
A estabilidade jurídica é a maior demanda da Central das Cooperativas do Estado do Pará (Cencopa). Em reunião com o presidente da ALEPA, Márcio Miranda, os representantes da Central apresentaram as pendências da categoria que busca uma Lei própria para a regulamentação das suas atividades. Entre as reivindicações, estão o aumento da capacidade de assentos, a extensão dos percursos e o assento no Conselho Estadual de Regulação e Controle de Serviços Públicos (CONERC). A iniciativa tem o apoio do Sistema OCB/PA, que está produzindo a minuta do projeto de Lei. Os cooperados ainda se reuniram com o presidente Ernandes Raiol para discutir os próximos passos do processo e receber certificados de atualização de registro na entidade.
A reunião na Alepa tratou dos ajustes da confecção da lei que deverá ser trabalhada para atender o transporte alternativo intermunicipal. O Conselho possui três resoluções básicas, uma delas é sobre o transporte complementar. Por solicitação da CENCOOPA, a assessora jurídica do Sistema OCB/PA, Nelian Rossafa, foi até Marabá para elaborar a minuta com as cooperativas. O resultado foi apresentado ao presidente da Assembleia Legislativa. Se reivindica a revisão e alteração das resoluções que disciplinam a quantidade de assentos dos veículos de 28 para 32 lugares. Os veículos vêm de fábrica com um número exato de bancos e, para atender à resolução, os cooperados são obrigados a modificar a estrutura do carro, retirando os assentos. Outro ponto é a idade dos veículos, que deverá ser alargada para até 12 anos.
Sobre a alteração no percurso, se solicita o aumento da distância na concessão de linhas de 250km para 300km. A extensão territorial do Estado dificulta o cumprimento da norma. Alguns municípios possuem limites para além do permitido, inviabilizando que se consiga chegar até as rodoviárias.
O Sistema OCB/PA está atuando diretamente na parte operacional do processo, tanto no âmbito jurídico quanto no político. “A ideia é que a lei venha salvaguardar esses direitos, inclusive com maior participação do cooperativismo nas decisões da categoria com assento da Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado do Pará no CONERC. O presidente Márcio Miranda pediu a justificativa do porquê dos artigos desta lei. Estamos confeccionando e vamos apresentar a ele”, explicou Nelian.

No Pará, 20 cooperativas trabalham com o transporte intermunicipal complementar. A Central reúne cerca de 90% dessas cooperativas, totalizando mais de 3mil cooperados. São atendidos municípios como os de Marabá, Xinguará, Redenção, Conceição, Rondon do Pará, São Félix do Xingú, Parauapebas, São João do Araguaia, Dom Eliseu, Tucuruí e Goianésia.
A estabilidade jurídica da Central possibilitará acesso a financiamentos para troca de frota, melhor qualidade de serviços e benefícios diretos para a população. Na reunião, com o presidente Ernandes Raiol, discutiu-se justamente sobre a modernidade dos veículos e foi feita a entrega dos certificados de atualização para duas cooperativas da Central. “A expectativa é muito boa de conseguirmos a aprovação. Há possibilidade de não ser uma lei autônoma, mas ser uma emenda à lei do transporte alternativo, como um capítulo especial. Atualmente, eles estão regulamentados através de resoluções que podem ser modificadas e, sem participação no CONERC, não há quem possa representá-los para discutir os interesses das cooperativas. Porém, estamos nos mobilizando justamente neste sentido”.

O termo de parceria visa desenvolver capacitações para cooperativas que tenham trabalhos nas áreas de interesse
O aporte tecnológico da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) é um aliado que pode promover o melhoramento da produção e, por conseguinte, a competitividade das cooperativas. Em reunião com o Chefe Geral da unidade estadual, Adriano Venturieri, o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, discutiu sobre o estreitamento da parceria com a elaboração de um termo de cooperação técnica entre as entidades. A iniciativa foi uma das demandas suscitadas pelas cooperativas na elaboração da Matriz da Cooperação.
As pesquisas desenvolvidas pela Embrapa geram tecnologias, produtos e serviços que viabilizam a produção de alimentos, o uso dos recursos naturais e florestais e a conservação do capital natural da Amazônia Oriental. A instituição atua em todas as regiões do estado do Pará. As linhas de pesquisa são direcionadas a partir de três grandes temas, que dão suporte a políticas públicas para a promoção do desenvolvimento sustentável da região: Ordenamento, gestão e monitoramento territorial; Manejo, valoração e valorização da floresta; Uso de áreas alteradas com opções tecnológicas e sistemas sustentáveis.
O termo de parceria visa justamente desenvolver capacitações para cooperativas que tenham trabalhos nas áreas de interesse da Embrapa/PA, como canteiros de experimentos e pesquisa de grãos. A assessora jurídica do Sistema OCB/PA, Nelian Rossafa, já enviou a minuta do termo para avaliação da equipe da Embrapa e posterior oficialização do acordo. “A expectativa é bastante positiva para que consigamos fechar o termo, usufruindo da expertise tecnológica da Embrapa na orientação técnica de profissionais com ampla experiência em pesquisas no ramo. É um trabalho que promove desenvolvimento científico, tecnológico, econômico e social para o Estado. Também queremos incluir as nossas cooperativas neste contexto”, conclui Raiol.


As boas práticas de difusão do cooperativismo entre crianças e adolescentes serão reconhecidas através do prêmio de repercussão nacional “SomosCoop”, promovido pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). Para a edição de 2018, foi criada a categoria Cooperjovem. A intenção é reconhecer as iniciativas de intercâmbio realizadas pelas singulares com as escolas da região onde estão situadas. A proposta é manter a metodologia dos Projetos Educacionais Cooperativos (PEC) na avaliação do Prêmio.
O SomosCoop, conhecido como uma das grandes celebrações do cooperativismo brasileiro, tem o objetivo de mostrar para toda a sociedade os benefícios do cooperativismo no seu modelo inovador de negócio. Entre as categorias da premiação também estão: Cooperativa Cidadã, Comunicação e Difusão do Cooperativismo, Desenvolvimento Sustentável, Fidelização, Inovação e Tecnologia e Intercooperação.
No Pará, o programa COOPERJOVEM é executado pelo SESCOOP/PA nos municípios de Castanhal e Santa Izabel em parceria com o Instituto SICOOB e as cooperativas do Sistema de Crédito. A Cooperativa dos Educadores Autônomos de Castanhal (CEAC) foi a pioneira no Estado, sendo acompanhada posteriormente por 25 escolas públicas do município, nas quais participam 2.100 alunos e 88 professores. Santa Izabel aderiu ao Programa em 2017 e já obteve resultados bastantes satisfatórios. Ao todo foram capacitadas 25 escolas e 64 professores, mas a Prefeitura já garantiu que estes números devem subir ao dobro com a inclusão de mais 25 unidades de ensino.
“Os resultados gerados pelo COOPERJOVEM, sem dúvida, serão identificados no futuro com muita facilidade ao vermos o crescimento do interesse dos jovens por esse mercado promissor. Nada mais justo premiar desde agora os projetos feitos em parceria com as escolas, o que tende a incentivar um maior engajamento por parte das escolas envolvidas, dos professores, das cooperativas e, claro, dos alunos”, afirmou o Presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
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Os procedimentos para constituição, avaliação e arquivamento documental de cooperativas segue uma Lei específica diferenciada, o que motivou a participação do Sistema OCB/PA no Encontro de Coordenadores das Unidades Desconcentradas da Junta Comercial do Pará (JUCEPA). O gerente Vanderlande Rodrigues ministrou palestra técnica para alinhamento sobre as exigências previstas. Participaram coordenadores das unidades da região metropolita e interior do Estado, hoje presentes em 23 municípios. O tema central do encontro foi a modernização do registro mercantil a partir das ações de desburocratização implementadas nos últimos dois anos.
Um dos objetivos da programação é padronizar o atendimento, promovendo discussões que atualizem os coordenadores sobre mudanças nas legislações vigentes para oferecerem aos usuários o mesmo tipo de atendimento. Uma das ações discutidas foi a integração dos órgãos de registro e legalização de empresas através do sistema Integrador Pará e o lançamento da e-Jucepa, versão totalmente digital de todos os serviços da Junta Comercial.
Na Palestra sobre Cooperativismo, foi apresentado o papel da OCB em relação às cooperativas, deixando a instituição à disposição para esclarecer os assuntos não entendidos pelos profissionais que recepcionam processos das cooperativas. “Identificamos algumas exigências que delongam o andamento do ato de arquivamento de cooperativas as quais podem ser dirimidas com a interpretação assertiva da Lei. Tendo a OCB como auxilio, conseguiremos maior fluidez no trabalho dos técnicos, celeridade na avaliação e obtenção de resultados ainda mais positivos para as cooperativas utilizarem suas documentações após liberação da Junta”, explicou Vanderlande.
Os processos em Assembleias Gerais Extraordinárias, reformas de estatuto e capital social foram algumas das situações ressaltadas. “Nosso objetivo é servir de elo orientador e instrutivo, como a legislação prevê, para os profissionais da Junta. Esse intercâmbio permite um estreitamento maior na relação com eles para que demandem essas orientações técnicas ao Sistema. Deixamos a OCB totalmente aberta à Jucepa para quando necessitar de alinhamento, seja em capacitações em Belém ou fora da capital. É mais uma forma das cooperativas se aproximarem da Instituição”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

Escritores, empresários, jogadores de futebol. Os sonhos das crianças e adolescentes que participam do Espaço Cultural Nossa Biblioteca no Guamá são muitos e, agora, todos esses sonhos serão alimentados pelo espírito empreendedor do cooperativismo. Conhecido por ser um dos mais populosos e violentos da área metropolitana de Belém, o bairro do Guamá é a sede das primeiras cooperativas mirins da Região Norte do Brasil. Nesta quarta (29), os novos cooperados realizaram a Assembleia Geral de Constituição das singulares no auditório da Central Sicoob Unicoob. O projeto tem apoio do Instituto Sicoob, Sicoob Cooesa e Sistema OCB/PA.
Foram constituídas duas singulares. A Cooperativa Flor do Norte é formada por crianças de 8 a 13 anos e o objeto de aprendizagem é a confecção de livros de poemas, parlendas, contos e minicontos. Já a Cooperativa Guamá Primeira do Norte é formada por adolescentes de 14 a 17 anos que irão trabalhar com obras acerca da história do Espaço Cultural Nossa Biblioteca. São cooperativas fictícias com a finalidade de promover o exercício do compromisso, da responsabilidade e da cidadania. Cada cooperado fará uma contribuição anual de R$ 2,00. Os livros ficarão disponíveis para comercialização e a renda será dividida entre as próprias crianças. Porém, o objetivo principal é a prática do cooperativismo, como um ensino de empreendedorismo.
A iniciativa busca dar uma oportunidade de inclusão frente aos altos índices de vulnerabilidade social do Guamá, transformando a realidade de filhos e pais através do cooperativismo. “Dizem que no nosso bairro há muita criminalidade, que não tem trabalhadores, mas lá tem cultura, tem vida, pessoas do bem. Queremos um futuro bem melhor para todos nós. Não só de empregada doméstica como muitos pensam. Há crianças aqui que querem ser empresárias, jogadores de futebol. Todos esses sonhos são possíveis de realizar, basta acreditar e se esforçar para que se realizem”, afirmou a presidente da Flor do Norte, Maria Niele Soeiro, de 12 anos.
Já Leandra Freitas, de 14 anos, é a presidente da Guamá Primeira do Norte. “Passo mais tempo no Espaço do que na minha própria casa e vou continuar durante toda minha vida. Agora, também quero levar o cooperativismo junto. Sei que vamos nos tornar adultos e precisaremos sair da cooperativa mirim, mas pretendo me associar em outra cooperativa quando for adulta. Quero que todo o conhecimento aprendido vá para frente”.
O Espaço Cultural foi a primeira biblioteca comunitária formada no bairro há 40 anos. Através das reivindicações de entidades que lá se reuniam, surgiram ruas urbanizadas, escolas e pronto socorro. Todos os dias são realizadas oficinas de literatura, teatro, mediação de leitura, musicalização, dança, empreendedorismo, entre outras atividades. A ideia surgiu de um processo de articulação com o Instituto Sicoob, sendo também aderido pela cooperativa Sicoob Cooesa. Os mediadores que trabalham no Espaço Cultural receberam um curso de formação sobre o cooperativismo e, posteriormente, foram ministradas palestras e oficinas para as crianças sobre o passo a passo para a organização.
“Desde cedo, aprenderão a serem cidadãos que não fiquem dependentes do capitalismo que impera nesse pais, buscando outra forma de esse organizar economicamente. No futuro, buscaremos parceiros para exposição e divulgação desses materiais. Um estante na tradicional Feira do Livro, por exemplo, seria uma ótima oportunidade”, afirmou a professora orientadora, Joana Chagas.
Na quarta (29), ocorreu a Assembleia de Constituição, quando se deliberou pela aprovação do estatuto da cooperativa, membros da Diretoria, Conselho de Administração e Conselho Fiscal, quota parte, logomarca e o objeto de aprendizagem. Prestigiaram o evento o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, o superintendente Júnior Serra, o Diretor Regional da Central Sicoob Unicoob, Elisberto Torrecillas e a presidente da cooperativa Sicoob Cooesa, Francisca Uchôa.
“Temos a obrigação de nos preocupar com o entorno onde as cooperativas funcionam. Também pensamos em preparar nossos futuros sucessores. Juntando nossa preocupação com o desenvolvimento da sociedade, aderimos à ideia das singulares mirins, vislumbrando que eles ditem futuramente as normas do cooperativismo e continuem essa história”, afirmou Francisca.

Na oportunidade, também foram premiados os criadores das logos de identificação das cooperativas. De acordo o Presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, o objetivo é estender a iniciativa para outros municípios como Castanhal e Marituba. “Estamos trabalhando em parceria com o Sistema Sicoob para implementar essas metas. O resultado até aqui já é bastante satisfatório. Vimos o interesse e o engajamento os quais as crianças estão depositando neste projeto para fazê-lo dar certo. Teremos resultados imediatos na formação de seres humanos com os ideais cooperativistas, assim como, posteriormente, colheremos os frutos de uma sociedade organizada no modelo econômico que visa o social antes mesmo do capital”.



Enquanto muitas empresas ainda tentam se recuperar da recente recessão econômica, as cooperativas estão articulando medidas para ampliar negócios. Nos próximos anos, a meta de R$ 500 milhões em ativos, 25 agências, R$ 10 milhões em sobras anuais e 10mil associados nortearão o trabalho visionário da Sicoob Transazmazônica, que aposta em um planejamento estruturado construído coletivamente para alcançar os seus objetivos estratégicos. Na última semana, a cooperativa apresentou o direcionamento da gestão aos cooperados. O evento teve participação do Banco Cooperativo do Brasil, Central Sicoob Unicoob e Instituto Sicoob. O Superintendente Júnior Serra representou o Sistema OCB/PA, que apoiou a realização do Seminário.
Dentro da programação, o presidente da cooperativa, Antônio Gripp, fez a abertura. O Diretor Lucas Gelain iniciou com os Direcionadores Estratégicos e Marino Delgado expôs a visão do futuro. O Diretor regional da Central Sicoob Unicoob, Elisberto Torrecillas, falou sobre a expansão e desenvolvimento da cooperativa. Ainda houve palestras sobre Inteligência de Mercado, Desafios e Oportunidades e, finalizando, a palestra “A grande Virada”.
A intenção é atender os municípios de Anapu, Novo Repartimento, Pacajá, Tucuruí, Tailândia, Jacundá, Goianésia, Paragominas, Dom Elizeu, Rondon do Pará, Conceição do Araguaia, Redenção, Parauapebas e Xinguara, Altamira Tucumã, Ourilândia, Marabá, Itupiranga, Floresta Do Araguaia, São Félix do Xingu, Breu Branco e em Marabá, que terá duas agências. Os municípios possuem pontos fortes e diferentes entre si, como pecuária de corte, desenvolvimento do agronegócio de grão, comercio, mineração e serviços.
“Dentro da área direcionada pelo Sistema Sicoob para atuação e expansão da nossa cooperativa, que compreende as Regiões Sul e Sudeste do Pará, analisamos os pontos que possuem um potencial econômico maior e trabalham com matrizes estratégicas diferentes para que formemos uma carteira de crédito. Isso nos possibilita pulverizar a carteira com uma visão de diminuição de riscos, por não dependermos de um setor econômico apenas. Também fizemos uma avaliação da população economicamente ativa, potencial de crescimento e de suporte de lideranças que se possibilitem um trabalho de mobilização”, explicou Antônio Gripp.
Na ocasião, também foi discutido o planejamento em curto prazo. Com menos de dois anos de existência, a cooperativa já possui mil associados. A meta é atingir o número de 2mil sócios já em 2018 com R$ 30 milhões em ativos e R$1 milhão de sobras. Atualmente, os cooperados possuem R$ 300mil em sobras e R$ 15 milhões de ativos. A cooperativa tem agências em Pacajá e em Tucuruí. Neste mês, será inaugurada a agência em Novo Repartimento. Para o ano que vem, serão abertos os pontos de atendimento de Anapu e Conceição do Araguaia.
A cooperativa trabalha com um portfólio completo de serviços financeiros. São mais de 100 produtos em expansão. Ela já foi constituída no regime de livre admissão dos associados, podendo se cooperar pessoas físicas ou jurídicas em qualquer segmento. A carteira é variada com linha de crédito rural, linha de credito pessoal, comercial, cartões, seguridade, previdência, produtos de investimento como poupança, capital social e RDC.
“São objetivos ousados, mas totalmente viáveis. Por isso, envolvemos a equipe no processo de execução. A elaboração do plano foi construída levando em consideração as sugestões tanto dos diretores e conselheiros quanto dos gerentes das agências e funcionários da cooperativa. O Seminário teve o objetivo justamente de discutir, contribuir e definir a proposta para ser formalizada ao Conselho. Posteriormente, aprovaremos em assembleia”, explicou o Diretor Lucas Gelain.
Uma das ferramentas a serem utilizadas para cumprir os objetivos estratégicos será o Programa de Desenvolvimento da Gestão das Cooperativas (PDGC), que é um serviço disponibilizado pelo Sistema OCB/PA para o aprimoramento da autogestão das cooperativas. Seu objetivo principal é promover a adoção de boas práticas administrativas. A metodologia é pautada no Modelo de Excelência da Gestão® (MEG) da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ), que é um referencial utilizado para promover o aumento da competitividade das organizações. O Superintendente Júnior Serra apresentou as diretrizes do Programa e a diretoria aprovou a sua implementação.
“O país encolheu e a cooperativa está falando em abrir 25 filiais, graças ao empreendedorismo do conselho, da atuação de toda a equipe. Isso é fantástico. Esperamos que consigam ser assertivos em suas ações, priorizando a qualificação da gestão no que podemos auxiliar, sem dúvida. Acompanharemos todas as etapas desta estruturação que representará um ganho enorme para os municípios contemplados, seja com os benefícios de um agente de crédito ou na geração de emprego e renda”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

A cooperativa Unimed Belém está com oportunidades de emprego para Analista de Tecnologia da informação para atuar no setor de desenvolvimento. Os interessados em participar da seleção devem ter alguns pré-requisitos como ensino superior completo em Ciência da Computação, Processamento de Dados e Sistema de Informação e experiência com desenvolvimento de sistemas. Os candidatos deverão encaminhar o currículo atualizado até o dia 01 de dezembro para o e-mail:

A experiências obrigatórias são em Visual Studio 2015 (ou superior) com C# Web Arquitetura MVC com WebApl e Desktop e em SQL Server, Java Script com Fremework Jquery e Web Service. É recomendável também que se tenha conhecimentos em Oracle, Ajax, Visual Basic 6 e VB Dot Net, Scrum, Crystal Report e Visual Studio Xamarin 2017 (mobile).

Colaboradores, cooperados e esposas de cooperados da Cooperativa Agroindustrial Paragominense (COOPERNORTE) foram capacitados no Curso Básico de Cooperativismo, ministrado pelo gerente de desenvolvimento do Sistema OCB/PA, Vanderlande Rodrigues. No total, participaram 50 pessoas. O curso ocorreu na última semana, na sede da cooperativa. Na oportunidade, também foi ministrado capacitação voltada para os membros do Conselho Fiscal.
“Foi uma ótima oportunidade para os nossos colaboradores ampliarem o conhecimento sobre as doutrinas que regem o setor e nossa cooperativa. É um modelo de negócio totalmente diferente das empresas convencionais, embora priorizemos por manter o mesmo nível de competitividade. Entretanto, todas as nossas ações visam o benefício do próprio associado. Estou bastante satisfeita com o trabalho prestado. Agradecemos a parceria do Sistema OCB/PA, parabenizando o presidente Raiol e o gerente Vanderlande que ministrou a capacitação com maestria”, afirmou a gerente administrativa da COOPERNORTE, Cléia Veras.
Já o curso de conselho fiscal foi voltado para os membros que compõe o órgão responsável pela fiscalização de toda administração da cooperativa. O Conselho pode convocar assembleias sempre que detectar qualquer assunto que careça da apreciação e da decisão dos associados, fiscalizando a parte financeira e administrativa da cooperativa, aprovando a prestação de contas anual, assim como assegurando o cumprimento das decisões das Assembleias. Os membros também orientam o Conselho de administração e/ ou a diretoria nos procedimentos corretos a serem seguidos.
“São capacitações necessárias para haver um alinhamento das ações da COOPERNORTE. Ficamos muito contentes com o crescimento que a cooperativa vem experimentando em um curto espaço de tempo, gerando emprego, renda e desenvolvimento social. Essa é a função do cooperativismo”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Na reunião, foram apresentadas as características do município e a história da Camta

Os 84 anos de experiência cooperativista da CAMTA podem ganhar um aliado estratégico com um potencial produtivo atual de 3mil toneladas de cacau por ano e aproximadamente 2,5 milhões de cabeças de gado. A gestão municipal de São Félix do Xingu está buscando a parceria da cooperativa para expandir a economia da Região que possui o maior rebanho de pecuária de corte do país. Na última semana, uma comitiva da Prefeitura esteve na sede da Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu, acompanhada do superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra, do Diretor da Sedeme, Sérgio Menezes e representantes da SEDAP. O grupo foi recebido pelo presidente Michinóri Konogano e pelos diretores da CAMTA. O objetivo foi mostrar as possibilidades de intercooperação.
Representando a SEDAP estiveram a Diretoria de Desenvolvimento Agro, Rosy Rayna e Geraldo Tavares. Da Prefeitura, estiveram o Secretário de Agricultura, Décio Matos, a Secretária Adjunta de Agricultura, Marta Lelis e os vereadores Adilson Santa Fé, Osmar de Paula, Gérssica Magalhães, José Alex e Maria Edna.
Na reunião, foram apresentadas as características dos produtos de São Félix do Xingu, que trabalha especialmente a fruticultura, bacia leiteira, piscicultura, hortifrutigranjeiros e, como atividade principal, a pecuária de corte. “Sempre destacamos que o maior rebanho do país é nosso. Os números são muito significativos, apontando até possivelmente para uma liderança em nível internacional, porém, queremos expandir a fruticultura também. Nosso incentivo maior seria o desenvolvimento da cadeia produtiva do cacau. Apresentamos todos os nossos números para a CAMTA, assim como conhecemos algumas das técnicas que usam para incrementar a produção as quais desejamos replicar com os produtores do nosso município”, afirmou o secretário, Décio Matos.
Como resultado da reunião, foi formalizado um convite para a diretoria CAMTA e demais instituições participantes que estão envolvidas para visitarem o município de São Félix no início do mês de dezembro, nos dias 13 e 14. O roteiro ainda está sendo articulado, mas haverá uma recepção oficial pela prefeita Minervina Barros e algumas autoridades locais do executivo e legislativo. Também serão mobilizados alguns produtores. Serão feitas vistas de campo em distritos e agrovilas da região em pequenas, médias e grandes propriedades para que a cooperativa tenha um diagnóstico prévio do que o município tem a oferecer.
A intenção é montar um plano de trabalho para transferir as negociações políticas para a área técnica, reunindo os profissionais das mais variadas vertentes técnicas para locarem experiência e analisar em quais atividades existe viabilidade para trabalhar uma possível extensão da CAMTA em São Félix.
“Embora já tenhamos alguns empreendedores neste perfil no município, entendemos que a melhor forma de se fazer negócio é através do cooperativismo, onde o objetivo principal e valorizar o produtor. Por isso, buscamos a parceria com uma cooperativa, solida, que tem mercado para venda, tanto interno quanto externo e tem resultados de busca incessante de melhorias. Além disso, trabalham muito bem o lado sustentável com os Sistemas Agroflorestais (SAF´s) no enfrentamento dos problemas crônicos de degradação ambiental generalizada e a redução do risco de perda de produção, assim como a fácil recuperação da fertilidade dos solos”, completa Décio.
A CAMTA conta com uma variedade de culturas e consórcios de várias espécies como maracujá, acerola, açaí, cupuaçu, camu camu, seringa, castanha do Brasil, bacuri, uxi, entre outros. A cooperativa já tem uma larga experiência em processos de exportação. Ela vende para outros países desde 1955. Os principais consumidores externos são o Japão, Estados Unidos e a Alemanha. Também são consumidores a Argentina, Israel e Canadá. A capacidade fabril gira em torno de 6mil toneladas de polpas por ano e a venda em torno de 5mil a 5,5mil toneladas. Deste total, 50% é destinado para a exportação e outros 50% mercado interno. A CAMTA possui, para alguns produtos, o selo internacional Organic, que possibilita a exportação.
Para o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, a parceria tem total viabilidade. “É muito importante quando o poder público assume a responsabilidade de prospectar mercado e condições adequadas para o crescimento dos produtores. A Prefeitura tem mostrado esse interesse, buscando parcerias há mais de mil quilômetros, abrindo as portas do município para o cooperativismo por entender que este é o caminho mais indicado para valorizar o trabalho do pequeno produtor e de toda a comunidade. A CAMTA é a grande referência neste sentido, sendo a primeira cooperativa agropecuária formalizada no estado do Pará. Daremos todo o apoio necessário para efetivar essa intercooperação”.

Um dos critérios indispensáveis para se acessar financiamentos em instituições financeiras é a garantia ao credor e o patrimônio líquido é esse lastro usado pelas cooperativas em geral. Entretanto, a exclusão do capital social na contabilidade do patrimônio prejudicava as dinâmicas de mercado. Por isso, a plenária do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) aprovou, na última semana, a minuta da Interpretação Técnica Geral (ITG) 2004, que assegura o entendimento da inclusão das quotas, dando fim a uma longa discussão sobre o tema. A conquista é resultado de articulações do Sistema OCB.
A minuta da ITG 2004 trata sobre conceitos, regras e formas de escrituração e elaboração das demonstrações contábeis. O maior ganho, contudo, está nas definições trazidas acerca do patrimônio líquido das cooperativas. Além disso, a nova norma contábil reformula as atuais regras representadas pela NBC T 10.8 (cooperativas em geral) e 10.21 (cooperativas operadoras de planos de assistência à saúde).
A minuta da ITG 2004, proposta pela própria Câmara Técnica do CFC, em meados de agosto deste ano, foi levada à audiência pública durante o mês de setembro. Assim, pelo prazo de um mês, profissionais e entidades puderam se manifestar sobre os termos da minuta. O Sistema OCB registrou seu posicionamento na audiência, defendendo a aprovação da ITG 2004, em mais uma etapa de uma atuação junto ao CFC em prol da adequada contabilização das quotas de capital social das cooperativas.
Recebidas as contribuições, a Câmara Técnica voltou a se reunir nesta quarta-feira (22/11) e aprovou a minuta da ITG 2004 com poucos ajustes. O principal ponto da norma, referente à classificação contábil das quotas de capital social no patrimônio líquido da cooperativa, ficou mantido.
E nesta sexta-feira (24/11), a Plenária do CFC ratificou o entendimento da Câmara Técnica pela aprovação da ITG 2004. O resultado da reunião da Plenária consolida um trabalho do Sistema OCB que se desenvolve desde novembro de 2010, quando o Comitê de Pronunciamentos Contábeis, por meio da Resolução CFC nº 1055/2005, aprovou a Interpretação Técnica ICPC 14, que estabelecia, expressamente, a classificação das quotas de capital social de cooperados e instrumentos similares no passivo. Essa interpretação, além de contrariar a lei, princípios contábeis e especificidades das sociedades cooperativa, desencadearia impactos e resultados extremamente negativos na análise financeira das cooperativas.
A norma agora segue para publicação no Diário Oficial da União, o que deve ocorrer até o fim da próxima semana. Para o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, a aprovação da ITG 2004 representa uma grande conquista para o cooperativismo brasileiro. “O convencimento do CFC da inadequação e dos prejuízos que poderiam advir da interpretação de que as quotas de capital social deveriam ser contabilizadas no passivo da cooperativa foi um trabalho “longo e árduo”, mas o resultado é uma norma que respeita as especificidades das sociedades cooperativas no Brasil, delineadas pela legislação”, avalia.
Para o próximo ano, são esperados cerca de 30 mil visitantes na 9ª edição da Feira organizada pelo SEBRAE/PA, uma ótima oportunidade para as cooperativas expandirem seus negócios. As singulares registradas no Sistema OCB/PA terão mais espaço nesta edição. A coordenação do evento se reuniu nesta semana com a diretoria do Sistema para apresentar as novidades e a estimativa é que participem pelo menos 15 cooperativas de vários ramos de atividades presentes no Estado.

Com foco no mercado, a Feira do Empreendedor ocorrerá no mês de maio e contará com mais de 300 eventos de capacitação e 100 empresas expositoras distribuídas em 8.500m2 no Hangar Centro de Convenções. Ao longo de quatro dias, será oferecida gratuitamente uma intensa programação de palestras, oficinas, seminários, debates, painéis, encontros e rodadas de negócios e workshops.
Em 2016, participaram seis cooperativas no estande do Sistema OCB/PA: Sicoob Cooesa, CASP, COOMAC, COPABEN, D´Irituia e CAMTA. A proposta é continuar com as mesmas expositoras, incluindo também os ramos saúde, trabalho, transporte e energia. “É uma vitrine para oportunizar visibilidade para os empreendedores. Temos modelos diferentes de negócios para alavancar, alcançando um mercado mais amplo consequentemente. Esse crescimento demonstra que o Sistema está fortalecido no Pará, possuindo cases que são começam a serem consolidados”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
O SEBRAE/PA estabeleceu alguns critérios para selecionar os expositores. Será feito um levantamento das cooperativas que podem atender pré-requisitos como capacidade produtiva e apresentação de produtos a serem ofertados, os quais já estejam sendo comercializados ainda que de forma incipiente. “Estamos selecionando as que demonstram um nível de amadurecimento maior, que já ofertam produto para o mercado e precisam dessa vitrine para que novos parceiros se tornem clientes. A Feira não é uma proposta para desenvolver produtos. É para ganhar mercado. Com base nisso, a Feira faz os questionamentos com uma perspectiva de visão mais ampla, levando em consideração também o pós evento, do que pode surgir como novos contratos e parcerias. É preciso que os participantes tenham garantia de atender a expectativa desse novo mercado consumidor”, explica o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra.
Em 2016, os resultados da Feira foram bastante significativos. Do total, mais de 65% dos expositores consideraram que a empresa ficou conhecida no mercado, 45% aumentaram suas vendas e mais de 20% conseguiram contatos com novos distribuídos, fornecedores, representantes e outros. Podem expor as empresas ofertantes de máquinas e equipamentos que gerem renda, empresas que busquem representantes, revendedores e distribuidores, empresas que fazem venda direta, franqueadores interessados em expandir sua base, licenciadoras de marcas, produtos ou serviços interessados em novas parcerias e empresas de consultoria tecnológica.

Estima-se que ainda existam cerca de 25 toneladas de ouro no solo de Serra Pelada já fustigado pelo tempo, uma esperança que anima os milhares de garimpeiros residentes na Região há 36 anos, sofrendo com condições precárias de sobrevivência. O presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, participou de uma reunião com o quadro de sócios da Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada (COOMIGASP) e acompanhou de perto a realidade do local. Foram discutidas as formas como a entidade pode auxiliar os cooperados na retomada do Projeto de Exploração da área, que deve ser feita em parceria com empresa japonesa. A intenção é realizar um Seminário de Ramo no município no próximo ano.
Ao longo desses anos, já tentou-se executar vários projetos na região. Porém, nenhum obteve sucesso. Em 2011, a empresa de mineração canadense Colossus Minerals se associou à Cooperativa formando a joint venture Serra Pelada Companhia de Desenvolvimento Mineral (SPCDM). No início de 2014, a empresa fez uma demissão em massa e anunciou a paralisação do projeto por tempo indeterminado. A diretoria da Coomigasp está procurando novos investidores para retomar o projeto.
“O garimpeiro não recebe benefício. São pessoas com idade avançada, morrendo apenas com promessas de melhorias. Há senhores de quase 90 anos de idade, já doentes, apostaram, perderam tudo e não saíram mais de lá. É um índice grande de pobreza. As cooperativas estão buscando parcerias com empresas de mineração para tentar mudar essa realidade. Não há como continuar produzindo desta forma manual. É preciso se organizar e tomar conta do negócio”, afirmou Ernandes Raiol.
Atualmente, a cooperativa opera em pequena escala, de forma artesanal. O projeto prevê a participação de empresa na concessão de equipamentos e máquinas adequadas para a prospecção de minérios. O presidente do Sistema OCB/PA irá discutir com as entidades regulamentadoras do setor para realizar um Seminário do Ramo Mineral no molde do que foi feito em 2017, no município de Moraes de Almeida, em parceria com Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (SEDEME) e o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).
“O caminho é se unir, buscar parcerias com contratos bem claros e acompanhados de advogados competentes para que não sejam mais enganados. Vamos trabalhar nesse rumo, somando com as cooperativas da Região. A maioria está inadimplente, o que nos impossibilita de fazer algumas ações, mas vamos buscar a parceria do Governo para desenvolvermos essa discussão em busca de alternativas. Do jeito que está ali, a tendência é aumentar a pobreza, prostituição e doenças. Nossa estratégia é fazer o Seminário ainda no começo de 2018”.

Desde o decreto acerca do fechamento dos lixões à céu aberto, as cidades brasileiras buscam as melhores soluções para o destino dos seus resíduos. A organização dos catadores no modelo cooperativista sempre foi a alternativa mais viável, mas o aparelhamento estrutural dependente do apoio político pouco contribuiu para mudar a realidade dos trabalhadores. A Cooperativa de Reciclagem de Xinguara (Cooperlimpa), por sua vez, apresentou uma outra proposta: a gestão profissionalizada e independente. Com recursos próprios, a singular mantém sua estrutura, contratando a mão de obra da catação. Na última semana, os cooperados receberam o certificado de registro no Sistema OCB/PA pelas mãos do presidente Ernandes Raiol.
A Cooperativa foi criada em 2006 com apoio da Prefeitura Local, mas ao final do mandato vigente e com o corte do apoio financeiro, as atividades foram paralisadas. Em 2017, a Cooperlimpa retomou suas operações com a reciclagem em um formato negocial, diferente do que é praticado na Região Metropolitana de Belém cujas cooperativas são compostas exclusivamente por catadores. Com a nova proposta, profissionais liberais como advogado, contador, professor, engenheiro eletricista, técnico em segurança do trabalho são os que formam o quadro de sócios. Eles não executam a catação. Apenas gerenciam e fazem a comercialização do material tratado pelos funcionários contratados: os catadores. Até o momento, são 12 colaboradores.
“O catador não é cooperado. Não se trata de economia solidária para protagonizar o catador, nem de assistência. Pode não ser a estrutura mais atrativa na teoria, mas na prática, na atual conjuntura, é a melhor opção. Eles terão emprego, salário, irão recolher INSS, poderão se aposentar, alcançar um benefício se tiver algum acidente, o que não ocorre com as cooperativas de catadores em geral, que em sua maioria não atendem às obrigações legais trabalhistas. Se alguma eventualidade acontecer, ele ficará desemparado”, explicou a assessora jurídica do Sistema OCB/PA, Nelian Rossafa.

Os materiais trabalhados são papel, plástico, vidro e pneu sem dependência à logística reversa. Eles catam e separam a matéria bruta que é comercializada e destinada às indústrias localizadas em Goiás para fazerem a transformação. A intenção é que cheguem a participar de todas as etapas deste beneficiamento. O galpão é locado, a estrutura de funcionamento é da cooperativa e não há mais a dependência do Estado. Os professores cooperados ainda fazem ações de educação ambiental.
A cooperativa possui parcerias com empresas da região, principalmente grandes frigoríficos que enviam os resíduos sólidos provenientes da fábrica. Eles estão em expansão de suas atividades para ampliar a cobertura de coleta a todo o município local. Apesar de ser um negócio independente, os cooperados contam com o apoio da prefeitura através da Secretaria de Meio Ambiente, Saneamento e Turismo de Xinguara que encara a iniciativa como uma solução para o impasse dos lixões.
“A cooperativa é um novo modelo de empreendedorismo. As doutrinas que regem o setor não versam sobre um assistencialismo que apenas dá algo. Conseguimos os benefícios sociais a partir da união de pessoas que desenvolvem capital. Por isso é importante não estar atrelada a bandeiras políticas. O Estado deve ajudar assim como a Prefeitura está fazendo, mas é preciso ter autonomia para caminhar com as próprias pernas. É preciso ter profissionalismo. O Sistema OCB/PA prestará todo o apoio possível para que a Cooperlimpa se torne um modelo replicado em outras regiões do Pará”, afirmou Ernandes Raiol.
A Organização das Cooperativas Brasileiras vem estimulando a produção científica como forma de aliar a teoria à prática, em prol do fortalecimento do setor. Durante esta semana, a entidade celebrou a quarta edição do Encontro Brasileiro de Pesquisadores em Cooperativismo (EBPC). José Sebastião Romano Oliveira representa o Pará no evento. Ele é o autor do projeto “Cooperativa D’irituia Avanço Sustentável e a Construção do Conhecimento junto a Parceiros Institucionais Estratégicos”. Pesquisadores de todas as partes do país, além de representantes de unidades estaduais do Sistema OCB, acompanharam a programação.

O evento é uma realização do Sistema OCB e ocorreu no auditório da Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), em Brasília. O tema deste ano foi “Desenvolvendo negócios inclusivos e responsáveis: cooperativas na teoria, política e prática”. Os objetivos foram evidenciar o cooperativismo como um modelo de negócios diferenciado e que precisa ser estimulado local e regionalmente, assim como promover uma aproximação entre a área acadêmica e a realidade das cooperativas brasileiras. A programação foi baseada em quatro eixos norteadores: identidade e educação, quadro legal, governança e gestão e capital e finanças.
“É uma ótima oportunidade para divulgar as iniciativas referenciais produzidas ao longo do Brasil. Na realidade, todos saem ganhando com esse intercâmbio de ideias e conhecimento. Tivemos a satisfação em ter um dos nossos líderes cooperativistas representando o Pará”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
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A sofisticação e o sabor exclusivo da marca de chocolate Gaudens, que está conquistando o mercado europeu, leva o toque do cooperativismo paraense aos grandes centros. Uma das criações de Fábio Sicilia, proprietário da marca, é a Cripioca, um chocolate feito com o cacau da Cooperativa Agroindustrial da Transamazônica (Coopatrans) e a farinha de tapioca da cooperativa D´Irituia. O produto foi uma das sensações na 87ª Feira Internacional TARTUFO BIANCO D´ALBA, que ocorreu recentemente na Itália.
Fábio, como o Presidente fundador da Abrasel/PA e atual Diretor, cultiva o conceito do associativismo e do cooperativismo há anos. Em 2004, montou junto a outro sócio a primeira indústria de beneficiamento da amêndoa até a barrinha de chocolate. O passo seguinte foi em Medicilândia, município que mais produz cacau do Brasil e onde está sediada a Coopatrans. “Decidi apostar na cooperativa. O pequeno produtor organizado nesse modelo consegue gerar o volume necessário para acessar mercado, com capacidade de produção e um foco mais social. O desenvolvimento do país depende basicamente de fortalecer as pessoas da região. Comprando de uma multinacional, se tem uma evasão de capital. Parte desse lucro sai do país. Quando faço investimento em uma cooperativa, fortaleço a economia nacional e o pequeno produtor cresce, podendo assim formar a própria multinacional”.
Além da questão social, outro fator decisivo foi a qualidade do produto, que garante ao chocolate um sabor diferenciado. “O dono do negocio é quem cuida dessa produção, diferente da empresa de grande porte, na qual se perde identidade ao padronizar industrialmente. Na cooperativa, posso criar chocolates diferentes de acordo com a personalidade de cada produtor. Passo ter uma diversidade e riquezas de produtos muito maior”, completa Fábio.
A Gaudens foi a única estrangeira que entrou na tradicional exposição italiana. O Salão de Chocolate de Paris, na França, também teve a participação da marca que apresentou o chocolate sem leite, com 70% de cacau e os cremes de castanha do Pará com cacau e de baru com cacau. O baru, por sinal, é uma fruta típica do serrado também oriunda de cooperativa, sediada do Mato Grosso do Sul. A Gaudens ainda produz o chocolate ao leite, que só pode ser comercializado no Brasil.
“Foi surpreendente o nível de aceitação que tivemos. Foi um sucesso tanto na Itália quanto na França e no Principado de Mônaco. Estamos prospectando quem seria o distribuidor ou representante italiano. Já temos o primeiro pedido para uma loja em Mônaco, que pediu exclusividade de distribuição”, reiterou o empresário.

A perspectiva é que a parceria com as cooperativas cresça com a expansão da Gaudens, que está prospectando espaço também no mercado nacional, como em Belo Horizonte e Curitiba. Para isso, está reestruturando a indústria. Há uma possibilidade, inclusive, de intercooperação com a Coopatrans não apenas no fornecimento do cacau, mas também no beneficiamento. Estuda-se um acordo bilateral no qual se passaria o savoir-faire de tecnologia para que a cooperativa produzisse conforme o perfil da Gaudens.
O Sistema OCB/PA irá auxiliar nesse processo. “A parceria é totalmente viável. Só depende da cooperativa ajustar alguns fatores jurídicos e administrativos para entrarem em acordo, de modo a ser benéfico para ambas as partes. Iremos trabalhar neste sentido, fortalecendo a gestão e a governança cooperativa com a finalidade de solucionar os entraves para o desenvolvimento do cooperativismo no Pará”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
::/introtext::A intenção é que o complexo atraia as indústrias que se encontram instaladas nas regiões sul e sudeste do País

Quatro cidades da região Sul do Pará discutiram na última semana um projeto que propõe a criação de um Complexo Industrial voltado para reciclagem e tratamento de resíduos sólidos. A audiência para discutir o assunto foi realizada na Associação Comercial de Xinguara. O projeto foi apresentado pela presidente da ONG Gestar, Georgia Roberta Diniz, aos representantes das cidades de Xinguara, Parauapebas, Rio Maria e Água Azul do Norte, além do Presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, autoridades locais, representantes da sociedade civil e representantes das indústrias. A Cooperlimpa também participou.
A intenção é que o complexo atraia as indústrias que se encontram instaladas nas regiões sul e sudeste do País, facilitando dessa forma o direcionamento dos resíduos recicláveis dos municípios. Segundo Georgia Roberta Diniz, presidente da ONG o complexo poderá injetar na economia da região cerca de R$ 20 milhões mensais. “Será sem dúvida o melhor instrumento para os gestores municipais conseguiram atender a Política Nacional dos Resíduos, uma vez que o complexo receberá todos os resíduos recicláveis e ainda contará com pontos de recolhimento dos produtos submetidos a logística reversa (pneus, pilhas), tratamentos para resíduos de serviço de saúde e ainda sistemas de compostagem de resíduos orgânicos”.


O prefeito de Xinguara, Osvaldinho Assunção (PSDB), afirmou que a cidade irá instalar o Projeto. “Como gestor, apoio a iniciativa da ONG e estamos juntos nessa parceria. Iremos levar esse projeto ao Governo do Estado, assim como deputados, senadores e ministros para que possamos ter incentivo e tornar real esse projeto. Gostaria de convidar os demais prefeitos da nossa região para que, juntos, possamos buscar os recursos para a instalação do complexo, pois temos um compromisso com a população que é garantir a qualidade de vida”.
A Secretaria de Meio Ambiente, Saneamento e Turismo de Xinguara vem trabalhando em conjunto com a Cooperativa de Reciclagem de Xinguara (Cooperlimpa), buscando soluções viáveis para solucionar o problema com os resíduos do município e ainda incentivar a economia e a qualidade de vida daqueles que desenvolvem o trabalho como catadores de material reciclado.

Marabá é o centro econômico e administrativo da maior região produtora de commodities agrícolas da Amazônia brasileira. Com o acordo de cooperação técnica e operacional a ser efetivado com o Sistema OCB/PA, a Prefeitura pretende expandir o cooperativismo no Município e promover, assim, desenvolvimento local. Os próximos passos dessa parceria foram discutidos na última semana em reunião entre o vice-prefeito, Toni Cunha, o presidente Ernandes Raiol e o representante do ramo mineral, Etevaldo Arantes.
Em Marabá, existem cooperativas de reciclagem, transporte, saúde e crédito. “A parceria será resultado de negociações políticas do relacionamento de alguns anos que tenho com o prefeito Tião Miranda. Dentro das ações a serem implementadas, trabalharemos a questão da reciclagem, nos moldes de Xinguara, que é um modelo interessante. Em relação às cooperativas de transporte, organizaremos o transporte fluvial e rodoviário, tanto de cargas quanto o de pessoas”, explica Ernandes.
O Sistema OCB/PA irá solicitar formalmente a minuta para construir o documento junto ao jurídico da prefeitura, oficializando o acordo. “A iniciativa irá fortalecer as cooperativas, provocar a constituição de outras e desenvolver a Região através do cooperativismo. Elas já representam um segmento muito relevante no município. Só a Unimed Sul do Pará possui três vagas do MBA em Gestão de Cooperativas do SESCOOP/PA. É uma região em franco crescimento, é estratégica e ímpar. Mostra a força de recuperação após um baque econômico, conseguindo se reerguer através da pecuária e mineração. É importante que o Sistema esteja lá”, completou o presidente.

As cooperativas paraenses agora possuem uma nova plataforma de conteúdos para se informar acerca de tudo o que ocorre no mercado cooperativista. O site do Sistema OCB/PA foi totalmente remodelado, ganhando mais funcionalidade, informações e layout atrativo. A grande novidade é a inclusão do registro de cada cooperativa ativa e filiada ao Sistema. Na página principal, o usuário terá um espaço de busca para acessar os dados de cada ramo e, claro, as principais notícias do cooperativismo. O objetivo é proporcionar um nível maior de empoderamento das cooperativas a partir da difusão do conhecimento, com um consumo mais racionalizado e agradável. O portal continua no mesmo endereço: http://paracooperativo.coop.br.
Em maio, começou-se o planejamento da reforma do antigo site para executá-lo em junho. A Unidade Nacional da OCB foi consultada para que disponibilizasse o layout padrão e a área de Tecnologia da Informação da unidade estadual, através do técnico de apoio operacional, Jardel Dário, remodelou a parte administrativa, seguindo a mesma linha visual. O diferencial inovador, se comparado ao site anterior, é o cadastro das cooperativas. Quem visitar o site terá acesso a informações de cada cooperativa por ramo. Há informações sobre a Sigla, endereço, diretoria, registro, produtos que recebe e opera, produtos implantados pelo Sistema OCB-SESCOOP/PA na cooperativa, contatos, cidade sede e as logos de identificação.
“É uma forma de divulgar com quem estamos trabalhando, monitorando e incentivando o cooperativismo. Diversas pessoas já solicitaram a listagem de todas singulares ativas. O site irá facilitar o trabalho destes interessados, investidores e pesquisadores. Também é uma forma das cooperativas se sentirem participantes do Sistema OCB/PA, que é a Casa do Cooperativismo Paraense de modo físico e digital”, afirmou o Superintendente Júnior Serra.
As informações sobre transparência estão mais completas de acordo com as diretrizes do Portal Nacional. Se tem acesso ao relatório de gestão, regime interno do ano vigente, receitas, demonstrações contábeis, quadro de dirigentes e pessoal. Também constam todos os editais, licitações e dispensas. Ainda há informações sobre o que é o cooperativismo, a história do cooperativismo no mundo, no Brasil e no Pará, o Sistema, a sua missão, os ramos trabalhados no Estado, legislação estadual, nacional, internacional e contábil. Também se tem dicas de como funciona uma cooperativa e um passo a passo para montar um empreendimento nesse formato. É nesta seção para a qual a busca do registro das cooperativas na página principal é direcionada. Nos serviços, consta agenda de cursos programada para o ano inteiro, assim como informações para solicitar assessoria jurídica e contábil.
Já o layout está mais responsivo, moderno e adaptado a todas as plataformas possíveis de navegação, como computadores, celulares e tablets. Na seção de notícias, há um arquivo de tudo que já foi postado, proporcionando ao usuário pesquisar com filtros, diferente do anterior que tinha um limite de notícias. Se pode acessar qualquer arquivo de qualquer data publicada no site. A intenção também é implantar futuramente novas ferramentas para interagir com quem acessar o site, como o cadastramento do próprio usuário com a finalidade de receber alertas no e-mail quando uma notícia nova for publicada. O objetivo é ter sempre novidades para incentivar o consumo das cooperativas.
“É mais um produto importante que o Sistema oferece para as singulares, de maneira que segue o curso natural dos empreendimentos profissionalizados, com um bom nível de gestão e resultados na medida que investe na área de comunicação, na forma como o mercado e a comunidade nos enxerga. É uma área estratégica componente dos processos gerenciais, posto que o cooperativismo pretende ser reconhecido até 2025 por sua competitividade, integridade e pela felicidade que gera aos associados. Não há como ser reconhecido sem ser conhecido. Portanto, a comunicação é a ferramenta que proporcionará ao cooperativismo atingir todas as metas de seu planejamento estratégico”, afirmou o presidente, Ernandes Raiol.
O objetivo foi trazer os conselheiros para conhecerem ainda melhor o Estado

Membros do conselho de administração da cooperativa Sicredi Sudoeste MT/PA realizaram visita durante esta semana à região sudeste do Pará. O grupo esteve formado pelo presidente Antonio Geraldo Wrobel, o vice-presidente João Carlos de Oliveira e novo integrantes entre conselheiros de administração e conselheiros fiscais de diversos municípios da região Sudoeste do Mato Grosso. Acompanharam o grupo, mais dois integrantes residentes no Pará, os conselheiros Ricardo Marques da Silva, de Redenção, e José Messias Gomes, de Parauapebas.
De acordo com o presidente, Antonio Geraldo Wrobel, “o objetivo é trazer os conselheiros para conhecerem ainda melhor a região promovendo uma integração entre as estruturas da cooperativa, que hoje atua com 30 agências, sendo 22 no Mato Grosso e 8 no Pará, com 61 mil associados”. Ainda falando em números, Wrobel destaca o valor em ativos que a cooperativa gerencia, hoje na ordem de R$ 1 bilhão. “Somos um importante instrumento de incentivo para o crescimento econômico e social, isto porque os recursos permanecem nas comunidades em que foram gerados, contribuindo para o desenvolvimento de todos. Chamou a atenção dos conselheiros, sem exceção, o potencial econômico dos municípios que visitamos assim como as oportunidades que existem”, enfatiza o presidente.
O conselho de administração visitou os municípios de Marabá, Parauapebas, Canaã dos Carajás, Xinguara, Rio Maria e Redenção. O grupo também conheceu o Projeto Grande Carajás, localizado na Serra dos Carajás, em Parauapebas, onde puderam ter a real dimensão da maior mina de ferro a céu aberto do mundo e um dos maiores projetos de extração mineral em operação no país.


Na quinta-feira (16), em Redenção, como parte da programação dos conselheiros no Pará, ocorreu a reunião mensal do Consad (Conselho de Administração Cooperativa), onde foram deliberados assuntos estratégicos da instituição. Integraram a comitiva que visitou o Pará os conselheiros Antônio Carlos Manzoli, José Carlos Mendes, Nilto Pasquali, Odenir José de Matos, Valdir Salvalaggio, José Flores dos Santos, Jeferson Luiz Boese, Luciano de Sales, Claudio Giuseppe Terzi e o diretor executivo João Coelho Pinheiro.
Sobre a Cooperativa Sicredi Sudoeste MT/PA
A Sicredi Sudoeste MT/PA, instituição financeira cooperativa, tem sede em Tangará da Serra-MT. Conta com cerca de 400 colaboradores, patrimônio líquido de R$ 210 milhões e ativos na ordem de R$ 1 bilhão. A área de atuação da cooperativa é composta por 50 municípios das regiões sudoeste do Mato Grosso e sudeste do Pará. No último exercício (2016), o resultado foi de R$ 38,4 milhões.
A nova plataforma Redesim foi apresentada
Todas as etapas do processo de abertura, alteração, legalização e baixa de empresas na Junta Comercial do Pará (JUCEPA) estão sendo realizadas através de sistema online integrado com várias entidades. As cooperativas, por sua vez, também estão inseridas nesta mudança e precisam se adequar. Para facilitar essa adesão, a JUCEPA realizou o V Fórum Intermunicipal Integrador Pará na última quinta (16), em Paragominas. O evento teve participação do Prefeito Municipal, Paulo Tocantins, do titular da SEDEME, Adnan Demachki e do analista de desenvolvimento de cooperativas do Sistema OCB/PA, Jamerson Carvalho.
A finalidade da programação foi impulsionar a integração dos municípios paraenses à Rede Nacional para Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim). Anteriormente, os trâmites ocorriam de modo físico. As empresas, através dos contadores, processavam os documentos presencialmente, mas este procedimento está sendo convertido para a plataforma digital através de um sistema especifico. O Redesim integra vários parceiros como as Prefeituras dos Municípios, Secretaria de Estado de Fazenda do Pará (SEFA/PA), Receita Federal do Brasil, Corpo de Bombeiros e Secretária de Vigilância Sanitária. Antes da formalização final da empresa ou cooperativa, esses outros parceiros já recepcionam a informação.
“Fizemos um processo experimental na Região Metropolitana de Belém e percebemos os gargalos positivos e negativos do processo. Concluímos que é mais vantajoso, economizando trabalho, poupando tempo. Se for identificada alguma necessidade de intervenção ou ajuste pela Jucepa ou por outro parceiro, é possível se antecipar. Por isso, estamos disseminando a informação em todas as regiões paraenses. Até o final de 2018, acreditamos que o Estado todo estará sendo alcançado pela plataforma”, afirmou a titular da JUCEPA, Cilene Sabino.

Na ocasião, o analista do Sistema OCB/PA apresentou o cenário do cooperativismo do Estado e como está sendo trabalhada a parceria com a Junta Comercial nos processos das cooperativas. “A finalidade de se desenvolver fóruns em vários municípios onde há o escritório da Junta Comercial descentralizado é alertar as comunidades das regiões sobre essa mudança de perfil. O Sistema OCB/PA tem sido parceiro nesse processo porque as cooperativas seguem a mesma linha, a mesma regra. Estamos alertando de que elas precisam se sensibilizar na mudança do paradigma do que era físico para o digital, porque também serão impactadas em todos os seus processos”, afirmou Jamerson.
Além de Paragominas, esta edição do FIP abrangeu outros 48 municípios da região, que juntos somam mais de 47 mil empresas ativas e reúnem uma população de quase 2 milhões de habitantes. Desde o primeiro fórum, realizado em abril, em Castanhal, na Região Metropolitana de Belém, o número de municípios que aderiram a Redesim/Integrador Pará dobrou no Estado. Saltando de 22, antes do segundo fórum, em Marabá, para a quase totalidade dos 144 municípios paraenses. Apenas duas cidades ainda não aderiram ao convênio.
Cilene Sabino também relembrou sobre a Lei Estadual N 7.780/13 e a disposição do Sistema OCB/PA em integrar e desburocratizar processos de arquivamento de atos de cooperativas, contribuindo com o entendimento técnico e legal na observância à legislação cooperativista. “Agradecemos ao apoio da JUCEPA. Essa inovação irá contribuir com as cooperativas na diminuição dos custos que se tem de deslocamento, de filas e outros fatores ao se receber o deferido ou o indeferido por meio eletrônico. O que precisar corrigir, também será feito pela plataforma. Facilita muito até o trabalho dos profissionais que lidam com o processo. A empresa começa a ter celeridade, enxergando o status do andamento da sua demanda dentro da Junta. É um avanço tecnológico que a maioria dos Estados brasileiros estão implementando. No Pará, a Junta pode contar com total apoio do Sistema OCB/PA. Estamos lutando pelo assento do nosso representante na Jucepa para estreitar ainda mais essa parceria”, afirmou o presidente Ernandes Raiol.