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O Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Estado do Pará (SESCOOP/PA) esclarece que não efetivou abertura de qualquer processo seletivo para preenchimento de vagas no seu quadro funcional. Determinado portal que divulga oportunidades de emprego utilizou indevidamente o nome da instituição para vagas em Técnico de Apoio Operacional e Analista de Desenvolvimento de Cooperativas.
O SESCOOP/PA ressalta ainda que qualquer processo seletivo a ser iniciado terá divulgação nos meios de comunicação da própria entidade e nos veículos de comunicação públicos, conforme rege o regulamento interno.

Os serviços de atendimento e autoatendimento em Canaã dos Carajás-PA, interrompidos por conta de ataque criminoso à agência na madrugada do dia 3 de dezembro, serão retomados pela cooperativa Sicredi Sudoeste MT/PA a partir desta terça (11). O endereço provisório está localizado na avenida Weyne Cavalcante, lote 16, quadra 05, Centro – Canaã dos Carajás-PA. O horário de atendimento será de segunda a sexta das 9h às 14h. Para a utilização dos caixas eletrônicos (autoatendimento), o horário será de 8h às 17h.
Na madrugada da segunda-feira (03), por volta das 2h30, houve um ataque com uso de explosivos na agência Canaã dos Carajás (PA). A Polícia Militar foi acionada imediatamente e as autoridades policiais estão investigando o ocorrido contando com total apoio da cooperativa na apuração dos fatos. Não há levantamento preciso da quantia levada e dos prejuízos causados pela ação.
A agência está fechada para reparos. Além do endereço provisório, consultas e transações bancárias podem ser realizadas pelos associados por meio do Sicredi Mobi, aplicativo disponível para smartphones e tablets, e pelo site www.sicredi.com.br (Internet Banking). Os associados também poderão ser atendidos nas duas agências do Sicredi em Parauapebas, nos bairros Cidade Nova e Cidade Jardim.
A instituição financeira cooperativa reforça que investe continuamente em segurança com o objetivo de proteger as pessoas, o patrimônio e para atender às necessidades dos seus associados e da comunidade onde atua. Reafirmando o compromisso com os associados e com a comunidade, a cooperativa agradece a compreensão de todos e trabalha para que a agência que foi totalmente danificada por conta do ataque criminoso seja reinaugurada o mais rápido possível.

A cada ano, o Programa Aprendiz Cooperativo recebe jovens cheios de sonhos, projetos e metas de vida. O cooperativismo acrescenta um nicho de mercado a mais para empreender, mas com um olhar diferente para o mundo. No último sábado (08), os alunos concluintes do Programa na Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu (CAMTA) finalizaram uma etapa desse contínuo ciclo de aprendizagem. A solenidade de formatura reuniu alunos, diretoria da CAMTA, Sistema OCB/PA e familiares.
O evento foi organizado pelos próprios Aprendizes. Na ocasião foram apresentados, como resultado do aprendizado, projetos de pesquisa. Um destes tratou sobre a Lei da Acessibilidade, que apontou a demanda existente no município de estrutura para facilitar o acesso a portadores de necessidades especiais. Outra pesquisa focou na relação interna entre funcionários e gestores, que indicou a necessidade de maior aproximação entre a diretoria executiva com o corpo operacional.
O Presidente da CAMTA, Alberto Oppata, firmou compromisso em utilizar os resultados das pesquisas para melhorar os indicadores apresentados. “Agradecemos os apontamentos feitos e parabenizamos cada um dos jovens aprendizes pelo processo como um todo. Vamos trabalhar para melhorar sempre. Nosso desejo é que levem este espírito cooperativista para o resto das suas vidas, pois representa mais do que uma ferramenta de mercado. É um estilo de vida”.
Dentro da cooperativa, os aprendizes são separados de acordo com as maiores afinidades, podendo trabalhar diretamente na parte administrativa ou com os processos na indústria ou no laboratório de pesquisa. Dependendo da área e do setor, encaixamos os aprendizes que se enquadram com mais facilidade.
O SESCOOP-PA foi o pioneiro da região Norte a implantar o Aprendiz Cooperativo. O curso possui duração de 18 meses, com 500 horas práticas e 500 horas teóricas. No conteúdo programático são trabalhadas as disciplinas: Ética e Cidadania, Cooperativismo, Formação Humana e Científica, Introdução à Administração, Empreendedorismo, Comunicação e Linguagem, Matemática, Português, Informática e dois módulos específicos de Escritório, em que aprendem sobre todas as funções do auxiliar administrativo, e Mercado de Trabalho, que é um preparatório para entrevistas de emprego.
“Sem dúvida, são experiências que contam bastante. Para o jovem, é a oportunidade de profissionalização técnica especializada com chances de absorção após o término do curso, além da vivência de momentos singulares. Eles são formados com os princípios cooperativistas que valorizam a responsabilidade social e o envolvimento solidário. Precisamos investir nessa mão de obra que pode contribuir significativamente para o avanço de cada ramo de atividade, com uma visão inovadora, ousada e promissora”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

Agregando sua vasta experiência no segmento agro, Antônio Alcoforado foi eleito presidente da Cooperativa Agropecuária do Salgado Paraense (CASP). A escolha foi feita em Assembleia Geral Extraordinária (AGE), ocorrida em novembro. Os cooperados também elegeram os novos membros do conselho de administração que, junto a Alcoforado, estarão à frente da CASP até 2021. Em outubro, a cooperativa completou 9 anos de fundação.
Conforme previsto no estatuto social da CASP, a AGE ocorreu em novembro para garantir o fluxo de demandas burocráticas da transição de gestão dentro do prazo necessário para a continuidade do trabalho. A nova gestão já assume em janeiro de 2019. De acordo com o item 49 do estatuto, os seis cooperados mais votados para compor o conselho de administração deliberaram entre si acerca de quais cargos irão ocupar, entrando em consenso sobre quem tem o melhor perfil para cada função.
O carro-chefe da cooperativa são os derivados do leite, como manteiga e iogurte nos sabores morango, abacaxi, coco, milho verde e ameixa. Os cooperados ainda pretendem desenvolver bebidas lácteas e creme de leite. A produção de hortifrúti também é bastante expressiva, como banana, cheiro verde, cebolinha, jambu e chicória.
Recentemente, a CASP ampliou o beneficiamento lácteo para produção de 30 mil garrafinhas de iogurte a serem entregues à merenda escolar de Santa Izabel. A ampliação do parque fabril ocorreu após parceria com a Embrapa no fornecimento de equipamentos e capacitações promovidas pelo Sistema OCB/PA, o que gerou a necessidade de contratação de mais 4 colaboradores no último mês. A capacidade produtiva dos sócios é de aproximadamente 500 litros por dia, mesma quantidade que está sendo agregada pelo recebimento de leite dos outros produtores. Até o começo de junho, a CASP processava 300 litros de leite por dia. Após a parceria com a Embrapa, o processamento mais que triplicou para 1mil litros/dia.
“Acompanho a cooperativa desde o início e posso testemunhar do esforço que os cooperados vêm empreendendo ao longo desses anos para alavancar o negócio. Recebo com alegria a notícia da aclamação de Alcoforado, amigo de longas datas e entusiasta do ramo agropecuário. Tenho certeza que a cooperativa será gerida por boas mãos e, obviamente, acompanhada por nossos programas de monitoramento e aperfeiçoamento”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

A cidade de Xinguara produz uma média de 36 toneladas de lixo por dia, dentre os quais 40% são recicláveis. Apesar desse amplo potencial para o segmento, a Cooperativa de Reciclagem de Xinguara (Cooperlimpa) processa apenas 2 toneladas por dia pela falta de estrutura para coleta. A singular busca parceria com a Prefeitura Municipal para a concessão de caminhões e subsídio para a execução da coleta nas residências. Na última semana, a equipe técnica do Sistema OCB/PA esteve na sede da cooperativa para articular possíveis alternativas.
A Cooperlimpa presta serviços de coleta do material reciclado nas residências, comércios e indústrias, assim como a segregação do material. De acordo com o Diretor Comercial da Cooperlimppa, Maurílio Pereira, a principal dificuldade dos cooperados, hoje, é levantar capital de giro para manter o negócio. “O produto que temos não garante nossa sustentabilidade. O frete leva todo nosso recurso. No galpão, fazemos o enfardamento para o transporte até Goiânia e Brasília. O quilo do papelão, por exemplo, é vendido a R$ 0,47 e possui um custo produtivo de R$ 0,43. Estamos ganhando apenas R$0,4. Somando-se ao alto custo do transporte, nosso projeto é inviabilizado”.
As alternativas para se garantir a sustentação do negócio seriam parcerias com transportadoras com menor custo e, principalmente, ampliar o volume de produção. Retirando-se o lixo orgânico, Xinguara produz 12 toneladas de material reciclado/dia e 300 toneladas/mês. A cooperativa possui espaço físico, material humano, mas a capacidade de coleta e processamento chega atualmente a apenas 60 toneladas/mês, cerca de 20% do potencial total. São necessários caminhões para captar o volume na cidade.
“Se tivéssemos essa estrutura e a Prefeitura nos subsidiasse com R$180 por tonelada para retirarmos os resíduos da cidade, teríamos viabilidade para manter o projeto. Ganharíamos tanto na entrada quanto na saída. O recurso para a captação cobriria nossas despesas e o da saída seria para a remuneração do cooperado. Estamos em conversação com a gestão pública no intuito de ampliar a parceria já existente.”, explicou o presidente da Cooperlimpa, Antônio Silva.

A Cooperativa foi criada em 2006 com apoio da Prefeitura Local, mas ao final do mandato vigente e com o corte do apoio financeiro, as atividades foram paralisadas. Em 2017, a Cooperlimpa retomou suas operações com a reciclagem, contando com a parceria de profissionais liberais como advogado, contador, professor, engenheiro eletricista e técnico em segurança do trabalho.
Os materiais trabalhados são papel, plástico, vidro e pneu sem dependência à logística reversa. Eles catam e separam a matéria bruta que é comercializada e destinada às indústrias localizadas em Goiás para fazerem a transformação. A intenção é que cheguem a participar de todas as etapas deste beneficiamento.
A cooperativa possui parcerias com empresas da região, principalmente grandes frigoríficos que enviam os resíduos sólidos provenientes da fábrica.
COMPLEXO
Na visita técnica do Sistema OCB/PA, também se discutiu sobre o projeto que propõe a criação de um Complexo Industrial voltado para reciclagem e tratamento de resíduos sólidos a partir da Pirólise. A técnica seria uma alternativa para o fim dos lixões, utilizando-se da exposição a altas temperaturas para decomposição do material. É um dos meios mais eficientes e ecologicamente corretos para o tratamento do lixo, pois além da possibilidade da extração de diversos subprodutos como sulfato amônia, alcatrão, álcoois e óleo combustível, os equipamentos impedem a liberação de substâncias nocivas na atmosfera.
A intenção é construir um complexo para atrair as indústrias instaladas nas regiões sul e sudeste do País, facilitando dessa forma o direcionamento dos resíduos recicláveis dos municípios. O complexo seria feito a partir da união de cinco municípios: Tucumã, Ourilândia, Água Azul, Sapucaia, Rio Maria e Xinguara. “Avaliamos que a proposta é viável e pode representar um avanço expressivo no setor da reciclagem no Pará. Seria um exemplo para cidades de todo o Brasil que convivem com o problema da gestão de resíduos. Desta forma, acompanharemos esse processo de modo mais aproximado para contribuirmos nas conversas com os gestores municipais, articulando, inclusive, audiência pública com os prefeitos de cada uma das cidades envolvidas”, reiterou o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra.


O cooperativismo nos força a ampliar a visão para além da rotina de trabalho e enxergar as realidades que cercam as instalações das cooperativas. Realidades por vezes precárias e que são uma oportunidade para mostrar o diferencial do cooperativismo. Este é o objetivo que move a ação do Programa Aprendiz Cooperativo, promovido pelo Sistema OCB/PA. Os alunos estão contribuindo com o projeto “Fazer o Bem sem olhar a quem”, arrecadando alimentos não perecíveis a serem destinados à comunidade do Distrito industrial. A entrega será realizada na próxima terça (11), com uma programação para pais e crianças.
A arrecadação iniciou em novembro. A intenção é coletar 100 cestas básicas com itens de necessidade elementar, como arroz, feijão e macarrão. Até a data de entrega, os aprendizes ainda buscam aumentar a quantidade de leite em pó, óleo de soja, cream cracker, café, macarrão e açúcar.
“Atendendo ao sétimo princípio do cooperativismo, que trata acerca do interesse pela comunidade, assumimos o dever social de contribuir com um projeto já existente no Distrito. Os aprendizes estão se mobilizando bastante, pedindo apoio para amigos, familiares e outros parceiros que possam contribuir com a iniciativa. A equipe interna do Serviço de Aprendizagem do Cooperativismo (SESCOOP/PA) também contribuiu com cinco fardos”, explicou a coordenadora do Programa Aprendiz Cooperativo, Rafaela Menezes.
O projeto “Fazer o Bem Sem Olhar a Quem”, apoiado pelos aprendizes, promove regularmente eventos sociais e culturais à população carente, como aulas de dança de balé para crianças. Nos finais de ano, é realizado um evento maior com a entrega de cestas de básica. As comunidades beneficiadas em 2018 serão a Portelinha I e II do Saré localizado, localizado no Distrito Industrial de Ananindeua. Além da entrega dos gêneros alimentícios, haverá uma extensa programação com crianças e familiares na terça (11), de 8h às 12h na sede de uma associação no Conjunto Geraldo Palmeira.
“Ensinar as técnicas de produção, as especialidades de uma função laboral e até mesmo características próprias de organizações é algo que qualquer curso de aprendizagem pode proporcionar. Entretanto, não estamos apenas instruindo alunos na formação de assistente administrativo. Estamos preparando cooperativistas que agregam a produtividade do sistema capitalista e a preocupação com distribuição das riquezas características do socialismo. O cooperativismo é o único sistema econômico que proporciona isso”, reiterou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

O Cacau de Tomé-Açu foi a primeira Indicação Geográfica de um produto agrícola com cunho na sustentabilidade do Pará. O próximo passo das cooperativas, Sistema OCB/PA e Sebrae/PA é potencializar a capilaridade de mercado, agregando valor à produção do cacau através da verticalização. As entidades discutiram sobre o planejamento futuro do setor com o presidente da Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu (CAMTA), Alberto Oppata, em reunião ocorrida ontem (04) na Casa do Cooperativismo. A singular pretende estruturar uma fábrica de chocolate.
Além do presidente Oppata, participaram o diretor técnico do Sebrae/PA, Hugo Suenaga, o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, o superintendente Júnior Serra e o presidente da Sicoob Unidas, Carlos Edilson. Tratou-se sobre o processo de conquista da Identidade Geográfica do cacau, a futura fábrica de chocolate da CAMTA, a grade de capacitação para os cooperados, empregados e dirigentes, assim como a aplicação do Cooperjovem no município.
A indicação de procedência "Tomé-Açu" aponta e garante a legitimidade do cacau produzido em sistemas agroflorestais desenvolvidos desde 1930 pelos imigrantes japoneses. A contemplação foi divulgada pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) em outubro.
“Ficamos muito orgulhosos com a conquista, encabeçada pelo Sebrae/PA da qual sou conselheiro. Essa IG identifica o local de origem do produto e lhe atribui boa reputação, diferenciando nosso cacau dos seus similares disponíveis no mercado. Disponibilizamo-nos para auxiliar na canalização desse potencial para verticalizarmos o fruto e agregarmos valor com chocolate de excelente qualidade. A cooperativa tem potencial para isso”, reiterou o presidente Ernandes Raiol.
CAMTA
A Camta é a primeira cooperativa paraense com 85 anos de existência, pioneira e referência internacional em SAFs. A capacidade fabril gira em torno de 6.000 toneladas de polpas por ano e a venda em torno de 5mil a 5,5mil toneladas. Deste total, 50% é destinado para a exportação e outros 50% mercado interno. A CAMTA possui, para alguns produtos, o selo internacional Organic, que possibilita a exportação.
A cooperativa conta com uma variedade de culturas e consórcios de várias espécies como maracujá, acerola, açaí, cupuaçu, Camu Camu, seringa, castanha do Brasil, bacuri, uxi, entre outros. Mais de 800 famílias de pequenos agricultores são beneficiados com projeto de responsabilidade social da cooperativa que incentiva a prática de SAFs.

Consolidando-se no interior do Pará, a cooperativa Sicoob Transamazônica também planeja expandir para a Região Metropolitana de Belém já em 2019, além de mais cinco municípios do Sul e Sudeste paraense. O ousado plano de expansão foi apresentado no Workshop de Planejamento Estratégico da cooperativa, ocorrido no último sábado (01) em Marabá. Participaram dirigentes, colaboradores e representantes do Sistema OCB/PA.
A área de expansão será Paragominas, Parauapebas, Canaã dos Carajás, Floresta do Araguaia, Santana do Araguaia e Belém. O projeto já foi aprovado pelo Conselho de Administração da singular e está sendo encaminhado para a análise do Banco Central (BC).
“Mudamos a estratégia de fomento para chegarmos nesses novos municípios. Contrataremos gerentes de relacionamento em cada localidade para viabilizar negócios nas praças antes de inaugurarmos as agências, abrindo caminho para iniciarmos empreendimentos que já sejam viáveis. Queremos assegurar um crescimento que proporcione sustentabilidade e sobras para os nossos associados. Para tanto, abrimos 14 vagas para contratação de bons profissionais com o perfil necessário”, explicou o Diretor presidente da cooperativa, Lucas Gelain.

Segunda maior cooperativa do Sistema Sicoob, a Transamazônica foi inaugurada em julho de 2015 com 12 fundadores, capital social de R$ 25mil e recursos administrados de R$ 1,2 milhão. Hoje, são 1.900 cooperados, capital social de R$ 7 milhões e R$ 26 milhões de recursos administrados.
Para 2019, a proposta é alcançar o número de 3mil associados, sete pontos de atendimento, R$ 60 milhões de ativos e sobra de R$ 2 milhões. Em uma visão a longo prazo até 2027, a proposta é ter 10mil associados, 25 pontos de atendimento, R$ 300 milhões e R$ 10 milhões de sobras.
“Nesta semana, inauguramos agência em Conceição do Araguaia. Também encaminhamos inauguração em Marabá e Redenção e iniciamos contagem regressiva para a viabilização financeira das demais cidades. Queremos ser a maior cooperativa financeira do Estado. Crescemos em uma velocidade superior à media de mercado”, reiterou o presidente da cooperativa, Antônio Henrique.

A cooperativa trabalha com um portfólio completo de produtos e serviços financeiros. São mais de 100 produtos em expansão. Ela já foi constituída no regime de livre admissão dos associados, podendo associar qualquer pessoa física ou jurídica em qualquer segmento. A carteira é variada com linha de crédito rural, linha de credito pessoal, comercial, cartões, seguridade, previdência, produtos de investimento como poupança, capital social e RDC. São ofertados todos os serviços de um banco tradicional.
“Temos muitos gargalos a serem superados no estado do Pará. Estamos acompanhando cooperativas agropecuárias da Região com ampla necessidade de capital de giro para as quais será muito importante a chega da cooperativa. Contem conosco para auxiliar na gestão desses empreendimento”, afirmou o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra.

Há 21 anos, pequenos produtores de Parauapebas que atuavam isoladamente decidiram se unir. Fruto por fruto, os associados à Cooperativa dos Produtores Rurais da Região de Carajás (COOPER) provaram que vários pequenos podem ser grandes. A cooperativa já inaugurou o terceiro Centro de Distribuição da Tentação Amazônica, marca de polpas de frutas com qualidade e preço diferenciados no mercado. Para celebrar a abertura em Xinguara, a cooperativa abriu as portas em cerimônia que recebeu a população do município no último domingo (02).
Participaram da cerimônia de inauguração o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra, o secretário de desenvolvimento econômico e rural de Xinguara, Fabio Queiroz, o vice-prefeito de Canaã dos Carajás, Alexandre Pereira, o presidente da COOPERLIMPA, Antônio da Silva, além de cooperados, antigos presidentes da COOPER e vereadores do município. Na ocasião, o galpão de recebimento da produção foi aberto para distribuição de amostras de sucos, açaí e aperitivos.

“São produtos competitivos e que, em especial, dialogam com a questão ambiental. As polpas são produzidas a partir do princípio de preocupação com a natureza e fomentam a geração de empregos locais. Será um processo de fortalecimento regional a partir também da inclusão dos produtores. Estamos muito felizes em ver a evolução da agricultura familiar no Estado e nos colocamos à disposição para auxiliar nesse desenvolvimento”, afirmou o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra.
A cooperativa processa 12 tipos de frutas que, agora, também estarão disponíveis para a população de Xinguara: Açaí, abacaxi, acerola, cajá, caju, cupuaçu, goiaba, graviola, manga, maracujá, murici e tamarindo. O Centro de distribuição funcionará com vendas no atacado e varejo com preços acessíveis. A partir de 10kg, a cooperativa fará entrega na cidade.

A Cooper fez uma promoção especial na abertura do ponto, vendendo todas as polpas a partir de R$ 7. “Mesmo sem promoção, já trabalhamos com o melhor preço de mercado, sem falar na qualidade. É uma marca já conhecida nos outros municípios com selo de garantia, SIF e todas as fiscalizações exigidas pelos órgãos reguladores. Nossa expectativa em Xinguara é fazer bons negócios, seguindo o ritmo de crescimento obtido em outras cidades. Também iremos entrar em contato com os produtores para alavancar a agricultura familiar e fomentar o crescimento da região”, enfatizou o presidente da COOPER, Mauro Melo.
Com objetivo de fortalecer a produção dos pequenos agricultores, a Cooper foi criada em 1997. A cooperativa busca dar uma destinação do que é produzido no campo com a reunião de 130 sócios. Atualmente, utiliza a produção de hortifrúti de mais de 300 pequenos produtores rurais dos municípios de Parauapebas, Curionópolis, Canaã dos Carajás, Xinguara e Marabá. Cerca de 30 pessoas são empregadas na fábrica e na distribuidora das polpas de frutas e bombons regionais. A Cooper conta com 70 revendas dos produtos em Parauapebas, Canaã dos Carajás, e, agora, em Xinguara.

Em média, 70 toneladas de polpas de frutas são processadas na fábrica. São várias etapas, desde a retirada da polpa até a embalagem do produto. No local, há seis câmaras frias para acondicionar o produto in natura, até que possa ser embalado e vendido. Também, na fábrica, é feito o doce da polpa de fruta para ser usado como recheio nos bombons dos chocolates caseiros. Segundo a Cooper, os produtos são os únicos do sul do Pará que têm autorização do Ministério da Agricultura para serem comercializados.
Serviço: O Centro de Distribuição está localizado na Av. Brasil esquina com Pontes de Miranda


Partindo de uma pré-diagnose, as cooperativas da região Sul e Sudeste puderam se enxergar e construir uma agenda de trabalho a ser desenvolvida pela Vale e pelo Sistema OCB/PA, junto a demais parceiros. Os principais eixos serão Gestão, Organização Social, Mercado e Verticalização Produtiva. As propostas constituem uma Matriz da Cooperação, documento assinado pelos gestores no Workshop de Governança Cooperativa ocorrida no último dia 29, em Marabá.
Na avaliação de cenário, foram entrevistadas 14 cooperativas as quais abrangem 1.900 cooperados. Destas, nove estão filiadas à Central das Cooperativas de Produção Familiar da Região Amazônica (CUIA), a primeira do ramo no Estado. São cerca de 670 cooperados dos municípios de Marabá, Conceição do Araguaia, Redenção, São Félix do Xingu, Ourilândia do Norte, São João do Araguaia, Itupiranga, Parauapebas, Nova Ipixuna e Tailândia.
Sobre a estrutura de verticalização, identificou-se que 35% das cooperativas possui produção individualizada, o que não agrega valor para a própria cooperativa, nem escala expressiva. Destes, 15% terceiriza a verticalização e 15% possui unidades simplificadas. A Cooper, por exemplo, possui duas unidades de beneficiamento. A de Parauapebas utiliza 90% de sua capacidade com a produção de 400t de polpas e, a de Maraba, 50%. Sobre certificação, 44% não possui qualquer tipo de registro com órgãos fiscalizadores, 22% possuem selos estaduais e, 22%, federais.

“Em relação à produção orgânica, 56% usa defensivos agrícolas. O perfil do mercado sobre a preocupação com meio ambiente valoriza a certificação orgânica. No PNAE, por exemplo, produtos certificados agregam um valor 30% maior. É uma tendência que nossas cooperativas precisam se adequar”, afirmou Andreos Leite, gestor da NÓS consultoria, responsável pela diagnose.
Sobre a participação em programas de aquisição de alimentos, 78% trabalha com o PNAE, 11% com o PAA e 11% nunca participou de qualquer um. Deste total, 67% acessam o mercado institucional, 22% feiras e eventos locais, 22% supermercados locais e 11% empresas regionais e nacionais. Em relação às principais dificuldades que desafiam o trabalho das cooperativas, 56% destas apontou a gestão como a maior demanda, 22% apontou a necessidade de verticalização da cadeia produtiva e, 11%, organização social.
Sobre a variedade de produção, 60% trabalha com fruticultura, 45% com horticultura, 25% com lácteos, 15% com grãos, 15% com derivados da mandioca, 10% com derivados do cacau, 10% com produtos de origem animal, 5% com produtos da biodiversidade e 5% com insumos.

Plano de Trabalho
Após a apresentação das dificuldades, o Sistema OCB/PA elencou soluções alternativas. Em relação ao mercado, Vale e Sistema OCB/PA farão o diálogo com as prefeituras municipais para sensibilização acerca da obrigatoriedade de compras da agricultura familiar. Sobre capital de giro, a alternativa é a aproximação com as cooperativas de crédito para concessão de empréstimos e financiamentos.
“As cooperativas farão o levantamento das necessidades de capital de giro de cada singular e das garantias que possuem. A partir disso, marcaremos agenda com as cooperativas Sicredi, Sicoob e com o Banco da Amazônia. Já a Vale articulará reunião com o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD)”, afirmou o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra.
Sobre ampliação dos canais de distribuição, o Sistema OCB/PA e a VALE articularão com a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (UNIFESSPA). Serão elaboradas estratégias de estudo de mercado com potenciais canais para escoamento em cima dos produtos das cooperativas, como polpa de frutas, mel, chocolate e castanha. As singulares farão um diagnóstico produtivo com cada cooperado para se ter noção de potencial para apresentar ao mercado.

“Precisamos de produtos com valor agregado, assim como os da Camppax, para ganhar mercado. Faremos esforço enorme neste sentido, pois a produção das cooperativas precisar ser conhecida pelo mundo inteiro. Temos orgulho do que é produzido aqui e estamos à disposição para apoiar essas iniciativas. O Workshop foi um grande início”, afirmou a analista de sustentabilidade da Vale, Renata Veloso.
Sobre a legalização das cooperativas, será feita consultoria para orientar sobre as adequações necessárias exigidas pelos órgãos reguladores. Uma possível proposta é estabelecer relação com universidades para auxílio de empresas junior, como a Ufra e a própria Unifesspa.
Sobre organização social, as cooperativas não filiadas à OCB/PA oficializarão registro para se promover cursos de sensibilização acerca do cooperativismo. Sobre o eixo Gestão, Vale, Sistema OCB/PA e Uniefesspa farão a profissionalização dos dirigentes. Será uma formação continuada de lideranças dividida em seis módulos: Organização social - seus desafios e conquistas; Modelos de desenvolvimento do Agronegócio e Cooperativismo; Gestão dos empreendimentos, contabilidade controle e viabilidade econômica; Mercados - acessibilidade/licitação, organização, marca única e desafios; Procedimentos para registro da agroindústria de beneficiamento dos produtos.
“Finalizada essa primeira etapa, ficou evidente que precisamos aliar dois fatores essenciais para o crescimento das cooperativas: trabalhar a gestão e as pessoas. Os associados precisam acreditar que a cooperação pode mudar sua realidade, assim como os gestores precisam dar segurança para os sócios de que o negócio está sendo conduzido com visão. Ambos os objetivos serão alcançados apenas com formação profissional. Esse será o nosso foco”, reiterou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.


Marabá, cidade polo do Sul paraense, terá uma nova alternativa de crédito. A cooperativa Sicoob Transamazônica está viabilizando a inauguração de uma agência no município. Para marcar a chegada da cooperativa, o Sistema Sicoob reuniu autoridades e empresários em evento ocorrido nesta sexta (30), no Centro de Convenções Carajás. A Associação Comercial e Industrial de Marabá (ACIM) já garantiu aporte de R$ 900mil.
Na mesa oficial de abertura, participaram o Presidente do Conselho de Administração da Sicoob Transamazônica, Antônio Henrique, o diretor presidente da Central Sicoob Unicoob, Marino Delgado, o superintendente do Instituto Sicoob Edson Feltrin, o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra, o presidente do conselho de administração Central Sicoob Unicoob, Jeferson Nogaroli e o vice prefeito de Marabá, Tony Cunha.
Foram apresentadas palestras sobre o cenário do mercado financeiro, a participação das cooperativas nesse cenário e como contribuem de forma protagonista no comportamento do mercado. “Preço, propósito social de pessoas, mercado, portfólio são alguns dos argumentos que comprovam nossa importância. É uma economia compartilhada com as localidades. Em 250 municípios, apenas o Sicoob está presente", reiterou o presidente do Conselho da Central Sicoob Unicoob, Jefferson Nogaroli.

Também foram apresentados os números do Sicoob. A Central está presente em 6 Estados, com 262 pontos de atendimentos e 307mil cooperados. Em 2018, foram movimentados 3 bilhões de operações de créditos, ativos de 6 bilhões de ativos, resultado de 150 milhões de sobras.
“O Pará é um projeto de várias mãos. É uma região riquíssima formada por um povo trabalhador e que precisa de estrutura de capital para fomentar seus negócios. Queremos proporcionar essas soluções financeiras aos marabaenses. Começamos na Transamazônica e estamos expandindo para as demais regiões. Chegamos para ficar”, enfatizou Antônio Henrique Gripp.

Na ocasião, foi feita a assinatura de um termo de cooperação comercial com a ACIM. O Sicoob destinará um valor inicial de R$ 3milhões para capital de giro voltado a micro e pequenas empresas com taxas e créditos facilitados. Foi criada uma linha de crédito especial com taxas a menos de 1% com 24 meses para pagar. A associação fará o aporte de R$ 900 mil.
“Esses são os diferenciais práticos do cooperativismo. Além de vantagens financeiras, as cooperativas cumprem a função social de aplicar o capital integralmente na Região onde estão, gerando desenvolvimento econômico e social. Estamos muito orgulhosos da evolução que a cooperativa obteve. Disponibilizamo-nos a auxiliar no que for necessário para a continuidade desse processo", concluiu o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.


Contribuindo com a defesa do setor no Congresso Nacional, encabeçada pela Frente Parlamentar do Cooperativismo (FRENCOOP), o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, visitou a bancada paraense nesta semana junto com assessor político/institucional da entidade, Haelton Costa. A Agenda Política foi apresentada aos seis parlamentares que representam o Estado em Brasília: o deputado federal eleito Eduardo Costa (PTB), e os reeleitos: Joaquim Passarinho (PSD), Eder Mauro (PSD), Edmilson Rodrigues (Psol) e Hélio Leite (DEM). O objetivo foi incluí-los na FRENCOOP.
"Já nos diz a ciência política que as instituições estão diretamente ligadas aos comportamentos da sociedade, no momento em estabelecem regras que incentivam a uma determinada conduta. No cenário político, as leis, os marcos regulatórios e a legislação em geral conduzem em uma direção ou em outra e podem incentivar um modelo econômico. A expansão do cooperativismo passa por uma maior articulação do movimento cooperativismo no Congresso Nacional, buscando promulgação de marcos regulatórios que incentivem as mais 6,6 mil cooperativas atuante no Brasil", explicou Raiol.

A FRENCOOP é quem realiza a identificação de emendas constitucionais de interesse do Sistema cooperativismo. Entre os projetos de interesse direto do cooperativismo no Congresso Nacional está o Projeto de Lei (PL) 3748/2015, que altera a Lei Geral das Cooperativas (Lei 5.764/71). Este é um passo importante pois vai permitir que as cooperativas representem seus associados em processos judiciais referentes a operações de mercado, dando mais autonomia no mercado às cooperativas.


O homem do campo pode, e deve, agregar profissionalismo à sua experiência no meio rural. Esse é o papel social com que a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (UNIFESSPA) pretende contribuir em parceria com o Sistema OCB/PA. A partir de conversas iniciadas no Workshop de Governança realizado ontem, as entidades estão idealizando um curso de extensão sobre cooperativismo voltado para empreendimentos rurais. A iniciativa será desenvolvida com um alto nível técnico e vivência prática.
O professor Dr. em economia José Otávio Pires, o professor Dr. em agronomia, Fabio Araújo e o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra discutiram formas de implementar um curso de extensão através da Universidade. As entidades celebrarão um termo de cooperação técnica. Definiu-se um prazo de até o final de janeiro para se remarcar reunião com o objetivo de definir as grades de capacitação, demandas e público alvo. O conteúdo será construído com base na estrutura idealizado pelas próprias cooperativas da Central CUIA, apresentado na programação de ontem.
“Essa parceria agrega muito à OCB/PA , pois é a marca de uma instituição de ensino referência na Região. Passamos a ter um respaldo maior. Iremos encaminhar a minuta do termo de cooperação técnica para termos um mapa bem definido do que iremos articular", afirmou o superintendente.
Além do curso, planeja-se fazer um projeto de pesquisa sobre a expressividade humana e socioeconômica do cooperativismo no Estado. A proposta é fazer um grande estudo para o acompanhamento da sensibilidade das pessoas no ganhos vindos pelas cooperativas.
“Acredito que o futuro da economia do país depende da agricultura familiar. O exemplo dos países de primeiro mundo prova que o desenvolvimento no campo só pode vir através da Cooperação. Até mesmo as grandes empresas compreenderam essa estratégia de mercado. Por isso, estamos muito entusiasmados com essa parceria", enfatizou Otávio.
O Sistema Sicoob já possui 17 agências com estrutura completa e moderna para atender os associados no Estado. Para comemorar esse sucesso, será realizado o lançamento do projeto de expansão do Sicoob nas Regiões Sul, Sudeste do Pará e Transamazônica, evento que ocorre na próxima sexta-feira (30), às 19 horas, no Carajás Centro de Convenções em Marabá - PA (localizado na rodovia BR-222, Folha 30, bairro da Nova Marabá).
O Sicoob é um dos maiores sistemas financeiros cooperativos do país, com 4,2 milhões de cooperados e mais de 2,8 mil agências distribuídas em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal. Com sede em Maringá (PR), o Sicoob Unicoob é uma das cooperativas centrais do sistema e possui mais de 300 mil cooperados atendidos em 166 municípios do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Pará e Amapá.
Na ocasião, apresentaremos às lideranças regionais os diferenciais e benefícios do cooperativismo financeiro, bem como as oportunidades oferecidas pelo Sistema Sicoob, encerrando a agenda com um coquetel de relacionamento.
O Sistema solicita confirmação de presença até o dia 09 de novembro (sexta-feira) pelo e-mail

O cooperativismo já possui um ponto de referência no Sul do Pará. A Prefeitura municipal realizou a inauguração da Sala do Empreendedor, local que abrigará um espaço para o atendimento físico do Sistema OCB/PA às cooperativas e interessados em constituir singulares em Parauapebas. A cerimônia de entrega ocorreu na última semana e as consultas já podem ser feitas no local. A Sala do Empreendedor funciona de segunda a sexta pela manhã.
Além do Sistema OCB/PA, a Sala do Empreendedor abrigará diversas entidades responsáveis pelo desenvolvimento de negócios em Parauapebas, como a Junta Comercial do Pará (Jucepa), Departamento de Arrecadação Municipal (DAM), Coordenadoria de Terras (Cooter), Vigilância Sanitária e Meio Ambiente (para emissão de licença ambiental). A proximidade com os parceiros, inclusive, facilitará a execução de ações em conjunto para o processo de melhoria das cooperativas. Será um núcleo integrado de apoio interno para os empreendimentos locais.
“Considerando que todos os grupos pretensos a constituir cooperativas começam necessitando de orientação para elaboração do estatuto, plano de viabilidade econômica e demais procedimentos necessários para efetivar o registro, a presença da OCB/PA desburocratizará as etapas. Haverá maior agilidade e assertividade, evitando formação de cooperativas sem estruturação. Também considero algo estratégico ter ao lado todos os órgãos de registros, de modo que haverá esse diálogo para dirimir dúvidas que um possui do outro”, afirmou a Conselheira do Sistema OCB/PA, Áldina Chaves.
À priori, o atendimento será feito por agendamento. Há uma pessoa responsável por coletar as eventuais dúvidas dos munícipes, prestar a orientação inicial e, se necessário, marcar palestra sobre as demandas necessárias. A própria Sala do Empreendedor possui um auditório que poderá ser utilizado. De acordo com Áldina, que está prestando os atendimentos mais aprofundados sobre cooperativismo na região, o próximo passo é capitalizar convênio com as universidades do município, tanto para concessão de estagiários a contribuírem no atendimento quanto para a expansão das doutrinas cooperativistas no conteúdo programático dos cursos de nível superior.
Com o espaço, Parauapebas se tornará o ponto de referência na região através do qual se fará o levantamento das necessidades das cooperativas. Será realizado um número maior de ações de monitoramento, promoção social e formação profissional a partir dos programas disponibilizados pela entidade. O município tem o maior número de cooperativas no sudeste do Pará, mas singulares de outras cidades próximas também serão beneficiadas com a descentralização do Sistema OCB/PA, tais como Marabá, Eldorado dos Carajás, Curionópolis e Canaã dos Carajás. Na Região, destacam-se os ramos Agropecuário e Transporte.

Apesar disso, o conhecimento acerca da legislação cooperativista ainda não é bem difundido, o que gera dificuldades na adesão às boas práticas de gestão e governança. Uma das medidas prioritárias do Sistema OCB/PA na região é sensibilizar as cooperativas locais acerca da necessidade de se registrar junto à entidade. De acordo com Áldina, pelo menos 80% das cooperativas não estão registradas.
“Os cooperados receberam apoio do departamento de relação com a comunidade da VALE, que dá suporte financeiro e técnico. Com isso, conseguiram crescer sem a orientação da OCB/PA. Consolidada a relação institucional com a Prefeitura de Parauapebas e com a mineradora, vamos trazer estes empreendimentos para a regularidade à medida que a gestão apoie apenas as que cumprirem a legislação cooperativista”, reiterou a Conselheira.
A Sala do Empreendedor
As Salas do Empreendedor são locais de atendimento das prefeituras municipais que facilitam os processos de abertura de empresas, regularização e baixa; bem como serviços exclusivos aos Microempreendedores Individuais (MEI). Boa parte conta com a parceria do Sebrae. A inclusão do Sistema OCB/PA foi resultado de articulação com a Secretaria de Desenvolvimento (SEDEN). O secretário municipal, Isaias Queiroz, viabilizou a assinatura do termo de cooperação técnica no início deste ano.
“Procuramos ampliar a capilaridade da unidade estadual para outras regiões que são estratégicas para a economia paraense. Doravante, teremos uma presença mais expressiva no Sul paraense em especial. O objetivo é dar maior sustentabilidade para os negócios das cooperativas, afinal, o município necessita de caminhos alternativos à mineração para garantir uma estabilidade econômica futura. Temos certeza que o empreendedorismo cooperativo pode proporcionar essa finalidade”, ponderou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Serviço: A Sala do Empreendedor fica na rua C, nº 471, Bairro Cidade Nova (perto do Fórum de Justiça).

Localizado no polo nacional da produção de açaí, Cametá é uma fronteira aberta para a expansão do cooperativismo. Na última semana, o Sistema OCB/PA realizou um trabalho de contato com a base produtiva e com o meio acadêmico no município. Foram feitas visitas técnicas para análise de registros de cooperativas na entidade, assim como palestras para alunos pertencentes ao curso de agronomia no campus regional da Universidade Federal do Pará (UFPA). Foram identificadas singulares com amplo potencial e nível de verticalização.
Uma das singulares que efetivaram o registro foi a Cooperativa Dos Produtores Rurais Do Baixo Tocantins (Cooprubat), na Vila de Curuçambaba. O grupo de produtores rurais solicitou o processo após ser aprovado em chamada pública da Secretaria de Educação (SEDUC), entidade que já vem exigindo o registro das singulares na OCB/PA. Após o envio da documentação necessária, a equipe da Unidade Estadual fez visita protocolar para análise do funcionamento, estrutura física, atuação dos cooperados e gestão.
A Cooprubat possui 290 cooperados distribuídos nas diversas ilhas de Cametá. A produção é coletada nesses pontos e direcionada para a armazenagem na sede em Curuçambaba. O carro chefe é o açaí in natura e derivados da mandioca, além de hortifrutigranjeiros. A mandioca já é processada em casa de farinha.
“Detectamos que a cooperativa está devidamente organizada, com uma sede que comporta a produção de um número expressivo de cooperados. Há, inclusive, uma intenção de estreitarem relação com a CAMTA. De acordo com os produtores, muitos produtos da região são comercializados para Tomé-Açu, porém, passando por atravessadores e minimizando o lucro”, explicou o gerente de desenvolvimento do Sistema OCB/PA, Vanderlande Rodrigues.

Outra singular que teve o registro deferido foi a Cooperativa dos Produtores Familiares Rurais Amigos da Terra (COOPFRAT). O contato com o Sistema foi feito através da Adepará, que realizou vistorias para concessão de selo artesanal em uma série de produtos. Foi identificado que a singular possui potencial para expandir os negócios em todo o Estado, pois já realizam o processamento de polpas de frutas e possuem casa de farinha unificada para padronizar a produção dos cooperados.
“É um empreendimento preparado para o mercado com estrutura de fábrica para verticalizar a produção. Só faltava o registro que também foi deferido. Já estamos programando cursos e capacitações específicas sobre cooperativismo, que é uma das principais demandas identificadas em ambas as cooperativas do município”, reitera Vanderlande.
Universidades
O Sistema OCB/PA também participou de Seminário sobre Cooperativismo organizado pela UFPA, campus Cametá. A palestra foi voltada para um grupo de engenheiros agrônomos em formação que pretendiam conhecer mais sobre o setor e sobre como o sistema promove orientação na construção de planejamento estratégico. A estruturação do GESCOOP foi apresentada como uma ferramenta administrativa de apoio à gestão cooperativista.
“Nessas agendas em Cametá, conversamos tanto com produtores fora do Sistema, mas também com a academia com a qual temos a intenção de alinhar conhecimento sobre o cooperativismo, já que esta serve de indutor para gerar futuros cooperativistas. O município é uma região fértil para desenvolver o setor com o açaí e outras culturas expressivas. Teremos uma atuação mais presente da OCB/PA, tanto no direcionamento de ações nas cooperativas quanto em eventuais oficializações de parceria com a UFPA e Prefeituras”, enfatizou o presidente do Sistema OC/PA, Ernandes Raiol.

A regulamentação efetiva do transporte complementar é um objetivo que as cooperativas buscam há anos na Região Metropolitana de Belém. Após a legitimação na esfera municipal, o setor discute meios viáveis de contribuir com a mobilidade urbana na capital. Algumas dessas estratégias serão apresentadas amanhã para cooperativas do ramo em workshop promovido pelo Sistema OCB/PA a partir das 09h na Casa do Cooperativismo. A ex-diretora da Semob, Maísa Tobias, fará exposição da proposta de planejamento viário com as alternativas para a inserção das singulares. Está confirmada a presença do Senador eleito, Zequinha Marinho.
Com a experiência na Secretaria de Mobilidade Urbana, Maísa possui uma leitura geral do transporte no Estado. Ela trará uma minuta de proposta de trabalho a ser discutida entre as cooperativas e apresentada pelo Sistema OCB/PA ao Governo e prefeitos da Região Metropolitana. Com a implantação do BRT, serão disponibilizados espaços e corredores para que as cooperativas possam realizar o complemento do transporte regular na região.
“Maísa tem estudos nesse sentido na Universidade Federal do Pará (UFPA) e já vem abordando cases de mobilidade com base na experiência que tem no Brasil. Essa proposta apresentará a viabilidade e onde será inserido o transporte complementar de passageiros. O objetivo não é competir com o transporte regularizado, mas realmente abranger as áreas onde este não consegue alcançar”, explicou o Gerente de Desenvolvimento do Sistema OCB/PA, Vanderlande Rodrigues.
De acordo com a Federação dos Trabalhadores do Transporte Alternativo do Pará, 1.200 vans trafegam atualmente na RMB. Estes veículos fazem parte de 18 cooperativas e, segundo a federação, abrangem 5 mil pessoas, entre motoristas e cobradores. Espera-se a participação de pelo menos 10 cooperativas no Workshop desta terça.
“Queremos dialogar com os governos, mas é necessário apresentar viabilidade antes de qualquer argumento. A partir de então, desdobraremos em outras ações. Apresentada essa proposta, competirá às cooperativas acatarem-na e se regularizarem para que, em uma possível licitação ou chamada pública, estejam aptas para competir”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Serviço: Workshop do Ramo Transporte (Complementar) – Nesta terça (27), Às 09h. Casa do Cooperativismo: Avenida Conselheiro Furtado, 1693 – Nazaré.

Com investimentos em formação profissional, monitoramento e adoção de boas práticas de gestão, a expressividade socioeconômica das cooperativas cresceu consideravelmente desde 2016. A atualização do Diagnóstico do Cooperativismo Paraense, que está sendo produzido pelo Sistema OCB/PA, apresentará o cenário de evolução das cooperativas durante esse período e norteará os próximos passos do setor. A equipe da Unidade Estadual e da Nós Consultoria está contactando as cooperativas por telefone para a obtenção das informações.
As singulares devem estar preparadas para obter dados sobre: Quadro administrativo, com os conselheiros, diretores, número de cooperados ativos e inativos e número de empregados; Participação nos projetos e programas do SESCOOP/PA, tais como PAGC, PDGC, Gescoop ou mesmo apoio em participação de feiras e eventos; Produção, com a descrição de quais os produtos e serviços oferece; Canal de distribuição do produto, seja na esfera estadual, municipal ou federal; Legalizações ou certificações; Nível de acesso ao crédito.
“Seguiremos a mesmo métrica de questionário e avaliação do primeiro produto elaborado em 2016 para obtermos um gráfico histórico de evolução. Faremos uma análise comparativa para identificarmos os resultados obtidos e o grau de maturidade das singulares após a aplicação dos nossos programas de acompanhamento, monitoramento e aprimoramento das cooperativas”, afirmou o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra.
Ao longo deste mês, a equipe técnica do Sistema OCB/PA e da Nós Consultoria está obtendo os dados via ligação telefônica. A etapa de coleta de dados segue até o início de dezembro. O prazo para a entrega final, com os números consolidados e tabulados é 15 de dezembro.
“Convocamos nossas cooperativas para participarem e contribuírem com a organização desses dados, afinal, é um produto estratégico para o posicionamento das singulares frente o cenário da economia regional. Isso posto, teremos uma noção do ponto de maturidade alcançado pelo setor e as necessidades de adequação e melhoria a serem trabalhadas assertivamente nos próximos anos. O Diagnóstico é a nossa carta náutica rumo a patamares mais competitivos do cooperativismo paraense”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

Promover o bem-estar de cooperados e colaboradores é garantir que eles também cuidarão dos clientes e, consequentemente, do negócio. Com a atual revolução tecnológica do mundo 4.0, os desafios para a Gestão de Pessoas são ainda maiores para as cooperativas que precisam se alinhar às novas dinâmicas e diretrizes. O 15° Congresso de Gestão de Pessoas da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH/PA) traz esse olhar para o futuro.
Representando o cooperativismo, participam a Sicoob Unidas, Sicoob Cooesa, Unimed Belém, Coopernorte, Sicredi Verde, Sicredi Norte MT/PA, Unimed Oeste do Pará e o Sistema OCB/PA. O evento inicia nesta sexta (23) e segue até amanhã no Hotel Princesa Louçã.
O tema deste ano é “Organizações do futuro e o lado humano da tecnologia”. Ocorrerão palestras voltadas para trabalhar as empresas e cooperativas com as perspectivas do futuro, inteligência emocional, comunicação não violenta, a relação do ser humano e as tecnologias para buscar a excelência. Também haverá temáticas acerca de legislação, em especial sobre a área de recursos humanos após a reforma trabalhistas e sobre as minúcias do e-social.
“O objetivo é proporcionar às cooperativas uma ampliação do olhar voltado para as pessoas que nelas atuam, agregando a tecnologia na gestão de pessoas. Existem sistemas e processos que envolvem a área e que podem ser aproveitados para o desenvolvimento da atividade. No contexto do mundo 4.0 e da revolução tecnológica, é preciso se adaptar para se manter no mercado”, afirmou o analista de desenvolvimento de cooperativas, Diego Andrade.
O Congresso de Gestão de Pessoas é considerado o maior evento da área na Região Norte. Ocorre anualmente e contempla uma extensa programação, com 30 horas de atividades e os mais renomados profissionais: especialistas e doutores nas áreas de gestão de pessoas e tecnologia, permitindo upgrade dos participantes para aplicação imediata tanto na vida pessoal quanto nos ambientes corporativos.
“Falamos de desenvolvimento das cooperativas, geração de emprego e renda, mas é importante que qualifiquemos a área de recursos humanos para estarmos alinhados nesse processo. As pessoas são os maiores recursos de um empreendimento. Se não houver colaboradores e cooperados engajados na visão, missão e planejamento, o negócio tenderá a não ter sucesso”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Encontro de ramos cooperativistas discutiu tendências do setor, sustentabilidade e observância às legislações

Manter um diálogo claro com entidades reguladoras, como o Ministério Público do Trabalho, é vital para a regulamentação das leis cooperativistas. Entretanto, a sintonia com esses entes terá pouco resultado se não houver formação do quadro social, que foi a demanda mais urgente ressaltada no Encontro dos ramos Educação, Trabalho, Produção e Turismo e Lazer. A programação que se encerrou nesta quinta (22) discutiu sobre a sustentabilidade dos segmentos.
Na quarta (21), após a apresentação do cenário destes segmentos, representantes de cooperativas participaram de mesa redonda sobre a diversificação e dificuldades de entendimento acerca das legislações existentes. Estiveram presentes cooperativas de diversos municípios do Estado. Santarém, Oriximiná, Xinguara, Parauapebas, Castanhal, Ananindeua, Belém.
Uma das principais demandas que desafiam a sustentabilidade dos negócios cooperativos é o encargo tributário e ações ajuizadas por irregularidade. Diversas singulares apontaram o mesmo problema. Para minimizar situações de risco trabalhista, o Encontro apresentou os Programas de Desenvolvimento e Acompanhamento promovidos pelo Sistema OCB/PA. As ferramentas proporcionam o nível de organização pretendido.
A Catarina Huber de Santarém, por exemplo, foi notificada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). Após o trabalho de aplicação dos Programas, a cooperativa apresentou farto relatório documental chegando a um índice geral de conformidade cooperativista de 90,30%. “O Ministério queria que assinássemos as carteiras dos cooperados por julgar que os cooperados se identificavam como funcionários. O que nos protegeu foi a ligação com a OCB em relação aos Programas e cursos. Um dos resultados foi o projeto de adequação às normativas no qual reunimos os documentos necessários e provamos que somos cooperativa. Arrumamos a casa e o Ministério Publico arquivou o processo”, afirmou a presidente da Catarina Huber, Cleoma Pantoja.
Na parte da tarde, o conselheiro do ramo Trabalho, Fabiano Oliveira, apresentou os principais cuidados a serem observados em relação às Leis 5.764/71 e 12.690/12 que regulamentam o setor. Abrindo o segundo dia de discussões do Encontro, o assessor jurídico da OCB/RJ, Ronaldo Gaudio, e a analista advogada da assessoria jurídica da OCB Nacional, Milena César trataram sobre o processo de evolução da relação de trabalho no cooperativismo.
“O modelo de negócio cooperativista vem atraindo profissionais autônomos de diversos ramos da economia pelas vantagens que apresenta, como maior competitividade no mercado e gestão democrática. Porém, as cooperativas precisam estar atentas para as relações de trabalho que regulamentam o setor”, enfatizou Ronaldo Gaudio.

Ramos
As cooperativas dos ramos compreendem grupos de farmacêuticos, reciclagem, educacionais, Turismo e Lazer, proprietários de metalurgia, instrutores, costureiras e serviços gerais. Apesar de o processo de discussão sobre a fusão dos ramos ainda estar no início, a probabilidade é grande que seja efetivado. A Unidade Estadual da OCB está acompanhando de perto o andamento dos grupos de trabalho nacionais.
No Pará, existem 27 cooperativas do ramo trabalho com 1.067 cooperados e outros 25 empregos diretos. No ramo produção são 4 cooperativas com 100 cooperados e outros 24 empregos diretos. Já o ramo educacional, que desempenha importante função social de agregação de valor ao trabalho dos professores, possui 7 cooperativas com 224 cooperados e outros 13 empregos diretos.
“Nossa proposta é regulamentar a Lei 12.690 para mudar o cooperativismo de patamar. Porém, existe resistência das próprias cooperativas por não atenderem a legislação na plenitude. Continuaremos esse trabalho de base e sensibilização para assemelhá-las às cooperativas de crédito que chegaram a um nível de maturidade ideal exatamente por serem bastante fiscalizadas pelos órgãos de controle. Dessa forma, acreditamos que a expressividade desses segmentos aumentará ”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
