
A diversidade de paisagens naturais credencia o Pará como um dos destinos mais procurados pelo ecoturismo no Brasil. A Feira Internacional da Associação Brasileira de Agência de Viagens (ABAV) foi uma oportunidade especial para se evidenciar as riquezas existentes na região, dando visibilidade para o trabalho feito pelas cooperativas. Por meio do Departamento Municipal de Turismo de Parauapebas, participaram as singulares Mulheres de Barro e Cooperture Carajás, assim como empresas do setor.
As rodadas de negócios funciona a todo vapor, o que mostra que a primeira participação de Parauapebas na maior feira internacional de turismo do país será um divisor de águas e que em breve nos colocará como uma das principais rotas turísticas do Norte do Brasil.
Com um público estimado em mais de 23 mil participantes nos três dias de feira, participação de diversos países e marcas já consolidadas nos diversos segmentos turísticos, a feira da Abav é o evento mais importante para aqueles que querem abrir as portas de suas cidades e empresas para atrair turistas e fazer negócios.
Fonte: Portal Pebinha de Açúcar

Santarém terá uma referência de abastecimento e distribuição dos produtos oriundos da agricultura familiar para o mercado local. Cinco singulares da região decidiram constituir a Central das Cooperativas Agropecuárias do Oeste Paraense, responsável por fortalecer a representatividade produtiva dos cooperados, ampliar a fluidez dos processos administrativos e promover um melhor acesso ao mercado. O Sistema OCB/PA está acompanhando as tratativas. No próximo mês, a Central receberá o Programa de Aprimoramento da Gestão Cooperativista (GESCOOP).
Dentro do planejamento estratégico do Sistema OCB/PA direcionado para o fortalecimento do ramo agropecuário na região, identificou-se a necessidade de diminuir o número de cooperativas e potencializá-las através da incorporação. As singulares que não aderiram ao processo decidiram constituir a Central Agropecuária, composta pela COOPFAN, COOPBOA, COOPAFS, COOPMAM e ACOSPER. O objetivo foi criar um grande centro para abrigar a mercadoria dos associados e distribuí-la para os possíveis clientes.
Em reunião com a diretoria da Central, a gerência de desenvolvimento do Sistema OCB/PA definiu as datas para execução de cada etapa do GESCOOP. No início e no final de novembro, será desenvolvido um plano de ações estratégicas futuro para que consigam enxergar o caminho a ser tralhado e gerar resultados tanto para a central, quanto para as singulares e cooperados.
“A partir dessa ferramenta, terão uma linha de direcionamento para que a iniciativa dê certo e se torne um case de sucesso na região de Santarém. Apesar de a recomendação inicial ter sido a priorização para a incorporação, julgamos importante o sistema estar acompanhado o processo para orientar no que for possível e, assim, fortalecer a Central”, explicou o gerente Vanderlande Rodrigues.
O principal objetivo de uma Central é servir de retaguarda para as singulares com orientação técnica, jurídica e sistêmica. Desta forma, se oferece condições para que as singulares se preocupem diretamente com o negócio, evitando atividades que desgastam o tempo de gestão, prejudicam a área produtiva e afetam o aprimoramento de resultados.
Outros modelos de Central, como a Aurora, se propõem a verticalizar produção, o que cada singular sozinha não teria condições. Apesar de não ser uma Central de negócios, a iniciativa que está se consolidando em Santarém também poderá ser de comercialização. A gestão buscará parcerias que possam ser compartilhadas com todos os cooperados, tais como a aquisição em escala de insumos, defensivos agrícolas e outros benefícios de caráter social que podem atender às necessidades dos produtores na ponta.
As cooperativas trabalham principalmente com polpas de frutas, farinhas e extrativismo, a exemplo da seringa. Com a união, a capacidade produtiva dos agricultores cresce. Porém, a central ainda não poderá assumir a representatividade frente ao mercado institucional já que a pessoa jurídica que representa as pessoas físicas precisa apresentar DAP.
“Conversamos com os dirigentes que apontaram o mercado como sendo favorável e a união socioeconomicamente viável para o grupo. Continuaremos acompanhando, convictos de que esse é o caminho para o crescimento. De modo algum poderemos retornar a práticas antigas, quando cooperativas disputavam entre si pelo mesmo mercado e, pelo fracionamento produtivo, nenhuma obtinha resultados satisfatórios. Não há dúvidas que, juntos, somos mais fortes”, afirma o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

A maior corrente de voluntariado do Brasil já está repercutindo no continente europeu. O ambiente acadêmico espanhol foi apresentado no início deste mês à campanha Dia de Cooperar, uma iniciativa da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). A administradora e Professora Mestra do IFPA Campus Santarém, Carmem Andrade, apresentou os resultados das ações promovidas pelo Sistema OCB/PA em Congresso Internacional realizado em Toledo, na Espanha. O trabalho foi bem avaliado e um artigo completo será publicado na Revista Ciriec-España.
A apresentação foi feita no 17º Congresso Internacional de Investigadores em Economia Social e Cooperativas, com o tema: “A responsabilidade social das cooperativas na Amazônia Paraense: O Projeto Dia de Cooperar como exemplo de boas práticas de inclusão social”. Carmem é estudante do Programa de Doutorado na Universidad de Alicante/Espanha e membro do Grupo Internacional de “Cooperativismo, Desarrollo Rural y Emprendimientos Solidarios em la Unión Europea y Latinoamérica” (COODRESUEL).
“Posto que as cooperativas são geridas por um grupo de pessoas preocupadas em promover o desenvolvimento das comunidades onde estão inseridas, o objetivo foi promover uma espécie de benchmarking. Difundindo os efeitos práticos da campanha, os interessados puderam identificar o modelo e utilizá-lo em determinadas regiões, cada qual com sua particularidade, mas com foco no movimento Dia C”, explica Carmem.
Em apenas nove anos, o Dia C já conta com a adesão de mais de 1,5 mil cooperativas, que abraçaram essa ideia e transformaram a vida de mais de dois milhões de pessoas. E isso só é possível por meio do trabalho engajado de cerca de 120 mil voluntários, em 1.081 municípios, de todos os estados brasileiros. No Pará, a iniciativa ocorre desde 2014 e já beneficiou cerca de 50mil paraenses em 30 municípios paraenses. Anualmente, o Sistema OCB/PA elege uma cidade para sediar a celebração como capital estadual do cooperativismo.

“O Dia C é um diferencial do cooperativismo brasileiro. Estamos rompendo barreiras no Brasil e a perspectiva de futuro é ampliada ano após ano, em especial pelo apoio da ONU. A divulgação acadêmica em território europeu é um retorno prático disso. Podemos despertar na comunidade internacional um olhar específico para as ações realizadas no Brasil, em especial na Amazônia”, comenta o coordenador da campanha no Pará, Diego Andrade.
Desde 2016, o Dia de Cooperar tem ampliado o diálogo com parceiros globais, ao agir em acordo com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), o plano de ação estipulado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para o alcance da erradicação da pobreza, proteção do planeta e garantia do alcance da paz e da prosperidade até 2030. O objetivo é realizar iniciativas diferenciadas, contínuas e transformadoras.
A Universidade de Alicante já possui convênio de cooperação técnica com o Sistema OCB/PA para execução de atividades conjuntas. Em agosto, uma comitiva esteve em Parauapebas (PA) para participar de debates sobre o turismo cooperativo na região. “Já realizamos algumas ações em parceria e esse projeto de pesquisa pode ser um início de atividades a serem estruturadas também na área de promoção social. O intercâmbio de boas práticas, sem dúvida, tem muito a acrescentar ao cooperativismo em ambas as regiões. Juntos, podemos fazer a diferença para um mundo cada vez melhor e mais cooperativo”, afirmo o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

Dobrando a produção mensal de hortaliças, derivados da mandioca, frutas in natura e polpas, a incorporação de singulares na região oeste foi aprovada em Assembleia Geral ocorrida na última semana. A Cooperativa dos Produtores Rurais de Santarém (COOPRUSAN) incorporou a Cooperativa Mista Agroextrativista do Tapajós (COOMAPLAS) e a Cooperativa dos Produtores das Comunidades, Chaves, Prata, Açaizal do Prata, São Raimundo Fé em Deus, Fé em Deus e Sossego (COOPROMUBEL). Foi o primeiro processo de incorporação envolvendo singulares do ramo agropecuário no Pará.
A expectativa é ampliar a área de atuação de mercado com produção em escala. O número de cooperados agora é de 248, com 204 portando DAP. A produção mensal chegará a mais de 10T de frutas, 15T de polpas e 5T de derivados da mandioca. Os estabelecimentos integrados de produção contemplarão uma casa de farinha com maquinários e agroindústria de beneficiamento de fruta. Serão compartilhados agora terrenos, dois caminhões e câmara fria com capacidade de 50T.
Os eixos produtivos, de hortaliças, são cebolinha, couve, coentro e alface. De frutas in natura, são banana prata e verde, melancia, abacaxi, mamão, laranja, tangerina, jerimum, goiaba, maracujá, acerola, taperebá, muruci, cupuaçu e caju. Já os clientes atendidos são supermercados da região, hospitais, prefeituras municipais, padarias, mercados e feiras.
A iniciativa foi uma das indicações do Diagnostico do Cooperativismo Paraense, elaborado em 2016, assim como de outros trabalhos técnicos de capacitação. “Identificamos um número excessivo de cooperativas em Santarém e Região competindo pelo mesmo mercado, na venda do mesmo produto e às vezes de modo desleal. Se preciso da produção na mesma linha, por que não unir as forças? A tendência é melhorar a qualidade, quantidade, escala de fornecimento da produção e diminuir despesas de todos”, explicou o gerente de desenvolvimento do Sistema OCB/PA, Vanderlande Rodrigues.
Na assembleia, foi apresentado o relatório final da comissão de incorporação, que fez o levantamento de documentos, pendências financeiras e fiscais. Cada cooperativa identificou a viabilidade e 100% dos cooperados votou favorável à incorporação. A incorporadora assumiu todos ativos e passivos das incorporadas. As três definiram que o melhor CNPJ a permanecer seria o da COOPRUSAN, pela estrutura física, SIF e mercado que já possui.
Como foi feito um acordo à cavalheiro, será escolhido um novo nome para a cooperativa que seja mais comercial e representativo aos 3 municípios nos quais as singulares estão localizadas. O mandato da atual gestão foi suprimido, havendo formação de novo conselho com representatividade de duas pessoas de cada cooperativa. A eleição dos novos conselheiros fiscais e administrativos também foi feita na ocasião. O arquivamento do processo já está sendo finalizando na JUCEPA e Receita Federal.
Para dezembro, está programada a aplicação do GESCOOP já com a cooperativa unificada. O programa do Sistema OCB/PA visa construir, junto com dirigentes e cooperados, um planejamento de ações estratégicas para o futuro, dando direcionamento de qual caminho os cooperados deverão seguir. “A cooperativa deve pensar de modo competitivo, sem esquecer, é claro, de que é uma cooperativa. A incorporação é um dos caminhos mais viáveis, a exemplo do que fizeram grandes instituições para se fortalecerem. Antes, as cooperativas se enxergavam como concorrentes, sendo que os atravessadores eram o principal competidor. Nunca houve um processo de incorporação do setor agro. A iniciativa já é um modelo e será objeto de estudos para o Estado, tendendo a acontecer com mais volume no Pará”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

Os cooperativistas paraenses possuem mais uma oportunidade para ampliar sua qualificação profissional. O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA Campus Castanhal) está ofertando sete vagas não preenchidas no Processo Seletivo de Mestrado Profissional para os funcionários e associados das singulares registradas e adimplentes junto ao Sistema OCB/PA. Estão disponíveis duas Linhas de Pesquisa, sendo cinco vagas para “Dinâmica e Manejo de Agroecossistemas” e duas para “Gestão de Empreendimentos Agroalimentares”. As inscrições seguem até o próximo dia 19 e a defesa dos projetos de pesquisa ocorre no dia 24 deste mês.
As inscrições poderão ser realizadas pessoalmente, apresentando os documentos necessários na Secretaria do Programa, no Bloco C – Térreo do IFPA Campus Castanhal, das 08h às 11h, e das 14h às 17h. Também é possível se inscrever via postal por meio do serviço de entrega rápida (SEDEX). Os documentos necessários são: Formulário de Inscrição (Anexo I do edital) devidamente preenchido; Documento oficial de identidade, CPF e Título Eleitoral (originais e fotocópias); Declaração de vínculo com o Sistema OCB/PA; 3 (três) vias impressas da Proposta de Projeto de Pesquisa Aplicada de acordo com o roteiro (Anexo II); Anexos V e VI do edital devidamente preenchidos e assinados.
“É uma nova oportunidade para os interessados que não conseguiram se candidatar na última abertura de edital. Somos um dos poucos Estados brasileiros a proporcionar um Mestrado Profissional direcionado a cooperativas, o que prova o esforço que vem sendo desempenhado para ampliar a qualificação do segmento a partir da capacitação. Entendemos que é o único caminho para o desenvolvimento econômico e social”, explica o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
As linhas de pesquisa visam o desenvolvimento de estudos, tecnologias e inovações sustentáveis aplicadas à produção agropecuária integrada, abrangendo todos os aspectos sócio-técnicos relacionados aos componentes dos sistemas de produção vegetal e animal e suas inter- relações. Empreendimentos Agroalimentares são unidades de produção agropecuária, extrativista e agroindustrial cuja gestão deve ocorrer por meio de instrumentos e ferramentas integradas a dinâmica produtiva e ao manejo de agroecossistemas.
Confira o edital completo:
http://castanhal.ifpa.edu.br/images/sampledata/PDF/2018/11-mestrado/EDITAL-PROCESSO-SELETIVO---Convnio---IFPA-e-SISTEMA-OCB-SESCOOP---FINAL-22-04-2018_RC.pdf

Embora seja o maior produtor de cacau no Brasil, o preço do fruto no Pará é menor do que o praticado em outras regiões do país. A informação divulgada pela Secretaria de Estado da Fazenda (SEFA) aponta para a necessidade de organização produtiva e ampliação de competitividade das cooperativas. O tema norteou as discussões de Seminário, que foi uma realização do Sistema OCB/PA em parceria com o MAPA, Sedeme e Nós Consultoria. Participaram produtores de diversas regiões do Pará, na Casa do Cooperativismo. O evento é uma das ações decorrentes de chamada pública vencida pelo Sistema OCB/PA.
Em 2017, o Pará atingiu o valor de US$ 1,4 milhões em exportação do cacau para outros países. As vendas para outros Estados do Brasil chegaram a R$ 543 milhões, com Bahia e São Paulo sendo os principais destinos do fruto. Em seis anos, o Pará dobrou sua produção de cacau, chegando a 117 mil toneladas na última safra, o equivalente a quase 50% da produção brasileira. Pelos dados da CEPLAC, a produtividade média no Pará é de 911 quilos por hectare e a produção deve crescer entre 7% e 9% por ano até 2030.
Apesar dos números positivos, o Seminário destacou os principais desafios do segmento: organização produtiva e verticalização. Uma das preocupações é o preço do fruto in natura. A cotação do cacau no fechamento da última sexta (05) marcou o preço da arroba na Bahia em R$ 125,00 e a saca no Espírito Santo em R$ 490,00. A cotação no Pará, que é por unidade, marcou R$ 7,50. Nivelando as unidades de medida, o preço do cacau paraense é cerca de R$1,00 mais barato em relação ao cacau baiano.
“A finalidade do Governo é dar proteção aos interesses de nossos produtores. Uma vez que o preço recebido é menor, a arrecadação do Estado cai, assim como o repasse para o fundo de desenvolvimento da cacauicultura. Nossa intenção é que o preço seja compatível com o mercado e com a qualidade do cacau, que hoje não vem sendo remunerando no nível adequado. Os produtores podem e devem se posicionar para nivelar o preço. O Estado oferece todo o apoio nesse sentido”, explicou o diretor de desenvolvimento de indústria, comércio e serviço da Sedeme, Sérgio Menezes.
De acordo o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, a solução para os agricultores é o fortalecimento das cooperativas. “Precisamos levantar mais dados para saber o porquê dessa diferença de preço. Não sabemos exatamente os motivos, mas a solução é fortalecer as cooperativas, agregar valor à produção, verticalizar. São os caminhos possíveis. Somos os maiores produtores do país e precisamos assumir esse papel”.
O DENACOOP
O Seminário é uma das ações previstas no projeto estruturador que o Sistema OCB/PA conseguiu captar junto ao Governo Federal. Produtores de cacau na Transamazônica e pescadores da região de Santarém estão sendo beneficiados com recursos provenientes do Departamento de Cooperativismo e Associativismo da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo (DENACOOP). O Departamento pertence ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Estão sendo destinados cerca de R$350mil para a qualificação profissional das cooperativas, associações e comunidades em que estão inseridas. A contrapartida do Sistema OCB/PA foi de R$ 100mil.
“Estamos acompanhando o Projeto e a avaliação do trabalho é bastante positiva. Está tudo sendo desenvolvido de forma normal, de acordo com o que já estava previsto inicialmente. Através dessas capacitações, o produtor terá a facilidade de aprender e desenvolver sua atividade com maior retorno. Já possuem a expertise de produção, falta apenas de comercialização e padronização”, afirmou o assistente técnico da Divisão de Políticas e Desenvolvimento agropecuário do MAPA, Rubens Velasco.

Após vencer chamada pública da Prefeitura de Castanhal, a Cooperativa Agropecuária do Salgado Paraense (CASP) ampliou o beneficiamento lácteo para produção de 30 mil garrafinhas de iogurte a serem entregues à merenda escolar do município. Atualmente, a cooperativa está processando 1mil litros de leite por dia. A ampliação do parque fabril ocorreu após parceria com a Embrapa no fornecimento de equipamentos e capacitações promovidas pelo Sistema OCB/PA, o que gerou a necessidade de contratação de mais 4 colaboradores no último mês.
A demanda total da chamada pública para a merenda escolar é de 30 toneladas. Recentemente, a Prefeitura solicitou 6 toneladas em embalagens de 200g do sabor morango. “A entrega deve ser feita em outubro e vamos atender o prazo. A cooperativa inteira está envolvida, trabalhando até de noite para cumprir a solicitação. Agradecemos a Deus e a todos os parceiros por esse importante momento na história de nossa CASP. Estamos produzindo em escala, mesmo sem um parque fabril completo”, explicou o presidente da cooperativa, Antônio Alcoforado.
Além do incremento financeiro para os cooperados, a cooperativa também está promovendo o desenvolvimento integrado da região ao adquirir insumos de produtores locais para conseguir atender à demanda. A capacidade produtiva dos sócios é de aproximadamente 500 litros por dia, mesma quantidade que está sendo agregada pelo recebimento de leite dos outros produtores. Até o começo de junho, a CASP processava 300 litros de leite por dia. Após a parceria com a Embrapa, o processamento mais que triplicou para 1mil litros/dia.
O convênio de cooperação técnica com a Embrapa contempla fornecimento de máquinas em comodato e cursos de qualificação técnica. Os cooperados receberam um pasteurizador de placa com capacidade de 500 litros/hora, pasteurizador térmico com capacidade de 300 litros/dia e uma máquina de embalar. Antes da efetivação da parceria, a agroindústria pasteurizava 200 litros em 4 horas. Com os equipamentos, são processados 500 litros em, no máximo, 2 horas.

O convênio também contempla a transferência de tecnologia para o produtor na base com cursos como formação de capim, sanidade animal, boas práticas de produção e controle dentro da fazenda. O objetivo é aprimorar a produção, triplicando a capacidade de pastejo em uma mesma área a partir do tipo e periodicidade de adubação, rotatividade dos animais, entre outros.
“Fizemos ofício, visitas e negociações para solicitar a parceria e a instituição comprovou que tínhamos um trabalho desempenhado com seriedade. O convênio veio exatamente quando mais precisávamos. A equipe está nos acompanhando na parte de desenvolvimento de produtos, alinhando o que já vem sendo feito há 2 anos. Temos todo um planejamento de capacitações que será desenvolvido tanto pela Embrapa quanto pelo Sistema OCB/PA”, completa Alcoforado.
O próximo passo para a CASP é a busca de projeto no Banco da Amazônia (Basa) para financiamento de suas atividades. A proposta é adquirir novos equipamentos para completar a agroindústria, tais como embalador para copo, carro para coleta de matéria prima e entrega de produto acabado, máquinas para tratamento e reuso de água e utensílios para a fabricação de queijo.
“Acompanho a cooperativa desde o início e posso testemunhar do esforço que os cooperados vêm empreendendo ao longo desses anos para alavancar o negócio. É inevitável que a recompensa venha. Precisamos apenas estar preparados para o crescimento, acompanhando o ritmo do mercado e nos adaptando às exigências a partir da qualificação profissional e do aprimoramento técnico”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

Foi com a satisfação de reencontrar amigos que as cooperativas Coopbarcos, Cooperboa e Coopermoura receberam o superintendente do Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado do Pará (Sistema OCB-PA), Júnior Serra, e o novo representante do ramo Crédito, José Melo da Rocha na última sexta (28/09) em Porto Trombetas, distrito do município de Oriximiná, região oeste do Pará.
Júnior Serra aproveitou para apresentar às cooperativas ao José Melo da Rocha, ou Dr. Melo, como é mais conhecido em virtude da atuação junto ao Ministério Público do Estado do Pará, que passou a integrar o quadro de representantes de ramo do Sistema OCB-PA de 2018 a 2022. Dr. Melo é presidente e fundador da Sicoob COIMPPA, uma das cooperativas de crédito mais tradicionais do Estado. “É muito importante ver de perto a realidade de cada local, o trabalho e as particularidades que nos unem em cooperação. Ver o trabalho singular da Cooperbarcos e a diferença que a Coopboa e a Coopermoura fazem nas comunidades em que atuam”, enfatizou Dr. Melo.
A Coopbarcos é um a cooperativa do ramo transporte, que atua há 19 anos com transporte marítimo de pessoas. Possui 20 cooperados e é a única do segmento a realizar esse tipo de transporte no Pará. “Todo os nossos investimentos e patrimônio foram realizados com recursos próprios. O nosso quadro de cooperados é especializado e a cooperativa mantém um ritmo de expansão continuo. Agora mesmo, precisamos adquirir mais 3 motores para atender a um novo contrato”, explicou a presidente da Coopbarcos, Rai Santos.
No ramo Trabalho, destaque para as cooperativas Coopboa e Coopermoura, que tem como principais clientes a empresa Mineração Rio do Norte. “Passamos por um processo de profissionalização da gestão. O Sistema OCB-PA nos ajudou nesse progresso nos esclarecendo sobre como fazer, como perceber onde precisávamos ajustar. Ajustamos. Hoje, a nossa realidade é bem diferente e para melhor. A nossa comunidade tem a Cooperboa com um alicerce de segurança em que sabe que pode contar. O ticket médio de cada cooperado de R$1.200,00 quando a média do mercado é de R$954,00”, disse a administradora de contratos da Cooperboa, Deni Mara Pereira.
A Cooperboa atua há 22 anos e possui 158 cooperados ativos da comunidade de Boa Vista, região de Oriximiná. É uma cooperativa que presta serviços de roçagem, jardinagem, limpeza e etc. A escolaridade média dos cooperados é de ensino fundamental. Foi destaque em 2o lugar em um prêmio da Mineração Rio do Norte por manter padrões de excelência no uso na prestação de serviços.
Em primeiro lugar ficou a cooperativa Coopermoura, que atende à Comunidade de Moura há 8 anos, também da região de Oriximiná, com 70 cooperados ativos. “Para nós é um reconhecimento ao cooperativismo porque não é fácil concorrer com as empresas tradicionais. O mercado exige especialização constante e nós trabalhamos muito para isso”, concluiu o presidente da Coopermoura, Clóvis Silva de Almeida.
“As cooperativas de Porto Trombetas são referência para o Sistema OCB-PA no que tange a profissionalização da gestão, nos processos e no posicionamento de mercado. Para nós, é uma grande satisfação poder estar com elas em todo esse longo processo de amadurecimento”, finalizou Júnior Serra.
As eleições já ocorrem no próximo domingo e seu voto pode contribuir para uma Frente Parlamentar do Cooperativismo mais forte. Veja o que já foi conquistado pela Frencoop com o apoio do Sistema OCB. Curta, compartilhe e estimule o voto consciente em quem pode auxiliar no desenvolvimento das cooperativas paraenses!
#Eleições2018
#VoteConsciente
#SistemaOCBPA
{youtube}WK-a_QfrOSE&feature=youtu.be{/youtube}

Amargo ou ao leite, diet ou em barra. As cooperativas apresentaram chocolates de vários sabores para todos os gostos no 5º Festival Internacional do Cacau e Chocolate da Amazônia. Os amantes da guloseima tiveram muitas opções para saborear no período de 27 a 30 de setembro, no Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. Pela primeira vez, o Espaço do Cooperativismo promovido pelo Sistema OCB/PA ocupou duas ilhas com stands exclusivos para cooperativas. Participaram a CacauWay, CAMPPAX, COOPOAM, CART, COOPERTUC, D’IRITUIA, COOPRIMA, CASP e CEPOTX.
Com investimento de R$ 1,2 milhão e expectativa de movimentar até R$ 10 milhões em negócios, o evento abrangeu as áreas de gastronomia e turismo e teve como foco a capacitação, tecnologia, economia criativa e negócios. Durante os quatro dias, o evento expôs aos consumidores marcas de chocolate e promoveu debates e cursos com produtores, chefs e pesquisadores sobre a cacauilcutura no país e no Estado, a sustentabilidade da produção, a fabricação de chocolates de origem e o uso do cacau na gastronomia. Cerca de 60 mil pessoas passaram pelo Hangar.
As cooperativas foram um dos destaques, reunindo produtores de Medicilândia, Primavera, Vigia, Tailândia, São Félix do Xingu e Tucumã. A diversificação de produtos, com níveis diferentes de verticalização, chamou a atenção dos visitantes.
Para quem possui complicações cardíacas, por exemplo, a Cooperativa de Produtos Orgânicos da Amazônia (COOPOAM) apresentou uma novidade exclusiva: chocolate produzido a partir de mel de abelha. A criação foi da cooperada Rosa Vronski, que desenvolveu a inovação a partir da solicitação de um cliente que possui 3 pontes de safena. O cacau está auxiliando no tratamento por ser composto de substancias que contribuem com a desobstrução de artérias, retirando o colesterol ruim. Ao invés de açúcar e leite, a base do chocolate é só cacau e mel de abelha.
“O gosto do cacau e do mel fica bem acentuados e é muito bom para quem tem problemas cardíacos. A aceitação dele foi ótima. Fui contatada por médicos de Belo Horizonte que pretendem comprar o chocolate de mel de abelha e incluir nos tratamentos. Ficamos muito felizes com a notícia na expectativa de ampliar a produção para atender toda essa demanda”, explica Rosa Vronski.
Já para quem não possui problemas cardíacos e tenta manter a forma, mas quer se esbaldar no chocolate sem culpa, a Cooperativa Agroindustrial da Transamazônica (Coopatrans) apresentou a linha saúde Way. São produtos como chocolate intenso de 70%, linha funcional de chia, linhaça e gergelim, assim como amêndoa de cacau caramelizado e nibis puro. Além da linha fitness, a cooperativa que detém a marca CacauWay expôs as outras variedades de chocolate, todos naturais, sem conservantes ou aromatizantes: barrinha de 50% com tapioca e café, geleia, licores, toda a linha de chocolate desde o 30% a 70%, barrinha artesanal embalada na folha de cacau desidrata, chocolate em pó 50% e 70%, trufas de 13 sabores variados feitas com polpas de frutas naturais.

“Nossas cooperativas representaram muito bem o segmento. Tivemos a Camppax apresentando chocolate produzido com cacau orgânico, assim como castanha-do-Pará e amêndoa do cacau orgânico; A Coopertuc, que já ganhou o prêmio de melhor cacau na edição 2016, além da CART com as famosas castanhas de Caju, a CASP com seus iogurtes naturais e a D’Irituia com hortaliças, frutas e legumes. Queremos ampliar ainda mais o espaço do cooperativismo, estimulando a verticalização para apresentarmos produtos acabados e com maior valor agregado”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
NEGÓCIOS
O 5º Festival ocorreu junto com o 17º Flor Pará, que também teve representante cooperativista. A Cooperativa dos Produtores de Primavera (COOPRIMA) apresentou as flores comestíveis e a famosa cachaça produzida a partir da flor de jambu. Na ocasião, as cooperativas também tiveram espaço para prospectar novos negócios. O total de 40 variedades de produtos da CacauWay chamou a atenção do empresário Péricles Guerreiro, que planeja exportá-los para Portugal.

“Vimos a riqueza apresentada pela cooperativa. Precisamos de políticas públicas para fazer o pequeno produtor empreender. Sou fã da CacauWay e pretendo abrir uma loja em Lisboa com a marca. Já estamos conversando neste sentido, porque acredito no produto. O governo do Estado precisa criar políticas para colocar o cacau no radar do mercado comum europeu. Inclusive, estou organizando a primeira Expo Amazônia em Portugal e já convoquei a cooperativa para expor lá. Se participarem, teremos rodada de negócio e workshop do agronegócio que proporcionarão que as empresa de Portugal comprem produtos em volume alto para exportação. Precisamos trabalhar melhor isso. Cacau e Açaí são as bolas da vez”, comentou o empresário.

Exposição da CASP

CEPOTX também foi um dos expositores


O Norte é a região do Brasil que possui maior espaço para crescimento das cooperativas de crédito, segundo análise feita pela Confederação Alemã de Cooperativas (DGRV). Neste contexto, o cooperativismo financeiro precisa articular estratégias de inovação e tecnologia para ampliar seu reconhecimento de mercado. Alguns meios foram discutidos, na última semana, no 2º Encontro do Ramo Crédito, organizado pelo Sistema OCB/PA em parceria com o Banco Central do Brasil e DGRV. Participaram presidentes, conselheiros e diretores de todas as cooperativas de crédito no Pará.
Como resultado do 1º Encontro, realizado em 2017, o Sistema OCB/PA definiu a temática “Panorama, Diretrizes e Reflexões para as cooperativas financeiras”. O objetivo foi buscar o aprofundamento sobre a regulamentação e novas diretrizes para o trabalho das cooperativas no sistema financeiro. A novidade desta segunda edição foi o formato mais participativo do evento. Foram abordados os temas: Mercado, Inovação, Eficiência, Governança, Regulação e Supervisão.
No primeiro dia, houve as apresentações técnicas das instituições parceiras e, depois, o talk show “Vetores de decisão e eficiência”, com moderação de Silvio Giusti, participantes da plateia e comentários do Banco Central do Brasil. No segundo dia, após a abertura e rodada de nivelamentos, houve discussão participativa com o talk show do Banco Central do Brasil.

“Tivemos as orientações técnicas do que as resoluções do Banco Central determinam. Esse alinhamento faz com que os dirigentes estejam atentos às diretrizes do órgão regulamentador. Também aprofundamos a questão da Governança e das estratégias a serem adotadas para um desempenho de maior destaque no mercado brasileiro e mitigação de riscos diante das operações financeiras. Um dos assuntos muito debatido foi a possível fusão dos sistemas de crédito presentes no país e o aumento ou a diminuição do número de cooperativas financeiras nos próximos 10 anos”, ressaltou o analista de desenvolvimento de cooperativas do Sistema OCB/PA e coordenador do Encontro, Jamerson Carvalho.
Participaram representantes das cooperativas Credjustra, CredISIS Cooperufpa, Credbem CredISIS, CredISIS Belém, Crednorte, Sicoob Coimppa, Sicoob Cooesa, Sicoob Transamazônica, Sicoob Unidas, Sicredi Belém, Sicredi Carajás e Sicredi Verde. De acordo com o Diagnóstico do Cooperativismo Paraense de 2016, as singulares financeiras possuem R$ 377 milhões de ativos com patrimônio líquido chegando a R$ 121milhões.
“Foi muito importante a participação das cooperativas para o enraizamento do ramo no Estado. No geral, nossa população é pouco financiada. A transamazônica, por exemplo, é uma região na qual os bancos não se interessam em atuar, dado o grau de dificuldade em se manter uma instituição financeira no interior. Apesar disso, representamos mais de 50 % do mercado de crédito em Pacajá com apenas 2 anos de atuação. Isso mostra o quanto o cooperativismo está ajudando em soluções financeiras para a região”, afirmou o presidente da Sicoob Transamazônica e representante do ramo crédito na OCB/PA, Antônio Gripp.

O Encontro está inserido no bloco de capacitação do Projeto OCB/DGRV nas regiões Norte e Nordeste, que teve novamente a destacada participação do Banco Central. São realizadas capacitações para apoiar e fomentar o desenvolvimento das cooperativas de crédito. “Tratamos sobre os norteadores para fazer um grande debate acerca do panorama do setor, pontuando critérios como competitividade e eficiência das cooperativas no mercado financeiro. O ramo experimenta um crescimento significativo em ativos, operações de crédito, empréstimos e depósitos. Está acima da média do mercado, mas os desafios ainda são muitos. Conseguiremos superá-los somente dialogando”, explicou o consultor da DGVR, Silvio Giusti.
Dentro da programação, houve a cerimônia de certificação dos participantes que concluíram o programa Formacred. Com cinco módulos, o curso foi ministrado por profissionais de diversas áreas de conhecimento e do mercado financeiro, como economia, direito, contabilidade, psicologia e administração. Todos os facilitadores foram qualificados pelo SESCOOP Nacional. O objetivo foi o aprimoramento técnico dos ocupantes de cargos eletivos nas cooperativas. Na ocasião, houve a certificação de 19 concluintes e mais 10 cooperativistas receberam declaração de participante.
“Foi um curso de aprendizagem muito interessante para os dirigentes. Agregamos muito conhecimento, e experiência com outras cooperativas. O Sistema OCB/PA está de parabéns. Esperamos mais cursos para o aprimoramento das diretorias do sistema de crédito cooperativista. A qualificação profissional é uma necessidade constante para a manutenção da competitividade frente ao cenário posto”, enfatizou o concluinte do Formacred e vice-presidente do Sicredi Verde Pará, Tomás Almeida.

Os resultados obtidos pela Unimed Belém no atendimento à população paraense comprovam boas práticas de gestão e governança. Para aprimorá-las, a Cooperativa promoveu workshop em parceria com o Sistema OCB/PA, na última semana. A capacitação foi direcionada para membros da Diretoria Executiva e médicos cooperados, interessados em ampliar conhecimentos na área.
A facilitadora do curso foi a analista de desenvolvimento do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (SESCOOP), Giulianna Fardini. De acordo com o manual nacional de governança cooperativa da entidade, alguns princípios básicos devem ser observados. O primeiro é a transparência e prestação de contas, informando as partes interessadas para além do que a lei exige e gerando uma relação de confiança entre as pessoas envolvidas no ambiente de negócio.
"Quando a Cooperativa não transparece uma conduta ética e íntegra, a imagem da organização é comprometida e esta perda de confiança se reflete nos resultados. O cliente deixa de consumir, a sociedade deixa de confiar e a credibilidade daquela marca cai. No médio e longo prazo, há prejuízos financeiros. Em um nível crítico pode comprometer a sustentabilidade da organização", explicou Giulianna.
Outros princípios são o tratamento equitativo e justo entre todas as partes envolvidas e, por último, a responsabilidade corporativa. Qualquer organização hoje é responsável pelos efeitos negativos que provoca com a sua atividade e tem o dever de responder por isso, providenciando que sejam minimizados e potencializando os efeitos positivos, devolvendo para sociedade um pouco do que recebe de retorno.
A demanda do Workshop foi levantada pela própria cooperativa, atendendo a um normativo da Unimed Brasil que orienta a qualificação acerca do tema. "Os membros da diretoria precisam ter conhecimento do que é governança cooperativa e estender esse processo educacional para que, de posse desse conhecimento, possam contribuir e facilitar a condução da nossa cooperativa. Por isso, estão participando não somente dirigentes, mas também cooperados que não possuem cargo de direção”, explicou o presidente da Unimed Belém, Wilson Niwa.

Na programação, foi trabalhado o histórico, conceito, princípios e agentes da Governança. Os participantes também assistiram a um filme-documentário para estudo de caso, chamado “Trabalho Interno”. A partir do documentário, foi feito um debate sobre Governança Cooperativa. Posteriormente, discutiu-se sobre os agentes da Governança e suas respectivas atribuições e responsabilidades. No sábado (29), foi feita a avaliação dos aspectos legais da governança da Unimed Belém através de um trabalho em grupo.
"O grande desafio é fazer com que eles possam aplicar as mudanças na prática. Em um segundo momento, em outubro, realizaremos a segunda etapa do workshop que irá justamente demonstrar os resultados estruturados nesse 1º módulo. Queremos mensurar as mudanças geradas no andamento das atividades da cooperativa”, explicou o analista de desenvolvimento e coordenador do workshop, Diego Andrade.

O curso foi estruturado em formato de workshop para que a cooperativa entenda como funciona a governança interna e, partindo desse entendimento, elabore um plano de melhorias. Será estruturado um manual de boas práticas pelos participantes.
De acordo com o presidente da Unimed Belém, a cooperativa está passando por uma mudança cultural, com vistas à qualificação profissional de seus cooperados. “O que faz a empresa ter sucesso são as pessoas. Por isso, sempre foi prioridade da nossa gestão investir nelas, principalmente em capacitação. Iniciamos com uma participação muito pequena dos cooperados e colaboradores, mas, hoje, quando abrimos inscrições para curso, preenchemos rapidamente o número de vagas. Já sentiram que a educação continuada e a capacitação são essenciais para manter e aumentar a produtividade do nosso serviço”, defendeu.

Pela primeira vez, o Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado do Pará (Sistema OCB/PA) apresentou Carta Aberta para os candidatos aos poderes executivo e legislativo, lançando as “Propostas do Cooperativismo Paraense”. No documento, a entidade aponta as prioridades para o desenvolvimento do setor no Estado. O evento ocorreu no último dia 26, na sede em Belém, com cerca de 50 cooperativas e candidatos a deputado estadual, federal, senado e duas chapas a governo.
Todos receberam o documento e assumiram o compromisso de regulamentar a Lei Estadual referente ao segmento, atendendo às prioridades reivindicadas. Na abertura, o Presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, fez a apresentação institucional do Sistema OCB/PA e o Superintendente Júnior Serra discorreu sobre o cenário e expressividade das cooperativas no Estado. Já o assessor político/institucional do Sistema, Haelton Costa, apresentou as Propostas.
“No Pará, existem 11 ramos produtivos. Ao longo de aproximadamente cinco décadas de atuação, o cooperativismo paraense chegou a um patamar de considerável expressividade econômica, conseguindo caminhar com autonomia, mas precisamos de um suporte maior do poder público. Acredito que este dia foi um divisor de águas para nossas cooperativas. Agradecemos aos candidatos que respeitaram o Sistema OCB/PA e se comprometeram com a causa cooperativista”, explicou Raiol.
Todos os candidatos ao Governo foram convidados. Participaram o candidato Fernando Carneiro (PSOL) e o candidato a vice-governador na chapa de Helder Barbalho, Lúcio Vale (MDB). Ao Senado, participou a candidata Úrsula Vidal (Rede) e, a deputado federal, o assessor do candidato Olival Marques, Júnior Rodrigues. Os candidatos às vagas da assembleia legislativa estadual foram: Professor Eduardo Costa (PPS), Marcela Tolentino (Solidariedade), Alexandre Von (PSDB), Etevaldo Arantes (PHS) e Valdemar Comaspa (Solidariedade).
A Agenda Política foi construída a partir das demandas levantadas pelos conselheiros da entidade que atuam como representantes dos ramos presentes no Estado. Foram elencadas as necessidades de cada ramo específico e sete prioridades gerais do setor. Cada um teve espaço de fala e todos se comprometeram a atender as solicitações das cooperativas, assinando à Carta Aberta.
POSICIONAMENTOS
FERNANDO CARNEIRO:
“Queremos inverter o modelo de desenvolvimento prioridade geração de emprego e renda através do cooperativismo”.

LÚCIO VALE:
“A Lei já existe e não foi regulamentada até agora. Iremos levar as prioridades ao Helder e, sem dúvida, nos comprometemos com esta causa”.

ÚRSULA VIDAL:
“O cooperativismo é uma das ideias mais inteligentes desse mundo moderno. Acredito porque vi e sei que dá certo. É um sol que pode iluminar nosso caminho”.

MARCELA TOLENTINO:
“Os números do cooperativismo não se discutem. Provam o quanto movimenta e que as cooperativas estão dando certo”.
PROFESSOR EDUARDO COSTA:
“O cooperativismo deve ser prioridade nas políticas públicas. Falo isso há muito tempo e já é meu compromisso”.
ALEXANDRE VON:
“Com a confiança de todas as cooperativas, quero continuar defendendo nossos interesses, como candidato estadual do cooperativismo”.
Assessor de Olival Marques, Junior Rodrigues:
“Desde que começamos a jornada na política, assumimos o compromisso de buscar a cooperação.
Nos responsabilizamos pela regulamentação do cooperativismo e de cada cooperativa do nosso Estado”.
ETEVALDO ARANTES:
“Assumo compromisso e vou acrescentar mais necessidades das cooperativas de mineração, como alguém que tem conhecimento de causa”.
VALDEMAR da Comaspa:
“Meu slogan é a força do cooperativismo baseado em mais de 20 anos que atuo no cooperativismo. Coloquei meu nome à disposição puxado pelas próprias cooperativas pelas inúmeras tentativas de suprimir os nossos direitos”.

Serviço:
A Carta Aberta e as Propostas do Cooperativismo Paraense estão disponíveis no paracooperativo.coop.br

Em um país de superlotação e péssimas condições carcerárias, encontrar jardins floridos e mulheres empreendendo através do cooperativismo parece ser improvável em um presídio, mas a Cooperativa Social de Trabalho Arte Feminina Empreendedora (Coostafe) é uma realidade. O projeto chamou a atenção da unidade estadual do Sistema OCB em Tocantins, que visitou a sede da cooperativa nesta semana. A intenção é replicar o mesmo formato em um dos presídios do Estado.
A Coostafe é uma iniciativa da Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado (Susipe) em parceria com o Sistema OCB/PA. É a primeira cooperativa do Brasil formada exclusivamente por mulheres presas. Em cinco anos de constituição, não há nenhum caso de reincidência. Além da Coostafe, outros projetos sociais são articulados na unidade prisional, como Educação de Jovens e Adultos (EJA), panificação, aulas de jardinagem, eletricista, instalação elétrica e curso de pedreiro.
Visitaram o Centro de Recuperação Feminino a superintendente do Sistema OCB/TO, Maria Andrade e o analista de desenvolvimento de cooperativas, Rogério Dias. “Nosso propósito é conhecer projetos que dão certo. Tivemos notícias da forma como a Coostafe foi constituída e vimos que se trata de uma tecnologia sociológica que precisa ser espalhada por todo o Brasil. Esperava ver uma ação isolada, mas a quantidade de projetos desenvolvidos me impressionou. Está tudo muito enraizado na cultura organizacional de todos os servidores, em virtude do trabalho realizado especialmente pela diretora Carmem Botelho. Só vontade não basta para um projeto dessa magnitude ter sucesso. É preciso ter a mesma atitude”, afirmou a superintendente.

Toda a produção da cooperativa é comercializada aos domingos em feiras de artesanato em Ananindeua, na Praça da Bíblia, e em Belém, na Praça da República. Nas feirinhas é possível comprar acessórios, como chinelos e chaveiros, peças de vestiário, além de vasos, bonecas de pano, panos de prato, tapetes e canetas personalizadas, entre outros. A renda adquirida com o comércio é dividida em três partes: pagamentos, compra de material e remuneração compartilhada.
“Fomos procurados pela diretoria de um Centro Penitenciário no Tocantins interessada em constituir uma cooperativa do ramo e, agora, já temos informações para subsidiar nosso trabalho. Construiremos um plano de trabalho em conjunto para traçar os próximos passos. Também convidaremos representantes do Sistema OCB/PA e da penitenciária para expor a experiência e nos auxiliar neste processo”, completou Maria Andrade.


O atendimento às atribuições legais, normativas e estatutárias são requisitos essenciais aos gestores das cooperativas financeiras que, no Pará, concluíram programa específico. A turma organizada pelo Sistema OCB/PA participou do último Módulo do Programa FORMACRED na última semana. Os concluintes receberão os certificados emitidos pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (SESCOOP) no II Encontro das Cooperativas do Ramo Crédito 2018, que ocorrerá na próxima semana, durante os dias 27 e 28 no Banco Central do Brasil (BACEN).
O Programa FORMACRED é uma iniciativa do SESCOOP Nacional que foi apresentado no Encontro do Ramo Crédito em 2017. As cooperativas paraenses aderiram, tornando o Pará um dos Estados pioneiros do Norte nesta formação específica. O curso foi ministrado por profissionais de diversas áreas de conhecimento e do mercado financeiro, como da economia, direito, contabilidade, psicologia e administração, e todos os facilitadores foram qualificados pelo SESCOOP Nacional. Participaram do Programa FORMACRED as Cooperativas SICOOB Unidas, SICOOB Coimppa, SICOOB Cooesa, SICOOB Credijustra, SICREDI Verde Pará, SICREDI Belém e COOPERUFPA.
Com cinco módulos, a carga horária do FORMACRED é de 96 horas, sendo trabalhadas abordagens comportamental, legal e organizacional. No último módulo, analisou-se as cooperativas dentro do contexto de negócios e o papel do gestor, seja no conselho de administração, fiscal ou diretoria executiva. O facilitador fez um panorama geral das instituições de crédito do Estado e sua parcela de contribuição dentro do mercado financeiro.
“A formação dos dirigentes é uma exigência para se atuar em um segmento altamente regulamentado, principalmente pelo Banco Central e outros órgãos normativos. Embora existam outros cursos, o programa é específico do sistema cooperativista. O objetivo é fortalecer a gestão para que atendam seus objetivos, possibilitando ao cooperado dirigente usufruir dos benefícios oferecidos”, explicou o Analista de Monitoramento e Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB/PA e Coordenador do Programa FORMACRED, Jamerson Carvalho.
A intenção é que a formação se torne um Programa a ser aplicado anualmente, possibilitando a qualificação dos outros dirigentes de cooperativas. A capilaridade do Programa já será ampliada em 2019, criando-se pelo menos duas turmas. A informação será repassada no II Encontro das Cooperativas do Crédito para que as cooperativas demandem as inscrições prévias.
“Esse é o nosso pensamento sistêmico, trazendo uma formação em um formato participativo. Não foi apenas uma iniciativa do Sescoop, mas as cooperativas demandaram e deram a sua contribuição. Infelizmente, não foi possível formar os 81 inscritos inicialmente por conta das agendas apertadas dos dirigentes, mas estamos com o planejamento de organizar cursos itinerantes, contemplando as mais diversas regiões do Estado, a partir do formato presencial e semi-presencial”, explicou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

O lançamento da Agenda Política do Cooperativismo Paraense ocorrerá na próxima quarta (26), a partir das 15h, no auditório do Sistema OCB/PA. Participarão candidatos a cargos públicos nestas eleições e representantes de todos os ramos que, no total, envolvem direta e indiretamente mais de 200mil paraenses em todas as regiões do Pará. Será um momento de deliberação, com espaço de fala para apresentação das demandas das cooperativas e das possíveis propostas dos candidatos.
A Agenda Política do setor evidencia o cenário, potencialidades e principais demandas das singulares na busca pelo desenvolvimento das suas atividades. O objetivo é aprimorar a atuação de deputados estaduais, federais, senadores e, em especial, do governador a ser eleito pelo voto popular com a finalidade de aplicar políticas públicas assertivas, de acordo com as reais necessidades das cooperativas.
No Pará, existem 11 ramos produtivos: Agropecuário, Saúde, Crédito, Educação, Consumo, Trabalho, Mineral, Turismo e Lazer, Infraestrutura, Transporte e Produção. Ao longo de aproximadamente cinco décadas de atuação, o cooperativismo paraense chegou a um patamar de considerável expressividade econômica, conseguindo caminhar com autonomia.
“A perspectiva de futuro é bastante favorável. O agronegócio desponta no nordeste paraense, com o cooperativismo liderando na produção de Paragominas com vistas à verticalização e ampliação para outros nichos de negócio com maior valor agregado. Na região metropolitana, o destaque são as cooperativas do ramo saúde, que geram, no total, mais de 4mil empregos diretos. As cooperativas de crédito são outro destaque, com o diferencial de ter maior capilaridade em municípios onde o sistema financeiro convencional possui dificuldade de alcançar, como a região da Transamazônica”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
A Agenda Política foi construída a partir das demandas levantadas pelos conselheiros da entidade que atuam como representantes dos ramos presentes no Estado. Foram elencadas as necessidades de cada ramo específico e sete prioridades gerais do setor, que são: Ampliação de Diretorias do Cooperativismo para aumentar a atuação das políticas públicas junto à gestão estadual e, consequentemente, obter uma melhor autonomia; Aplicação dos Dispositivos Constitucionais que beneficiam o segmento; Incentivo às Cooperativas de crédito através de provação da lei que garante o direito das cooperativas de crédito de participar do sistema de consignação para servidores ativos e inativos do Pará.
“No ápice da crise, em 2015, o setor manteve determinada estabilidade e obteve o crescimento de 1,65% no número de empregos gerados. Apesar dessa autonomia, as cooperativas compreendem a necessidade de caminhar em sintonia com o poder público. Se os setores público e privado seguem a mesma direção de contribuir para o crescimento da economia do Estado, gerando um desenvolvimento integrado a todos os paraenses, a cooperação destes esforços fará com que os resultados sejam obtidos com maior facilidade”, enfatiza Raiol.
Outras prioridades são promover diferimento de impostos e taxas, tais como SEMMA, ARCON, ITERPA, JUCEPA, DETRAN, SESPA, AUTARQUIAS, IDEFLOR, relativos à administração direta e indireta do Estado e regular o funcionamento, por ser empresa social, sem fins lucrativos. Disponibilizar por meio de políticas públicas linhas de crédito específicas para as cooperativas; Promover tratamento diferenciado na análise e concessão de autorização; Por meio de Políticas Públicas de incentivo promover o fortalecimento da organização e a profissionalização das cooperativas agropecuárias, similar ao Plano Safra, só que para as cooperativas; Aprovação da lei que garante o direito das cooperativas de crédito de participar do sistema de consignação para servidores ativos e inativos do Pará.
“Somos um segmento econômico que não para de crescer. Portanto, o cooperativismo deve ter espaço destacável nos planos de Governo dos candidatos com propostas que realmente atendam às necessidades das cooperativas. O Sistema OCB/PA também assume o compromisso de participar ativamente da construção deste ciclo de políticas públicas, estabelecendo prioridades e estando aberto ao diálogo, independentemente de bandeiras partidárias. Contamos com o seu apoio para a construção de um Pará maior e cada vez mais cooperativo”, conclui o presidente.
Serviço: O documento completo pode ser acessado no site paracooperativo.coop.br

Oferecendo serviços diferenciados e vantagens financeiras, o Sebrae/PA preparou uma programação especial para os micro e pequenos empreendedores do Estado na qual as cooperativas foram um dos destaques como opção de crédito. A Semana do Cliente, que ocorre até amanhã (15), teve a participação das singulares Sicredi Belém, Sicoob Cooesa, Sicoob Unidas e Sicoob Coimppa. Foi realizada uma rodada específica de cooperativismo, promovida pela gerência de carteiras do Sebrae com o apoio do Sistema OCB/PA.
O objetivo do evento foi atrair pessoas que já estão ligadas a cooperativas e, principalmente, interessadas em conhecer o segmento. A finalidade é impulsionar novos cooperados e novos negócios. Neste sentido, foram selecionadas singulares que operam com carteiras que atendam tanto pessoas físicas quanto jurídicas.
“O Sebrae/PA desenvolveu uma semana direcionada para a consolidação do relacionamento das instituições com o cliente, na proposta de assegurar e criar fidelização. Foi uma ótima oportunidade para o cooperativismo, já que muitas dessas pessoas não possuem o conhecimento do potencial que a modalidade de negócio pode agregar, em especial no acesso ao crédito e no retorno aos associados. Por isso, criou-se a temática específica sobre cooperativismo”, explicou o gerente de desenvolvimento de cooperativas, Vanderlande Rodrigues.
Durante a programação, também foram realizados diagnósticos empresariais, atendimentos de outras instituições financeiras para tratar de linhas de créditos, aconselhamento financeiro e em marketing e vendas e palestras, como a sobre 'como se tornar um microempreendedor individual', formação de preço de venda, como criar site, construir loja virtual, vender por meio do comércio eletrônico, controlar fluxo de caixa, rotulagem de alimentos. Alguns serviços tiveram desconto de até 80%.
Na rodada específica de cooperativismo, ocorreram palestras e dinâmica corpo-a-corpo. Os visitantes foram conduzidos pelo Sebrae/PA em cada estande das cooperativas, onde apresentou-se o cooperativismo, seus benefícios e diferenciais em relação às demais instituições.
“De acordo com planejamento do Sistema OCB, vislumbramos a evolução do número de cooperados sem necessariamente a criação de mais cooperativas. Sem dúvida, eventos como este contribuem para ampliar o alcance do cooperativismo e atrair novos associados, atendendo não somente a expectativa da cooperativa de estar se correlacionando com possíveis cooperados, mas agregando para o sistema como um todo”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Atuando em segmentos variados como fabricação de conservas, coleta seletiva, autoescola, serviços gerais e manutenção, as cooperativas de trabalho devem ser contempladas em editais públicos. Essa é uma das reivindicações da Agenda Política do Cooperativismo Paraense, assim como a ampliação de relações institucionais com entidades fiscalizadoras e regulamentadoras do ramo.

Confira nossas propostas: goo.gl/14bHf1
#Eleições2018
#AgendadoCooperativismo

Entre 200 expositores de 20 países, a Cooperativa de Primavera (Cooprima) é a representante do cooperativismo na Feira do Artesanato Mundial (FAM), que segue até o próximo domingo (16) no Hangar, em Belém. A grande novidade é a linha de cosméticos fabricada a partir de ervas medicinais cultivadas e beneficiadas pelos próprios cooperados. Os produtos expostos são sabonete íntimo, protetor solar e sabonete facial, além da tradicional cachaça de jambu, óleo de coco, óleo de andiroba, composto de copaíba, cabacinha e andiroba, licor de frutas e licor de tucupi.
A linha de cosméticos “Ervas da Amazônia”, carro chefe da exposição na FAM, leva aroeira, verônica, barbatimão e jucá. A cooperativa decidiu ingressar no novo segmento após network viabilizado pela Feira Pará+30, que também contou com a participação das cooperativas paraenses. Na ocasião, os cooperados receberam orientações de como usar as ervas medicinais e, partir de então, iniciaram o desenvolvimento artesanal dos produtos.
“É nossa primeira experiência de apresentação da linha que já teve uma ótima aceitação pelo mercado. Alguns profissionais de Estética fizeram o teste e aprovaram. Estamos quase acabando o estoque e ainda conseguimos fechar contrato com duas revendedoras esteticistas, uma de Natal e outra do Pará. Isso prova que estamos no caminho certo”, explicou a presidente da COOPRIMA, Joelma Nunes.
A cooperativa recebeu proposta de parceria com o laboratório Fiocruz para desenvolvimento dos produtos. Os cooperados também já vislumbram parceria com a SEAD, que deve lançar no próximo ano a DAP fito, que dará a oportunidade para o produtor ter uma linha de financiamento de R$18mil. O objetivo é investir em um minilaboratório para elaborar produtos dentro do padrão exigido pelo mercado, com certificações e selos.
“Estamos disponíveis para auxiliar a COOPRIMA e demais cooperativas atuantes neste segmento, tanto ampliando a rede de relacionamentos estratégicos para o aperfeiçoamento da atividade, quanto na abertura de horizontes comerciais. As Feiras e Festivais têm atraído bons resultados, gerando repercussões comerciais expressivas”, afirma o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
A agropecuária é um dos pilares da economia paraense e o cooperativismo pode ser, sim, uma alternativa para fortalecimento dos produtores. As prioridades do ramo são a profissionalização das cooperativas, através de Políticas Públicas de incentivo similares ao Plano Safra, assim como a criação de lei que permita tratamento igualitário ou diferenciado para contratação de singulares locais.

Confira nossas propostas na Agenda Política do Cooperativismo Paraense:goo.gl/14bHf1