O desenvolvimento das cooperativas paraenses é o foco diário da OCB/PA. Por isso, a organização no estado investe sempre em novas parcerias e oportunidades que auxiliem os cooperados neste sentido. Desde 2019, a OCB/PA firmou uma parceria com o Termo de Referência DGRV, que é a confederação nacional do setor cooperativo na Alemanha – equiparada à OCB, no Brasil. A ideia da colaboração é atender ao projeto AceleraCoop, voltado ao desenvolvimento e planejamento estratégico das cooperativas.
Três cooperativas no estado participaram do projeto piloto; uma delas, que ainda é atendida pelo projeto AceleraCoop, é a Cooperativa Agrícola Mista de Produtores do Oeste do Pará – CCAMPO, composta por 208 cooperados dos municípios de Santarém, Belterra, Mojuí dos Campos, Alenquer e Juruti. O acompanhamento à cooperativa tem sido oferecido desde fevereiro do ano passado e já rendeu um crescimento de 15% no faturamento do último ano.
“O AceleraCoop tem nos ajudado muito na gestão e na governança de nossa cooperativa, nos trazendo consultorias, assessorias técnicas, etc. O apoio do Sescooop e OCB Pará e OCB Nacional, junto com a DGRV, faz com que possamos contar com os melhores profissionais dentro do cooperativismo, para fazer as correções de rumo necessárias para a regularidade e o crescimento da CCAMPO.”, afirma o diretor presidente da CCAMPO, Mario Cesar Zanelato.
SOBRE O ACELERACOOP
O projeto AceleraCoop possui três eixos de trabalho. O primeiro é o eixo “Identidade”, onde é aplicado o PAGC (Programa de Acompanhamento e Gestão das Cooperativas), atuando na área de legislação, com estatuto social, assembleias gerais, matrícula da cooperativa, fundos e contabilidade, administração fiscal, entre outros.
O segundo eixo é o de “Governança e Gestão”, que aplica o programa PDGC (Programa de Desenvolvimento da Gestão Cooperativista) e trabalha temas como liderança, estratégia, processos, sociedade, resultados, formação e conhecimentos, por meio do Fundo Nacional de Qualidade. A partir desta evolução, vem o terceiro e último eixo, o “Desempenho”, que trabalha temas, como: indicadores de resultados financeiros, social, de recursos humanos, a fim de medir a sustentabilidade da cooperativa.
ACELERACOOP EM 2021
Está prevista, para o segundo semestre deste ano, a ampliação deste projeto. Outras quatro cooperativas paraenses, já selecionadas, terão a oportunidade de ser beneficiadas, com o apoio da DGRV. São elas: CAMPPAX, de São Félix do Xingu; COOASAFRA, de Floresta do Araguaia; COOPERURAIM, de Paragominas e CASP, de Vigia.
O objetivo da OCB/PA é contratar um consultor para ser o articulador deste programa no Pará, que deve acompanhar o desenvolvimento do AceleraCoop, junto com membros do Sescoop nacional e estadual e com as quatro cooperativas.
"A expectativa da DGRV com o articulador é de que ele possa contribuir com o projeto Aceleracoop e consequentemente com o crescimento das cooperativas do Estado, trazendo mais celeridade e assertividade nas tomadas de decisões das cooperativas e as apoiando no seu processo de desenvolvimento e fortalecimento." Camila Japp - gerente de projetos da DGRV no Brasil
“Este é só o início deste projeto que, mesmo em sua fase-teste, já tem mostrado eficácia no desenvolvimento das cooperativas. A expectativa é grande para que, ainda este ano, mais cooperativas sejam atendidas pelo AceleraCoop. Com o auxílio do termo de referência alemão, temos certeza de que a iniciativa vai se fortalecer no nosso estado e beneficiar inúmeras pessoas.”, reforça o presidente da OCB/PA, Ernandes Raiol.
::/introtext::
Na última sexta-feira, o presidente da república, Jair Bolsonaro, esteve em Belém para um ato solidário do Governo Federal: a doação de alimentos para comunidades tradicionais do estado do Pará e do Amapá, como indígenas, quilombolas, pescadores e extrativistas. A ação contou com a parceria da OCB/PA, que irá doar parte das cestas básicas.
“Nossa missão é cooperar com a comunidade e não poderia ser diferente nesta ação feita pela presidência da república aqui na nossa região. A OCB/PA, por meio das cooperativas de agricultura familiar, doou estes alimentos com a certeza de estar cumprindo com o nosso propósito, ainda mais em um momento tão crítico como esse pra muitas famílias, que precisam do nosso apoio e solidariedade.”, afirma o presidente da OCB/PA, Ernandes Raiol.
De acordo com o Governo Federal, a distribuição gratuita das cestas de alimentos fez parte das ações que visam amenizar os impactos sociais e econômicos causados pela pandemia às famílias em situação de vulnerabilidade social e foi mais uma entrega da Iniciativa Brasil Fraterno, rede de solidariedade integrada pelo Ministério da Cidadania, Pátria Voluntária e Sistema S.
O ministério informou que o investimento para a entrega no Pará foi de aproximadamente R$ 65,5 milhões. Um total de 178.173 famílias foram beneficiadas, com a distribuição de 468.155 cestas de alimentos. Cada cesta reuniu produtos como arroz, feijão, óleo vegetal, macarrão, flocos de milho, farinha de mandioca, açúcar e leite em pó. A iniciativa ocorre por meio da Ação de Distribuição de Alimentos (ADA), do Ministério da Cidadania, que realizou a compra dos alimentos via Termo de Execução Descentralizada (TED) junto à Conab. A entidade também é responsável por realizar a distribuição dos alimentos por meio das fundações responsáveis pela identificação e seleção dos beneficiários, como a Fundação Nacional do Índio (Funai) e a Fundação Palmares.
Além da parceria com a Conab e com a OCB/PA, foram distribuídas no Pará cestas de alimentos doadas pela Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA). Os municípios contemplados com a entrega dos alimentos foram: Altamira, Ananindeua, Belém, Bragança, Breves, Cametá, Capitão Poço, Cumaru do Norte, Curuçá, Gurupá, Itaituba, Jacareacanga, Macapá, Marabá, Novo Repartimento, Oiapoque, Oriximiná, Ourilândia do Norte, Paragominas, Porto de Moz, Santarém, São Félix do Xingu, Soure, Tomé-Açu, Tucuruí e Tumucumaque.

Quer encontrar produtos de diversas regiões do Estado com a marca da cooperação? Só no Empório Cooperativista é possível conhecer de perto, na capital paraense, produtos exclusivos de cooperativas, reunidos em um só lugar. Diversidade e sabores que são completamente irresistíveis. Venha conhecer a vitrine do cooperativismo paraense, na sede do Sistema OCB/PA.
A inauguração do espaço ocorreu na última quarta (28), por ocasião da Assembleia Geral Ordinária (AGO) do Sistema OCB/PA. Participaram cooperativas de todo o Estado, de diversos ramos do setor. Na cerimônia, o presidente Ernandes Raiol e representantes das cooperativas da agricultura familiar fizeram o descerramento da fita inaugural.
O espaço é pensado para divulgar o que há de melhor em produtos das cooperativas paraenses. Os visitantes poderão encontrar artesanatos, cosméticos, mel, farinha, chocolates, bebidas, laticínios, biscoitos, doces, adubo orgânico, entre outros.

“Todos os dias recebemos aqui, na casa do cooperativismo, capital do estado, diversos tipos de público estratégico dos setores públicos estadual e municipal, setor privado, entidades regulamentadoras e decisivas para o andamento do nosso negócio. O empório será o ponto de convergência dos produtos cooperativistas, onde todos esses públicos estratégicos poderão ter contato direto com o que é produzido em cooperativas”, reiterou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
A finalidade primária do Empório é, por meio da exposição dos produtos aos públicos estratégicos que visitam a sede do Sistema OCB/PA, possibilitar a geração de negócios para as cooperativas.
“Para nossa cooperativa é muito importante. A lojinha funciona como uma vitrine, onde nossos produtos são conhecidos, e selecionamos clientes fiéis com produtos agroecológicos com o sabor da raça, com segurança e qualidade”, afirmou a presidente da cooperativa COOPASMIG.
Já para a presidente da COOSTAFE, Leilane Barbosa a primeira cooperativa formada exclusivamente por mulheres custodiadas pelo sistema prisional, o Empório veio em uma excelente hora. “Todo o contexto da pandemia dificultou ainda mais o escoamento da nossa produção. Não pudemos mais fazer a comercialização nas feiras fixas semanalmente, o que tem nos prejudicado bastante. Estávamos precisando mesmo de meios de divulgação e o Empório vai ser muito importante nesse sentido”.
O espaço está localizado na recepção da Casa do Cooperativismo. A intenção é ampliá-lo para receber ainda mais produtos e utilizar o aplicativo ComprasCoop/PA para divulgá-los. As cooperativas expositoras deverão estar regulares junto ao Sistema OCB/PA para garantir participação no Empório Cooperativista. Os produtos disponíveis para venda são de origem exclusiva da cooperativa, com a devida identificação.
“Convidamos as cooperativas para conhecerem o local e também divulgá-lo como um ponto de exposição e venda do seu produto em Belém. Acredito que teremos avanços importantes no próprio reconhecimento da sociedade sobre quem somos e, assim, conquistar espaços ainda maiores para o cooperativismo paraense”, comentou o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra.


Na área de chocolates, estão expostas as barras de chocolate orgânico da CAMPPAX, de São Félix do Xingú e a variedade de trufas, tabletes, nibs, cacau em pó, amêndoa de cacau crocante, geleias e licores da COOPATRANS, que detém a marca de chocolates Cacauway, da região da Transamazônica.

No artesanato, estão os produtos inovadores, ressocializadores e transformadores da COOSTAFE, cooperativa de Ananindeua que é a única do país formada exclusivamente por mulheres custodias pelo sistema prisional. Também estão as máscaras e ecobags da cooperativa COOPERMODAS, do município de Barcarena.


Como um bom canto paraense, não poderia faltar a velha e boa farinha de mandioca e de tapioca das cooperativas D'IRITUIA e COAPEMI de Irituia e da COOPASMIG de São Miguel do Guamá. Também não poderiam faltar as famosas castanhas-do-pará e de caju da cooperativa CART, de Tailândia.



Na área de polpas, o espaço tem sabores variados da cooperativa COOPERURAIM de Paragominas, COOPER de Parauapebas e da CAMTA de Tomé-Açu. Também temos outros produtos variados como adubo orgânico, cosméticos, mel, biscoitos, doces, manteiga, requeijão e café.


Na área de laticínios e bebidas lácteas, a CASP de vigia apresenta seus sabores naturais e variados de iogurte, queijos e manteiga. Também possui o famoso e cremosos sorbet da CAMTA.
“Este é mais um momento especial na história do cooperativismo paraense. Há muito tempo buscávamos um lugar que pudesse mostrar todo o potencial que temos no nosso segmento. É mais uma excelente oportunidade para as cooperativas, no centro da capital paraense, mostrarem à toda comunidade paraense quem nós somos”, reiterou Raiol.




O ano de 2020 foi marcado por desafios, que reafirmaram a expressividade socioeconômica do cooperativismo no Estado. A continuidade no crescimento das cooperativas foi destaque na Assembleia Geral Ordinária (AGO) do Sistema OCB/PA, ocorrida na última quarta-feira, na sede do Sistema OCB/PA. A Assembleia ocorreu de forma semipresencial e reuniu integrantes de cooperativas de vários municípios.
O início da AGO foi marcado por uma breve homenagem aos cooperados que infelizmente perderam a batalha contra a COVID-19, a fim de manter viva a memória de quem faz parte da história de crescimento do cooperativismo no Pará.
Na sequência, foi apresentado pelo superintendente da organização, Junior Serra, o relatório de gestão da OCB/PA no ano de 2020. O destaque foi para a superação do número de ações e pessoas beneficiadas, mesmo em um ano atípico, de pandemia.
No ano passado, o Sistema OCB/PA realizou 1.927 ações, atendeu 46.538 pessoas de 1.849 grupos, diretamente. Na área de monitoramento, foram 338 eventos para 291 cooperativas, beneficiando 10.050 pessoas. Os números ultrapassaram o esperado em 14%, 72% e 2,97%, respectivamente.
Na área de formação profissional, foram realizadas 1.491 ações em 1.485 grupos, que beneficiaram 7.247 pessoas. Metas superadas em 86%, 59,7% e 3,04%. Na área de promoção social, foram 98 ações em 73 cooperativas, beneficiando 7.247 pessoas. Números que ultrapassaram as metas em 50%, 43% e 45%, respectivamente.

Para que as limitações impostas pela pandemia fossem dribladas ao longo de 2020, a exemplo da necessidade do distanciamento social, ainda em Abril do ano passado o Sistema OCB-SESCOOP/PA aplicou uma pesquisa para saber qual era a condição de cada cooperativa naquele momento: quais as principais dificuldades; o que precisavam; e, principalmente, como o Sistema OCB/PA poderia auxiliá-los. Essa iniciativa foi, sem dúvidas, o divisor de águas para que as cooperativas pudessem, então, dar as mãos e se reinventar dali em diante.
“Foi assim que conseguimos vencer mais um ano que passou. Foi necessário que a intercooperação mostrasse a sua força. Foi um ano em que as cooperativas se relacionaram muito mais – comercialmente e solidariamente – como uma forma de proteger o sistema e aplicar o sentido da cooperação”, concluiu o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra.
PRESTAÇÃO DE CONTAS
Na AGO também foi apresentado o relatório da auditoria e o parecer do conselho fiscal. De acordo com o presidente do conselho, Lázaro Silva, o ano 2020 foi marcado por resultados positivos nas finanças e austeridade da organização.
“O conselho fiscal faz esse trabalho de análise e acompanhamento dos interesses das cooperativas filiadas à OCB/PA. Observamos que tivemos uma boa administração, por isso todas as contas foram positivas. Isso demonstra que a organização soube utilizar os recursos, atendendo os interesses das cooperativas associadas de forma eficaz, sem utilizar todos os recursos captados, tendo um recurso que ainda pode ser utilizado em 2021. Isso faz com que haja uma maior confiança na gestão.”, afirma o conselheiro fiscal.

Na ocasião, foi aberta a votação para aprovação ou não do parecer fiscal apresentado. A proposta foi aprovada por unanimidade, presencial e virtualmente, assim como a proposta orçamentária para 2021.
“O ano de 2020 realmente foi um ano de superação pra gente. Essa AGO hoje superou todas as nossas expectativas. Tivemos superávit, aprovação das contas, a projeção pro nosso futuro, em face do orçamento que vamos trabalhar. De um modo geral foi muito positivo, muito bom. Saímos daqui muito felizes e com a esperança de que o cooperativismo possa, nos próximos anos, ser um empreendimento que venha crescer ainda mais no estado do Pará”, afirma o presidente da OCB/PA, Ernandes Raiol.
Na oportunidade, também foi feita a inauguração do Empório Cooperativista, uma vitrine do cooperativismo paraense que reúne o que há de melhor no artesanato e agricultura familiar do estado. Mais um apoio importante da OCB/PA para o desenvolvimento das cooperativas, mesmo em um período de dificuldades.
Além das manifestações presenciais, a AGO também teve participação de líderes pelo aplicativo Microsoft TEAMS. “Parabéns para toda a equipe que planejou, organizou e coordenou o evento sem falhas. A AGO foi um sucesso. O Relatório de Prestação de Contas de 2020 apresentado de modo muito claro e elucidativo”, comentou o presidente da COOPER de Parauapebas, Mauro Melo.
“Parabenizamos o Sistema OCB/PA pela AGO realizada de forma extremamente organizada, conduzida de modo democrático e responsável, que são a marca do negócio cooperativista”, reiterou o diretor executivo da COOPERCON|PA de Belém, Cláudio Rogério Costa.
Confira a gravação completa da AGO
Texto: Daniele Dias

Pasta estratégica para o fomento das cooperativas, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (SEDEME) possui novo titular. Em reunião ocorrida na última segunda (26), José Fernando recebeu a diretoria do Sistema OCB/PA para conhecer melhor o cenário do cooperativismo e as principais demandas do setor, como a verticalização produtiva, acesso ao crédito e regulamentação da Lei Estadual das cooperativas.
Participaram da reunião o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, o superintendente Júnior Serra, a presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo Paraense, Deputada Estadual Nilse Pinheiro, o gerente de negócios da Sicredi Sudoeste MT/PA, Roosevelt Cezário e o diretor da Sedeme, Mauro Barbalho.
Na ocasião, foram apresentados os números mais atuais acerca da expressividade econômica das cooperativas. Cerca de 360 mil pessoas estão envolvidas direta ou indiretamente no cooperativismo, 4% da população total estimada no Estado e 34% da população com renda formal.
Em relação ao desempenho financeiro, as cooperativas obtiveram em 2020 um resultado de ativo total de R$ 1,4 bilhão, faturamento de R$ 441 milhões, patrimônio líquido de R$ 602,9 milhões, capital social de R$ 370,7 milhões.
“Os números mostram a relevância do segmento e estamos completamente à disposição para auxiliar no desenvolvimento das cooperativas. Já marcamos a próxima reunião já para semana que vem no intuito de alinharmos, junto com as cooperativas, para definirmos as estratégias práticas em relação às demandas que foram apresentadas. Queremos ser assertivos e objetivos em nossa atuação frente às políticas públicas estaduais”, reiterou o secretário José Fernando.
Entre as pautas destacadas como próximos passos para a parceria entre o Sistema OCB/PA e a Sedeme, foram definidas as pautas: Reunião com as cooperativas de Santa Catarina e Paraná para intercâmbio de negócio no Pará; Reunião com o Banpará para alinhar sobre as demandas do Sicredi; Instalação/regulamentação do Conselho Estadual/Lei do Cooperativismo.
“Já tínhamos relacionamento com o novo secretário e conhecíamos seu trabalho. Este primeiro contato como titular da pasta foi bastante positivo, mostrando mais uma vez a assertividade necessária para atingirmos os resultados esperados pelas cooperativas”, completou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Desde sua concepção ao desenvolvimento de suas atividades, a cooperativa ÚNICA tem sido auxiliada pelo INCUBCOOP, projeto do Sistema OCB/PA que faz o acompanhamento técnico, financeiro, contábil, administrativo e jurídico de cooperativas incubadas. A iniciativa foi destacada em sua Assembleia Geral Ordinária (AGO), ocorrida no dia 29 de março, como importante suporte frente às instabilidades do momento.
O sonho de 20 profissionais de Engenharia de Pesca, Ambiental, Agronomia e Florestal começou a ganhar vida em 2019. A Cooperativa de Profissionais de Agrárias do Estado do Pará (ÚNICA) conseguiu se tornar realidade com o apoio do Sistema OCB/PA, sendo constituída e iniciando as atividades em 2020.
Ao longo de todo esse processo, o Incubcoop tem feito o acompanhamento da cooperativa. O projeto foi criado para oferecer acompanhamento e orientações técnicas, contábeis, financeiras, administrativas e jurídicas às cooperativas que precisam deste incentivo para começar o negócio ou para organizar as contas e se manter com saldos positivos.
“Desde o início nos dão acompanhamento e orientações em diversas áreas a um preço acessível para que possamos adquirir sustentabilidade financeira para posteriormente seguirmos. Essa fase inicial é muito complicada, tendo em vista a falta de conhecimento, excesso de documentos contábeis, administrativos e outras informações. Se não fosse o projeto Incubcoop não conseguiríamos nos manter nesses primeiros anos, principalmente com a questão da pandemia que acabou engessando o mercado em que atuamos”, afirma o engenheiro de pesca e diretor-presidente da UNICA, Alyson Carvalho.
Com a pandemia, o mercado estagnou em relação à prospecção de novos clientes ou até mesmo à captação de recursos para desenvolver projetos e serviços; isso, inevitavelmente, que impactou o trabalho da cooperativa, por isso o apoio do projeto foi essencial para se manter nesse período.
“O Incubcoop foi criado justamente com esse objetivo. Prestar este auxílio às cooperativas é um compromisso do Sistema OCB/PA, que se estende a todos os cooperados. Ver um negócio se desenvolver e conseguir se manter mesmo com os desafios de uma pandemia, é um combustível pra nos fazer investir ainda mais em todas as cooperativas.”, explica Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA.
A missão da UNICA é desenvolver serviços de qualidade que impactam diretamente no desenvolvimento da região amazônica, tendo como princípio o compromisso socioambiental. Portanto, para 2021, a meta da coooperativa é avançar com projetos e serviços para pequenos produtores, agricultores familiares, extrativistas e comunidades tradicionais, a fim de se destacar como a cooperativa de trabalho número um da Amazônia, na prestação de serviços de excelência no setor rural e ambiental.
SOBRE A UNICA
Com sede em Belém, a UNICA atua com a prestação de serviços de assistência técnica e extensão rural, assim como assessoria e consultoria a produtores rurais, além de desenvolver projetos socioambientais e de captação de recursos em parceria com outras instituições, como: associação de produtores, cooperativas, comunidades rurais, etc.
Cooperativa de Trabalho dos Profissionais de Agrárias do Estado do Pará.
E-mail:
Celular: (91) 99197-6999
Instagram: @unicanarede

Por ano, o Comando Militar do Norte (CMN) da 8ª região possui demanda média de alimentação para 10.800 militares, um canal de comercialização que já tem sido acessado pelo cooperativismo, mas que ainda pode ser melhor explorado. Em reunião com as cooperativas da agricultura familiar ocorrida na última quinta (15), apresentou-se os requisitos necessários que serão avaliados no processo de aquisição dos alimentos.
O encontro foi articulado pelo Comando Militar do Norte, Sistema OCB/PA, com apoio da Nós Soluções Sustentáveis. O objetivo foi apresentar as condicionantes para participação na Chamada Pública para a aquisição de alimentos que devem abastecer 33 quartéis dos estados do Pará, Maranhão e Amapá.
“Faremos essa chamada pública, como a legislação prevê. Em contato com a OCB/PA, identificamos essa reunião como sendo uma forma estratégica de orientar as cooperativas interessadas em participar do processo, mostrando os parâmetros e as condições para que os produtos sejam entregues. Tratamos sobre o nosso edital e as informações que constarão nele, a fim de que todos estejam nas melhores condições de entregar um produto que possamos receber”, afirma o Tenente Coronel Cautiero, Chefe de Classe I da 8ªRM, responsável pela aquisição de gêneros alimentícios para o Comando Militar do Norte.
A ação faz parte de um Diagnóstico de Inteligência de Mercado Institucional, promovido pelo Sistema OCB/PA, que busca entender e qualificar as demandas de Instituições Compradoras de produtos de nossas Cooperativas. Este trabalho está sendo feito também junto aos batalhões de Altamira, Tucuruí, Marabá e Santarém.
“Estamos buscando entender as necessidades por parte do Exército e como podemos auxiliá-los por meio das informações já identificadas com nossas cooperativas. Isso permitirá realizarmos ações técnicas de preparação com as cooperativas para participação nessas Chamadas Públicas e assim gerar resultados positivos, seguros e duradouros para ambas as partes", afirma Andreos Leite, Consultor da Nós Soluções Sustentáveis.

OPORTUNIDADE DE FORTALECIMENTO PARA AS COOPERATIVAS
Os cooperados que atuam no segmento levaram amostras de produtos para avaliação e uma das cooperativas presentes foi a COOPASMIG – Cooperativa de Produção dos Agricultores Familiares do Município de São Miguel do Guamá – que atua há quase quatro anos com a produção de farinha, frutas, polpas, entre outros.
“É uma força a mais para nós, porque isso significa muito para as cooperativas. Nós fomos os primeiros a acessar esse mercado, então ganhamos uma experiência e hoje sabemos o que não devemos fazer. Isso vai alavancar muito os negócios e os produtos dentro da cooperativa. Estamos com boas expectativas, esperançosos”, garante a presidente da COOPASMIG, Maria Silva.

Oportunidade que também foi vista pela COOAPEMI – Cooperativa Extrativista do Município de Irituia, como afirma a presidente Ilma Ferreira. “O exército é uma potência. É de um mercado como esse que precisamos. São muitos militares que precisam, todos os dias, de alimento. Para nós, essa é uma oportunidade maravilhosa, pois vai fortalecer e fazer crescer o nosso negócio e a nossa economia.”
A oportunidade surgiu graças ao amadurecimento das cooperativas do segmento por meio de capacitações e acompanhamento do Sistema OCB-SESCOOP/PA, como reforça o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado do Pará, Ernandes Raiol.
“Nós estamos fazendo um trabalho muito forte na base, com especialistas, em parceria com as universidades estaduais, governo do estado, governo federal, e também alguns institutos, para que tenhamos essas cooperativas com estrutura e condição de participar de um processo licitatório como este, a fim de entregar o produto com qualidade, pontualidade e, acima de tudo, produtos produzidos por eles, que isso é o mais importante. Essa oportunidade é fantástica, temos certeza que o caminho é por aí. É mais um incentivo para que as cooperativas continuem trabalhando na pandemia e para o Sistema continuar atuando com os seus parceiros.”, finaliza.
De acordo com o Tenente Coronel Cautiero, já foi firmado termo de referência e a previsão que em maio o processo já esteja concluído para a chamada pública.
“Eu achei muito produtivo, além das expectativas. Um número de cooperativas presentes muito superior ao esperado. As dúvidas e os esclarecimentos foram muito pertinentes. Acho que vai ser um ganho muito bom no final do processo. A partir de agora estou aguardando a OCB/PA nos informar a tabela com a pesquisa de preço das cooperativas”.


A cooperação foi a grande saída para a cooperativa, mesmo em meio aos impactos da pandemia, se manter firme com a união dos 14 cooperados. A COOPERATALAIA, cooperativa de educação que fica no município de Santarém (oeste do Pará), leciona para alunos do jardim I ao nono ano. Os resultados de 2020 foram todos apresentados na Assembleia Geral Ordinária (AGO), ocorrida com o apoio do Sistema OCB/PA.
Em virtude das restrições sanitárias determinadas por decretos estaduais e municipais, a AGO da cooperativa neste ano precisou ser realizada no formato online. Para isso, contou com parceria do Sistema OCB/PA, que disponibilizou sua licença de aplicativo para videoconferências e acompanhou o andamento técnico da Assembleia.
Para se adaptar às mudanças repentinas, a COOPERATALAIA precisou dar aulas de modo remoto, a fim de garantir a segurança de alunos, professores e demais colaboradores.
“O ano de 2020 foi bem diferente, totalmente atípico e desafiador. A escola ficou nove meses apenas com o ensino remoto, o que foi difícil em meio a vários lockdowns, além de outras dificuldades consequentes disso, como a perda de alunos.”, lembra a presidente da COOPERATALAIA, Joseline Ferreira.
Apesar das dificuldades, a presidente não hesita em afirmar que a união dos cooperados fez a instituição superar esse momento. “Esse modelo de trabalho cooperativista ajudou. Mesmo que a situação se mostrasse desfavorável, todos permaneceram juntos, os professores ministravam aula de casa. A adaptação foi difícil no começo, inclusive para as crianças, mas hoje já se acostumaram. As mudanças tornaram os pais mais participativos na educação dos filhos. Dessa forma conseguimos chegar ao final do ano letivo com sucesso, e ainda tivemos força para programar o nosso 2021.”, destaca.
Atualmente a escola funciona em um imóvel alugado, por isso a meta da COOPERATALAIA para 2021 é adquirir um prédio próprio, entre outros passos adiante, em parceria com a OCB/PA.
“Mesmo com os desafios da pandemia, o cooperativismo tem se mostrado forte. Mais do que nunca, é a união dos cooperados que tem sido essencial para não parar as atividades. O Sistema OCB-SESCOOP/PA segue à disposição para oferecer todo o suporte necessário para o desenvolvimento das cooperativas, principalmente das que foram impactadas com a chegada da covid-19.”, afirma o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.


Com sede em Belém, o Sistema OCB/PA decidiu ampliar os atendimentos às cooperativas distantes da capital, que presencialmente, dependiam de uma programação antecipada para atendimento. Em um estado com dimensões continentais como o Pará e diante do aumento no número de cooperativas e cooperados no interior, a OCB/PA viu a necessidade de atender às demandas presenciais de outras regiões com uma maior celeridade, por meio dos seus Escritórios Regionais nos municípios de Parauapebas e Santarém.
“O principal motivo para a retomada dos Escritórios Regionais, é para que a OCB/PA possa estar mais presente nessas regiões em um tempo mais curto, atendendo às ações presenciais. Os municípios escolhidos para receberem os Escritórios são estratégicos pela integração que proporcionam. Afinal, as regiões do Baixo Amazonas, Sudoeste e Sudeste Paraense, concentram aproximadamente 50% do total de cooperativas registradas junto ao Sistema OCB/PA, nos ramos agropecuário, de crédito e também de transporte.”, afirma Júnior Serra, Superintendente do Sistema OCB/PA.
As regiões do baixo amazonas e sudoeste paraense concentram uma quantidade significativa de cooperativas. São 54 no total, de todos os ramos, que serão atendidas no escritório da OCB/PA em Santarém. As cooperativas da região geram mais de 300 empregos diretos e envolvem mais de 30 mil cooperados. Realidade que só reforçou a necessidade da retomada de ações mais locais, por parte do Sistema OCB/PA.
Para atender a região, foi feita a contratação da técnica de operações, Francisca Camilo, que já possui experiência em atividades de instrutoria e já atua diretamente com o cooperativismo. No momento, o atendimento está sendo feito de modo remoto ou presencial, conforme agendamento antecipado. O Sistema OCB/PA já está em negociação avançada para a confirmação de um ponto fixo onde funcionará o atendimento do escritório local.
Já o sudeste paraense possui 57 cooperativas registradas e ativas na região. Todas elas serão atendidas no escritório de Parauapebas. O cooperativismo na região gera mais 60 empregos e congrega mais 50 mil cooperados. Um passo ainda mais importante para o avanço da atividade cooperativista nessa região do Pará.
O atendimento em Parauapebas continua sendo feito em parceria com a Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento de Parauapebas (SEDEN). A Sala do Empreendedor, que já concentrava as ações do Sistema OCB/PA com a técnica de operações, Flávia Gil, cedeu mais um espaço para a instituição, que agora conta com o analista de desenvolvimento de cooperativas, Deivison Pinheiro.
“Diante de mais essa iniciativa, pensada em melhor atender as cooperativas, temos certeza de que os resultados de cada uma serão ainda mais expressivos. Existem muitas ações nestas regiões, em parceria com grandes empresas, como a Vale e Secretarias Municipais de Agricultura, que impulsionarão o desenvolvimento das cooperativas atendidas nos escritórios da OCB/PA. O acompanhamento ainda mais próximo que haverá a partir de agora só tende a trazer benefícios para o sistema cooperativista do estado.”, afirma o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Serviços:
Escritório Regional de Sudeste Paraense
Endereço: Rua C, número 471, no Bairro Cidade Nova – Parauapebas
Contatos: Deivison Pinheiro (91) 99178-4907 / Flávia Gil (94) 99253-3022
Escritório Regional do Baixo Amazonas e Sudoeste Paraense
Contatos: Francisa Camilo (93) 9136-5481
TEXTO: Danielle Dias
Bom gerenciamento e competitividade empresarial. Estas são algumas das razões que tem tornado a Cooperativa da Construção Civil do Pará (COOPERCON|PA) uma referência na aquisição de insumos para construção civil e agente de regulação de preços. Mesmo em meio à pandemia, com todos os seus efeitos ao mercado financeiro, a cooperativa encerrou o ano com sobras de R$ 122.766 mil.
Os resultados obtidos no ano de 2020 foram apresentados em Assembleia Geral Ordinária (AGO) no último dia 30, na sede da cooperativa, em Belém. Na AGO, composta pelos diretores e 17 cooperados, foram mostrados, em números, os negócios gerados no ano passado, em comparação aos anos anteriores.

A comercialização de matéria-prima e insumos básicos, somado à prestação de serviços e pesquisas permanentes de novas soluções, levaram a resultados concretos no dia a dia dos associados, com um desempenho de crescimento de 45%, em relação a 2019.
De acordo com o relatório apresentado, o crescimento na geração de negócios da cooperativa foi puxado, principalmente, pelo cimento, por meio de cinco marcas. Em 12 meses foram vendidas 23.027,35 toneladas do produto. A comercialização resultou em R$13,3 milhões; seguido de cabos elétricos, que renderam R$ 4,5 milhões; do aço, com R$ 1,9 milhões e do concreto, que rendeu R$ 1,8 milhões.
Também foram responsáveis pelo desempenho outros produtos como a argamassa, cerâmica, portas, metais, serviços de fundação, coleta de entulho, compensando madeirite, blocos cerâmicos, vidros temperados, tubos e conexões, elevador, entre outros. O resultado foi de R$ 25,8 milhões, enquanto que, em 2019, esse resultado havia sido de R$ 17,7 milhões.
“A COOPERCON|PA busca, nestas negociações e compras de grandes demandas, melhores condições comerciais, onde oportuniza aos seus cooperados estarem em condições diferenciadas no mercado regional. O crescimento se deve ao excelente trabalho da COOPERCON/PA e de sua diretoria, com parceria, diálogo, transparência e ética”, explicou o diretor executivo da COOPERCON|PA, Cláudio Rogério Costa.
Para o ano de 2021, a COOPERCON planeja crescer em 20% com algumas iniciativas, entre elas, a adesão de mais três empresas; melhorias e alterações nas aplicações financeiras no sistema bancário; início do sistema de gestão online da cooperativa em maio; retomada do planejamento estratégico; investimento em ações de assessoria de comunicação e marketing e apoio dos novos cooperados que passaram a integrar a cooperativa recentemente. Atualmente, são 38 pessoas jurídicas e 40 pessoas físicas.
“É com alegria que a OCB/PA acompanha e auxilia em mais um ano de desenvolvimento da COOPERCON|PA. Sabemos que ainda são poucas as cooperativas de consumo no Estado, portanto, vamos continuar apoiando o crescimento de cada uma delas junto aos seus cooperados”, garantiu Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA.
Texto: Danielle Dias
Apesar de todos os desafios impostos pela pandemia do novo coronavírus, a Cooperativa Agroindustrial Paragominense (COOPERNORTE) comemora os avanços conquistados ao longo do tempo com a união de vários cooperados, encerrando mais um ano com números e resultados expressivos. Todos os resultados do último exercício e o planejamento para este ano foram apresentados em Assembleia Geral Ordinária – AGO realizada no último dia 26/03. Para 2021, a cooperativa planeja continuar crescendo em torno de 25% em relação a 2020.

Em 2020, a receita bruta de vendas da cooperativa cresceu 18,3%, atingindo cerca de R$ 388 milhões. Já o patrimônio líquido teve um salto de 77%, totalizando R$ 42,8 milhões. O ano passado também fechou com um crescimento de 101% em ativos fixos (imobilizado) e um aumento de 74% em ativos totais. Ao final do exercício, o resultado (sobras líquidas) apresentado na AGO foi de R$ 18 milhões de reais.
A cada ano, aumenta o volume de insumos e produtos agrícolas comercializados pela COOPERNORTE, como o milho, a soja, sorgo e o milheto, sempre com o envolvimento e comprometimento dos sócios cooperados, proporcionando a geração de empregos diretos e indiretos e reforçando a importância da cooperativa na economia das regiões onde atua, que corresponde a 7 municípios do sudeste e nordeste paraense.

Para fazer frente a esse crescimento, em julho do ano passado a COOPERNORTE adquiriu uma nova unidade no município de Rondon do Pará, com infraestrutura completa de recepção, secagem e armazenagem de grãos e com capacidade estática para 970 mil sacas, visando melhor atender os cooperados daquela região, bem como promover o desenvolvimento local com geração de emprego e renda. Essa foi a 2ª aquisição em menos de um ano, proporcionando à cooperativa aumento de 70% em sua capacidade estática de armazenamento de grãos, que hoje totaliza 2,3 milhões de sacas. Para 2021, a COOPERNORTE aprovou em sua última assembleia a aquisição de um novo imóvel situado na cidade de Paragominas, através do qual pretende viabilizar um outro objetivo que consta em seu planejamento estratégico, que é e criação de um Centro Comercial Agropecuário.
"A solidificação e expansão da COOPERNORTE é fruto do trabalho de pessoas focadas e comprometidas com os resultados. Agora, mais do que nunca, é hora de avançarmos em busca dos ideais sob os quais nasceu a cooperativa e fazermos valer todo nosso esforço e sacrifícios em nome desse projeto de sucesso chamado: Cooperativa Agroindustrial Paragominense.", enfatizou Bazílio Wesz Carloto, presidente da COOPERNORTE.
AÇÕES DE INTERCOOPERAÇÃO E COMPROMISSO COM A COMUNIDADE
Na COOPERNORTE os princípios cooperativistas são levados a sério. Em 2020 os cooperados e colaboradores se uniram por meio de ações sociais que levaram a práticas de intercooperação e responsabilidade social. Um exemplo foi o “Dia C”, em alusão ao Dia Mundial do Cooperativismo, onde mesmo com as restrições estabelecidas pelas autoridades em virtude da pandemia, a COOPERNORTE, OCB/SESCOOP-PA e outras cooperativas de Paragominas se adaptaram e realizaram o evento num formato diferente do tradicional “Dia da Família no Parque”.

A COOPERNORTE doou cestas básicas para as cooperativas de reciclagem, que foram bastante afetadas pela pandemia, além disso foi estabelecido um projeto de intercooperação, sustentabilidade e educação ambiental com essas cooperativas, denominado COOLETAR.
"Esse resultado foi possível porque a COOPERNORTE deu sequência às capacitações dos seus cooperados e colaboradores para o desenvolvimento das atividades. A prática da intercooperação, ao desenvolver esses trabalhos sociais com cooperativas de reciclagem, só fortalece o cooperativismo local e aumenta o engajamento dos cooperados e colaboradores. O resultado não poderia ser diferente, por isso a OCB/PA tem investido em novas possibilidades de capacitação para auxiliar no desenvolvimento dos cooperados e suas cooperativas.", afirma o presidente da OCB/PA, Ernandes Raiol.
O quadro de colaboradores foi ampliado ao longo desse tempo. O ano passado encerrou com 127 ativos, que passam constantemente por diversos processos de capacitação e, além da sua remuneração salarial, possuem assistência médica e odontológica, seguro de vida e podem ter acesso a bolsas para desenvolvimento educacional, como pós graduação.
SOBRE A COOPERNORTE
Fundada em 2011, a COOPERNORTE é uma das maiores cooperativas do agronegócio do norte do país, atuando com a comercialização de insumos agrícolas (fertilizantes, sementes, corretivos de solo e defensivos agrícolas) e grãos (soja, milho, sorgo e milheto). Também realiza a recepção, pré-limpeza, secagem, beneficiamento e armazenamento de grãos, além de prestar consultoria agronômica especializada e proporcionar aos seus cooperados treinamentos e fomento a tecnologias e boas práticas agrícolas, bem como o financiamento de safras.
Informações:
Alex Furtado - Gerente Administrativo Financeiro / COOPERNORTE
Paulo Teixeira - Coordenador de Marketing / COOPERNORTE
Por um lado, alta produtividade em culturas como milho verde e derivados da mandioca. Por outro, uma imensa dificuldade em organizar sua vida financeira e contábil. O Incubcoop, projeto do Sistema OCB/PA, veio justamente auxiliar a COOPASMIG nessa demanda. Os resultados obtidos no último exercício foram apresentados em Assembleia Geral Ordinária (AGO) da cooperativa.
Em funcionamento desde junho de 2017, a Cooperativa de Produção dos Agricultores Familiares do Município de São Miguel do Guamá (COOPASMIG) é reconhecida como a maior produtora de milho verde no estado. No entanto, não conseguia organizar as próprias contas. Havia dificuldade em saber, realmente, quais eram os ganhos e as despesas da instituição.
O IncubCoop vem auxiliando algumas cooperativas paraenses nesse acompanhamento administrativo, financeiro e contábil de singulares em constituição e das que possuem dificuldade para se desenvolver.
“A partir do levantamento feito através do Diagnóstico e dos indicadores apontados pelos nossos programas de monitoramento, identificamos a necessidade de implementar ações mais efetivas para a organização social e financeira dessas cooperativas. São cooperativas constituídas há um bom tempo e que não conseguem se desenvolver devido à essas dificuldades”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Em um ano de atendimento, iniciado em janeiro de 2020, a COOPASMIG, a melhora nesta área já foi de 80%. “Essa parceria nos ajudou muito. Hoje estamos com as contas organizadas. Sabemos quanto gastamos e faturamos. Fazer parte da incubadora aperfeiçoou nossa organização contábil e aprimorou nossa gestão financeira. Assim, conseguimos ter mais transparência para os cooperados”, afirma Maria Santos, presidente da COOPASMIG.
Com esta área essencial para a manutenção do negócio mais organizada, a cooperativa se planeja para mais conquistas em 2021, mesmo diante dos impactos inevitáveis causados pela pandemia.
“Com a ajuda do IncubCoop, o plano para este ano é trabalhar na verticalização dos produtos, primeiramente com a construção de uma casa de farinha, seguindo todas as recomendações, com o objetivo de certificar o produto e concorrer com compras institucionais, como exige a Lei. Isso vai refletir em melhores ganhos e em uma melhor apresentação do produto ao mercado”, reitera a presidente da cooperativa.
O projeto da casa de farinha está em andamento e deve ser financiado para iniciar já no ano que vem com o apoio de vários parceiros para fortalecer as ações no município.
::/introtext::Ano de mudanças repentinas, de grandes desafios, mas também de superação. Assim foi 2020 para o Sistema OCB/PA e para todas as cooperativas do estado depois do surgimento do novo coronavírus. O resumo do que foi este ano atípico será apresentado em Assembleia Geral Ordinária (AGO), que ocorrerá de modo semipresencial com a utilização do aplicativo Microsoft TEAM. Será no próximo dia 28, a partir das 9h.
No ano passado, o Sistema OCB/PA realizou 1.927 ações, atendeu 46.538 pessoas de 1.849 grupos, diretamente. A AGO trará justamente a apresentação de todos esses dados, prestação de contas, parecer do conselho fiscal e orçamento 2021.
“É nesse momento que as cooperativas podem exercer a gestão democrática, validando ou não aquilo que foi feito, assim como se planejará o futuro, o ano que está em curso. Não é só prestar contas, é participar da entidade de representação do cooperativismo”, enfatizou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Por causa da necessidade do distanciamento social, a AGO será semipresencial no auditório da Casa do Cooperativismo. O limite será de 10 pessoas, podendo ser alterado conforme as exigências sanitárias de decretos estaduais e municipais. Já a transmissão será feita pela plataforma Microsoft TEAMS, que teve seus recursos adaptados pelo setor de TI do Sistema OCB/PA para atender às necessidades das AGOs.
“É a plataforma que utilizamos na transmissão dos eventos virtuais, inclusive na última AGO da OCB/PA. O momento exige essa postura e a própria legislação se modificou, incluída, por meio da Lei 14.030/2020, as AGOs virtuais e semi presenciais como opção permanente para as cooperativas. É a tendência e o que o cenário apresenta, precisamos nos adaptar”, afirma a assessora jurídica da OCB/PA, Nelian Rossafa.
Para participar da AGO neste formato, o usuário precisa fazer o download do aplicativo, disponível para os sistemas Android e iOS. O passo a passo é bem didático e ainda pode ser conferido no site e nas redes sociais da OCB/PA, onde foi disponibilizado um tutorial para auxiliar os participantes.
AÇÕES EM 2020
Para que as limitações impostas pela pandemia fossem dribladas ao longo desse tempo, a exemplo da necessidade do distanciamento social, ainda em Abril do ano passado o Sistema OCB-SESCOOP/PA aplicou uma pesquisa para saber qual era a condição de cada cooperativa naquele momento: quais as principais dificuldades; o que precisavam; e, principalmente, como o Sistema OCB/PA poderia auxiliá-los. Essa iniciativa foi, sem dúvidas, o divisor de águas para que as cooperativas pudessem, então, dar as mãos e se reinventar dali em diante.
A programação pré-estabelecida pela organização, como eventos e cursos de caráter presencial, por exemplo, precisou ser suspenso devido o rápido aumento no número de casos de covid-19. No ano passado estava prevista a realização de 1.145 eventos, que atenderiam 1.385 cooperativas e beneficiaria cerca de 36,8 mil pessoas. O distanciamento social também passou a ser um entrave para os empreendedores, que não poderiam deixar de vender e manter a cadeia produtiva de seus negócios.
O jeito para mudar a rota, sem deixar as metas de lado foi apostar no meio digital, com foco no desenvolvimento de tecnologias e acesso a novos mercados. Entre as iniciativas, está o lançamento do aplicativo “ComprasCoop”, em parceria com a Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), que possibilitou a comercialização online para as cooperativas; o 1º Encontro Paraense de Pesquisadores do Cooperativismo (EPPC), que também foi realizado online, com o objetivo de valorizar e incentivar a produção de conhecimento sobre o cooperativismo; além da estruturação do estúdio para cursos online, que passaram a ser transmitidos pela plataforma Microsoft Teams, um outro investimento do Sistema OCB-SESCOOP/PA.
Ainda em 2020 foram realizadas várias ações de enfrentamento à pandemia; arrecadação de 26 toneladas de alimentos para as cooperativas, no Dia C; foi desenvolvido o projeto de saneamento para o Marajó em parceria com a Unimed Belém; o laboratório de informática em parceria com a UFRA e Unimed Belém; a nova plataforma de dados SouCoop; termos de cooperação estratégicos (Senar / SeBRAE / Biotec); além de provações de incentivos fiscais CAMTA. Passos que deram muito certo e superaram as metas estabelecidas.
SUPERAÇÃO EM NÚMEROS
Na área de monitoramento, foram 338 eventos para 291 cooperativas, beneficiando 10.050 pessoas. Os números ultrapassaram o esperado em 14%, 72% e 2,97%, respectivamente.
Na área de formação profissional, foram realizadas 1.491 ações em 1.485 grupos, que beneficiaram 7.247 pessoas. Metas superadas em 86%, 59,7% e 3,04%. Na área de promoção social, foram 98 ações em 73 cooperativas, beneficiando 7.247 pessoas. Números que ultrapassaram as metas em 50%, 43% e 45%, respectivamente.
“Foi assim que conseguimos vencer mais um ano que passou. Foi necessário que a intercooperação mostrasse a sua força. Foi um ano em que as cooperativas se relacionaram muito mais – comercialmente e solidariamente – como uma forma de proteger o sistema e aplicar o sentido da cooperação”, concluir o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra.
No seu aniversário de 5 anos, a cooperativa comemora marcas expressivas como o primeiro lugar no ranking estadual das cooperativas do Sistema SICOOB

Limitação de agências, atendimento deficitário e poucas soluções financeiras. Acessar serviços bancários em Pacajá e região era um grande desafio há 5 anos. Foi o que motivou um grupo de 176 pessoas, entre empresários e produtores rurais, a constituir a cooperativa SICOOB Transamazônica. O que era um sonho se tornou realidade, hoje presente nos 144 municípios do Pará. Em apenas 5 anos, a singular cresceu 3.193% em número de cooperados, entrando no ranking das 100 maiores cooperativas nacionais do SICOOB.
Fundada em 17 de novembro de 2015, iniciou as operações em 4 de abril de 2016 e, em seu primeiro ano, possuía uma agência, 476 cooperados, R$ 6,7 mil de ativos, R$ 4,3 mil de operações de crédito, R$ 3,4 mil de recursos administrados e R$ 1,7 mil em capital social. Depois de 5 anos, a cooperativa chegou a 12 agências (+1.100%), 16.504 cooperados (+3.467%), R$ 62 milhões em operações de crédito (+1.341%), ativos totais de R$ 122 milhões (+1.720%) e R$ 11,4 milhões de capital social (+570%).
Atualmente, a cooperativa possui agências físicas nas cidades de Pacajá, Tucuruí, Novo Repartimento, Conceição do Araguaia, Marabá, Redenção e Santarém. Também possui 10 escritórios de negócios em Belém, Parauapebas, Tailândia, Breu Branco, Capitão Poço, Goianésia do Pará, Altamira, Anapú, Canaã dos Carajás e Jacundá.
“O que nos motivou a constituir a cooperativa foi justamente o atendimento bancário tão inexpressivo na região. Como já conhecíamos o cooperativismo e o potencial que já alcançou em outros estados, reunimos o grupo para abrir um negócio diferenciado. Tínhamos um planejamento estratégico de, em 10 anos, chegar a 10 mil sócios. Em menos de 5 anos, ultrapassamos 15 mil”, comentou o presidente da cooperativa, Antônio Henrique Gripp.

A cooperativa passou do 485º lugar, de quando foi constituída, para ocupar o 94ª lugar no ranking nacional das cooperativas SICOOB. Em nível estadual, já é a maior cooperativa SICOOB em número de associados, correspondendo a 55% do total de 33.929 de cooperados ativos do Sistema no Pará.
"Desde que criamos a cooperativa, ela vem crescendo progressivamente, o que nos enche de orgulho. Com meus 97 anos, estou disposto a lutar enquanto puder com a satisfação de ver a cada ano nossa cooperativa ficar maior. Meu pai me disse aos meus 9 anos de idade que o melhor negócio no mundo era um banco. Para isso, não precisa de dinheiro. Precisa apenas de união. É o que estamos fazendo", enfatizou o vice-presidente do Conselho de Administração da SICOOB Transamazônica, Jahyr Seixas.
Na projeção de evolução, o planejamento estratégico busca alcançar os 100 mil sócios no aniversário de 10 anos de constituição. “É um projeto ousado, dada a força do empreendedorismo dos comerciantes do interior do Estado e a pouca atuação bancária. O desafio é grande, o projeto é grande, mas estamos caminhando para ser uma das maiores singulares a nível do Brasil”, reiterou Antônio Henrique Gripp.
A Sicoob Transamazônica trabalha com um portfólio completo de serviços financeiros. São mais de 100 produtos em expansão. Ela já foi constituída no regime de livre admissão dos associados, podendo se cooperar pessoas físicas ou jurídicas em qualquer segmento. A carteira é variada com linha de crédito rural, linha de credito pessoal, comercial, cartões, seguridade, previdência, produtos de investimento como poupança, capital social e RDC.
“Somos um dos estados menos financiados em atividades econômicas. Por isso é tão importante esse trabalho de democratização e de descentralização do crédito, com atendimento diferenciado e um portfólio diversificado de soluções financeiras. Sempre com o objetivo de levar a melhor condição ao nosso associado”, reiterou o diretor presidente da SICOB Transamazônica, Lucas Gelain.
De acordo com o Banco Central (BC), a SICOOB Transamazônica tem o maior projeto de inclusão financeira do Estado do Pará. Em 2019, o número de funcionários passou de 41 para 91. Em 2021, já são 107 colaboradores.
A receita total da cooperativa era R$ 9,8 milhões em 2018. Em 2019, o número passou para R$ 20,2 milhões, um crescimento de 105 9%. A principal fonte de receita são as operações de crédito correspondentes a 66,8% do total, um volume de R$ 13,5 milhões que representa um crescimento de 109,2% em relação a 2018.
“A SICOOB Transamazônica é uma cooperativa estratégica para o setor, porque mostra o potencial e a força de um empreendimento cooperativo genuinamente paraense, que se propõe a trazer competitividade comercial com os princípios diferenciados do cooperativismo. Continuaremos apoiando, seja na formação profissional, aprimoramento da gestão, quanto na articulação política, para auxiliar no ambiente adequado para o desenvolvimento da singular”, reiterou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.


A maior crise sanitária da história do país impactou todos os setores da economia. Um dos mais exigidos, sem dúvida, foi o da saúde. Para auxiliar as cooperativas na gestão do negócio e a manter um serviço de qualidade, o SESCOOP/PA continuará investindo no aperfeiçoamento da diretoria e na qualificação dos cooperados.
O SESCOOP/PA já possui em seu planejamento para o ramo saúde 74 ações, beneficiando cerca de 8.200 pessoas em 7 cooperativas. Na área de monitoramento, a intenção é disponibilizar o Programa de Desempenho Econômico e Financeiro das Cooperativas (GDA) nas cooperativas UNIMED Belém e UNIMED Oeste do Pará, que já possuem níveis avançados de maturidade na gestão.
O objetivo é viabilizar aos dirigentes informações de forma rápida, fácil e confiável, garantindo o controle dos indicadores da cooperativa por meio da análise e acompanhamento dos resultados em tempo real. Tal ferramenta contribui para a maior transparência da administração, bem como à modernização e melhoria empresarial das cooperativas, auxiliando na melhoria da gestão.
“Faremos o acompanhamento por meio desse programa nacional que mede o desempenho econômico e financeiro. Em um período tão delicado como o que nós estamos vivendo, é indispensável a pronta-resposta de forma ágil, mas fundamentada. O GDA permite aos diretores ter esse cenário do próprio negócio de forma mais clara”, explicou o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra.
Já na área de formação profissional, o SESCOOP/PA dará continuidade às ações de qualificação dos colaboradores e dos cooperados, para estarem ainda mais preparados ao desenvolvimento de suas atividades. Uma das ações estratégicas é o curso de Pós Graduação Latu-Sensu Urgência e Emergência Médico. O objetivo é aperfeiçoar médicos para atuação no modelo de Atenção Integral à Saúde (AIS), de acordo com os atributos da Atenção Primária de Saúde (APS) como reforço ao movimento de mudança do modelo assistencial. Estão sendo capacitados diretamente 32 cooperados.
São trabalhados módulos como a Medicina Centrada na Pessoa e Habilidades de Comunicação; Principais Motivos de Consulta e Linhas de Cuidado no Adulto; Principais motivos de consulta e linhas de cuidado na Mulher e na Gestante; Principais Motivos de Consulta e Problemas de Saúde no Idoso, na Criança e no Adolescente; Estudo de Casos Clínicos na Coordenação do Cuidado e em Problemas de Consulta.
Já em relação aos colaboradores, serão realizados 34 cursos, tais como Biossegurança e Higienização e Limpeza de área técnica, Legislação Trabalhista para Liderança, SIX SIGMA, FMEA Análise de modo e efeito da falha, Gestão de Estoque, Círculos de Controle de Qualidade (CCQ), Rotinas de Suprimentos, Treinamento Prático de Cortes de Alimentos, Gestão à Vista, Elaboração de relatórios e indicadores de performance e o Workshop de Saúde Financeira.
“As demandas foram todas mapeadas. Algumas em especial, como o curso de Gestão das Emoções, só poderão ocorrer presencialmente. Existem outras ações que já estão sendo replanejadas para que se possa dar continuidade de forma online, como a Gestão para a Qualidade Total e a implantação do Programa 10S”, explicou o gerente de desenvolvimento de cooperativas do SESCOOP/PA, Diego Andrade.
O RAMO
O número de profissionais autônomos empreendendo por meio do cooperativismo no ramo saúde cresceu 259% desde 2018. Atualmente o segmento agrega 2.851 cooperados e 2.610 empregados. Estão atuando e devidamente cadastradas no Sistema OCB/PA 4 cooperativas: UNIMED Belém, UNIMED Oeste, UNIODONTO e COOPANEST Pará.
Em termos financeiros, as cooperativas têm contribuído de forma expressiva para a economia do estado, possuindo R$ 600 milhões de ativos totais, capital social de R$ 147,4 milhões e R$ 270 milhões de patrimônio líquido. O total de sobras, que é o resultado gerado no final de cada exercício e que pode ser dividido, conforme deliberação da assembleia, entre os próprios cooperados, chegou a um total de R$ 4 milhões.
Os serviços prestados pelas cooperativas são: consulta, ambulatorial, urgência e emergência, planos de saúde, cirurgias e unidades físicas (hospitais conveniados e hospitais próprios). Cerca de 25% atuam com abrangência em todo o estado e no país e todas conseguem cobrir atendimento a todo o município em que está inserida.
“O Ramo Saúde é fundamental, até mesmo para todo o sistema cooperativista no Pará. Não somente pelo serviço fundamental que presta a toda sociedade no cuidado à saúde do paraense, mas também na contribuição que gera para o fortalecimento das demais cooperativas de pequeno porte. Por isso, é importante sempre apoiar e investir no ramo saúde”, reiterou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

No mercado há sete anos, a Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis (COOLETTAR), de Canaã dos Carajás, manteve a mesma quantidade de produção durante a pandemia, entre 44 e 49 toneladas coletadas mensalmente. Por outro lado, viu a valorização desses materiais crescer em cerca de 50% ao longo do último ano.
Produtos como o papelão, o plástico e o papel passaram a ser comercializados a R$ 1,20 por quilo, enquanto antes a unidade era vendida por R$ 0,45. Os 15 cooperados fazem a coleta desses materiais nas ruas que são trazidos para o galpão, onde é feita a triagem, ou seja, a separação dos resíduos, e posteriormente o enfardamento para a venda às indústrias.
“Esse é o ciclo de vida dos produtos. Coletamos papelão, plástico e papel que podem se transformar em brinquedos, agendas, lapiseiras, sacolas para supermercados, voltam a ser caixas de papelão, entre outras mercadorias”, afirma a presidente da COOLETTAR, Valéria da Silva.
Com os gastos estáveis e o faturamento maior, a cooperativa conseguiu se manter bem ao longo deste período de crise econômica para vários segmentos. Ainda de acordo com a presidente da cooperativa, um dos pilares desse desenvolvimento também está no modelo de trabalho cooperativista, em que todos os cooperados se ajudam mutuamente em busca de resultados.
“A gente faz o trabalho em conjunto para conseguirmos uma quantidade de resíduos melhor, vender e, consequentemente, ter uma remuneração melhor. Quem faz o nosso salário somos nós. Então o cooperativismo ele é bom porque todo dia podemos melhorar um pouco, porque vamos tendo a visão estratégica de como trabalhar, com ideias inovadoras. Cooperativismo é tudo pra nós, é uma visão de crescimento”, finaliza.
::/introtext::Para dar continuidade à formação profissional das cooperativas, mesmo durante a pandemia, o SESCOOP/PA está ofertando uma grade de capacitações online do Módulo Doutrinário do Cooperativismo. São quatro cursos no total, todos com emissão de certificado e inscrições gratuitas. Caso sua cooperativa tenha interesse em fechar uma turma exclusiva, também é possível agendar data.
Os cursos têm carga horária de 4 horas por dia, certificação de conclusão, e são acompanhados por técnico do Sistema. Segundo Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA, essa modalidade veio para ficar. “Por cultura nossa, pelo gosto que nós temos em estarmos todos juntos, acabávamos não priorizando a implantação desse formato virtual. Hoje, esse pensamento já não cabe mais. Estamos ampliando cada vez mais os nossos paradigmas e contamos com a participação e apoio das cooperativas”, ressalta.
Os cursos serão transmitidos da Casa do Cooperativismo, sede do Sistema OCB/PA em Belém, via Microsoft Teams, uma das plataformas mais seguras do mundo. Para participar é necessário se inscrever e comparecer ao curso. Raiol enfatiza ainda que esse novo formato irá facilitar a formação de turmas. “Já vivenciamos casos de cooperativas que tinham dificuldade de compor turma mínima, com o Online, será possível congregar várias cooperativas, trocar experiências e soluções inovadoras, intercambiar nossas expertises e – com isso – fortalecer ainda mais o cooperativismo”, completa.
Outro aspecto importante, é que por meio da participação dos cursos, capacitações e treinamentos, o Sistema OCB/PA consegue monitorar as cooperativas, analisar e convidá-las para participação de projetos específicos, investir em algum programa especial, como o de Programa de Aprimoramento da Gestão Cooperativista (Gescoop), que traça um planejamento estratégico centrada na viabilidade, metas e perfil da própria cooperativa. “A cultura cooperativista é algo que precisa ser alimentado e esse alimento se chama educação. Cada gestão possui um nível de maturidade. Quanto mais capacitada, mais maturidade e condições de crescimento as cooperativas terão.”, finaliza Raiol.
Confira o cronograma de cursos e faça já sua inscrição!
Inscrições: http://bit.ly/InscriçõesCURSOS
Mais informações: 91 9346-9466 -

Com o início da pandemia, todas as Assembleias Gerais Ordinárias (AGOs), que antes eram realizadas apenas presencialmente, tiveram que ser adaptadas. Pensando nisso, o Sistema OCB/PA comprou a licença de uma plataforma online para a realização das AGOs, que são uma obrigação anual de todas as cooperativas, exceto das de crédito.
“Devido à pandemia, no ano passado, houve a instrução normativa do DREI - Departamento de Registro Empresarial e Integração - número 79, de 14 Abril de 2020, que veio instituir a possibilidade de realização das assembleias de forma semipresencial, ou seja, algumas pessoas no local de realização da AGO e o restante de forma virtual; e veio trazer, também, a possibilidade de realização totalmente virtual, com cada participante em ambientes separados, realizando essas assembleias.”, afirma Diego Andrade, Gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do SESCOOP/PA.
A plataforma escolhida pela OCB/PA foi a “Microsoft TEAMS”, onde é possível não apenas realizar as reuniões, mas também proporcionar treinamentos e uma variedade de cursos online, além da configuração que possibilita a gravação das transmissões. Com a licença, muitas cooperativas solicitaram o sistema, o que levou a OCB/PA a iniciar, este ano, a capacitação das cooperativas, em relação ao uso da plataforma.
“Primeiro foi necessário capacitar a nossa equipe, para que a nossa equipe pudesse estar ciente de como auxiliar na condução da assembleia junto à cooperativa e, posteriormente, capacitar um operador da cooperativa para a condução e utilização da plataforma. Orientamos sobre todo o funcionamento, sobre os processos de votação, de apresentação dos materiais, aceitação de pessoas nas reuniões, entre outros. Todos os procedimentos necessários para que a assembleia seja realizada da melhor forma possível.”, reitera.
Para reforçar esse treinamento às cooperativas, o Sistema OCB/PA ainda preparou um tutorial, onde é ensinado o passo-a-passo do uso do aplicativo, desde o download, que pode ser feito gratuitamente, em sua versão completa, em aparelhos Android e IOS. O conteúdo está disponível no site e nas redes sociais da OCB/PA.
“Realizamos as capacitações e acompanhamos as assembleias para o cumprimento legal e também para qualquer necessidade de suporte técnico na utilização da plataforma. Estamos à disposição de todos para prestar todo o apoio necessário.”, afirma o Presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Lembrando que as AGOs devem ser realizadas até esta quarta-feira, dia 31 de março. Se você ainda possui alguma dúvida sobre a funcionalidade do sistema ou precisa de acompanhamento técnico para a sua assembleia, é só mandar e-mail para

Um dos diferenciais do modelo de negócio cooperativo é a distribuição do resultado entre os associados, conforme deliberação em assembleia. Os sócios cooperados da Sicredi Sudoeste MT/PA já contam com a parcela de distribuição do montante de R$ 109 milhões alcançados em 2020. No país, o Sicredi atingiu o resultado de 3,3 bilhões de reais.
Na Sicredi Sudoeste MT/PA as assembleias contaram com a participação de 8 mil associados e a distribuição do resultado ocorreu nesta terça-feira, dia 23 de março, para seus mais de 102 mil associados. O Presidente da Cooperativa Antonio Geraldo Wrobel destacou a relevância da distribuição, principalmente pelo atual cenário socioeconômico.
“O ano de 2020 foi de cooperar e sabemos que o momento continua desafiador, por isso aceleramos a distribuição do resultado a fim de disponibilizar o recurso para o associado e faze-lo girar em nossa comunidade”, reiterou Wrobel.
É importante frisar que os recursos ficam na área de atuação da Cooperativa e são reinvestidos na própria região. Isso cria um ciclo virtuoso, onde associados, comércio local, produtores e toda a comunidade ganham juntos.
Os associados podem consultar o extrato detalhado da distribuição com seu gerente. Quem ainda não é associado pode se associar em uma das agências do Sicredi ou solicitar abertura de conta pelo site www.sicredi.com.br e contar com todos os produtos e serviços financeiros e os benefícios de ser associado a uma instituição financeira cooperativa.

A tão famosa e apreciada farinha de Bragança seguiu mais um passo para o reconhecimento nacional. Nesta quarta-feira (24), a Cooperativa Mista dos Agricultores Familiares dos Caetés (COOMAC) aprovou proposta de Caderno Técnico de Especificações (CTE). A apresentação ocorreu em Assembleia Geral Ordinária (AGO), realizada de forma virtual com o apoio do Sistema OCB/PA.
Por causa da pandemia, o encontro foi semipresencial e contou com a presença de agricultores da cooperativa, da OCB/PA, da Emater, Adepará e da Secretaria de Agricultura do Estado (SEDAP). Discutiu-se duas pautas, apresentadas pela cooperativa no edital. Uma delas foi sobre a identificação de procedência da farinha de mandioca de Bragança, no nordeste paraense.
Na ocasião, foram apresentados os artigos do Caderno Técnico de Especificações e a redação foi aprovada, o que permite à cooperativa, agora, dar sequência aos trâmites legais na busca pela identificação de procedência da farinha de mandioca, como genuinamente bragantina.
“Seguindo o decreto estadual, optamos por manter nossa AGO de forma virtual, seguindo todos os protocolos de segurança com a preocupação devida a todos os nossos produtores. Foi uma reunião importante para darmos prosseguimento ao processo de identificação geográfica. Vamos trabalhar no que for necessário para alavancar e organizar a cadeia produtiva da farinha na região bragantina e para termos a valorização do homem do campo”, enfatizou o presidente da COOMAC Bragança, Paulo do Carmo.
As entidades parceiras se posicionaram reforçando a importância desse passo, destacando as vantagens e benefícios de possuir essa identificação, como forma de valorização do produto e da própria cooperativa.
“Não tem como falar em Bragança, sem falar em farinha de mandioca e vice-versa. O município é referência no estado quando o assunto é a produção de farinha. A AGO foi importante para definir esse novo passo para a cooperativa, pois vai valorizar muito mais o ingrediente, que é indispensável na gastronomia e na cultura paraense. A OCB/PA está à disposição para apoiar na articulação junto às entidades estratégicas que regulam as identificações de procedência.”, destaca o presidente da OCB/PA, Ernandes Raiol.
De acordo com a representante da SEDAP na assembleia, a técnica Márcia Tagore, a secretaria já está em negociação com o banco do Estado para abrir uma linha de crédito específica para o segmento.
“Já existe a linha de crédito federal de financiamento pra produção da farinha de mandioca, pelo PRONAF, mas estamos tentando uma negociação com governo do estado, justamente pra melhoria dessas casas de farinha. É um conjunto de ações que não andam sozinhas e quanto mais pessoas estiverem empenhadas pra tentar resolver, melhor. Estamos à disposição.”, reiterou
A outra pauta trazida na AGO foi a eleição anual dos conselheiros fiscais, que é uma obrigação da Lei Geral do Cooperativismo, Lei 5.764/1971, que precisam renovar pelo menos 2/3 dos conselheiros anualmente.
PRAZO
Lembrando que o prazo legal das AGOs é até o dia 31 de março (exceto para cooperativas de crédito). Elas estão sendo realizadas de forma semipresencial ou online, por causa da pandemia. Uma das possibilidades é a plataforma Microsoft TEAMS, disponibilizada gratuitamente pelo Sistema OCB/PA na sua versão completa para os sistemas Android e iOS. As cooperativas interessadas devem enviar e-mail para