
A segunda fase do Programa Fundo Esperança 2021 destinou mais de R$300 mil para cooperativas de trabalho, da agricultura familiar e de transporte. No total, foram 23 cooperativas beneficiadas pelo programa, as quais puderam comparecer em qualquer agência bancária até o dia 26 de agosto de 2021 para a contratação do financiamento.
O Fundo Esperança veio como uma importante ferramenta para amenizar os efeitos econômicos que a pandemia teve sobre as cooperativas de trabalho, agricultura familiar e transporte. A participação dessas cooperativas na segunda fase do programa foi possível a partir da articulação política do presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, do titular da SEDEME, José Fernando Júnior, e do diretor Mauro Barbalho.
“O apoio do Governo do estado em conjunto à SEDEME é de suma importância para o bom desenvolvimento do cooperativismo no estado, que é uma atividade com importante papel socioeconômico no estado do Pará. Com o apoio de programas como o Fundo Esperança, a continuidade do trabalho é fomentada, e garante o financiamento desse setor estratégico para o estado”, afirma Ernandes Raiol, presidente do sistema OCB/PA.
Nesta segunda fase do programa, o limite do valor do financiamento para microempresas é de até R$10 mil. Já para empresas de pequeno porte e cooperativas de trabalho, agricultura familiar e transporte, o valor é de até R$15 mil. O valor será fundamental para que as cooperativas beneficiadas consigam manter as suas atividades, investir em sua produção ou até mesmo regularizar problemas tributários.
De acordo com o Secretário de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), José Fernando Gomes Júnior, o Governo do Pará trabalha para auxiliar os empreendimentos do estado. “O Pará recebeu uma injeção de 500 milhões de reais direcionados pelo governador Helder Barbalho para o subsídio de projetos econômicos. O financiamento do ‘Fundo Esperança’, por exemplo, e o auxílio do programa ‘Incentiva +Pará’ garantiram aporte financeiro para milhares de trabalhadores e empresários afetados pela pandemia”, afirma.

A região Oeste do Pará foi a primeira a receber o projeto Presidente Itinerante. Após o levantamento de demandas durante as visitas, foi executado um plano de trabalho para auxiliar o desenvolvimento da região com ações de aprimoramento da gestão, organização social e documental, programa de inteligência de mercado institucional e cursos de capacitação. No total, já foram beneficiadas 1.124 pessoas.
Nas cooperativas agropecuárias, a estratégia identificada foi a aplicação do programa de Inteligência de Mercado Institucional (IMI), que está mapeando o cenário comercial de demandas no setor público, em especial nas forças armadas, para a aquisição de produtos de cooperativas por meio de chamadas públicas. Receberam as ações as cooperativas: COOPBOA, COOPAFS, COOMAPLAS, COOFAM, COOAFAJUR e ACOSPER.
“Em Santarém, seguimos a estratégia do ramo agro em nível estadual, que é o fortalecimento das cooperativas a partir de Centrais e da consolidação de dados para subsidiar o mercado sobre a produtividade do segmento, assim como orientar a nossa organização produtiva”, explicou o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra.
Outro ramo destaque da região e que foi atendido pelo Presidente Itinerante foi o Educacional, que sofreu grandes impactos durante a pandemia e ainda busca se reestruturar. Para tanto, foi feita a aplicação do Programa de Aprimoramento da Gestão Cooperativista (GESCOOP) nas cooperativas COOPSÓSTENES, COOPERATALAIA, HENRY FORD, COOTEBEL e COOMEC.
A ferramenta faz a análise do ambiente interno e do ambiento externo da cooperativa, criando um planejamento estratégico de forma coletiva, conforme os apontamentos que a própria diretoria identificou. O GESCOOP também foi aplicado na TURIARTE, singular que atua com o turismo de base comunitária na região e que busca alternativa para o melhor aproveitamento do potencial que a região tem nesse setor.
“E já temos agendas planejadas para a aplicação do GESCOOP em outras 5 cooperativas do Oeste, todas do ramo agropecuário. A intenção com o Presidente Itinerante é exatamente criar um plano de trabalho que seja um ponto de partida para uma atuação continuada nas cooperativas, mas com um direcionamento efetivo”, reiterou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Outra ação estratégica foi a aplicação do Programa de Acompanhamento da Gestão Cooperativista (PAGC). A ferramenta contempla a resolução de um questionário que tem a função de analisar a conformidade da cooperativa com o estatuto, documentos internos, editais e instrumentos legais. Após a conclusão, um relatório com resultados e indicadores foi gerado e entregue à cooperativa para eventuais ajustes.
O PAGC está em aplicação em 3 cooperativas educacionais, 1 cooperativa de turismo e em 1 cooperativa agropecuária. O Sistema OCB/PA já possui agenda planejada para 5 cooperativas do ramo agropecuário na região Oeste.
Já o Programa de Desenvolvimento da Gestão Cooperativista (PDGC) foi aplicado em 1 cooperativa de saúde, 1 cooperativa de turismo e está em fase de execução em 3 cooperativas educacionais. A ferramenta mede indicadores da gestão da cooperativa, visando a melhoria na qualidade e o aumento da competitividade das organizações.
Por meio do PDGC, as cooperativas farão um diagnóstico referente a aspectos como planejamento estratégico, gestão, governança, relacionamento com o cooperado, legislação, entre outros.
Já em relação às demandas levantadas na área da formação profissional, já foram realizados 4 cursos do módulo doutrinário do cooperativismo em singulares agropecuárias e de turismo. Uma das atendidas foi a COOMFLONA, que capacitou futuros cooperados que devem ingressar na cooperativa com o aumento da demanda do manejo florestal. Ainda há agenda planejada para realização de cursos em 6 cooperativas agropecuárias.
Também foram atendidas demandas pontuais levantadas durante as visitas do Presidente Itinerante, como auxílio da assessoria jurídica do Sistema OCB/PA às cooperativas: COOPETAXI para participação em licitação da Infraero; COOPSOSTENES para auxilio na análise no PCCR; COOFAM em processo licitatório da merenda escolar.
O Sistema OCB/PA ainda participou das Assembleias Gerais Extraordinárias da TURIARTE, COOMFLONA, COOPSOSTENES; visitas técnicas para registro de dois grupos interessados em se registrar no Sistema OCB/PA; acesso à linha de crédito emergencial do Fundo Esperança para as cooperativas COOPBOA, CCAMPO E COOPERATALAIA.
“O Presidente Itinerante no Oeste do Pará alcançou resultados muito positivos, entre eles, a retomada de um ponto fixo de atendimento do Sistema OCB/PA na região, localizado na Avenida Borges Leal em Santarém e que irá atender os demais municípios. Por certo, o cooperativismo irá se fortalecer ainda mais no oeste paraense”, completou Ernandes Raiol.

Agora, as cerâmicas produzidas pelo Centro Mulheres de Barro também podem ser adquiridas de forma online em sua loja virtual. O Centro é uma iniciativa administrada pela Cooperativa dos Artesãos da Região de Carajás – Mulheres de Barro, que produz peças com formas e grafismos inspirados em vestígios recuperados de sítios arqueológicos da Serra dos Carajás, na Floresta Nacional Tapirapé-Aquiri (Flonata).
A loja online oferece produtos como jarros, utilitários, produtos para decoração e acessórios que podem ser entregues em todo o Brasil. É importante ressaltar que as compras podem ser feitas de forma 100% segura e parceladas em até 3 vezes.
“Além da loja física, agora também temos a nossa loja online, que é fundamental para desenvolver um alcance comercial maior. Com isso, conseguimos fazer com que as nossas peças cheguem a locais além do município de Parauapebas, alcançando novos clientes e desenvolvendo ainda mais as atividades realizadas pelas Mulheres de Barro”, afirma Sandra Santos, presidente da Cooperativa dos Artesãos da Região de Carajás – Mulheres de Barro.
Os traços das cerâmicas do Centro Mulheres de Barro são inspirados na cerâmica produzida pelos povos que habitavam as proximidades do Rio Itacaiúnas e seus afluentes. A partir disso, são produzidas peças que buscam unir características da cerâmica contemporânea à cerâmica ancestral. A modelagem e ornamentação dos produtos é toda feita manualmente e a base da pintura são pigmentos provenientes de minerais da região, como minério de ferro, manganês, e argilas coloridas.
“O grupo e a marca Mulheres de Barro surgiram nas oficinas do programa de educação patrimonial, vinculado aos projetos de prospecção e salvamento arqueológico ocorridos na área do Projeto Salobo (PA), no período de 2005 a 2011. Algumas dessas mulheres já produziam artesanato usando sementes e outras matérias-primas, e nessas oficinas potencializaram o seu trabalho de artesãs ao aprenderem a lidar com o barro e transformá-lo em cerâmica pela química mágica da queima. Contudo, mais do que aprender a usar técnicas de produção ceramista, essas mulheres já intencionavam buscar referências ancestrais que germinassem uma identidade visual para o artesanato local", conta Sandra Santos.
A cooperativa é composta principalmente por cooperadas mulheres ceramistas, instrutoras de arte e gestoras culturais. Atualmente, as instalações do Centro Mulheres de Barro em Parauapebas, contam com uma galeria de exposição, uma loja, um ateliê e um espaço educativo. Na galeria são expostos conteúdos museográficos com temática arqueológica, minerais e culturais da microrregião de Parauapebas. A loja física oferece aos visitantes, comunidade e turistas o artesanato cerâmico produzido pelas Mulheres de Barro.
O ateliê do Centro está equipado para a produção das peças, sendo realizadas no local atividades como o preparo da matéria prima, modelagem, decoração e queima. Além disso, o Centro conta com um espaço o educativo, que consiste em uma sala ampla com mobília e equipamento audiovisual para a realização de diversas linguagens artísticas e educação patrimonial, a partir de estratégias diversas como rodas de conversa, seminários, oficinas, apresentações teatrais, musicais, folclóricas, exposições e incentivo à leitura.
O Centro Mulheres de Barro também busca levar conhecimento para a sociedade a partir da realização de oficinas gratuitas, sendo elas: Educação patrimonial com iniciação às artes visuais para crianças de 9 a 15 anos, Artes visuais - Iniciação, Artes Plásticas e artesanais contemporâneas, Artesania cerâmica, Tecelagem em fibras naturais e Artesanato em Sementes.
Serviço:
Centro Mulheres de Barro de Exposição e Educação Patrimonial
Endereço: Alameda Castelo Branco, 107 – Qd 187 Lt – Rio Verde,
Parauapebas – PA
Loja Virtual: https://www.mulheresdebarro.com.br/
Telefone: (94) 99165-1604 / Whatsapp: (94) 99165-1604
Instagram: @centromulheresdebarro

Analisando o trabalho desenvolvido pela Cooperativa Agropecuária dos Produtores Familiares Irituienses (D’Irituia), o cooperado José Romano, produziu um artigo que foi aceito para apresentação no 33˚ Congresso Mundial das Cooperativas. O congresso ocorre em Seul, na Coreia do Sul, entre os dias 1 e 3 de dezembro. A pesquisa de José Romano buscou analisar quais Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU a cooperativa D’Irituia realiza por meio do seu trabalho.
O artigo intitulado “Agricultores sim, mas também cooperativos e inovadores” será apresentado na linha temática “Identidade Cooperativa e os ODS – Produção Conservacionista". No total, José Romano conseguiu identificar que a cooperativa contribui com 10 dos 17 objetivos da ONU, sendo eles: Combate à pobreza, Combate à fome, Igualdade de gênero, Água limpa e saneamento, Emprego digno, Redução das desigualdades, Consumo e produção responsáveis, Combate às alterações climáticas e Vida sobre a Terra.
“Esse alcance mundial que vai ser possibilitado com a apresentação do artigo no congresso é fundamental para mostrar o trabalho que é realizado por uma cooperativa aqui no interior do Pará. Com isso, podemos mostrar para o mundo esse legado que as cooperativas estão construindo no interior da Amazônia, que feito a partir do desenvolvimento de um trabalho organizado que busca levar não só qualidade de vida para os seus cooperados e comunidade em geral, como também realizar atividades sustentáveis, buscando não só a produção como a preservação", afirma José Romano, cooperado da D’irituia e autor do artigo.
O desenvolvimento do artigo também contou com a contribuição de Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA e de Júnior Serra, superintendente do Sistema OCB/PA. “Atuamos firmemente para apoiar e auxiliar o importante trabalho que desenvolvido pela cooperativa D’Irituia. Com a apresentação do artigo em um congresso mundial, vamos poder divulgar tanto o trabalho que é desenvolvido pela cooperativa quanto a força do cooperativismo paraense”, declara Ernandes Raiol.
O 33˚ Congresso Mundial das Cooperativas é realizado pela Aliança Cooperativa Internacional (ICA) e tem como tema ‘Aprofundando nossa identidade cooperativa’. Espera-se que mais de 1.000 delegados compareçam ao evento em Seul para explorar uma gama de temas que estão ligados à identidade cooperativa.
José Romano, autor do artigo, é agricultor, professor pesquisador da Universidade Federal Rural da Amazônia, Coordenador do NEA - Núcleo de Agroecologia e Agricultura Familiar em parcerias com OCB/SESCOOP, instituições de ensino superior IFPA, UFPA, EMBRAPA Tem experiência na área de Geografia, com ênfase em Agroecologia, atuando principalmente nos seguintes temas: sistemas agroflorestais, agroecossistemas, serviços ambientais, Oleaginosas, agricultores inovadores, produção sustentabilidade e Cooperativismo.. Também é membro cofundador da Cooperativa D'Irituia.

Fortalecimento das cooperativas, organização produtiva, melhoria de produtividade, controle de pragas e prevenção ao desmatamento são alguns dos objetivos da Câmara Técnica Cooperativista do Cacau do estado do Pará (CT COOP CACAU). A iniciativa conta com grandes parceiros como a Fundação Mundial do Cacau, UFRA, UFPA e Sistema OCB/PA. O lançamento da câmara ocorreu nesta terça (31), em evento ocorrido na UFPA Campus Altamira.
A Câmara Técnica busca estabelecer um plano de trabalho, envolvendo parceiros estratégicos como o governo do estado, as secretarias estaduais e municipais além de parceiros privados para promover o desenvolvimento do cacau. Com odesenvolvimento da Câmara, será possível trabalhar o crescimento das cooperativas do setor cacaueiro da região. Tal crescimento poderá ser feito a partir da organização social das cooperativas e dos seus cooperados, além da assistência e fomento para a produção de cacau.
A Fundação Mundial do Cacau (WCF) é uma das principais apoiadoras do projeto da CT COOP CACAU. A WCF trabalha em três pilares: pessoas, planeta e renda. A Iniciativa é financiada pelas grandes processadoras de cacau, pelo Governo Federal e pelos governos dos principais estados produtores do fruto.
“Buscamos aumentar a sustentabilidade no setor do cacau no Brasil, promovendo um ambiente facilitador de negócios. Agradeço à OCB Nacional e à unidade no Pará que faz um trabalho fantástico. As cooperativas são os grandes protagonistas, os agentes da transformação que a gente tanto busca. Obrigado a cada uma por aceitar esse desafio, tenho certeza que daqui pra frente iremos estreitar laços e trabalhar para o desenvolvimento do Pará” reiterou o Guilherme Salata, coordenador da CocoaAction Brasil.
A partir da CT COOP CACAU, foi estruturado o projeto denominado Ações de Base Direcionada, que busca atender as oito cooperativas que trabalham com a produção de cacau no Pará. O projeto é dividido em três eixos principais, sendo o primeiro deles o eixo doutrinário e educacional, que busca realizar capacitações sobre cooperativismo, abordando assuntos como conselho de administração, conselho fiscal, governança cooperativa, além dos direitos e deveres dos cooperados.
O segundo eixo do projeto é voltado para a gestão, no qual vai ser trabalhado a estruturação de programas de acompanhamento para a manutenção da identidade da cooperativa e desenvolvimento de gestão e governança dessas cooperativas. Também serão realizadas oficinas de planejamento financeiro para cooperativas.
Já o terceiro eixo busca realizar diagnósticos situacionais, mapeando o ponto de partida de cada cooperativa. A partir desses diagnósticos serão criados planos de trabalho, planos de ação e mentorias para desenvolver as cooperativas do setor e trabalhar as fragilidades identificadas nos diagnósticos.
Entre as instituições parceiras, participam da câmara técnica: SEDAP, SEDEME, EMATER/PA, Adepará, Superintendência do Ministério da Agricultura no estado Do Pará, CEPLAC, SENAR, Sebrae/PA, Imaflora, Fundação Mundial do Cacau (WCF), Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) e a Universidade Federal do Pará (UFPA) por meio da Incubadora do Xingu.
“Em nome da UFRA, agradeço a participação de todos. Colocamos a nossa universidade, a mais antiga instituição de nível superior do estado, à disposição com todo seu corpo docente para contribuir com estas propostas e de maneira, mais concreta, estimulando pesquisas científicas que abordem especificamente a cadeia produtiva do cacau”, afirmou a pró-reitora de pesquisa e desenvolvimento tecnológico da UFRA, Gisele Barata.
Em parceria com o Plano De Desenvolvimento Sustentável do Xingu (PDRSX), a UFRA e a UFPA Altamira, já está sendo executado Projeto de Pós-graduação Mestrado e Doutorado em Agronomia foco para Cacauicultura. O Projeto terá mais de 40 pesquisas na região com produtores e cooperativas envolvidos com a Cacauicultura.
"Temos vários alunos inseridos em cooperativas Fizemos um levantamento de ordens prioritárias de pesquisa, juntamente com as demandas locais e, a partir disso, teremos uma gama de experiências apresentadas”, a coordenadora do projeto de pós-graduação em agronomia na UFPA Altamira, Sandra Silva.
No total, estiveram presentes oito cooperativas 8 cooperativas que trabalham com a produção de cacau no Pará, sendo elas: CAMTA, COOPATRANS, COOPOAM, COPOTRAN, COOPERTUC, CAMPPAX, COOPERCAU BIOENERGIA e COMAAIP.
“Parabenizamos a OCB/PA pelo trabalho magnifico. Acreditamos que a câmara técnica será uma ferramenta muito importante para a valorização das cooperativas. No caso do cacau, enfrentamos problemas com atravessadores, indústrias que muitas vezes não nos diferenciam do repassador. É preciso valorizar as cooperativas. A projeção social da cooperativa, quem dá a base é a cooperativa, não o atravessador, nem o repassador”, afirmou o Diretor da COOPERCAU, Matheus Lima.
DADOS
O estado do Pará é o estado que mais produz cacau no Brasil. Segundo dados da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará), mais da metade do cacau produzido no país é paraense. Só em 2020, a produção do fruto no Pará foi de 144.663 toneladas, o equivalente a 52% da produção nacional. Desse total, 20% da produção de cacau do estado vem de cooperativas.
“Essa é uma cadeia produtiva muito relevante para o estado. Uma possibilidade interessante para a verticalização e agregação de valor aos produtos da agricultura familiar. Precisamos estimular esse mercado, que já chama a atenção de todo o mundo pela sua qualidade, por seu caráter orgânico e pela sua origem amazônida”, reiterou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

Buscando criar oportunidades no meio digital e visando fomentar a intercooperação, o Sistema OCB nacional desenvolveu a Plataforma NegóciosCoop. A plataforma funciona como uma vitrine, na qual as cooperativas podem expor os seus produtos e serviços que podem ser encontrados facilmente por outras cooperativas. Para transformar o NegóciosCoop em um marketplace de grande alcance para o cooperativismo é fundamental a participação de todas as cooperativas. Se a sua coop ainda não está nessa grande vitrine digital, não perca tempo, cadastre-se agora: https://negocios.coop.br/
A plataforma busca oferecer visibilidade e apoiar a comercialização de produtos e serviços entre cooperativas. Dessa forma, antes de contratar qualquer produto ou serviço, as cooperativas podem buscar uma outra coop que possa atender a demanda.
O NegóciosCoop possibilita a visualização de serviços e produtos de cooperativas de todo o Brasil. A partir disso, a plataforma consolida as oportunidades de negócios entre as cooperativas, além de contar com funcionalidades customizadas que facilitam a criação, gestão e o acompanhamento de anúncios e negociações.
Com o NegóciosCoop, as cooperativas terão espaço para anunciar produtos e serviços com a inclusão de textos, fotos, locais de atuação, entre outros. Também será possível gerenciar o perfil da cooperativa com inclusão de vídeo, fotos e história da cooperativa, além de iniciar conversas de negociações com outras cooperativas para comprar e vender produtos e serviços. Todas as cooperativas que possuem cadastro no CooperaBrasil, podem cadastrar seus anúncios na plataforma.
“A intercooperação é um dos pilares do cooperativismo, sendo assim, a criação de uma plataforma como o NegoóciosCoop, é fundamental para incentivar essa prática entre cooperativas no meio digital. Para garantir que a plataforma se consolide como um grande e-commerce em âmbito nacional, é de suma importância que as cooperativas paraenses realizem o seu cadastro na plataforma e garantam também uma maior visibilidade para os seus negócios” afirma Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA.
Se a sua coop ainda não está nessa grande vitrine digital, não perca tempo, cadastre-se agora: https://negocios.coop.br/
O estado do Pará é o estado que mais produz cacau no Brasil. Segundo dados da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará), mais da metade do cacau produzido no país é paraense. Só em 2020, a produção do fruto no Pará foi de 144.663 toneladas, o equivalente a 52% da produção nacional. Além disso, é importante ressaltar que, 20% da produção de cacau do estado vem de cooperativas. Dessa forma, pensando no desenvolvimento da produção cacaueira cooperativista, o Sistema OCB/PA realiza na próxima terça-feira (31), o lançamento da Câmara Técnica Cooperativista do Cacau do estado do Pará (CT COOP CACAU). O evento ocorre no auditório Petrini Girardelli do Campus de Altamira da Universidade Federal do Pará e reunirá cooperativas produtoras de cacau e instituições parceiras.
No evento, será realizada a apresentação do projeto da Câmara Técnica para as cooperativas e instituições parceiras. A concepção do projeto surge a partir da parceria com a Fundação Mundial do Cacau (WCF), que busca desenvolver ações que auxiliem na produção e na produtividade do cacau no Estado por meio de cooperativas que já trabalham no ramo. O evento ocorre de forma semipresencial, sendo realizado virtualmente por meio de videoconferência.
Com o desenvolvimento da Câmara Técnica Cooperativista de Cacau do estado do Pará, será possível trabalhar o crescimento das cooperativas do setor cacaueiro da região. Tal crescimento poderá ser feito a partir da organização social das cooperativas e dos seus cooperados, além da assistência e fomento para a produção de cacau pelas cooperativas.
A Fundação Mundial do Cacau (WCF) é uma das principais apoiadoras do projeto da CT COOP CACAU. A Câmara Técnica busca estabelecer um plano de trabalho, envolvendo parceiros estratégicos como o governo do estado, as secretarias estaduais e municipais além de parceiros privados para promover o desenvolvimento do cacau no estado do Pará.
A partir da iniciativa, foi estruturado o projeto denominado Ações de Base Direcionada, que busca atender as oito cooperativas que trabalham com a produção de cacau no Pará. O projeto é dividido em três eixos principais, sendo o primeiro deles o eixo doutrinário e educacional, que busca realizar capacitações sobre cooperativismo, abordando assuntos como conselho de administração, conselho fiscal, governança cooperativa, além dos direitos e deveres dos cooperados.
O segundo eixo do projeto é voltado para a gestão, no qual vai ser trabalhado a estruturação de programas de acompanhamento para a manutenção da identidade da cooperativa e desenvolvimento de gestão e governança dessas cooperativas. Também serão realizadas oficinas de planejamento financeiro para cooperativas.
Já o terceiro eixo busca realizar diagnósticos situacionais, mapeando o ponto de partida de cada cooperativa. A partir desses diagnósticos serão criados planos de trabalho, planos de ação e mentorias para desenvolver as cooperativas do setor e trabalhar as fragilidades identificadas nos diagnósticos.
“O setor de produção de cacau vem sendo, nos últimos anos, um dos mais importantes para o estado do Pará, de forma que o estado é o maior produtor do fruto no país. A partir disso, temos importantes cooperativas que atuam na produção de cacau, de forma que buscamos a partir da constituição da Câmara Técnica desenvolver contribuições tanto para as nossas cooperativas do setor quanto para o desenvolvimento do estado do Pará” afirma Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA.
No total, estarão presentes oito cooperativas 8 cooperativas que trabalham com a produção de cacau no Pará, sendo elas: CAMTA, COOPATRANS, COOPOAM, COPOTRAN, COOPERTUC, CAMPPAX, COOPERCAU BIOENERGIA e COMAAIP.
Entre as instituições parceiras, estarão presentes: Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (SEDAP), Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (SEDEME), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (EMATER/PA), Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), Superintendência do Ministério da Agricultura no estado Do Pará, Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC) por meio da Superintendência Regional de Desenvolvimento da Lavoura Cacaueira no Estado do Pará, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), Sebrae/PA, Imaflora (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola), Fundação Mundial do Cacau (WCF), Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) e a Universidade Federal do Pará (UFPA) por meio da Incubadora do Xingu.

Com o intuito de fortalecer a comunicação cooperativista, o Sistema OCB/PA realizou na última quarta-feira (25) o 1° Encontro de Comunicadores do Cooperativismo Paraense. O evento reuniu representantes de cooperativas de diversos municípios do Pará, que puderam analisar e discutir propostas para o Plano Estadual de Comunicação Cooperativista. O encontro contou também com palestra do jornalista e professor Guarany Júnior.
O encontro teve a importante finalidade de reunir os pontos focais de cada cooperativa que atuam no setor de comunicação para alinhar a identidade, linguagem e a estratégia comunicacional no segmento de forma integrada. Dessa forma, representou um primeiro momento de diálogo e reconhecimento, para que se possa desenvolver um plano de trabalho efetivo.
“O trabalho de comunicação apresenta um papel fundamental para a divulgação do cooperativismo aqui no estado. Com esse evento, conseguimos reunir diversos comunicadores de diferentes cooperativas para debater e desenvolver, de forma cooperativa, as melhores estratégias para maior inserção na mídia regional e no público em geral. Com isso, objetivamos que os paraenses possam conhecer o cooperativismo e, acima de tudo, mostrar que o cooperativismo é uma importante ferramenta de resolução social, econômica e ambiental”, afirma Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA.
No primeiro momento do encontro, foi realizada a palestra sobre Estratégias de Comunicação e Marketing, ministrada pelo jornalista, administrador, professor e consultor, Guarany Júnior. Durante a palestra, foram abordados assuntos que versavam sobre a necessidade de absorção dos princípios cooperativistas na cultura organizacional das cooperativas, a partir de uma comunicação alinhada à identidade do movimento cooperativista. Ao final, Guarany Júnior divulgou que estará realizando uma parceria com o Sistema OCB/PA, visando realizar consultorias de marketing para o cooperativismo paraense.
Ainda no primeiro momento, Daniele Lemke, Gerente de Comunicação do Sistema OCB nacional, realizou a apresentação das estratégias de comunicação que vêm sendo desenvolvidas pela campanha SomosCoop em nível nacional. Além disso, a Gerente de Comunicação também reforçou a importância da realização de eventos como o 1º Encontro de Comunicadores do Cooperativismo.
“É muito importante a gente ter a frente uma gestão que se preocupa tanto com a comunicação. A reunião de diversas cooperativas em eventos como o que foi realizado hoje é essencial, porque a comunicação não é feita sozinha. Então, a gente precisa mesmo se unir e pensar em uma comunicação eficiente para atender todos os nossos objetivos”, declarou.
O segundo momento do encontro foi destinado para a apresentação de propostas para a construção coletiva do Plano de Comunicação do Cooperativismo Paraense, cuja finalidade é promover, por meio de parcerias comerciais com emissoras de televisão, rádio e jornais, uma atuação continuada do cooperativismo nas mídias paraenses.
“O grande diferencial do Plano de Comunicação do Cooperativismo Paraense é possibilitar, por meio de um projeto coletivo, uma estratégia continuada e não simplesmente pontual. Uma das vantagens é, com a união das cooperativas, obter o poder de barganha e possibilitar que singulares de menor porte também tenham condições de participar proporcionalmente do projeto”, explicou o coordenador do evento, Wesley Santos.
Participaram as cooperativas SICOOB COOESA, Unimed Belém, Unimed Oeste, Uniodonto Belém, SICREDI Norte, SICOOB COIMPPA, CASP, SICOOB Transamazônica, SICOOB Unidas, CAMTA, COOPERCON, CACAUWAY, SICREDI Sudoeste MT/PA e COOPERNORTE. Os participantes debateram de forma conjunta estratégias para a divulgação do cooperativismo no Pará, trabalhando com aspectos que buscam representar o cooperativismo e a regionalidade paraense.
“Com tudo o que passamos nesse últimos anos, estar reunido aqui para elaborar algo estratégico capaz de elevar as marcas das cooperativas é muito importante para a gente. Além disso, esse foi um importante momento para conhecer as outras cooperativas do estado. Eu sentia a necessidade de ter essa comunicação para que fosse possível construirmos juntos estratégias focadas na difusão do cooperativismo e das nossas marcas”, destaca Luana Barros, gerente da CACAUWAY Belém.
Durante a apresentação das propostas para o Plano de Comunicação do Cooperativismo Paraense, os comunicadores levantaram também a importância da realização de estratégias voltadas para o meio digital, que assim como os meios tradicionais, também é um relevante meio comunicacional e que apresenta suma importância para a divulgação do cooperativismo.
“Acredito que vamos ter um impacto muito maior unindo forças para o desenvolvimento de um plano estadual de comunicação para o cooperativismo. A elaboração desse plano é essencial para a divulgação do sistema cooperativista, porque o cooperativismo ainda não é tão reconhecido pelo pela população em geral. Então, acredito que é só realmente a partir da união que vamos conseguir aparecer e mostrar a força do cooperativismo para o estado”, ressalta Andressa Aguiar, Coordenadora de Marketing da Unimed Oeste do Pará.
O encontro representou um significativo primeiro passo para o desenvolvimento e fortalecimento da comunicação cooperativista no estado do Pará. Sendo assim, as considerações, sugestões e propostas debatidas durante o encontro serão analisadas e desenvolvidas para apresentação em um próximo encontro de comunicadores do cooperativismo.
“O reconhecimento por parte da sociedade é um dos principais desafios do cooperativismo paraense e que está presente na visão de futuro do Sistema OCB. Especialmente na região Norte, onde o cooperativismo é um fenômeno relativamente recente, o nível de conhecimento sobre o que é uma cooperativa, como funciona e quais vantagens apresenta frente ao empreendedorismo individual ainda é bem menor se comparado a outras regiões do país, em que a cooperação se tornou algo tradicional. Dessa forma, buscamos realizar o encontro de comunicadores para encontrar estratégias efetivas e de forma conjunta para a divulgação do cooperativismo no Pará”, afirma Júnior Serra, Superintendente do Sistema OCB/PA.

O sistema OCB-SESCOOP/PA comunica oficialmente que, em virtude do atual cenário de retorno gradual das atividades presenciais e da necessidade de reestruturação do cronograma curricular de ações das universidades parceiras, o Encontro Paraense de Pesquisadores do Cooperativismo (EPPC) será adiado para 2022. Assim teremos a possibilidade de realizar a mobilização junto às instituições e ampliar as condições aos alunos e professores para o desenvolvimento de pesquisas científicas relacionados ao cooperativismo paraense que serão apresentadas no Encontro.
Reforçamos a relevância que o EPPC representa para o fortalecimento do cooperativismo no estado a partir da maior proximidade entre a academia e as cooperativas. Dentro dos limites que o atual contexto pandêmico permite, o sistema OCB-SESCOOP/PA dará continuidade ao trabalho de consolidação da parceria com as instituições de ensino e universidades. Ciente da cooperação de todos, lamentamos eventuais transtornos.

A Confederação Alemã das Cooperativas (DGRV) abriu chamamento para contratação de serviços de pesquisa de mercado no estado do Pará. Podem se inscrever empresas e consultores de todo o Brasil que tenham experiência comprovada na realização de pesquisa de mercado, preferencialmente na região. Os interessados devem apresentar as suas propostas até o dia 23, para o email:
A Pesquisa de Mercado é uma iniciativa que surge da parceria entre a DGRV (Confederação Alemã das Cooperativas) e o Sistema OCB (OCB, CNCOOP, SESCOOP), que juntos desenvolveram o programa Aceleracoop, voltado para cooperativas agropecuárias, com os objetivos de fortalecimento na gestão empresarial e comercial, além da organização do quadro social e produção das cooperativas.
Dessa forma, os contratados para a realização da pesquisa desempenharão atividades como a visita in loco para levantamento de dados pertinentes à realização da pesquisa, e coleta de informações por meio de entrevista, com amostragem sobre os clientes atuais (atacadistas, varejistas, instituições públicas e consumidor final), clientes potenciais e ex-clientes. Além disso, também deverá ser realizado um workshop e a apresentação de um relatório final contendo a pesquisa de mercado.
ACELERACOOP
Uma das cooperativas apoiadas pelo programa é a CCAMPO, com sede em Santarém-PA. A cooperativa possui cerca de 200 cooperados e atua com a produção e venda de farinha de mandioca, polpa de frutas e hortifruti. Após a realização de planejamento estratégico da cooperativa, feito a partir do programa Aceleracoop, uma das linhas prioritárias de ação é a realização de uma pesquisa de mercado, com o objetivo de orientar tomadas de decisão, no sentido de promover melhor organização e resultados para os cooperados.
Com a pesquisa de mercado, será possível analisar a produção atual da cooperativa, a satisfação dos clientes atuais, o mercado atual e mercados potenciais, além de apontar melhorias no portfólio de produtos diante das tendências de mercado e transferir os conhecimentos às partes interessadas por meio de workshop técnico.
“A realização da pesquisa de mercado para a CCAMPO é de suma importância para orientar a cooperativa em suas tomadas de decisão, além de auxiliar em aspectos como a organização da produção, o acesso a novos mercados, a diversificação de produtos e, em especial, resultado em ganhos para os cooperados. Dessa forma, a pesquisa possibilitará a alavancagem estruturada dos negócios da cooperativa, tendo como alvo principal atender as necessidades do mercado consumidor paraense de produtos oriundos da agricultura familiar, e, principalmente, aos interesses dos mais de 200 cooperados da CCAMPO”, afirma Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA.
A consultoria se inicia a partir do momento da contratação dos consultores e tem seu término no dia 22 de novembro. Nesse período, a realização do Workshop com a cooperativa ocorrerá no dia 10 de novembro, e a entrega da pesquisa de mercado completa ocorrerá no dia 22 de novembro.
“Além do impacto gerado na CCAMPO, a iniciativa também poderá gerar um importante impacto na comunidade local, com a possibilidade de melhorias na produção da cooperativa a partir das informações da Pesquisa de Mercado. Entre elas, podemos citar uma maior contribuição tributária para a economia local nos municípios onde estão localizados os produtores e a própria cooperativa, além de melhorar as condições de trabalho, renda, qualidade de vida e felicidade dos cooperados e seus familiares”, declara Ticianny Barbosa, técnica de apoio operacional do Sistema OCB/PA.
SERVIÇO:
Chamamento de Empresas para Pesquisa de Mercado cooperativa CCAMPO
Edital de Chamamento: https://bit.ly/3mm0J0t
Os interessados devem enviar a sua proposta incluindo: honorários e dias de execução
com valores expressos em reais via e-mail para:
Data limite de apresentação de propostas: 23 de agosto de 2021
Apoio local: Sistema OCB/PA (91) 99245-9449 - Ticianny Barbosa.

Apoio nas emissões de Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP), assistência técnica para as cooperativas e auxílio no acesso a chamadas públicas da CONAB foram algumas das demandas apresentadas. Em reunião com a presidente da Emater, Lana Reis, o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, apresentou o cenário do cooperativismo no estado, retomando a parceria com a entidade.
Também participaram da reunião o gerente de desenvolvimento de cooperativas do SESCOOP/PA, Diego Andrade, e o consultor da NÓS Soluções Sustentáveis, Andreos Leite. Como encaminhamento, será estruturada matriz da cooperação em que será discutida a possibilidade de termo de cooperação técnica. O Sistema OCB/PA irá enviar minuta com sugestões de programas que podem ser executados em conjunto. Posteriormente, será feita reunião técnica com diretrizes e estratégias da Emater para criar plano de trabalho.
"Já neste primeiro contato, pudemos perceber que é uma parceria importante para o desenvolvimento do Estado. Não adianta tentar trabalhar sozinhos. Precisamos trabalhar juntos para se ter um olhar de fortalecimento de políticas públicas. Portanto, iremos dar prosseguimento às demandadas", afirmou Lana.
A EMATER-PARÁ
A instituição está vinculada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (SEDAP). Atua no setor agropecuário estadual desde 1965 com a criação da Associação de Crédito e Assistência Rural do Estado do Pará (ACAR-PARÁ). É o órgão oficial de Ater do Estado do Pará que realiza serviços especializados nas áreas de ciências agrárias e humanas, difundindo conhecimentos e informações tecnológicas no meio rural.
A finalidade da EMATER é planejar, coordenar e executar programas de assistência técnica e extensão rural visando a difusão de conhecimentos de natureza técnica, econômica e social, para aumento da produção e produtividade agrícolas e a melhoria das condições de vida no meio rural do Estado do Pará, de acordo com as políticas de ação do Governo Estadual e do Governo Federal.
"Foi um primeiro contato com a nova presidente. A conversa foi bastante produtiva e acreditamos que a parceria será fundamental, em que se pese a relevância que a agricultura familiar cooperativista representa no Estado. Poderemos retomar o trabalho juntos para levar desenvolvimento à agricultura familiar", reiterou Ernandes Raiol.

Cooperativas e micro e pequenas empresas podem se cadastrar na segunda fase do Fundo Esperança até esta sexta (20). As inscrições devem ser feitas pelo site da SEDEME ou do BanPará. A intenção é proporcionar uma cota dos recursos a empreendedores das doze regiões de integração do estado, disponibilizando cerca de R$ 15 milhões.
Nesta segunda fase do programa, o limite do valor do financiamento para microempresas é de, até, R$ 10 mil, e de R$ 15 mil para empresas de pequeno porte e cooperativas de trabalho, agricultura familiar e transporte. Para se inscrever, é necessário que o CNPJ das entidades empresariais esteja ativo na Receita Federal. Além disso, as empresas precisam ter sido constituídas até o dia 4 de março de 2021.
De acordo com a coordenadora dos programas econômicos na Sedeme, Raquel Albuquerque, o Governo do Pará busca alavancar o setor produtivo durante essa nova fase de empréstimos. “Nós analisamos como foi distribuído o Fundo Esperança na primeira fase e observamos que o setor da indústria da transformação precisa também deste financiamento, e como é um setor estratégico, nós avaliamos priorizá-lo nesta etapa. As cooperativas, também, são prioridade nesta etapa”, ressalta a técnica da equipe de governo.
Relação de documentos exigidos para microempresa, empresa de pequeno porte e cooperativas, no momento da contratação:
Os empreendedores que tiveram suas propostas aprovadas poderão comparecer em qualquer agência do BANPARÁ portando a documentação comprobatória para a contratação do financiamento conforme calendário estabelecido pelo mês de constituição do CNPJ:
Em caso de perda de prazo ou inscrição feita após a data de pagamento prevista, os empreendedores têm até o dia 23 de agosto para se dirigir a qualquer agência do Banpará.
Cadastre-se: https://ce.banpara.b.br/cadastrofundoesperanca/
Investimento
De acordo com o Secretário de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), José Fernando Gomes Júnior, o Governo do Pará trabalha para auxiliar os empreendimentos do estado. “O Pará recebeu uma injeção de 500 milhões de reais direcionados pelo governador Helder Barbalho para subsídio de projetos econômicos. O financiamento do ‘Fundo Esperança’, por exemplo, e o auxílio do programa ‘Incentiva +Pará’ garantiram aporte financeiro para milhares de trabalhadores e empresários afetados pela pandemia”, afirma.
O Fundo Esperança possui juros subsidiados de 0.2% ao mês, juros considerados relativamente baixo se comparado ao de outras linhas de crédito e o prazo de pagamento que é de 36 meses, com carência de 180 dias para pagar a primeira parcela. “Esse Fundo Esperança veio, realmente, cheio de esperança para gente e só temos a agradecer porque ele veio me tirar de um momento de dificuldade, onde eu realmente não tinha recursos necessários para continuar” completa Maria Madalena, da Laticínio Tucuruí.
Serviço: Para mais informações basta enviar um e-mail para o

Com o objetivo de incentivar a legalização do garimpo e levar orientação sobre as boas práticas na atividade, proteção ambiental e comercialização legal, a Associação Nacional do Ouro (ANORO), lançou o projeto Garimpo 4.0. No Pará, a Federação das Cooperativas dos Garimpeiros do Pará (FECOGAP) está apoiando o projeto e analisando a possibilidade de integração de suas cooperativas federadas.
Com o Garimpo 4.0, a ANORO busca realizar ações que permitam mitigar os fatos e atos que marginalizam o garimpeiro. Além disso, o projeto também tem como objetivo viabilizar a superação de problemáticas que atrasam ou dificultam a legalização da produção e comercialização do ouro. Isso pode ser alcançado a partir da identificação de ferramentas que melhorem e garantam um processo lícito e regular do percurso do ouro até seu destino final, ou seja, possibilitar a sua rastreabilidade.
A ANORO busca alcançar diversos resultados positivos com o projeto, dentre eles podemos citar a capacitação da gestão administrativa, contábil, social, ambiental e econômico financeira das cooperativas de garimpeiros de ouro, a partir de um modelo organizacional simplificado e unificado, com a capacidade de transformar as cooperativas em atores responsáveis pela sustentabilidade social, ambiental e econômica.
Além disso, busca-se capacitar a gestão das cooperativas para o cumprimento das legislações às quais estão submetidas, com especial destaque para as de natureza fiscal, tributária, ambiental, previdenciária, trabalhista e social.
Outro resultado esperado com o Garimpo 4.0 é o incentivo às cooperativas para a realização de ações educativas com os garimpeiros, de modo a fomentar no colegiado a percepção de responsabilidade e deveres para que, de forma equilibrada e consciente, possam atuar nos eixos ambiental, social e econômico.
O projeto também busca incentivar o cooperativismo de garimpeiros nos estados da Amazônia Legal, promovendo a consciência de cidadania característica do modelo cooperativista, a partir da valorização do potencial humano do garimpeiro.
O Garimpo 4.0 procura alcançar a conscientização do uso controlado do mercúrio, possibilitando a proteção da saúde humana e do meio ambiental, a partir da implementação de boas práticas, como a aplicação de novas técnicas e tecnologias para eliminação gradual do mercúrio, em atendimento à Convenção de Minamata sobre contaminação por Mercúrio.
“As ações do projeto Garimpo 4.0 são fundamentais para possibilitar a humanização e a educação dos garimpeiros. Aqui no Pará, nós da FECOGAP apoiamos o projeto e estamos trabalhando para apresentá-lo para as nossas 12 cooperativas federadas”, afirma Amaro Rosa, presidente da FECOGAP.

Este mês o Sistema OCB-SESCOOP/PA preparou uma oportunidade imperdível voltada para as cooperativas de crédito do Estado do Pará. Entre os dias 23 de agosto e 03 de setembro deste ano serão disponibilizadas 40 vagas para o curso Certificação Profissional ANBIMA – Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais, responsável por uma série de boas práticas para as empresas destes setores, além de oferecer certificações para os profissionais das áreas.
A série que será fornecida será a 20 (CPA 20), que é regulamentada pela ANBIMA. A certificação é uma maneira de garantir a formação e a conclusão de determinado curso ou etapa de conhecimento.
CURSO PREPARATÓRIO CPA 20:
O curso é composto por 7 capítulos, de acordo com o Programa Detalhado Oficial disponível no site da ANBIMA. No total, serão ministradas 10 aulas com as seguintes temáticas: Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado, Compliance legal, Ética e Análise do Perfil do Investidor, Noções Básicas de Economia e Finanças, Instrumentos de Renda Variável, Instrumentos de Renda Fixa, Derivativos, Fundos de Investimento parte, Fundos de investimento parte 2, Previdência Complementar Aberta: PGBL e VGBL, Mensuração, Gestão de Performance e Riscos.
MATERIAL DIDÁTICO:
Para o acompanhamento do curso, serão fornecidos:
- Conteúdo em Apostila em word.
- 200 questões comentadas (20 por aula)
- 115 Mapas mentais (por assunto) em PPT
- Jogos durante as aulas
- Tutoria em grupo de estudo por whatsapp.
SERVIÇO:
Curso Certificação Profissional ANBIMA – Série 20 (CPA 20) para as Cooperativas de Crédito do Estado do Pará
Data: 23 de agosto a 03 de setembro de 2021
Horário: 19h às 22h
Modalidade: Online
Plataforma: Microsoft Teams
Instrutora: Eliane Jaqueline Metzner
Link para inscrição: https://bit.ly/Ficha_Cadastro_CPA20_2021

Alô Comunicadores Cooperativistas!! No próximo dia 25 de agosto, o Sistema OCB/PA irá reunir a equipe de comunicadores das cooperativas na sua sede, em Belém. Serão dois momentos especiais: o lançamento do Prêmio SomosCoop estadual e o 1º Encontro de Comunicadores do Cooperativismo Paraense, onde será feito um plano estadual para maior inserção na mídia regional. O palestrante será Guarany Júnior. As inscrições seguem até o próximo dia 18 de agosto. Participe!
Inscrições: forms.gle/b5ggYo2NYoDnCLfJ6
Pela manhã, será feito o lançamento do prêmio que busca reconhecer boas práticas de governança, gestão e responsabilidade social adotas por cooperativas paraenses com benefícios comprovados aos seus cooperados e à comunidade onde estão inseridas. Qualquer cooperativa, independentemente do ramo ou do porte, poderá participar. Deve participar de pelo menos um dos programas do SESCOOP/PA, como o PAGC, PDGC e Dia de Cooperar.
Ainda pela manhã, ocorre o 1º Encontro de Comunicadores do Cooperativismo, cujo tema é “Comunicação, de dentro pra fora”. O objetivo é reunir os pontos focais de cada cooperativa que atuam no setor de comunicação para alinhar a identidade, linguagem e a estratégia comunicacional no segmento de forma integrada. Será um primeiro momento de diálogo e reconhecimento, estruturando-se também um plano de trabalho efetivo.
Haverá palestra com o Jornalista, Administrador, Professor e Consultor, Guarany Júnior. Será tratado sobre a necessidade de absorção dos princípios cooperativistas na cultura organizacional das cooperativas a partir de uma comunicação alinhada à identidade do movimento cooperativista. O que serve como ponto de partida para uma comunicação externa, voltada para a sociedade em geral e para os próprios veículos de comunicação.
Também Será feita a apresentação do que já vem sido desenvolvido pela campanha SomosCoop em nível nacional e a proposta da campanha para o estado do Pará. O ponto principal da programação será a propositura de uma construção coletiva do Plano de Comunicação do Cooperativismo Paraense, cuja finalidade é promover, por meio de parcerias comerciais com emissoras de televisão, rádio e jornais, uma atuação continuada do cooperativismo nas mídias paraenses.
“O grande diferencial do Plano de Comunicação do Cooperativismo Paraense é possibilitar, por meio de um projeto coletivo, uma estratégia continuada e não simplesmente pontual. Uma das vantagens é, com a união das cooperativas, obter o poder de barganha e possibilitar que singulares de menor porte também tenha condições de participar proporcionalmente do projeto”, explicou o coordenador do evento, Wesley Santos.
Esse reconhecimento por parte da sociedade é um dos principais desafios do cooperativismo paraense e que está presente na visão de futuro do Sistema OCB,. Especialmente na região Norte, onde o cooperativismo é um fenômeno relativamente recente, o nível de conhecimento sobre o que é uma cooperativa, como funciona e quais vantagens apresenta frente ao empreendedorismo individual ainda é bem menor se comparado a outras regiões do país, em que a cooperação se tornou algo tradicional.
“Buscamos ampliar o conhecimento da sociedade em geral sobre o cooperativismo, sobre as cooperativas e seus produtos e serviços, assim como criar uma rede estratégica de relacionamento com as emissoras. Em uma visão Sistêmica, acreditamos que este momento é um passo fundamental para que o Cooperativismo possa se consolidar como uma alternativa para desenvolvimento econômico e social”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Serviço: O lançamento do Prêmio e o Encontro de Comunicadores ocorre no dia 25 de agosto, a partir das 08h na sede do Sistema OCB/PA em Belém
Mais informações: 91 99395-0024 –

A partir da articulação política do presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, do titular da SEDEME, José Fernando Júnior e do diretor Mauro Barbalho, as cooperativas também podem ser beneficiadas pela segunda fase do Programa Fundo Esperança 2021. As inscrições iniciam nesta sexta-feira (13) pelo site da SEDEME ou do BanPará. A proposta é proporcionar uma cota dos recursos a empreendedores das doze regiões de integração do estado.
“O Pará recebeu uma injeção de 500 milhões de reais direcionados pelo Governador Helder Barbalho para subsídio de projetos econômicos que envolveram desde auxílios a trabalhadores autônomos em municípios afetados com as restrições e lockdown a até financiamento e empréstimos por meio do Banco do Estado do Pará (Banpará) para estabelecimentos comerciais de diversos setores. O financiamento do ‘Fundo Esperança’, por exemplo, e o auxílio do programa ‘Incentiva mais Pará’ garantiram aporte financeiro para milhares de trabalhadores e empresários afetados pela pandemia”, afirma o Secretário de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), José Fernando Gomes Júnior.
De acordo com a coordenadora dos programas econômicos na Sedeme, Raquel Albuquerque, o Governo do Pará busca alavancar o setor produtivo durante essa nova fase de empréstimos. “Nós analisamos como foi distribuído o Fundo Esperança na primeira fase e observamos que o setor da indústria da transformação precisa também deste financiamento, e como é um setor estratégico, nós avaliamos priorizá-lo nesta etapa. As cooperativas, também, são prioridade nesta etapa”, explica a técnica da equipe de governo.
“Queremos ressaltar o trabalho incansável do Governo do Estado, representado por nosso governador Helder Barbalho e pelo secretário da SEDEME, José Fernando Júnior, que possibilitaram esse meio de fomento à continuidade do trabalho cooperativo através do acesso ao crédito. Em levantamento feito durante a pandemia, essa é a maior demanda para 52% das cooperativas paraenses. Por isso o Fundo Esperança é tão importante”, completou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Durante a primeira fase do Fundo Esperança 2021, o Governo do Pará disponibilizou, de março a junho, R$ 135 milhões para cerca de 47 mil empreendedores paraenses. Esses beneficiários não poderão ser contemplados nesta segunda fase.
O limite do valor do financiamento para microempresas é de, até, R$ 10 mil, e de R$ 15 mil para empresas de pequeno porte e cooperativas de trabalho, agricultura familiar e transporte. “É necessário que o CNPJ dessas entidades empresariais esteja ativo na Receita Federal e as empresas precisam ter sido constituídas até o dia 4 de março de 2021”, destaca a coordenadora Raquel Albuquerque.
Os empreendedores que tiveram suas propostas aprovadas poderão comparecer em qualquer agência do BANPARÁ portando a documentação comprobatória para a contratação do financiamento conforme calendário estabelecido pelo mês de constituição do CNPJ:
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Mês de constituição (Pessoas Jurídicas) |
Data de Pagamento |
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Janeiro | Fevereiro |
16 de agosto |
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Março | Abril |
17 de agosto |
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Maio | Junho |
18 de agosto |
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Julho | Agosto |
19 de agosto |
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Setembro | Outubro |
20 de agosto |
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Novembro | Dezembro |
23 de agosto |
Relação de documentos exigidos para microempresa, empresa de pequeno porte e cooperativas, no momento da contratação:
a) Documento de Identificação da pessoa jurídica (Certificado do CNPJ, Contrato Social, Estatuto Social, Ata de Constituição) de acordo com o porte da empresa;
b) Comprovante de Domicílio da pessoa jurídica;
c) Documento de Identidade oficial com foto do(s) sócio(s) representante(s) legal(ais) da pessoa jurídica;
d) Comprovante de Residência no nome do (s) sócio (s);
e) Caso não haja comprovante de residência no nome do (s) sócio (s), deverá ser apresentada Declaração de Residência.
O Fundo Esperança possui juros subsidiados de 0.2% ao mês, juros considerado relativamente baixo se comparado ao juros de outras linhas de crédito e o prazo de pagamento que é de 36 meses, com carência de 180 dias para pagar a primeira parcela.
SERVIÇO:
Para mais informações basta enviar um email para o
Para se inscrever acesse o site da Sedeme ou a pagina do Banpará nos seguintes links:
https://www.sedeme.pa.gov.br/fundo-esperanca
https://ce.banpara.b.br/cadastrofundoesperanca/
Com informações SEDEME

Após 8 anos de luta pela regulamentação da Lei estadual 7.780/13, ocorreu na última quarta-feira (11) a reunião de abertura do Conselho Estadual do Cooperativismo (CECOOP). Nela, foram apresentados os membros do conselho, assim como os principais aspectos e os impactos do cooperativismo no estado do Pará. O CECOOP tem como grande objetivo coordenar políticas de apoio para o desenvolvimento do cooperativismo no estado. Dessa forma, a formação do conselho representa uma grande conquista para o cooperativismo paraense.
O Conselho surge a partir da política estadual de cooperativismo, instituída pela lei n° 7.780, de 26 de dezembro de 2013. A política estadual objetiva incentivar a atividade cooperativista e seu desenvolvimento no estado do Pará, criar instrumentos e mecanismos que estimulem o contínuo crescimento da atividade cooperativista, assim como prestar assistência técnica às cooperativas sediadas no estado. Além disso, a política estadual tem como finalidade estabelecer incentivos financeiros, econômicos e fiscais para a criação e desenvolvimento do sistema cooperativo, facilitar o contato das cooperativas entre si com seus parceiros, bem como organizar e manter o cadastro geral das cooperativas do Pará e divulgar as políticas públicas governamentais para o setor.
Além de coordenar políticas de apoio, as competências do conselho giram em torno de acompanhar a elaboração da proposta orçamentária do Estado para o cooperativismo, promover estudos visando a criação e a regulamentação do Fundo Estadual do Cooperativismo (FUNCOOP) no auxílio ao desenvolvimento do Cooperativismo, além de celebrar convênios com organismos públicos ou entidades privadas para a execução de projetos de apoio ao desenvolvimento do sistema cooperativista.
“É com muita felicidade que temos a abertura do conselho após oito anos de batalha para o apoio do cooperativismo. O CECOOP marca um momento especial para o cooperativismo em nosso estado, sendo uma data muito importante para discutir e apresentar ao governo do estado as nossas fragilidades e buscar alternativas para o desenvolvimento do cooperativismo, e consequentemente, do estado”, afirma Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA.
O CECOOP é formado por 10 instituições do estado, sendo elas: a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (SEDEME), a Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (SEASTER), a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (SEDAP), a Secretaria de Estado de Educação (SEDUC), a Secretaria de Estado de Saúde Pública (SESPA), a Junta Comercial do Pará (JUCEPA), o Conselho Estadual do Trabalho, Emprego e Renda (CETERPA), a Assembleia Legislativa do Estado do Pará (ALEPA), assim como o Sistema OCB/PA e o SESCOOP/PA.
“Com o início do Governo Helder Barbalho, um dos nossos primeiros atos foi tomar conhecimento sobre como estava o cooperativismo no estado. Para isso, convidamos o Sistema OCB/PA para conversar e debater propostas voltadas ao desenvolvimento do modelo cooperativista, e desde 2019, nós buscamos trabalhar firmemente na implantação e regulamentação do Conselho do Cooperativismo, que foi conquistada a partir do decreto de 31 de maio de 2021, expedido pelo governador do estado” declara Mauro Barbalho, diretor de indústria, comércio e serviços da SEDEME.
Mauro Barbalho aponta que, a partir da aproximação com o Sistema OCB/PA, o governo em conjunto com a SEDEM já vem buscando apoiar o cooperativismo a partir de programas de incentivo, como o Fundo Esperança, que beneficiou cooperativas no período de pandemia, entre os anos de 2020 e 2021. Segundo Mauro, o objetivo é fortalecer ainda mais o apoio do governo para o fortalecimento do cooperativismo paraense e a constituição do CECOOP possui um papel fundamental para isso.
“Quando se realiza uma reunião desse tamanho para a abertura do Conselho Estadual do Cooperativismo, nós conseguimos observar a importância que o cooperativismo tem para o Pará. Sendo assim, não tenho dúvidas de que o conselho vai contribuir muito para que a cultura cooperativista alcance ainda mais pessoas em nosso estado. Além disso, conhecendo o potencial do cooperativismo, a SEASTER tem como propósito colaborar de todas as formas possíveis para o desenvolvimento do sistema no estado”, expõe Miriquinho Batista, secretário adjunto da SEASTER.
Para Fátima Vasconcelos, secretária geral da JUCEPA, o Conselho Estadual do Cooperativismo consegue reunir pessoas com grandes conhecimentos sobre o modelo cooperativista, as quais buscam atuar em conjunto para garantir o bom desenvolvimento tanto do cooperativismo quanto do estado do Pará.
O cooperativismo no Pará — No ano de 2020, mesmo em situação de pandemia, a OCB/PA registrou um aumento no número de cooperativas registradas com relação ao ano de 2019, chegando à marca de 232 cooperativas. O aumento veio em um contexto no qual o número de cooperativas em nível nacional caiu. Tal fato representa a força que o cooperativismo tem no estado.
Outro fator que reforça a potência do cooperativismo é o valor de sobras conquistado pelas cooperativas paraenses, mesmo em um ano de crise como 2020. No total, as sobras das cooperativas chegaram quase ao valor de 30 milhões de reais, valor que foi injetado diretamente na economia paraense.

Com o intuito de capacitar e profissionalizar conselheiros de administração e fiscais de cooperativas singulares do ramo de crédito, a OCB nacional desenvolve o Curso de Formação de Conselheiros de Cooperativas de Crédito (FORMACRED). No estado do Pará, a OCB/PA realiza o primeiro módulo do curso nos dias 25, 26 e 27 de agosto. O módulo I busca apresentar a abordagem comportamental do programa FORMACRED e conta com a carga horária de 24h.
O FORMACRED é dividido em duas fases, a primeira delas é a Versão Geral, na qual é realizada a fundamentação para o curso. A segunda etapa é voltada para a Versão Específica, sendo apresentados os aspectos práticos da atividade de cada conselheiro no dia a dia. O programa também é dividido em três módulos, o primeiro é dirigido para a abordagem comportamental, o segundo é voltado para a abordagem legal e o terceiro para a abordagem organizacional.
A partir do curso, busca-se desenvolver conhecimentos, atitudes, habilidades e comportamentos necessários para o exercício do cargo de conselheiro, garantindo o bom desempenho organizacional das cooperativas do ramo de crédito. Além disso, o curso objetiva promover a compreensão sistêmica e estratégica para tomadas de decisão e também apresentar a legislação e as normas que regem o papel e a função de cada conselheiro.
“O FORMACRED é uma iniciativa de âmbito nacional que estamos trazendo para as cooperativas aqui do estado do Pará. O programa é fundamentado nos conceitos de Gestão do Crédito Cooperativo e, a partir dele, podemos contribuir ainda mais para a profissionalização e aperfeiçoamento das práticas cooperativistas realizadas no ramo de crédito aqui no estado”, afirma Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA.
Com a realização do curso, busca-se difundir o conhecimento no modelo de governanças entre os conselheiros, qualificando os ocupantes dos cargos para elevar o nível de gestão das cooperativas.
“O sistema de crédito sempre investe em capacitações e na profissionalização da gestão. Com o FORMACRED, o objetivo é manter a boa performance das instituições financeiras cooperativistas, além de elevar o nível de excelência das cooperativas de crédito do Pará”, declara Edilson Júnior, analista do SESCOOP/PA.
A Versão Geral do curso será iniciada com o módulo I (abordagem comportamental) nos dias 25, 26 e 27 de agosto, no auditório da SICREDI Norte em Belém. Em seguida, o módulo II (abordagem legal) será realizado nos dias 23 e 24 de setembro. Já o módulo III (abordagem organizacional) ocorrerá nos dias 20, 21 e 22 de outubro, encerrando a primeira fase do FORMACRED.
A Versão Específica, que é a segunda fase do curso, conta somente com a realização de dois módulos, sendo que o módulo de abordagem legal será realizado nos dias 17, 18 e 19 de novembro, enquanto o módulo de abordagem organizacional será iniciado nos dias 24, 25 e 26 de novembro e encerrado nos dias 01, 02, 03 de dezembro.
Serviço:
Programa FORMACRED
Módulo I - Abordagem Comportamental do programa FORMACRED
Data: 25, 26 e 27 de agosto de 2021
Horário de 8h as 18h
Local: Auditório do SICREDI Norte - Tv Humaitá, 1001 - Pedreira entre Marquês e Pedro Miranda
Carga horária: 24hs
Informações: 3226-4140 / 99346-9466
Ficha de Inscrição: https://bit.ly/Ficha_Cadastro_Formacred_2021

Para auxiliar as cooperativas neste momento de retomada econômica, o Sistema OCB/PA e o CredCidadão estão articulando parceria para fornecer microcrédito para as singulares registradas na entidade. Nesta quarta (11), o presidente do CredCidadão, Técio Nogueira, teve reunião com o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol e com o superintendente do SEBRAE/PA, Rubens Magno. Será feita assinatura de termo de cooperação técnica.
O órgão é vinculado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme). O CredCidadão atende pessoas que estão no mercado de trabalho ou pretendam iniciar uma atividade podem obter o crédito.
"Atendendo a orientações do nosso governador Helder Barbalho, temos estimulado essa difusão do microcrédito para fomentar as atividades econômicas do Estado. Consideramos as cooperativas como entidades estratégicas para esse desenvolvimento. Podem contar conosco para auxiliar nesse sentido", afirmou Técio Nogueira.
Para poder solicitar o crédito é preciso: ser maior de 18 anos e residir há pelo menos dois anos no Pará; Não ter restrições junto ao SPC, SERASA, Receita Federal; possuir avalista com renda comprovada para os que vão solicitar o crédito de forma individual e para os que vão solicitar em grupo, estes devem fazer parte de organização social legalizada.
A taxa de juro é de 0,5% ao mês para iniciantes; integrantes de programas sociais; maiores de 65 anos e portadores de necessidades especiais; e de 1% ao mês para empreendedores com mais de seis meses na atividade.
O prazo de pagamento é de até 18 meses dependendo da atividade e da análise do empreendimento. A carência pode ser de até um ano conforme análise específica da atividade econômica.
"É uma parceria estratégia para as cooperativas. É um completo necessário, em especial para capital de giro às singulares de pequeno e médio porte. Iremos enviar minuta de termo de cooperação e em poucos dias já poderemos ofertar esses serviços", reiterou Ernandes Raiol.

Promovendo a filosofia e o modelo de negócios cooperativista, o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, estará presente no almoço de negócios realizado pelo Conselho das Câmaras Setoriais da Associação Comercial do Pará (ACP). Com o tema “Cooperativismo – Oportunidades Para O Setor Produtivo”, o almoço de negócios ocorre na próxima quinta-feira (12) no restaurante Famiglia D’itália.
Com o objetivo de criar um espaço de network e debate de temas relevantes para o setor produtivo, o almoço de negócios promovido pela ACP representa uma grande oportunidade para a divulgação do cooperativismo. Dessa forma, o presidente Ernandes Raiol poderá apresentar o que é o modelo cooperativista, os seus princípios, a sua filosofia e as importantes contribuições que o modelo pode gerar para o setor produtivo do estado.
“Durante o almoço será possível mostrar o notável impacto que os sete ramos do cooperativismo tem no setor produtivo do estado do Pará. Além disso, teremos a oportunidade de falar sobre o modelo cooperativista e mostrar que este é um modelo que busca unir o desenvolvimento econômico com o desenvolvimento social, a produtividade com a sustentabilidade e o individual com o coletivo”, afirma Ernandes Raiol.
A ACP é uma entidade independente, sem fins lucrativos que reúne empresários de diversos segmentos e tamanhos. A entidade busca representar os interesses dos empresários do estado do Pará. A ACP abriga as Câmaras Setoriais, que, como o nome sugere, reúnem empresas e profissionais por segmentos de atividades, com o objetivo de promover o desenvolvimento e a capacitação desses grupos de forma setorizada.
O Conselho das Câmaras Setoriais da Associação Comercial do Pará (ACP) tem realizado encontros presenciais semanais, às quintas-feiras, reunindo empresários e empreendedores de forma presencial para o debate de temas relevantes ao setor produtivo e à sociedade paraense. O espaço é utilizado também como uma vitrine de negócios para as empresas do estado. Nessa semana, o cooperativismo será representado pelo presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Serviço:
Data: 12/08/2021 (quinta-feira)
Horário: A partir das 12h
Local: Restaurante Famiglia D’itália – Shopping Boulevard – 4° Piso
Almoço Por Adesão - Vagas Limitadas.
Informações: (91) 98210.2666 / 4005.3900