
A sede própria do Sistema OCB/PA gerou uma economia de R$293mil para as cooperativas, de acordo com dados obtidos pela entidade. O número é expressivo, mas não se compara ao valor dos laços humanos estabelecidos pela proximidade que o espaço proporcionou entre a Unidade Estadual, parceiros estratégicos e cooperativistas de todo o Pará. A casa do cooperativismo vem abraçando pessoas de todas as regiões paraenses no seu propósito central de fazer um Estado cada vez maior e mais cooperativo.
Depois de 40 anos e oito mudanças de endereço, o Sistema ganhou um espaço exclusivo dedicado ao fortalecimento do setor. A entidade oficializou acordo no início deste ano para a aquisição da nova Casa do Cooperativismo junto ao Sicoob Central Unicoob, que vendeu sua antiga sede para a operacionalização das atividades cooperativistas. A inauguração ocorreu no dia 16 de abril em evento que reuniu cooperativas, autoridades de Estado, Sescoop Nacional, Universidades e personalidades políticas.
Foram realizados, desde então, um número total de 83 ações, tanto pelas próprias cooperativas quanto pelo Sistema OCB/PA tais como Workshops, oficinas, encontros e reuniões. Para o ramo crédito, por exemplo, ocorreu a semana da educação financeira e formação continuada de líderes e dirigentes de singulares, o Formacred. Já para o ramo saúde, colaboradores da Unimed Belém passaram pelo Programa de Alta Performance ao longo de todo o ano. Também ocorreram assembleias gerais ordinárias e extraordinárias, seminário do cacau, encontros dos ramos reciclagem, trabalho, educação, produção, turismo e lazer.
Tamanha quantidade de eventos, não havendo a sede própria do Sistema OCB/PA, seria realizada a partir da locação de espaços particulares. Partindo da média de preços praticada pelo mercado, as cooperativas e o próprio sistema OCB/PA teriam que desembolsar aproximadamente o valor integral de R$ 293,8 mil. A casa do cooperativismo proporcionou essa diminuição de gastos para as singulares. Ainda que usem a sede pelo dia inteiro, não é cobrado valor algum.
“É um número bastante expressivo que levamos em consideração também na aquisição da sede. Os espaços disponíveis para locação e que comportam as necessidades para realização de eventos chegam a R$ 500,00 por hora. Com essa economicidade, nossas cooperativas conseguem reverter o recurso para outro tipo de ação com vistas ao próprio desenvolvimento, beneficiando os cooperados, colaboradores e a sociedade em geral”, explicou o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra.
VALOR HUMANO
Apesar de todos os recursos financeiros gerados pela economia de despesas, o presidente do Sistema OCB/PA destaca que o maior valor gerado pela inauguração da sede foi a aproximação com as cooperativas.
“É um valor intangível, mas com grande significado. Conseguimos estreitar essa relação, não somente com os cargos de níveis gerencias, mas também com os próprios cooperados e, assim, compreender melhor as suas necessidades e como podemos ajudá-los. Esse é o nosso maior objetivo. Projetamos que as cooperativas possam aproveitar melhor os serviços que o Sistema disponibiliza”, reiterou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
A SEDE
A sede comporta todas as atividades de rotina do Sistema OCB/PA, compreendendo as ações da área meio, atendimentos na área finalística, reuniões estratégicas da diretoria executiva, assim como as aulas teóricas do Programa Aprendiz Cooperativo. Para isso, a estrutura possui três andares, conta com espaço para estacionamento, amplo auditório e mais de 10 salas.
O resultado veio após negociações com apoio das singulares Sicoob Unidas, Sicoob Cooesa, Sicoob Coimppa e Sicoob Transamazônica junto à Sicoob Central Unicoob, que já pretendia vender a sua sede. As singulares pertencentes ao Sistema foram incorporadas à Central do Paraná em 2015 e o espaço ultrapassou as demandas estruturais necessárias com o compartilhamento das atividades. O lugar estava avaliado inicialmente em R$ 4,3 milhões, valor acima da viabilidade de aquisição do Sistema OCB/PA. Entretanto, a Central reavaliou e ajustou para R$1,8 milhões.
Serviço: O endereço, em Belém é na Avenida Conselheiro Furtado, número 1693.

A Pérola do Tapajós, uma das regiões polo do Estado, sediará o primeiro curso descentralizado de pós-graduação latu sensu em Gestão de Cooperativas. O MBA será realizado pelo SESCOOP/PA com o objetivo de qualificar profissionais para participarem ativamente na gestão das cooperativas. As inscrições estarão abertas para a seleção no período de 03 a 30 de janeiro do próximo ano. Podem participar dirigentes, conselheiros e funcionários de cooperativas adimplentes no Sistema OCB/PA.
Serão oferecidas 35 vagas para vinculados a cooperativas que, além de serem contribuintes do Sistema, estejam participando dos programas PAGC ou PDGC, bem como do projeto Dia C ambos a pelo menos um ciclo. A cooperativa se responsabilizará diretamente por determinado percentual de custeio do seu indicado, mediante contrato firmado.
“Era um projeto que já vínhamos planejando há anos, tendo em vista o potencial econômico que a região representa para todo o Pará. A partir deste modelo, também replicaremos para outras regiões estratégicas de forma descentralizada, abrangendo o maior número de cooperativistas e contribuindo para o desenvolvimento integrado de todo o Estado”, explicou o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra.
A seleção dos inscritos pelas próprias cooperativas será realizada por uma Comissão composta por membros do SESCOOP/PA, necessitando que o candidato tenha escolaridade em nível superior e preencha os requisitos previstos em edital. No processo de seleção, serão levados em consideração os critérios estabelecidos, além de análise curricular.
A carga horária total do curso é de 370 horas, com encontros mensais a ocorrem em Santarém a partir de março. Dentro da grade curricular do curso, serão trabalhadas as disciplinas: Pensamento Econômico Cooperativo, Introdução à Economia Brasileira, Planejamento Estratégico, Direito das cooperativas, Governança corporativa: gestão e direção nas sociedades cooperativas, Plano de negócios, Contabilidade e análise do desempenho das empresas, Técnica de negociação, Estratégias e marketing, Gestão de pessoas e equipes, Gestão financeira, Sistemas de informação gerencial e processos decisórios, Investimentos e planejamento financeiro, entre outras previstas em edital.
“Nosso propósito é ampliar os conhecimentos dos participantes nas modernas técnicas gerenciais para cooperativas, contribuindo a um melhor desempenho organizacional e profissional. Essa mão de obra qualificada irá atender as necessidades das singulares com relação ao aprimoramento e desenvolvimento da gestão. A partir disso, mudaremos o cooperativismo paraense de patamar”, explicou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
O custo operacional do curso será de aproximadamente R$ 9 mil por aluno, sendo 60% custeado pelo SESCOOP/PA e 40% pela cooperativa indicadora, correspondendo a 19 parcelas mensais de R$ 186,20. As inscrições deverão ser realizadas no período mencionado com o preenchimento da ficha de inscrição e entrega da documentação pelos candidatos. Caso a cooperativa não possua sede em Belém/PA, poderá efetuar a inscrição encaminhando toda a documentação solicitada por e-mail.
Serviço: A ficha de inscrição e demais informações poderão ser solicitadas pelo e-mail

Mestrado Profissional, MBA para cooperativas da região oeste e o programa de capacitação continuada do sul e sudeste são algumas das ações previstas no planejamento estratégico do Sistema OCB/PA em 2019. Durante períodos de reajustes e diminuição dos recursos para o Sistema “S”, a entidade canalizará cerca de R$ 2 milhões à qualificação das cooperativas como medida estratégica. No total, 65,38% do orçamento será destinado para a área finalística, responsável pelo monitoramento, qualificação profissional e promoção social.
A matriz orçamentária foi construída em conjunto com todos os setores internos do Sistema OCB/PA. Dentro da arrecadação direta mais recursos provenientes do Fundecoop, feita em 2018 de R$5 milhões, o orçamento destinado diretamente para as cooperativas representa aproximadamente 65% do valor total, 35% serão destinados para o funcionamento, infraestrutura e manutenção da sede.
Destaca-se o centro de recursos dentro da área de formação profissional destinado a turma de mestrado em Gestão de Empreendimento Agroalimentares, promovido em parceria com o Instituto Federal do Pará (IFPA). No total, serão investidos R$330mil. Participarão funcionários e associados das singulares registradas e adimplentes no Sistema OCB/PA aprovados em processo seletivo ocorrido durante 2018. “Dinâmica e Manejo de Agroecossistemas” e “Gestão de Empreendimentos Agroalimentares” serão as duas linhas de pesquisa a serem trabalhadas.
Outra grande novidade é a implementação da primeira turma de MBA voltada exclusivamente para cooperativas da região Oeste. Será investido R$150mil na qualificação de diversas cooperativistas ligados a singulares dos ramos agropecuário, crédito e saúde que estejam devidamente regulares com o Sistema. Já na região metropolitana de Belém, o ramo saúde terá recursos na ordem de R$30mil para a continuidade da Pós-Graduação em Urgência e Emergência, com intenção de ampliar para mais um MBA em Atenção Primária à Saúde na cooperativa Unimed Belém.
“Com o cenário político que se constrói em âmbito federal, tivemos que redesenhar a matriz orçamentária do Sistema OCB/PA, mas seguindo a linha de priorização à formação profissional. Será justamente a qualificação da mão de obra que levará o país de volta aos rumos de crescimento econômico. Neste sentido, 2019 será um ano ímpar, pois iniciaremos a primeira turma de Mestrado cooperativista no norte do país, a primeira turma de MBA Cooperativista descentralizada, além das outras capacitações regulares”, explicou o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra.
Na construção do planejamento para 2019, foi levado em consideração o bom momento de alguns setores para canalizar o recurso de maneira mais assertiva e estratégica. Um deles é o ramo agropecuário, que possui o segundo maior número de cooperativas e empregados. A entidade investirá R$ 100mil em Projeto Estruturador de Desenvolvimento do Cooperativismo Graneleiro que potencializará as cooperativas de grãos. O objetivo é a verticalização produtiva e a migração para outros segmentos de atividade que agreguem maior valor, como suinocultura e avicultura.
Outro projeto estruturador estratégico será o Programa Qualidade Cooperativista do Ramo Agro (AgroCoop), que priorizará o fortalecimento das singulares. Serão realizadas ações específicas divididas em quatro eixos: organização social para o cooperativismo, gestão, certificações/verticalização produtiva e mercado.
Já para o ramo crédito, que possui o maior número de cooperados no Estado, se dará prosseguimento no Programa Formacred, que aprimora a qualidade técnica dos ocupantes de cargos eletivos das cooperativas financeiras. Em 2019, planeja-se criar uma dinâmica de capacitação itinerante, levando o curso para todas as regiões paraenses que possuam o cooperativismo de crédito, facilitando, assim, a participação de gestores pertencentes a localidades mais distantes da capital.
Na área de monitoramento, será investido um total de R$ 50mil para a aplicação dos Programas de Desenvolvimento da Gestão Cooperativista (PDGC) e do Programa de Acompanhamento de Gestão Cooperativa (PAGC). A expectativa é de 166 ações e 22mil beneficiados. O GESCOOP também receberá o incremento de R$ 50mil, com a perspectiva de 50 ações em 20 cooperativas.
“Há anos, o SESCOOP/PA adotava a prática de reter 50% do orçamento para atender a área meio, a área de retaguarda. Porém, entendemos que o recurso precisa estar mais disponível para as singulares. Por isso enxugamos o quadro de funcionários e trabalhamos com uma equipe polivalente, com pessoas que conseguem atender as necessidades das cooperativas em diversas finalidades. A medida possibilitou essa adequação significativa para apoiar melhor as atividades operacionais. Fortalecendo as cooperativas, também nos fortalecemos através do retorno em arrecadação”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
“O próximo ano será um momento difícil, de mudanças e adaptações. Em contrapartida, o cooperativismo já se mostrou forte nos piores momentos da crise e é juntos que conseguiremos galgar dias melhores. Temos estabelecido um contato direito com parlamentares em Brasília, levando a bandeiro do cooperativismo e de sua representatividade econômica”, reiterou o presidente Ernandes Raiol.

A mesa de natal repleta não faz sentido se, ao nosso entorno, há quem sinta falta do básico para a sobrevivência. É este espírito de solidariedade que move o núcleo de mulheres cooperativistas da Cooperativa Agroindustrial de Paragominas (COOPERNORTE), que promove a campanha “Natal Solidário”. Diretoria, cooperados e colaboradores beneficiaram mil crianças de localidade carente do município nesta quarta (19).
Já é o segundo ano da campanha que atende moradores do bairro Laércio Cabeline, com o apoio da Associação local. A iniciativa foi liderada por um comitê composto pelas esposas de presidentes e cooperados, responsáveis por encabeçar a área de promoção social da cooperativa. Os membros são Cirede Carloto, esposa do presidente Basílio Carloto; Rosane Zuffo, esposa do diretor Valdeci Zuffo; Maria Helena Capelari, esposa do diretor Jose Carlos Capelari e Risley Capelari, companheira do diretor Michel Capelari.
A campanha se iniciou desde a confraternização da COOPERNORTE, ocorrida no início do mês. Cada participante precisou levar um brinquedo e a cooperativa comprou o restante para realizar a entrega. Na ocasião, participaram 30 voluntários que levaram brincadeiras, palhaço, papai noel, lanche e os presentes.
“Parabéns a toda família Coopernorte que colaborou e se empenhou por esta causa. É muito importante que continuemos, pois a preocupação com o próximo é o que nos faz ser, de fato e em essência, uma cooperativa legítima. Trata-se de um dos princípios basilares que norteiam o cooperativismo: preocupação com a comunidade em que estamos inseridos”, afirmou a presidente do Núcleo de Mulheres Cooperativistas, Cirede Carloto.




As melhores estratégias de crescimento são adotadas a partir de programas de gestão, visualizando-se o cenário dinâmico do mercado. A área desenvolvida pelo Sistema OCB/PA superou a previsão de meta anual, chegando a 13.188 beneficiados, 111 ações e 249 cooperativas atendidas em 2018. Um dos destaques é o GESCOOP que cresceu 125%.
A Profissionalização da gestão é uma das áreas estratégicas do Sistema OCB/PA, através do qual se desenvolvem ferramentas como o GESCOOP que identifica gargalos e estabelece um Plano de Ação para melhoria das singulares. Em 2017, primeiro ano de elaboração, a ferramenta foi aplicada em oito cooperativas paraenses. Em 2018, esse número cresceu 125% com 18 atendimentos e a expectativa para o próximo ano é efetivar 20 aplicações.
É nesta área também que se desenvolveu o Projeto Estruturador de Desenvolvimento do cooperativismo graneleiro, cujo objetivo é aprimorar o potencial do agronegócio no Estado. “É um segmento em franco desenvolvimento e nossa expectativa é que gere um valor agregado maior para os produtores, pois a capacidade de verticalização é imensa quando se trata de grãos. Continuaremos investindo no ramo de forma assertiva”, explicou o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra.
Na área de monitoramento, o Sistema obteve um salto de 44% em número de ações realizadas e 7% no total de cooperativas atendidas em 2018. PAGC, PDGC, consultorias e orientações técnicas são algumas das ferramentas disponibilizadas sem custos às singulares adimplentes na entidade. Os Programas de monitoramento avaliam constantemente o desempenho das cooperativas para identificar necessidades de apoio em formação e qualificação profissional, apresentando resultados relevantes na melhoria da gestão e governança. No total, foram beneficiadas 17.924 pessoas em 448 ações ao longo do ano.
Em atividades voltadas à promoção do cooperativismo, a meta anual prevista para a realização de eventos foi ultrapassada em quase 22%, a de cooperativas atendidas em 28% e, em 20% acima, o número de beneficiados. O Cooperjovem é o grande destaque, superando a meta de beneficiários em 70% com 15 eventos e 9 cooperativas atendidas. O Programa insere o cooperativismo na grade curricular de escolas públicas e privadas de maneira transversal às disciplinas já ministradas na grade regular.

Já o número de singulares atendidas na área de profissionalização da governança cooperativista cresceu 37% em 2018. A finalidade central é qualificar dirigentes e cooperados em relação às melhores práticas de governança, capacitando os conselheiros de administração e fiscais das cooperativas. Na área de promoção social, os números seguiram a meta esperada com as ações promovidas pela campanha Dia de Cooperar, que promoveu 15 projetos em todo o Estado com o número de 13,6 mil pessoas beneficiadas.
“O nível de maturidade do cooperativismo no Estado é bastante perceptível. Os resultados do planejamento para o setor vêm se refletindo em singulares competitivas, com gestões estruturadas, que se preocupam com a comunidade em que estão situadas. A intenção é que ampliemos ainda mais essa atuação, acompanhando de perto nossas cooperativas”, comentou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.


Navegando pelas regiões ribeirinhas do Estado, os médicos cooperados da Unimed Belém acenderam uma luz a mais neste natal para moradores de quatro comunidades. Com o projeto Luz da Amazônia, idealizado pela Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), foram beneficiadas cerca de 500 famílias de Furo do São Sebastião, Arrozal (Barcarena), Sítio Santa Rosa (baixo acará) e Ilha grande bijogó. A cooperativa distribuiu brinquedos e ofereceu atendimentos médicos.
Na ocasião, ocorreu um mutirão de serviços socioassistenciais nas comunidades, atendimentos de clínico geral e psicólogo, serviços de enfermagem, coleta de exames laboratoriais, papanicolau, entre outros. No galpão da Associação Furo São Benedito, ainda houve programações lúdicas com as crianças.
A cooperativa participa mensalmente do projeto Luz na Amazônia, programa social da SBB que presta atendimento integral a famílias em situação de vulnerabilidade e risco social. “É um projeto muito importante, porque procura atender as necessidades de modo integral em regiões pouco assistidas pelo poder público. Exercita a solidariedade e promove a cidadania com cuidado e respeito ao próximo”, explicou o presidente da Unimed Belém, Wilson Niwa.


Globo, Record e Cultura foram algumas das emissoras de Televisão que veicularam matérias sobre o cooperativismo no Estado durante este ano. De acordo com dados da Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado do Pará (OCB/PA), as singulares paraenses e o próprio sistema tiveram mais de 400 inserções de mídia em 2018, chegando a um valor aproximado de R$ 990mil em mídia espontânea, que seria o valor pago em caso de anúncios. Um dos grandes cases foi a veiculação sobre a COOSTAFE na rede britânica BBC.
Em março, a inclusão social promovida pelo cooperativismo paraense ganhou repercussão nos cinco continentes para onde a emissora BBC World News TV transmite. A Cooperativa Social de Trabalho Arte Feminina Empreendedora (Coostafe) recebeu o repórter Daniel Gallas, correspondente internacional da BBC em reportagem exibida no programa World Business Report, que apresenta notícias sobre o mundo financeiro e iniciativas de empreendedorismo global.
Em outubro, a TV Record Belém produziu matéria exclusiva com os alunos do Programa Aprendiz Cooperativo, do Sistema OCB/PA sobre a liderança paraense no ranking de contratações de aprendizes na região norte. No total, o Estado abriu 14mil oportunidades de trabalho, muitas destas geradas por cooperativas.
“Partindo da expressividade socioeconômica que o setor alcançou, é natural que tenha um espaço maior de divulgação nas mídias. Entretanto, os resultados obtidos ultrapassam positivamente nossas expectativas. Com inserções como a da BBC, os diferenciais desenvolvidos pelas cooperativas no Pará estão sendo conhecidos até no continente europeu. Isso nos enche de orgulho”, explica o presidente do Sistema OCB/PA.

Já em novembro, o cooperativismo teve espaço de 10 minutos no programa Bom Dia Pará da TV Liberal, afiliada da Rede Globo. O quadro "Mercado de Trabalho" tratou sobre a expressão econômica das cooperativas na geração de emprego e renda, apresentando singulares da região metropolitana de Belém como a Cooperduque e a Sicoob Coimppa. O presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, entrou ao vivo no Programa para esclarecer as dúvidas dos apresentadores acerca do segmento.
No ramo do jornalismo impresso, a Unimed Belém tem sido parceria estratégica. A cooperativa firmou um acordo de parceria para mídia impressa que o Sistema OCB/PA utiliza para divulgar, valorizar e incentivar o setor cooperativista paraense. É disponibilizado um espaço semanal em jornais impressos com custos todos arcados pela Unimed Belém. Sempre aos domingos, são publicadas matérias jornalísticas com conteúdos de interesse do cooperativismo, negócio, valorização e incentivo às cooperativas e aos cooperativistas do Estado.
“Apesar do crescimento exponencial do setor, o potencial cooperativista para transformação de realidades sociais ainda é pouco conhecido. Por isso se fazia necessário ampliar os canais de informação e divulgação para a sociedade em geral e para o universo cooperativista. A Unimed Belém sentiu essa necessidade e vem desempenhando um papel fundamental para o desenvolvimento integrado do cooperativismo, a partir da disseminação de seus princípios”, reiterou Raiol.
Os servidores da Universidade Federal do Pará (UFPA) poderão optar por novo Plano de Assistência à Saúde. A partir da parceria entre a UFPA, a Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Servidores do Ministério da Educação no Estado do Pará (Cooperufpa) e a Unimed Belém, será oferecido Plano de Saúde Coletivo sem cumprimento de carência e sem pagamento de taxa de adesão à Cooperufpa. O prazo para realizar a migração com esses benefícios é até início de janeiro.
Os servidores poderão realizar todas as consultas e procedimentos imediatamente. Além disso, possui um custo que é bem menor do que o praticado no mercado, pois o contrato da Cooperufpa com a Unimed é bem antigo. Diferente de outros planos, também, neste não há taxas adicionais de acordo com o uso (a coparticipação), nem surpresas nas cobranças mensais. A cobertura é integral a partir do pagamento da contribuição mensal.
De acordo com o reitor, Emmanuel Tourinho, esta era uma das demandas mais importantes apresentadas pelos servidores, em que a Administração Superior da Universidade vinha trabalhando para resolver. “Avaliamos várias alternativas e esta foi a que se mostrou mais interessante para os nossos servidores, visto que oferece um plano de saúde sem carência. Portanto, é uma alternativa bem vantajosa para os servidores e vai permitir que muitos que hoje não têm uma cobertura para assistência à saúde passem a contar com esse suporte a partir deste final de ano”.
Para aderir ao plano, o servidor deverá filiar-se à Cooperufpa, sem pagamento de inscrição e contribuir mensalmente com 1% da sua remuneração, valor que passa a compor uma poupança que pode ser sacada pelo servidor ao se desligar da cooperativa.
O gerente comercial da Unimed Belém, Paulo Siqueira, explica que quem perder o prazo de 60 dias, ainda poderá fazer a migração ao novo Plano, porém sem os benefícios da carência e da isenção de taxa. “É um benefício que o reitor conseguiu, junto conosco, sem igual para o servidor, porque hoje a carência no Plano de Saúde é uma das coisas mais importantes que tem, porque você faz o plano e já pode ser atendido imediatamente. Outra vantagem é que o Plano oferece uma tabela diferenciada que a Unimed não comercializa mais. São preços atrativos e com cobertura total”, enfatizou.
O Plano Coletivo de Assistência à Saúde da Unimed Belém também se estende aos dependentes do servidor, incluindo filhos, cônjuges, companheiro ou companheira. O prazo de migração encerra-se no dia 10 de janeiro de 2019.
As informações referentes ao novo Plano de Saúde serão divulgadas pela Cooperufpa, por meio do site da cooperativa e no stand que será montado no Hall do prédio da Reitoria. Segundo o Pró-reitor de Desenvolvimento e Gestão de Pessoal (Progep/UFPA), Raimundo da Costa Almeida, também será montado um calendário de visitas aos Institutos, onde equipes volantes farão a divulgação.
O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, assinou na manhã desta terça-feira (18) acordo de cooperação técnica com o Instituto Humanitas360. O objetivo é reinserir egressos do sistema prisional na sociedade. Na ocasião, o ministro afirmou que projetos como o da cooperativa paraense COOSTAFE são o caminho para enfraquecer as facções criminosas que atuam dentro das prisões, garantindo direitos, serviços, assistência e políticas públicas.
“Precisamos ocupar esses espaços com ações sociais e com ofertas de educação e trabalho. Temos que quitar o ócio dessas pessoas, transformando o tempo da prisão em oportunidades”, diz. Para o ministro, como hoje o Estado tem dificuldades para cumprir essas tarefas, fica fácil entender porque esses espaços acabam dominados por aqueles que militam no crime organizado. “São essas organizações criminosas que acabam oferecendo aos presos e presas o que Estado não provê. E cobram caro por isso”, afirmou.

O ministro Toffoli explicou que, com a cooperação que se estabelece entre CNJ e Humanitas360, será disseminada a organização de cooperativas sociais para presos e egressos, além de articular ações cívico-empreendedoras que lhes permitam reestruturar-se a partir de valores socialmente adequados. “A intenção é criarmos pelo menos uma dessas estruturas em cada estado da federação e, a partir delas, disseminar outras tantas atividades cívico-empreendedoras afins a este escopo de empoderamento pessoal”, diz.
A Coostafe é uma iniciativa da Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado (Susipe) em parceria com o Sistema OCB/PA. É a primeira cooperativa do Brasil formada exclusivamente por mulheres presas. Em cinco anos de constituição, não há nenhum caso de reincidência. Além da Coostafe, outros projetos sociais são articulados na unidade prisional, como Educação de Jovens e Adultos (EJA), panificação, aulas de jardinagem, eletricista, instalação elétrica e curso de pedreiro.
“Vimos naquela unidade um profundo e completo trabalho de ressocialização, cultura de paz e práticas de cidadania”, diz. Para ela, as mulheres saem de um estado de total invisibilidade, desprezo e preconceito, por meio da intervenção de uma unidade e economia criativa que passa pela geração de renda e também pela emancipação do ser”, explica Patrícia Vilela Marino, presidente do Instituto Humanitas360.
Informações:
Agência CNJ de Notícias

De acordo com dados da Organização das Cooperativas Brasileiras no Estado do Pará (OCB/PA), o número de profissionais autônomos empreendendo através do cooperativismo cresceu 25% até o início de dezembro de 2018, comparando-se ao mesmo período do ano passado. Em 2017, o número de cooperados atuando no Estado era de aproximadamente 66mil. Neste ano, o número chega a 83mil cooperados. O ramo Crédito lidera com 19.948 cooperados, seguido do ramo Agropecuário com 6.215 e do Saúde com 4.394.
O Sistema OCB/PA reitera que o parâmetro de avaliação de mercado no segmento cooperativista difere dos demais, pois o fator preponderante para a dinâmica de negócios não é a geração de empregos, mas sim a de oportunidades de trabalho. “Olhando para o lado social, conforme determina a legislação, cooperativa é uma sociedade de pessoas e não de capital. Sua função é oportunizar geração de trabalho e renda. O próprio cooperado é um trabalhador autônomo, um empreendedor que gerou, por si mesmo e pelas vantagens da organização coletiva, as condições necessárias para o próprio desenvolvimento econômico”, explicou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Em relação ao número de empregos, houve um decréscimo de 457 postos. Em 2017, o segmento mantinha 4.936 empregados, chegando a 4.479 em 2018. A queda, de acordo com o Sistema OCB/PA, pode ser explicada pela entrada na irregularidade de cooperativas com a Organização e a não contabilização dos números destas. O ramo Saúde corresponde a 84,33% do total de empregos gerados com 3.777 contratações, seguido do ramo Agropecuário com 292 e do Crédito com 233.
“Consideramos que a média da geração de empregos no cooperativismo permaneceu estável durante o ano, posto que ao ficarem irregulares, não pontuamos os números dessas cooperativas, podendo ter naturalmente decréscimo ou acréscimo no final de cada período. Portanto, essa variação não influencia na análise”, ressaltou o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra.
A projeção do Sistema OCB/PA, já que o número de profissionais incluídos na dinâmica de produção e comercialização cresceu, a tendência é que a geração de empregos em 2019 seja maior no mercado cooperativista. As apostas são na verticalização da cadeia produtiva no agronegócio, disseminação de boas praticas de gestão e governança nas cooperativas.
No total, o Estado possui 215 cooperativas, as quais 34% pertencem ao ramo transporte. Em relação à contribuição cooperativista, a região metropolitana de Belém continua sendo a que mais arrecada para o Sistema, seguida do Sudeste Paraense, Baixo Amazonas, Nordeste e Sudoeste respectivamente.
“Acreditamos que essas medidas de potencialização dos ramos irá se refletir também na contratação em regime de CLT futuramente. O crescimento do quadro social com novos cooperados direciona para uma maior demanda de mão de obra. A tendência é ou a inclusão de mais profissionais autônomos como sócios ou a efetiva contratação. De qualquer forma, os resultados obtidos em 2018 comprovam a importância das cooperativas para a economia regional”, reiterou Ernandes Raiol.

Parlamentares do Congresso Nacional e presidentes estaduais do Sistema OCB/PA participaram de cerimônia que marcou o encerramento das atividades da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) . A intenção foi avaliar o trabalho feito ao longo dos últimos quatro anos e celebrar as conquistas importantes para as cooperativas no país. O presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol e o assessor político/institucional, Haelton Costa, representaram o Pará.
Dentre as conquistas destacadas pelo presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, estão, por exemplo, a sanção do PLP 100/2011, possibilitando que as cooperativas de crédito passem a operar com recursos de municípios e outros entes públicos, além de atualizar as regras dos fundos constitucionais; a revisão das regras do Plano Agrícola e Pecuário em prol das cooperativas agropecuárias; e a defesa da manutenção das políticas de compras públicas, como o Programa de Aquisição de Alimentos.
Para a liderança cooperativista, também é essencial reconhecer o trabalho dos parlamentares da Frencoop que resultou na manutenção das políticas de incentivo às cooperativas de eletrificação rural e, ainda, nos avanços na tramitação de diversos projetos, como os novos marcos Regulatórios do Transporte de Cargas e dos Seguros Privados, dentre muitas outras proposições de interesse do setor.
“Nós sabemos que o trabalho dos parlamentares não é fácil. Sabemos também que o comprometimento deles com a causa cooperativista fez toda a diferença ao longo desses quatro anos. É por isso que fazemos questão de agradecer a todos que contribuíram com o fortalecimento das nossas cooperativas. E, falando de futuro, nós continuaremos contando com o apoio de vocês e, também, dos novos integrantes da Frencoop para fortalecermos, ainda mais, o movimento cooperativista brasileiro”, avalia Márcio Freitas.
APOIO
A deputada federal Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias, futura ministra da Agricultura, também esteve presente ao evento. Ela destacou que a atuação da Organização das Cooperativas Brasileiras sempre embasou tecnicamente a defesa dos interesses do cooperativismo. Segundo ela, esse mesmo apoio é o que espera receber quando estiver à frente do Ministério, já que o presidente eleito, Jair Bolsonaro, requisitou uma atuação mais direta no sentido de desenvolver o agronegócio das regiões Norte e Nordeste. Para a futura ministra, não há uma forma mais eficaz de organizar os produtores e de fortalecer toda a cadeia produtiva do que o cooperativismo.
“A sinalização da futura ministra nos enche de expectativa para dias melhores do ramo agropecuário no Pará, que é um dos pilares da nossa economia. Somos a fronteira aberta para o desenvolvimento do setor e precisamos de políticas públicas que proporcionem as condições necessárias para o pequeno produtor se desenvolver. Neste sentido, a Frencoop tem sido um agente fundamental ao longo de três décadas de atuação legislativa, sendo uma das bancadas suprapartidárias mais atuantes e influentes do Congresso Nacional”, afirmou o presidente Ernandes Raiol.

Era apenas o desenho de uma borboleta pintada à aquarela, mas, para os alunos do Programa Aprendiz Cooperativo, representou bastante. Foi o símbolo do afeto refletido a cada criança das comunidades Portelinha I e II, do Saré, beneficiadas pelo projeto “Fazer o Bem Sem Olhar a Quem”. Os aprendizes distribuíram cestas básicas para as famílias do local e organizaram uma programação especial com brincadeiras para as crianças e palestras para os pais.
No total, 100 famílias foram beneficiadas com cestas completas de itens de necessidade básica. O Projeto que já atua há anos na região fez o levantamento e cadastro antecipado. Uma equipe dos aprendizes ficou com as crianças em espaço à parte promovendo brincadeiras, entrega de lanches, bombons e distribuição de alguns brinquedos. Para os pais, foram relatados depoimentos em forma de conversa sobre a experiência de alguns aprendizes na superação de dificuldades como a depressão e empreendedorismo.
“O trabalho dos alunos foi excelente. Participaram de todas as etapas do processo, protagonizando desde a arrecadação dos alimentos não perecíveis até a execução das atividades na ocasião. A iniciativa resume bem todos os ensinamentos ministrados pelo Programa em cada módulo, principalmente sobre o sétimo princípio cooperativista que é o interesse pela comunidade. Provaram que, de fato, entendem e vivem o cooperativismo”, reiterou a coordenadora do Programa Aprendiz Cooperativo, Rafaela Menezes.
O projeto “Fazer o Bem Sem Olhar a Quem”, apoiado pelos aprendizes, promove regularmente eventos sociais e culturais à população carente, como aulas de dança de balé para crianças. Nos finais de ano, é realizado um evento maior com a entrega de cestas de básica. As comunidades beneficiadas em 2018 foram a Portelinha I e II do Saré, localizadas no Distrito Industrial de Ananindeua. A programação ocorreu na última terça (11), na sede de uma associação no Conjunto Geraldo Palmeira.
“Os nossos jovens precisam ter a convicção de que conseguem transformar, sim, com pequenos gestos, com pequenas ações, com pequenas doações, a realidade de muitas famílias que estão à margem da sociedade. Isso sim é cooperativismo. Todos se envolvem, todos cooperam e todos crescem”, reiterou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

As etapas de formação teórica, intercâmbios e vivências no cooperativismo já foram concluídas pela turma 2017-2019 do MBA em Gestão de Cooperativas. O último módulo do curso promovido pelo Sistema OCB/PA foi finalizado na última semana e a apresentação do artigo final ocorre em abril de 2019. Participam dirigentes, conselheiros e funcionários que são ligados à gestão estratégica e administrativa das singulares paraenses.
No total, estão se qualificando 33 alunos entre representantes do SESCOOP/PA e das Cooperativas UNIODONTO Belém, SICOOB Coimppa, UNIMED Belém, SICREDI Belém, SICREDI Verde, CAMTA, SICOOB Cooesa, UNIMED Sul do Pará, COOPERNORTE, SICREDI Belém, SICOOB Unidas, COOPABEN, CREDisis Belém e Sicredi Norte MT/PA.
“Tivemos ricas experiências de aprendizagem junto a colegas que demonstraram companheirismo, paciência e troca de conhecimentos. Sou agradecido a Deus pela oportunidade e à Unimed Sul do Pará pela indicação ao MBA. Evidente que vamos manter contato para a continuidade do constante processo que é a aprendizagem”, comentou o gerente administrativo da Unimed Sul do Pará, Klenio Santiago.
As aulas foram realizadas em Belém por professores das Faculdades Integradas de Taquara (FACCAT). A instituição possui atuação consolidada na formação de profissionais qualificados no cooperativismo com 10 turmas e 350 alunos nos cursos de pós-graduação em Gestão de Cooperativas em andamento nos Estados de Mato Grosso e Maranhão, além da cidade de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul.
O Pará foi o primeiro Estado da região Norte a implantar o Curso de Pós-Graduação e Extensão (latu sensu) em Gestão de Cooperativas, ainda no ano de 2013. “Temos orgulho em formar a segunda turma de MBA no Pará. Nossa prioridade é promover a formação profissional dos cooperativistas paraenses, qualificando uma mão de obra local que se torna referência em todo o país. Sabemos o quanto as universidades ainda precisam aumentar a capilaridade do cooperativismo nas suas grades curriculares regulares e, com a conclusão dessas turmas de MBA, contribuímos para ampliar a produção acadêmica do segmento”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

A Região Metropolitana ganhará mais um ponto de atendimento da cooperativa Sicoob Unidas. Na próxima sexta (14), a singular financeira inaugura a sétima agência no Pará localizada na rodovia Augusto Montenegro, ampliando as soluções financeiras aos associados e as suas comunidades através do cooperativismo. A cerimônia ocorre a partir das 10h.
Atualmente, a SICOOB Unidas atua nos municípios de Ananindeua, Belém, Barcarena, Abaetetuba, Santa Izabel e Marituba. “Trabalhamos com um padrão de loja que prioriza conforto, segurança, comodidade e eficiência para os nossos associados. Levamos para o interior o mesmo tipo de padronização da agência que temos na capital, atendendo as exigências de mercado”, afirmou o presidente do Conselho de Administração da Sicoob Unidas, Carlos Edilson dos Santos
Em relação aos diversos bancos tradicionais, que já atuam na região, o cooperativismo de crédito apresenta várias vantagens. As cooperativas oferecem todos os serviços de uma rede bancária, tais como conta corrente, poupança, financiamentos, convênios (arrecadações), consórcios, seguros, câmbio, cartões de crédito, caixas eletrônicos. Além disso, o associado possui prazos e condições mais adequados para a concessão do crédito.
“É uma cooperativa nova, mas que já tem uma história construída de forma diferente. Estamos muito orgulhosos em poder contribuir com essa expansão. Com isso, estamos trazendo melhoria na qualidade de vida dessas comunidades, assim como emprego e renda. Todos saem ganhando”, afirma o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

Cooperativas de todo o Brasil serão atendidas pela ferramenta estratégica desenvolvida pela unidade paraense do Sistema OCB. O Programa de Aprimoramento da Gestão Cooperativista (GESCOOP) foi apresentado em reunião de aprendizagem promovida pelo SESCOOP Nacional em Brasília, que reuniu todas as unidades brasileiras. O objetivo foi compartilhar boas práticas identificadas no ciclo de 2017. Na ocasião, a entidade garantiu a nacionalização e aperfeiçoamento do Programa, que, com o suporte da Confederação das Cooperativas Alemãs (DGRV), ganhará uma plataforma online.
O anúncio foi feito em reunião de alinhamento do Programa de Desenvolvimento de Gestão do Sistema OCB (PDGS). As unidades apresentaram boas práticas que aplicaram a partir das ponderações feitas pelo Programa. Mato Grosso do Sul e Espírito Santo produziram cartilha sobre conduta ética, Pernambuco aplicou programa voltado para a melhoria da qualidade de vida dos colaboradores, Distrito Federal apresentou prática voltada para a estruturação de mapa estratégico, o SESCOOP Nacional produziu informativo voltado para a área jurídica e o Pará contextualizou o programa GESCOOP.
“É uma ferramenta simplificada e eficiente que realiza o que se propõe. Nosso intuito era fazer com que a nacional percebesse a importância para o público alvo e mostrar quais as ações já foram feitas com as cooperativas. O resultado foi melhor do que esperávamos”, explicou o coordenador do GESCOOP no Pará, Diego Andrade.
Na apresentação, tratou-se sobre os seus objetivos, como surgiu, a construção participativa do mapa estratégico, sua forma de aplicação e acompanhamento. Os representantes estaduais demonstraram interesse em utilizar a ferramenta e o SESCOOP sinalizou positivamente para a nacionalização do GESCOOP, que passará por um processo de melhoria.
O grande gargalo do Programa é o alcance efetivo das cooperativas após a aplicação do planejamento, dando continuidade no monitoramento das ações. Como não é automatizado, o tempo dispensado para as etapas posteriores à aplicação inviabiliza a agilidade do processo, assim como diminui o campo de atuação do Sistema. A DGRV disponibilizará o sistema online que possui para adequar o GESCOOP na plataforma e disponibilizá-lo de forma digital.
“Será uma grande contribuição para aumentarmos a capilaridade do GESCOOP. Com a plataforma online, teremos maior facilidade em acompanhar e identificar prazos, estimulando nossas cooperativas a adquirirem essa cultura do planejamento, tão indispensável para a projeção de qualquer negócio”, completa Diego.

O GESCOOP
O GESCOOP estabelece um Plano de Ação Estratégico que analisa elementos como: Negócio da Cooperativa; Ambiente externo, considerando fatores políticos, econômicos, sociais e tecnológicos; As forças de intensidade da competitividade do setor; Os fatores críticos de sucesso, analisando a entrega, padronização, continuidade na entrega, condições de venda dos produtos e serviços e o relacionamento com fornecedores; O ambiente interno, em relação às práticas desenvolvidas pela Cooperativa; Análise da atual missão e visão da cooperativa, com auxílio na estruturação ou reestruturação.
A partir disso, se faz a construção de objetivos e estratégias gerais, assim como as específicas em cada área funcional da cooperativa. As informações irão subsidiar o Plano de ação, definindo quais são os próximos passos, como serão realizados, os prazos de início e término, os recursos necessários e os responsáveis por cada ação.
CENÁRIO
Em 2017, primeiro ano de elaboração, a ferramenta foi aplicada em oito cooperativas paraenses. Em 2018, esse número cresceu 125% com 18 atendimentos e a expectativa para o próximo ano é efetivar 20 aplicações. A projeção preliminar pode ser alterada com a potencialização do GESCOOP se a digitalização da plataforma for confirmada.
“Nossa equipe técnica vem trabalhando diariamente para proporcionar melhorias no andamento dos negócios cooperativos, adequando os padrões estabelecidos pela Fundação Nacional da Qualidade às necessidades regionais. O resultado está sendo muito positivo. A nacionalização da ferramenta é um reconhecimento deste trabalho”, enfatizou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

O Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Estado do Pará (SESCOOP/PA) esclarece que não efetivou abertura de qualquer processo seletivo para preenchimento de vagas no seu quadro funcional. Determinado portal que divulga oportunidades de emprego utilizou indevidamente o nome da instituição para vagas em Técnico de Apoio Operacional e Analista de Desenvolvimento de Cooperativas.
O SESCOOP/PA ressalta ainda que qualquer processo seletivo a ser iniciado terá divulgação nos meios de comunicação da própria entidade e nos veículos de comunicação públicos, conforme rege o regulamento interno.

Os serviços de atendimento e autoatendimento em Canaã dos Carajás-PA, interrompidos por conta de ataque criminoso à agência na madrugada do dia 3 de dezembro, serão retomados pela cooperativa Sicredi Sudoeste MT/PA a partir desta terça (11). O endereço provisório está localizado na avenida Weyne Cavalcante, lote 16, quadra 05, Centro – Canaã dos Carajás-PA. O horário de atendimento será de segunda a sexta das 9h às 14h. Para a utilização dos caixas eletrônicos (autoatendimento), o horário será de 8h às 17h.
Na madrugada da segunda-feira (03), por volta das 2h30, houve um ataque com uso de explosivos na agência Canaã dos Carajás (PA). A Polícia Militar foi acionada imediatamente e as autoridades policiais estão investigando o ocorrido contando com total apoio da cooperativa na apuração dos fatos. Não há levantamento preciso da quantia levada e dos prejuízos causados pela ação.
A agência está fechada para reparos. Além do endereço provisório, consultas e transações bancárias podem ser realizadas pelos associados por meio do Sicredi Mobi, aplicativo disponível para smartphones e tablets, e pelo site www.sicredi.com.br (Internet Banking). Os associados também poderão ser atendidos nas duas agências do Sicredi em Parauapebas, nos bairros Cidade Nova e Cidade Jardim.
A instituição financeira cooperativa reforça que investe continuamente em segurança com o objetivo de proteger as pessoas, o patrimônio e para atender às necessidades dos seus associados e da comunidade onde atua. Reafirmando o compromisso com os associados e com a comunidade, a cooperativa agradece a compreensão de todos e trabalha para que a agência que foi totalmente danificada por conta do ataque criminoso seja reinaugurada o mais rápido possível.

A cada ano, o Programa Aprendiz Cooperativo recebe jovens cheios de sonhos, projetos e metas de vida. O cooperativismo acrescenta um nicho de mercado a mais para empreender, mas com um olhar diferente para o mundo. No último sábado (08), os alunos concluintes do Programa na Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu (CAMTA) finalizaram uma etapa desse contínuo ciclo de aprendizagem. A solenidade de formatura reuniu alunos, diretoria da CAMTA, Sistema OCB/PA e familiares.
O evento foi organizado pelos próprios Aprendizes. Na ocasião foram apresentados, como resultado do aprendizado, projetos de pesquisa. Um destes tratou sobre a Lei da Acessibilidade, que apontou a demanda existente no município de estrutura para facilitar o acesso a portadores de necessidades especiais. Outra pesquisa focou na relação interna entre funcionários e gestores, que indicou a necessidade de maior aproximação entre a diretoria executiva com o corpo operacional.
O Presidente da CAMTA, Alberto Oppata, firmou compromisso em utilizar os resultados das pesquisas para melhorar os indicadores apresentados. “Agradecemos os apontamentos feitos e parabenizamos cada um dos jovens aprendizes pelo processo como um todo. Vamos trabalhar para melhorar sempre. Nosso desejo é que levem este espírito cooperativista para o resto das suas vidas, pois representa mais do que uma ferramenta de mercado. É um estilo de vida”.
Dentro da cooperativa, os aprendizes são separados de acordo com as maiores afinidades, podendo trabalhar diretamente na parte administrativa ou com os processos na indústria ou no laboratório de pesquisa. Dependendo da área e do setor, encaixamos os aprendizes que se enquadram com mais facilidade.
O SESCOOP-PA foi o pioneiro da região Norte a implantar o Aprendiz Cooperativo. O curso possui duração de 18 meses, com 500 horas práticas e 500 horas teóricas. No conteúdo programático são trabalhadas as disciplinas: Ética e Cidadania, Cooperativismo, Formação Humana e Científica, Introdução à Administração, Empreendedorismo, Comunicação e Linguagem, Matemática, Português, Informática e dois módulos específicos de Escritório, em que aprendem sobre todas as funções do auxiliar administrativo, e Mercado de Trabalho, que é um preparatório para entrevistas de emprego.
“Sem dúvida, são experiências que contam bastante. Para o jovem, é a oportunidade de profissionalização técnica especializada com chances de absorção após o término do curso, além da vivência de momentos singulares. Eles são formados com os princípios cooperativistas que valorizam a responsabilidade social e o envolvimento solidário. Precisamos investir nessa mão de obra que pode contribuir significativamente para o avanço de cada ramo de atividade, com uma visão inovadora, ousada e promissora”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

Agregando sua vasta experiência no segmento agro, Antônio Alcoforado foi eleito presidente da Cooperativa Agropecuária do Salgado Paraense (CASP). A escolha foi feita em Assembleia Geral Extraordinária (AGE), ocorrida em novembro. Os cooperados também elegeram os novos membros do conselho de administração que, junto a Alcoforado, estarão à frente da CASP até 2021. Em outubro, a cooperativa completou 9 anos de fundação.
Conforme previsto no estatuto social da CASP, a AGE ocorreu em novembro para garantir o fluxo de demandas burocráticas da transição de gestão dentro do prazo necessário para a continuidade do trabalho. A nova gestão já assume em janeiro de 2019. De acordo com o item 49 do estatuto, os seis cooperados mais votados para compor o conselho de administração deliberaram entre si acerca de quais cargos irão ocupar, entrando em consenso sobre quem tem o melhor perfil para cada função.
O carro-chefe da cooperativa são os derivados do leite, como manteiga e iogurte nos sabores morango, abacaxi, coco, milho verde e ameixa. Os cooperados ainda pretendem desenvolver bebidas lácteas e creme de leite. A produção de hortifrúti também é bastante expressiva, como banana, cheiro verde, cebolinha, jambu e chicória.
Recentemente, a CASP ampliou o beneficiamento lácteo para produção de 30 mil garrafinhas de iogurte a serem entregues à merenda escolar de Santa Izabel. A ampliação do parque fabril ocorreu após parceria com a Embrapa no fornecimento de equipamentos e capacitações promovidas pelo Sistema OCB/PA, o que gerou a necessidade de contratação de mais 4 colaboradores no último mês. A capacidade produtiva dos sócios é de aproximadamente 500 litros por dia, mesma quantidade que está sendo agregada pelo recebimento de leite dos outros produtores. Até o começo de junho, a CASP processava 300 litros de leite por dia. Após a parceria com a Embrapa, o processamento mais que triplicou para 1mil litros/dia.
“Acompanho a cooperativa desde o início e posso testemunhar do esforço que os cooperados vêm empreendendo ao longo desses anos para alavancar o negócio. Recebo com alegria a notícia da aclamação de Alcoforado, amigo de longas datas e entusiasta do ramo agropecuário. Tenho certeza que a cooperativa será gerida por boas mãos e, obviamente, acompanhada por nossos programas de monitoramento e aperfeiçoamento”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

A cidade de Xinguara produz uma média de 36 toneladas de lixo por dia, dentre os quais 40% são recicláveis. Apesar desse amplo potencial para o segmento, a Cooperativa de Reciclagem de Xinguara (Cooperlimpa) processa apenas 2 toneladas por dia pela falta de estrutura para coleta. A singular busca parceria com a Prefeitura Municipal para a concessão de caminhões e subsídio para a execução da coleta nas residências. Na última semana, a equipe técnica do Sistema OCB/PA esteve na sede da cooperativa para articular possíveis alternativas.
A Cooperlimpa presta serviços de coleta do material reciclado nas residências, comércios e indústrias, assim como a segregação do material. De acordo com o Diretor Comercial da Cooperlimppa, Maurílio Pereira, a principal dificuldade dos cooperados, hoje, é levantar capital de giro para manter o negócio. “O produto que temos não garante nossa sustentabilidade. O frete leva todo nosso recurso. No galpão, fazemos o enfardamento para o transporte até Goiânia e Brasília. O quilo do papelão, por exemplo, é vendido a R$ 0,47 e possui um custo produtivo de R$ 0,43. Estamos ganhando apenas R$0,4. Somando-se ao alto custo do transporte, nosso projeto é inviabilizado”.
As alternativas para se garantir a sustentação do negócio seriam parcerias com transportadoras com menor custo e, principalmente, ampliar o volume de produção. Retirando-se o lixo orgânico, Xinguara produz 12 toneladas de material reciclado/dia e 300 toneladas/mês. A cooperativa possui espaço físico, material humano, mas a capacidade de coleta e processamento chega atualmente a apenas 60 toneladas/mês, cerca de 20% do potencial total. São necessários caminhões para captar o volume na cidade.
“Se tivéssemos essa estrutura e a Prefeitura nos subsidiasse com R$180 por tonelada para retirarmos os resíduos da cidade, teríamos viabilidade para manter o projeto. Ganharíamos tanto na entrada quanto na saída. O recurso para a captação cobriria nossas despesas e o da saída seria para a remuneração do cooperado. Estamos em conversação com a gestão pública no intuito de ampliar a parceria já existente.”, explicou o presidente da Cooperlimpa, Antônio Silva.

A Cooperativa foi criada em 2006 com apoio da Prefeitura Local, mas ao final do mandato vigente e com o corte do apoio financeiro, as atividades foram paralisadas. Em 2017, a Cooperlimpa retomou suas operações com a reciclagem, contando com a parceria de profissionais liberais como advogado, contador, professor, engenheiro eletricista e técnico em segurança do trabalho.
Os materiais trabalhados são papel, plástico, vidro e pneu sem dependência à logística reversa. Eles catam e separam a matéria bruta que é comercializada e destinada às indústrias localizadas em Goiás para fazerem a transformação. A intenção é que cheguem a participar de todas as etapas deste beneficiamento.
A cooperativa possui parcerias com empresas da região, principalmente grandes frigoríficos que enviam os resíduos sólidos provenientes da fábrica.
COMPLEXO
Na visita técnica do Sistema OCB/PA, também se discutiu sobre o projeto que propõe a criação de um Complexo Industrial voltado para reciclagem e tratamento de resíduos sólidos a partir da Pirólise. A técnica seria uma alternativa para o fim dos lixões, utilizando-se da exposição a altas temperaturas para decomposição do material. É um dos meios mais eficientes e ecologicamente corretos para o tratamento do lixo, pois além da possibilidade da extração de diversos subprodutos como sulfato amônia, alcatrão, álcoois e óleo combustível, os equipamentos impedem a liberação de substâncias nocivas na atmosfera.
A intenção é construir um complexo para atrair as indústrias instaladas nas regiões sul e sudeste do País, facilitando dessa forma o direcionamento dos resíduos recicláveis dos municípios. O complexo seria feito a partir da união de cinco municípios: Tucumã, Ourilândia, Água Azul, Sapucaia, Rio Maria e Xinguara. “Avaliamos que a proposta é viável e pode representar um avanço expressivo no setor da reciclagem no Pará. Seria um exemplo para cidades de todo o Brasil que convivem com o problema da gestão de resíduos. Desta forma, acompanharemos esse processo de modo mais aproximado para contribuirmos nas conversas com os gestores municipais, articulando, inclusive, audiência pública com os prefeitos de cada uma das cidades envolvidas”, reiterou o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra.
