
A parceria entre o Sebrae/PA, Sistema OCB/PA e a Prefeitura de Juruti pretende ampliar a capilaridade de negócios do município. Na última quarta (24), foi feita uma reunião em conjunto para levantar os focos estratégicos de atuação neste ano. O objetivo é buscar soluções para os principais problemas das cooperativas e micro e pequenas empresas, criando um ambiente favorável ao desenvolvimento dos pequenos negócios.
Participaram da reunião o Prefeito exercício, West Lima e o secretariado do município, Michell Martins Gerente Regional do SEBRAE, Ernandes Raiol Presidente da OCB/SESCOOP-PA e Gustavo Hamoy, presidente do IJUS. Sala do Empreendedor, Turismo Cultural (Festribal) e organização da produção oriunda da Agricultura Familiar foram alguns dos principais temas abordados durante o encontro.
“Tenho dito e reafirmado que as parcerias são um elemento decisivo para o sucesso de um empreendimento. Sem parceria, fica bem mais difícil. Por isso, discutimos o que pode ser feito em conjunto, extraindo o melhor de cada entidade conforme sua expertise. A expectativa é que possamos potencializar a capacidade produtiva das cooperativas, em especial do ramo agropecuário, fortalecendo o pequeno produtor”, afirmou Ernandes Raiol.
O presidente ainda visitou a Cooperativa da Agricultura Familiar de Juruti (COOAFAJUR), que trabalha com produtos oriundos da Agricultura Familiar, como verduras, hortifrútis, farinha de mandioca e seus derivados. Em apenas três anos de operacionalização das suas atividades, a cooperativa já conseguiu expandir mercado e a perspectiva é continuar o crescimento. A singular é um dos resultados do Programa de Apoio à Produção Familiar, dos Planos de Controle Ambiental (PCA) da Alcoa, companhia líder global dos segmentos de bauxita, alumina e alumínio. O objetivo da visita foi conhecer a nova diretoria eleita em Assembleia geral no início deste mês.

Fonte: SEBRAE/PA

A aprovação de uma lei própria do setor, participação nas esferas de discussão política e a estruturação competitiva do cooperativismo são apenas alguns dos vários avanços obtidos pela representatividade do Sistema OCB/PA ao longo dos últimos anos. O cenário ainda aponta para muitas necessidades de articulação do setor, mas que precisam do suporte das cooperativas filiadas. A orientação é que as singulares devem permanecer recolhendo a contribuição sindical apesar do fim da obrigatoriedade sancionada na nova lei trabalhista. As cooperativas que optarem pelo não recolhimento serão consequentemente identificadas como inadimplentes, ficando impedidas de acessarem a todos os serviços disponibilizados.
No final do último ano, entrou em vigor a Lei 13.467/2017 (reforma trabalhista), que altera mais de 100 dispositivos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) como uma forma de atender às novas dinâmicas das relações de trabalho e modernizar a legislação. Uma das alterações ocorreu na sistemática da contribuição sindical, cujo recolhimento passou a ser facultativo. A sociedade cooperativa não é mais obrigada a pagá-la.
“Mesmo não sendo obrigatório o pagamento da contribuição sindical é instrumento de fortalecimento do trabalho diário de representatividade cooperativista ante o Estado, bem como perante a própria sociedade e entidades representativas de funcionários. Para que nosso sindicato seja representativo, é preciso que ele tenha força para implementar as políticas necessárias à defesa dos direitos e interesses da categoria representada e, somente com o apoio de suas cooperativas filiadas é possível alcançar todos os objetivos da categoria”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Embora a reforma trabalhista torne o recolhimento facultativo, ela também valorizou e fortaleceu a negociação coletiva, que poderá prevalecer, em alguns pontos, sobre a própria legislação brasileira. A possibilidade de alteração de disposições da legislação trabalhista, nos limites da Lei 13.467/17 e de acordo com as necessidades da cooperativa, por meio das negociações coletivas, é um grande avanço num país que tem diversos níveis de desenvolvimento social e econômico. Assim, as entidades sindicais, após a reforma trabalhista, passaram a ter uma importância muito maior no cotidiano das cooperativas, pois terão maior autonomia para auxiliá-las nas soluções de divergências e harmonização das relações de trabalho.
Além disso, a OCB/PA continuará oferecendo serviços exclusivos às cooperativas, como auxílio em negociações coletivas de trabalho, consultoria jurídica a seus associados, promoção de eventos, cursos e treinamentos, bem como permanecerão exercendo a prerrogativa de colaborar com o Poder Público e participar de órgãos públicos e privados em defesa dos interesses das cooperativas.
“Sem o apoio das cooperativas será impossível a continuidade dos trabalhos, é por isso que toda cooperativa, sindicalizada ou não, deve continuar recolhendo, uma vez por ano, a contribuição sindical patronal em favor de nosso Sindicato, a fim de garantir a manutenção e o fortalecimento do Sistema Sindical Cooperativista”.
O cálculo da contribuição sindical é feito com base no capital social de cada cooperativa. As cooperativas cujo Capital Social é igual ou inferior a R$ 12.199, 50 correspondem ao recolhimento da contribuição mínima de R$ 97,60. As de capital superior a R$ 130.128.000,01 recolhem a contribuição máxima de R$ 45.935,00, de acordo com o disposto no artigo. 580 da CLT.
|
Classe de capital social |
(R$) Alíquotas % |
Parcela a adicionar (R$) |
|
De 0,01 a 12.199,50 |
Contribuição mínima |
97,60 |
|
De 12.199,50 a 24.399,00 |
0,80 |
- |
|
De 24.399,00 a 243.990,00 |
0,20 |
146,39 |
|
De 243.990,00 a 24.399.000,00 |
0,10 |
390,38 |
|
De 24.399.000,00 a 130.128.000,00 |
0,02 |
19.909,58 |
|
De 130.128.000,01 em diante |
Contribuição máxima |
45.935,18 |

Com o objetivo de melhorar as atividades econômicas e cultivos existentes na comunidade do Piranha, no município de Mojuí dos Campos, oeste do Pará, o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Pará (Sebrae) e parceiros, realizaram no último sábado (20) o primeiro Itinerante Rural de 2018. A iniciativa tem a parceria do Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB/PA) e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O presidente Ernandes Raiol esteve presente.
A ação visou levantar o perfil empresarial dos produtores rurais, para com base no resultado, elaborar um plano de ação para melhoria das atividades. Além disso, o conhecimento também foi um dos focos: informações sobre novos mercados foram discutidos, como a venda para a merenda escolar por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).
A comunidade visitada tem como carro-chefe o cultivo de pimenta do reino, e tem planos para o futuro com a exportação dessa produção. Contudo, o Sebrae defende que para chegar nesse patamar há necessidade de desenvolvimento gerencial, técnico e mercadológico, melhorando também a qualidade e produtividade da pimenta.
Fonte: Portal G1

Enquanto os municípios se ajustam à Política Nacional de Resíduos Sólidos, as cooperativas de catadores também precisam se adequar à legislação. Uma das obrigatoriedades previstas para o empreendimento ser considerado devidamente ativo é o registro na Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). Nesta segunda (22), a Cooperativa de Reciclagem de Santarém (COOPRESAN) recebeu visita técnica, que é uma das etapas do processo. Estiveram presentes o Analista do Sistema OCB/PA, Diego Andrade, o Presidente Ernandes Raiol e o Gerente Regional do SEBRAE, Michell Martins.
A cooperativa já existia atuando com a coleta seletiva de material reciclável no aterro sanitário de Santarém. Porém, não estava formalmente organizada. Os cooperados, então, se regularizaram na Junta Comercial do Pará (JUCEPA), com arquivamento de ata e estatuto. Para buscar projetos e acessar financiamento bancário, também se efetuou registrou à OCB.
“A OCB Nacional alterou o método de filiação das cooperativas, inserindo essa visita técnica para verificação da autenticidade dos dados. É uma garantia para a sociedade e para o poder público de que realmente é uma cooperativa regular, com viabilidade econômica do grupo, que produz e exerce a atividade”, afirmou o Analista Diego Andrade.
Após a visita in loco, o técnico preenche a planilha com questionamentos acerca da governança e da gestão da cooperativa a ser encaminhada ao setor jurídico. As informações ficam na base de registro para deferência ou não. Quem autoriza o registro é a diretoria executiva, sendo depois validado também pelos membros do conselho de administração. A verificação posterior permite enquadrar o empreendimento em três status de registro: ativo, cancelado (que teve o registro interrompido) e inativo (não exerce atividade ou não cumpre o estatuto da OCB).
A COOPRESAN possui 87 cooperados, sendo 62 ativos. Eles trabalham com a catação de recicláveis como papel, pets e metais. Atualmente, comercializam o material bruto para somente uma empresa que cedeu o maquinário de prensar. “É uma cooperativa com boa produtividade. Porém, pela ausência dos equipamentos necessários, ainda não pensam na verticalização. Vamos trabalhar nessa perspectiva de evolução, estruturando a parte organizacional da cooperativa com a linha de cursos básicos e de governança”, explicou o presidente Ernandes Raiol.


Sentar à mesa e ter um prato de comida parece algo tão trivial para alguns que até se esquecem de agradecer pelo que comem, mas esta não é realidade de 46% da população da cidade de Afuá, localizada na Mesorregião do Marajó, que convive diariamente com alarmantes Índices de Desenvolvimento Humano. Seis municípios da Região, inclusive, estão entre os oito últimos IDHs do Brasil. Afuá é um deles. Para proporcionar momentos mais felizes nas festas de fim de ano, a Unimed João Monlevade, de Minas Gerais, e a Paróquia Nossa Senhora da Conceição organizaram uma grande campanha de arrecadação de alimentos no último mês. Foram recolhidos cerca de R$ 88mil destinados para mais de mil famílias de Afuá, as quais receberam cestas com gêneros alimentícios de primeira linha.
O município de Afuá foi escolhido em decorrência de parceria criada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) entre dioceses mais estruturadas e outras que possuíam extrema necessidade, na década de 70. A prelazia de Marajó é Igreja irmã da Diocese de Itabira – Coronel Fabriciano e a Paróquia Nossa Senhora da Conceição em João Monlevade, desejosa de aumentar a proximidade, participou da 2ª Edição da Campanha Natal Sem Fome – “Quem tem fome pressa!” “Morei dois anos em Afuá e conheci algumas realidades de comunidades ribeirinhas. A paróquia local já executava a campanha desde 1988. Quando voltei para Itabira, propus que minha paróquia seria pelo menos prima de uma das dez paróquias do Marajó. Adotamos esse gesto concreto. Fizemos duas edições da campanha e já tivemos resultados muito satisfatórios” afirmou o Padre Marco José de Almeida.
A Cooperativa Unimed João Monlevade abraçou a campanha e passou a coordenar a iniciativa em conjunto com a Paróquia. A segunda edição arrecadou R$ 87.705,85, dos quais cerca de R$40mil foi conseguido pela Unimed e outros parceiros como a cooperativa CREDMEPI e associações comercias. Foram selecionados alimentos de valor nutricional componentes da realidade de Afuá, como farinha de mandioca e charque, arroz, óleo, feijão, café e açúcar. A cesta continha produtos de primeira linha cuja cotação foi de R$ 101, 00 cada.

Os itens foram comprados através do fornecedor Districon Alimentos, com sede em Macapá, que também se solidarizou e doou mais de 20 cestas, além do traslado de Macapá até Afuá. No mês de setembro, ocorreu uma missão preliminar no município para se conhecer de perto a realidade local. A visita teve acompanhamento de médicos que realizaram atendimentos e palestras de saúde.
Inicialmente, a estimativa da campanha era arrecadar R$45mil, mas o valor chegou aproximadamente ao dobro. Seriam beneficiadas apenas 450 famílias, mas com o aumento da arrecadação, 1.012 casas receberam as cestas de alimentos em comunidades carentes de Afuá. De acordo com a Gerente Geral da Unimed JM, Aparecida Barbosa, o sucesso da campanha foi decorrente da união de diversos parceiros. “Elaboramos um planejamento comunicacional, utilizando veículos de rádio e jornal, através dos quais conseguimos abrir um espaço para sensibilizar a população a sair da zona de conforto, repensar o olhar sobre a generosidade, a compaixão com o outro. Lançamos a campanha no dia 19 de novembro, em todas as oito paróquias, data instituída pelo Papa Francisco como o Dia Mundial dos Pobres”.
O município apresenta alto índice de analfabetismo, em especial na faixa etária de 10 a 14 anos. Mais de 40% da população não tem acesso à educação. Afuá também sofre com a violência infantil, prevalência do tráfico de drogas, de armamentos e crianças, assim como vulnerabilidade a doenças já erradicadas em outros lugares. Em decorrência de políticas locais, desde a década de 90, o município vive forte êxodo rural, o que provocou um processo descontrolado de ocupação irregular da cidade.

“Vivenciamos de perto a carência educacional, bastante distante do que vivemos em João Monlevade. Levamos folders, cartazes e cartilhas para trabalhar temas importantes, mas nos sentimos impotentes devido o alto índice de analfabetismo. A cidade não tem água potável, nem rede de esgoto, tornando-a fonte muito grande de doenças. Percebemos ainda a questão do descaso das autoridades e ausência do Estado. A fome é recorrente para 46% dos munícipes que vivem em estado de pobreza extrema e miséria absoluta”, completou Aparecida.
Apesar de ser um projeto pontual, a Unimed João Monlevade estuda a possibilidade de manter uma parceria com Paróquia Nossa Senhora da Conceição que não seja apenas assistencialista, mas também sustentável. Como a atividade econômica predominante em Afuá é o cultivo e extração do açaí, um dos projetos possíveis é a criação de uma cooperativa do ramo em parceira com o Sistema OCB/PA e o Sebrae/PA, o que acabaria com a necessidade de atravessadores, aumentaria o nível de profissionalização da atividade e desenvolveria a autossuficiência econômica.
“Ficamos muito felizes com a iniciativa da Unimed e da Paroquia Nossa Senhora da Conceição que se propôs a vir de tão longe proporcionar momentos inesquecíveis para paraenses de regiões carentes. É evidente que o Sistema OCB/PA está totalmente disponível para auxiliá-los nessa empreitada, agregando ainda mais parceiros que possam promover auxílio social, mas também profissional. O cooperativismo, por si só, é capaz de transformar a miséria em desenvolvimento socioeconômico”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.


Apesar da leve melhoria dos números da economia brasileira, o desemprego continua em alta e um dos resultados disso é a inadimplência. O ramo educacional é um dos que mais sofre por especificidades da constituição que impede o rompimento de contrato dos devedores ao longo do ano. No Colégio Batista de Santarém, por exemplo, a inadimplência teve variações, chegando até 30%. Para diminuir esses números, a Sociedade Cooperativa de Educação Sóstenes Pereira de Barros, mantenedora do Colégio, ofertou promoções mais vantajosas para facilitar o pagamento e investiu em parcerias fortes como o Positivo e o Sistema Equipe. Já a Cooperativa dos Educadores Autônomos de Castanhal (CEAC) oferece preços mais acessíveis de mensalidade em relação ao mercado. Ainda tem o diferencial de Programas Educacionais como o Cooperjovem, o que fez aumentar o ingresso de alunos e segurar a média de inadimplência no máximo de 5%.
O Colégio Batista encerrou o último ano com 693 alunos matriculados. A meta estipulada em Planejamento Estratégico elaborado junto ao Sistema OCB/PA é atingir 800 alunos, mas a crise teve fortes efeitos em Santarém. “Tivemos problemas com a inadimplência que oscila muito. Em outubro e novembro tivemos as maiores taxas, chegando próximo de 30%. Se conseguirmos alcançar a meta do planejamento de no mínimo 800, caminharemos com mais folga financeira”, afirmou a presidente da Sóstenes, Carlina Fialho.
De acordo com Carlina, o Colégio aproveitou dezembro como mês promocional, oferecendo alguns atrativos. Os pais que matricularam os filhos antecipadamente pagaram o mesmo valor da mensalidade do ano de 2017. Para aproveitar a promoção, muitos pais inadimplentes procuraram a cooperativa para negociar e quitar as dívidas. Na próxima semana, também se iniciará uma nova campanha comemorativa aos 70 anos da instituição com o objetivo de prospectar novos alunos. A matrícula já será o valor da primeira mensalidade e o restante das 11 parcelas terá desconto de 50%.
Durante as sete décadas de sua existência, o Colégio se tornou tradicional no município na Educação Infantil, Ensino Fundamental 1 e 2, assim como Ensino Médio. É uma escola confessional, que mantém a filosofia cristã e evangélica, assim como os princípios do cooperativismo. Um dos diferenciais é o forte investimento no ensino a partir de parcerias como o Sistema Positivo, de Curitiba, que fornece o material didático para o Ensino Fundamental. Já o Sistema de Ensino Equipe de Belém, que ocupa o primeiro lugar do Estado em aprovação no Enem e terceiro do Brasil, fornece o material didático do Ensino Médio.

CEAC
Já a Cooperativa dos Educadores Autônomos de Castanhal (CEAC) teve um ano positivo, apesar da crise. Houve um crescimento considerável de alunos nos seis núcleos que possui, terminando 2017 com uma média 547 alunos. A expectativa é manter o mesmo número, trabalhando a educação Infantil com crianças de 4 e 5 anos e o fundamental menor, do primeiro ao quinto ano.
Um dos atrativos é o preço trabalhado pela cooperativa, que, em virtude disso, não sentiu o impacto negativo da crise. A inadimplência teve índices muito baixos. “Estamos crescendo em Castanhal em vista da qualidade de ensino e as mensalidades com preços mais acessíveis. Nosso público alvo é a classe média. Também não trabalhamos com boleto. Os pais pagam diretamente na Escola e possuem maiores facilidades por isso, como os descontos nas mensalidades quitadas antes do vencimento. Também fazemos negociação direta e não cobramos os juros”, afirmou a presidente da CEAC, Kátia Santos.
O Programa COOPERJOVEM, desempenhado em parceria com o Sistema OCB/, Instituto SICOOB e SICOOB Cooesa, é o carro-chefe da cooperativa, através do qual utiliza o cooperativismo como a forma de trabalho. Na escola, os alunos aprendem sobre os valores da cooperação, do respeito e da ajuda mútua. De acordo com Kátia, a parceria com o SICOOB aprimorou ainda mais o Programa a partir dos treinamentos com os professores, premiação para produções dos alunos e projetos educacionais.
Uma das metas da CEAC é aumentar a estrutura física e o atendimento educacional, disponibilizando o Ensino Fundamental maior. O planejamento estratégico ainda está sendo elaborado, mas a intenção é adquirir uma nova sede que possa receber todos os alunos egressos do quinto ano em todos os seis núcleos da cooperativa. “É uma demanda levantada pelos próprios pais, desejosos por continuar conosco, mas ainda não temos esse espaço. Vamos discutir com os cooperados para identificar as melhores formas de se executar essa expansão. Queremos inserir essa clientela o quanto antes”, conclui Kátia.

As Assembleias Gerais são um dos principais mecanismos para a garantia de uma gestão democrática, que define o regime de cooperativas. Contudo, elas seguem alguns procedimentos padrões que devem ser obedecidos para o registro da Assembleia ser validado. O Sistema OCB/PA está disponibilizando sua equipe técnica para auxiliar as cooperativas em todas as etapas desse processo e garantir a legitimidade das AGOs. Basta enviar formulário com os dados preenchidos da Assembleia para que se possa atender organizada e antecipadamente.
A gestão democrática é um dos sete princípios que regem o modelo de negócio cooperativista. Todas as ações são decididas em conjunto, priorizando sempre o bem comum dos associados. E é nas Assembleias Gerais Ordinárias que esse princípio é colocado em prática. As AGOs são a oportunidade de balanço das atividades do exercício anterior e de planejamento para o ano que se segue.
Como entidade máxima de representação sindical, política e cooperativista, a OCB/PA deve acompanhar o andamento dos processos gerenciais decisivos do setor. De acordo com o Presidente Ernandes Raiol, a participação da OCB/PA pode ser decisiva para o planejamento estratégico dos cooperados. “É indispensável que, como cooperativistas que somos, tudo seja feito de modo coletivo, considerando desde os cooperados até as entidades responsáveis pelo desenvolvimento econômico, social e político dos ramos de atividade específicos. Nossa diretoria executiva está totalmente disponível para ouvir as cooperativas, contribuindo no que for possível para a viabilidade dos projetos, gerando competitividade, progresso financeiro e, consequentemente, felicidade”.
As realizações das Assembleias Gerais partem de um caráter de dispositivo de lei. O Artigo 44 da Lei 5.764/71 regulamenta e normatiza essas reuniões. Além disso, para a tomada de qualquer decisão, a comunicação é necessária, como também é imperativo que uma organização de pessoas não pode funcionar sem haver um instrumento de trabalho que represente a coletividade. “É o que possibilita o intercambio de ideias e experiências. É possível, através da discussão coletiva, ouvir as sugestões dos cooperados, as alternativas possíveis e outros caminhos que eles enxergam. Com isso, a tendência é um aumento de produtividade: todos colaboram com todos. Os associados se sentem pertencentes do empreendimento, como, de fato, devem ser. Isso é cooperativismo”.
Para receber a diretoria da OCB/PA, deve-se enviar as solicitações para o e-mail secretariaparacooperativo.coop.br com a data e os respectivos editais. No mês de abril, o Sistema OCB/PA irá realizar a AGO do setor, reunindo todas as cooperativas do Estado.

O investimento em tecnologias é um dos diferenciais competitivos da Cooperativa Médica Unimed Belém, que lançou um aplicativo para facilitar o atendimento aos usuários da singular. Através da plataforma, é possível acessar diversos serviços como aquisição de planos, tirar segunda via de boletos e conferir as atualizações do guia médico. O aplicativo “Unimed Com Você” é exclusivo para utilização dos beneficiários de planos de saúde.
Para acessá-lo, o usuário que já possuir login no Canal do Beneficiário terá de informar o número da carteirinha e a sua senha cadastrada. Caso ainda não possua, poderá fazer o seu autocadastro para ter acesso ao aplicativo.
As funcionalidades da ferramenta são várias. No Guia Médico, o usuário pode realizar buscas por localidade, tipo de recurso (como por exemplo, hospitais, clínicas, laboratórios e serviços especializados), especialidade, nome do prestador e bairro. A partir da seleção dos dados, aparecem as informações do serviço buscado. O usuário pode reportar correção, como atualização de endereço e telefone do médico. Outra funcionalidade disponível é a possibilidade de fazer ligação diretamente para o local de atendimento e visualizar a localização. O usuário também saberá a distância do local do atendimento com relação ao ponto onde se encontra, com a liberação de acesso do aplicativo à localização. A busca pode ser realizada, também, por letra e as informações pesquisadas pode serão compartilhar com outros contatos.
“Essa é uma tendência mundial em termos de evolução de tecnologia. A Unimed não poderia ficar de fora sem acompanhar isso no sentido de atingir benefícios para os nossos usuários e também, tentar reduzir a avalanche de beneficiários que vão até os nossos postos de atendimento. Como, hoje, o Brasil tem mais celulares do que habitantes, acompanhamos as grandes empresas que já mandam seus boletos por sms, e-mail. Nós também adquirimos essa plataforma e estamos aplicando-a”, afirmou o Vice-presidente da Unimed Belém, Antônio Travessa.
Ainda na seção “Guia Médico”, o usuário pode marcar o tipo de atendimento ou o médico para que apareça em sua lista de favoritos, clicando no ícone "estrela", no campo superior direito do Guia. O aplicativo apresenta também uma Carteirinha Virtual, disponível para consulta dos dados do beneficiário. O titular também pode ter acesso às carteirinhas de seus dependentes. Em alguns prestadores, pode ser que a apresentação da carteirinha física seja necessária. É sempre importante estar com o documento de identidade no momento do atendimento.
Através da plataforma, é possível emitir a 2ª via de boleto para pagamento referente ao mês vigente. Clicando na opção “Urgência/Emergência”, o guia já realiza busca automática por rede de atendimento nesta categoria. Na área “Unimed mais Próxima”, indica-se a sede administrativa da Unimed mais perto do local onde está o usuário mediante autorização de acesso à localização.
“Apesar de ser recente, já percebemos uma melhora significativa. Estamos vendendo muitos planos via plataforma online. Inclusive, temos um box no shopping Boulevard com todo o sistema informatizado para que o cliente se cadastre e verifique o melhor plano para operacionalizar tudo pela internet”, completou Travessa.
Na seção “Meus Dados”, é possível ter acesso a nome do beneficiário, data de nascimento, número do Cartão Nacional de Saúde (CNS), número da carteirinha, dentre outros dados para exibição. Lança o Extrato de Utilização, exibindo as informações referentes à utilização do plano nos últimos 12 meses e o Extrato de Coparticipação, com as informações referentes ao valor a ser pago do plano no mesmo período.
“É uma medida muito propícia, nesse mundo das novas mídias, para a Unimed Belém chegar mais próximo dos seus clientes e se comunicar de forma mais assertiva, atendendo com maior agilidade dinamismo e eficiência. Como um usuário da Unimed que sou, fiquei bastante satisfeito com o aplicativo”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

A Copa do Mundo da FIFA Rússia 2018 terá início no dia 14 de junho, na Rússia, mas, no Brasil, os preparativos do evento já começaram com o lançamento da promoção Sicredi Visa. O cartão Visa, emitido pelo Sicredi, instituição financeira cooperativa que possui mais de 3,7 milhões de associados e atuação em 21 estados brasileiros, lança a promoção “Juntos na Rússia com seu Cartão Sicredi Visa”, que terá vigência até 18 de abril de 2018. Nela, mais de dois mil prêmios serão sorteados, como bolas oficiais da Copa do Mundo da FIFA Rússia 2018 da Adidas, vouchers de compras e pacotes de viagem para ir ao evento esportivo, cortesia Visa.
Para participar, é necessário ter o cartão Sicredi Visa, pessoa física ou pessoa jurídica, e cadastrar-se pelo site www.promocaosicredivisa.com.br ou pelos telefones 0800 6427161 e 4020 7161. As transações na função crédito e débito que acumularem um valor mínimo de R$ 120,00 em compras por semana receberão um número da sorte.
“A promoção tem entre seus objetivos beneficiar o associado que faz o uso do cartão como forma de pagamento no dia a dia, afirma Eduardo Goni, gerente da Sicredi Cartões.
A ação da Visa em parceria com o Sicredi já ocorreu nas edições de 2010 e 2014. “Por patrocinar o evento por mais de 10 anos, sabemos da importância e da expectativa que a Copa do Mundo da FIFA gera nos brasileiros. É com muita satisfação que estendemos os benefícios desse patrocínio ao Sicredi e assim possibilitar que seus associados vivam um momento único na Rússia. Vamos repetir, com certeza, o sucesso das edições anteriores com essa nova campanha”, aposta Eduardo Barreto, vice-presidente de Desenvolvimento de Negócios da Visa do Brasil.
Sobre o Sicredi
O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão valoriza a participação dos 3,7 milhões de associados, os quais exercem um papel de dono do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 21 estados*, com mais de 1.500 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros. Mais informações estão disponíveis em www.sicredi.com.br.
*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.
Sobre a Visa
Visa Inc. (NYSE:V) é a empresa líder em pagamentos digitais no mundo. Tem como missão conectar o mundo por meio do que há de mais inovador, confiável e seguro em meios de pagamentos – permitindo que pessoas, negócios e economias prosperem. Conta com avançada rede de processamento global, a VisaNet, oferece pagamentos seguros e confiáveis em todo o mundo e é capaz de processar mais de 65.000 transações por segundo. O foco implacável da empresa em inovação é um catalisador para o rápido crescimento do comércio conectado em qualquer dispositivo e uma força motriz por trás do sonho de um futuro sem dinheiro em papel para todos, em todos os lugares. À medida que o mundo passa do analógico para o digital, a Visa insere sua marca, produtos, pessoas, rede e escala para remodelar o futuro do comércio. Para mais informações visite www.visa.com.br, nossa página no Linkedin ou siga-nos no twitter @VisaNewsBr

Com a meta de atingir todo o Pará no reaproveitamento de madeiras de áreas suprimidas por barragens, mineração, ferrovias e outros grandes projetos, a Cooperativa da Indústria Moveleira e Serradores de Parauapebas (COOPMASP) está 100% regularizada com os órgãos regulatórios da atividade. Nesta semana, a Diretoria negociou o parcelamento da dívida junto ao Sistema OCB/PA para acessar todos os serviços disponibilizados pela entidade máxima de representação do cooperativismo no Estado.
O total da dívida era de R$ 7mil. Para facilitar o pagamento, o valor será divido em 13 parcelas de R$ 350,00. “Conseguimos encontrar uma forma mais viável para a cooperativa que compreendeu a necessidade de valorizar o sistema na região e da importância de se estar ligado à entidade. Poderemos contar com apoio da organização na questão jurídica, contábil, assim como participar de treinamento e cursos. Foi o que nos motivou a buscar a regularidade”, afirmou o presidente da COOPMASP, Sérgio Ferreira.
Além do Registro e Filiação prevista pela lei 5.764/71, o Sistema OCB/PA também atua na Representação e Defesa Sindical; Fomento do cooperativismo através de consultorias, palestras e apoio técnico à gestão; Representação política e econômica; Consultorias Jurídica, Contábil e Comunicacional; Monitoramento e desenvolvimento de cooperativas através de programas de auxílio à Gestão e Governança Cooperativa. As ações são dividas no Tripé de Formação Profissional, Promoção Social e Monitoramento.
Uma das demandas levantadas pela COOPMASP é o curso de Contabilidade Para Cooperativas, que será feito junto a outras singulares de Parauapebas para aproximar mais o Sistema OCB/PA das regiões Sul e Sudeste.
No último mês, a cooperativa completou 20 anos. É a única singular que trabalha no ramo dentro da Região Norte. Através dela, se criou o polo moveleiro de Parauapebas com os cooperados que formam 96 movelarias instaladas em uma área de 250mil metros. A cooperativa presta serviços na parte de gerência do polo, garantindo acesso a infraestruturas básicas como água, asfaltamento e luz, além de organizar o licenciamento dos cooperados. O principal produto é a serragem da madeira para o moveleiro a preço de custo. A unidade da cooperativa tem capacidade de serrar 35metros cúbicos por dia.
Os cooperados é quem transformam a madeira em moveis coloniais, rústicos e de fino acabamento. A cooperativa cede a madeira. A transformação segue os procedimentos estipulados pela Secretaria de Meio Ambiente. Cada tora gera 35% de madeira boa reaproveitável e 55% vira resíduo industrial. A ideia no futuro é que a cooperativa, quando tiver madeira suficiente, seja responsável por capitalizar empresas para distribuir no polo.
Madeira Legal
Após uma longa espera, que perdurou por duas décadas, o Polo Moveleiro de Parauapebas começou a reescrever a sua história com a assinatura do termo de cooperação com a Vale no último ano, que permite a doação de madeira legal da empresa para a COOPMASP. A parceria prevê a geração de cerca de 400 empregos diretos pela necessidade de contratação de trabalhadores para a construção de moveis diante da doação de dois mil metros cúbicos de madeira das mais variadas espécies, suprimidas do solo da Floresta de Carajás, devidamente autorizado pelo órgão ambiental, para dar espaço à mineração.
O projeto tem apoio da Vale, da Prefeitura Municipal de Parauapebas, Governo do Estado, OCB, Alepa e ICMBio.“A intenção é que tenhamos capacidade para canalizar toda a madeira que sai da área da mineração. Já serramos 200m cúbicos em cinco meses, que corresponde a 25% do projeto. Deste percentual, 50% dos moveleiros já foram beneficiados com as madeiras. O termo tem duração de um ano, podendo ser renovado. Desde o início do projeto, só a Serraria da cooperativa já contratou 15 funcionários. As marcenarias, também acabam contratando mais”, afirmou o presidente Sérgio Ferreira.

Os aumentos sucessivos do preço da gasolina, as despesas para manutenção do aplicativo e a queda no faturamento foram fatores decisivos para que os associados das cooperativas de táxi da Região Metropolitana não aderissem à plataforma lançada pelo Sindicato dos Taxistas de Belém, no final do ano passado. O aplicativo oficial da categoria na capital paraense garante desconto de 30% nos valores das corridas, que é avisado previamente aos usuários a exemplo de outros como Uber e YetGo. Para tentar burlar os números negativos, as cooperativas planejam outras ações como promoções e uso de aplicativos próprios que facilitam a solicitação do serviço, o pagamento e o monitoramento do percurso.
O Sindicato informou que a onda de aplicativos de transporte de passageiros causou uma perda de 60% das corridas dos taxistas. Muitos estavam devendo para bancos, entraram em crise e tiveram de vender seus carros. Do total dos taxistas, 43% dos taxistas possuem idade acima de 50 anos e, principalmente os idosos, precisavam de uma alternativa. Por isso, o sindicato decidiu desafiar a concorrência.
“Nós tivemos muito prejuízos com essa diminuição no faturamento. É totalmente inviável conceder descontos nas viagens com a crise que passamos. Além disso, tivemos o aumento da gasolina, dos impostos e tributos. A despesa está muito alta. Não podemos pagar para trabalhar. Vamos investir em outras estratégias para abranger mais clientes como promoções, porém, não há como aderir ao app, nem como conceder desconto”, afirmou o Diretor Administrativo da Cooperativa Dos Taxistas da Duque de Caxias (COOPERDUQUE), José Moreira.
De acordo com o Diretor da COOPERDUQUE, houve uma perda de 45 a 50% das rendas diária e mensal, o que também levou a uma diminuição do quadro funcional da cooperativa, que já demitiu seis colaboradores desde a chegada dos novos aplicativos. Em contrapartida, a cooperativa também dispõe de aplicativo próprio no mercado, através do qual é possível visualizar a média do preço a ser cobrado, o deslocamento do veículo até o local de início do percurso, assim como o deslocamento até o destino final. A Cooperativa dos Motoristas de Táxi da Doca (COOPERDOCA), que também não aderiu ao App 'táxi.belem', possui aplicativo semelhante que ainda permite escolher a forma de pagamento, se no dinheiro ou cartão de crédito.
As cooperativas se apoiam no diferencial competitivo de segurança na execução do serviço. “Se eu estiver em mosqueiro e meu filho em Belém, posso solicitar um dos nossos táxis para buscá-lo mesmo de longe, rastreando o carro em todo o percurso. Também pago pelo aplicativo, dependendo do acerto com a Cooperdoca, e tenho a segurança de poder confiar em um empreendimento devidamente regularizado, com muito tempo de mercado, que faz uma vistoria constante nos carros, diferente dos motoristas desses aplicativos que nem regulamentados são”, afirmou o presidente da COOPERDOCA, Ewerson Lobato.
Projeto de Lei
O projeto que regulamenta os aplicativos de transporte continua parado no Congresso Nacional, apesar de já ter sido aprovado pelo Senado em 2017 com quatro alterações em relação ao texto que havia sido aprovado na Câmara dos Deputados: o fim da obrigatoriedade da placa vermelha, da exigência de que os carros usados sejam de propriedade dos condutores, da necessidade de licença municipal para a atuação dos aplicativos e da restrição territorial para que um carro emplacado em um município possa pegar passageiros em outra região metropolitana. Devido às alterações, o projeto teve que voltar para a Câmara e ainda não entrou na pauta da Casa.
Para o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado do Pará (OCB/PA), Ernandes Raiol, o assunto deve ser o mais rapidamente discutido em âmbito político. “Precisamos de uma definição no sentido de regulamentação da atividade para uma concorrência não desleal, salvaguardando os direitos da categoria. A concorrência é importante para a população ter opções melhores de transporte, forçando até mesmo as cooperativas a se adequarem, mas deve partir de um pressuposto de igualdade de direitos e deveres. Os taxistas não podem continuar pagando devidamente seus impostos enquanto outra categoria trabalha sem qualquer conformidade constitucional”.

No último ano, a Cooperativa da Agricultura Familiar de Juruti (COOAFAJUR) teve um crescimento significativo de 67,53% nas suas vendas. Os dados do último exercício foram apresentados durante a Assembleia Geral Ordinária (AGO) da cooperativa, ocorrida na última segunda (08). Foram repassados o relatório de gestão, o balanço de 2017 e a destinação dos resultados, assim como eleição do novo conselho de administração e do conselho fiscal. Na oportunidade, também ocorreu uma Assembleia Extraordinária para revisão de estatuto.
A COOAFAJUR trabalha com produtos oriundos da Agricultura Familiar, como verduras, hortifrútis, farinha de mandioca e seus derivados. Em apenas três anos de operacionalização das suas atividades, a cooperativa já conseguiu expandir mercado e a perspectiva é continuar o crescimento. A cooperativa é um dos resultados do Programa de Apoio à Produção Familiar, dos Planos de Controle Ambiental (PCA) da Alcoa, companhia líder global dos segmentos de bauxita, alumina e alumínio. O Programa é executado no Município de Juruti, em parceria com o Instituto Vitória Régia-IVR que realiza as atividades de Assistência Técnica Rural. A Alcoa canaliza 40% da produção da cooperativa e os outros 60% são destinados ao mercado local, no município.
A Nova Diretoria está assim composta: Ivan da Silva Pimentel como Presidente e Marliane das Chagas Soares como Vice Presidente. Diretor de Produção: João Alexandre Bentes de Souza. Diretor Administrativo e Financeiro: Sônia Maria Lima do Nascimento
“Tivemos um crescimento bastante positivo se considerarmos os quatro anos de constituição e três anos de funcionamento da cooperativa. A primeira diretoria conseguiu alavancar bastante o negócio. Precisamos ressaltar o apoio do Instituto Vitória Régia, instituição de Belém com escritório em Juruti que nos ajudou desde a constituição”, afirmou o novo presidente.
Na AGO, a Diretoria anterior fez o demonstrativo dos três anos de atuação, mostrando pontos positivos e negativos, como a demanda pela busca de novos mercados. Em relação à destinação dos resultados, os cooperados aprovaram que o recurso ficasse na própria cooperativa como fundo de reservas para reinvestimento na compra de insumos para a produção.
Na Assembleia Extraordinária, foram realizadas alterações estatutárias conforme resultados obtidos do Programa de Acompanhamento de Gestão de Cooperativas (PAGC). Definiu-se pela diminuição do tempo de mandato de quatro para três anos. Também foi feita a alteração na razão social da cooperativa, onde era identificada como do ramo trabalho por regulamentação da Junta Comercial do Pará (JUCEPA). Contudo, os cooperados conseguiram provar que se trata de um singular do ramo agropecuário. A Nova Diretoria ainda irá marcar uma nova assembleia extraordinária para apresentar o plano de trabalho dos próximos três anos.

A Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), em âmbito nacional, selecionou produtos singulares de cooperativas do país para presentear presidentes e superintendentes das unidades estaduais da entidade. Entre grandes potências do setor, como Central Aurora de Alimentos, Frimesa e Cooxupé, o kit contém a produção da Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu (CAMTA), que é a representante paraense e da Região Norte. Com 84 anos de existência, ela é referência em Sistemas Agroflorestais.
No kit montado pela OCB Nacional, foram enviados vinho e salame da Central Aurora de Alimentos, que é a 17ª maior empresa do Sul do país; O Queijo Parmesão da Frimesa, que foi eleito o melhor Parmesão do Brasil por três anos consecutivos no Concurso Nacional de Produtos Lácteos, em Minas Gerais, assim como o Café Prima Qualità Mister, produzido pela Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé), a partir de grãos 100% arábica selecionados do Sul de Minas.
O produto da CAMTA foi o kit de geleias 100% natural, nos sabores Cupuaçu, Goiaba e Açaí. A Cooperativa já tem uma larga experiência em processos de exportação. Ela vende para outros países desde 1955. Os principais consumidores externos são o Japão, Estados Unidos e a Alemanha. Também são consumidores a Argentina, Israel e Canadá.
“Para o cooperativismo paraense, é um sinal de que estamos avançando, de modo a estar lado a lado com grandes empreendimentos do setor. Temos consciência de que há muito para avançar, mas estamos no caminho certo. Os intercâmbios promovidos nos aproximam dessas boas práticas de gestão, além de proporcionarem possibilidades maiores de intercooperação. O crescimento é uma consequência disso”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

O Diário Oficial da União publicou, na última sexta (05), a Lei Complementar que permite que cooperativas financeiras recebam depósitos de prefeituras e órgãos ou entidades/empresas controladas pelos municípios. Também estão autorizadas a gerirem as disponibilidades financeiras do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (SESCOOP). Antes da medida, as cooperativas eram autorizadas apenas a prestar serviços como arrecadação de tributos e pagamento da folha de proventos dos servidores. Com o acesso aos depósitos, fica vedada somente a concessão de empréstimos.
A captação desses recursos municipais está limitada, segundo a lei, ao valor hoje garantido pelo Fundo Garantidor das Cooperativas de Crédito (FGCoop) de R$ 250 mil por depositante, seja pessoa física ou jurídica. Para montantes superiores a esse valor, o dispositivo abre a possibilidade para o Conselho Monetário Nacional (CMN) disciplinar, por meio de regras prudenciais, como as cooperativas de crédito poderão fazer a captação.
A conquista é um marco histórico para o cooperativismo brasileiro, especialmente para o Ramo Crédito. “A OCB, com o apoio fundamental da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), conseguiu mostrar ao Congresso Nacional a relevância das cooperativas de crédito para economia dos municípios, sendo que em mais de 500 deles, essa conquista representa a sobrevivência econômica da região”, avalia o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas.
Distribuídas por todo país, as cooperativas de crédito, instituições financeiras sem fins lucrativos, reguladas e fiscalizadas pelo Banco Central do Brasil, reúnem mais de 9 milhões de cooperados, com ativos, em 2017, na ordem de R$ 220 bilhões, depósitos de R$ 103 bilhões e empréstimos de R$ 81 bilhões, estando presentes e devidamente estruturadas em aproximadamente 95% dos municípios, com mais de 5,5 mil pontos de atendimento.
Texto: Ascom OCB

A destinação de resíduos sólidos e orgânicos, que é um problema ambiental para muitos municípios, vem se tornando solução de inclusão econômica e social para Vigia. São coletados todos os meses uma média de 75 toneladas de material a ser reciclado, além de 24 toneladas de ossos bovinos e 4mil litros de óleo que são comercializados, através da Cooperativa dos Catadores de Materiais Recicláveis de Vigia de Nazaré (RECICRON), com empresas para fora do Estado. Pelos serviços prestados ao longo de 6 anos de existência, a cooperativa recebeu a mais alta honraria do Poder Legislativo com a Medalha de Mérito “Barão de Guajará”, no último sábado (09). O presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, prestigiou a sessão.
A Comenda é outorgada pela Câmara às personalidades que realizaram assináveis benefícios que enalteceram o nome ou honraram a história de Vigia. A outorga ocorreu em Sessão Solene no Palácio Legislativo “Trem de Guerra”, no último sábado, quando se comemorou o Aniversário de Vigia. A cooperativa faz o trabalho de coleta seletiva e de orientação acerca das melhores práticas ambientais de tratamento do lixo. Atualmente, são 17mil casas cadastradas no projeto de coleta, executado diariamente pela RECICRON.
“Alguns anos atrás ninguém acreditava que a cooperativa fosse permanecer por muito tempo, mas o trabalho foi crescendo e se tornou uma questão de utilidade pública. Vieram parceiros de fora, como o projeto da Coca-Cola e a Farinorte, que fechou parceria conosco. É um trabalho de suma importância para os empresários que não tinham uma alternativa para destinar os resíduos. Através da cooperativa, surgiu essa alternativa”, afirmou a Diretora de Projetos, Maria Damiana Silva.

Nas empresas que compram o material, os ossos bovinos vindos de frigoríficos da região são beneficiados em ração para peixe e o óleo, coletado em padarias, restaurantes e lanchonetes, é destinado à produção de biodiesel. “Também estamos conseguindo um volume bem melhor das residências após muito trabalho de conversa, sensibilização e educação. Com isso, mudamos a realidade da comunidade local porque não tinham o costume de fazer essa coletiva seletiva, nem mesmo sabiam a diferença entre o sólido, o orgânico e reciclado. Não sabiam o quanto é grave o ato de jogar óleo no rio. Hoje, já nos entregam o resto do óleo organizadamente em garrafas pets”.
A intenção é que a cooperativa também opere a verticalização dos resíduos. A Diretoria está traçando as metas em planejamento, mas já espera que se consiga adiantar o processo de implantação de uma mini-usina de processamento ainda em 2018. A cooperativa tem recurso aprovado pela FUNASA para receber todos os equipamentos de nivelamento para tratar o lixo. Já a Fundação do Banco do Brasil destinará recurso para a mini-usina de beneficiamento do óleo, onde será refinado para produção do biodiesel de forma direta.
De acordo com Damiana, a Câmara Municipal deliberará já na próxima sessão acerca do processo de doação de uma área para cooperativa instalar o próprio galpão. Enquanto isso, a Prefeitura assinou convênio para reforma do atual espaço. Com a expansão, a cooperativa planeja atingir outros municípios vizinhos como Colares e São Caetano, abrangendo a coleta nestas localidades para poder atender a uma demanda maior. As outras singulares pertencentes à mesma Rede da Recicron, a Recicla Pará, também poderão ser inseridas neste processo.
A RECICRON possui 24 cooperados, sendo 5 homens e 18 mulheres. Para o presidente Jildaro Siqueiro Souza, a parceira com o Sistema OCB/PA foi fundamental nestas conquistas. “Quem quer ter visão do que é cooperativismo, de que forma agir e crescer, precisa da parceria da OCB/PA, que é o órgão especifico desta área. Os profissionais, além de serem pessoas competentes, cientes do que fazem, também são amigos. Quando começamos, em 2009, trabalhávamos no sistema de associação. Em 2011, procuramos a OCB/PA e transformamos em cooperativa, o que alavancou nosso negócio. Antes, só a diretoria assumia a responsabilidade. Hoje, começaram a ter consciência de que o empreendimento é de todos. Fizemos os cursos, fornecidos pelo Sistema e aprendemos muito com a entidade. É a nossa mãe adotiva”.

As singulares do ramo agropecuário, independente do porte, compartilham de necessidades semelhantes e o Sistema OCB/PA está atuando em um panorama geral, identificando o que pode ser trabalhado em conjunto para atendimento aos principais gargalos do setor. Em Irituia, por exemplo, a Cooperativa Agrícola, Pecuária e Extrativa (COAPEMI) e a Cooperativa Agropecuária Dos Produtores Familiares Irituienses (D´Irituia) receberam o documento final do GESCOOP. O Programa de Profissionalização de Gestão de Cooperativas identificou demandas comuns e trabalhará, à curto prazo, na reestruturação de embalagens e desenvolvimento de rótulos. Ainda se prevê ações nas áreas de gestão de pessoas, processos internos, captação de parceiros e recursos.
Para as duas cooperativas, se estipulou um prazo de até março de 2018 para algumas atividades já estarem rodando dentro do plano de ações elaborado. O Sistema OCB/PA irá apresentar os dois planejamentos para o SEBRAE/PA, repassando as tratativas acerca das necessidades levantadas. Dentro do foco de atuação na área do Marketing, irão trabalhar o design gráfico com a reestruturação do processo de embalagem e desenvolvimento de rótulos para a comercialização de produtos.
“As cooperativas atuam com a produção de alimentos em uma linha de produtos bem próxima. A D´Irituia está à frente na comercialização, direcionando sua produção até para fora do Estado e seu processo de expansão está mais ampliado. Desta forma, podemos atuar a partir de uma junção de ações, o que vai otimizar recursos”, afirmou o Coordenador do GESCOOP, Diego Andrade.
Como foi executado no projeto piloto da CART, se cadastrará as cooperativas para que as empresas de design gráfico registradas desenvolvam a atividade pelo SEBRAE-TEC. O GESCOOP também auxilia na redução do custo que seria da cooperativa. Por já ter um diagnóstico prévio, o percentual de investimento é reduzido. A CART, por exemplo, investirá algo em torno de R$ 2.400 pelo mesmo serviço.
Na área de gestão de pessoas, será feita a formalização do processo de recrutamento. A cooperativa COOPEMI quer desenvolver uma agroindústria própria e precisará de mão de obra capacitada. A intenção é fazer a seleção de forma correta para atuar nessas áreas, além de formulário de pesquisa para aferir a satisfação e motivação dos cooperados. Na área de processos, se buscará fechamento de termos de parceria técnica com outras instituições como IFPA e UFPA, além da captação de recursos através de projetos para agroindústria e elaboração de sistema para controle de custos e investimentos.
“Como é uma ferramenta piloto, estamos buscando sempre o aperfeiçoamento, discutindo internamente como aprimorar a ferramenta de modo que sejamos mais assertivos. Até por isso, sempre acompanharemos as últimas etapas, para firmarmos o compromisso de controle do que já foi feito e monitorar outras formas de apoiar a cooperativa”, comentou o presidente Ernandes Raiol.
O GESCOOP é um programa piloto criado pelo Sistema OCB/PA para diagnosticar a cooperativa como um todo de modo a propor alternativas viáveis junto com os principais interessados: os cooperados. Através de uma oficina participativa, as cooperativas são incluídas no processo de diagnóstico. Se identificam os serviços que disponibiliza para o mercado, perspectivas de futuro, autoavaliação sobre atendimentos aos normativos e a inserção dos mesmos critérios do Programa de Desenvolvimento da Gestão Cooperativista (PDGC), baseado no modelo de excelência de Gestão da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ).

O Conselho Regional de Contabilidade do Estado do Pará (CRC/PA) elegeu a nova diretoria para o período de 2018 a 2021 e, entre os conselheiros eleitos, o representante do ramo trabalho do Sistema OCB/PA, Fabiano Oliveira, tomou posse como suplente. A cerimônia de oficialização dos membros da chapa ocorreu na última quarta (04). Fabiano irá assumir a Comissão de Trabalho de Cooperativismo, auxiliando os contadores sobre as práticas específicas da atividade nas cooperativas.
O Conselho Diretor para o biênio 2018/2019 está composto pela contadora Ticiane Lima dos Santos como presidente e outros seis contadores como vice-presidentes: Antônio Ferreira (Administração), Rafael Laredo (Finanças e Controle Interno), José Ribamar Filho (Registro), Ian Blois Pinheiro (Ética, Disciplina e Fiscalização), Rodrigo Silva Cavalcante (Desenvolvimento Profissional) e Augusto Frota Sodré (Integração Regional).
Tomaram posse ainda como efetivos Ailton Ramos Corrêa Júnior, Luiz Thomaz Conceição Neto, Maria da Conceição Pereira de Lima e Maria Vieira dos Santos e como suplentes Iranildo Ferreira Pereira, Carlos Alberto Cruz Caldas, Fabiano Pedro Almeida de Oliveira, Nayllan Eleres Brito, Cláudio Roberto de Souza Oliveira, Anilton vieira dos Santos, Elléri Bogo, Valéria Nanci Silva Ribeiro, João Luiz de Nazaré Neto e Ilzete do Socorro Macedo Simões.
“Terei a responsabilidade de liderar e levar aos meus colegas contadores o que há de mais importante na Contabilidade de Cooperativas. Nessa caminhada, a parceria com o Sistema OCB/PA será fundamental, uma vez que os objetivos do CRC/PA e da OCB/PA são os mesmos: ter contadores qualificados e preparados para essa tão nobre missão que é a contabilidade de cooperativas, nobre e ao mesmo tempo desafiadora”, afirmou Fabiano.
Em todo o Estado são 11.380 profissionais da contabilidade (entre contadores e técnicos) ativos. O Conselho possui Delegacias em 11 municípios: Castanhal, Altamira, Santarém, Tucuruí, Redenção, Parauapebas, Capanema, Paragominas, Marabá, Abaetetuba e Itaituba.
“Recebemos a notícia com muita alegria, na expectativa de estreitarmos ainda mais o relacionamento com o Conselho e desenvolvermos ações conjuntas, visando sempre promover uma compreensão maior sobre o cooperativismo, em especial no setor tributário”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Informações e Fotos: Assessoria CRC/PA
As cooperativas estão se aproximando do período estipulado pela Lei 5.764/71 para a realização de suas Assembleias Gerais. Para evitar a ocorrência de procedimentos equivocados, é preciso seguir algumas orientações acerca de prazos, ações preparatórias, convocação, quórum, desenvolvimento, ata e registro. O Sistema OCB/PA preparou uma matéria especial para auxiliar as cooperativas neste processo previsto pela constituição a fim de garantir a gestão democrática dos empreendimentos.
Acerca de prazos, as Assembleias Gerais Ordinárias (AGOs) devem ocorrer até o terceiro mês após a finalização do exercício. Apenas o ramo crédito que possui a exceção de até o quarto mês. Já em caso de Assembleias Gerais Extraordinárias (AGEs), a convocação pode ser feita sempre que houver necessidade. Antes de efetivar a convocação, o Conselho de Administração deve analisar balanços, demonstrativos e relatório da auditoria, verificar regras de procedimentos eleitorais, elaborar e aprovar o relatório de gestão, definir proposta para destinação dos resultados, valor de honorários, cédula de presença e plano de trabalho. Já o Conselho Fiscal deve analisar a prestação de contas e emitir o seu parecer.
A convocação é feita com antecedência mínima de 10 dias, constando no Edital o local, data, horário das três convocações (o intervalo entre elas é de 1h cada), quórum para instalação, ordem do dia, número de cooperados em condições de votar e assinatura do responsável pela convocação. A cooperativa deve enviar edital para análise da equipe do Sistema OCB/PA.
Para iniciar a Assembleia, 2/3 dos associados aptos deverão estar presentes na primeira convocação. Na segunda, Metade + 1 do aptos. Na terceira convocação, deverão estar no mínimo 10 cooperados aptos. Só então deve ser feita a leitura do edital, apresentação, discussão e votação dos itens da ordem do dia. A Contagem e registro dos votos leva em consideração os favoráveis, os contrários e as abstenções. A aprovação de alguma pauta precisará ter votos da Metade+1 dos presentes nas AGOs. Em Assembleias Extraordinárias, 2/3 dos presentes.
Finalizando a Assembleia, deve-se conferir no Estatuto Social quem deve assinar a Ata que será, posteriormente, enviada para análise da equipe da OCB/PA. A ata segue depois para registro na Junta
Comercial do Pará (JUCEPA). “Nossa equipe técnica está totalmente disponível para auxiliar as cooperativas nesse importante momento que demonstra os princípios democráticos do cooperativismo. Entretanto, aconselhamos que a solicitação seja enviada antecipadamente para organizarmos nossas participações de forma assertiva”, explica o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Confira o procedimento completo de uma Assembleia no manual produzido pelo Sistema OCB do estado do Espírito Santo: http://novo.ocbes.coop.br/arquivos/Manual/Manual%20de%20Assembleia%20OCBES.pdf

O Sistema OCB/PA hoje é reconhecido por sua credibilidade na organização profissional, técnica e jurídica das cooperativas paraenses. Os números comprovam o grau de evolução que a entidade experimentou nos últimos anos após a reformulação de abordagem proposta pelo presidente Ernandes Raiol. Com parcerias, investimento em capacitação e com o aumento da proximidade às singulares, a entidade saiu da 25ª posição no ranking nacional das unidades estaduais do Sistema OCB para ser a 14º colocada, ocupando o primeiro lugar na Região Norte. Só na área de formação profissional, a evolução do investimento feito em cooperativas subiu 432%.
A comparação dos balanços dos anos anteriores reflete estimativas muito claras. Em 2012, a área que é responsável por proporcionar a qualificação dos cooperados, empregados e da gestão das cooperativas teve 408 eventos. Em 2017, o Sistema OCB/PA realizou 797 eventos, um crescimento de 95%. O número de cooperativas atendidas cresceu 576% e o de beneficiados 262%.
Na área de monitoramento, foram realizados 106 eventos em 2012. Já em 2017 ocorreram 2010, uma evolução de 98%. Foram atendidas 228 cooperativas e 23.370, um crescimento de 330% e 1618% respectivamente. “Estamos monitorando nossas singulares de perto, aplicando Programas como o PDGC e PAGC. Investimos 500% a mais ao longo desses anos e o nível de participação nesses programas aumentou significativamente. Isso se reverteu em práticas mais exitosas de gestão, equiparação da competitividade com as demais empresas e resultados mais efetivos para o desenvolvimento regional”, afirmou o presidente Ernandes Raiol.
Em 2012, ocorreram 59 eventos de Promoção Social, atendendo 8 cooperativas e beneficiando 1060 pessoas. Este número cresceu 1.206% em 2017 com 13.847 beneficiados em ações como o Dia de Cooperar. A Unidade Estadual abraçou a causa da campanha em 2014 e, desde então, vem realizando ações em Santarém, Paragominas e Parauapebas, além dos municípios onde as cooperativas também aderiram. A última edição ocorreu em Bragança. “É muito importante que a sociedade reconheça a relevância das cooperativas para os seus municípios e a promoção social permite que cheguemos mais perto. Por isso, também elevemos o investimento nessa área em 89%”, completa Ernandes.
O setor comemora um momento ímpar de desenvolvimento econômico e social, conseguido, em grande parte, pelos avanços obtidos através da Lei Nº 7.780 de 2013. A chamada Lei do Cooperativismo Paraense institucionalizou uma política de apoio, consolidando o papel do Sistema OCB/PA na organização das singulares, garantindo a atuação e maior abertura das cooperativas em processos licitatórios. No setor agropecuário, por exemplo, 20,41% das cooperativas já comercializam para o Mercado Institucional. A conquista foi resultado de articulações do presidente Ernandes Raiol que ainda luta pela regulamentação de artigos previstos na Lei, como o Fundo Estadual de Cooperativismo (FUNCOOP).
Em 2011, por meio de uma série de articulações com parlamentares de vários partidos, o Sistema OCB/PA conseguiu estabelecer a Frente Parlamentar do Cooperativismo do Estado do Pará (Frencoop-PA), cujo objetivo principal era aprovar a Lei Estadual. À época coube ao ex-deputado estadual, Alexandre Von, iniciar o processo de fortalecimento da base junto aos gestores públicos e demais lideranças estaduais. Conseguiu-se unir sob a mesma bandeira cooperativista 26 deputados. Em 2013, já com 31 parlamentares liderados pelo deputado estadual Milton Zimmer, a Frencoop-PA conseguiu aprovar a tão sonhada lei que regulamenta o setor.

“Isso foi alcançado após assumirmos a casa e nos empoderarmos desse trabalho de base política para que a Lei fosse aprovada e promulgada, dando visibilidade à OCB e ao Sistema. Diversos líderes cooperativistas se uniram em prol desta necessidade de anos que o setor tinha, de modo que fôssemos vistos e reconhecidos”, afirmou Ernandes.
No dia 26 de dezembro de 2013, a Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) instituiu a Lei que estabeleceu a Política Estadual de Apoio ao Cooperativismo do Pará. A partir desse momento, foi constituído um conjunto de diretrizes e regras voltadas para o incentivo à atividade e o desenvolvimento do setor. Também foi estabelecido o papel do Estado em prol do cooperativismo, como por exemplo, criação de mecanismos que estimulem o contínuo crescimento, prestação de assistência educativa e técnica às cooperativas, além de incentivos financeiros, econômicos e fiscais.
“Fortalecemos esse nicho que, mesmo estando presente em todo o Estado, era menosprezado. Chegamos em secretarias que nem reconheciam o cooperativismo. Em um momento de estagnação, mostramos nossa força com o crescimento nas contratações e nos postos de trabalhos, o que possibilitou avanços no aspecto político com a conquista de credibilidade para a organização. Pudemos acessar assentos em secretarias e órgãos públicos, estreitamos laços com parceiros estratégicos como a SEDEME, além de muitos avanços intangíveis que se refletem diretamente no crescimento da profissionalização da gestão das cooperativas, no nível de maturidade e competitividade”, completa Ernandes.
Ainda na perspectiva de regulamentação e implantação de políticas voltadas para o crescimento e fortalecimento do setor, a Lei versa sobre a criação do Conselho Estadual do Cooperativismo (Cecoop), órgão deliberativo e normativo que seria composto por 14 membros efetivos representando as Secretarias da época: Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Mineração (SEICOM); da Secretaria de Estado de Agricultura (SAGRI); Secretaria de Estado de Trabalho, Emprego e Renda (SETER); da Secretaria de Estado de Educação (SEDUC); da Secretaria de Estado de Saúde (SESPA); da Junta Comercial do Estado do Pará (JUCEPA); e do Sistema OCB/SESCOOP-PA. Quando for implementado, o CECOOP irá coordenar as políticas de apoio, acompanhar a elaboração de proposta orçamentária do Estado para o segmento, promover estudos para a criação e regulamentação do Funcoop e celebrar convênios com entidades públicas e privadas para a execução de projetos voltados para as cooperativas.
AJUSTES
Apesar da vitória conseguida no âmbito legislativo, ainda existem diversos ajustes e reivindicações que precisam ser feitos. O autor do texto da Lei, Augusto Gâmboa, destaca que é preciso despertar a consciência dos líderes cooperativistas para que o movimento recobre a força para continuar reivindicando seus direitos. Em 2018, Augusto lançará o livro “É hora de Cumprir a Lei”. A obra faz um comentário artigo por artigo, traça um panorama sobre a mobilização feita para aprovação da pauta na ALEPA, os ajustes que precisam ser feitos e o que é dever das cooperativas. De acordo com Gamboa, o maior desafio é a falta de conhecimento sobre o conteúdo da Lei.
“O primeiro passo é conhecer o que ela diz. Muitos comemoram o fato de ter sido promulgada, mas simplesmente não sabem o que dizem os artigos, o que invalida todo o processo. Se não houver cidadania, se não conhecermos os nossos direitos e deveres, é impossível vermos os benefícios de forma mais expressiva, não tem sentido algum. Essa tarefa é nossa. Só então seremos capazes de ter maturidade para cobrar dos governos que a Lei seja aplicada”.
De acordo com o Presidente do Sistema OCB/PA, a meta para os próximos anos é regulamentar o Fundecoop, reivindicando a origem do recurso e como será aplicado. “Diuturnamente tenho cobrado da Frente Parlamentar para alavancar essa questão política. Tenho feito reuniões com o Governador, Secretários e Prefeitos, cobrando a regulamentação. Essa é minha meta pessoal para que possamos injetar esse recurso nas cooperativas. Precisamos continuar lutando. Tivemos uma conquista muito importante, mas ainda há muito o que fazer. Contamos com o apoio de todos para darmos prosseguimento neste rumo de cooperação, vislumbrando o progresso já percebido nos últimos anos”.