Desde o início da pandemia, os profissionais da saúde se mostraram mais do que necessários na luta pela vida, e isso inclui os farmacêuticos, em suas mais diversas formas de atuação. Com o crescimento no número de casos da doença aqui no Pará, as cooperativas farmacêuticas precisaram unir forças para dar conta do aumento da demanda nos setores hospitalar, clínico e de distribuição.
Em quase quatro anos, a Cooperativa de Trabalho Farmacêutico de Belém (UNIFARMA), não viveu uma rotina tão intensa quanto a atual. Formada por 50 cooperados, precisou avançar na prestação de serviços por causa do novo coronavírus. Ainda no ano passado, os farmacêuticos promoveram transmissões ao vivo nas mídias sociais, com o objetivo de tirar dúvidas de internautas e contribuir com o enfrentamento à Covid-19.
“Estamos enfrentando, talvez, o nosso maior desafio, algo que está sendo um grande aprendizado diário frente às dificuldades de tratamentos, orientações aos nossos usuários e nossos clientes”, destaca o diretor-presidente da UNIFARMA Belém, José Ronaldo Sousa Jr.
Com a variante da doença e os novos desafios em 2021, os cooperados precisaram se unir ainda mais. Atualmente a UNIFARMA está 100% presente em dois grandes hospitais da Região Metropolitana de Belém – Hospital Maradei (na capital) e no Hospital Santa Maria (em Ananindeua) – por meio da locação de mão-de-obra e na gestão de serviços farmacêuticos. A demanda no setor de distribuição de medicamentos, onde os profissionais fazem o planejamento de estoques, também cresceu.
“Outro grande desafio é a nossa logística e abastecimento. Vivemos em um dos estados com a maior dificuldade de logística e, com esse cenário de pandemia, aumentou a escassez de produtos. Estamos diuturnamente procurando fornecedores e produtos para garantir a assistência aos pacientes.”, enfatiza José Ronaldo.
Para atravessar este momento, o modelo de trabalho cooperativista é um diferencial na atuação dos profissionais, com uma rede colaborativa mútua, onde vários parceiros no mercado local e estadual ajudam na sinalização de fornecedores.
“Nós temos o diferencial de ter grandes profissionais/cooperados que já estão na estrada, com uma maturidade profissional para enfrentar essa
pandemia. Outro diferencial é a lei do “ganha-ganha”: a empresa nos contratando tem uma redução enorme de custos de folgas, de pagamento, férias, atestado, licença e com responsabilidades de gestão. Qualquer tipo de cobertura é nossa e já está prevista em contrato, além de reduzir a zero o risco de passivos trabalhistas”, afirma.
REFORÇO DE FARMACÊUTICOS NA VACINAÇÃO
Outra cooperativa farmacêutica que não parou e ainda sentiu esse crescimento na demanda foi a COOFARMI, que já existe há 4 anos e conta com 252 cooperados – todos devidamente inscritos no Conselho de Farmácia. Segundo a diretoria da cooperativa, a demanda cresceu entre 30 e 50% durante a pandemia, tanto na solicitação de plantões, como na cobertura de profissionais doentes em outras farmácias.
Em março deste ano, mais de 50 cooperados se habilitaram com um curso técnico pelo ICTQ (Instituto de Ciência e Tecnologia de Qualidade) em vacinação, para atuar junto ao município ou estado, caso necessário, no reforço da mão-de-obra na vacinação contra a Covid-19.
“Nós só colocamos 50 farmacêuticos para fazer o curso de vacinação, pois na turma só podem ser 50 por vez, mas em maio terá outra turma e mais colegas farão o curso de capacitação para ficarem qualificados em vacinar. Recebemos os certificados esta semana e vamos registrar em nosso conselho. Só depois teremos a autorização do CRF para poder vacinar. Em breve vamos oferecer o nosso serviço do estado e às prefeituras”, afirma o farmacêutico bioquímico e diretor-presidente da COOFARMI, João Roberto de Amorim.
O diretor ainda destaca a importância do cooperativismo no segmento, principalmente neste momento de crise na saúde. “Aprendemos todos os dias a ajudar um ao outro, principalmente os mais experientes ajudando a dar segurança aos mais novos profissionais, mostrando ética e respeito aos nossos pacientes”, afirma.
Cooperativa de Trabalho de Farmacêuticos Independentes
Rua Municipalidade, entre Wandelkolk e Dom Romualdo Coelho - Umarizal, Belém/PA
Edifício Mirai Office 985 - Sala – 505
Contatos: (91) 2121-2559 /
Cooperativa de Trabalho Farmacêutico UNIFARMA Belém
Tv. Manoel Evaristo, 449 – Umarizal
CEP: 66050-290 – Belém/PA – Brasil
Contatos: (91) 98130-1201 /

Entre outras ferramentas importantes, o aplicativo Microsoft Teams possibilita um sistema de votação e de lista de frequência online. Confira o passo a passo de como utilizar a plataforma, disponibilizada gratuitamente às cooperativas para realização de assembleias gerais.
O Microsoft TEAMS é um aplicativo de videoconferência que teve seus recursos adaptados pelo setor de TI do Sistema OCB/PA, coordenado pelo técnico Jardel Solto, à realidade das cooperativas, conforme as necessidades apresentadas em uma Assembleia Geral.
Na sua versão completa, a ferramenta oferece o suporte de agendamento de reuniões e moderação para habilitar entradas e saídas, silenciamento dos participantes, compartilhamento de tela para apresentação de conteúdos, limite de até 250 participantes, interação e sistema de votação por chat.
“É a plataforma que utilizamos na transmissão dos eventos virtuais, inclusive na última AGO da OCB/PA. O momento exige essa postura e a própria legislação se modificou, incluindo, por meio da Lei 14.030/2020, as AGOs virtuais como uma opção permanente para as cooperativas. É a tendência e precisamos nos adaptar a elas”, reiterou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Acompanhe o passo a passo
Etapa 1 - Baixar o aplicativo pelo celular:
1.1 - Você deverá abrir a Play Store do seu celular (Sistema Aindroid) ou a Apple Store do seu celular (Sistema IOS);
1.2 - Clicar em pesquisar e digitar MIcrosoft Teams;
1.3 - Clicar em Instalar;
1.4 - Aguardar a Instalação;
1.5 - Sair da Play Store do seu celular (Sistema Aindroid) ou da Apple Store do seu celular (Sistema IOS);
Etapa 2 - Acessar o aplicativo Microsoft Teams pelo celular:
2.1 - Com o link da reunião, você deverá clicar diretamente no link;
2.2 - Após clicar no link da reunião, na tela do seu celular aparecerá a opção de iniciar a reunião utilizando o Microsoft Teams, clique nessa opção;
2.3 - Após clicar nessa opção, abrirá a tela do Microsoft Teams e um botão Participar da reunião, clique nele;
2.4 - Após clicar no botão, aparecerá uma nova tela pedindo que você digite seu nome (você deverá digitar seu nome completo) e clicar em Participar de reunião;
2.5 - Após solicitar a participação na reunião, irá aparecer uma tela pedindo que você permita que o App Teams grave áudio, você deverá clicar na opção Durante o uso do App;
2.6 - Após essas etapas, você pediu acesso à reunião e os organizadores irão autorizar sua entrada.
É importante ressaltar que todos os participantes estarão com seus áudios desabilitados, sendo assim, para solicitarem a fala, precisarão cumprir a etapa 3
Etapa 3 - Solicitar autorização para falar:
3.1 - Você deverá clicar nas reticências (os três pontinhos na tela do seu celular), em seguida irá abrir uma tela com algumas opções e você deverá clicar na opção Erguer a mão;
3.2 - O organizador da reunião vai identificar sua solicitação e vai liberar a opção para que você habilite seu áudio;
3.3 - Feito isto, você deverá clicar no microfone na tela do seu celular;
3.4 - Cumprindo essas etapas, seu áudio estará liberado;
3.5 - Após o uso da palavra, solicitamos que você possa clicar novamente no microfone na tela do seu celular, para desabilitar seu áudio e novamente clicar nas reticências (os três pontinhos na tela do seu celular), em seguida irá abrir uma tela com algumas opções e você deverá clicar na opção Abaixar a mão.
Sempre que for solicitar a fala, você deverá cumprir os itens da Etapa 3.
Etapa 4 - Sistema de votação:
4.1 - A organização da reunião irá aplicar o sistema de votação e aparecerá em seu celular uma notificação que a organização enviou um cartão;
4.2 - Clique na opção na tela do seu celular ou acesse pelo *chat* e acesse ao sistema de votação enviado;
4.3 - Clique sobre sua opção de voto (clique em cima da opção) e depois clique em enviar voto;
4.4 - Automaticamente os votos serão atualizados no sistema de votação_.
O sistema de votação poderá ser feito para as seguintes situações: Aprovação de contas, Eleição de Diretoria, Eleição de Conselho Fiscal. Sendo assim, sempre que orientado sobre votação, refaça a Etapa 4.
Etapa 5 - Sair da reunião:
5.1 - Você deverá clicar no botão vermelho com imagem de um telefone, depois abrirá uma tela branca em seu celular pedindo que você confirme sua saída da reunião, basta clicar na opção sair.
No mercado paraense há 10 anos, a Transprodutor decidiu ampliar os horizontes na prestação de serviços. Diante das limitações impostas pela pandemia, a cooperativa, que inicialmente atuava apenas no transporte escolar e de cargas, quer apostar, também, na criação e distribuição de peixes e camarão.
A maioria dos 400 cooperados espalhados pelo estado do Pará teve o trabalho afetado desde o ano passado, tanto pelas restrições de circulação, como pela suspensão das aulas na rede pública de ensino, que já dura, em média, um ano. Como resultado disso, os efeitos econômicos foram inevitáveis.
“Com essa grande diminuição na demanda, tivemos que ampliar as nossas possibilidades de transporte de cargas, como agora estamos fazendo de soja, de minério. Se não fôssemos multimodais, já teríamos fechado as portas”, afirma Newton Leão, presidente da Transprodutor.
Ainda de acordo com o presidente Newton Leão, foram justamente essas dificuldades que ampliaram os horizontes da cooperativa. Com o projeto de iniciar a produção e distribuição de peixes e camarões, os cooperados usarão a própria frota - formada por ônibus, barcos e caminhões - para fazer as entregas.
“Estamos buscando novos caminhos com a produção de peixe e camarão. Alguns de nossos cooperados não têm transporte, mas têm terras, água, clima. Condições favoráveis para usar como uma nova fonte de renda, que irá ajudar não só suas famílias, mas a todos os que precisam desses alimentos”, destaca.
O projeto já foi apresentado a uma instituição financeira, que deve avaliar e financiar a iniciativa. A intenção é começar em escala comercial para toda a população.
“Precisamos desses recursos para dar uma alavancada no projeto, que vai beneficiar a população e todos os envolvidos. Contamos, inclusive, com o apoio da OCB/PA, para vendermos aos grandes supermercados, primeiramente de Belém, em grande escala. O nosso potencial é grande”, comenta.
No final de 2020, o Sistema OCB/PA levou técnicos da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (SEDEME) para conhecer propriedades rurais pertencentes a cooperados da Transprodutor. A intenção é também incluir a cooperativa na linha de financiamento do BanPará, o Crédito do Produtor.
“Sabemos que muitos cooperados estão enfrentando dificuldades e se reinventando para resistir a esse momento, com muita união. Estamos à disposição para prestar todo o auxílio necessário, investindo, inclusive, em formação profissional, visando qualificar ainda mais todos os nossos profissionais e desenvolver os negócios”, garante, o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
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1. Qual o prazo para a realização da AGO?
Conforme o artigo 44, da Lei 5.764/1971, a Assembleia Geral Ordinária (AGO), deve ser realizada anualmente, entre os 3 (três) primeiros meses de cada ano, após o término do exercício social, exceto as cooperativas de crédito cujo prazo é abril por conta da LC 130.
2. Qual a pauta da AGO?
As pautas da AGO, definidas no artigo 44 da Lei 5.764/1971, são:
I - prestação de contas dos órgãos de administração acompanhada de parecer do Conselho Fiscal;
II - demonstrativo das sobras apuradas ou das perdas;
III - destinação das sobras apuradas ou rateio das perdas decorrentes da insuficiência das contribuições para cobertura das despesas da sociedade, deduzindo-se, no primeiro caso as parcelas para os Fundos Obrigatórios;
IV - eleição dos componentes dos órgãos de administração, do Conselho Fiscal e de outros, quando for o caso;
V - quando previsto, a fixação do valor dos honorários, gratificações e cédula de presença dos membros do Conselho de Administração ou da Diretoria e do Conselho Fiscal.
VI - outros assuntos de interesse social que não seja objeto exclusivo de AGE.
3. Quais documentos devem ser apresentados na AGO?
Os documentos a serem apresentados na AGO, que devem ser enviados com antecedência, são: balanço patrimonial (BP), demonstrativo de resultados do exercício (DRE), parecer do Conselho Fiscal e quando houver previsão estatutária, o relatório da comissão eleitoral para as eleições dos componentes dos órgãos de administração, do Conselho Fiscal e de outros, quando for o caso.
4. Quais os procedimentos para convocação da AGO?
Conforme o parágrafo 1º do artigo 38, da Lei 5.764/1971, as Assembleias devem ser convocadas com antecedência mínima de 10 dias, mediante a fixação do Edital em locais apropriados das dependências comumente mais frequentadas pelos associados, publicação em jornal e comunicação aos associados por intermédio de circulares. O edital deve deixar evidenciada a forma de convocação.
5. A ata de Assembleia Geral Ordinária deve ser registrada onde?
A cooperativa por ser uma empresa que realiza atividades econômicas, deverá arquivar seus atos na Junta Comercial do Estado do Pará - JUCEPA. É o órgão do Governo que tem como responsabilidade realizar e armazenar os registros de atividades ligadas a empresas e sociedades empresariais.
6. Quem pode participar e votar na AGO?
Todos os cooperados podem e devem participar da AGO.
No entanto, de acordo com o parágrafo 3º do artigo 38, da Lei 5.764/1971, as deliberações nas Assembleias Gerais serão tomadas por maioria de votos dos associados presentes com direito de votar. Entende-se cooperados com direito a votar, aquelas que estejam em dias com suas obrigações junto à cooperativa.
7. Qual o quórum mínimo de instalação da AGO?
A instalação da AGO varia de acordo com as chamadas e o ramo de atividades da cooperativa.
No artigo 40, da Lei 5.764/1971, as Assembleias Gerais devem possuir quorum de instalação da seguinte maneira:
I - 2/3 (dois terços) do número de associados, em primeira convocação;
II - metade mais 1 (um) dos associados em segunda convocação;
III - mínimo de 10 (dez) associados na terceira convocação ressalvado o caso de
cooperativas centrais e federações e confederações de cooperativas, que se instalarão com
qualquer número.
Já para cooperativas do Ramo Trabalho, Produção Bens e Serviços, é determinado pela Lei 12.690/2012, em seu parágrafo 2º, do artigo 11, que o quórum de instalação será o seguinte:
I - 2/3 (dois terços) do número de sócios, em primeira convocação;
II - metade mais 1 (um) dos sócios, em segunda convocação;
III - 50 (cinquenta) sócios ou, no mínimo, 20% (vinte por cento) do total de sócios, prevalecendo o menor número, em terceira convocação, exigida a presença, de, no mínimo, 4 (quatro) sócios para as cooperativas que
possuam até 19 (dezenove) sócios matriculados.
8. O que muda de uma AGO presencial para uma AGO semipresencial ou virtual?
Na AGO presencial a participação dos sócios cooperados se dá diretamente no local de realização da assembleia, que de modo geral é a própria sede.
Nas AGOs semipresencial é permitida a participação presencial de um certo número de sócios cooperados, podendo a votação ser no próprio local de realização da assembleia ou por meio de um sistema eletrônico de votação.
Nas AGOs virtuais, a participação e votação dos sócios cooperados, só podem acontecer de forma virtual.
A Instrução Normativa DREI N.º 79 de 14 de abril de 2020, veio instituir a possibilidade de realização de assembleias semipresenciais e virtuais.
No entanto, independente da forma de realização da Assembleia Geral Ordinária, ela deverá obedecer todas as normas do estatuto social, tais como sua convocação, instalação e deliberação.
Assim como, o Edital deverá conter de forma destacada, o tipo de assembleia e os meios para os associados participarem e votarem na AGO.
9. No caso de AGO semipresencial ou virtual, como registrar a presença dos participantes?
As plataformas de reuniões virtuais, em sua versão paga, possuem o serviço de registro da lista de presença dos participantes das reuniões, podendo essa lista ser impressa e anexada nos documentos que serão arquivados na Junta Comercial.
10. Se de forma alguma for possível realizar a Assembleia Geral Ordinária em tempo hábil, o que deve ser feito?
Em regra geral, o prazo para realização das AGOs é nos 3 (três) primeiros meses de cada ano, após o término do exercício social. No entanto, para os casos das AGOs que não puderem acontecer no período correto, deverá a cooperativa realizar uma AGE com as pautas de AGOs.
É importante ressaltar que, devido a não realização no período correto, alguns problemas poderão acontecer em caso de término de mandato de Diretoria, pois devido o vencimento do mandato a cooperativa poderá ter contas em bancos ou cooperativas de crédito bloqueadas, entre outras situações acarretadas pelo vencimento do mandato da Diretoria.
Acesse a cartilha sobre dúvidas mais frequentes relacionadas às AGOs

Em tantos anos de história, nenhum deles foi tão desafiador como 2020 para as cooperativas de educação do Pará, que precisaram se adaptar à nova realidade de isolamento social, restrições e recomendações sanitárias. Todas mantêm suas atividades, mesmo em meio à crise na saúde e na economia.
Foi necessário investir em plataformas digitais para a realização de aulas virtuais, na qualificação de professores que precisaram se adaptar às novas ferramentas de trabalho, além da compra de mais equipamentos.
Essa foi a saída encontrada pelos 39 cooperados da COOPSÓSTENES – Sociedade Cooperativa de Trabalho em Educação Sóstenes Pereira de Barros, mantenedores do Colégio Batista de Santarém, oeste do Pará. A escola reúne 578 alunos da educação infantil ao ensino médio.
“Ano passado foi muito difícil, foi tudo novo pra gente. O emocional de todos ficou abalado com perdas e o isolamento; professores com medo, receio do novo, de falar diante das câmeras. O sinal de internet na região também não facilitava as mudanças. Passamos a trabalhar de forma híbrida, com até 30% dos alunos de modo presencial, mediante solicitação dos pais. Um período, também, de incertezas financeiras.”, lembra o presidente da COOPSÓSTENES, Arildo Nogueira.
Diante desse cenário, o presidente reconhece que graças aos valores do cooperativismo foi possível manter o funcionamento da instituição, ao passo que empresas consolidadas no mesmo segmento tiveram que demitir e fechar as portas.
“Se não fosse o modelo cooperativista, nós também já teríamos fechado as portas, mas nos apoiamos. Não houve demissões de nenhum de nossos 13 funcionários, nos organizamos e passamos por esse momento. Mantivemos o bem-estar do cooperado e o benefício da comunidade. Além de não fecharmos a escola, também disponibilizamos uma psicóloga no colégio para atender pais e alunos. Essa é a relação que o cooperativismo constrói.”, se orgulha.
UNIÃO QUE FORTALECE EM MEIO À CRISE
Ainda em Santarém, outra instituição de ensino que tem buscado se manter em meio às dificuldades é a Escola Cristã Catarina Huber, fundada em 2005 pela cooperativa de mesmo nome.
Antes da pandemia, a escola contava com 160 alunos; hoje, com apenas 88, entre estudantes do Jardim I ao 5º ano do ensino fundamental. A queda refletiu inevitavelmente em complicações financeiras, que foram amenizadas com princípios do cooperativismo.
“Estamos vivendo um momento muito delicado, pois a pandemia mexeu forte com a nossa estrutura. Quando chegamos ao ponto de pensar em fechar as portas, em assembleia todos deram as mãos para continuarmos, mas cremos que isso vai passar e vamos ver nossas crianças voltando às aulas. Se estivéssemos na CLT isso não seria possível e aí sim íamos fechar de fato a nossa escola. Seria pior para todos.”, afirma Cleoma Pantoja, presidente da cooperativa Catarina Huber.
No sudeste paraense, os 20 cooperados da COOPERIET – Cooperativa do Instituto Educacional de Tucuruí, também sentiram os impactos financeiros da pandemia. Antes do surgimento da Covid-19, o local reunia 150 estudantes entre 2 e 14 anos, da Educação Infantil ao Ensino Fundamental II. Sem a possibilidade de manter aulas presenciais, restou uma média de 100 alunos.
“Perdemos muitos alunos e hoje sofremos as consequências por não termos tido a oportunidade de retornar presencialmente com maior agilidade, como ocorreu em outros municípios. Nossa cooperativa teve que se reinventar. Tivemos que buscar novos meios técnicos, administrativos e pedagógicos para continuar. Nossa equipe de professores teve que treinar muito para reaprender ou até mesmo aprender a lidar com a tecnologia.”, recorda a presidente da COOPERIET, Diosiane Ramos.
A presidente ainda destaca a importância do sistema cooperativista para a sequência da cooperativa, que já existe há dois anos. “O cooperativismo mostrou a importância de trabalhar em equipe. Como liderar uma equipe saindo da realidade CLT e aprendendo a se entender como um SÓCIO/COOPERADO. Colaborador e proprietário são, acima de tudo, responsáveis pelo sucesso da empresa.”, destaca.
NA CONTRAMÃO DA CRISE ECONÔMICA
Enquanto algumas cooperativas sentiram os impactos financeiros com a pandemia, a CEAC – Cooperativa dos Educadores Autônomos de Castanhal, formada por sete escolas, que englobam a Educação Infantil ao 5º ano, não teve prejuízos. Os 25 cooperados foram na contramão da crise econômica.
Desde o surgimento das medidas restritivas, a cooperativa, que já existe há 20 anos, também precisou se adaptar e atuar com até 50% da capacidade de estudantes, além de adaptar o ensino a uma plataforma digital, voltada aos alunos que têm estrutura para acompanhar os estudos de casa.
De acordo com a presidente da CEAC, Kátia Santos, todas as escolas tiveram um aumento no número de alunos, que migraram da rede pública de ensino. “Com a suspensão das aulas nas escolas municipais por tempo indeterminado, alguns pais de alunos procuraram nossas escolas particulares. Não perdemos alunos em 2020 e alguns poucos que até saíram no ano passado, retornaram em 2021. Na cooperativa toda foi assim.”, comemora.
A presidente da cooperativa em Castanhal ainda destaca que o modelo de trabalho cooperativista também foi fundamental para atravessar esse momento.
“Porque nós, enquanto empresa cooperativista, não pagamos encargos trabalhistas. Só assim foi possível manter as escolas em funcionamento. Se fosse uma empresa convencional, os custos seriam muito altos, ainda mais tendo preços de mensalidades mais populares, como é o nosso caso. Eu permaneço no cooperativismo porque eu acredito, é uma visão de futuro. Quando você entende os valores do cooperativismo, você não quer outro modelo de trabalho. Não me vejo fora do sistema."
“Eu permaneço no cooperativismo porque eu acredito, é uma visão de futuro. Quando você entende os valores do cooperativismo, você não quer outro modelo de trabalho. Não me vejo fora do sistema.”
(Kátia Santos, presidente da CEAC – Cooperativa dos Educadores Autônomos de Castanhal).
COOPERATIVISMO: MODELO SOCIOECONÔMICO QUE TRANSFORMA
Enquanto mais de 15.500 empresas fecharam no ano passado por diversos fatores, sendo o principal deles a pandemia, de acordo com a JUCEPA, as quatro cooperativas mostradas acima são um exemplo de como esse modelo socioeconômico é um diferencial em meio à crise, a qual qualquer empreendedor está sujeito.
“O movimento cooperativista é capaz de transformar o estado do Pará em um lugar mais justo, feliz, equilibrado, com mais e melhores oportunidades para todos – cooperados e a comunidade. Ser cooperativista é acreditar que juntos somos mais fortes e podemos superar as dificuldades, e o Sistema OCB/PA é a consolidação dessa ideia.”, garante Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB no Pará.

A Formação Profissional continua sendo a principal área de investimento do SESCOOP/PA nas cooperativas paraenses, cerca de 66% do total. O foco serão ações que promovam efeitos diretos no desenvolvimento do negócio e da gestão do segmento, assim como em medidas de enfrentamento aos efeitos socioeconômicos do Covid-19.
Na área de Formação Profissional, as ações precisarão seguir a tendência do formato virtual ou semipresencial, enquanto vigorarem as medidas sanitárias restritivas. Os destaques são a conclusão do Mestrado Profissional de Gestão de Empreendimentos Agroalimentares, o MBA em Gestão de Cooperativas na Região Oeste e a turma a ser inaugurada em Paragominas, além dos cursos de pós-graduação voltado para o ramo saúde.
Também serão retomados os módulos doutrinários com os cursos de primeiras lições em cooperativismo, conselho de administração, conselho fiscal e governança cooperativa. Poderão ser turmas fechadas e exclusivas para cooperativas, conforme demanda, ou turmas abertas. Já na próxima semana será divulgado cronograma dos cursos abertos para que todos possam se inscrever.
“Seguiremos apoiando também as demandas de capacitações específicas levantadas pelas próprias cooperativas para o desenvolvimento de suas atividades nas respectivas áreas de atuação. Por isso, é importante que agendem com antecipação a grade de qualificações necessárias, a fim de que tenha disponibilidade para atendimento”, reiterou o gerente de desenvolvimento de cooperativas do Sistema OCB/PA, Diego Andrade.
Os seminários, encontros e oficinas segmentados por ramo estão programados para ocorrer a partir de maio no formato online ou semipresencial, de acordo com as possibilidades legais e sanitárias. A segunda edição do Encontro Paraense de Pesquisadores do Cooperativismo Paraense (EPPC) também ocorrerá no segundo semestre.
“Ainda temos outras ações estratégicas para fazer na área, como a aplicação do Programa de Aprimoramento da Gestão Cooperativista (GESCOOP) e a continuidade nas capacitações para utilização do aplicativo ComprasCoopPA. Outra conquista importante será o MBA para a região nordeste do Estado, a ser realizado em Paragominas”, explicou o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra.
Em relação à área de fomento a mercado, serão realizadas uma série de ações implementadas em especial no ramo agropecuário com o diagnóstico de inteligência de mercado institucional, que está executando levantamento de demanda de parceiros comerciais e da oferta das cooperativas.
O principal evento será a segunda edição da Feira de Negócios do Cooperativismo (FENCOOP), que estava prevista para ocorrer no ano passado e posteriormente foi adiada para abril deste ano, mas precisou ser reagendada pelo cenário epidemiológico do Estado. A nova previsão é que ocorra no mês de novembro.
Já na área de monitoramento, uma das principais ações será o acompanhamento de cooperativas mapeadas por meio de programa nacional que avalia o desempenho financeiro e econômico: participarão duas singulares do agro, duas do ramo saúde e duas do ramo crédito. A meta é beneficiar 14 mil pessoas. Já em relação ao Programa de Acompanhamento da Gestão Cooperativista (PAGC), o objetivo anual é aplica-lo em 40 cooperativas, beneficiando mais de 1500 pessoas.
Já na área de Promoção Social, a intenção é dar continuidade às ações iniciadas em 2020, auxiliando cooperativas e comunidades vulneráveis com arrecadação de alimentos e materiais de higiene. Será feita a entrega dos banheiros secos ecológicos para as comunidades do Palheta e de Santo Ezequiel Moreno, no Marajó. Outra ação estratégica é o Laboratório de Informática do Cooperativismo, que já iniciou a capacitação no curso de Informática Básica.
RAMOS
Cada ramo também possui uma estruturação bem definida. No agro, o destaque será a Diagnose de Inteligência de Mercado Institucional; No ramo saúde será a qualificação de empregados e cooperados para aprimoramento das suas atividades; No Crédito será a formação para ampliação de mercado e segurança do negócio, com cursos sobre prevenção a fraudes e gestão de carteira de crédito.
No Transporte complementar, será a continuidade da representação política para garantir a regulamentação na região metropolitana e, no alternativo, ampliar a certificação dos condutores de transporte de passageiros em toda a região de integração; No ramo Trabalho, as ações serão estruturadas de acordo com as câmaras técnicas de cada atividade, com encontros para cooperativas de educação, formação em línguas estrangeiras para cooperativas de turismo e lazer em parceria com a UFRA e o Projeto de Organização Social das cooperativas de reciclagem.
“Estamos cientes das dificuldades que enfrentaremos em 2021, ainda como efeito da pandemia, mas as cooperativas sempre têm se posicionado com solidez em momentos de crise, destacando-se por meio de esforços coletivos por um bem comum. Seguiremos dando todo o apoio necessário, inclusive junto aos poderes executivo e legislativo, buscando sempre as melhores condições para um ambiente de desenvolvimento do setor”, reiterou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

As 128 ações do Sistema OCB/PA no mês beneficiaram 2.913 pessoas em diversos municípios do Pará. O grande destaque foi a área de Formação Profissional com 315 pessoas atendidas diretamente em capacitações como o MBA em Gestão de Cooperativas do Oeste do Pará, que teve a apresentação de trabalhos finais no mês de fevereiro.
Pela primeira vez na região Oeste, o MBA promovido pelo SESCOOP/PA qualificou dirigentes, cooperados e empregados vinculados a singulares de sete municípios do Tapajós. Essa já é a terceira turma formada pela unidade estadual. No total, 28 alunos concluíram o curso, que precisou ser remodelado em virtude da pandemia do covid-19.
“O MBA foi algo inovador, com excelentes professores e colegas. Foi um sonho realizado, não só com a graduação, mas pela experiência da educação. Inclusive defendo que o cooperativismo se torne uma disciplina de ensino público e também particular”, contou Afonso Silva, cooperado da Cooperativa dos Produtores da Agricultura Familiar de Santarém (COOPAFS).
Já o Programa POC, que orienta grupos interessados em constituir cooperativas, correspondeu a 14% das ações realizadas. Atendeu-se a representantes da cooperativa MOBCAN de Canaã dos Carajás, grupo de profissionais autônomos que pretendem organizar cooperativa de transporte que atue com aplicativo. Também se ministrou palestra de sensibilização para grupos como a ASCOOPALM/COOPALA da comunidade Laranjal no Km 23 ramal do Borralhos.
Na área de monitoramento, foram realizadas 47 ações com 214 pessoas atendidas diretamente e 650 beneficiadas. O Sistema OCB/PA participou de diversas Assembleias Gerais de cooperativas, como a AGE da COOPAFAMITA, AGO/AGE da COOPERBELÉM, das AGOs das cooperativas COOPERURAIM, CASP, COOPRIMA, COOPERNOBRE e COEX.
Também se continuou o trabalho de Diagnose IMI (Oferta Qualificada). Uma das cooperativas atendidas foi a COOMIP de Piçarra. O objetivo é realizar levantamento de demandas e novos planejamentos estratégicos que visam o crescimento econômico do cooperativismo. Atualmente, a COOMIP possui cerca de 220 cooperados e o seu principal produto de comercialização é o leite.
“É uma das estratégias em que temos investido para aprimorar o posicionamento das cooperativas do ramo agro no mercado institucional. O Programa faz com que as cooperativas conheçam novas estratégias para atender esse canal de comercialização tão importante com maior assertividade”, explicou o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra.

O Sistema OCB-SESCOOP/PA informa que, durante esta semana (de 15 a 22 de março), as atividades do quadro interno de colaboradores serão realizadas no regime de trabalho remoto em virtude do decreto estadual que estabelece o lockdown na região metropolitana de Belém.
Os funcionários continuarão integralmente à disposição das cooperativas por meio dos canais de atendimento divulgados junto a esta nota durante o período normal de expediente: Das 08h às 17h, com intervalo entre 12h às 13h. O contato central para atendimento será o (91) 99305-0160.
O regime remoto continuará até a vigência do lockdown e o retorno das atividades na sede do Sistema OCB/PA será previamente informado por meio dos nossos canais de comunicação.
Cientes da cooperação de todos em prol do combate ao COVID-19, agradecemos a compreensão!

O primeiro passo para a inclusão digital de cooperativas em vulnerabilidade e jovens de bairros periféricos de Belém ocorreu nesta quarta-feira (10). SESCOOP/PA, UFRA e UNIMED Belém realizaram a aula inaugural das duas primeiras turmas do Curso de Informática Básica, no Laboratório de Informática do Cooperativismo (LabCoop).
“Hoje temos um marco muito importante para UFRA e OCB/PA, por contribuir com a inclusão de jovens no mercado de trabalho. Talvez eles não percebam o grande passo que estão dando, mas pra nós é uma alegria imensa pois temos a exata dimensão do quanto podemos contribuir com o futuro desses jovens”, disse Marcel Botelho, reitor da UFRA.
Devido às medidas de prevenção contra a Covid-19, as atividades presenciais (matutino/vespertino) terão a quantidade de 10 alunos, em ambos os turnos, para se enquadrar aos critérios do novo decreto do Governo do Estado, a fim de promover a segurança e bem-estar de todos.
O curso será realizado às segundas, quartas e sextas-feiras, com 4h de duração. A previsão é que, ao longo do ano, o LABCOOP capacite 25 turmas. A carga horária é de 52 horas, conforme grade curricular que deve desenvolver os módulos: Desvendando o computador - conceitos básicos; Introdução à edição de texto; Introdução a planilha eletrônica; Introdução à apresentação; utilizando o computador de forma ética, consciente e segura, entre outros.
“O curso é rápido e atende demanda da maioria das empresas, com um olhar bem prático de aprendizados sobre o Pacote Office, acesso à internet e outros assuntos. É totalmente gratuito para as cooperativas. Basta encaminhar um ofício solicitando a inscrição para o SESCOOP/PA, com o nome de seus participantes e informando a preferência de turno”, explicou Ernandes Raiol, presidente da OCB/PA.
Projeto - O projeto apresenta uma proposta para a aplicação das tecnologias digitais de forma ética, auxiliando no processo de democratização. Está sendo coordenado pelo Sistema OCB/PA, pelo setor de responsabilidade social da Unimed Belém, assessorado pelo colaborador Eduardo Silva, pelo reitor adjunto de extensão da UFRA, Jonas Elias Castro da Rocha (Ufra) e pela Coordenação de Licenciatura em Computação da UFRA com a professora Decíola Sousa.
“A UFRA se sente muito honrada em participar desse momento que é muito especial para Universidade, para o cooperativismo e para sociedade. São cerca de 500 jovens de cooperativas e bairros em vulnerabilidade que participarão e terão uma possibilidade de mudança de vida através do ensino, através da extensão universitária. A UFRA estará sempre de portas abertas para sociedade e para o cooperativismo e para todos aqueles que enxergam que a educação é uma grande alternativa para mudança e transformação social”, explicou Jonas Castro, pró-reitor da UFRA.
Cooperação - E para que o projeto fosse realizado, a Unimed Belém fez a destinação dos equipamentos e mobiliários. Já o SESCOOP/PA está disponibilizando a sala, com toda a infraestrutura de energia, climatização, cadeiras e acesso à internet, necessários para a realização dos cursos, bem como na cobertura financeira das bolsas de estágio para os alunos da UFRA, que serão os instrutores dos cursos ofertados aos participantes.
“O mundo requer essa inclusão digital e as cooperativas estão dando esse passo além. A tecnologia é fundamental e a pandemia mostrou que os empreendimentos adaptados às ferramentas digitais estão melhores posicionados no mercado”, concluiu o coordenador de responsabilidade social da Unimed Belém, Eduardo Silva.
O projeto também pretende apoiar ações sociais itinerantes de inclusão digital promovidas pela cooperativa junto às comunidades ribeirinhas localizadas ao entorno de Belém, atendendo também no processo de capacitação dos Aprendizes contratados pela UNIMED BELÉM e capacitados pelo SESCOOP/PA, no Curso de Auxiliar Administrativo, no módulo de informática.
Mais informações: 91 9346-9466 -

Tão delicada como uma rosa, mas com a convicção na voz de uma gestora que sempre soube conduzir às melhores decisões. Ser humano de um grande coração, profissional competente como poucos. Sabia conciliar muito bem a sensibilidade e a força feminina.
É com muito pesar que o Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras no Estado do Pará (Sistema OCB/PA) expressa suas condolências pelo falecimento da ex-diretora da Unimed Belém e ex-conselheira de Administração do SESCOOP/PA, Norma Sueli Alves dos Santos, ocorrido na última quarta (10).
Norma foi médica pediatra e cooperada da Unimed Belém por 30 anos. Participou do primeiro corpo clínico do Recursos Próprios. Já foi diretora das Unidades de Emergência Batista Campos e Doca. Também foi ex-diretora do Conselho Fiscal e do Conselho de Administração da cooperativa e superintendente da Diretoria Executiva da Unimed Belém. Formada com MBA em Gestão de Cooperativas pela FACCAT e com MBA Executivo em Saúde pela FGV, também se formou no curso de Conselho fiscal do SESCOOP e de Conselho de Administração do IBGC.
Além do seu vasto currículo, um dos grandes legados que Norma deixa foram as suas contribuições como membro do Conselho de Administração do SESCOOP/PA, decisivas para alavancar o Sistema e o cooperativismo paraense.
Se vai uma grande mãe, esposa e profissional. Uma verdadeira cooperativista que deixará um vazio no coração de todos, consolado tão somente pelas lembranças de quem foi e do que ensinou. O Sistema OCB/PA se solidariza com sua família. Que Deus os conforte nesse difícil momento!

Com o objetivo assegurar a fidelidade e a segurança de seus usuários, a Cooperativa de Transporte Rodoviário de Passageiros (COOTAIT), do município de Altamira, está adquirindo novos veículos e inovando sua frota com ônibus mais modernos e maiores. Além disso, as higienizações como medidas preventivas, continuam sendo realizadas para garantir a segurança de seus passageiros.
“Nesse momento difícil de pandemia estamos inovando para assegurar a nossa continuidade na prestação de serviços. Com uma frota nova, podemos estar à altura da concorrência. Também estamos mantendo os preços das nossas passagens de uma forma que todo aumento de insumo não chegue ao nosso usuário. Também estamos realizando todos os protocolos de segurança para dar uma garantia de uma viagem segura”, explicou Izaquel Alves, presidente da Cootait.
Com mais de 34 anos de atuação, a Cooperativa de Transporte Rodoviário de Passageiros (COOTAIT) é uma das referências no Estado. Possui autorização e ordens de serviço da Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos do Estado do Pará (ARCON) para atuar com o transporte convencional.

“Antes, estávamos trabalhando com transporte complementar, com ônibus de 28 lugares, e agora, passamos a trabalhar com transportes convencionais com o aumento da bancada para 36 lugares, proporcionando mais conforto para os usuários”, acrescentou Izaquel.
A singular atua com o transporte intermunicipal de passageiros, atendendo 13 cidades paraenses com todas as normas sanitárias exigidas pelos decretos do Estado. Sempre com compromisso e responsabilidade com a população.
A COOTAIT atua com as linhas de Medicilância, Brasil Novo, Uruará, Pacajá, Anapú, Rurópolis, Santarém, Placas, Vitória do Xingú, Pacajá, Marabá e Novo Repartimento. O endereço da sede administrativa é localizado em Altamira, na Rua Luis Né da Silva, 2437 (Terminal Rodoviário, Sala 1).
Serviço: COOTAIT - (93) 3515-2334 / 99139-7199 sede administrativa - Altamira, Rua Luis Né da Silva, 2437.

Mesmo com o foco na área financeira, a cooperativa de crédito SICOOB Cooesa está buscando engajamento com questões de conscientização e preservação do meio ambiente. Agora ganhou uma importante aliada: a cooperativa Concaves, que trabalha com a coleta seletiva em Belém. O objetivo é incentivar ações de responsabilidade ambiental junto a colaboradores, cooperados e à comunidade ao entorno das agências.
A Cooperativa de Crédito de Livre Admissão do Estado do Pará (SICOOB Cooesa) reuniu-se no último dia 04 de março com o Sistema OCB/PA e com a presidente da Concaves, Débora Baía. Na reunião, foram tratados diversos assuntos que envolvem o meio ambiente, com foco na destinação do lixo da singular.
“Vamos começar a desenvolver o projeto dentro da própria instituição, com ações de educação ambiental, para desenvolver o conhecimento de reciclagem e separação de lixo”, acrescentou a Diretora Superintendente da Sicoob Cooesa, Andréa Almeida.

Uma das primeiras ações será palestra com colaboradores das agências para estimular ao devido tratamento dos resíduos. Também se estuda a possibilidade de, posteriormente, separar um espaço para o público interno e para a comunidade onde se terá uma estação de sustentabilidade e se poderá fazer o descarte do lixo.
“Já executamos diversos projetos de educação ambiental com parceiros. É uma das nossas finalidades enquanto cooperativa de reciclagem, levando um maior entendimento sobre a importância social, econômica e ambiental da reciclagem. Estamos muito felizes com esse novo parceiro e com o que podemos realizar juntos”, afirmou Débora.
A SICOOB Cooesa também pretende atuar junto com a cooperativa de costura COOPERMODAS, de Barcarena, em projeto de incentivo à doação de gêneros alimentícios, trocando 1kg de alimento por uma ecobag produzida pela singular formada exclusivamente por mulheres.
“Serão projetos favoráveis para todos nós, e nada mais justo do que se juntar a cooperativas com amplo conhecimento sobre reciclagem e preservação ambiental, somando esforços em prol de uma sociedade mais sustentável por meio da intercooperação”, disse Andréa Almeida, Diretora Superintendente da Sicoob Cooesa.

O SESCOOP/PA e a UFRA concluíram as inscrições para o Curso de Informática Básica, destinado à capacitação de cooperativas e jovens que residem em bairros periféricos de Belém. O Projeto de Inclusão Digital, que tem a parceria da Unimed Belém, inicia com aulas presenciais para turma de 10 alunos, conforme decreto do Governo do Estado. A aula magna será nesta quarta (09), com transmissão ao vivo pelo canal da OCB/PA no YouTube.
Devido às medidas de prevenção contra a Covid-19, as atividades presenciais (matutino/vespertino) terão a quantidade de alunos reduzidas em ambos os turnos para se enquadrar aos critérios do novo decreto, a fim de promover a segurança e bem-estar de todos.
Os habilitados do projeto terão o direito à vaga garantido, com previsão de ocupá-la no mês subsequente. Todas as demais informações serão mantidas conforme publicado no edital. Leia o Lançamento do Projeto na íntegra e acesse seus anexos, retificações e demais documentos pertinentes:
Turma T1 – Manhã:
(Segunda/Quarta/Sexta 08h às 12h)
JAIME GABRIEL DA SILVA DOS SANTOS
ALFREDO HENRIQUE DO ROSÁRIO RIBEIRO
LARISSA SANTOS ABREU
EMERSON RODRIGUES DE SOUSA
SAMILLY BARROS CAMPOS
ADRIENNY DA MOTA NASCIMENTO
7 LUANA PEREIRA SALDANHA
ADRIANY DA MOTA NASCIMENTO
JOÃO NAZARENO DE SOUSA MORAES
Turma T1 - Tarde
SHARA GABRIELLE PINTO BITENCOURT
MARCIA LETTYCIA DA SILVA VALOIS
MADSON GUILHERME BRAGA DA SILVA
KAIO VICTOR BARBOSA CASTRO
ANA NUBIA DA SILVA SODRE
CLAUDIO COSTA DO ESPIRITO SANTO
LARISSA DOS SANTOS PANTOJA
MATHUES CRUZ DOS SANTOS
JOELSON CORREA FAVACHO
Lançamento do Projeto de Inclusão Digital

Diante do quadro atual da pandemia do covid-19 no Estado, o Sistema OCB/PA orienta as cooperativas paraenses a realizarem as suas Assembleias Gerais Ordinárias (AGO) no formato virtual. Também disponibiliza ferramenta online de videoconferência, assim como o acompanhamento da sua equipe técnica. O prazo de realização das AGOs se encerra no dia 31 de março.
“Estamos acompanhando a evolução do quadro da pandemia. Assim como em todo o Brasil, no Pará há focos pontuais, níveis diferentes de gravidade do covid-19 e restrições diferenciadas em cada município. O momento nos permite manter o formato online para seguir os normativos acerca da realização das AGOs. Estamos disponíveis para orientar e auxiliar as cooperativas”, reiterou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Em decreto assinado pelo Governador Helder Barbalho, o poder executivo estadual editou novas regras de enfrentamento à Covid-19. Uma delas se refere à restrição de reuniões, eventos, carreatas e passeatas que envolvam mais de 10 pessoas. Desta forma, as Assembleias Gerais Ordinárias, no seu formato semipresencial, também ficam limitadas ao número de 10 pessoas.
“Seguiremos acompanhando a evolução da pandemia no Estado e, de acordo com as novas exigências legais e sanitárias, faremos a orientação às cooperativas. De qualquer modo, o prazo das AGOs permanece o mesmo e é importante segui-lo, dentro das possibilidades de utilização das plataformas digitais as quais também podemos disponibilizar às singulares interessadas”, reiterou Raiol.
Assembleias Gerais Ordinárias (AGOs):
Mais Informações: Assessora Jurídica do Sistema OCB/PA, Nelian Rossafa (91 99366-1307)
Agência será a primeira do estado e faz parte do plano de expansão da instituição financeira em território nacional

Dando seguimento ao plano de expansão pelo território nacional, promovendo o desenvolvimento das regiões, o Sicredi inaugurou, no início de fevereiro, sua primeira agência no estado do Amapá, localizada na capital Macapá. A agência é ligada à cooperativa Sicredi Norte, sediada na cidade de Belém, no Pará.
Com a abertura, a instituição financeira cooperativa passa a estar presente em 24 estados brasileiros e no Distrito Federal, oferecendo mais de 300 serviços financeiros atrelados aos diferenciais do cooperativismo de crédito.
A entrada em um novo estado faz parte da estratégia de expansão do Sicredi no Norte e Nordeste, que tem buscado fortalecer o modelo de cooperativismo nessas regiões, levando seus benefícios às comunidades locais. “Nossa chegada em Macapá reforça a estratégia do Sicredi de ampliar sua presença nacional e atuação regional, que agora fica mais completa com esse importante estado. Estamos muito satisfeitos em levar o modelo de atuação do Sicredi e seus benefícios como participação nos resultados e direito a voto para as decisões da cooperativa aos cidadãos macapaenses, e queremos cada vez mais nos engajar com a comunidade local para atender suas necessidades”, explica João Tavares, presidente executivo do Banco Cooperativo Sicredi.
O Sicredi prevê um aumento de 19,4% no número de associados correntistas e de 32,5% nas operações de crédito ao final de 2021 em toda a região Norte e Nordeste, e a inauguração em Macapá contribui também para esse cenário. “Além de contribuirmos, por meio de nossas soluções, para uma melhor relação das pessoas com as finanças, colaboramos com o aquecimento da economia de Macapá e seu entorno”, diz Tavares. Um estudo encomendado pela instituição financeira à Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), publicado em 2020, concluiu que o cooperativismo de crédito incrementa o PIB per capita dos municípios em 5,6%, cria 6,2% mais vagas de trabalho formal e aumenta o número de estabelecimentos comerciais em 15,7%.
A inauguração de uma agência do Sicredi, portanto, estimula o empreendedorismo e o desenvolvimento de economias locais. O impacto agregado em 1,4 mil cidades que passaram a contar com uma ou mais cooperativas durante o período do estudo foi de mais de R$ 48 bilhões em um ano. As cooperativas também foram responsáveis pela criação de 79 mil novas empresas e pela geração de 278 mil empregos.

“Como instituição financeira cooperativa, ficamos felizes em poder cumprir o nosso papel em apoiar o desenvolvimento econômico e social de Macapá, através da oferta de soluções financeiras que contribuem para a melhoria de vida das pessoas e estimulam os negócios locais. Continuaremos com nosso plano de expansão na Região Norte de maneira intensa, com a previsão de abrir mais quatro agências e dois Postos de Atendimento na Grande Belém e cidades do interior ainda este ano”, comenta Napoleão Almeida, diretor-presidente da Sicredi Norte.
A agência Macapá fica localizada na Rua General Rondon, número 1.385, esquina com Av. FAB, e funciona de segunda a sexta-feira, das 08h30 às 16h.
Sobre o Sicredi
O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4,5 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 24 estados* e no Distrito Federal, com mais de 2.000 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br).
*Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

Com o título “A cura está na Cooperação”, a Cooperativa dos Extrativistas da Floresta Nacional de Carajás (COEX Carajás), de Parauapebas, foi destaque em matéria especial na revista “Saber Cooperar”, nº 32, edição de janeiro. A capa estampou foto da presidente da cooperativa, Ana Paula Ferreira Nascimento, 26 anos, que lidera uma cooperativa formada por 36 homens.
A matéria especial reservou duas folhas para mostrar o trabalho e a experiência de vida da Ana Paula Ferreira à frente da cooperativa, onde ela destaca como o cooperativismo e o extrativismo transformaram sua vida através de muito aprendizado, experiências e superações, principalmente nesse momento de pandemia. Sendo reeleita como presidente da Coex Carajás em Assembleia Geral Ordinária (AGO), realizada no mês de fevereiro, o artigo também destaca a força da mulher na gestão de uma cooperativa que vem se destacando cada vez mais no mercado.
“Foi uma experiência única, um marco na história da cooperativa, a matéria, a foto, a capa, tudo isso é fantástico. Que venham muito mais matérias lindas como essa, pois quem conhece defende, quem defende valoriza e quem valoriza ama, e com amor tudo é muito mais gostoso. Essa publicação foi um marco na COEX. Ver a cooperativa naquela revista foi a realização de um sonho. Ali nós vimos reconhecimento”, disse Ana Paula Ferreira, presidente da COEX.
A Cooperativa dos Extrativistas da Floresta Nacional de Carajás possui 37 cooperados e gera renda por meio da extração sustentável das folhas do jaborandi, matéria-prima para a formulação de produtos farmacêuticos, e da comercialização de sementes de outras espécies, atividade esta que já auxiliou na recuperação de mais de mil hectares de floresta.
“Ressalto dois aspectos de muita relevância nessa publicação. A primeira é o cooperativismo diferenciado de uma singular que trabalha com o extrativismo, uma atividade completamente sustentável e que presta um serviço de grande relevância social, econômica e ambiental. E segundo, é o diferencial dela, por ter uma mulher à frente, na administração da cooperativa, nos últimos anos, mostrando a força e o potencial das mulheres da gestão de cooperativas”, disse Flávia Gil, representante do Sistema OCB/PA em toda a região sul e sudeste do Estado.
Para ter acesso à revista é só clicar no link: https://www.ocb.org.br/revista-saber-cooperar

A Cooperativa de Transporte Complementar (CTC Integradas) iniciou, no último domingo (21), a operação da linha Paricás - São Brás. De forma experimental e em caráter emergencial, a linha foi autorizada após duas empresas que estavam responsáveis pela operação terem descontinuado o serviço durante o final de semana, o que gerou diversas autuações emitidas pela Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém (SEMOB), e a imediata criação da nova linha.
“A pedido do prefeito Edimilson Rodrigues e da Semob, iniciamos essa operação de transporte de forma imediata, com responsabilidade, para não deixar a comunidade do Paricás desassistida. Os moradores dessa área estavam sofrendo com o atendimento de transporte precários e com horários inviáveis. Um transporte de qualidade é mais do que uma necessidade e um direito do cidadão, é um dever do Estado”, disse Waldir Segundo, presidente da Cooperativa de Transporte Complementar (CTC Integradas).
A cooperativa é formada por um grupo de operadores aptos para prestar um serviço de qualidade. A frota é nova, composta por quatro veículos microônibus que irão proporcionar qualidade e conforto aos passageiros, com poltronas confortáveis, entradas de USB para carregamento de aparelho celular, entre outros diferenciais.
A linha Paricás - São Brás começou a operar de forma semiexpressa, com pontos de parada ao longo de toda a avenida Augusto Montenegro e embarque e desembarque de passageiros na Avenida Almirante Barroso, exclusivamente nos seguintes pontos de parada: avenida Almirante Barroso antes das avenidas Tavares Bastos e Júlio César e antes das travessas Mauriti e Humaitá. Esse itinerário e os pontos de parada serão monitorados e avaliados pela equipe de fiscalização de transporte da Semob, para adequações que sejam necessárias para atender em especial a comunidade do Paricás.
“A CTC Integradas, está cumprindo a solicitação do poder público de Belém, através de uma Ordem de Serviço em caráter emergencial, por entender que a população que mora no Residencial Quinta dos Paricás é a maior beneficiada. Destacamos o excelente posicionamento do prefeito Edmilson Rodrigues e sua competente equipe da Semob, que deram uma resposta rápida em prol da comunidade que utiliza o transporte público”, disse Manoel Teixeira, diretor superintendente e financeiro da CTC Integradas.
Transportes - Somente na Região Metropolitana, existem aproximadamente 135 cooperativas que operam nas modalidades de transporte de passageiros, cargas, fluvial, intermunicipal e taxistas. Destas, apenas 63 estão ativas, operantes e registradas na Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB/PA).
O setor possui alta representatividade na prestação de serviços de transporte. De acordo com as lideranças do movimento, as cooperativas transportam 278.150 passageiros por dia, gerando 487 empregos diretos e uma média de pró-labore de R$ 1.950 por pessoa.
“As cooperativas de transporte, que atuam há muitos anos no Estado, já eram conhecidas pela sociedade e, hoje, são cada vez mais reconhecidas pelo poder público. Essa conquista mostra um maior nível de amadurecimento do segmento, que passa a ser encarado não mais como irregular, mas sim, necessário”, conclui Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA.

A Cooperativa Agropecuária do Salgado Paraense (CASP) realizou sua Assembleia Geral Ordinária (AGO), no dia 28 de fevereiro, no município de Vigia. Na pauta, houve a prestação de contas da Diretoria, parecer do Conselho Fiscal, distribuição das sobras e a Eleição para membros do Conselho Fiscal. Cerca de 30 cooperados estiveram presentes. A reunião contou com a participação do presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Durante a reunião, também foram apresentadas as ações desenvolvidas em 2020 e o plano de trabalho para 2021, assim como o Balanço Patrimonial e o Demonstrativo de Resultados do Exercício de 2020.
“A AGO foi muito produtiva, não poderia ter sido melhor, pois tivemos todo o apoio do Sistema OCB/PA. Também tivemos uma apresentação do Conselho Fiscal, que após as análises, aprovou todas as contas da cooperativa por unanimidade”, disse Antônio Alcoforado, presidente da singular.
“No último momento da reunião houve a eleição do Conselho Fiscal, onde foi solicitado o apoio da OCB/PA, na orientação sobre o processo, bem como sobre os normativos legais, como Lei, Estatuto Social e Regimento Interno, que norteiam sobre a realização das eleições para Diretoria e Conselhos”, disse Diego Andrade, Gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do SESCOOP/PA.
CASP - Atualmente, a cooperativa possui 100 cooperados de Vigia, Santo Antônio do Tauá e Santa Izabel. O carro-chefe da cooperativa são derivados do leite, como queijos, iogurte e manteiga. Ainda pretende-se desenvolver bebidas lácteas e creme de leite. Também tem forte produção de hortifrútis, como banana, cheiro verde, cebolinha, jambu e chicória.
“Estivemos presentes na AGO da CASP cumprindo nosso papel como entidade representante do Cooperativismo, garantido o cumprimento legal dos normativos. A CASP irá proceder na estruturação dos documentos para arquivamento na JUCEPA e posteriormente ao arquivamento, irá enviar os atos à OCB/PA”, concluiu Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA.

A iniciativa CocoaAction Brasil, em parceria com o SESCOOP/PA, busca desenvolver ações que auxiliem na produção e na produtividade do cacau no Estado por meio de cooperativas que já trabalham no ramo. A iniciativa pública-privada formada por membros da indústria e diversas entidades do setor, fomenta a melhoria da produtividade, da qualidade do cacau, da gestão e prevenção de pragas e doenças, dentre outras prioridades.
O SESCOOP/PA já apresentou as cooperativas que trabalham com a cacauicultura no Pará em reunião com representantes da CocoaAction. “Também foram ressaltados dados mais específicos sobre o setor, como o número de cooperativas e cooperados/produtores de cacau, quantidade produzida por ano, o mercado em que a produção é comercializada e quais certificações as cooperativas possuem”, explicou Júnior Serra, Superintendente do SESCOOP/PA.
Além da parceria com o SESCOOP/PA e SESCOOP Nacional, a iniciativa CocoaAction Brasil tem uma estrutura de governança da qual fazem parte processadores de cacau, fabricantes de chocolate, grupos que comercializam cacau (traders), além de associações da indústria, órgãos de assistência técnica e extensão rural dos estados produtores de cacau, certificações, ONGs e outras entidades. A iniciativa é colaborativa e pré-competitiva, e tem o objetivo de reunir os elos da cadeia para alinhar sinergias e responsabilidades, alavancar escala e eficiência por meio da colaboração e catalisar esforços para acelerar a sustentabilidade no setor do cacau.
DADOS
O estado do Pará é o maior produtor de cacau do país. A previsão da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), só de área cultivada em 2020, é de 149.918 hectares e produção de 145 mil toneladas de amêndoas. Em 2019, a área cultivada foi de 146.918 hectares e a produção de 133.489 mil toneladas de amêndoas, o que representa 52% da produção nacional.
Medicilândia, Uruará, Altamira, Placas, Anapu, Brasil Novo, Novo Repartimento, Vale do Xingu, Tucumã, Tomé-Açu são os 10 municípios que mais produzem cacau no estado do Pará, segundo dados da Ceplac.
Os 989 cooperados/produtores e as 8 cooperativas paraenses registradas e regulares junto ao Sistema OCB/PA, foram responsáveis pela produção de quase 18 mil toneladas, respondendo assim, por mais de 12% da produção de amêndoas do estado e possuem certificações como UTZ, BUK/CONV. ORGANICO- IBD e IMO, realizando a comercialização nacional de sua produção.
“A parceria estabelecida com OCB, SESCOOP e DGRV, através do AceleraCoop, é de extrema importância para o projeto de campo do CocoaAction Brasil, tendo em vista a complementariedade que o fortalecimento das cooperativas trará para as demais atividades deste projeto. Nosso objetivo é criar sinergias entre ações dos atores da cadeia para o desenvolvimento sustentável da cacauicultura no Brasil”, disse Guilherme Salata, coordenador da iniciativa CocoaAction Brasil.
“O chocolate é um dos produtos que podem gerar valor agregado ao que é produzido pelas cooperativas. Dado o potencial que temos de produção, continuaremos incentivando o beneficiamento local e agregando parceiros, como o CocoaAction Brasil, que acreditam nessa causa”, explicou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.