Trocar a sala de aula e os afazeres de dona de casa pela roça foi um desafio que Cecília Falavigna jamais pensou enfrentar. Entretanto, após o falecimento do marido, ela ignorou a falta de experiência, de conhecimento sobre a atividade produtiva e o preconceito em uma área dominada por homens. Hoje, ela é simplesmente conhecida como a rainha da soja. Com esse exemplo de superação, o 1° Seminário do Cooperativismo de Paragominas apresentou o potencial do setor. O evento promovido pela COOPERNORTE e pela Sicredi Verde segue durante esta sexta no município.
Passados 10 dias da morte do marido, Cecilia foi para a fazenda, conhecer as áreas de produção e os empregados que não admitiam ser mandados por uma mulher. Arrendar, vender ou entregar a propriedade para um profissional da área administrar foram as opções que apresentaram para a antiga professora. A decisão foi tocar o negócio para frente.
“Comecei do zero, sem saber o que era produzido, como era produzido e como funcionava uma cooperativa. Foi a partir dela que me tornei quem eu sou hoje, pois aprendi tudo o que precisava a partir do encaminhamento que a diretoria me repassou. Por isso acredito que o Cooperativismo é um sistema que precisa fazer parte do dia a dia”, enfatizou a agricultora.
O segredo de Cecília foi a humildade e perseverança para aprender sobre o negócio. Ela participava de capacitações técnicas, dia de campo, palestras. A partir disso, conseguiu trazer novas tecnologias para as suas propriedades e desenvolver um cultivo que nem o próprio marido conseguiu reconhecer potencial: a laranja. Substituiu o cultivo de trigo e de gado de cria para se tornar “rainha dos pomares", vencendo concurso de produtividade da laranja.
A produtora de soja de Floraí, Noroeste do Paraná, venceu por 3 anos consecutivos a categoria soja do concurso Plataforma de Produtividade Integrada (PIN) “Parceiros do Agronegócio”. Com um rendimento de 92 sacas por hectares, Cecília abocanhou o bicampeonato do prêmio. Em 2014/15, Cecília obteve a primeira colocação com a marca de 92,9 sacas por hectare - a média nacional é de 48,9 sacas por hectare, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
“O Brasil perde por não valorizar o que a mulher tem. Nós, mulheres, também precisamos lutar para sermos valorizadas. Não queremos ser mais do que os homens. Queremos somar. Seja parceiro do seu marido. Sofri bastante por não ter participado antes do dia a dia no campo. A família precisa trabalhar junta”, completou Cecília.
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Estudos, profissão e, sobretudo, dinheiro são algumas das principais preocupações que desafiam os jovens. A arte é a forma atrativa encontrada pelo Sicredi para promover boas práticas financeiras à juventude, em especial aos que estão concluindo o Ensino Médio. Pelo terceiro ano consecutivo, o Sistema e o Ministério da Cultura promovem a peça teatral “Qual vai ser?”, por meio da Lei Rouanet. Durante esta semana, três municípios paraenses recebem o espetáculo: Redenção, Marabá e Paragominas.
A apresentação mistura a linguagem da comédia com o stand-up por meio da interação dos atores com a plateia. Desde 2015 até 2017, o espetáculo percorreu nove estados, 175 municípios sendo assistida por mais de 53 mil espectadores. Com formato itinerante, este ano a peça percorre 80 cidades de diversas regiões do Brasil.
Em Redenção, o evento ocorreu na Paróquia Cristo Redentor, no dia 06 de novembro às 20 horas. Em Marabá, a apresentação será no dia 09 de novembro, às 20 horas, no Carajás Centro de Convenções, com entrada franca. Enquanto em Paragominas, o evento ocorrerá no dia 12 de novembro às 20h, no Teatro Municipal, também com entrada gratuita.
A apresentação em Marabá, vale salientar, é a única das três que contará com audiodescrição para pessoas com deficiência visual e também tradução e interpretação em Língua Brasileira de Sinais, LIBRAS, para pessoas surdas, oportunizando que mais pessoas tenham a possibilidade de assistir ao espetáculo.
“Qual vai ser?” é produzida pela Liga Produção Cultural, com trilha sonora de Renato Mendonça, texto de Dedé Ribeiro e direção de Daniel Colin. A peça tem duração de 55 minutos e narra a trajetória de Daniel, um adolescente que ao terminar a escola tem que decidir entre assumir o pequeno armazém da família ou ir para a universidade. Mas este não será seu único desafio. Ao mesmo tempo, ele tem que lidar com Tuca, sua irmã viciada em compras, que está endividando a família. O personagem também se encantará pela fascinante Leila.
A produção é voltada para o público adolescente, abordando as dificuldades enfrentadas pelos jovens em relação ao futuro profissional. Além disso, a peça aborda os cuidados necessários com as finanças e a necessidade de um bom planejamento financeiro, que são parte do cotidiano familiar, por meio de temas como as compras impulsivas.
Serviço: Espetáculo teatral “Qual Vai Ser?” – (94) 98112-1604.
Redenção: 06/11 - 20h - Paróquia Cristo Redentor
Marabá: 09/11 - 20h - Carajás Centro de Convenções
Paragominas: 12/11 - 20h - Teatro Municipal

Ser um educador é bem mais que ensinar. É transformar, caminhar junto, inovar. Cerca de 300 professores paraenses acreditam que o cooperativismo é o caminho para essa educação transformadora. Na última quarta (31), eles participaram do 3° Encontro do COOPERJOVEM, promovido pelo Instituto Sicoob, Sicoob Cooesa e Sicoob Unidas em parceria com o Sistema OCB/PA e prefeituras municipais. Ocorreram palestras motivacionais, apresentações culturais e a premiação do Projeto Educacional Cooperativo (PEC) destaque em 2018.
Na abertura do evento, participaram o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, os representantes das prefeituras municipais de Santa Izabel, a secretária de educação Elen Cristina, e de Castanhal, secretário de educação Adriano Sales, a presidente do Instituto Sicoob Unicoob Paraná, Solange Martins, o superintendente do Instituto Sicoob Nacional, Edson Feltrin e os presidentes das cooperativas madrinhas Sicoob Unidas, Carlos Edilson, e Sicoob Cooesa, Francisca Uchoa.
O 3º Encontro do Cooperjovem promove ações de agradecimento aos professores que desenvolvem ações nas comunidades durante o ano. O objetivo é fortalecer os elos para a continuidade do projeto. O tema em 2018 foi “Ecos da Cooperação”. Na ocasião, a trupe de palhaços Trupeço foi a responsável por um cerimonial alegre e descontraído, assim como por atividades culturais. A secretária de Educação de Santa Izabel ministrou palestra sobre as boas práticas aplicadas pelo município e João Oliveira apresentou uma palestra motivacional para os professores com o tema “Educação para democracia e liderança social”.
“Queremos fortalecer o cooperativismo através desse eco, cujos maiores responsáveis são os professores. Um mais um é muito mais do que dois. Juntos ecoando os princípios cooperativistas somos mais fortes e contribuímos para a diminuição de diversas problemáticas sociais. Contamos com cada educador envolvido para a continuidade desse projeto no próximo ano. Queremos potencializar os números nos municípios e expandir para outras regiões”, afirmou a analista de Projetos do Instituto Sicoob, Amanda Esparano.
Outro ponto alto do evento foi a apresentação do maior destaque PEC, que articulou boas práticas de cooperação e foi eleito vencedor por comissão avaliadora do Prêmio criado pelo Instituto Sicoob. A escola contemplada foi Eronildes Farias de Carvalho de Castanhal. No total, foram registrados 10 PECs. De Santa Izabel participaram as escolas: João Possidonio, Joaquim Silva, Luiz Gonzaga Lucas de Sá, Santa Rita de Cássia, Tacajós, Irmã Albertina Leitão, Irmã Marlene Fonseca e João Paulo 2º. De Castanhal, participaram Maria de Nazaré Gomes Torres e a escola vencedora, que recebeu um notebook como premiação.
O projeto “Cooperação e Cidadania transformam Violência em Paz” foi coordenado pela professora Adelaide Silva e pela diretora Edvânia Costa. A escola está localizada em uma comunidade com índices altos de violência e vulnerabilidade social. Com o PEC, os alunos e os próprios pais foram mobilizados para revitalizar o espaço e transformá-lo em um parque ecológico com garrafas pets, pneus e outros materiais recicláveis.

“Os alunos eram muito violentos dentro da escola pelo que traziam do ambiente em que viviam. Por isso desenvolvemos o projeto neste sentido da cooperação e da paz. Tínhamos um parque com apenas uma casinha. Eles ficavam brigando porque não tinha um lugar atrativo. Incentivamos a arrecadarem as garrafas, pintar o muro, o parque, as proteções em volta das árvores, as amarelinhas no cimento. Tudo foi feito pelos pais e pelos filhos em cooperação. Também trabalhamos as questões do bullying, violência física e verbal. Percebemos que o comportamento dos alunos melhorou bastante”, explicou a professora Adelaide.
No Pará, são atendidos os municípios de Castanhal e Santa Izabel com a parceria de duas cooperativas: Sicoob Cooesa e Sicoob Unidas. No total, 22 escolas estão executando o COOPERJOVEM com 292 professores capacitados e 6.043 alunos beneficiados no ensino fundamental. O Programa fomenta o cooperativismo em parceria com as escolas pela inserção de uma proposta educacional construída com os princípios, valores e a prática da cooperação. O professor recebe uma formação em cooperativismo e material de suporte para trabalhar com o tema cooperação, transitando pelas disciplinas e pelos conteúdos que já tem que ministrar.
“Levar o entendimento da cooperação, motivar os alunos à cooperação e a se interessar por temas que fazem parte do dia a dia é fundamental. Os professores puderam perceber que podem aplicar o cooperativismo em qualquer parte da vida dos alunos, tanto na escola, como na família e na sociedade. É uma mudança de mentalidade que tem muito a desenvolver o nível intelectual e cultural do ensino público”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

A fim de buscar alternativas para a geração de emprego e renda para o município de Tucuruí, uma comitiva formada por autoridades, empresários, presidentes de cooperativas, associações e sindicatos de Tucuruí e em nível de Estado, visitou nesta sexta-feira (26) o município de Tomé-Açu para conhecer a Cooperativa Agrícola Mista de Tome-Açu (CAMTA), maior produtora de polpa de frutas, geleias naturais, pimenta-do-reino, amêndoas de cacau e óleos vegetais no Pará. Liderada pelo Prefeito Artur Brito, o objetivo da visita técnica foiconhecer os processos de produção da Cooperativa para firmar uma cooperação técnica entre a Prefeitura de Tucuruí e a CAMTA.
A visita foi mediada por meio da SEDEME e pelo Sindicato e Organização das Cooperativas do Brasileiras no Estado do Pará (OCB/PA). Conforme explica o Prefeito Artur Brito, essa visita técnica visa conhecer o empreendimento e propor parcerias futuras. O próximo passo será uma visita de retorno dos técnicos da CAMTA em Tucuruí, ainda a definir a data, possivelmente no final de novembro. A ideia é incentivar a Cooperativa para que possa utilizar a logística de embarque e desembarque de Tucuruí bem como colaborar com as cooperativas de Tucuruí e região para incentivar a fruticultura e seu beneficiamento. No futuro, esses produtos poderão ser processados em Tucuruí, gerando assim centenas de empregos para a população, reaquecendo e movimentação a economia de Tucuruí e região.
Além do Prefeito, estiveram no município de Tomé-Açu, os secretários Diego Toledo, de Desenvolvimento Rural; Hernandes Vaz, de Planejamento e Desenvolvimento Econômico; o presidente da Câmara Municipal, Rony Santos; os empresários Jair Seixas, vice-presidente da Federação Agropecuária do Estado do Pará (FAEPA), Marcelo Silva, presidente da ACIT; Guy Rangel, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais; Prof. Dr. André Mesquita, vice-coordenador do Projeto Tecnolago/UFPA; o Coronel Mário André, do 13° Batalhão da Polícia Militar, Mônica Menezes, da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia, Júnior Serra e Ernandes Raiol, respectivamente Superintendente e Presidente da OCB/PA.
Marcelo Silva, presidente da ACIT, fala que a expectativa é a melhor possível e a iniciativa da prefeitura é muito positiva, pois pode resultar na geração de renda e emprego e desenvolver ainda mais o município em longo prazo. Atualmente, a CAMTA conta com 200 cooperados, 2 mil pequenos produtores, programas de capacitação e outros projetos, que geram cerca de 10 mil empregos na região de Tomé-Açu.
Além de produzir polpa de frutas, hoje a cooperativa trabalha também com geleias naturais, pimenta-do-reino, amêndoas de cacau e óleos vegetais. São 13 tipos de frutas processadas e a produção chega a mais de 5 milhões de quilos de polpa/ano.
Jair Seixas, vice presidente da FAEPA, diz que conhecer o empreendimento abriu os olhos dos empreendedores do município. Para ele, o exemplo de Tomé-Açu pode ser seguido e com os investimentos certos, Tucuruí e a região podem despontar como potências da fruticultura. “Hoje temos muitos incentivos de órgãos públicos e privados e basta ter decisão política para fomentar o desenvolvimento. Nesse sentido, a Prefeitura de Tucuruí está no caminho certo”, enfatiza o empresário.

Mônica Menezes, da secretaria de Desenvolvimento Econômico do Pará, avalia como positiva a iniciativa do governo de Tucuruí e lembrou que o sistema OCB e o governo do Estado estão a disposição para auxiliar nessa empreitada que é desenvolver a indústria e fomentar o desenvolvimento econômico e social. “Tucuruí tem uma grande vocação e quando os agentes políticos e a iniciativa privada se unem em prol de um projeto, não tem como não dar certo”, observa Mônica.
Na ocasião, o Presidente da OCB/PA, Ernandes Raiol, e o Prefeito Artur Brito assinaram um Termo de Cooperação Técnica visando o fortalecimento das cooperativas de Tucuruí para o crescimento do cooperativismo local visando reaquecer a economia do município. “O cooperativismo vale muito e dá certo. É com este espírito de união que vamos melhorar a vida de nossa gente”, enfatiza o Prefeito.
Informações: Ascom Prefeitura de Tucuruí


O foco na necessidade do cliente é um dos ingredientes da receita de sucesso das grandes empresas de serviços. É por isso que o Sistema OCB acaba de promover a quinta edição do Seminário Nacional do Transporte Cooperativo. O evento ocorreu na Casa do Cooperativismo Paulista, em São Paulo, e debateu o tema Disrupção e Transporte: desafios para a gestão das cooperativas. Representaram o Pará as singulares TRANSPRODUTOR, COOPTRANSALTO, COOPERDOCA e COOTAIT.
A intenção foi debater o futuro do setor diante das inovações digitais, os diferenciais competitivos das cooperativas, as perspectivas dos clientes, a gestão empreendedora e as estratégias de atuação para o segmento. O evento contou com a participação de 180 pessoas, dentre dirigentes de cooperativas, presidentes de unidades estaduais e técnicos do setor. Ao todo, 25 estados foram representados. "Teve como pauta principal as mudanças que aconteceram no cenário econômico do Brasil, principalmente, no transporte de cargas após a paralisação nacional. Nos despertou para novas avaliações conforme a dinâmica do Seminário, trazendo inovações, tecnologias e transformações mundiais. Faz com que os dirigentes possam ser gestores que acompanhem o passo da economia e da demanda de mercado direcionada para os clientes", afirmou o analista de desenvolvimento de cooperativas do Sistema OCB/PA, Jamerson Carvalho.
A gerente técnica e econômica da OCB, Clara Maffia, conta que a quinta edição do seminário – que ocorre todos os anos em diferentes regiões do país, para contemplar todos os segmentos de transporte e suas cooperativas – tem foco na inovação e no cliente por ser um diferencial neste momento de mudanças e transformação, com atores cada vez mais novos no mercado. “Estamos focando em como as cooperativas precisam estar preparadas do ponto de vista de gestão e governança para se manter sustentáveis”, explica.
O evento focou no negócio e inovação. "Para mim, foi um divisor de águas. Fiquei encantado com tudo que vi e volto com gás total para fazer com que o cooperativismo de transporte cresça no Pará. Ainda somos pequenos em comparação com o resto do Brasil e, para mudar esse quadro, entendo que a única alternativa é buscar a intercooperação, fortalecendo as cooperativas comprometidas em crescer e unindo-as para alcançar o mercado da melhor forma", explicou o presidente da TRANSPRODUTOR e membro do conselho de ética, Newton Leão.
Informações: Sistema OCB

As cooperativas de Paragominas vêm contribuindo decisivamente para o crescimento econômico do município. Através do 1º Seminário do Cooperativismo promovido pela parceria entre Coopernorte e Sicredi, as singulares buscam difundir o modelo econômico na região nordeste paraense. O evento será realizado no Teatro Reinaldo Castanheiras nos dias 8 e 9 de novembro e contará com o apoio da Prefeitura Municipal de Paragominas, do Sistema OCB/PA e Sebrae/PA. Um dos destaques é a participação da agricultora paranaense Cecília Falavigna, conhecida nacionalmente como a rainha da soja.
A inscrição será realizada no próprio local do Seminário de forma totalmente gratuita. Segundo a produtora rural e líder do Comitê Feminino da cooperativa Agroindustrial de Paragominas (Coopernorte), Cireide Carloto, o evento foi idealizado para mostrar que a região tem potencial para o cooperativismo. “Unir-se é um bom começo, manter a união é um progresso e trabalhar em conjunto é uma vitória”, afirma.
No dia 8, à noite, o seminário terá como temática a presença da mulher no campo como forma de cooperação para uma economia mais forte. Para apresentar um caso de sucesso foi convidada a agricultora paranaense Cecília Falavigna. “É um prazer poder compartilhar da minha experiência de vida, pois dificuldades existem, mas a gente não pode ter medo. Hoje olho para trás e vejo que consegui superar muitos problemas graças a Deus e à busca pelo conhecimento. Agora consigo encorajar mais mulheres a permanecer no campo e se fortalecer no mercado”, ensina Cecília.
O presidente da Sicredi Verde Pará, Cláudio Reis, afirma que é preciso difundir o cooperativismo na região ainda mais, pois parte da população não conhece os benefícios oferecidos pelas cooperativas. “O cooperativismo tem a força transformadora, capaz de mudar uma sociedade, num local mais justo e equilibrado, pois queremos um mundo melhor, onde todos se desenvolvam e alcancem seus objetivos. Este seminário tem o propósito de apresentar e esclarecer um pouco esses benefícios aos participantes”, declara Reis.
Além das palestras com personalidades do agronegócio nacional, os participantes terão a oportunidade de acompanhar uma mesa redonda que buscará responder à questão: “O Cooperativismo é um bom negócio?” que contará com a presença dos líderes regionais Basílio Carloto, Cleberson Bertol, Paulo Tocantins, Igo Silva e Ernandes Raiol.
Cooperativas no Pará
No estado do Pará existem 201 cooperativas devidamente registradas no Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), as quais possuem 66 mil cooperados e geram mais de cinco mil empregos diretos.
"As cooperativas paragominenses têm contribuído decisivamente para a economia estadual com cases de referência para todo o Brasil. Não temos dúvidas de que a cooperação é o melhor caminho para o desenvolvimento integrado da nossa sociedade. O Seminário é importante para difundir esse modelo econômico. Quando todos cooperam, todos crescem", afirma o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Confira a Programação
8 de novembro
19h – Case de Sucesso com Cecília Falavigna – A rainha da soja.
21h – Coquetel
9 de novembro
8h – Mesa Redonda: O Cooperativismo é um bom negócio?
10h – Coffee Break
10h30 – Palestra: A importância do Cooperativismo para a Família e para a Sociedade.
Lucinei Rodrigo Bohn e Núcleo de Mulheres Cooperativistas.
12h às 14h – Intervalo para Almoço.
14h – Palestra: O desenvolvimento de Paragominas e do Nordeste Paraense e o Cenário de Mercado para 2019.
Dr. Marco Antônio Silva Lima – Doutor em Desenvolvimento Socioambiental (NAEA/UFPA), Mestre em Planejamento do Desenvolvimento (NAEA/UFPA), especialista em Marketing (UNAMA) e Bacharel em Administração de Empresas (UFPA).
15h30 – Coffee Break.
16h – Palestra: Superação e Cooperação.
Fabiano Brum – Palestrante nas áreas de Motivação, Vendas, Atendimento ao Cliente, Empreendedorismo, Cooperativismo, Recursos Humanos e Qualidade na Educação. Graduado em Ciências Contábeis, Pós-Graduado em Gestão Empresarial, professor de pós-graduação dos cursos de Gestão Empresarial, Recursos Humanos, Psicomotricidade e Psicopedagogia. Suas palestras têm na música seu diferencial e marca registrada. É autor de diversos artigos para jornais e revistas especializadas, co-autor de livros sobre empreendedorismo, motivação, atendimento e vendas e coach. Autor do livro Afinando Para o Sucesso - Motivação, Carreira e Aperfeiçoamento Profissional e diretor da Brum Desenvolvimento Profissional.
As ações cooperativistas tiveram amplo espaço nas mídias paraenses em plataformas digitais, impressas, radiofônicas e televisivas. O aniversário de 35 anos da Crednorte ocorrido em Porto Trombetas foi matéria no Jornal Diário do Pará no último domingo. No Jornal O Liberal, o destaque foi a participação do núcleo de mulheres cooperativistas no Encontro do Agronegócio e da coordenadora de comunicação do Sistema OCB/PA em evento nacional do ramo, Ísis Margalho.
Já em mídias radiofônicas, o destaque foi a entrevista do analista de desenvolvimento de Cooperativas, Diego Andrade, sobre a constituição de cooperativas mirins no Estado em parceria com o Instituto Sicoob. Na mídia televisiva, a TV Gazeta veiculou a produção das cooperativas agropecuárias em exposição do Festival Internacional do Chocolate.
#OCBnaMídia
#CooperativasemDestaque


Antes de prospectar e se apresentar a novos mercados, as cooperativas devem prioritariamente conhecer o próprio negócio, ter noções gerais de produtividade e outros fatores de cenário econômico interno e externo. São estes os elementos trabalhados pelo Programa de Aprimoramento da Gestão Cooperativista (GESCOOP), ferramenta elaborada pelo Sistema OCB/PA com o objetivo de potencializar as singulares paraenses. A Cooperativa dos Agricultores da Região de Tailândia (CART) foi a primeira a receber o Programa no Pará, que já apresenta resultados importantes na reorganização produtiva e amadurecimento da gestão.
O programa reorganizou questões do processo administrativo, fluxo de caixa, organização de estoque, levantamento das produtividades efetiva e demandada para comercialização, assim como perspectivas de mercado efetivo e latente que pode ser alcançado. Identificou-se que a cooperativa possuía determinada capacidade produtiva e que, se planejasse prospectar novos negócios, deveria ampliar a produção, comprando mais castanha do produtor. Para sanar as dificuldades na aquisição desse insumo, a diretoria sensibilizou o agricultor sobre os benefícios de se associar à CART, trazendo-os para dentro da cooperativa.
“O GESCOOP nos permitiu ter a visão do que éramos, onde estávamos, aonde queríamos chegar e como faríamos isso. Tivemos as ferramentas necessárias para caminharmos passo a passo, alcançando objetivos propostos pelos próprios cooperados. O diagnóstico produzido foi muito verdadeiro, impulsionando-nos a buscar melhorias necessárias para o crescimento da cooperativa”, afirmou a Gerente Geral da CART, Jeane Carvalho.
O carro chefe da cooperativa é a castanha de caju. A capacidade produtiva é de até 250 toneladas por ano. Atualmente, são beneficiados 130 toneladas da castanha em casca. Na forma bruta, rende até 52 toneladas. O fator impeditivo para o beneficiamento integral da capacidade é a falta de capital de giro, outra necessidade verificada através do GESCOOP.
De acordo com a gerente, cerca de 75% dos apontamentos de melhoria levantados pelo diagnóstico já foram atendidos, como a questão estrutural da fábrica modificada de acordo com as necessidades de produção. As principais demandas no momento são a busca por parceiros que proporcionem acesso ao crédito para capital de giro, aumentando o fluxo da castanha; a revitalização da identidade visual com a elaboração de logo definitiva e novas embalagens; Diferimento fiscal junto ao Governo do Estado.
“Estamos trabalhando juntamente à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Energia e Mineração (Sedeme) para discutir a possibilidade de diferimento do ICMS da Castanha de Caju. Atualmente, o ICMS incidente no produto é de 17%. A proposta é que esse valor seja equiparado à tributação da castanha do Pará, que é de 2,78%. Com a ação, esperamos um maior potencial de capital de giro para a CART organizar suas compras e fazer um estoque maior para atender os clientes”, explicou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.


O estímulo à aprendizagem coletiva, plantação de hortas ou mesmo a coleta de resíduos em nascentes de rios são algumas das iniciativas do COOPERJOVEM que visam construir uma mentalidade de cooperação nos alunos paraenses com o ambiente em que vivem. As ações fazem parte dos Projetos Educacionais Cooperativos (PECs), desenvolvidos por escolas públicas de Santa Izabel e Castanhal como desdobramento do Cooperjovem. Uma comissão formada por membros do Instituto Sicoob e Sistema OCB/PA estão avaliando os melhores projetos a serem premiados no 3° Encontro Estadual do Programa, que ocorre na próxima quarta (31).
Na última semana, a Comissão Avaliadora do Prêmio criado pelo Instituto SICOOB se reuniu na Casa do Cooperativismo para a análise preliminar dos 10 projetos cadastrados. Compõem o grupo o gerente de desenvolvimento do Sistema OCB/PA, Vanderlande Rodrigues, a Superintendente do Instituto Sicoob, Vera almeida e a analista de Projetos do Instituto Sicoob, Amanda Esparano.

Os critérios utilizados na avaliação são: Construção coletiva, contextualização, continuidade e valores do cooperativismo “A partir desses parâmetros, avaliamos a participação de alunos e familiares para que o projeto tenha efetividade dentro da sociedade. A proposta é envolver todos os atores comunitários para a perpetuação do projeto. Na contextualização, avaliamos os motivos que levaram à situação problema, assim como os objetivos gerais e específicos que buscam atingir através do plano de ação”, explicou Vera Almeida.
Os projetos perpassam pela criação de hortas comunitárias, coletas de resíduos que prejudicam o meio ambiente, proteção de nascentes de rios e olhos d‘agua nas quais se acumulam lixo Além dos aspectos socioambientais, os projetos buscam transformar a realidade da violência em cultura de paz. Atualmente, 50 escolas de Santa Izabel e Castanhal são beneficiadas pelo Programa Cooperjovem nas quais estão envolvidos cerca de 100 professores atuando como agentes de transformação social e difusão do cooperativismo.
De Santa Izabel participam as escolas: João Possidonio, Joaquim Silva, Luiz Gonzaga Lucas de Sá, Santa Rita de Cássia, Tacajós, Irmã Albertina Leitão, Irmã Marlene Fonseca e João Paulo 2º. De Castanhal, participam: Maria de Nazaré Gomes Torres, Eronildes Farias de Carvalho. Ao longo desta semana, a comissão está visitando as escolas para avaliar a efetividade na prática dos projetos e os resultados que obteve.
O projeto vencedor receberá uma premiação no valor limite de até R$1mil, que será destinado para sua respectiva escola através de livre escolha na forma de equipamentos como notebook, impressora ou datashow. O resultado será apresentado no próximo dia 31 por ocasião do 3º encontro do Cooperjovem Estadual, que será em Castanhal no auditório do IFPA, a partir das 14h. Participarão cerca de 180 educadores, entre professores e gestores.
“O que chama a atenção nos projetos é a participação dos atores que estão envolvidos com a escola. Os professores entenderam a importância de abrir as portas para dialogarem com a comunidade sobre suas principais problemáticas e, desta forma, construir um projeto que atendesse a esses anseios. Assim, conseguimos mudar a mentalidade da comunidade e torná-la protagonista do seu destino, a grande responsável pela melhoria na qualidade de vida de todos”, explicou Vanderlande Rodrigues.

Com uma orquestra sinfônica de 594 espécies de aves diferentes, a Floresta Nacional de Carajás acorda, todas as manhãs, banhada de lagos paradisíacos, flora exuberante e fauna encantadora. São 1,2 milhões de hectares de florestas no Mosaico de Áreas Protegidas de Carajás, um patrimônio de valor inestimável que a Cooperativa de Trabalho em Ecoturismo de Carajás (COOPERTURE) vem ajudando a conservar em Parauapebas (PA). Entre os beneficiados está simplesmente a Arara Azul, ave de cor vibrante, canto alegre e um dos alvos principais do tráfico de animais silvestres. A espécie é uma das ameaçadas de extinção.
Para promover a participação popular na preservação da Amazônia, a COOPERTURE participa do movimento nacional Dia de Cooperar com o Projeto “Unidades de conservação de Carajás: amar e preservar!”. Atendendo aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU referentes à proteção da Vida na água, Vida terrestre, Consumo Responsável e Ação contra a Mudança Climática Global, o projeto consiste em sensibilizar a população sobre a importância de se preservar toda riqueza existente em Carajás.
“Como nossa cooperativa já trabalha na perspectiva de um turismo ecológico, o Projeto passará a ser uma atividade do calendário anual do município. Iremos propagar a educação ambiental através da distribuição de mudas, reflorestamento e palestras voltadas para a comunidade, assim como exposição de artesanato e apresentações culturais. Parauapebas é uma cidade muito rotativa devido à grande mineração, o que atrai pessoas de outras localidades e aumenta o contingente populacional. Por isso, é importante promover uma campanha educativa para que todos possam cuidar do nosso meio ambiente”, afirmou a presidente da COOPERTURE Thaiz Sodré.

A região possui o maior parque de cavernas em rochas ferríferas do Brasil, algumas com vestígios dos primeiros habitantes da Amazônia. Há centenas de cachoeiras, lagoas e trilhas. É referência em observação de animais com 149 espécies de mamíferos, 68 de anfíbios e 131 répteis, sendo a região florestada mais importante do sul e sudeste com savana metalófila e áreas de canga. Serão realizadas ações de conscientização acerca da preservação dos principais biomas da região: Floresta Nacional de Carajás, Área de Proteção Ambiental (APA), Igarapé Gelado, Floresta Nacional de Tapirapé Aquiri, Reserva Biológica (REBIo) do Tapirapé, Floresta Nacional do Itacaiúnas, Parque Nacional dos Campos Ferruginosos, assim como a imensa região que abriga a Aldeia indígena Xikrin Catete.
A iniciativa será realizada por meio de passeios turísticos com o objetivo de sensibilizar a população local para a importância de conservação e preservação da biodiversidade e dessas riquezas locais. Também será trabalhada a divulgação do potencial turístico da região, promovendo assim a possibilidade de geração de emprego e renda aos cooperados e entidades parceiras.
“O negócio da cooperativa, por si só, já cumpre um papel importante de responsabilidade social à medida que mostra a diversidade das belezas naturais que compõem a Amazônia. Já tive a oportunidade de fazer uma das trilhas promovidas pela Cooperture e é inevitável não sair renovado, com o pensamento engajado de não permitir a extinção de toda essa riqueza. Precisamos mudar de atitude. Precisamos valorizar a vida”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Para o Chefe da Floresta Nacional de Carajás, Marcel Regis, a COOPERTURE desenvolve uma importante função social. "Não visa um turismo predatório, mas sim um olhar que concilia a conservação dos ambientes naturais à geração de renda local de forma equilibrada e socialmente justa, garantindo que as Unidades de Conservação de Carajás de fato sejam abertas à Sociedade."


O empoderamento feminino também chegou ao campo. Foi-se o tempo em que o meio rural era propriedade exclusiva de homens e o 3º Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio comprova isso. Durante esta semana, o evento reúne em São Paulo agricultoras, pecuaristas, cooperadas, profissionais da indústria, sucessoras e executivas para discutir sobre o papel feminino no setor. Representam o Pará, com o apoio do Sistema OCB/PA, as componentes do núcleo das mulheres cooperativistas da Cooperativa Agroindustrial de Paragominas (Coopernorte).
Neste ano, o Congresso apresentou o tema “2030 – O Futuro agora, na Prática”, trazendo especialistas para abordar temas considerados do futuro, mas que já podem e devem ser praticados, como big data, previsão climática, nanotecnologia e agroenergia. Foi apresentado o que há de mais novo em desenvolvimento pelos jovens empreendedores com as startups, além dos inovadores métodos do design thinking para gestão.
“Podemos ver o cenário nacional do setor. Estiveram presentes 1.500 mulheres do Brasil inteiro que vieram de todas as regiões. Todas têm o mesmo perfil, passam pelas mesmas coisas que passamos no Pará. É importante estarmos aqui, pois nos dá o incentivo e a vontade de querer ir mais além, levando nossa experiência para as mulheres produtoras e esposas de cooperados no Pará”, explicou a Gerente de marketing da Coopernorte, Bianca Stefanini.

De acordo com a agência da ONU, as mulheres rurais são responsáveis por 45% da produção de alimentos no Brasil e nos países em desenvolvimento. Na maioria dos casos, elas trabalham, tanto no campo como em casa, cerca de 12 horas semanais a mais que os homens. Ainda assim, somente 20% delas são proprietárias de terras. “Os palestrantes também discorreram sobre os principais desafios que enfrentamos no Brasil inteiro e estamos juntas nisso. Temos orgulho de falar que somos agricultoras. Isso nos motiva ainda mais a correr atrás de nossos sonhos e fomentar nossa economia regional”, reiterou a cooperada da Coopernorte, Olinda Machado.

Núcleo de Mulheres
No final de 2017, a cooperativa paragominense decidiu formar o núcleo das mulheres cooperativistas com o objetivo de encabeçar a área de promoção social. O Núcleo promoverá um espaço de diálogo sobre o cooperativismo em Paragominas, no próximo mês. Um dos focos também será o empoderamento feminino. “Nós, mulheres, precisamos quebrar paradigmas para o avanço do agronegócio. A Coopernorte tanto apoia a mulher no campo que está cada vez mais engajada na luta pela valorização do trabalho desempenhado por elas. Sendo assim, realizaremos o 1º congresso do cooperativismo de Paragominas que terá a palestra de um grande case da agricultura no Brasil, Cecília Falavigna”, afirmou a líder no núcleo feminino na Coopernorte, Cirede Carloto.


Em Porto Trombetas, dos 1.400 funcionários da empresa Mineração Rio do Norte, 1.007 são cooperados em uma das mais tradicionais cooperativas do Pará, a Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Empregados da Mineração Rio do Norte S.A (Crednorte). Com a marca de 71, 9% dos funcionários da mineradora como associados, a Crednorte chega aos 35 anos de atuação com um capital social de R$14 milhões e uma referência em relacionamento com os cooperados em todo o Estado. A data não poderia passar em branco e a cooperativa aproveitou para reunir cooperados, ex-presidentes, ex-funcionários e parceiros para comemorar um ano emblemático. A festa ocorreu no dia 28 de setembro na sede social de Porto Trombetas, distrito do município de Oriximiná, região oeste do Pará.
A ex-colaboradora e agora empresária, Rogéria Pantoja, trabalhou durante 24 anos na Crednorte. Era quem atendia os cooperados, liberava empréstimos e dizia os temidos “não”. “Em determinadas ocasiões, a gente tinha que negar algum empréstimo porque a situação financeira do cooperado não era muito favorável, mas também procurávamos orientá-los sobre como proceder, como reorganizar o orçamento. Por vezes, era necessário só um pouquinho de paciência. A maioria entendia e depois me encontrava e dizia que ‘foi o melhor mesmo naquela hora e que o problema já estava resolvido’. A cooperativa tem esse papel social e educacional muito forte. Nós conhecemos cada cooperado, sabemos a história de cada um, suas necessidades, sonhos e anseios”, contou.
Dos sete princípios do cooperativismo, dois estão ligados diretamente à educação financeira: o 5º Princípio – Educação, Formação e Informação, e o 6º Princípio: Interesse pela comunidade. Embora as cooperativas de crédito tenham por objetivo disponibilizar crédito aos associados, com base na educação financeira é possível acessar uma linha de crédito, um empréstimo, de maneira planejada, dentro do orçamento doméstico e realizar muitos sonhos e desejos, como a compra da casa própria, um curso para os filhos no exterior ou uma viagem em família. A cooperativa também pode ajudar na quitação de um empréstimo tomado em uma instituição bancária convencional por oferecer juros mais baixos que os bancos.
“A Crednorte é uma cooperativa que está no coração de todos. Somos realmente uma família e sabemos o papel que a cooperativa possui na vida de cada um dos cooperados”, enfatizou Maria Zilma Viana, analista de controle pleno da Crednorte.
Apesar do número expressivo de mais de mil cooperados, em 1983, o cenário era bem diferente. “Éramos apenas 30 cooperados naquela época. Não tínhamos o dinheiro necessário para abrir a cooperativa e procuramos a MRN para nos ajudar. Exatamente um mês depois, quitamos a dívida. A MRN sempre acreditou no poder de organização, equilíbrio e bem-estar que a cooperativa promove aqui em Porto Trombetas”, explicou Alexandre Cordeiro, presidente da Crednorte.
“O que nós queríamos de verdade é ter mais autonomia para as nossas realizações. Na época, não tinha agência bancária em Porto Trombetas. Precisamos alcançar nossos sonhos, atender as demandas da família e o cooperativismo nos deu essa oportunidade. O mais gratificante para nós é vermos o crescimento dos nossos cooperados, não só na questão material, mas também na questão coletiva, social, pensando de maneira integrada – cooperativista. Realmente, sabemos que juntos somos mais fortes”, enfatizou Ana Maria Vieira, primeira presidente mulher da Crednorte e primeira mulher conselheira do ramo crédito no Conselho de Administração do Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado do Pará.
“A Crednorte é um exemplo para todos nós. É uma singular que alcançou um patamar de referência para todas as cooperativas, em especial para as de crédito. Uma raridade e um exemplo para o Brasil”, afirmou José Melo da Rocha, representante do Ramo Crédito do Sistema OCB/PA.
Brinde
Para comemorar todas essas conquistas, a cooperativa organizou uma festa com sorteio de brindes para os cooperados, com smart TV, geladeira e um baile aberto para a comunidade com uma das bandas mais tradicionais do Pará, a banda Sayonara. Foi um verdadeiro presente para Porto Trombetas.
“É um orgulho para nós do Sistema OCB/PA poder prestigiar um momento tão especial como este. Comemorar 35 anos de atuação não é fácil, ainda mais considerando a nossa economia tão insólita. Parabéns a todos que compõem a Crednorte!”, agradeceu o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra.

Alinhado com as melhores metodologias do Brasil aplicadas ao desenvolvimento de grandes empresas, o Programa de Aprimoramento da Gestão Cooperativista (GESCOOP) obteve avaliação positiva de entidades nacionais. Representantes do SESCOOP e da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ) estiveram em Belém nesta semana para conhecer melhor o trabalho articulado pelo Sistema OCB/PA. A iniciativa poderá ser difundida para o país com o intuito de regionalizar os Programas já desenvolvidos.
Na ocasião, o coordenador do Programa, Diego Andrade, apresentou como a ferramenta foi elaborada e implementada para a especialista técnica do PDGC na FNQ, Luciana Matos e para a analista de desenvolvimento e monitoramento do SESCOOP, Pamela Lima. “A ferramenta tem um propósito muito similar às demais ferramentas hoje desenvolvidas pela unidade nacional. Usa a análise do ambiente interno feita pelo PDGC como insumo para a construção do planejamento da cooperativa. Está bem estruturada e permite a confecção de um plano estratégico ou de negócios através do qual se vislumbra a visão de futuro, como se pretende crescer dentro do mercado”, enfatizou Luciana Matos.
O GESCOOP estabelece um Plano de Ação Estratégico que analisa elementos como: Negócio da Cooperativa; Ambiente externo, considerando fatores políticos, econômicos, sociais e tecnológicos; As forças de intensidade da competitividade do setor; Os fatores críticos de sucesso, analisando a entrega, padronização, continuidade na entrega, condições de venda dos produtos e serviços e o relacionamento com fornecedores; O ambiente interno, em relação às práticas desenvolvidas pela Cooperativa; Análise da atual missão e visão da cooperativa, com auxílio na estruturação ou reestruturação.
A partir disso, se faz a construção de objetivos e estratégias gerais, assim como as específicas em cada área funcional da cooperativa. As informações irão subsidiar o Plano de ação, definindo quais são os próximos passos, como serão realizados, os prazos de início e término, os recursos necessários e os responsáveis por cada ação.
Como parte da Programação, apresentou-se um case de como o Programa foi aplicado em uma singular. A gerente geral da Cooperativa dos Agricultores da Região de Tailândia (CART), Jeane Carvalho e a Diretora Secretária, Michele Castro, mostraram os resultados positivos gerados com a efetividade do GESCOOP. A cooperativa foi a primeira do Estado a receber a ferramenta.

“Achei bastante interessante a forma como está sendo feito para as cooperativas, não imaginava que estava nesse nível. Abre a oportunidade de verificar o que tem de oportunidade no mercado, concorrentes e produtos substitutos. É um conhecimento importante para a cooperativa sair da zona de conforto, buscar novos desafios, desenvolver novos serviços e produtos com apoio da ferramenta. A análise de cenário faz com que a cooperativa reflita sobre o momento em que se encontra e o que deseja, traçando caminhos mais audaciosos para o futuro”, explica a analista Pâmela Lima.
Planejamento
Um dos principais investimentos previstos no planejamento estratégico do Sistema OCB/PA em 2018 é a profissionalização do setor através do GESCOOP. O objetivo é alcançar pelo menos 50 singulares do Estado com a ferramenta. “Já qualificamos nosso banco de instrutores com o repasse metodológico específico do GESCOOP para atender a toda essa demanda. A chancela do GESCOOP ainda nos dá mais credibilidade para continuarmos esse trabalho importante de potencialização das nossas cooperativas. É o caminho para despertar a gestão e extrair o que de melhor se pode oferecer frente à competitividade do mercado”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.


A adequação aos padrões de cultivo e comercialização do cacau, assim como o aprimoramento da gestão de cooperativas são alguns desdobramentos previstos pela parceria entre a Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa) e Sistema OCB/PA. As entidades celebrarão parceria para execução de projeto voltado para a cacauicultura nos municípios paraenses. O objetivo é, após a formalização do termo de cooperação técnica, ampliar a atuação para o atendimento de cooperativas que trabalham em outras cadeias produtivas.
A Faepa foi fundada em 1951 com a missão de representar e defender a classe produtora rural, promovendo ações para a sustentabilidade do agronegócio paraense. As ações da Faepa estão descentralizadas em dez núcleos regionais, contando, para tanto, com o apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), do Fundo de Desenvolvimento da Pecuária do Estado do Pará (Fundepec) e da Amazônia Rural (Central de Negócios), instituições que integram o sistema.
Um dos projetos em execução refere-se ao polo cacaueiro através do qual estão sendo atendidas 10 cooperativas de seis municípios. Para viabilizá-lo, identificou-se a necessidade de organizar os produtores em cooperativas e não em associações. O Sistema OCB/PA, como representante máximo do cooperativismo no Estado, foi demandado para auxiliar nesse processo. O primeiro passo será a adesão das cooperativas junto à entidade. Na última semana, já foram sensibilizados produtores e cooperados de duas singulares no município de Santa Bárbara: COOPERBARBARA e COOMPTRASB.
“Iniciamos a discussão para realizar a parceria através do termo de cooperação técnica. A partir disso, poderemos contribuir com o desenvolvimento das pessoas ligadas às cooperativas. Enquanto a FAEPA levará informações dentro dos limites de seu planejamento estratégico, levaremos a expertise do cooperativismo, todos os nossos programas e ferramentas de gestão. A finalidade é efetivar empreendimentos cooperativos que sejam organizados e atuantes no mercado com fornecimento de produtos padronizados de acordo com as exigências de mercado”, afirmou o analista do Sistema OCB/PA que ministrou as palestras, Jamerson Carvalho.
O projeto da FAEPA contempla o suporte aos produtores através da constituição de uma estrutura para fazer o tratamento do cacau. O processo compreende a assistência técnica desde o plantio e manutenção das áreas até a colheita, onde é feita uma coleta específica. Realiza-se a classificação da amêndoa e, em último caso, o encaminhamento para se beneficiar o produto. A intenção é ampliar a produtividade dentro dos padrões de cacau fino, que será um produto com qualidade, melhor acesso e valor agregado no mercado.
“O SENAR possui diversas ações para a profissionalização do homem através da agricultura familiar. A intenção é fazer com que o projeto cacaueiro possa reverberar em outras demandas para atendermos, juntos, a outras cooperativas que trabalham em segmentos variados, como o açaí, derivados do leite, fruticultura e outras cadeias em potencial. Queremos incentivar os produtores a chegar no mercado de forma mais competitiva”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

Seja na base da produção alimentar ou fomentando o empreendedorismo através do crédito, a importância das cooperativas para a economia regional é cada vez maior. Essa relevância foi evidente no 2º Festival de Negócios promovido pelo Sebrae/PA em Castanhal, onde as singulares expositoras obtiveram bons resultados. O Sistema Sicoob, por exemplo, foi responsável pela liberação de R$ 600mil em rodadas de negócios. Representando o ramo Agro, participaram as cooperativas COOMAC de Curuçá e CASP, de Vigia em parceria com o Sistema OCB/PA.
O evento ocorreu no final de setembro em parceria com a Secretaria Municipal de Indústria, Comercio e Serviços, Secretaria de Cultura, Associação Comercial e Industrial de Castanhal e Sistema OCB/PA. Na programação, houve a exposição dos produtos de empresas e cooperativas, rodadas de negócio, capacitações e atrações culturais.
No total, o evento teve aproximadamente 10 mil visitantes, gerando mais de R$5 milhões em negócios para os 44 expositores. Foram R$ 3,4 milhões só em comercialização de produtos e serviços, R$ 957 mil em rodadas de negócios entre produtores rurais e atacarejos da região e R$ 600 mil em liberação de crédito. Ainda foram capacitados 40 produtores rurais em certificação orgânica e 35 empresas em "uso da internet para conquistar clientes".
“Foi uma excelente oportunidade paras as cooperativas representarem o cooperativismo e fechar boas parcerias com empreendimentos locais, sejam supermercados, feiras ou restaurantes daquela micro região. O Sebrae/PA mais uma vez nos acionou a sermos parceiros, incentivando as cooperativas a participarem e evidenciando bastante o cooperativismo”, afirmou o gerente do Sistema OCB/PA, Vanderlande Rodrigues.
As cooperativas selecionadas já são atendidas com os programas do Sebrae/PA. A Cooperativa Mista Agroaquícola de Curuçá (COOMAC) possui uma variedade de produtos da área rural, tais como hortaliças, frutas e derivados da mandioca. Já a Cooperativa Agropecuária do Salgado Paraense (CASP) trabalha com laticínios verticalizados, produtos de qualidade registrados como artesanais pela Adepará.
“Nossos produtores de Curuçá têm muita produção e pouco publico. A participação deles foi importante para fecharem boas parcerias e escoar a produção, fortalecendo economia regional. A CASP também, apesar de ter um bom mercado, precisa ser mais conhecida, abrir novas fronteiras. Agradecemos o apoio do Sebrae/PA, que vem á fazendo trabalho forte com as cooperativas na perspectiva de novos negócios”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

As cooperativas do ramo agropecuário possuem a oferta de produtos orgânicos, agroecológicos e de alta qualidade. Já o segmento de alimentação fora do lar possui a procura por essas mercadorias, mas não possui acesso direto à base produtiva. Para efetivar esse encontro de oferta e procura, o Sistema OCB/PA, SEDEME e Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Pará (Abrasel/PA) estão articulando ações conjuntas. A primeira etapa deste projeto será o levantamento das demandas dos estabelecimentos direcionados pela diretoria da Abrasel/PA.
Os bares e restaurantes serão visitados por técnicos da Nós Soluções Sustentáveis e Instituto Amazônia Cooperar que identificarão os dados para orientar as cooperativas. A partir disso, será elaborado um plano de ações mais direcionadas. “Estamos nos unindo para promover o encontro da produção de cooperativas da agricultura familiar às necessidades dos estabelecimentos paraenses, buscando levar dignidade às famílias no campo, qualidade às empresas do ramo alimentar e sabor e saúde ao consumidor final, proporcionando preço mais justo a todos os elos dessa cadeia de valor”, afirmou a presidente da Abrasel/PA, Rosane Almeida.
As discussões se iniciaram através das atividades do APL Alimentação Fora do Lar, articulado pela SEDEME. O Sistema OCB/PA pôde se aproximar da Abrasel/PA e, posteriormente, as entidades assinaram termo de cooperação técnica. De acordo com o previsto no termo, o Sistema OCB/PA fará o levantamento da produção das cooperativas, mercadorias e a quantidade ofertada. A Abrasel responderá sobre a disponibilidade de compra, periodicidade e locais para entrega.
A Abrasel possui forte demanda de produção de materiais oriundos da produção rural. No entanto, a comercialização é feita frequentemente com atravessadores e terceiros. “Vimos a oportunidade de mercado para tentar estreitar o contato desse público com o produtor direto, na ponta. No ano passado, fomos convidados para participar de uma reunião da Sedeme onde foi discutido o APL de alimentação fora do lar no qual a Abrasel está inserida. Na ocasião, fizemos uma aproximação com a entidade, chegando a participar da primeira Feira Brasil Ilhas e Sabores. O resultado foi positivo, abriu as fronteiras de mercado direto para os expositores e, hoje, podemos celebrar esse termo de parceria”, explicou Ernandes Raiol.

Bastam 15 minutos de exercícios laborais, acompanhados do prazer de trabalhar com o que e com quem se ama, para evitar doenças associadas ao desempenho da função. A felicidade de cooperados e colaboradores, uma das metas do cooperativismo brasileiro até 2025, está diretamente relacionada à saúde, segurança e harmonia dentro do ambiente de trabalho. Neste sentido, algumas práticas importantes foram repassadas pelos aprendizes cooperativos da Unimed Belém (turno da tarde) para o público interno do Sistema OCB/PA, na última terça (16).
A atividade também foi desdobramento final do módulo “Formação Humana e Científica”. Os aprendizes da tarde decidiram trabalhar a melhoria nas condições de trabalho dos funcionários da Unidade Estadual, a partir da cooperativa fictícia que eles mesmos criaram: Cooperativa de Segurança ao Trabalhador (SATCOOPER). Foram feitas duas rodadas de palestras sobre o tema com base nas normas regulamentadoras 6 e 17 estipuladas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Os aprendizes falaram sobre fatores de proteção, saúde no ambiente de trabalho, noções de ergonomia, doenças associadas a riscos ergonômicos e práticas de prevenção às doenças. Para tal, o funcionário deve ter uma boa postura, em especial no uso de computadores e de cadeiras. É necessário fazer pausas para se alongar e exercitar os punhos e as mãos com o uso da bolinha terapêutica. Os alunos, inclusive, distribuíram bolinhas e ensinaram exercícios simples que podem ser adotados no dia a dia e contribuir para a saúde física e mental.

Ao longo da estruturação do projeto, os alunos fizeram uma análise do ambiente de trabalho e fizeram apontamentos de melhoria. “Nosso objetivo foi alertar com base nos riscos que identificamos nas posturas incorretas e nas possibilidades de adequação. Percebemos que existe uma utilização incorreta de computadores, não há uma pausa durante o expediente para fazer exercícios laborais, além ausência de alguns equipamentos auxiliares. Isso pode afetar a produtividade, à medida que acarreta em doenças e prejudica no desempenho. É muito mais fácil evitar do que tratar uma doença”, explicou a aprendiz Eduarda Ogorodink.
O Programa
No módulo em questão, foram trabalhadas quatro unidades: Identidade do Jovem, Políticas Públicas, Segurança no Trabalho e Meio Ambiente/Desenvolvimento Sustentável. Abordaram-se questões que estão em voga na sociedade, tal como a discussão sobre gênero e eleições para presidente. “Realizamos um estudo mais aprofundado para promover um treinamento que, de fato, contribuísse para a saúde do trabalhador na prevenção de doenças e na melhoria de qualidade de vida. A avaliação dos trabalho realizado pelos alunos é muito boa, pois realmente se empenharam para além da sala, de aula. Buscaram aprofundamento e cresceram um pouco mais”, enfatizou a instrutora do Programa, Alessandra Souza.
Com formação em cooperativismo e em assistente administrativo a partir da vivência prática dentro de uma cooperativa, o Programa Aprendiz Cooperativo possui duração de 18 meses, com 500 horas práticas e 500 horas teóricas. No conteúdo programático são trabalhadas as disciplinas: Cidadania e Trabalho, Cooperativismo, Formação Humana e Científica, Introdução à Administração, Empreendedorismo, Linguagem e Comunicação, Matemática, Informática e Escritório, em que aprendem sobre todas as funções do auxiliar administrativo, e Mercado de Trabalho, que é um preparatório para entrevistas de emprego.
“Os alunos nos proporcionaram momentos de aprendizagem bastante relevantes nesta finalização de módulo, demonstrando que o curso teve resultado positivo. Foram trabalhadas relações individuais, humanas, sociais, profissionais e ambientais com o intuito de preparar o jovem para a vida pessoal e para o mercado. São ensinamentos preciosos. Parabenizamos a todos os envolvidos, em especial às professoras que se esforçaram para promoverem o projeto”, afirmou a coordenadora do Programa Aprendiz Cooperativo do Sistema OCB/PA, Rafaela Menezes.


Entre colaboradores, aprendizes e visitantes que circulam pela Unidade Estadual, o Sistema OCB/PA consumia 2mil copos descartáveis por semana. Com a iniciativa de alunos do Programa Aprendiz Cooperativo da Unimed Belém (turno matutino), deixarão de ser utilizados 500 copos descartáveis ao mês, uma economia de quase 7%. Eles substituíram os copos por canecas de plástico e promoveram uma manhã de conscientização com o público interno da Unidade. Na última terça (16), foram feitas gincanas, pesquisas interativas e sensibilização sobre práticas sustentáveis.
A atividade foi desdobramento final do módulo “Formação Humana e Científica”. Os aprendizes da manhã decidiram trabalhar o Projeto Canecoop (Caneca Cooperativa) após identificarem o uso excessivo dos copos descartáveis. Foi feita a divisão de equipes responsáveis pelo levantamento de informações, sensibilização do público interno, anexação de placas da campanha e execução de gincana sustentável e de pesquisa interativa.
“Vimos o problema e tentamos amenizar. Fizemos as canecas para nós, alunos, e alguns funcionários com a finalidade de tentar diminuir esse número. Evidente que não conseguimos eliminar totalmente, já que a sede recebe vários representantes de cooperativas e demais visitantes aos quais o copo é indispensável, mas nós podemos fazer diferente. Na sala, vamos utilizar a caneca para tomar água, café, suco. Se todos colaborarem nesse sentido, teremos resultados ainda melhores”, explicou a aprendiz Camila Carvalho.

Durante o dia, os alunos entrevistaram os colaboradores, visitantes e pessoas que transitavam pela frente da sede. Eram feitas perguntas acerca de práticas sustentáveis e, aos que conseguiam responder adequadamente, era entregue um Canecoop. Questionava-se acerca do carregamento de copo próprio dentro da mochila ou bolsa, sacos plásticos para acondicionamento do lixo, fio dental e consumo de frutas. Apenas duas pessoas conseguiram completar o desafio. Pelas mídias digitais, os alunos também compartilhavam o link de um questionário com os amigos para responderem às perguntas de forma interativa.
Outra equipe de aprendizes anexou placas de conscientização pela unidade do Sistema OCB/PA. No total, 10 placas foram afixadas com mensagens sobre responsabilidade socioambiental, cada uma dialogando com o local. Na recepção, foi alocada uma placa sobre reutilização do papel. De acordo com a pesquisa feita pelos aprendizes, se cada pessoa usar o verso do papel para impressão durante o mês, será preservada uma área florestal equivalente a 18 campos de futebol. No banheiro, o material trata sobre o uso consciente da água e, na copa, sobre o cultivo de hortaliças.
“O processo como um todo foi muito importante para nós. A turma já havia percebido essa necessidade. Quando limpávamos a sala de aula, havia sempre muitos copos descartáveis e assumimos esse compromisso. Já estávamos adotando um único copo para utilizar ao longo de todo o dia, além de sermos mais rigorosos ao jogar o lixo. É difícil, mas conseguimos mudar. Sabemos que ainda é pouco, comparando-se ao que é feito ao redor do mundo, mas se cada um fizer um pouquinho, os efeitos positivos serão bem maiores”, enfatizou a aprendiz Mewry Joyce.

A Formação
No módulo em questão, foram trabalhadas quatro unidades: Identidade do Jovem, Políticas Públicas, Segurança no Trabalho e Meio Ambiente/Desenvolvimento Sustentável. Abordaram-se questões que estão em voga na sociedade, tal como a discussão sobre gênero e eleições para presidente. Os jovens, por exemplo, discutiram sobre as propostas protocoladas pelos candidatos a presidente da república no Tribunal Eleitoral. Eles analisaram quais seriam os melhores projetos para a própria faixa etária e elegeram internamente o candidato vencedor.
“É um módulo muito intenso, pois mexe com estruturas internas sem deixar que o lado cultural, o que nos constitui como humano, perca a cientificidade da parte acadêmica e profissional. A unidade ‘meio ambiente e desenvolvimento sustentável’ veio fechar o módulo com chave de ouro. Não queremos que essa prática caia no desuso, no esquecimento. É o resultado de um processo que trabalhamos para ser duradouro. Como professora, me orgulho do que os nosso alunos fizeram”, concluiu a instrutora do Programa, Lívia Maria.


Com um conjunto de produtos e serviços atraentes e preços e taxas competitivos, o sistema cooperativista de crédito vem conquistando cada dia mais adeptos e se destacando ano após ano, com números expressivos, em todo o mundo. Mais de 235 milhões de pessoas são associadas às cooperativas de crédito, nos seis continentes. Estima-se que cerca de 68.000 cooperativas financeiras oferecem serviços bancários e contribuem com a prosperidade dos seus cooperados em 109 países. Para celebrar essas marcas, o Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito (World Council of Credit Unions - Woccu) fixou a terceira quinta-feira do mês de outubro como o Dia Internacional do Cooperativismo de Crédito (DICC).
"Encontre Prosperidade em uma cooperativa de crédito”. Este foi o tema escolhido pela Confederação Brasileira das Cooperativas de Crédito – Confebras para este ano. A iniciativa foi criada há 70 anos e tem como objetivo firmar a essência do poder transformador de realidades que o modelo cooperativista confere ao sistema financeiro. Conforme dados do Sistema OCB, atualmente, o Brasil conta com 929 cooperativas crédito, que movimentaram R$ 200 bilhões. O segmento atende, hoje, cerca de 8,5 milhões de brasileiros, sendo que as cooperativas chegam a 105 municípios brasileiros que não possuem nenhum outro atendimento financeiro.
Conta corrente, cartões de crédito e de débito, operações diversas, financiamentos, linhas de crédito e muitos outros serviços. As cooperativas guardam muitas semelhanças com os bancos comerciais, mas os diferenciais que contam a favor do sistema cooperativo são significativos. Os cooperados são mais que clientes, são os donos do ‘negócio’ e participam das decisões. Essa é uma das maiores vantagens que o sistema cooperativo proporciona e um dos principais pontos de atratividade para expansão do setor.
Os usuários das linhas de crédito se beneficiam de taxas diferenciadas e da redução de tarifas, sem falar das aplicações e de sua rentabilidade atrativa. O desempenho das instituições financeiras cooperativas se deve à forte atuação local e regional e proximidade de seus cooperados mesmo neste importante período de dificuldades, mantendo os estímulos ao desenvolvimento e o apoio às comunidades em que estão inseridas.
O sistema cooperativo de crédito é assegurado por um fundo garantidor - o Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop), que garante a cobertura de até R$ 250.000,00 por CPF ou CNPJ para recuperar os depósitos ou créditos das operações financeiras em caso de intervenção ou liquidação extrajudicial.