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Cooperativas ampliam mercado no Festival de Negócios

Cooperativas ampliam mercado no Festival de Negócios

 

Seja na base da produção alimentar ou fomentando o empreendedorismo através do crédito, a importância das cooperativas para a economia regional é cada vez maior. Essa relevância foi evidente no 2º Festival de Negócios promovido pelo Sebrae/PA em Castanhal, onde as singulares expositoras obtiveram bons resultados. O Sistema Sicoob, por exemplo, foi responsável pela liberação de R$ 600mil em rodadas de negócios. Representando o ramo Agro, participaram as cooperativas COOMAC de Curuçá e CASP, de Vigia em parceria com o Sistema OCB/PA.

 

O evento ocorreu no final de setembro em parceria com a Secretaria Municipal de Indústria, Comercio e Serviços, Secretaria de Cultura, Associação Comercial e Industrial de Castanhal e Sistema OCB/PA. Na programação, houve a exposição dos produtos de empresas e cooperativas, rodadas de negócio, capacitações e atrações culturais.

 

No total, o evento teve aproximadamente 10 mil visitantes, gerando mais de R$5 milhões em negócios para os 44 expositores. Foram R$ 3,4 milhões só em comercialização de produtos e serviços, R$ 957 mil em rodadas de negócios entre produtores rurais e atacarejos da região e R$ 600 mil em liberação de crédito. Ainda foram capacitados 40 produtores rurais em certificação orgânica e 35 empresas em "uso da internet para conquistar clientes".

 

“Foi uma excelente oportunidade paras as cooperativas representarem o cooperativismo e fechar boas parcerias com empreendimentos locais, sejam supermercados, feiras ou restaurantes daquela micro região. O Sebrae/PA mais uma vez nos acionou a sermos parceiros, incentivando as cooperativas a participarem e evidenciando bastante o cooperativismo”, afirmou o gerente do Sistema OCB/PA, Vanderlande Rodrigues.

 

As cooperativas selecionadas já são atendidas com os programas do Sebrae/PA. A Cooperativa Mista Agroaquícola de Curuçá (COOMAC) possui uma variedade de produtos da área rural, tais como hortaliças, frutas e derivados da mandioca. Já a Cooperativa Agropecuária do Salgado Paraense (CASP) trabalha com laticínios verticalizados, produtos de qualidade registrados como artesanais pela Adepará.

 

“Nossos produtores de Curuçá têm muita produção e pouco publico. A participação deles foi importante para fecharem boas parcerias e escoar a produção, fortalecendo economia regional. A CASP também, apesar de ter um bom mercado, precisa ser mais conhecida, abrir novas fronteiras. Agradecemos o apoio do Sebrae/PA, que vem á fazendo trabalho forte com as cooperativas na perspectiva de novos negócios”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

Produtores terão contato direto com bares e restaurantes

Produtores terão contato direto com bares e restaurantes

 

 

As cooperativas do ramo agropecuário possuem a oferta de produtos orgânicos, agroecológicos e de alta qualidade. Já o segmento de alimentação fora do lar possui a procura por essas mercadorias, mas não possui acesso direto à base produtiva. Para efetivar esse encontro de oferta e procura, o Sistema OCB/PA, SEDEME e Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Pará (Abrasel/PA) estão articulando ações conjuntas. A primeira etapa deste projeto será o levantamento das demandas dos estabelecimentos direcionados pela diretoria da Abrasel/PA.

 

Os bares e restaurantes serão visitados por técnicos da Nós Soluções Sustentáveis e Instituto Amazônia Cooperar que identificarão os dados para orientar as cooperativas. A partir disso, será elaborado um plano de ações mais direcionadas. “Estamos nos unindo para promover o encontro da produção de cooperativas da agricultura familiar às necessidades dos estabelecimentos paraenses, buscando levar dignidade às famílias no campo, qualidade às empresas do ramo alimentar e sabor e saúde ao consumidor final, proporcionando preço mais justo a todos os elos dessa cadeia de valor”, afirmou a presidente da Abrasel/PA, Rosane Almeida.

 

As discussões se iniciaram através das atividades do APL Alimentação Fora do Lar, articulado pela SEDEME. O Sistema OCB/PA pôde se aproximar da Abrasel/PA e, posteriormente, as entidades assinaram termo de cooperação técnica. De acordo com o previsto no termo, o Sistema OCB/PA fará o levantamento da produção das cooperativas, mercadorias e a quantidade ofertada. A Abrasel responderá sobre a disponibilidade de compra, periodicidade e locais para entrega.

 

A Abrasel possui forte demanda de produção de materiais oriundos da produção rural. No entanto, a comercialização é feita frequentemente com atravessadores e terceiros. “Vimos a oportunidade de mercado para tentar estreitar o contato desse público com o produtor direto, na ponta. No ano passado, fomos convidados para participar de uma reunião da Sedeme onde foi discutido o APL de alimentação fora do lar no qual a Abrasel está inserida. Na ocasião, fizemos uma aproximação com a entidade, chegando a participar da primeira Feira Brasil Ilhas e Sabores. O resultado foi positivo, abriu as fronteiras de mercado direto para os expositores e, hoje, podemos celebrar esse termo de parceria”, explicou Ernandes Raiol.

Aprendizes ensinam ginástica laboral para colaboradores da OCB/PA

Aprendizes ensinam ginástica laboral para colaboradores da OCB/PA

 

Bastam 15 minutos de exercícios laborais, acompanhados do prazer de trabalhar com o que e com quem se ama, para evitar doenças associadas ao desempenho da função. A felicidade de cooperados e colaboradores, uma das metas do cooperativismo brasileiro até 2025, está diretamente relacionada à saúde, segurança e harmonia dentro do ambiente de trabalho. Neste sentido, algumas práticas importantes foram repassadas pelos aprendizes cooperativos da Unimed Belém (turno da tarde) para o público interno do Sistema OCB/PA, na última terça (16).

 

A atividade também foi desdobramento final do módulo “Formação Humana e Científica”. Os aprendizes da tarde decidiram trabalhar a melhoria nas condições de trabalho dos funcionários da Unidade Estadual, a partir da cooperativa fictícia que eles mesmos criaram: Cooperativa de Segurança ao Trabalhador (SATCOOPER). Foram feitas duas rodadas de palestras sobre o tema com base nas normas regulamentadoras 6 e 17 estipuladas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

 

Os aprendizes falaram sobre fatores de proteção, saúde no ambiente de trabalho, noções de ergonomia, doenças associadas a riscos ergonômicos e práticas de prevenção às doenças. Para tal, o funcionário deve ter uma boa postura, em especial no uso de computadores e de cadeiras. É necessário fazer pausas para se alongar e exercitar os punhos e as mãos com o uso da bolinha terapêutica. Os alunos, inclusive, distribuíram bolinhas e ensinaram exercícios simples que podem ser adotados no dia a dia e contribuir para a saúde física e mental.

 

 

 

Ao longo da estruturação do projeto, os alunos fizeram uma análise do ambiente de trabalho e fizeram apontamentos de melhoria.  “Nosso objetivo foi alertar com base nos riscos que identificamos nas posturas incorretas e nas possibilidades de adequação. Percebemos que existe uma utilização incorreta de computadores, não há uma pausa durante o expediente para fazer exercícios laborais, além ausência de alguns equipamentos auxiliares. Isso pode afetar a produtividade, à medida que acarreta em doenças e prejudica no desempenho. É muito mais fácil evitar do que tratar uma doença”, explicou a aprendiz Eduarda Ogorodink.

 

O Programa

No módulo em questão, foram trabalhadas quatro unidades: Identidade do Jovem, Políticas Públicas, Segurança no Trabalho e Meio Ambiente/Desenvolvimento Sustentável. Abordaram-se questões que estão em voga na sociedade, tal como a discussão sobre gênero e eleições para presidente.  “Realizamos um estudo mais aprofundado para promover um treinamento que, de fato, contribuísse para a saúde do trabalhador na prevenção de doenças e na melhoria de qualidade de vida.  A avaliação dos trabalho realizado pelos alunos é muito boa, pois realmente se empenharam para além da sala, de aula. Buscaram aprofundamento e cresceram um pouco mais”, enfatizou a instrutora do Programa, Alessandra Souza.

 

Com formação em cooperativismo e em assistente administrativo a partir da vivência prática dentro de uma cooperativa, o Programa Aprendiz Cooperativo possui duração de 18 meses, com 500 horas práticas e 500 horas teóricas. No conteúdo programático são trabalhadas as disciplinas: Cidadania e Trabalho, Cooperativismo, Formação Humana e Científica, Introdução à Administração, Empreendedorismo, Linguagem e Comunicação, Matemática, Informática e Escritório, em que aprendem sobre todas as funções do auxiliar administrativo, e Mercado de Trabalho, que é um preparatório para entrevistas de emprego.

 

“Os alunos nos proporcionaram momentos de aprendizagem bastante relevantes nesta finalização de módulo, demonstrando que o curso teve resultado positivo. Foram trabalhadas relações individuais, humanas, sociais, profissionais e ambientais com o intuito de preparar o jovem para a vida pessoal e para o mercado. São ensinamentos preciosos. Parabenizamos a todos os envolvidos, em especial às professoras que se esforçaram para promoverem o projeto”, afirmou a coordenadora do Programa Aprendiz Cooperativo do Sistema OCB/PA, Rafaela Menezes.

 

 

Aprendizes reduzem uso de copos descartáveis

Aprendizes reduzem uso de copos descartáveis

 

Entre colaboradores, aprendizes e visitantes que circulam pela Unidade Estadual, o Sistema OCB/PA consumia 2mil copos descartáveis por semana. Com a iniciativa de alunos do Programa Aprendiz Cooperativo da Unimed Belém (turno matutino), deixarão de ser utilizados 500 copos descartáveis ao mês, uma economia de quase 7%. Eles substituíram os copos por canecas de plástico e promoveram uma manhã de conscientização com o público interno da Unidade. Na última terça (16), foram feitas gincanas, pesquisas interativas e sensibilização sobre práticas sustentáveis.

 

A atividade foi desdobramento final do módulo “Formação Humana e Científica”. Os aprendizes da manhã decidiram trabalhar o Projeto Canecoop (Caneca Cooperativa) após identificarem o uso excessivo dos copos descartáveis. Foi feita a divisão de equipes responsáveis pelo levantamento de informações, sensibilização do público interno, anexação de placas da campanha e execução de gincana sustentável e de pesquisa interativa.

 

“Vimos o problema e tentamos amenizar. Fizemos as canecas para nós, alunos, e alguns funcionários com a finalidade de tentar diminuir esse número. Evidente que não conseguimos eliminar totalmente, já que a sede recebe vários representantes de cooperativas e demais visitantes aos quais o copo é indispensável, mas nós podemos fazer diferente. Na sala, vamos utilizar a caneca para tomar água, café, suco. Se todos colaborarem nesse sentido, teremos resultados ainda melhores”, explicou a aprendiz Camila Carvalho.    

 

 

Durante o dia, os alunos entrevistaram os colaboradores, visitantes e pessoas que transitavam pela frente da sede. Eram feitas perguntas acerca de práticas sustentáveis e, aos que conseguiam responder adequadamente, era entregue um Canecoop. Questionava-se acerca do carregamento de copo próprio dentro da mochila ou bolsa, sacos plásticos para acondicionamento do lixo, fio dental e consumo de frutas. Apenas duas pessoas conseguiram completar o desafio. Pelas mídias digitais, os alunos também compartilhavam o link de um questionário com os amigos para responderem às perguntas de forma interativa.  

 

Outra equipe de aprendizes anexou placas de conscientização pela unidade do Sistema OCB/PA. No total, 10 placas foram afixadas com mensagens sobre responsabilidade socioambiental, cada uma dialogando com o local. Na recepção, foi alocada uma placa sobre reutilização do papel. De acordo com a pesquisa feita pelos aprendizes, se cada pessoa usar o verso do papel para impressão durante o mês, será preservada uma área florestal equivalente a 18 campos de futebol. No banheiro, o material trata sobre o uso consciente da água e, na copa, sobre o cultivo de hortaliças.

 

“O processo como um todo foi muito importante para nós. A turma já havia percebido essa necessidade. Quando limpávamos a sala de aula, havia sempre muitos copos descartáveis e assumimos esse compromisso. Já estávamos adotando um único copo para utilizar ao longo de todo o dia, além de sermos mais rigorosos ao jogar o lixo. É difícil, mas conseguimos mudar. Sabemos que ainda é pouco, comparando-se ao que é feito ao redor do mundo, mas se cada um fizer um pouquinho, os efeitos positivos serão bem maiores”, enfatizou a aprendiz Mewry Joyce.   

 

 

A Formação

 

No módulo em questão, foram trabalhadas quatro unidades: Identidade do Jovem, Políticas Públicas, Segurança no Trabalho e Meio Ambiente/Desenvolvimento Sustentável. Abordaram-se questões que estão em voga na sociedade, tal como a discussão sobre gênero e eleições para presidente. Os jovens, por exemplo, discutiram sobre as propostas protocoladas pelos candidatos a presidente da república no Tribunal Eleitoral. Eles analisaram quais seriam os melhores projetos para a própria faixa etária e elegeram internamente o candidato vencedor.

 

“É um módulo muito intenso, pois mexe com estruturas internas sem deixar que o lado cultural, o que nos constitui como humano, perca a cientificidade da parte acadêmica e profissional. A unidade ‘meio ambiente e desenvolvimento sustentável’ veio fechar o módulo com chave de ouro. Não queremos que essa prática caia no desuso, no esquecimento.  É o resultado de um processo que trabalhamos para ser duradouro. Como professora, me orgulho do que os nosso alunos fizeram”, concluiu a instrutora do Programa, Lívia Maria.

 

Dia Mundial do Cooperativismo de Crédito é celebrado nesta quinta (18)

Dia Mundial do Cooperativismo de Crédito é celebrado nesta quinta (18)

 

Com um conjunto de produtos e serviços atraentes e preços e taxas competitivos, o sistema cooperativista de crédito vem conquistando cada dia mais adeptos e se destacando ano após ano, com números expressivos, em todo o mundo. Mais de 235 milhões de pessoas são associadas às cooperativas de crédito, nos seis continentes. Estima-se que cerca de 68.000 cooperativas financeiras oferecem serviços bancários e contribuem com a prosperidade dos seus cooperados em 109 países. Para celebrar essas marcas, o Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito (World Council of Credit Unions - Woccu) fixou a terceira quinta-feira do mês de outubro como o Dia Internacional do Cooperativismo de Crédito (DICC).

 

"Encontre Prosperidade em uma cooperativa de crédito”. Este foi o tema escolhido pela Confederação Brasileira das Cooperativas de Crédito – Confebras para este ano. A iniciativa foi criada há 70 anos e tem como objetivo firmar a essência do poder transformador de realidades que o modelo cooperativista confere ao sistema financeiro. Conforme dados do Sistema OCB, atualmente, o Brasil conta com 929 cooperativas crédito, que movimentaram R$ 200 bilhões. O segmento atende, hoje, cerca de 8,5 milhões de brasileiros, sendo que as cooperativas chegam a 105 municípios brasileiros que não possuem nenhum outro atendimento financeiro. 

 

 

Conta corrente, cartões de crédito e de débito, operações diversas, financiamentos, linhas de crédito e muitos outros serviços. As cooperativas guardam muitas semelhanças com os bancos comerciais, mas os diferenciais que contam a favor do sistema cooperativo são significativos. Os cooperados são mais que clientes, são os donos do ‘negócio’ e participam das decisões. Essa é uma das maiores vantagens que o sistema cooperativo proporciona e um dos principais pontos de atratividade para expansão do setor. 

 

Os usuários das linhas de crédito se beneficiam de taxas diferenciadas e da redução de tarifas, sem falar das aplicações e de sua rentabilidade atrativa. O desempenho das instituições financeiras cooperativas se deve à forte atuação local e regional e proximidade de seus cooperados mesmo neste importante período de dificuldades, mantendo os estímulos ao desenvolvimento e o apoio às comunidades em que estão inseridas.

 

O sistema cooperativo de crédito é assegurado por um fundo garantidor - o Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop), que garante a cobertura de até R$ 250.000,00 por CPF ou CNPJ para recuperar os depósitos ou créditos das operações financeiras em caso de intervenção ou liquidação extrajudicial. 

Cooperativas participam de Feira Internacional de Turismo em SP

Cooperativas participam de Feira Internacional de Turismo em SP

 

A diversidade de paisagens naturais credencia o Pará como um dos destinos mais procurados pelo ecoturismo no Brasil. A Feira Internacional da Associação Brasileira de Agência de Viagens (ABAV) foi uma oportunidade especial para se evidenciar as riquezas existentes na região, dando visibilidade para o trabalho feito pelas cooperativas.  Por meio do Departamento Municipal de Turismo de Parauapebas, participaram as singulares Mulheres de Barro e Cooperture Carajás, assim como empresas do setor. 

 

Parauapebas apresentou suas rotas turísticas e fechou grandes parcerias no evento.  A Feira realizada em São Paulo mostrou atrativos como a rota indígena, rota das águas, rota do búfalo, rota city tour, rota Carajás e a novidade do café de açaí e a muçarela de búfala, que é campeã nacional, estão sendo grandes destaques e atraindo diversas pessoas e operadoras nacionais e até internacionais interessadas em colocar nossos produtos em suas plataformas.

 

As rodadas de negócios funciona a todo vapor, o que mostra que a primeira participação de Parauapebas na maior feira internacional de turismo do país será um divisor de águas e que em breve nos colocará como uma das principais rotas turísticas do Norte do Brasil.

 

Com um público estimado em mais de 23 mil participantes nos três dias de feira, participação de diversos países e marcas já consolidadas nos diversos segmentos turísticos, a feira da Abav é o evento mais importante para aqueles que querem abrir as portas de suas cidades e empresas para atrair turistas e fazer negócios.

 

Fonte: Portal Pebinha de Açúcar

Cooperativas constituem Central Agro no Oeste Paraense

Cooperativas constituem Central Agro no Oeste Paraense

 


Santarém terá uma referência de abastecimento e distribuição dos produtos oriundos da agricultura familiar para o mercado local. Cinco singulares da região decidiram constituir a Central das Cooperativas Agropecuárias do Oeste Paraense, responsável por fortalecer a representatividade produtiva dos cooperados, ampliar a fluidez dos processos administrativos e promover um melhor acesso ao mercado. O Sistema OCB/PA está acompanhando as tratativas. No próximo mês, a Central receberá o Programa de Aprimoramento da Gestão Cooperativista (GESCOOP).

 

Dentro do planejamento estratégico do Sistema OCB/PA direcionado para o fortalecimento do ramo agropecuário na região, identificou-se a necessidade de diminuir o número de cooperativas e potencializá-las através da incorporação. As singulares que não aderiram ao processo decidiram constituir a Central Agropecuária, composta pela COOPFAN, COOPBOA, COOPAFS, COOPMAM e ACOSPER. O objetivo foi criar um grande centro para abrigar a mercadoria dos associados e distribuí-la para os possíveis clientes.

 

Em reunião com a diretoria da Central, a gerência de desenvolvimento do Sistema OCB/PA definiu as datas para execução de cada etapa do GESCOOP. No início e no final de novembro, será desenvolvido um plano de ações estratégicas futuro para que consigam enxergar o caminho a ser tralhado e gerar resultados tanto para a central, quanto para as singulares e cooperados.

 

“A partir dessa ferramenta, terão uma linha de direcionamento para que a iniciativa dê certo e se torne um case de sucesso na região de Santarém. Apesar de a recomendação inicial ter sido a priorização para a incorporação, julgamos importante o sistema estar acompanhado o processo para orientar no que for possível e, assim, fortalecer a Central”, explicou o gerente Vanderlande Rodrigues.

 

O principal objetivo de uma Central é servir de retaguarda para as singulares com orientação técnica, jurídica e sistêmica. Desta forma, se oferece condições para que as singulares se preocupem diretamente com o negócio, evitando atividades que desgastam o tempo de gestão, prejudicam a área produtiva e afetam o aprimoramento de resultados.

 

Outros modelos de Central, como a Aurora, se propõem a verticalizar produção, o que cada singular sozinha não teria condições. Apesar de não ser uma Central de negócios, a iniciativa que está se consolidando em Santarém também poderá ser de comercialização. A gestão buscará parcerias que possam ser compartilhadas com todos os cooperados, tais como a aquisição em escala de insumos, defensivos agrícolas e outros benefícios de caráter social que podem atender às necessidades dos produtores na ponta.

 

As cooperativas trabalham principalmente com polpas de frutas, farinhas e extrativismo, a exemplo da seringa. Com a união, a capacidade produtiva dos agricultores cresce. Porém, a central ainda não poderá assumir a representatividade frente ao mercado institucional já que a pessoa jurídica que representa as pessoas físicas precisa apresentar DAP.


“Conversamos com os dirigentes que apontaram o mercado como sendo favorável e a união socioeconomicamente viável para o grupo. Continuaremos acompanhando, convictos de que esse é o caminho para o crescimento. De modo algum poderemos retornar a práticas antigas, quando cooperativas disputavam entre si pelo mesmo mercado e, pelo fracionamento produtivo, nenhuma obtinha resultados satisfatórios. Não há dúvidas que, juntos, somos mais fortes”, afirma o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

Dia C é tema de artigo científico na Espanha

Dia C é tema de artigo científico na Espanha

 

A maior corrente de voluntariado do Brasil já está repercutindo no continente europeu. O ambiente acadêmico espanhol foi apresentado no início deste mês à campanha Dia de Cooperar, uma iniciativa da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).  A administradora e Professora Mestra do IFPA Campus Santarém, Carmem Andrade, apresentou os resultados das ações promovidas pelo Sistema OCB/PA em Congresso Internacional realizado em Toledo, na Espanha. O trabalho foi bem avaliado e um artigo completo será publicado na Revista Ciriec-España.

 

A apresentação foi feita no 17º Congresso Internacional de Investigadores em Economia Social e Cooperativas, com o tema: “A responsabilidade social das cooperativas na Amazônia Paraense: O Projeto Dia de Cooperar como exemplo de boas práticas de inclusão social”.  Carmem é estudante do Programa de Doutorado na Universidad de Alicante/Espanha e membro do Grupo Internacional de “Cooperativismo, Desarrollo Rural y Emprendimientos Solidarios em la Unión Europea y Latinoamérica” (COODRESUEL).

 

“Posto que as cooperativas são geridas por um grupo de pessoas preocupadas em promover o desenvolvimento das comunidades onde estão inseridas, o objetivo foi promover uma espécie de benchmarking. Difundindo os efeitos práticos da campanha, os interessados puderam identificar o modelo e utilizá-lo em determinadas regiões, cada qual com sua particularidade, mas com foco no movimento Dia C”, explica Carmem.

 

Em apenas nove anos, o Dia C já conta com a adesão de mais de 1,5 mil cooperativas, que abraçaram essa ideia e transformaram a vida de mais de dois milhões de pessoas. E isso só é possível por meio do trabalho engajado de cerca de 120 mil voluntários, em 1.081 municípios, de todos os estados brasileiros. No Pará, a iniciativa ocorre desde 2014 e já beneficiou cerca de 50mil paraenses em 30 municípios paraenses. Anualmente, o Sistema OCB/PA elege uma cidade para sediar a celebração como capital estadual do cooperativismo.

 

 

“O Dia C é um diferencial do cooperativismo brasileiro. Estamos rompendo barreiras no Brasil e a perspectiva de futuro é ampliada ano após ano, em especial pelo apoio da ONU. A divulgação acadêmica em território europeu é um retorno prático disso. Podemos despertar na comunidade internacional um olhar específico para as ações realizadas no Brasil, em especial na Amazônia”, comenta o coordenador da campanha no Pará, Diego Andrade.

 

Desde 2016, o Dia de Cooperar tem ampliado o diálogo com parceiros globais, ao agir em acordo com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), o plano de ação estipulado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para o alcance da erradicação da pobreza, proteção do planeta e garantia do alcance da paz e da prosperidade até 2030. O objetivo é realizar iniciativas diferenciadas, contínuas e transformadoras.

 

A Universidade de Alicante já possui convênio de cooperação técnica com o Sistema OCB/PA para execução de atividades conjuntas. Em agosto, uma comitiva esteve em Parauapebas (PA) para participar de debates sobre o turismo cooperativo na região.  “Já realizamos algumas ações em parceria e esse projeto de pesquisa pode ser um início de atividades a serem estruturadas também na área de promoção social. O intercâmbio de boas práticas, sem dúvida, tem muito a acrescentar ao cooperativismo em ambas as regiões. Juntos, podemos fazer a diferença para um mundo cada vez melhor e mais cooperativo”, afirmo o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

Incorporação fortalece cooperativas de Santarém

Incorporação fortalece cooperativas de Santarém

 

 

Dobrando a produção mensal de hortaliças, derivados da mandioca, frutas in natura e polpas, a incorporação de singulares na região oeste foi aprovada em Assembleia Geral ocorrida na última semana. A Cooperativa dos Produtores Rurais de Santarém (COOPRUSAN) incorporou a Cooperativa Mista Agroextrativista do Tapajós (COOMAPLAS) e a Cooperativa dos Produtores das Comunidades, Chaves, Prata, Açaizal do Prata, São Raimundo Fé em Deus, Fé em Deus e Sossego (COOPROMUBEL). Foi o primeiro processo de incorporação envolvendo singulares do ramo agropecuário no Pará.

 

A expectativa é ampliar a área de atuação de mercado com produção em escala. O número de cooperados agora é de 248, com 204 portando DAP. A produção mensal chegará a mais de 10T de frutas, 15T de polpas e 5T de derivados da mandioca. Os estabelecimentos integrados de produção contemplarão uma casa de farinha com maquinários e agroindústria de beneficiamento de fruta. Serão compartilhados agora terrenos, dois caminhões e câmara fria com capacidade de 50T.

 

Os eixos produtivos, de hortaliças, são cebolinha, couve, coentro e alface. De frutas in natura, são banana prata e verde, melancia, abacaxi, mamão, laranja, tangerina, jerimum, goiaba, maracujá, acerola, taperebá, muruci, cupuaçu e caju. Já os clientes atendidos são supermercados da região, hospitais, prefeituras municipais, padarias, mercados e feiras.

 

A iniciativa foi uma das indicações do Diagnostico do Cooperativismo Paraense, elaborado em 2016, assim como de outros trabalhos técnicos de capacitação. “Identificamos um número excessivo de cooperativas em Santarém e Região competindo pelo mesmo mercado, na venda do mesmo produto e às vezes de modo desleal. Se preciso da produção na mesma linha, por que não unir as forças? A tendência é melhorar a qualidade, quantidade, escala de fornecimento da produção e diminuir despesas de todos”, explicou o gerente de desenvolvimento do Sistema OCB/PA, Vanderlande Rodrigues.

 

Na assembleia, foi apresentado o relatório final da comissão de incorporação, que fez o levantamento de documentos, pendências financeiras e fiscais. Cada cooperativa identificou a viabilidade e 100% dos cooperados votou favorável à incorporação. A incorporadora assumiu todos ativos e passivos das incorporadas. As três definiram que o melhor CNPJ a permanecer seria o da COOPRUSAN, pela estrutura física, SIF e mercado que já possui.

 

Como foi feito um acordo à cavalheiro, será escolhido um novo nome para a cooperativa que seja mais comercial e representativo aos 3 municípios nos quais as singulares estão localizadas. O mandato da atual gestão foi suprimido, havendo formação de novo conselho com representatividade de duas pessoas de cada cooperativa. A eleição dos novos conselheiros fiscais e administrativos também foi feita na ocasião. O arquivamento do processo já está sendo finalizando na JUCEPA e Receita Federal.

 

Para dezembro, está programada a aplicação do GESCOOP já com a cooperativa unificada. O programa do Sistema OCB/PA visa construir, junto com dirigentes e cooperados, um planejamento de ações estratégicas para o futuro, dando direcionamento de qual caminho os cooperados deverão seguir. “A cooperativa deve pensar de modo competitivo, sem esquecer, é claro, de que é uma cooperativa. A incorporação é um dos caminhos mais viáveis, a exemplo do que fizeram grandes instituições para se fortalecerem. Antes, as cooperativas se enxergavam como concorrentes, sendo que os atravessadores eram o principal competidor. Nunca houve um processo de incorporação do setor agro. A iniciativa já é um modelo e será objeto de estudos para o Estado, tendendo a acontecer com mais volume no Pará”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

IFPA Castanhal e OCB/PA abrem novas vagas para o Mestrado

IFPA Castanhal e OCB/PA abrem novas vagas para o Mestrado

 

Os cooperativistas paraenses possuem mais uma oportunidade para ampliar sua qualificação profissional. O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA Campus Castanhal) está ofertando sete vagas não preenchidas no Processo Seletivo de Mestrado Profissional para os funcionários e associados das singulares registradas e adimplentes junto ao Sistema OCB/PA. Estão disponíveis duas Linhas de Pesquisa, sendo cinco vagas para “Dinâmica e Manejo de Agroecossistemas” e duas para “Gestão de Empreendimentos Agroalimentares”. As inscrições seguem até o próximo dia 19 e a defesa dos projetos de pesquisa ocorre no dia 24 deste mês.

 

As inscrições poderão ser realizadas pessoalmente, apresentando os documentos necessários na Secretaria do Programa, no Bloco C – Térreo do IFPA Campus Castanhal, das 08h às 11h, e das 14h às 17h. Também é possível se inscrever via postal por meio do serviço de entrega rápida (SEDEX). Os documentos necessários são: Formulário de Inscrição (Anexo I do edital) devidamente preenchido; Documento oficial de identidade, CPF e Título Eleitoral (originais e fotocópias); Declaração de vínculo com o Sistema OCB/PA; 3 (três) vias impressas da Proposta de Projeto de Pesquisa Aplicada de acordo com o roteiro (Anexo II); Anexos V e VI do edital devidamente preenchidos e assinados.

 

“É uma nova oportunidade para os interessados que não conseguiram se candidatar na última abertura de edital. Somos um dos poucos Estados brasileiros a proporcionar um Mestrado Profissional direcionado a cooperativas, o que prova o esforço que vem sendo desempenhado para ampliar a qualificação do segmento a partir da capacitação. Entendemos que é o único caminho para o desenvolvimento econômico e social”, explica o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

 

As linhas de pesquisa visam o desenvolvimento de estudos, tecnologias e inovações sustentáveis aplicadas à produção agropecuária integrada, abrangendo todos os aspectos sócio-técnicos relacionados aos componentes dos sistemas de produção vegetal e animal e suas inter- relações. Empreendimentos Agroalimentares são unidades de produção agropecuária, extrativista e agroindustrial cuja gestão deve ocorrer por meio de instrumentos e ferramentas integradas a dinâmica produtiva e ao manejo de agroecossistemas.

 

 

Confira o edital completo:
http://castanhal.ifpa.edu.br/images/sampledata/PDF/2018/11-mestrado/EDITAL-PROCESSO-SELETIVO---Convnio---IFPA-e-SISTEMA-OCB-SESCOOP---FINAL-22-04-2018_RC.pdf

Seminário aborda cenário do cacau cooperativista

Seminário aborda cenário do cacau cooperativista

 

Embora seja o maior produtor de cacau no Brasil, o preço do fruto no Pará é menor do que o praticado em outras regiões do país. A informação divulgada pela Secretaria de Estado da Fazenda (SEFA) aponta para a necessidade de organização produtiva e ampliação de competitividade das cooperativas. O tema norteou as discussões de Seminário, que foi uma realização do Sistema OCB/PA em parceria com o MAPA, Sedeme e Nós Consultoria. Participaram produtores de diversas regiões do Pará, na Casa do Cooperativismo. O evento é uma das ações decorrentes de chamada pública vencida pelo Sistema OCB/PA.

 

Em 2017, o Pará atingiu o valor de US$ 1,4 milhões em exportação do cacau para outros países. As vendas para outros Estados do Brasil chegaram a R$ 543 milhões, com Bahia e São Paulo sendo os principais destinos do fruto. Em seis anos, o Pará dobrou sua produção de cacau, chegando a 117 mil toneladas na última safra, o equivalente a quase 50% da produção brasileira. Pelos dados da CEPLAC, a produtividade média no Pará é de 911 quilos por hectare e a produção deve crescer entre 7% e 9% por ano até 2030.

 

Apesar dos números positivos, o Seminário destacou os principais desafios do segmento: organização produtiva e verticalização. Uma das preocupações é o preço do fruto in natura. A cotação do cacau no fechamento da última sexta (05) marcou o preço da arroba na Bahia em R$ 125,00 e a saca no Espírito Santo em R$ 490,00. A cotação no Pará, que é por unidade, marcou R$ 7,50. Nivelando as unidades de medida, o preço do cacau paraense é cerca de R$1,00 mais barato em relação ao cacau baiano.

 

“A finalidade do Governo é dar proteção aos interesses de nossos produtores. Uma vez que o preço recebido é menor, a arrecadação do Estado cai, assim como o repasse para o fundo de desenvolvimento da cacauicultura. Nossa intenção é que o preço seja compatível com o mercado e com a qualidade do cacau, que hoje não vem sendo remunerando no nível adequado. Os produtores podem e devem se posicionar para nivelar o preço. O Estado oferece todo o apoio nesse sentido”, explicou o diretor de desenvolvimento de indústria, comércio e serviço da Sedeme, Sérgio Menezes.

 

De acordo o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, a solução para os agricultores é o fortalecimento das cooperativas. “Precisamos levantar mais dados para saber o porquê dessa diferença de preço. Não sabemos exatamente os motivos, mas a solução é fortalecer as cooperativas, agregar valor à produção, verticalizar. São os caminhos possíveis. Somos os maiores produtores do país e precisamos assumir esse papel”.

 

O DENACOOP

O Seminário é uma das ações previstas no projeto estruturador que o Sistema OCB/PA conseguiu captar junto ao Governo Federal. Produtores de cacau na Transamazônica e pescadores da região de Santarém estão sendo beneficiados com recursos provenientes do Departamento de Cooperativismo e Associativismo da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo (DENACOOP). O Departamento pertence ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Estão sendo destinados cerca de R$350mil para a qualificação profissional das cooperativas, associações e comunidades em que estão inseridas. A contrapartida do Sistema OCB/PA foi de R$ 100mil.

 

“Estamos acompanhando o Projeto e a avaliação do trabalho é bastante positiva. Está tudo sendo desenvolvido de forma normal, de acordo com o que já estava previsto inicialmente. Através dessas capacitações, o produtor terá a facilidade de aprender e desenvolver sua atividade com maior retorno. Já possuem a expertise de produção, falta apenas de comercialização e padronização”, afirmou o assistente técnico da Divisão de Políticas e Desenvolvimento agropecuário do MAPA, Rubens Velasco.

CASP triplicou capacidade de processamento lácteo

CASP triplicou capacidade de processamento lácteo

 

 

Após vencer chamada pública da Prefeitura de Castanhal, a Cooperativa Agropecuária do Salgado Paraense (CASP) ampliou o beneficiamento lácteo para produção de 30 mil garrafinhas de iogurte a serem entregues à merenda escolar do município. Atualmente, a cooperativa está processando 1mil litros de leite por dia. A ampliação do parque fabril ocorreu após parceria com a Embrapa no fornecimento de equipamentos e capacitações promovidas pelo Sistema OCB/PA, o que gerou a necessidade de contratação de mais 4 colaboradores no último mês.

 

A demanda total da chamada pública para a merenda escolar é de 30 toneladas. Recentemente, a Prefeitura solicitou 6 toneladas em embalagens de 200g do sabor morango. “A entrega deve ser feita em outubro e vamos atender o prazo. A cooperativa inteira está envolvida, trabalhando até de noite para cumprir a solicitação. Agradecemos a Deus e a todos os parceiros por esse importante momento na história de nossa CASP. Estamos produzindo em escala, mesmo sem um parque fabril completo”, explicou o presidente da cooperativa, Antônio Alcoforado.

 

Além do incremento financeiro para os cooperados, a cooperativa também está promovendo o desenvolvimento integrado da região ao adquirir insumos de produtores locais para conseguir atender à demanda. A capacidade produtiva dos sócios é de aproximadamente 500 litros por dia, mesma quantidade que está sendo agregada pelo recebimento de leite dos outros produtores. Até o começo de junho, a CASP processava 300 litros de leite por dia. Após a parceria com a Embrapa, o processamento mais que triplicou para 1mil litros/dia.

 

O convênio de cooperação técnica com a Embrapa contempla fornecimento de máquinas em comodato e cursos de qualificação técnica. Os cooperados receberam um pasteurizador de placa com capacidade de 500 litros/hora, pasteurizador térmico com capacidade de 300 litros/dia e uma máquina de embalar. Antes da efetivação da parceria, a agroindústria pasteurizava 200 litros em 4 horas. Com os equipamentos, são processados 500 litros em, no máximo, 2 horas.

 

 

 

 

O convênio também contempla a transferência de tecnologia para o produtor na base com cursos como formação de capim, sanidade animal, boas práticas de produção e controle dentro da fazenda. O objetivo é aprimorar a produção, triplicando a capacidade de pastejo em uma mesma área a partir do tipo e periodicidade de adubação, rotatividade dos animais, entre outros.

 

“Fizemos ofício, visitas e negociações para solicitar a parceria e a instituição comprovou que tínhamos um trabalho desempenhado com seriedade. O convênio veio exatamente quando mais precisávamos. A equipe está nos acompanhando na parte de desenvolvimento de produtos, alinhando o que já vem sendo feito há 2 anos. Temos todo um planejamento de capacitações que será desenvolvido tanto pela Embrapa quanto pelo Sistema OCB/PA”, completa Alcoforado.

 

O próximo passo para a CASP é a busca de projeto no Banco da Amazônia (Basa) para financiamento de suas atividades. A proposta é adquirir novos equipamentos para completar a agroindústria, tais como embalador para copo, carro para coleta de matéria prima e entrega de produto acabado, máquinas para tratamento e reuso de água e utensílios para a fabricação de queijo.

 

“Acompanho a cooperativa desde o início e posso testemunhar do esforço que os cooperados vêm empreendendo ao longo desses anos para alavancar o negócio. É inevitável que a recompensa venha. Precisamos apenas estar preparados para o crescimento, acompanhando o ritmo do mercado e nos adaptando às exigências a partir da qualificação profissional e do aprimoramento técnico”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

Cooperativas de Porto Trombetas recebem visita do Sistema OCB-PA

Cooperativas de Porto Trombetas recebem visita do Sistema OCB-PA

 

Foi com a satisfação de reencontrar amigos que as cooperativas Coopbarcos, Cooperboa e Coopermoura receberam o superintendente do Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado do Pará (Sistema OCB-PA), Júnior Serra, e o novo representante do ramo Crédito, José Melo da Rocha na última sexta (28/09) em Porto Trombetas, distrito do município de Oriximiná, região oeste do Pará.

 

Júnior Serra aproveitou para apresentar às cooperativas ao José Melo da Rocha, ou Dr. Melo, como é mais conhecido em virtude da atuação junto ao Ministério Público do Estado do Pará, que passou a integrar o quadro de representantes de ramo do Sistema OCB-PA de 2018 a 2022. Dr. Melo é presidente e fundador da Sicoob COIMPPA, uma das cooperativas de crédito mais tradicionais do Estado. “É muito importante ver de perto a realidade de cada local, o trabalho e as particularidades que nos unem em cooperação. Ver o trabalho singular da Cooperbarcos e a diferença que a Coopboa e a Coopermoura fazem nas comunidades em que atuam”, enfatizou Dr. Melo.

 

A Coopbarcos é um a cooperativa do ramo transporte, que atua há 19 anos com transporte marítimo de pessoas. Possui 20 cooperados e é a única do segmento a realizar esse tipo de transporte no Pará. “Todo os nossos investimentos e patrimônio foram realizados com recursos próprios. O nosso quadro de cooperados é especializado e a cooperativa mantém um ritmo de expansão continuo. Agora mesmo, precisamos adquirir mais 3 motores para atender a um novo contrato”, explicou a presidente da Coopbarcos, Rai Santos.

 

No ramo Trabalho, destaque para as cooperativas Coopboa e Coopermoura, que tem como principais clientes a empresa Mineração Rio do Norte. “Passamos por um processo de profissionalização da gestão. O Sistema OCB-PA nos ajudou nesse progresso nos esclarecendo sobre como fazer, como perceber onde precisávamos ajustar. Ajustamos. Hoje, a nossa realidade é bem diferente e para melhor. A nossa comunidade tem a Cooperboa com um alicerce de segurança em que sabe que pode contar. O ticket médio de cada cooperado de R$1.200,00 quando a média do mercado é de R$954,00”, disse a administradora de contratos da Cooperboa, Deni Mara Pereira.

 

A Cooperboa atua há 22 anos e possui 158 cooperados ativos da comunidade de Boa Vista, região de Oriximiná. É uma cooperativa que presta serviços de roçagem, jardinagem, limpeza e etc. A escolaridade média dos cooperados é de ensino fundamental. Foi destaque em 2o lugar em um prêmio da Mineração Rio do Norte por manter padrões de excelência no uso na prestação de serviços.

 

Em primeiro lugar ficou a cooperativa Coopermoura, que atende à Comunidade de Moura há 8 anos, também da região de Oriximiná, com 70 cooperados ativos. “Para nós é um reconhecimento ao cooperativismo porque não é fácil concorrer com as empresas tradicionais. O mercado exige especialização constante e nós trabalhamos muito para isso”, concluiu o presidente da Coopermoura, Clóvis Silva de Almeida.

 

“As cooperativas de Porto Trombetas são referência para o Sistema OCB-PA no que tange a profissionalização da gestão, nos processos e no posicionamento de mercado. Para nós, é uma grande satisfação poder estar com elas em todo esse longo processo de amadurecimento”, finalizou Júnior Serra.

Eleições 2018: Vote consciente!

As eleições já ocorrem no próximo domingo e seu voto pode contribuir para uma Frente Parlamentar do Cooperativismo mais forte. Veja o que já foi conquistado pela Frencoop com o apoio do Sistema OCB. Curta, compartilhe e estimule o voto consciente em quem pode auxiliar no desenvolvimento das cooperativas paraenses!

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Cooperativas levam variedade ao Festival do Chocolate

Cooperativas levam variedade ao Festival do Chocolate

 

Amargo ou ao leite, diet ou em barra. As cooperativas apresentaram chocolates de vários sabores para todos os gostos no 5º Festival Internacional do Cacau e Chocolate da Amazônia. Os amantes da guloseima tiveram muitas opções para saborear no período de 27 a 30 de setembro, no Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. Pela primeira vez, o Espaço do Cooperativismo promovido pelo Sistema OCB/PA ocupou duas ilhas com stands exclusivos para cooperativas. Participaram a CacauWay, CAMPPAX, COOPOAM, CART, COOPERTUC, D’IRITUIA, COOPRIMA, CASP e CEPOTX.

 

Com investimento de R$ 1,2 milhão e expectativa de movimentar até R$ 10 milhões em negócios, o evento abrangeu as áreas de gastronomia e turismo e teve como foco a capacitação, tecnologia, economia criativa e negócios. Durante os quatro dias, o evento expôs aos consumidores marcas de chocolate e promoveu debates e cursos com produtores, chefs e pesquisadores sobre a cacauilcutura no país e no Estado, a sustentabilidade da produção, a fabricação de chocolates de origem e o uso do cacau na gastronomia. Cerca de 60 mil pessoas passaram pelo Hangar.

 

As cooperativas foram um dos destaques, reunindo produtores de Medicilândia, Primavera, Vigia, Tailândia, São Félix do Xingu e Tucumã. A diversificação de produtos, com níveis diferentes de verticalização, chamou a atenção dos visitantes.

 

Para quem possui complicações cardíacas, por exemplo, a Cooperativa de Produtos Orgânicos da Amazônia (COOPOAM) apresentou uma novidade exclusiva: chocolate produzido a partir de mel de abelha. A criação foi da cooperada Rosa Vronski, que desenvolveu a inovação a partir da solicitação de um cliente que possui 3 pontes de safena. O cacau está auxiliando no tratamento por ser composto de substancias que contribuem com a desobstrução de artérias, retirando o colesterol ruim. Ao invés de açúcar e leite, a base do chocolate é só cacau e mel de abelha.

 

“O gosto do cacau e do mel fica bem acentuados e é muito bom para quem tem problemas cardíacos. A aceitação dele foi ótima. Fui contatada por médicos de Belo Horizonte que pretendem comprar o chocolate de mel de abelha e incluir nos tratamentos. Ficamos muito felizes com a notícia na expectativa de ampliar a produção para atender toda essa demanda”, explica Rosa Vronski.

 

 

 

Já para quem não possui problemas cardíacos e tenta manter a forma, mas quer se esbaldar no chocolate sem culpa, a Cooperativa Agroindustrial da Transamazônica (Coopatrans) apresentou a linha saúde Way. São produtos como chocolate intenso de 70%, linha funcional de chia, linhaça e gergelim, assim como amêndoa de cacau caramelizado e nibis puro. Além da linha fitness, a cooperativa que detém a marca CacauWay expôs as outras variedades de chocolate, todos naturais, sem conservantes ou aromatizantes: barrinha de 50% com tapioca e café, geleia, licores, toda a linha de chocolate desde o 30% a 70%, barrinha artesanal embalada na folha de cacau desidrata, chocolate em pó 50% e 70%, trufas de 13 sabores variados feitas com polpas de frutas naturais.

 

 

“Nossas cooperativas representaram muito bem o segmento. Tivemos a Camppax apresentando chocolate produzido com cacau orgânico, assim como castanha-do-Pará e amêndoa do cacau orgânico; A Coopertuc, que já ganhou o prêmio de melhor cacau na edição 2016, além da CART com as famosas castanhas de Caju, a CASP com seus iogurtes naturais e a D’Irituia com hortaliças, frutas e legumes. Queremos ampliar ainda mais o espaço do cooperativismo, estimulando a verticalização para apresentarmos produtos acabados e com maior valor agregado”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

 

 

NEGÓCIOS

 

O 5º Festival ocorreu junto com o 17º Flor Pará, que também teve representante cooperativista. A Cooperativa dos Produtores de Primavera (COOPRIMA) apresentou as flores comestíveis e a famosa cachaça produzida a partir da flor de jambu.  Na ocasião, as cooperativas também tiveram espaço para prospectar novos negócios. O total de 40 variedades de produtos da CacauWay chamou a atenção do empresário Péricles Guerreiro, que planeja exportá-los para Portugal.

 

 

 

“Vimos a riqueza apresentada pela cooperativa. Precisamos de políticas públicas para fazer o pequeno produtor empreender. Sou fã da CacauWay e pretendo abrir uma loja em Lisboa com a marca. Já estamos conversando neste sentido, porque acredito no produto. O governo do Estado precisa criar políticas para colocar o cacau no radar do mercado comum europeu. Inclusive, estou organizando a primeira Expo Amazônia em Portugal e já convoquei a cooperativa para expor lá. Se participarem, teremos rodada de negócio e workshop do agronegócio que proporcionarão que as empresa de Portugal comprem produtos em volume alto para exportação. Precisamos trabalhar melhor isso. Cacau e Açaí são as bolas da vez”, comentou o empresário.

 

 

 Exposição da CASP

 

 

CEPOTX também foi um dos expositores 

 

 

Cooperados da COOPRIMA
Stand da CART
Produtores da CAMPPAX
Cooperativas de crédito discutem sobre inovação e tecnologia

Cooperativas de crédito discutem sobre inovação e tecnologia

 

O Norte é a região do Brasil que possui maior espaço para crescimento das cooperativas de crédito, segundo análise feita pela Confederação Alemã de Cooperativas (DGRV). Neste contexto, o cooperativismo financeiro precisa articular estratégias de inovação e tecnologia para ampliar seu reconhecimento de mercado. Alguns meios foram discutidos, na última semana, no 2º Encontro do Ramo Crédito, organizado pelo Sistema OCB/PA em parceria com o Banco Central do Brasil e DGRV. Participaram presidentes, conselheiros e diretores de todas as cooperativas de crédito no Pará.

 

Como resultado do 1º Encontro, realizado em 2017, o Sistema OCB/PA definiu a temática “Panorama, Diretrizes e Reflexões para as cooperativas financeiras”. O objetivo foi buscar o aprofundamento sobre a regulamentação e novas diretrizes para o trabalho das cooperativas no sistema financeiro. A novidade desta segunda edição foi o formato mais participativo do evento. Foram abordados os temas: Mercado, Inovação, Eficiência, Governança, Regulação e Supervisão.

 

No primeiro dia, houve as apresentações técnicas das instituições parceiras e, depois, o talk show “Vetores de decisão e eficiência”, com moderação de Silvio Giusti, participantes da plateia e comentários do Banco Central do Brasil. No segundo dia, após a abertura e rodada de nivelamentos, houve discussão participativa com o talk show do Banco Central do Brasil.

 

 

 

“Tivemos as orientações técnicas do que as resoluções do Banco Central determinam. Esse alinhamento faz com que os dirigentes estejam atentos às diretrizes do órgão regulamentador. Também aprofundamos a questão da Governança e das estratégias a serem adotadas para um desempenho de maior destaque no mercado brasileiro e mitigação de riscos diante das operações financeiras. Um dos assuntos muito debatido foi a possível fusão dos sistemas de crédito presentes no país e o aumento ou a diminuição do número de cooperativas financeiras nos próximos 10 anos”, ressaltou o analista de desenvolvimento de cooperativas do Sistema OCB/PA e coordenador do Encontro, Jamerson Carvalho.

 

Participaram representantes das cooperativas Credjustra, CredISIS Cooperufpa, Credbem CredISIS, CredISIS Belém, Crednorte, Sicoob Coimppa, Sicoob Cooesa, Sicoob Transamazônica, Sicoob Unidas, Sicredi Belém, Sicredi Carajás e Sicredi Verde. De acordo com o Diagnóstico do Cooperativismo Paraense de 2016, as singulares financeiras possuem R$ 377 milhões de ativos com patrimônio líquido chegando a R$ 121milhões.

 

“Foi muito importante a participação das cooperativas para o enraizamento do ramo no Estado. No geral, nossa população é pouco financiada. A transamazônica, por exemplo, é uma região na qual os bancos não se interessam em atuar, dado o grau de dificuldade em se manter uma instituição financeira no interior. Apesar disso, representamos mais de 50 % do mercado de crédito em Pacajá com apenas 2 anos de atuação. Isso mostra o quanto o cooperativismo está ajudando em soluções financeiras para a região”, afirmou o presidente da Sicoob Transamazônica e representante do ramo crédito na OCB/PA, Antônio Gripp.

 

 

O Encontro está inserido no bloco de capacitação do Projeto OCB/DGRV nas regiões Norte e Nordeste, que teve novamente a destacada participação do Banco Central. São realizadas capacitações para apoiar e fomentar o desenvolvimento das cooperativas de crédito. “Tratamos sobre os norteadores para fazer um grande debate acerca do panorama do setor, pontuando critérios como competitividade e eficiência das cooperativas no mercado financeiro. O ramo experimenta um crescimento significativo em ativos, operações de crédito, empréstimos e depósitos. Está acima da média do mercado, mas os desafios ainda são muitos. Conseguiremos superá-los somente dialogando”, explicou o consultor da DGVR, Silvio Giusti.

 

Dentro da programação, houve a cerimônia de certificação dos participantes que concluíram o programa Formacred. Com cinco módulos, o curso foi ministrado por profissionais de diversas áreas de conhecimento e do mercado financeiro, como economia, direito, contabilidade, psicologia e administração. Todos os facilitadores foram qualificados pelo SESCOOP Nacional. O objetivo foi o aprimoramento técnico dos ocupantes de cargos eletivos nas cooperativas. Na ocasião, houve a certificação de 19 concluintes e mais 10 cooperativistas receberam declaração de participante.

 

“Foi um curso de aprendizagem muito interessante para os dirigentes. Agregamos muito conhecimento, e experiência com outras cooperativas. O Sistema OCB/PA está de parabéns. Esperamos mais cursos para o aprimoramento das diretorias do sistema de crédito cooperativista. A qualificação profissional é uma necessidade constante para a manutenção da competitividade frente ao cenário posto”, enfatizou o concluinte do Formacred e vice-presidente do Sicredi Verde Pará, Tomás Almeida.

Unimed Belém aprimora Governança Cooperativa

Unimed Belém aprimora Governança Cooperativa

 

Os resultados obtidos pela Unimed Belém no atendimento à população paraense comprovam boas práticas de gestão e governança. Para aprimorá-las, a Cooperativa promoveu workshop em parceria com o Sistema OCB/PA, na última semana. A capacitação foi direcionada para membros da Diretoria Executiva e médicos cooperados, interessados em ampliar conhecimentos na área.

 

A facilitadora do curso foi a analista de desenvolvimento do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (SESCOOP), Giulianna Fardini. De acordo com o manual nacional de governança cooperativa da entidade, alguns princípios básicos devem ser observados. O primeiro é a transparência e prestação de contas, informando as partes interessadas para além do que a lei exige e gerando uma relação de confiança entre as pessoas envolvidas no ambiente de negócio.

 

"Quando a Cooperativa não transparece uma conduta ética e íntegra, a imagem da organização é comprometida e esta perda de confiança se reflete nos resultados. O cliente deixa de consumir, a sociedade deixa de confiar e a credibilidade daquela marca cai. No médio e longo prazo, há prejuízos financeiros. Em um nível crítico pode comprometer a sustentabilidade da organização", explicou Giulianna.

 

 

 

Outros princípios são o tratamento equitativo e justo entre todas as partes envolvidas e, por último, a responsabilidade corporativa. Qualquer organização hoje é responsável pelos efeitos negativos que provoca com a sua atividade e tem o dever de responder por isso, providenciando que sejam minimizados e potencializando os efeitos positivos, devolvendo para sociedade um pouco do que recebe de retorno.

 

A demanda do Workshop foi levantada pela própria cooperativa, atendendo a um normativo da Unimed Brasil que orienta a qualificação acerca do tema. "Os membros da diretoria precisam ter conhecimento do que é governança cooperativa e estender esse processo educacional para que, de posse desse conhecimento, possam contribuir e facilitar a condução da nossa cooperativa. Por isso, estão participando não somente dirigentes, mas também cooperados que não possuem cargo de direção”, explicou o presidente da Unimed Belém, Wilson Niwa.  

 

 

Na programação, foi trabalhado o histórico, conceito, princípios e agentes da Governança. Os participantes também assistiram a um filme-documentário para estudo de caso, chamado “Trabalho Interno”. A partir do documentário, foi feito um debate sobre Governança Cooperativa. Posteriormente, discutiu-se sobre os agentes da Governança e suas respectivas atribuições e responsabilidades. No sábado (29), foi feita a avaliação dos aspectos legais da governança da Unimed Belém através de um trabalho em grupo.

 

"O grande desafio é fazer com que eles possam aplicar as mudanças na prática. Em um segundo momento, em outubro, realizaremos a segunda etapa do workshop que irá justamente demonstrar os resultados estruturados nesse 1º módulo. Queremos mensurar as mudanças geradas no andamento das atividades da cooperativa”, explicou o analista de desenvolvimento e coordenador do workshop, Diego Andrade.

 

 

O curso foi estruturado em formato de workshop para que a cooperativa entenda como funciona a governança interna e, partindo desse entendimento, elabore um plano de melhorias. Será estruturado um manual de boas práticas pelos participantes.

 

De acordo com o presidente da Unimed Belém, a cooperativa está passando por uma mudança cultural, com vistas à qualificação profissional de seus cooperados. “O que faz a empresa ter sucesso são as pessoas. Por isso, sempre foi prioridade da nossa gestão investir nelas, principalmente em capacitação. Iniciamos com uma participação muito pequena dos cooperados e colaboradores, mas, hoje, quando abrimos inscrições para curso, preenchemos rapidamente o número de vagas. Já sentiram que a educação continuada e a capacitação são essenciais para manter e aumentar a produtividade do nosso serviço”, defendeu.

 

 

Sistema OCB/PA lança Agenda Política do Cooperativismo Paraense

Sistema OCB/PA lança Agenda Política do Cooperativismo Paraense

 

Pela primeira vez, o Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado do Pará (Sistema OCB/PA) apresentou Carta Aberta para os candidatos aos poderes executivo e legislativo, lançando as “Propostas do Cooperativismo Paraense”. No documento, a entidade aponta as prioridades para o desenvolvimento do setor no Estado. O evento ocorreu no último dia 26, na sede em Belém, com cerca de 50 cooperativas e candidatos a deputado estadual, federal, senado e duas chapas a governo.

 

Todos receberam o documento e assumiram o compromisso de regulamentar a Lei Estadual referente ao segmento, atendendo às prioridades reivindicadas. Na abertura, o Presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, fez a apresentação institucional do Sistema OCB/PA e o Superintendente Júnior Serra discorreu sobre o cenário e expressividade das cooperativas no Estado. Já o assessor político/institucional do Sistema, Haelton Costa, apresentou as Propostas.

 

“No Pará, existem 11 ramos produtivos. Ao longo de aproximadamente cinco décadas de atuação, o cooperativismo paraense chegou a um patamar de considerável expressividade econômica, conseguindo caminhar com autonomia, mas precisamos de um suporte maior do poder público. Acredito que este dia foi um divisor de águas para nossas cooperativas. Agradecemos aos candidatos que respeitaram o Sistema OCB/PA e se comprometeram com a causa cooperativista”, explicou Raiol.

 

Todos os candidatos ao Governo foram convidados. Participaram o candidato Fernando Carneiro (PSOL) e o candidato a vice-governador na chapa de Helder Barbalho, Lúcio Vale (MDB). Ao Senado, participou a candidata Úrsula Vidal (Rede) e, a deputado federal, o assessor do candidato Olival Marques, Júnior Rodrigues. Os candidatos às vagas da assembleia legislativa estadual foram: Professor Eduardo Costa (PPS), Marcela Tolentino (Solidariedade), Alexandre Von (PSDB), Etevaldo Arantes (PHS) e Valdemar Comaspa (Solidariedade).

 

A Agenda Política foi construída a partir das demandas levantadas pelos conselheiros da entidade que atuam como representantes dos ramos presentes no Estado. Foram elencadas as necessidades de cada ramo específico e sete prioridades gerais do setor. Cada um teve espaço de fala e todos se comprometeram a atender as solicitações das cooperativas, assinando à Carta Aberta.

 

POSICIONAMENTOS

FERNANDO CARNEIRO:

“Queremos inverter o modelo de desenvolvimento prioridade geração de emprego e renda através do cooperativismo”.

 

 

 

LÚCIO VALE:

“A Lei já existe e não foi regulamentada até agora. Iremos levar as prioridades ao Helder e, sem dúvida, nos comprometemos com esta causa”.

 

 

 

ÚRSULA VIDAL:

“O cooperativismo é uma das ideias mais inteligentes desse mundo moderno. Acredito porque vi e sei que dá certo. É um sol que pode iluminar nosso caminho”.

 

 

 

MARCELA TOLENTINO:

“Os números do cooperativismo não se discutem. Provam o quanto movimenta e que as cooperativas estão dando certo”.

 

 

 

 

PROFESSOR EDUARDO COSTA:

“O cooperativismo deve ser prioridade nas políticas públicas. Falo isso há muito tempo e já é meu compromisso”.

 

 

 

 

ALEXANDRE VON:

“Com a confiança de todas as cooperativas, quero continuar defendendo nossos interesses, como candidato estadual do cooperativismo”.

 

 

 

 

 

Assessor de Olival Marques, Junior Rodrigues:

“Desde que começamos a jornada na política, assumimos o compromisso de buscar a cooperação.
Nos responsabilizamos pela regulamentação do cooperativismo e de cada cooperativa do nosso Estado”.

 

 

 

 

ETEVALDO ARANTES:

“Assumo compromisso e vou acrescentar mais necessidades das cooperativas de mineração, como alguém que tem conhecimento de causa”.

 

 

 

VALDEMAR da Comaspa:

“Meu slogan é a força do cooperativismo baseado em mais de 20 anos que atuo no cooperativismo. Coloquei meu nome à disposição puxado pelas próprias cooperativas pelas inúmeras tentativas de suprimir os nossos direitos”.

 

 

Serviço:
A Carta Aberta e as Propostas do Cooperativismo Paraense estão disponíveis no paracooperativo.coop.br

Tocantins planeja constituir cooperativa no modelo da Coostafe

Tocantins planeja constituir cooperativa no modelo da Coostafe

 

Em um país de superlotação e péssimas condições carcerárias, encontrar jardins floridos e mulheres empreendendo através do cooperativismo parece ser improvável em um presídio, mas a Cooperativa Social de Trabalho Arte Feminina Empreendedora (Coostafe) é uma realidade. O projeto chamou a atenção da unidade estadual do Sistema OCB em Tocantins, que visitou a sede da cooperativa nesta semana. A intenção é replicar o mesmo formato em um dos presídios do Estado.

 

A Coostafe é uma iniciativa da Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado (Susipe) em parceria com o Sistema OCB/PA. É a primeira cooperativa do Brasil formada exclusivamente por mulheres presas.  Em cinco anos de constituição, não há nenhum caso de reincidência. Além da Coostafe, outros projetos sociais são articulados na unidade prisional, como Educação de Jovens e Adultos (EJA), panificação, aulas de jardinagem, eletricista, instalação elétrica e curso de pedreiro.

 

Visitaram o Centro de Recuperação Feminino a superintendente do Sistema OCB/TO, Maria Andrade e o analista de desenvolvimento de cooperativas, Rogério Dias. “Nosso propósito é conhecer projetos que dão certo. Tivemos notícias da forma como a Coostafe foi constituída e vimos que se trata de uma tecnologia sociológica que precisa ser espalhada por todo o Brasil. Esperava ver uma ação isolada, mas a quantidade de projetos desenvolvidos me impressionou. Está tudo muito enraizado na cultura organizacional de todos os servidores, em virtude do trabalho realizado especialmente pela diretora Carmem Botelho. Só vontade não basta para um projeto dessa magnitude ter sucesso. É preciso ter a mesma atitude”, afirmou a superintendente.

 

 

Toda a produção da cooperativa é comercializada aos domingos em feiras de artesanato em Ananindeua, na Praça da Bíblia, e em Belém, na Praça da República. Nas feirinhas é possível comprar acessórios, como chinelos e chaveiros, peças de vestiário, além de vasos, bonecas de pano, panos de prato, tapetes e canetas personalizadas, entre outros.  A renda adquirida com o comércio é dividida em três partes: pagamentos, compra de material e remuneração compartilhada. 

 

“Fomos procurados pela diretoria de um Centro Penitenciário no Tocantins interessada em constituir uma cooperativa do ramo e, agora, já temos informações para subsidiar nosso trabalho.  Construiremos um plano de trabalho em conjunto para traçar os próximos passos. Também convidaremos representantes do Sistema OCB/PA e da penitenciária para expor a experiência e nos auxiliar neste processo”, completou Maria Andrade.

 

Cooperativas de crédito concluem o programa Formacred

Cooperativas de crédito concluem o programa Formacred

 

O atendimento às atribuições legais, normativas e estatutárias são requisitos essenciais aos gestores das cooperativas financeiras que, no Pará, concluíram programa específico. A turma organizada pelo Sistema OCB/PA participou do último Módulo do Programa FORMACRED na última semana. Os concluintes receberão os certificados emitidos pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (SESCOOP) no II Encontro das Cooperativas do Ramo Crédito 2018, que ocorrerá na próxima semana, durante os dias 27 e 28 no  Banco Central do Brasil (BACEN).

 

O Programa FORMACRED é uma iniciativa do SESCOOP Nacional que foi apresentado no Encontro do Ramo Crédito em 2017. As cooperativas paraenses aderiram, tornando o Pará um dos Estados pioneiros do Norte nesta formação específica. O curso foi ministrado por profissionais de diversas áreas de conhecimento e do mercado financeiro, como da economia, direito, contabilidade, psicologia e administração, e todos os facilitadores foram qualificados pelo SESCOOP Nacional. Participaram do Programa FORMACRED as Cooperativas SICOOB Unidas, SICOOB Coimppa, SICOOB Cooesa, SICOOB Credijustra, SICREDI Verde Pará, SICREDI Belém e COOPERUFPA.

 

Com cinco módulos, a carga horária do FORMACRED é de 96 horas, sendo trabalhadas abordagens comportamental, legal e organizacional. No último módulo, analisou-se as cooperativas dentro do contexto de negócios e o papel do gestor, seja no conselho de administração, fiscal ou diretoria executiva. O facilitador fez um panorama geral das instituições de crédito do Estado e sua parcela de contribuição dentro do mercado financeiro.

 

“A formação dos dirigentes é uma exigência para se atuar em um segmento altamente regulamentado, principalmente pelo Banco Central e outros órgãos normativos. Embora existam outros cursos, o programa é específico do sistema cooperativista. O objetivo é fortalecer a gestão para que atendam seus objetivos, possibilitando ao cooperado dirigente usufruir dos benefícios oferecidos”, explicou o Analista de Monitoramento e Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB/PA e Coordenador do Programa FORMACRED, Jamerson Carvalho.

 

A intenção é que a formação se torne um Programa a ser aplicado anualmente, possibilitando a qualificação dos outros dirigentes de cooperativas. A capilaridade do Programa já será ampliada em 2019, criando-se pelo menos duas turmas. A informação será repassada no II Encontro das Cooperativas do Crédito para que as cooperativas demandem as inscrições prévias.

 

“Esse é o nosso pensamento sistêmico, trazendo uma formação em um formato participativo. Não foi apenas uma iniciativa do Sescoop, mas as cooperativas demandaram e deram a sua contribuição. Infelizmente, não foi possível formar os 81 inscritos inicialmente por conta das agendas apertadas dos dirigentes, mas estamos com o planejamento de organizar cursos itinerantes, contemplando as mais diversas regiões do Estado, a partir do formato presencial e semi-presencial”, explicou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

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