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As singulares do ramo agropecuário, independente do porte, compartilham de necessidades semelhantes e o Sistema OCB/PA está atuando em um panorama geral, identificando o que pode ser trabalhado em conjunto para atendimento aos principais gargalos do setor. Em Irituia, por exemplo, a Cooperativa Agrícola, Pecuária e Extrativa (COAPEMI) e a Cooperativa Agropecuária Dos Produtores Familiares Irituienses (D´Irituia) receberam o documento final do GESCOOP. O Programa de Profissionalização de Gestão de Cooperativas identificou demandas comuns e trabalhará, à curto prazo, na reestruturação de embalagens e desenvolvimento de rótulos. Ainda se prevê ações nas áreas de gestão de pessoas, processos internos, captação de parceiros e recursos.
Para as duas cooperativas, se estipulou um prazo de até março de 2018 para algumas atividades já estarem rodando dentro do plano de ações elaborado. O Sistema OCB/PA irá apresentar os dois planejamentos para o SEBRAE/PA, repassando as tratativas acerca das necessidades levantadas. Dentro do foco de atuação na área do Marketing, irão trabalhar o design gráfico com a reestruturação do processo de embalagem e desenvolvimento de rótulos para a comercialização de produtos.
“As cooperativas atuam com a produção de alimentos em uma linha de produtos bem próxima. A D´Irituia está à frente na comercialização, direcionando sua produção até para fora do Estado e seu processo de expansão está mais ampliado. Desta forma, podemos atuar a partir de uma junção de ações, o que vai otimizar recursos”, afirmou o Coordenador do GESCOOP, Diego Andrade.
Como foi executado no projeto piloto da CART, se cadastrará as cooperativas para que as empresas de design gráfico registradas desenvolvam a atividade pelo SEBRAE-TEC. O GESCOOP também auxilia na redução do custo que seria da cooperativa. Por já ter um diagnóstico prévio, o percentual de investimento é reduzido. A CART, por exemplo, investirá algo em torno de R$ 2.400 pelo mesmo serviço.
Na área de gestão de pessoas, será feita a formalização do processo de recrutamento. A cooperativa COOPEMI quer desenvolver uma agroindústria própria e precisará de mão de obra capacitada. A intenção é fazer a seleção de forma correta para atuar nessas áreas, além de formulário de pesquisa para aferir a satisfação e motivação dos cooperados. Na área de processos, se buscará fechamento de termos de parceria técnica com outras instituições como IFPA e UFPA, além da captação de recursos através de projetos para agroindústria e elaboração de sistema para controle de custos e investimentos.
“Como é uma ferramenta piloto, estamos buscando sempre o aperfeiçoamento, discutindo internamente como aprimorar a ferramenta de modo que sejamos mais assertivos. Até por isso, sempre acompanharemos as últimas etapas, para firmarmos o compromisso de controle do que já foi feito e monitorar outras formas de apoiar a cooperativa”, comentou o presidente Ernandes Raiol.
O GESCOOP é um programa piloto criado pelo Sistema OCB/PA para diagnosticar a cooperativa como um todo de modo a propor alternativas viáveis junto com os principais interessados: os cooperados. Através de uma oficina participativa, as cooperativas são incluídas no processo de diagnóstico. Se identificam os serviços que disponibiliza para o mercado, perspectivas de futuro, autoavaliação sobre atendimentos aos normativos e a inserção dos mesmos critérios do Programa de Desenvolvimento da Gestão Cooperativista (PDGC), baseado no modelo de excelência de Gestão da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ).

O Conselho Regional de Contabilidade do Estado do Pará (CRC/PA) elegeu a nova diretoria para o período de 2018 a 2021 e, entre os conselheiros eleitos, o representante do ramo trabalho do Sistema OCB/PA, Fabiano Oliveira, tomou posse como suplente. A cerimônia de oficialização dos membros da chapa ocorreu na última quarta (04). Fabiano irá assumir a Comissão de Trabalho de Cooperativismo, auxiliando os contadores sobre as práticas específicas da atividade nas cooperativas.
O Conselho Diretor para o biênio 2018/2019 está composto pela contadora Ticiane Lima dos Santos como presidente e outros seis contadores como vice-presidentes: Antônio Ferreira (Administração), Rafael Laredo (Finanças e Controle Interno), José Ribamar Filho (Registro), Ian Blois Pinheiro (Ética, Disciplina e Fiscalização), Rodrigo Silva Cavalcante (Desenvolvimento Profissional) e Augusto Frota Sodré (Integração Regional).
Tomaram posse ainda como efetivos Ailton Ramos Corrêa Júnior, Luiz Thomaz Conceição Neto, Maria da Conceição Pereira de Lima e Maria Vieira dos Santos e como suplentes Iranildo Ferreira Pereira, Carlos Alberto Cruz Caldas, Fabiano Pedro Almeida de Oliveira, Nayllan Eleres Brito, Cláudio Roberto de Souza Oliveira, Anilton vieira dos Santos, Elléri Bogo, Valéria Nanci Silva Ribeiro, João Luiz de Nazaré Neto e Ilzete do Socorro Macedo Simões.
“Terei a responsabilidade de liderar e levar aos meus colegas contadores o que há de mais importante na Contabilidade de Cooperativas. Nessa caminhada, a parceria com o Sistema OCB/PA será fundamental, uma vez que os objetivos do CRC/PA e da OCB/PA são os mesmos: ter contadores qualificados e preparados para essa tão nobre missão que é a contabilidade de cooperativas, nobre e ao mesmo tempo desafiadora”, afirmou Fabiano.
Em todo o Estado são 11.380 profissionais da contabilidade (entre contadores e técnicos) ativos. O Conselho possui Delegacias em 11 municípios: Castanhal, Altamira, Santarém, Tucuruí, Redenção, Parauapebas, Capanema, Paragominas, Marabá, Abaetetuba e Itaituba.
“Recebemos a notícia com muita alegria, na expectativa de estreitarmos ainda mais o relacionamento com o Conselho e desenvolvermos ações conjuntas, visando sempre promover uma compreensão maior sobre o cooperativismo, em especial no setor tributário”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Informações e Fotos: Assessoria CRC/PA
As cooperativas estão se aproximando do período estipulado pela Lei 5.764/71 para a realização de suas Assembleias Gerais. Para evitar a ocorrência de procedimentos equivocados, é preciso seguir algumas orientações acerca de prazos, ações preparatórias, convocação, quórum, desenvolvimento, ata e registro. O Sistema OCB/PA preparou uma matéria especial para auxiliar as cooperativas neste processo previsto pela constituição a fim de garantir a gestão democrática dos empreendimentos.
Acerca de prazos, as Assembleias Gerais Ordinárias (AGOs) devem ocorrer até o terceiro mês após a finalização do exercício. Apenas o ramo crédito que possui a exceção de até o quarto mês. Já em caso de Assembleias Gerais Extraordinárias (AGEs), a convocação pode ser feita sempre que houver necessidade. Antes de efetivar a convocação, o Conselho de Administração deve analisar balanços, demonstrativos e relatório da auditoria, verificar regras de procedimentos eleitorais, elaborar e aprovar o relatório de gestão, definir proposta para destinação dos resultados, valor de honorários, cédula de presença e plano de trabalho. Já o Conselho Fiscal deve analisar a prestação de contas e emitir o seu parecer.
A convocação é feita com antecedência mínima de 10 dias, constando no Edital o local, data, horário das três convocações (o intervalo entre elas é de 1h cada), quórum para instalação, ordem do dia, número de cooperados em condições de votar e assinatura do responsável pela convocação. A cooperativa deve enviar edital para análise da equipe do Sistema OCB/PA.
Para iniciar a Assembleia, 2/3 dos associados aptos deverão estar presentes na primeira convocação. Na segunda, Metade + 1 do aptos. Na terceira convocação, deverão estar no mínimo 10 cooperados aptos. Só então deve ser feita a leitura do edital, apresentação, discussão e votação dos itens da ordem do dia. A Contagem e registro dos votos leva em consideração os favoráveis, os contrários e as abstenções. A aprovação de alguma pauta precisará ter votos da Metade+1 dos presentes nas AGOs. Em Assembleias Extraordinárias, 2/3 dos presentes.
Finalizando a Assembleia, deve-se conferir no Estatuto Social quem deve assinar a Ata que será, posteriormente, enviada para análise da equipe da OCB/PA. A ata segue depois para registro na Junta
Comercial do Pará (JUCEPA). “Nossa equipe técnica está totalmente disponível para auxiliar as cooperativas nesse importante momento que demonstra os princípios democráticos do cooperativismo. Entretanto, aconselhamos que a solicitação seja enviada antecipadamente para organizarmos nossas participações de forma assertiva”, explica o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Confira o procedimento completo de uma Assembleia no manual produzido pelo Sistema OCB do estado do Espírito Santo: http://novo.ocbes.coop.br/arquivos/Manual/Manual%20de%20Assembleia%20OCBES.pdf

O Sistema OCB/PA hoje é reconhecido por sua credibilidade na organização profissional, técnica e jurídica das cooperativas paraenses. Os números comprovam o grau de evolução que a entidade experimentou nos últimos anos após a reformulação de abordagem proposta pelo presidente Ernandes Raiol. Com parcerias, investimento em capacitação e com o aumento da proximidade às singulares, a entidade saiu da 25ª posição no ranking nacional das unidades estaduais do Sistema OCB para ser a 14º colocada, ocupando o primeiro lugar na Região Norte. Só na área de formação profissional, a evolução do investimento feito em cooperativas subiu 432%.
A comparação dos balanços dos anos anteriores reflete estimativas muito claras. Em 2012, a área que é responsável por proporcionar a qualificação dos cooperados, empregados e da gestão das cooperativas teve 408 eventos. Em 2017, o Sistema OCB/PA realizou 797 eventos, um crescimento de 95%. O número de cooperativas atendidas cresceu 576% e o de beneficiados 262%.
Na área de monitoramento, foram realizados 106 eventos em 2012. Já em 2017 ocorreram 2010, uma evolução de 98%. Foram atendidas 228 cooperativas e 23.370, um crescimento de 330% e 1618% respectivamente. “Estamos monitorando nossas singulares de perto, aplicando Programas como o PDGC e PAGC. Investimos 500% a mais ao longo desses anos e o nível de participação nesses programas aumentou significativamente. Isso se reverteu em práticas mais exitosas de gestão, equiparação da competitividade com as demais empresas e resultados mais efetivos para o desenvolvimento regional”, afirmou o presidente Ernandes Raiol.
Em 2012, ocorreram 59 eventos de Promoção Social, atendendo 8 cooperativas e beneficiando 1060 pessoas. Este número cresceu 1.206% em 2017 com 13.847 beneficiados em ações como o Dia de Cooperar. A Unidade Estadual abraçou a causa da campanha em 2014 e, desde então, vem realizando ações em Santarém, Paragominas e Parauapebas, além dos municípios onde as cooperativas também aderiram. A última edição ocorreu em Bragança. “É muito importante que a sociedade reconheça a relevância das cooperativas para os seus municípios e a promoção social permite que cheguemos mais perto. Por isso, também elevemos o investimento nessa área em 89%”, completa Ernandes.
O setor comemora um momento ímpar de desenvolvimento econômico e social, conseguido, em grande parte, pelos avanços obtidos através da Lei Nº 7.780 de 2013. A chamada Lei do Cooperativismo Paraense institucionalizou uma política de apoio, consolidando o papel do Sistema OCB/PA na organização das singulares, garantindo a atuação e maior abertura das cooperativas em processos licitatórios. No setor agropecuário, por exemplo, 20,41% das cooperativas já comercializam para o Mercado Institucional. A conquista foi resultado de articulações do presidente Ernandes Raiol que ainda luta pela regulamentação de artigos previstos na Lei, como o Fundo Estadual de Cooperativismo (FUNCOOP).
Em 2011, por meio de uma série de articulações com parlamentares de vários partidos, o Sistema OCB/PA conseguiu estabelecer a Frente Parlamentar do Cooperativismo do Estado do Pará (Frencoop-PA), cujo objetivo principal era aprovar a Lei Estadual. À época coube ao ex-deputado estadual, Alexandre Von, iniciar o processo de fortalecimento da base junto aos gestores públicos e demais lideranças estaduais. Conseguiu-se unir sob a mesma bandeira cooperativista 26 deputados. Em 2013, já com 31 parlamentares liderados pelo deputado estadual Milton Zimmer, a Frencoop-PA conseguiu aprovar a tão sonhada lei que regulamenta o setor.

“Isso foi alcançado após assumirmos a casa e nos empoderarmos desse trabalho de base política para que a Lei fosse aprovada e promulgada, dando visibilidade à OCB e ao Sistema. Diversos líderes cooperativistas se uniram em prol desta necessidade de anos que o setor tinha, de modo que fôssemos vistos e reconhecidos”, afirmou Ernandes.
No dia 26 de dezembro de 2013, a Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) instituiu a Lei que estabeleceu a Política Estadual de Apoio ao Cooperativismo do Pará. A partir desse momento, foi constituído um conjunto de diretrizes e regras voltadas para o incentivo à atividade e o desenvolvimento do setor. Também foi estabelecido o papel do Estado em prol do cooperativismo, como por exemplo, criação de mecanismos que estimulem o contínuo crescimento, prestação de assistência educativa e técnica às cooperativas, além de incentivos financeiros, econômicos e fiscais.
“Fortalecemos esse nicho que, mesmo estando presente em todo o Estado, era menosprezado. Chegamos em secretarias que nem reconheciam o cooperativismo. Em um momento de estagnação, mostramos nossa força com o crescimento nas contratações e nos postos de trabalhos, o que possibilitou avanços no aspecto político com a conquista de credibilidade para a organização. Pudemos acessar assentos em secretarias e órgãos públicos, estreitamos laços com parceiros estratégicos como a SEDEME, além de muitos avanços intangíveis que se refletem diretamente no crescimento da profissionalização da gestão das cooperativas, no nível de maturidade e competitividade”, completa Ernandes.
Ainda na perspectiva de regulamentação e implantação de políticas voltadas para o crescimento e fortalecimento do setor, a Lei versa sobre a criação do Conselho Estadual do Cooperativismo (Cecoop), órgão deliberativo e normativo que seria composto por 14 membros efetivos representando as Secretarias da época: Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Mineração (SEICOM); da Secretaria de Estado de Agricultura (SAGRI); Secretaria de Estado de Trabalho, Emprego e Renda (SETER); da Secretaria de Estado de Educação (SEDUC); da Secretaria de Estado de Saúde (SESPA); da Junta Comercial do Estado do Pará (JUCEPA); e do Sistema OCB/SESCOOP-PA. Quando for implementado, o CECOOP irá coordenar as políticas de apoio, acompanhar a elaboração de proposta orçamentária do Estado para o segmento, promover estudos para a criação e regulamentação do Funcoop e celebrar convênios com entidades públicas e privadas para a execução de projetos voltados para as cooperativas.
AJUSTES
Apesar da vitória conseguida no âmbito legislativo, ainda existem diversos ajustes e reivindicações que precisam ser feitos. O autor do texto da Lei, Augusto Gâmboa, destaca que é preciso despertar a consciência dos líderes cooperativistas para que o movimento recobre a força para continuar reivindicando seus direitos. Em 2018, Augusto lançará o livro “É hora de Cumprir a Lei”. A obra faz um comentário artigo por artigo, traça um panorama sobre a mobilização feita para aprovação da pauta na ALEPA, os ajustes que precisam ser feitos e o que é dever das cooperativas. De acordo com Gamboa, o maior desafio é a falta de conhecimento sobre o conteúdo da Lei.
“O primeiro passo é conhecer o que ela diz. Muitos comemoram o fato de ter sido promulgada, mas simplesmente não sabem o que dizem os artigos, o que invalida todo o processo. Se não houver cidadania, se não conhecermos os nossos direitos e deveres, é impossível vermos os benefícios de forma mais expressiva, não tem sentido algum. Essa tarefa é nossa. Só então seremos capazes de ter maturidade para cobrar dos governos que a Lei seja aplicada”.
De acordo com o Presidente do Sistema OCB/PA, a meta para os próximos anos é regulamentar o Fundecoop, reivindicando a origem do recurso e como será aplicado. “Diuturnamente tenho cobrado da Frente Parlamentar para alavancar essa questão política. Tenho feito reuniões com o Governador, Secretários e Prefeitos, cobrando a regulamentação. Essa é minha meta pessoal para que possamos injetar esse recurso nas cooperativas. Precisamos continuar lutando. Tivemos uma conquista muito importante, mas ainda há muito o que fazer. Contamos com o apoio de todos para darmos prosseguimento neste rumo de cooperação, vislumbrando o progresso já percebido nos últimos anos”.

Indicadores financeiros são dados relevantes para se demonstrar a expressividade dos segmentos que compõem a economia regional. A próxima edição do Diagnóstico do Cooperativismo Paraense trará justamente um panorama das singulares do Estado, levando em consideração informações como Produto Interno Bruto (PIB), impostos, contribuições, encargos sociais, ativos, patrimônio líquido, capital social, reservas estatutárias e faturamento bruto. O documento ainda irá atualizar os dados da edição anterior. A iniciativa do Sistema OCB/PA deve ser entregue no próximo mês.
No Diagnóstico anterior, foram trabalhadas apenas informações como número de cooperados, empregados e cooperativas em cada ramo, assim como segmentos de atuação, produtos e serviços, mercado para onde comercializam, nível de desenvolvimento do produto (se é verticalizado ou não), certificação (quais possuem e as dificuldades que enfrentam para emitir), participação nos programas que o Sistema OCB/PA desenvolve, grau de maturidade e perspectiva do futuro. A partir disso, foi possível fazer um comparativo com cooperativas do mesmo ramo no Norte do Brasil e mensurar a representatividade do Pará em relação à Região.
“Quando começamos a fazer o levantamento do diagnóstico publicado em 2016, tínhamos a ideia de trazer informações muito importantes para debater com organizações públicas e privadas para apoiar o desenvolvimento das cooperativas. Sentimos a necessidade de ter algo mais para apresentar o cooperativismo paraense, mostrando também a capacidade econômica e financeira. É justamente este complemento que o diagnóstico trará, além de atualizar os demais dados”, afirmou o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra.
A posse desses dados tornará a atuação do Sistema OCB/PA mais assertiva dentro do planejamento estratégico desenhado. As informações sobre impostos e contribuições das singulares, por exemplo, dará um suporte mais técnico para a articulação de políticas públicas, tais como solicitações de diferimento fiscal junto ao Governo. Os recursos poderão ser revertidos para ampliar linhas de produção, geração de emprego e renda e desenvolvimento para os municípios.
“As cooperativas paraenses estão se posicionando como atores decisivos dentro da economia do Pará, mas não tínhamos uma compreensão real do seu panorama financeiro porque as métricas utilizadas em outros levantamentos não se preocupavam em segmentar pelos setores. Contudo, agora poderemos evidenciar, de fato, quem somos em termos econômicos e os benefícios para as cooperativas serão vários”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
O documento será divulgado com repercussão nacional, o que possibilita maior visibilidade para o Estado na captação de outras cooperativas e empresas que poderão enxergar o potencial do cooperativismo para fazer possíveis intercooperações, fusões ou mesmo constituições para potencializar o que está sendo identificado como estratégico. Também será possível habilitar as cooperativas frente a instituições de crédito para a busca de aporte financeiro a partir do respaldo de se ter uma análise econômica atualizada.
Os objetivos que estão sendo trabalhados no panorama serão apresentados de forma segmentada por cada ramo. Se seguiu o mesmo processo de produção do Diagnóstico anterior, elaborando um questionário base analítico por ramo de atividades, com pontos chaves acerca de temáticas como organização social, verticalização da produção, gestão e mercado. Após elaborado, o questionário foi validado pelos Gestores e Técnicos do Sistema OCB/PA, ampliando o universo da pesquisa para atender indicações necessárias para o mapeamento do Sistema Cooperativista.
A atividade foi desenvolvida em várias etapas. Foram feitos estudos e planejamento das variáveis de pesquisa, elaboração do formulário de pesquisa, composição e disponibilização da equipe que já esteve em campo para fazer o levantamento, utilização do banco de dados dentro das informações internas e outras fontes externas para, depois, desenvolver planilha para inserção, análise e tabulação dos dados. Finalizando, se emitirá relatórios e gráficos e elaboração da análise econômica financeira e social, produzindo o documento final. Atualmente, a equipe está na última etapa de análise. O prazo para entrega do documento formal é até o início de janeiro.
Dados
As informações acerca de 2017 ainda não estão consolidadas, mas o segmento cooperativista obteve resultados positivos na geração de postos de trabalho, cooperados e empregados. Os ramos agropecuário, saúde e crédito foram os que apresentaram números mais expressivos de crescimento ao longo do ano de acordo com dados do Sistema OCB/PA. Houve um aumento de 6,23% na arrecadação, posicionando as cooperativas paraenses na liderança do setor na Região Norte. Até 2025, o Sistema OCB/PA projeta uma evolução qualitativa do setor, com 260 cooperativas, 230mil cooperados e 13mil empregados.
O estudo considera fatores econômicos, sociais e técnicos. Todas as cooperativas serão ouvidas e as informações colhidas irão subsidiar as ações institucionais de monitoramento, capacitação e intervenção de representatividade politica junto às esferas governamentais, assim como aos parceiros de cunho técnico e financeiro. “Nossa avaliação é bastante positiva e a tendência é que tenhamos um salto ainda maior, consolidando a liderança da região Norte e nos equiparando com outras regiões que tradicionalmente são referências no setor. O Diagnóstico será um direcionador ainda mais decisivo”, conclui Ernandes.

A constituição de Conselhos que representem os diversos ramos do cooperativismo é uma medida estratégica para se garantir resultados efetivos. Ao longo dos 8 anos da gestão do presidente Ernandes Raiol, o Sistema OCB/PA fortaleceu a participação dos conselheiros com o objetivo de direcionar as decisões da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (SESCOOP) no Estado do Pará. A iniciativa foi determinante para o desenvolvimento das ações em 2017 e a avaliação dos Conselhos de Administração sobre o ano foi positiva. Confira:
Nas reuniões periódicas das duas casas, os conselhos traçam políticas e estratégias para o desenvolvimento do cooperativismo paraense. São apresentadas as principais demandas, o cenário e as ações do Sistema. “Temos a representação de todas as regiões do Estado e esse é um feito muito importante. Estamos satisfeitos em poder reunir os conselhos das duas casas, mantendo os conselhos coesos, fortalecendo a governança. Estamos apresentando os problemas e as soluções, mas queremos ouvir as cooperativas porque o nosso foco final são elas. Não somos um órgão privado. As cooperativas podem se enxergar nas ações da OCB/PA, porque estamos ouvindo”, afirma o Presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
A Organização das Cooperativas Brasileiras é o órgão de representação política e institucional do cooperativismo no Pará. Já o SESCOOP é o braço operacional do Sistema, responsável pela profissionalização das cooperativas e pelo fomento do cooperativismo. “Nossa intenção foi fazer com que se sentissem parte de todo o processo, mostrando que eles compõem a nossa gestão. Temos conselheiros de alta capacidade profissional, que já são referência no mercado em várias áreas da economia paraense. Incluí-los nos nossos processos gerenciais agregou muito. Por mais que as cooperativas sejam de ramos diferentes, elas têm problemas em comum e, discutindo em conjunto, encontramos as soluções coletivas, baseado nas experiências de cada um”, completa Ernandes.
Luiz Otávio
Membro do CONAD SESCOOP/PA

"O Conselho de administração conseguiu fazer, mediante as mensurações e relatórios apresentados, o acompanhamento de toda a evolução do SESCOOP nos últimos anos, aprovando soluções sensatas e pensadas para o amadurecimento da entidade, desde a aprovação dos seus projetos, até as ações desenroladas nas suas programações na assistência às unidades cooperativas. Por exemplo, desde as ações do Dia C que incorporamos como meta anual do SESCOP, até os próprios indicadores trazidos, ajustes nas atividades finalísticas, dando importância aos eventos de real significado para o desenvolvimento do cooperativismo e das cooperativas, o que culminou, o que possibilitou uma expansão no relacionamento com a OCB nacional".
Ricardo Marques
Membro do CONAD SESCOOP/PA

"Hoje, nós temos uma discussão e um entendimento maior. As informações passaram a ser mais constantes e com melhor avaliação por parte do Conselho. Desta forma, os resultados estão sendo muito favoráveis. Onde se tem um debate, achamos uma solução maior. Nosso conselho está sempre fazendo isso, buscando soluções e tentando encaminhar as decisões num rumo melhor".
Norma Sueli
Membro do CONAD SESCOOP/PA

"É um novo momento para o Conselho. Notamos uma evolução muito grande, até mesmo pelo número de reuniões. Antes, as reuniões eram espaçadas, as coisas já haviam ocorrido e se tornava mais uma prestação de contas para mostrar o que havia sido decidido. A participação era muito menos efetiva, mas hoje podemos participar do mesmo dia-a-dia, vivenciando todas as decisões e processos mais de perto, direcionando a melhor conduta em vários aspectos. Isso é muito importante".
Ivan Saiki
Membro do CONAD OCB/PA

"Com a gestão do presidente Raiol, ganhamos uma representação maior, dentro do meio político até com outros sistemas “S”. Temos mais visibilidade, credibilidade e atuação dentro dos órgãos competentes. Temos até a projeção para aquisição da nova sede da OCB. Tudo isso é fruto do trabalho do presidente Raiol que tem mantido um contato corpo a corpo, viajando para várias localidades do Estado onde tem cooperativas, conversando também com outras entidades públicas e financeiras. É importante destacar o superintendente Júnior Serra, que também é muito técnico, sério, transparente e sabe conduzir uma gestão".
Vera Almeida
Diretora da OCB/PA

"Desde que assumi a direção da OCB, é uma constate procurar fazer as reuniões periodicamente. A participação do conselho ao longo desses anos, é bem mais participativa, as pessoas têm suas opiniões com relação à gestão e isso facilita com que o trabalho possa fluir naturalmente com bastante transparência. É um conselho que faz a diferença, não só na questão administrativa, como também nas próprias observações que são deixadas para a diretoria executiva organizar e desenvolver".

ROL DE RESPONSÁVEIS SESCOOP-PA
Dirigente máximo da unidade: Ernandes Raiol da Silva (Presidente)
Superintendente: Jorge Moura Serra Júnior
Membros do Conselho de Administração
Luiz Otávio Gomes de Souza (Uniodonto – Belém), Norma Sueli dos Santos (Unimed Belém) Lucycleia Maria Oliveira Veras (Coopernorte – Paragominas) e Ricardo Marques da Silva (Sicred Carajás).
Membros do Conselho Fiscal
Ademir de Matos Lopes (CredIsis – Belém), Augusto José Alencar Gambôa (Sicoob Cooesa Belém)
Raquel Helena De Souza Ferreira (Cooperufpa – Belém)
ROL DE RESPONSÁVEIS OCB-PA
Membros do Conselho de Administração
Ernandes Raiol da Silva, Ivan Hitoshi Saiki (Camta – Tomé Açú), Almerindo Ribeiro Pinto (CESPB – Santarém), Vera Lúcia Souza Almeida (Sicoob Unidas– Belém), Raimundo Jean Feitosa (Comflona – Santarém), Ana Maria da Silva Vieira (Crednorte – Porto Trombetas), Basílio Wez Carloto (Coopernorte – Paragominas).
Membros do Conselho Fiscal
Lázaro José da Silva (Sicoob Unidas), Napoleão de Alencar Almeida, Waldete Vasconcelos Seabra Gomes e Moacir dos Anjos Miranda (Coopaben – Benevides)
Membros do Conselho de Ética
Francisca Monteiro Uchoa (Sicoob Cooesa – Belém), Karlene Mota Vasconcelos (Sicoob Unidas – Belém), Aguinaldo De Souza Bartolomeu (Cootrans-Out – Outeiro) e Kátia Cilene Santos (CEAC- Castanhal).
Os ramos agropecuário, saúde e crédito foram os que apresentaram números mais expressivos de crescimento ao longo do ano de acordo com dados do Sistema OCB/PA, o que definiu alguns eixos de ação na matriz orçamentária da entidade. De maneira geral, as cooperativas paraenses serão contempladas no próximo ano com um investimento de R$ 2,7milhões, um aumento de 21% em relação ao volume de recurso aplicado em 2017 e que será revertido em capacitações, intercâmbios, workshops, seminários, encontros e demais ações de apoio ao cooperativismo. Uma das grandes apostas é o desenvolvimento do setor graneleiro, que receberá cerca de R$ 160mil.
A matriz orçamentária foi construída em conjunto com todos os setores internos do Sistema OCB/PA de modo integrado, pensando na execução e gargalos das áreas finalística e meio. Dentro da arrecadação feita em 2017 de R$ 3,8 milhões, o orçamento voltado diretamente para as cooperativas representa aproximadamente 65% do valor total. Apenas 35% serão destinados para o funcionamento, infraestrutura e manutenção da sede. Este percentual foi alcançado após um corte de gastos realizado pela diretoria na ordem de 20%.
“Há anos, o SESCOOP/PA adotava a prática de reter 50% do orçamento para atender a área meio, a área de retaguarda. Porém, entendemos que o recurso precisa estar mais disponível para as singulares. Por isso enxugamos o quadro de funcionários e trabalhamos com uma equipe polivalente, com pessoas que conseguem atender as necessidades das cooperativas em diversas finalidades. A medida possibilitou essa adequação significativa para apoiar melhor as atividades operacionais. Fortalecendo as cooperativas, também nos fortalecemos através do retorno em arrecadação”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

Na construção do planejamento para 2018, foi levado em consideração o bom momento de alguns setores para canalizar o recurso de maneira mais assertiva e estratégica. Um deles é o ramo agropecuário, cujas singulares estão adotando práticas mais maduras e de profissionalização da gestão, o que permite um acesso mais atraente e competitivo ao mercado. No setor de produção de grãos, por exemplo, a Cooperativa Agroindustrial de Paragominas (COOPERNORTE) já é a maior produtora da Região Norte. De acordo com Ernandes, é uma das grandes apostas do Sistema OCB/PA.
“A cooperativa está em franco desenvolvimento. Pretende-se verticalizar a produção da soja em alguns anos e isso requer uma mão de obra mais qualificada para as ações estratégicas. Iremos fortalecer a produtividade neste primeiro momento para, no ano seguinte, começar a direcionar o foco na verticalização. É um setor que está se sobressaindo no mercado e não podemos deixar de investir nisso”.
No ramo de saúde, a entidade dará prosseguimento na qualificação profissional com o curso de Pós-Graduação em Urgência e Emergência, com intenção de ampliar para mais um MBA em Atenção Primária à Saúde na cooperativa Unimed Belém. Os Programas Aprendiz Cooperativo e Desenvolvimento de Alta Performance também continuarão sendo executados para se atingir o percentual de 100% dos colaboradores. Em 2017, mais de 700 funcionários foram capacitados.
Em relação ao Cooperativismo Financeiro, além das capacitações demandadas rotineiramente será executado um Projeto em parceria com o Sebrae/PA que visa desenvolver as singulares de crédito, qualificando dirigentes, gestores, colaboradores e cooperados do ramo. O valor investido será de R$ 365mil. O projeto piloto será executado na cooperativa Sicoob Unidas. A Iniciativa pretende melhorar o relacionamento das cooperativas com as empresas que já são associadas e com as que são potenciais clientes. “Apoiaremos com 25% do valor, a cooperativa 25% e o SEBRAE 50% com recurso captados em Brasília. No próximo ano, a intenção é ampliar também para outras cooperativas e sistemas de crédito”, afirmou o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra.
Outro destaque é o Programa de Desenvolvimento em Gestão Internacional, cujo valor investido será de R$ 200mil. “A exemplo do intercâmbio que ocorreu para Mondragón, pretendemos levar gestores de cooperativas em 2018 para conhecer as experiências exitosas em Alicante, na Espanha. De modo que tragam resultados efetivos para o Estado. Observamos que alguns participantes deste ano trouxeram conhecimentos importantes a serem reproduzidos e, de fato, estão tentando implementar nas suas cooperativas”, completa o superintendente.
Tripé Finalístico
Na área de profissionalização da gestão, serão investidos um total de aproximadamente R$2,5 milhões em 932 eventos ao longo do ano que atenderão cerca de 16mil beneficiários em 5.790 oportunidades de capacitação em cooperativas. Na área de monitoramento, o valor investido é de R$50 mil na execução dos programas de Desenvolvimento (PDGC) e Acompanhamento da Gestão Cooperativista (PAGC), assim como no Programa de Orientação (POC). A expectativa é de 226 eventos e 23.090 beneficiados. Já na Promoção Social, a campanha Dia de Cooperar e o Programa COOPERJOVEM demandarão R$120mil em 45 eventos em 40 cooperativas e 10.300 beneficiários.
“A nossa perspectiva é que o nível de maturidade para o mercado competitivo melhore pelo menos em torno de 30%, considerando o grau apresentado no diagnóstico do setor em 2016. Muitas ações foram tomadas a partir da referência dos dados que constam no documento, destacando-se a criação do GESCOOP como ferramenta de aprimoramento e a continuidade da Matriz da Cooperação, que aproximou diversos parceiros”, conclui o presidente Ernandes Raiol.

Na última semana, o Sicredi Sudoeste MT/PA assinou contrato de patrocínio esportivo com o futebol profissional do Águia de Marabá. O contrato tem a duração de um ano e prevê a exibição da marca da instituição financeira na camisa do time e em espaços publicitários. O encontro para a assinatura do contrato de patrocínio teve a presença de diretores da cooperativa, dirigentes do time e imprensa. A estreia da equipe no Campeonato Paraense de 2018 ocorrerá no dia 13 de janeiro contra o Castanhal.
Antônio Geraldo Wrobel, presidente da Sicredi Sudoeste MT/PA, enalteceu a parceria e falou sobre a importância do apoio à equipe marabaense. “O Sicredi tem como meta desenvolver as regiões onde atua e promover atividades junto à comunidade, então nada melhor do que associar a marca do Sicredi ao time que leva e divulga o nome da cidade de Marabá em todo o país através do esporte”, destacou o presidente.
Para Sebastião Ferreira Neto, o Ferreirinha, presidente do Águia, o apoio do Sicredi vem em um período muito significativo. “No momento em que o Águia procura fazer o futebol de uma maneira mais profissional, o Sicredi vem ser um parceiro altamente importante para que o Águia consiga alcançar seus objetivos, que é chegar à elite do futebol brasileiro em um curto espaço de tempo”, afirma Ferreirinha.
Quem também destacou a importância do patrocínio foi João Galvão, treinador da equipe. “O Sicredi é uma realidade aqui no Sul do Pará, uma cooperativa muito forte, com credibilidade e que vem investindo na região, assim como fazem no Mato Grosso e outros estados, e que agora também tem grande presença na nossa região. Isso só vem a engrandecer ainda mais a equipe do Águia e nos ajudar a alcançar vôos ainda mais altos”, disse Galvão.
Participaram da assinatura de contrato o gerente regional de desenvolvimento Lucyano Pizzatto de Moura, o gerente da agência Nova Marabá Danilo Sampaio Cidrack e o responsável pelo marketing esportivo do Águia Dennys Rocha.

Dentro do plano de ações estratégicas previstas para 2017, o Sistema OCB/PA conseguiu alcançar e superar 90% das metas do seu eixo tríplice de atuação: Formação Profissional, Monitoramento e Promoção Social. No total, foram realizadas 1.117 ações nas cooperativas paraenses, um crescimento de aproximadamente 15% em relação ao ano anterior. O investimento foi de 2milhões e 200mil em prol do desenvolvimento do cooperativismo no Estado.
No eixo Formação Profissional, foram executadas ações com os objetivos de promover a cultura da cooperação e disseminar a doutrina, os valores e princípios do cooperativismo através de palestras de sensibilização, encontros e oficinas, participação em feiras, exposições e festivais. Ocorreram 263 eventos com um número de 5.787 beneficiários. Ainda no mesmo eixo, se promoveu a profissionalização da gestão e da governança cooperativista, assim como o acesso às soluções de formação e qualificação profissional. A principal novidade foi a aplicação do GESCOOP. Também ocorreram palestras para desenvolvimento profissional, fóruns, workshops e seminários em cooperativismo, assim como projetos estruturadores como a Matriz da Cooperação e o Diagnóstico Econômico-Financeiro do setor.
“Neste ano, aumentamos o investimento nas cooperativas, vislumbrando ações assertivas que se revertessem em resultados relevantes para o desenvolvimento do setor. Também promovemos mais de 30 intercâmbios, tanto com a perspectiva de prospecção de novos negócios quanto de troca de experiências e informações estratégicas ”, afirmou o Superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra.
Os números em relação a esta área também foram expressivos. Foram cerca de 10.800 participantes em 360 eventos, como fóruns, workshops, seminários, cursos de cooperativismo em conselho de administração e fiscal. Também está incluso o projeto estruturador de pós-graduação Lato Sensu em Gestão de Cooperativas e a pós-graduação em Urgência, Emergência Médica e Terapia Intensiva realizada na cooperativa Unimed Belém.
No Eixo de Monitoramento das singulares, participaram 26.157 beneficiados em 454 ações dos programas do Sistema OCB/PA, como PAGC, PDGC e GDA, além dos intercâmbios. É atribuição da entidade avaliar permanentemente o desempenho das cooperativas para identificar necessidades de apoio em formação e qualificação profissional, apresentando resultados relevantes na melhoria da gestão e governança.
“Avaliamos 2017 como um divisor de águas em diversos sentidos, na perspectiva de elevarmos o nível de maturidade do cooperativismo no Estado com singulares competitivas, com gestões estruturadas, que se preocupem com a comunidade em que estão situadas. A intenção é que ampliemos ainda mais essa atuação, acompanhando de perto nossas cooperativas”, concluiu o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
No Eixo Promoção Social, a campanha Dia de Cooperar apoiou práticas de responsabilidade socioambiental. Participaram 18 cooperativas em 22 iniciativas concluídas, beneficiando diretamente 19.372 pessoas e 39.136 indiretamente com a participação de 1.554 voluntários.

As crianças do bairro Laércio Cabeline tiveram um motivo a mais para sorrir neste natal. Os princípios sociais do cooperativismo motivaram a campanha “Natal Solidário”, promovida pela Cooperativa Agroindustrial de Paragominas (COOPERNORTE) no último sábado (23). A iniciativa foi liderada por um comitê composto pelas esposas dos presidentes. No total, foram entregues mais de 500 brinquedos para as crianças do bairro, conhecido como um dos mais carentes do município.
A cooperativa decidiu que fará duas ações filantrópicas por ano: a Agroshow Solidária e o Natal Solidário com as crianças. Para executar o projeto, foi formado o comitê responsável por encabeçar a área de promoção social. Os membros são Cirede Carloto, esposa do presidente Basílio Carloto; Rosane Zuffo, esposa do diretor Valdeci Zuffo; Maria Helena Capelari, esposa do diretor Jose Carlos Capelari e Risley Capelari, companheira do diretor Michel Capelari.
“Parabéns a toda família Coopernorte, porque é impossível chegar a uma data como essa sem olhar ao nosso redor e refletir sobre nosso irmão. É impossível fechar nossos olhos para a dor de tantas crianças, que nem se quer sabem que o Natal existe”, afirmou Cirede Carloto.
A campanha se iniciou desde a confraternização da COOPERNORTE, ocorrida no início do mês. Cada participante precisou levar um brinquedo e a cooperativa comprou o restante para realizar a entrega. “Sentimos a necessidade de trabalhar mais esse lado social da cooperativa e, por isso, elaboramos esse projeto. Parabenizamos, em especial, as esposas que se engajaram neste intuito de proporcionar um final de ano mais alegre para as crianças de Paragominas. É muito importante que continuemos, pois trata-se de um dos princípios basilares que norteiam o cooperativismo: preocupação com a comunidade em que estamos inseridos”, afirmou o presidente da cooperativa, Basílio Carloto.



O solo fértil de São Félix do Xingu chega a produzir 3mil toneladas de cacau no período da safra, mas os agricultores, atuando de forma isolada, sofrem a perda de valor agregado pela comercialização com atravessadores. Para garantir um retorno financeiro maior aos munícipes, a Prefeitura promoveu um roteiro de visitas junto à Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu (CAMTA) na última semana com o objetivo de estimular a expansão da singular e potencializar a cadeia do cacau na região. A diretoria da CAMTA foi recebida pela câmara de vereadores, realizou visitas de campo em propriedades rurais e traçou metas para encaminhar a parceria. As negociações contam com o suporte do Sistema OCB/PA.
A comitiva composta por representantes da Diretoria da CAMTA, Sistema OCB/PA e SEDAP foi recepcionada pela Prefeitura através da Secretaria de Agricultura. A EMATER também prestigiou o evento. Na sessão solene realizada pela câmara municipal, a cooperativa fez uma apresentação aos vereadores acerca de sua atuação, dos seus objetivos e do que espera de oferta do poder público a contribuir no processo de ampliação da filial da CAMTA para São Félix. A produção da região também foi apresentada com foco no produto principal, o cacau. Juntando com o que é produzido em Tucumã, a capacidade chega até 7mil toneladas. Posteriormente, vislumbra-se que a CAMTA avalie outras culturas.


“Todos os vereadores abriram as portas. Reunimos também com a própria prefeitura que se mostrou disponível para o projeto, pensando no desenvolvimento regional e agregação de valor ao produtor que é refém de atravessadores para comercializar. O retorno será muito maior par ao município”, afirmou o gerente do Sistema OCB/PA, Vanderlande Rodrigues.
No roteiro de visitas de campo, a comitiva conheceu as propriedades dos produtores Domingo Grizorte e Marivaldo, que produz sozinho oito toneladas de cacau. A qualidade da produção surpreendeu os participantes pela alta fertilidade da terra. Em Tomé-Açu, por exemplo, é necessário plantar as mudas para o cacau vingar, diferente do terreno de São Félix que já brota cacau apenas com os caroços. Porém, se identificou que ainda falta a técnica aos produtores, no que a CAMTA irá auxiliar com suporte especializado.

De resultado à curto prazo, a cooperativa iniciará adquirindo a produção local, fazendo a classificação e exportação para os mercados internacionais com os quais já tem relacionamento. Durante esta semana, a diretoria da cooperativa encaminhará para a prefeitura uma lista de solicitações do que será necessário de contrapartida para efetivar o ingresso no município. De início, não será uma filial constituída, mas um galpão para receber e classificar a produção local e um escritório administrativo para atendimento.
“É produzida uma escala considerável na Região. Queríamos entender como os agricultores trabalham, desde o momento do manejo até o processo de fermentação da amêndoa e ficamos bastante animados com o que vimos. Apesar disso, é necessário adotarmos cautela no ingresso desses pretensos sócios, pois o importante mesmo não é o dinheiro, mas as pessoas. São elas que conseguem transformar o resultado. Se não estiverem engajados, se não abraçarem a causa, não dará certo. Queremos conhecer para avaliar sobre as parcerias possíveis. Se concretizando, daremos todo o suporte técnico para que os produtores melhorem a sua cadeia”, afirmou o Diretor da CAMTA, Ivan Saiki.
Neste processo, a CAMTA irá identificar os produtores que realmente querem se tornar cooperados e estreitar afinidade para então, posteriormente, serem direcionados com acompanhamento e orientação técnica. O objetivo é a inclusão à cooperativa e o melhoramento produtivo. A Secretaria sensibilizará um público de 100 produtores como projeto piloto. Serão orientados sobre o processo de fidelidade de comercialização através da CAMTA durante 6 meses para, depois, se identificar quem está apto ou não para se tornar cooperado. A prefeitura se comprometeu até o dia 20 de janeiro a fornecer a primeira leva de selecionados para se iniciar as conversas.

“Temos sinalizado positivamente, tanto o poder executivo quanto o legislativo, em relação a incentivos fiscais, econômicos e o que mais for necessário para que isso aconteça. Entendemos que é um perfil estruturado para receber esse leque de subsídios. São Félix tem produção, viabilidade e potencial que, se unirmos à cultura cooperativista dos japoneses, conseguiremos um salto enorme. É o que precisamos para trazer a verticalização ao município. Já recebemos alguns editais para financiamento de agroindústrias, mas não pudemos canalizar o recurso por não ter um empreendimento que atingisse todos os pré-requisitos. Porém, queremos beneficiar diretamente o produtor através dessas parcerias, de modo que tenham total autonomia financeira”, afirmou o Secretário Municipal de Agricultura, Décio Matos.
Em paralelo a estas atividades, o Sistema OCB/PA levará uma grade de capacitações para os produtores, promovendo a qualificação do segmento cooperativista, do trabalho coletivo e do objetivo comum. De acordo com a Secretária Adjunta Agricultura, Marta Lelis, será realizado um Seminário de Cooperativismo na primeira semana de fevereiro, onde se definirão detalhes como a partir de quando será realizado o trâmite comercial da CAMTA e os produtores e como será cedida a logística da prefeitura para trazer a mercadoria do produtor até o município sede. Também serão tratados assuntos focados em agronegócio e no tripé de sustentabilidade, sobre o que é um empreendimento economicamente viável, ambiental correto e socialmente justo, entre outras agendas repassadas sobre cooperativismo.



Até 2025, as cooperativas brasileiras buscam ser reconhecidas por sua competitividade, integridade e pela felicidade que geram aos associados. O cooperativismo conseguirá reforçar ainda mais estes ideais quando for totalmente conhecido pela sociedade e é este objetivo que motiva o SOMOSCOOP, iniciativa da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). A campanha visa despertar a consciência das pessoas para a importância do cooperativismo e gerar orgulho naqueles que abraçam a causa. A Unidade Estadual do Sistema OCB/PA também aderiu ao movimento.
Dentro do escopo da campanha, foi feito o lançamento da marca “É COOP”, que será inserida na identidade visual dos produtos e serviços das cooperativas, identificando mais facilmente o que é oriundo do setor. A intenção é contribuir para que as cooperativas, independentemente de sua origem, sejam identificadas como integrantes de um movimento cooperativo internacional, destacando-as como sociedades diferenciadas.
O Sistema OCB/PA também mobilizou a equipe interna de colaboradores com a decoração da sede a partir dos elementos visuais característicos da campanha, utilizando também camisas, canetas e bottons para reforçar a importância de se trabalhar essa difusão com as cooperativas e parceiros estratégicos.
“Queremos que as pessoas entendam quem somos e o jeito diferente de fazer negócios praticado pelas singulares, fazendo valer ainda mais os princípios e os valores do segmento. Sem dúvida, é a solução mais viável para os problemas sociais existentes e uma grande oportunidade para as pessoas que produzem individualmente terem uma forma de acessar o mercado com melhores condições”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Os principais diferenciais do cooperativismo é seu modelo de negócio colaborativo, com uma gestão feita de forma democrática; O desenvolvimento econômico e social, valorizando o melhor de cada pessoa e promovendo a prosperidade de todos pela justa distribuição dos lucros; Cultura da cooperação, incentivando a necessidade de cooperação para se atingir metas mais competitivas.
“Esperamos que as cooperativas também se engajem nesse sentido, pois é uma iniciativa que beneficiará toda a cadeia ligada ao setor. Precisamos aumentar a conscientização sobre o que é o cooperativismo para experimentarmos o crescimento integrado que o capitalismo não foi capaz de promover”, completa Ernandes.

As cooperativas estão presentes em 95% dos municípios brasileiros, sendo que em 564 elas são a única forma de inclusão financeira disponível. Os dados do Banco Central demonstram a representatividade do setor e justificam a abertura do Banco da Amazônia para a inclusão do cooperativismo de crédito nas operações do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO). Singulares de todos os sistemas atuantes no Pará, assim como dos Estados do Acre e de Rondônia, estiveram em reunião com o presidente do BASA, Marivaldo Melo na última terça (20). Na ocasião, foi assinado o primeiro convênio do banco para a operacionalização do FNO com o SICOOB Confederação.
A Diretoria Técnica do Basa fez uma apresentação objetiva do que é o FNO, como é implementado e como funcionará a partir das cooperativas. Para o próximo ano, foram destinados R$ 5,1 bilhões aos sete Estados da Região Norte. O Banco é o administrador do fundo, permitindo que outras instituições operem em parceria na liberação de crédito direcionado ao setor produtivo, desenvolvimento e diminuição das desigualdades em pontos menos desenvolvidos. O capital é oriundo do IPI e do Imposto de Renda.
Participaram da reunião o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra, assim como os presidentes das unidades estaduais do Acre, Valdomiro Francalino e de Rondônia, Salatiel Rodrigues. Representando os sistemas de crédito, estavam o SICOOB Confederação, Central Sicredi Centro-Oeste, CredIsis e Cresol, assim como líderes e dirigentes das cooperativas Sicoob Cooesa, Sicoob Coimppa, Sicoob Unidas, Sicredi Verde e Sicredi Belém.
O SICOOB foi o primeiro sistema a oficializar a parceria com o BASA, que concedeu inicialmente um limite de R$ 40 milhões. O recurso será voltado em um primeiro momento apenas para pessoa jurídica e PRONAF. Em 2019, a intenção é incluir também pessoa física. Serão trabalhadas duas linhas de financiamento: O PRONAF, voltado a agricultores e produtores rurais, pessoas físicas enquadradas no Programa Nacional de Agricultura Familiar. O segundo é o Amazônia Giro MPE, voltado a microempreendedores individuais, pequenas empresas que faturam até R$ 3,6 milhões por ano.
“O acordado é que em janeiro, dado o avanço das negociações, já consigamos fazer os primeiros pilotos, operando essa linha normalmente em fevereiro. Queremos aplicar os recursos rapidamente para nos habilitar a ampliá-lo em 2019. Era o que estava faltando. Já operávamos em todas as linhas do BNDES e FCO, mas não tínhamos acesso aos recursos de Fundo Constitucional do Norte. Começamos as tratativas com o Basa há alguns anos e finalmente conseguimos concluir esse processo com a assinatura do convênio. Isso nos permitirá oferecer mais uma alternativa importante no portfólio de negócios do Sicoob”, explicou Ênio Meinen, Diretor de Operações do Banco Cooperativo do Brasil (BANCOOB).
Para o presidente do BASA, Marivaldo Melo, a iniciativa foi uma ação estratégica do Banco. “Aproveitando a capilaridade das cooperativas que estão presentes em quase toda a Amazônia legal, buscamos pulverizar o recurso destinado à missão maior de desenvolvimento da região. Essa parceria vai atingir um maior número de pessoas, gerando emprego, renda e a inclusão do pequeno produtor e empresário. As cooperativas são um belo exemplo de negócio estruturado, provando que o cooperativismo dá certo”.
A intenção é ampliar o repasse para os demais sistemas. De acordo com o presidente da Central Sicredi Centro Norte, João Carlos Spenthof, as diretorias de crédito irão se reunir para iniciar as negociações já na próxima quinta. “Foi uma reunião muito produtiva e objetiva na apresentação das regras. Realmente, estamos muito contentes por esta conquista que marca a grande luta do Sistema Cooperativo na mobilização para o funcionamento do repasse às cooperativas. Na quinta, teremos a reunião com diretoria de crédito do Banco para finalizar os entendimentos e as cláusulas, de modo que no primeiro trimestre do ano de 2018 comecemos as operações. Estamos ansiosos e querendo contribuir ao máximo”.
Para acessar o recurso, é preciso seguir alguns procedimentos. Na primeira etapa, a cooperativas devem fazer o seu credenciamento, estabelecendo o primeiro contato com a instituição para a análise se estão aptas a operar o FNO. Na segunda etapa, se faz a elaboração do cadastro da instituição e dos representantes legais. Na terceira etapa, se faz a avaliação de riscos e do limite de crédito em relação ao ente que vai firmar contrato com o banco para, então, oficializar a habilitação e a assinatura do contrato com as bases de condições.
“É um momento histórico e muito importante. O FNO é um recurso absolutamente relevante demandado por muitos produtores e empresas. Negociamos e podemos dar essa resposta para as nossas cooperativas. Espero que consigamos rapidamente habilitar outros sistemas”, comenta o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

O aperfeiçoamento contínuo das práticas de gestão das cooperativas paraenses é o grande trunfo que o Sistema OCB/PA planeja executar no Estado através do GESCOOP, uma ferramenta que traça um diagnóstico estruturado de cada singular. Em 2017, a Cooperativa dos Agricultores da Região de Tailândia (CART) foi a primeira a receber o projeto piloto. Ao longo do segundo semestre, mais 9 singulares foram iniciadas nas etapas do Programa que traça um plano de melhoria à curto, médio e longo prazo. A intenção é elevar este número para, no mínimo, 50 cooperativas atendidas no próximo ano.
O GESCOOP é um programa piloto criado pelo Sistema OCB/PA para diagnosticar a cooperativa como um todo de modo a propor alternativas viáveis junto com os principais interessados: os cooperados. Através de uma oficina participativa, as cooperativas são incluídas no processo de diagnóstico. Se identificam os serviços que disponibiliza para o mercado, perspectivas de futuro, autoavaliação sobre atendimentos aos normativos e a inserção dos mesmos critérios do Programa de Desenvolvimento da Gestão Cooperativista (PDGC), baseado no modelo de excelência de Gestão da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ).
Além da CART, receberam o GESCOOP e já estão na segunda etapa as cooperativas COOPROMUBEL, COOPRUSAN, COOPER, CASP, COOPABEN, COOPRIMA, D´Irituia e COAPEMI. A COOFARMI está na primeira etapa. Para alcançar a meta de 50 singulares no próximo ano, o Sistema OCB/PA promoveu um curso de repasse metodológico para capacitação dos profissionais de instrutoria e cada um atenderá de 3 a 4 cooperativas, conseguindo abranger um universo maior do total de singulares.
Com essa expansão, a Unidade Estadual da OCB também planeja aumentar o amadurecimento das gestões a partir de um aumento na participação do PDGC em 2018. Os participantes do GESCOOP serão avaliados e, conforme, o grau de maturidade, serão orientados a participar do Programa. “Trabalhamos um plano de melhoria para o futuro em até curtíssimo prazo. Em alguns casos, já conseguimos evidenciar melhorias em questão de um mês por meio dessa metodologia, que serve de base de informações para que alimentemos outros programas que temos, como o PDGC”, afirmou o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra.
Na primeira etapa, se faz o levantamento do perfil da cooperativa em relação ao seu negócio, a análise do macroambiente, considerando fatores como o cenário político, economia e demais variáveis que podem atuar externamente de forma favorável ou contrária. Depois se faz a análise do microambiente, analisando fatores internos críticos de sucesso, o que tem de positivo e como se pode potencializar, assim como o que é necessário melhorar. Na segunda etapa, é trabalhado o desenvolvimento do produto em relação à visão, missão e valores, assim como a elaboração de um plano de trabalho, estipulando ações, prazos e responsáveis. Em um terceiro momento, a própria equipe do Sistema irá acompanhar a finalização do processo através da gestão assistida, identificando se o acordado dentro do plano de ações está sendo executado.
O escopo de parceiros institucionais do Sistema OCB/PA também participa do GESCOOP, atuando de acordo com cada especificidade após as articulações levantadas pelas demandas das cooperativas. “É necessário compreender a importância dessa ferramenta como apoio à gestão, assim como o planejamento estratégico para uma empresa mercantil qualquer, que pode ser atualizado, revisto e replanejado. Queremos criar esse senso de melhoria continua de boas práticas de gestão, de modo que se tornem cooperativas com cada vez mais potencial, desenvolvimento e sejam uma referência dentro do Estado. Isso gera um retorno para o próprio sistema que conta com cooperativas mais estruturadas, com acesso a mercado, maior número de cooperados e de empregados, gerando maior arrecadação para o Estado e para o Sistema, o que se reverte para a própria cooperativa e para o município”, afirma o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

A cooperativa Sicoob Transamazônica alcançou a marca de mil sócios neste mês, com menos de dois anos de existência. A perspectiva é que este número cresça consideravelmente com a abertura de novos pontos de atendimento em mais de 20 municípios. Na última sexta (18), foi realizada a inauguração da agência em Novo Repartimento. A cerimônia contou com a presença do Diretor Presidente da Central Sicoob Unicoob, Marino Delgado e do gerente do Sistema OCB/PA, Vanderlande Rodrigues.
A meta é atingir o número de 2mil sócios já em 2018 com R$ 30 milhões em ativos e R$1 milhão de sobras. Atualmente, os cooperados possuem R$ 300mil em sobras e R$ 15 milhões de ativos. Além de Novo Repartimento, a cooperativa tem agências em Pacajá e em Tucuruí. Para o ano que vem, serão abertos os pontos de atendimento de Anapu e Conceição do Araguaia.
“Estamos acompanhando de perto a evolução da cooperativa e o Sistema OCB/PA aposta muito na força empreendedora e visionária de seus cooperados e dirigentes. Por isso, a singular pode contar com nosso apoio para explorar essas áreas carentes de um acesso sustentável ao crédito”, afirmou Vanderlande.
A cooperativa trabalha com um portfólio completo de serviços financeiros. São mais de 100 produtos em expansão. Ela já foi constituída no regime de livre admissão dos associados, podendo se cooperar pessoas físicas ou jurídicas em qualquer segmento. A carteira é variada com linha de crédito rural, linha de credito pessoal, comercial, cartões, seguridade, previdência, produtos de investimento como poupança, capital social e RDC.





A Cooperativa Agroindustrial Paragominense (COOPERNORTE) representa um dos maiores volumes de produção e operações no setor de grãos, tanto no Pará quanto na Região Norte. O objetivo é ampliar ainda mais a expressividade econômica da cooperativa nos próximos anos com a verticalização produtiva para fornecimento de ração animal e gêneros alimentícios. As metas foram todas apresentadas em cerimônia de confraternização realizada entre diretores, cooperados e colaboradores. O presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, também esteve presente e garantiu apoio institucional.
Na programação, foi feita uma apresentação da linha do tempo da COOPERNORTE, constando a evolução histórica desde sua fundação, mostrando as dificuldades que enfrentou até o estágio atual em que se posiciona no mercado como o maior empreendimento, entre cooperativas e empresas, do setor de agronegócio da linha graneleira do Norte do Brasil.
“Iniciamos apenas com 1 funcionário e 33 cooperados. Hoje, temos 55 colaboradores e 58 cooperados em um período de apenas 6 anos. Nossos objetivos estratégicos ainda são muitos e esperamos, com a união de todos, tornar a COOPERNORTE uma das potências no cenário nacional”, afirmou o presidente Bazílio Carloto.
No planejamento até 2022, os cooperados pretendem processar e verticalizar a produção, saindo de mero fornecedor de matéria prima para importar sua mercadoria. Inicialmente, o objetivo é trabalhar com ração animal por ser uma etapa cujo investimento é mais compatível para instalação de fábrica. A expectativa é que com cinco anos a COOPERNORTE entre no mercado de alimentos para seres humanos, como óleo e proteína da soja.

Em um planejamento mais à longo prazo, a cooperativa vislumbra migrar sua atuação para o mercado de frios, laticínios e frigoríficos, explorando a pecuária de corte em suinocultura e avicultura, assim como pecuária de leite. Alguns cooperados já tem essa produção, mas ainda não é foco de trabalho. O investimento para a instalação da planta e para a construção dos equipamentos necessários demanda recursos vultuosos.
“Primeiramente, fecharemos o ciclo dos objetivos da soja, dos grãos e da sua verticalização. Continuaremos avançando por etapas, alcançando meta após meta para, no processo natural de evolução da cooperativa, conforme o planejamento, fazer essas futuras adequações com a verticalização da produção animal. Esperamos o apoio do poder público e dos parceiros institucionais neste sentido”, completou Bazílio.
Dentro da história da COOPERNORTE, o Sistema OCB/PA participou diretamente dos debates da regularização fundiária para ter seu terreno liberado para instalação de silos. Também tem prestado apoio em orientação técnica e jurídica, assim como na formação profissional de gerentes, cooperados, colaboradores e da comunidade local de acordo com as demandas solicitadas. Para o ano de 2018, o Sistema OCB/PA criou um programa estruturador especifico para dar um suporte maior para a cooperativa no quesito capacitação, intercâmbios e formação profissional.
“É importante levar essas capacitações para deixa-la alinhavada com as práticas usuais que o setor de grãos tem exigido. É uma cooperativa que claramente tem um futuro muito prospero e irá equipar-se às grandes cooperativas da Região Sul. Está no início, mas já é bastante promissora, com um grupo forte que sabe o que produz e aonde quer chegar. Estão se fortalecendo a cada, dia, ganhando uma conotação muito importante no cenário do agronegócio do Brasil. Temos que apostar”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes.


O presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, esteve em reunião com representantes do movimento cooperativista dos estados da Região Norte, senadores e deputado federal na última quarta (13), em Brasília. O objetivo foi reforçar a relevância do cooperativismo no repasse dos recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO). A reunião ocorreu na sede da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e contou com a participação dos senadores Valdir Raupp (RO), Sérgio Petecão (AC), Cidinho Santos e José Medeiros, ambos do MT, e do deputado Luiz Claudio Pereira Alves (RO). O presidente da OCB Nacional, Márcio Freitas, liderou as conversas.
O movimento cooperativista tem acompanhado fortemente a questão do repasse do recurso não só do FNO, mas do FCO (para o Centro-Oeste) e do FNE (destinado ao desenvolvimento dos estados do Nordeste) pelos agentes financeiros oficiais: Banco da Amazônia, no Norte, Banco do Brasil, no Centro-Oeste e Banco do Nordeste. Todos os parlamentares se disponibilizaram a participar da construção de um diálogo construtivo, visando o credenciamento e o repasse regular desses fundos para o desenvolvimento regional. Só no Norte, por exemplo, há mais de 200 agências do Sicoob, Sicredi e outras singulares de crédito. “Essas agências são ferramentas fundamentais para possibilitar que FNO cumpra seu papel constitucional que é o desenvolvimento regional”, argumenta Márcio Freitas.
Atualmente, compete aos bancos oficiais definir valores e datas para fazer os repasses aos bancos credenciados, o que inclui cooperativas de crédito. Na próxima terça-feira, dia 19/12, o presidente do Banco da Amazônia, Marivaldo Melo, deve se reunir, em Belém, com os representantes dos bancos cooperativos, centrais e cooperativas de crédito para esclarecimentos sobre as bases e condições de repasse dos recursos do FNO.
Informações: Ascom OCB Nacional

A Cooperativa Mista dos Condutores Autônomos e Rodoviários de Buburé foi uma das primeiras do Estado a conquistar permissão para o serviço convencional de transporte rodoviário intermunicipal de passageiros. A cooperativa está autorizada para operar nas linhas Itaituba-Altamira, Marabá-Altamira, Itaituba-Santarém e Itaituba-Novo Progresso. Na última terça (12), os cooperados receberam os documentos de autorização e ordens de serviço da Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos do Estado do Pará (ARCON).
Em conformidade com esquema operacional fixo homologado pela ARCON, a cooperativa irá realizar o serviço convencional de longo percurso, cujas linhas apresentam trajetos superiores a 250 km de extensão, utilizando ônibus rodoviário de média capacidade com espaço para 29 a 40 passageiros, assim como de alta capacidade, com mais de 40 bancos. “Não é uma conquista só da cooperativa, mas do Sistema OCB/PA também. Agradecemos muito ao presidente Raiol que me ajudou a erguer a cooperativa com a graça de Deus. O trabalho do presidente está sendo fantástico para alavancar o cooperativismo, assim como o da Central das Cooperativas do Estado do Pará (Cencopa) que foi decisiva para essa conquista”, afirmou o presidente da BUBURÉ, Juvenal Soares.
Na linha Itaituba-Santarém, será disponibilizada uma frota operacional de 10 veículos a atenderem diariamente, com horários de saída às 06h, 16h e 22h. Já a linha Itaituba-Novo Progresso terá uma frota operacional de 6 veículos com horário de saída às 10h, a mesma quantidade para Marabá-Altamira (horário de saída às 07h) e Itaituba à Altamira (horário de saída às 06h).
A Buburé também recebeu os extratos e certidões da Arcon que apontaram para a adimplência total da cooperativa, sem qualquer pendência. “Em uma recessão que o país vive política e financeira, é uma das poucas cooperativas dentro do órgão que não deve conta alguma. Isso mostra o quanto a administração está focada em promover o profissionalismo no ramo transporte. Acompanhamos a gestão que vem reduzindo e cortando gastos, estando na frente de muitas empresas que não conseguem quitar suas dívidas na Agência”, completou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.


A mineração, pecuária, grãos e a agricultura familiar são algumas das atividades praticadas no interior do Pará que tem levado a economia estadual para outro patamar, criando diversos polos estratégicos. Neste contexto, as cooperativas estão sendo decisivas e o Sistema OCB/PA quer estar perto para acompanhar a evolução do setor. Para 2018, a intenção é implantar pontos de atendimentos, analisando municípios estratégicos, nas regiões Oeste e Sul do Pará.
O Sistema OCB/PA já esteve em Santarém com um escritório físico durante dois anos e busca retomar as atividades locais com duas unidades descentralizada, proporcionando uma estrutura que atenda as demandas das singulares da região na formação profissional, promoção social e monitoramento. Ao longo deste ano, o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol realizou diversas reuniões regionais, com as cooperativas de Santarém para debater sobre os principais gargalos.
Ainda no Oeste do Pará, o presidente ainda esteve em Mojuí dos Campos e Belterra. No Nordeste do Estado, ele visitou os municípios de Capanema, Bragança, Viseu, Cachoeira do Piriá e Santa Luzia. "Acompanho as cooperativas
de perto e sentimos a necessidade de ampliar essa presença física do Sistema OCB/PA já nos próximos anos, de modo que se tenha um braço da entidade que chegue com maior celeridade, assertividade e eficiência".
Na região Sul, o presidente realizou um evento em abril com cooperativas dos municípios de Marabá, Itupiranga, Nova Ipixuna, Jacundá e São Domingos do Araguaia, no hotel São Bento, em Marabá. Foi discutido o fortalecimento do setor a partir da intercooperação. Na discussão, um aspecto mais destacado: o compartilhamento de informações e financiamento de ações pelos instrumentos do sistema cooperativista. O exemplo maior é o financiamento que o SICREDI fez para a cooperativa de táxis COOPERTRANS, que renovou a frota com a aquisição de 20 novos automóveis e já planeja a ampliação para 40 táxis, que também será também feito via SICREDI, com juros menores que o mercado.
No Sudeste, Ernandes visitou Curionópolis em reunião com as cooperativas de mineração de Serra Pelada, para discutir meios de se retomar a extração de minérios de modo estruturado, com parcerias que promovam as condições adequadas para prospecção. Ele também esteve em Xinguara, na audiência pública realizada pela Prefeitura Municipal para tratar sobre a participação do cooperativismo no tratamento e destinação dos resíduos sólidos.
Na visita à Marabá, também no Sudeste, o presidente se reuniu com o vice-prefeito, Toni Cunha, sobre a possibilidade de se implantar um ponto de atendimento na região. As articulações estão sendo feitas e a expectativa é que a parceria possa se concretizar. “A parceria será resultado de negociações políticas do relacionamento de alguns anos que tenho com o prefeito Tião Miranda. Dentro das ações a serem implementadas, trabalharemos a questão da reciclagem, nos moldes de Xinguara, que é um modelo interessante. Em relação às cooperativas de transporte, organizaremos o transporte fluvial e rodoviário, tanto de cargas quanto o de pessoas”, explica Ernandes.
O SISTEMA
O Sistema OCB/PA é composto por duas entidades, cada uma com sua função específica e todas sempre trabalhando juntas pelo cooperativismo. A Organização das Cooperativas Brasileiras no Estado do Pará (OCB/PA) promove o cooperativismo junto aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e lidera o movimento dentro e fora do Estado. Sua função é representar as necessidades dos cooperados, proporcionando os benefícios que o cooperativismo é capaz de trazer para as pessoas, para a economia e para o planeta.
Já o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Estado do Pará (SESCOOP/PA) foca no desenvolvimento das pessoas e dos negócios para fortalecer o cooperativismo. É quem formula e oferece cursos de capacitação, com foco na formação profissional, educação cooperativista, gestão e liderança cooperativa, entre outros. “São estes serviços que pretendemos ampliar, de modo que todas as regiões do Estado se beneficiem de forma ainda mais expressiva, tendo a representação física do cooperativismo cada vez mais perto”, conclui Raiol.

