiares de R$ 15 mil, totalizando R$ 375 mil por projeto. As propostas envolvem a regularização documental dos produtores, comprovações de pertencimento quilombola e estruturação logística para a execução do programa. A consultoria especializada do Sistema OCB/PA foi decisiva em todas as etapas — da elaboração à execução e prestação de contas.
Para o presidente da COOPBOA, Tarcísio Rabelo, a aprovação da proposta no PAA Quilombola foi recebida com grande satisfação e responsabilidade pela cooperativa. “Esse resultado é fruto de muito trabalho coletivo, articulação institucional e confiança no potencial da agricultura familiar quilombola. O impacto direto será significativo: o recurso vai fortalecer a renda dos cooperados, garantir maior estabilidade financeira às famílias, incentivar a permanência no campo e valorizar a produção local, promovendo segurança alimentar nas comunidades e nos centros de distribuição dos alimentos”, afirmou.
Tarcísio também destacou os desafios enfrentados ao preparar sua proposta. “Entre os principais desafios estiveram a atualização da documentação dos produtores, a comprovação da vinculação às comunidades quilombolas reconhecidas, e a organização das informações dentro do prazo exigido pelo edital. Muitos cooperados enfrentam dificuldades de acesso à internet e à documentação regularizada, o que exigiu um esforço concentrado da equipe técnica da cooperativa, com apoio de parceiros, para garantir que todos estivessem aptos a participar”, relatou o presidente.
Na COOPAFS, a presidente Lucilene Sousa reforça a importância do programa para a transformação social “A COOPAFS está se ajustando para aprimorar esse atendimento especial aos quilombolas. Possuímos diversas comunidades quilombolas em nossa região e atender essas famílias por meio das políticas públicas é oportunizar a sua inserção na busca do desenvolvimento social e econômico, melhorando suas rendas familiares e incentivando sua produção em suas propriedades”, disse a presidente.
Ela também destacou que um dos maiores desafios é o processo da habilitação dessas famílias por meio da DAP e CAF e as dificuldades na aceitação da proposta. “Hoje, com a execução do programa, todas as famílias quilombolas estão confiantes e buscando participar. Ainda, a logística e o acesso às famílias estabelecem barreiras no credenciamento e inserção dessas famílias beneficiárias. Entre essas oportunidades e outras só foram possíveis devido à consultoria especializada da OCB em apoio à cooperativa, na organização de todas as etapas do processo.”
Lucilene ressalta ainda como esse apoio foi crucial nesse processo. “Sem a consultoria especializada do Sistema OCB/PA não seria possível acessar as plataformas e conseguir inserir nossas famílias quilombolas produtoras. O processo é longo e desafiador e precisa ser feito de forma correta, desde o processo de mobilização, organização da proposta até sua aprovação. Após, período de execução, agendamento, notas, folha de pagamento e prestação de contas. Contar com a expertise do consultor da OCB nos garante essa tranquilidade e assegura o acesso dessas oportunidades.”
A conquista dessas cooperativas reafirma o potencial do cooperativismo como instrumento de inclusão social e desenvolvimento sustentável no Pará. Por meio do apoio técnico do Sistema OCB/PA e do comprometimento das lideranças locais, os avanços no acesso a políticas públicas demonstram que é possível transformar realidades e garantir dignidade, renda e valorização cultural às comunidades quilombolas por meio da cooperação.