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Estamos certos de sua compreensão e de que 2021 será um ano muito melhor para todos!

A campanha fez a doação de mais de 400 brinquedos para crianças de Muaná
Uma ilha que reúne tradição, história e, agora, cooperação. O Natal Solidário deixou a primeira marca da cooperação na Ilha do Palheta, no Marajó. A parceria entre o Sistema OCB/PA, Unimed Belém, Prefeitura de Muaná e Amigos do Palheta levou brinquedos, lanches, brincadeiras, sorteios e cestas básicas em ação ocorrida no último sábado (19).
A programação já está na sua sexta edição e, em 2020, contou com parceiros de peso. O Sistema OCB/PA fez a doação de 450 brinquedos, o Projeto Amigos do Palheta doou 20 cestas básicas e, a Unimed Belém, 50, além de 150 kits escolares com caderno, lápis, de cor, apontador, cola e borracha; kits de higiene com sabonete, escova e pasta de dente; e lanches com pipoca, biscoito e bombom.
O Natal Solidário atraiu pessoas de outras regiões do município de Muaná. Diversas rabetas foram atracadas no trapiche da ilha. “Comemoramos esse Natal de forma esplêndida. Ganhei cesta, meus filhos ganharam presentes. Quero que volte mais vezes”, comentou a moradora Deunizia Abreu.
De acordo com o agente comunitário da Ilha, Cláudio Amaral, 2020 foi a edição com maior apoio ao Natal Solidário. “Todo ano buscamos realizar o evento com os amigos daqui. Esse ano foi uma experiência nova para nós com o Dia de Cooperar. É uma satisfação muito grande receber a todos. Eu, como agente de saúde, nunca presenciei tanta ajuda. Trabalho há 27 anos aqui na área da saúde e pela primeira vez recebemos tanto apoio e de maneira especial. Em um ano que todos deveriam se resguardar, esses parceiros se expuseram para um bem geral”.
A Ilha foi fundada há mais de 200 anos. Foi um reduto de escravos trazidos da África pelos portugueses para a realização de trabalhos forçados. A equipe de voluntários, inclusive, ficou hospedado em um casarão que preserva ainda hoje os detalhes rústicos da época e um porão que era utilizado como senzala, onde os escravos eram mantidos.
Atualmente, a extensão territorial da ilha é propriedade da Família Viegas e abriga cerca de 40 famílias e 170 pessoas. A comunidade vive do extrativismo e da produção do açaí. No entanto, ainda enfrenta diversos desafios sociais, econômicos e sanitários. O acesso a saneamento básico e ao tratamento de esgoto é precário.
“Queremos agradecer pela iniciativa excelente e brilhante. Em um ano tão difícil que começou com tantas perdas, trazer um momento de alegria e de esperança para as crianças da comunidade da ilha do planeta foi algo especial. Obrigado a todos. Que possamos repetir esse momento em 2021 e que o próximo ano seja de mais realizações”, comentou o proprietário da Ilha, Tadeu Viegas.

O Natal Solidário foi realizado pelo Sistema OCB/PA e pela Unimed Belém
Na Programação, foram realizadas diversas brincadeiras com as crianças, todas com algum ensinamento sobre a importância da cooperação, mostrando que com o cooperativismo ninguém perde. Só há ganho. E, claro, como todo Natal, a festa da Ilha do Palheta teve um Papai Noel mais do que especial. O bom velhinho foi representado pelo presidente da Unimed Belém, Wilson Niwa, que fez fotos com a criançada e entregou os presentes.
“Para nós, foi uma satisfação muito grande. Em um ano tão difícil, esses momentos de confraternização e alegria são muito gratificantes. Trazer um pouco de alegria e esperança para uma população tão carente é uma satisfação enorme. A expectativa é boa que, com a festa de hoje, daremos início ao projeto de saneamento básico e organização da comunidade em forma de cooperativa. Assim, traremos desenvolvimento para a região.
O Sistema OCB/PA já iniciou o trabalho de mobilização e sensibilização da comunidade. No domingo (20), a equipe técnica reuniu com lideranças comunitárias para orientar sobre as vantagens de se empreender por meio de cooperativas e como o trabalho coletivo pode transformar a realidade da população.
Também já foi feito mapeamento social e comunitário da Ilha do Palheta, identificando-se as famílias que lá residem, as condições sanitárias e as atividades econômicas desenvolvidas. Posteriormente, será feito o mapeamento produtivo da região, levantando dados estatísticos sobre as culturas trabalhadas e a capacidade produtiva.
“Essa parceria entre o SESCOOP/PA e Unimed Belém será essencial para o desenvolvimento da comunidade. Tenho certeza que vai ser um projeto de muito sucesso e um exemplo a ser seguido para toda a região do Marajó. É muito importante não somente promover ações pontuais, mas também ações efetivas que transformem a realidade da população que lá vive”, reiterou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
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Texto: Wesley Santos
O edital sindical será publicado no jornal Imprensa Oficial do Estado do Pará – IOEPA nos dias: 21, 22 e 23/12/2020 e estará disponível para consulta no site www.ioepa.com.br

A pandemia do novo Covid-19 acelerou um processo que o mercado já estava fomentando: a necessidade de adaptação a vendas online. O assunto foi debatido em Encontro promovido pela COODERSUS em Mãe do Rio, nesta terça (15). Participaram as cooperativas COOPASMIG, COOPRIMA, CASP, COAPEMI, D’IRITUIA, COOPABEN, COOPERURAIM, COOPAGRO e CART.
O Encontro é um dos desdobramentos da chamada pública ATER Mais Gestão, executada pela COODERSUS. Após diagnóstico feito dos empreendimentos, identificou-se as fragilidades em nível de gestão, ações individuais e algumas atividades coletivas. A partir de então, foi desenvolvido um plano de ações.
Uma das fragilidades é a questão de acesso a novos mercados, em especial com a utilização do marketing digital. Na programação, a jornalista e assessora de comunicação do Sistema OCB/PA, Ísis Margalho ministrou palestra sobre o tema, abordando sobre o novo momento que a pandemia trouxe e as práticas a serem adotadas para se utilizar as plataformas digitais como canal de comercialização.
“É uma experiência nova. Sabíamos da necessidade de entrar nesse mercado digital, mas não sabíamos como. Nossa cooperativa ainda não tem desenvolvido essa comercialização online, mas agora é necessário. Porque isso vai evitar que tenhamos prejuízo com produção parada”, comentou a cooperada da Coopagro, Antônia Gomes.

Outra demanda identificada foi a necessidade de ampliar o conhecimento sobre compras governamentais. O consultor da NÓS Soluções Sustentáveis, Andreos Leite, abordou sobre as ações do Sistema OCB/PA no sentido de promover posicionamento junto ao Governo Federal, entidades e órgãos públicos. Um dos resultados alcançados foi o aumento da assertividade das chamadas públicas com base no que realmente é produzido pelas cooperativas no Estado.
Outro momento da programação foi a exposição e venda dos produtos das cooperativas e associações atendidas pela COODERSUS. O cantinho da agricultura familiar, entre outros produtos, apresentou a farinha e o mel da COOPASMIG, o óleo de coco, licores e cremes da COOMAC Curuçá. O objetivo foi mostrar a diversidade produtiva das cooperativas e promover também a intercooperação.

ATER Mais Gestão
Em 2018, a COODERSUS ganhou a chamada pública ATER Mais Gestão, voltada para a gestão dos empreendimentos agroalimentares. Estão sendo atendidos 20 empreendimentos coletivos, entre cooperativas e associações, em seis eixos operacionais: governança, gestão financeira, comercial, sócio ambiental, de pessoas e de processos produtivos. São executados diagnósticos, projetos de gestão, levantamentos produtivos e metas para trabalhar com os grupos.
Como resultado das ações, alguns empreendimentos conseguiram se adequar e obter selos sanitários para a venda dos produtos, como o Selo da Agricultura Familiar (SENAF). Através deste, os produtos puderam ser divulgados na Vitrine da Agricultura Familiar, no portal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Empresas de todas as partes do país podem entrar em contato e comprar.
“A COODERSUS foi fundamental para o crescimento da nossa cooperativa. Não conseguíamos nem mesmo participar de processos licitatórios dentro do nosso próprio município, por conta da falta de certificação. Empreendimentos de outros municípios levavam os certames. Depois do acompanhamento da cooperativa, conseguimos o selo das nossas casas de farinha, de polpa e, assim, acessar mercados até fora do Estado”, enfatizou a diretora financeira da COAPEMI, Ilma Ferreira.
Em último levantamento feito pela COODERSUS, 1.531 famílias já foram beneficiadas com as ações realizadas pela ATER Mais Gestão. São 15 municípios do nordeste paraense e da região do Marajó.
“Temos empreendimentos que estão realizando comercialização do maracujá para o Tocantins por meio do selo que conseguimos. Em outro evento que executamos em fevereiro com potenciais compradores, trouxemos a BERACA e conseguimos fechar contrato para a COAPEMI realizar a comercialização do óleo do tucumã”, comentou o presidente da COODERSUS, José Guataçara.

COODERSUS
A Cooperativa de trabalho em Apoio ao Desenvolvimento Rural Sustentável (COODERSUS) atua há 22 anos no Estado. Presta serviços de assistência técnica rural, legalização ambiental, legalização fundiária, licenciamento ambiental, georreferenciamento, ministração de cursos e palestras. No total são 38 cooperados.
“Parabenizamos a COODERSUS pelo trabalho que vem desempenhando no desenvolvimento das cooperativas agro e contamos com a cooperativa para continuar nos auxiliando no fomento ao agro paraense . É o cooperativismo no Pará alçando voos ainda maiores, mesmo com cenários aparentemente desfavoráveis.”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.


Em novembro, foram alcançadas 4.314 pessoas em ações como fomento a mercado, monitoramento e formação profissional. Um dos destaques foi a regulamentação do transporte complementar em Belém, que beneficiará mais de 800 pessoas ligadas às cooperativas do segmento. As 84 ações do Sistema OCB/PA no mês atenderam diretamente 1.175 pessoas em diversos municípios do Pará.
A espera de anos pela regulamentação da atividade chegou ao fim com a liberação das Ordens de Serviço (OSs) para 16 cooperativas atuarem em linhas na região metropolitana. A entrega das autorizações a título precário foi feita no dia 30 de novembro, pelo prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho.
“É um novo tempo que se inicia para o cooperativismo de transporte. As cooperativas já atuam há muitos anos, já eram conhecidos pela sociedade e, hoje, são reconhecidos. Por certo, teremos ainda mais geração de emprego e renda para muitos pais de famílias. Parabenizamos a iniciativa do Prefeito Zenaldo e continuaremos o contato com a próxima gestão municipal, para resguardarmos a continuidade dos serviços”, reiterou o presidente da no Pará, Ernandes Raiol.
Na área de formação profissional, foram realizadas 28 ações com 608 pessoas atendidas diretamente e 866 beneficiadas de 36 cooperativas. Alguns deles foram o curso de Bombeiro Civil Profissionalizante para a COOPERNORTE; Curso de Atualização de Técnicos de Cooperativas no Sistema de Produção de Soja; MBA Urgência e Emergência Médica para a UNIMED Belém; Curso de CPA 10; MBA em Gestão de Cooperativas na região Oeste do Pará; Entre outros.
Na área de monitoramento, foram realizadas 10 ações com 42 pessoas atendidas diretamente e 737 pessoas beneficiadas. As orientações para cadastramento na plataforma SOUCOOP foi o destaque. Já o Programa de Orientação Cooperativista (POC) beneficiou 251 pessoas de 12 grupos. Participou-se das Assembleias de Constituição da Cooperativas de Catadores de Igarapé-açu e da Cooperativa de Produtores de Leite e Derivados do Assentamento Veneza, em Marabá.
Também foram prestadas orientações técnicas para constituição e registro no Sistema OCB/PA dos grupos: Cooperativa de Trabalho Reduss Gestão de Resíduos Recicláveis; cooperativa de produtores rurais de município de Água Azul do Norte – PA; Cooperativa de carvão mineral em Jacundá; Associação dos Produtores e Produtoras Rurais da Colônia de Areia Branca, no município de Ulianópolis; Entre outros.
Já na área de assessoria jurídica, foram atendidas 10 cooperativas, beneficiando-se 329 pessoas em 10 ações, tais como: parece sobre assembleias gerais e reuniões online; orientações sobre modificação estatutária e sobre ata de constituição; participação em audiência de instrução; entre outros.
“Estamos finalizando mais um ano e, embora as dificuldades que se apresentaram no cenário socioeconômico do mundo, as cooperativas continuaram desenvolvendo suas atividades e pudemos acompanha-las, dando o suporte necessário na formação profissional, monitoramento e promoção social”, reiterou Raiol.

Inaugurada em setembro, a Cooperativa Garimpeiro Legal (CGL) nasceu com o propósito de fazer a diferença no ramo do cooperativismo mineral. Com o propósito de legalizar uma área em exploração há mais de 30 anos, o Garimpo do Mamoal, em Moraes de Almeida, distrito de Itaituba na região oeste do Pará e fomentar um garimpo sustentável, levando mais dignidade a todos os pequenos mineradores que lá trabalham e residem todos esses anos. Como exemplo do engajamento dessa cooperativa, quando inaugurada, possuía 21 cooperados, já na primeira quinzena de dezembro são 108 cooperados.
Segundo Amaro Rosa, presidente da CGL, também atual presidente da Federação das Cooperativas de Garimpeiros do Pará (FECOGAP) e conselheiro e diretor mineral do sistema de Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado do Pará (Sistema OCB-PA), a área alvo do projeto de regularização é composta por dois processos de requerimento de permissão de lavra garimpeira (PLG), em fase de licenciamento ambiental, totalizando aproximadamente 13.500 hectares. Amaro ainda afirma que o objetivo é aumentar a área de atuação conforme for disponibilizando novos processos ao redor das PLGs outorgadas.
“Estamos legalizando o trabalho desses pequenos mineradores, apresentando a eles a documentação e os filiando à cooperativa, com respaldo e educação ambiental. Nosso objetivo não é simplesmente legalizar uma atividade que é vista com tanto preconceito, queremos mudar socialmente a comunidade, investindo em capacitação técnica, educação, saúde e segurança, com os recursos locais. Isso é levar dignidade e aporte para essas dezenas de pessoas. Esse é o nosso papel quanto cooperativista”, explica.
Com a atividade legalizada, os garimpeiros terão segurança jurídica para realizar suas atividades, poderão fazer maiores investimentos na própria comunidade e assim estabelecer uma cadeia produtiva e social e ambientalmente correta. “Já firmamos várias parcerias para promover a conscientização ambiental e educação para toda a comunidade do Mamoal. Em 2021, vamos iniciar o projeto de inclusão digital para as crianças carentes, com a única exigência de que elas estejam regularmente matriculadas e com bom desempenho na escola”, acrescenta Amaro.
Também por meio de parcerias, a cooperativa busca que seja instalado um posto policial e um posto de saúde na comunidade. “Precisamos trabalhar nas frentes em que a comunidade mais precisa neste momento: salvaguardar a segurança, a saúde e promover a educação, queremos um garimpo sustentável e com qualidade de vida”, enfatiza Amaro.
Economia local
A cooperativa firmou ainda um Termo de Cooperação com o mercado local para oferecer desconto para os cooperados. “Todo esse trabalho de uma cooperativa que acabou de nascer é uma prova de quanto o cooperativismo representa uma fonte essencial de desenvolvimento, porque foca em uma cadeia, composta sobretudo, pela necessidade e anseios das pessoas. Trabalho, renda, educação, saúde, segurança, tudo isso junto gera o que chamamos de qualidade de vida, gera um aumento em uma das estatísticas mais importantes do mundo denominada Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). É por isso que sempre dizemos que onde o cooperativismo está forte, o IDH é muito mais alto”, finaliza Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB-PA.

Uma semana foi a duração da Maratona do Cooperativismo Financeiro realizada pela Sicoob Transamazônica no final de novembro. Entre visitas e inaugurações em Belém, Redenção e Marabá a comitiva formada pelos diretores da cooperativa e presidente do Conselho de Administração da Central Sicoob Unicoob, Wilson Geraldo Cavina, reforçou os laços de cooperação com do Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado do Pará (Sistema OCB-PA), Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa) e Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa). Em Redenção, a comitiva realizou um jantar com as principais lideranças do setor produtivo local e inaugurou a agência de negócios do município, com 500 associados. Também inaugurou oficialmente a agência de Marabá, que já estava em funcionamento e conta com 1.500 associados e agora também é a sede da Superintendência Regional da Sicoob Transamazônica, que irá coordenar as atividades de supervisão, expansão e desenvolvimento da cooperativa.
No total, são vinte pontos de atendimento no Estado, sendo sete agências completas presentes nos municípios de Pacajá, Tucuruí, Novo Repartimento, Conceição do Araguaia, Santarém, Redenção e Marabá, e 13 escritórios de negócios. Até 30 de novembro, a cooperativa contabilizava 14.500 associados em todo o Pará. “Estamos em contagem regressiva para alcançar o objetivo do ano que é de 15 mil associados. A nossa expectativa é chegar a esse número no máximo até o dia 20 de dezembro. Para 2021, a meta é de 30 mil associados”, adianta Lucas Gelain, diretor-presidente da Diretoria Executiva do SICOOB Transamazônica.
Dos 13 escritórios de negócios, nove virarão agências completas em 2021. “É muito valoroso para nós ver uma cooperativa com quatro anos chegar a esse nível de desenvolvimento. Ganha o Estado, ganha a população. Isso também é muito importante para o sistema cooperativista, porque as cooperativas de crédito auxiliam no desenvolvimento das demais, gerando um grande círculo virtuoso de intercooperação. Um bom exemplo é o que está ocorrendo na Ilha do Combu, com a COOPERTRANS”, enfatiza Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB-PA.

Vale lembrar que a cooperativa iniciou 2020 com apenas cinco mil associados e cinquenta funcionários. Até o momento, são 14.500 associados e 110 funcionários. “A cooperativa vem estruturando a base para poder expandir com segurança e qualidade – tanto para os cooperados quanto para os colaboradores, com uma média de 100% ao ano”, afirma Antônio Henrique Gripp, presidente do Conselho de Administração do SICOOB Transamazônica.
A Sicoob Transamazônica é a maior cooperativa financeira do Estado e uma das cooperativas autorizadas a repassar recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), modalidade Emergencial à totalidade dos municípios paraenses, criada para ajudar na recuperação econômica da região, com taxa de 2,5% ao ano. Essa operação é essencial para o desenvolvimento do setor agropecuário.
Também foi pioneira em idealizar uma sociedade garantidora de crédito, ainda em 2016, a SGC Amazônia com o objetivo de afiançar crédito e com isso facilitar e acelerar o crescimento dos empreendimentos da Amazônia Legal. Em termos de território, é a maior Sociedade Garantidora do mundo.
“Isso é possível porque só as cooperativas de crédito chegam onde as pessoas precisam, onde a comunidade a convida. Diferentemente de uma instituição bancária convencional, a cooperativa não quer só números, ela quer sócios, ela quer pessoas que desejem ter um relacionamento diferente com as próprias finanças e – claro – economizando e gerando riqueza para todos que fazem parte da cooperativa”, finaliza Raiol.

Sicoob Transamazônica é o destaque do nosso #NaMidia desta semana, com a Maratona do Cooperativismo Financeiro e com o Acordo de Intercooperação com a COOPERTRANS.

Rede CataPará reuniu representantes de cooperativas, associações e instituições voltadas para a reciclagem.
Durante o Grande Encontro de Cooperativas e Associações da Rede CataPará realizado no último dia 27, em Belém, foi apresentada uma proposta para a destinação adequada, ambiental e socialmente correta para os resíduos sólidos da Região Metropolitana de Belém (RBN): a pirólise. Segundo o presidente da Rede, Marcelo Rocha, esse processo engloba as cooperativas e associações no processo de triagem e dá destinação para 100% dos resíduos, solucionando assim o um dos maiores problemas na Metrópole da Amazônia: a poluição causada pelo descarte incorreto realizado atualmente.
Devido a vários problemas com o atual aterro sanitário de Marituba, que está em contagem regressiva para o fechamento em maio de 2021, a Rede CataPará se antecipou e convidou gestores públicos, empresas, e organizações do terceiro setor, como o Sistema OCB-PA, para discutir, levantar e apresentar o processo da pirólise, que sob condições de altas temperaturas e quase sem a presença de oxigênio, transforma a decomposição orgânica em fertilizante e biogás.
Na década de 1970, W. Sanner afirmou que por meio desse processo é possível extrair vários subprodutos do lixo, por exemplo: em uma tonelada, cerca de onze quilos de sulfato de amônia, 12 litros de alcatrão, 9,5 litros de óleo. Logo, pode ser uma alternativa viável para o atual contexto do aterro de Marituba.
“As condições em que hoje tratamos os resíduos sólidos representa um problema real e imediato para toda a nossa sociedade, porque – além da poluição ambiental, dos problemas de saúde, há riscos de explosões por conta do gás metano proveniente da decomposição. Há 50 anos, que essa tecnologia da pirólise existe e que o sistema de aterro sanitário se mostram ineficientes tanto ao meio ambiente quanto para a vida das pessoas como um todo”, explicou Marcelo Rocha, presidente da Rede CataPará.
Enquanto a pirólise processo o material orgânico, centros de triagem selecionariam os resíduos com a presença das cooperativas e associações de catadores. Assim, só iria para a pirólise realmente os resíduos orgânicos, otimizando sobremaneira o processo de reciclagem no Estado.
Cenário
No Pará, os dados oficiais do Diagnóstico do Catador de Materiais Recicláveis e Reutilizáveis do Estado do Pará divulgado em 2015 pela Secretaria de Estado Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda do Pará (Seaster) apontam para a existência de mais de 10 mil pessoas que vivem da catação de materiais recicláveis e reutilizáveis. “Com a pandemia, esse número aumentou muito. A nossa estimativa é que tenha dobrado porque muitas famílias perderam emprego, renda e foram para rua para coletar e manterem a subsistência”, alertou Nádia Luz, diretora da Rede CataPará e presidente da cooperativa de reciclagem COCAVIP.
Outro fator preocupante é à marginalidade. “Muitos catadores vivem uma situação social muito preocupante e acabam por se largar nas drogas e no alcoolismo. Isso também reflete na renda deles que, em geral, fica abaixo de um salário mínimo. Precisamos atuar também para prover dignidade para as pessoas que estão nesse mercado, que cuida do meio ambiente e vira renda para milhares de famílias”, completou Maurílio Pereira, também diretor da Rede CataPará e presidente da cooperativa de reciclagem COOPERLIMPA, de Xinguara.
A Rede CataPará atua há 5 anos de forma a representar, dialogar e se relacionar com as empresas e poder público em relação às atividades do segmento da economia solidária de cooperativas e associações da reciclagem de materiais reutilizáveis. Atualmente, são 25 instituições de todo o Estado a comporem a Rede.
“Uma das nossas preocupações e apoiar essas cooperativas no sentido da estruturação do negócio dentro da maturidade de gestão em que ela se encontra neste momento. Por exemplo, há cooperativas que ainda precisam organizar a operação e há cooperativas que já estão organizando a gestão. São diferentes níveis de negócio, mas que estão ligados pelo mesmo eixo da cooperação e união. E elas estão cientes do seu papel e importância para a vida dos municípios”, enfatiza o presidente do Sistema OCB-PA, Ernandes Raiol.
Dentro dessa perspectiva, o Sistema OCB-PA identificou que o Pará possui 10% das cooperativas de reciclagem presentes no Sistema OCB Nacional e que elas estão presentes em 5 das 12 regiões de integração do Estado. Durante os três primeiros meses mais duros da pandemia, 44% dessas cooperativas se mantiveram atuando, 33% reduziram as atividades e 23% paralisaram completamente.
Para se ter uma ideia do quanto essa discussão é essencial, em média, cerca de 1.300 toneladas de resíduo são descartados por dia no Aterro de Marituba, com uma média de 40 tonelada por mês. A operação é tão intensa que é necessário o processamento durante 24 horas em 6 dias por semana. Aos domingos, a operação encerra às 16h.
“A destinação correta, sustentável, ambiental e socialmente responsável precisa ser levada a sério e ainda mais quando se apresenta com todas essas oportunidades, de trabalho, de renda e – sobretudo – de dignidade para as pessoas. Não queremos ser sustentados. O que nós queremos é poder trabalhar com dignidade. É isso que as cooperativas estão tratando: de dignidade, de cidadania, de vida”, enfatizou Raiol.

As cooperativas de transporte escreveram um importante capítulo de sua história em Belém. A espera de anos pela regulamentação da atividade chegou ao fim com a liberação das Ordens de Serviço (OSs) para 16 cooperativas atuarem em linhas na região metropolitana. A entrega das autorizações a título precário foi feita na última segunda (30), pelo prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho.
Considerando a necessidade de regularização temporária antes do competente processo licitatório para a execução do transporte alternativo, a Prefeitura resolveu delegar, ainda que de forma precária, 15% da frota determinada pelo serviço principal para as cooperativas, dentro do que determina a lei orgânica do município.
A medida visa, a partir da próxima semana, reforçar a oferta de transporte regular e legal de passageiros. Durante esta semana será feita a divulgação da regularização dos serviços, orientando os operadores e os usuários sobre como funcionará a prestação dos serviços. A partir da segunda (07), iniciará a fiscalização, tanto para o cumprimento do compromisso firmado às cooperativas autorizadas, quanto para proibir a operação de grupos irregulares.
“É uma resposta efetiva para toda Belém sobre os questionamentos acerca da lotação dos veículos de transporte coletivos legalizados. O complementar tem que vir agregar valores e qualidade ao transporte principal. Se tivermos um complementar forte e com qualidade, forçaremos as demais empresas a melhorar também”, reiterou o superintendente da SeMOB, Gilberto Barbosa.
As cooperativas autorizadas se cadastraram na Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém (Semob) em fevereiro, enviando a documentação necessária. Os veículos apresentados foram vans e micro-ônibus de 16 a 21 lugares. Inicialmente a Prefeitura de Belém instituiu a idade máxima dos veículos em sete anos.
“O setor hoje tem uma importância muito grande no direito de locomoção das pessoas. Já tem uma longa história, foram se profissionalizando, organizando-se e, ao estabelecerem a atividade de maneira organizada, passaram também a reivindicar o reconhecimento da municipalidade. Foi um grande esforço individual e coletivo para chegarmos a este dia. Como gestor, sinto-me feliz e realizado em poder compartilhar este momento”, afirmou o prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho.

Ao todo, 16 cooperativas foram contempladas com 210 ordens de serviço para operar em diversas linhas dentro da Região Metropolitana de Belém. A COOTRANSBEL irá operar nas linhas Paracuri-Castanheira e Sideral-Castanheira. A COOTRACBEL, na linha Icoaraci-Castanheira. A COOTRANSALT-TUR, na linha Icoaraci/Paracuri- Castanheira. A COOTRANSALTO irá operar na linha Outeiro/Brasília-Icoaraci. A COOTRANSMAT, na linha Conjunto Maguari-Castanheira. A COOTRBENCA-TUR, na linha Benguí/Catalina-Castanheira. A Cooperativa Braz-Ilha, na linha Outeiro-Icoaraci.
A Cooperativa Mag-Tur, na linha Conjunto Maguari-Castanheira e linha Tenoné-Castanheira. A Cooperativa CTC, nas linhas Cordeiro de Farias-Castanheira, Outeiro-Icoaraci, Icoaraci-Castanheira e São Brás-Ver-o peso. A COOTRALBE-TUR, na linha Benguí-Castanheira. A COOTRAT, na linha Ver-o-peso-São Brás. A Cootaic, na linha Outeiro-Icoaraci.
“É um dia histórico e de muita satisfação para todos nós. São quase 20 anos nesta luta para legalização. Agora, vamos arregaçar as mangas e começar a trabalhar, sempre aperfeiçoando nossas atividades no cooperativismo. Continuaremos com a parceria do SESCOOP/PA para a qualificação e reciclagem dos nossos cooperados”, afirmou o presidente da COOPTRANSALTO, Itanael Lopes.

De acordo com o presidente da cooperativa CTC, Waldir Cabral, as cooperativas também trabalharão com a renovação da frota. “Para Belém, isso representa um transporte de higiene, conforto e segurança. Trabalharemos a qualidade dos veículos e continuaremos renovando a frota. Para os associados, é o poder de operar um serviço regulamentado. Não seremos mais tratados como clandestinos, mas como os profissionais do ramo transporte que, há muito tempo, já somos”.
Somente na Região Metropolitana, existem aproximadamente 135 cooperativas que operam nas modalidades de transporte de passageiros, cargas, fluvial, intermunicipal e taxistas. Destas, apenas 63 estão ativas, operantes e registradas na Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB/PA).
O setor possui alta representatividade na prestação de serviços de transporte. De acordo com as lideranças do movimento, as cooperativas transportam 278.150 passageiros por dia, gerando 487 empregos diretos e uma média de pró-labore de R$ 1.200 por pessoa.
“É um novo tempo que se inicia para o cooperativismo de transporte. As cooperativas já atuam há muitos anos, já eram conhecidos pela sociedade e, hoje, são reconhecidos. Por certo, teremos ainda mais geração de emprego e renda para muitos pais de famílias. Parabenizamos a iniciativa do Prefeito Zenaldo e continuaremos o contato com a próxima gestão municipal, para resguardarmos a continuidade dos serviços”, reiterou o presidente da no Pará, Ernandes Raiol.


Na mídia desta semana, destaque para o cooperativismo de educação e de reciclagem. Na CEAC, inaugurou a biblioteca “Dr. Erivaldo de Jesus”. A biblioteca era um sonho antigo da cooperativa e - como homenagem a um dos cooperativistas eméritos do Pará e ex-presidente do Sistema OCB-PA, Dr. Erivaldo de Jesus, a CEAC realizou esse sonho no dia 23 de novembro, data que o ex-presidente completaria 90 anos.
A matéria foi publicada no jornal Diário do Pará e também está disponível no nosso site.
Também no aspecto social, o Grande Encontro de Cooperativas e de Associações da Rede CataPará foi notícias, principalmente, pela decisão em ajudar o poder público a definir uma solução viável para a destinação sustentável e socialmente viável para os resíduos sólidos da Região Metropolitana de Belém, após o fechamento do aterro sanitário de Marituba, marcado para maio de 2021.
#NaMidia
#Educação
#Reciclagem

Uma mão estendida, um olhar de carinho, uma palavra de conforto. Todos esses são gestos simples, mas que transformam. A campanha promovida pela cooperativa SICOOB Unidas beneficiou o Abrigo São Vicente de Paulo e o Projeto Amigos Solidários do Jurunas com a doação de 70 cestas básicas e, acima de tudo, com o olhar de atenção para quem mais precisa.
Em julho, o Centro Cooperativo Sicoob lançou a campanha “Gesto que Transforma” com o objetivo de incentivar a redução das faturas impressas dos cartões Sicoobcard. Como reconhecimento, as cooperativas que se engajaram na ação foram comissionadas durante o período de 3 meses.
“A campanha impacta a comunidade e fortalece o cooperativismo. É fruto do trabalho espetacular realizado pelos nossos colaboradores, motivo de muito orgulho. A iniciativa é muito importante em um momento difícil como este. Estaremos sempre junto da comunidade, promovendo gestos que realmente transformam”, afirmou o diretor de negócios da cooperativa, Sandro Modesto.
Uma das entidades escolhidas para receber as doações foi o Abrigo São Vicente de Paulo, que atua há 83 anos acolhendo idosos em situação de risco e vulnerabilidade social, em Belém. Para continuar atendendo às necessidades dos internos em meio à pandemia, a instituição arrecada recursos para a compra de remédios, alimentos, itens de higiene e limpeza.
Houve queda significativa em todas as arrecadações do Abrigo, porém os serviços oferecidos aos 90 idosos continuam acontecendo integralmente e com a mesma qualidade. Para garantir a manutenção do trabalho, é solicitada ajuda com doação de alimentos como: feijão, macarrão, açúcar, café, sal, farinha, bolacha água e sal, entre outros.
“Agradecemos a todos pela colaboração. É muito importante para a manutenção desta casa e para a saúde das pessoas que aqui residem. Faço parte da família SICOOB, sou cooperada e fico feliz em ver o trabalho de apoio à comunidade que o Sistema desenvolve. Agradecemos de todo o coração pelo amor, carinho e atenção”, reiterou a presidente do Abrigo, Silvia Cruz.
Outra instituição beneficiada foi o Projeto Amigos Solidários do Jurunas, que promove uma série de atividades culturais, esportivas, recreativas, de saúde e nutrição para crianças, adolescentes e jovens do bairro. Os pais também são beneficiados. O objetivo é promover a inclusão social e melhores oportunidades para a comunidade, diminuindo também a taxa de violência na região.
“Aqui, não trabalhamos com politicagem e abraçamos parceiros como a cooperativa SICOOB Unidas, que nos apoiam sem interesses. Agradecemos pela doação das cestas básicas, pelas ações de educação financeira e por todo o acompanhamento que tem sido feito através dessa parceria. Estamos sempre de portas abertas”, reiterou um dos líderes do projeto, Lélio Silveira.

A SICOOB Unidas
A singular financeira trabalha com todos os produtos e serviços de uma instituição bancária tradicional. Com cerca de 10 mil cooperados, a cooperativa hoje possui nove agências no Estado, sendo três em Belém, e nos municípios de Ananindeua, Marituba, Santa Izabel, Barcarena, Abaetetuba e Capanema. Até 2022, pretende-se aumentar o número de agências em 114%, chegando a 15 pontos de atendimento no Estado.
“Nosso objetivo é, seguindo os princípios que regem o cooperativismo, não apenas gerar riqueza econômica, mas beneficiar toda a comunidade que está ao nosso entorno. A proposta é que possamos promover a solidariedade e investir ainda mais em iniciativas de apoio à comunidade”, comentou o presidente da cooperativa, Manoel Martins.
Serviço: Abrigo São Vicente de Paulo - Tv. Mauriti, 1061 - Pedreira, Belém – PA (98252-6665)
Projeto Amigos Solidários do Jurunas – Tv. Honório José dos Santos, 1387 entre Quintino e passagem Santo Antônio (98212-2845)

A iniciativa permitirá maior acessibilidade e inclusão financeira à comunidade.
Com quatro anos de atuação no transporte turístico de passageiros da região insular de Belém, Barcarena e Acará, a COOPERTRANS e a cooperativa de crédito Sicoob Transamazônica formalizaram acordo de intercooperação para prestação de serviços bancários à COOPERTRANS e seus respectivos cooperados. Entre os benefícios, destaque para a isenção de três meses na maquininha de cartão e emissão de boleto para pessoa física.
Tudo começou com um contato do Sistema OCB-PA para a Sicoob Transamazônica sobre uma ideia de levar serviços bancários para uma cooperativa da ilha do Combu. Famosa pelas belezas naturais, culinária e simplicidade, a ilha sofre ainda com a falta de aparelho urbano, como instituições bancárias por exemplo e isso também dificulta a vida dos empreendimentos locais e de cooperativas, como a COOPERTRANS.
“O cooperativismo é feito por gente. Onde há gente, há cooperativismo. As cooperativas de crédito chegam onde as pessoas a querem: conhecem a comunidade, se apresentam, mostram o que podem fazer, de que forma fazer, os benefícios, buscam incentivar a educação financeira para que todos possam crescer com responsabilidade e clareza. Não importa se é para muita ou pouco gente. Onde há pessoas, lá estará a cooperação”, enfatiza Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB-PA.
É a primeira vez que a COOPERTRANS formaliza uma ação como essa, que irá beneficiar tanto a cooperativa em sim, com a conta de pessoa jurídica, quando a dos 29 cooperados e, se quiserem, familiares e comunidade em geral. “Hoje, para tudo precisamos de conta corrente, banco, sistema digital, cartão de crédito. É uma necessidade de vida e de trabalho”, comenta Ana Alice Gomes da Mota, secretária da COOPERTRANS.
Vantagens
Além dos produtos e serviços bancários tradicionais, a Sicoob Transmazônica criou condições excepcionais para esse acordo de intercooperação: a cota capital teve o valor simbólico de R$1,00, isenção de 3 meses na maquinha de cartão, limite de conta para situações emergências, como cheque especial e crédito pré-aprovado.
“O nosso objetivo é realmente incluir. Facilitamos o máximo possível o ingresso da COOPERTRANS em nossa cooperativa. Fizemos um trabalho especial em que levamos a agência para a comunidade para que eles não precisassem se deslocar para Belém e – de repente – perder uma amanhã ou uma tarde para abrir as contas. Esse é um trabalho que a gente sabe que as instituições financeiras tradicionais não fazem, mas a Sicoob Transamazônica faz, porque o cliente não é só um cliente, ele também é sócio, ele também é um dos donos da cooperativa. Ele faz parte da cooperativa”, explica Alessandra Oliveira, gerente de Relacionamento da Sicoob Transamazônica.
Após essa etapa inicial de abertura de conta, uma nova equipe da Sicoob voltará à comunidade para apresentar o banco digital, apresentar os serviços, as ferramentas, o que pode ser feito pelo aplicativo, baixar o aplicativo e ativar os acessos. Procuramos também orientar os associados sobre a questão financeira em si. É a primeira vez para alguns associados esse contato com uma instituição bancária. Por isso, prestamos toda uma assessoria financeira, para que eles ingressem nesse mundo com mais segurança”, acrescenta Alessandra.
A Sicoob Transamazônica está aberta para mais ações de intercooperação como essa para fortalecer cada vez mais o movimento cooperativista de crédito, de maneira séria, sustentável, transparente e ética. “Novembro e dezembro dedicamos para a essas ações de intercooperação com vários ramos. O Sistema OCB-PA tem sido o nosso grande parceiro nesse processo todo, porque o fato é que nós precisamos nos fortalecer quanto cooperativistas e as instituições financeiras tradicionais muitas vezes não tem interesse em atender a todos, mas nós queremos, sobretudo, atender às cooperativas porque o nosso foco é a inclusão financeira”, enfatiza a gerente.

Em análises de crédito convencionais, bancos e cooperativas financeiras sempre exigem aval ou alguma garantia, como imóveis e veículos. A SGC Amazônia substituirá essas garantias por uma carta de fiança, facilitando o acesso ao crédito dos associados. Com a inclusão do Sebrae/PA, os micro e pequenos empreendedores do Estado também poderão ser beneficiados pela iniciativa.
A inclusão do Sebrae/PA na Sociedade Garantidora de Crédito Amazônia (SGC Amazônia) foi discutida na última segunda (23) em reunião entre o superintendente Rubens Magno, o presidente da SGC Amazônia e da cooperativa SICOOB Transamazônica, Antônio Gripp, o diretor executivo da singular, Lucas Gelain e o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra.
A iniciativa visa fomentar a economia local, oportunizando o complemento das garantias exigidas pelas instituições financeiras aos pequenos negócios. A SGC Amazônia faz uma análise de crédito e emite a fiança. O associado de posse dessa fiança vai à instituição financeira – cooperativista ou não – a fim de tomar o crédito. Em caso de inadimplência, a SGC Amazônia garante essa operação.
Pode ser financiada qualquer linha de crédito, capital de giro, empréstimo pessoal e/ou financiamentos, tanto para pessoas físicas, quanto para pessoas jurídicas e produtores rurais.
Além de maior facilidade de acesso ao crédito, a SGC também pode oferecer outros benefícios aos tomadores de crédito, como assessoramento empresarial e capacitação. Também induz a prática de menores taxas de juros em função da redução do risco da operação e maiores prazos de pagamento. Para as instituições financeiras os benefícios são: garantia líquida e certa, e redução dos custos da análise de riscos.
O modelo foi instituído no Brasil pelo Sebrae nacional que, atualmente, aporta aproximadamente R$ 24 milhões de fundo de risco em SGCs ao longo do Brasil. A partir do convênio a ser firmado, o Sebrae/PA também será incluso. O Conselho de Administração ainda definirá se fará solicitação para participar apenas com recursos próprios ou também com recursos da unidade nacional.

“Em uma hipótese de aporte de R$ 1 milhão, por exemplo, o Sebrae/PA poderá avançar R$ 10 milhões de crédito para micro e pequenas empresas para melhorias de suas atividades. A aplicação fica a critério do próprio Sebrae para o que seja prioritário”, explicou o diretor executivo da SGC Amazônia, Lucas Gelain.
Atualmente, a SGC Amazônia possui um total de fundo de risco de R$ 1.452.000 com recursos aportados pelas cooperativas SICOOB Transamazônica, Sicoob Cooesa, Sicoob Unidas e Sistema Cressol. Os associados fazem o aporte financeiro e a SGC garante até 10 vezes o valor, dependendo da pulverização das operações. Também se emite fiança com análise técnica realizada pela Central do Paraná.
“Enquanto o trâmite jurídico para a assinatura do convênio está rodando, iremos identificar quais são as áreas prioritárias que podem receber aporte e que mais requerem incentivo financeiro. Em um segundo momento, iremos cruzar os dados com todas as regionais do Sebrae/PA para fazermos um projeto piloto estadual”, afirmou o superintendente do Sebrae/PA, Rubens Magno.
A meta estipulada é atingir R$ 10 milhões de fundo de risco até 2021, para atender 100 milhões de carteira de crédito com a Fiança da SGC Amazônia, considerando a alavancagem de 10x o valor do aporte. Além do SEBRAE, serão buscados outros parceiros como o Governo do Estado, Assembleia Legislativa do Estado do Pará (ALEPA) e Prefeituras Municipais.
“A parceria do Sebrae/PA será essencial para o crescimento da SGC e, assim, atingirmos outros parceiros estratégicos. Em todo o Brasil, esse tem sido o modelo de operacionalização. Acredito que todos só têm a ganhar, especialmente os pequenos negócios e a economia do nosso Estado”, acrescenta Antônio Henrique Gripp, presidente do Conselho de Administração da SGC Amazônia.
No Brasil, são ao todo 17 sociedades garantidoras de crédito. Atualmente a SCG Amazônia é a maior em termos de cobertura de território no mundo. Com sede em Belém, atua em toda a área de abrangência dos nove estados da Amazônia Legal, atendendo, além dos 144 municípios paraenses, o Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Rondônia, Roraima e o Tocantins.
A Sociedade possui um Conselho de Administração formada pelas Federações da Agricultura e Pecuária do Pará, do Comércio, da Indústria (Faepa), Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado do Pará (OCB/PA) e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).
“Como conselheiro do Sebrae/PA, também reforçaremos a importância de estimular o desenvolvimento da Sociedade Garantidora de Crédito. Já temos executado o projeto Acelera MEI com financiamento de até R$ 10 mil, o que também pode ser viabilizado por meio da SGC Amazônia”, reiterou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.


Melhoria no aprendizado, vocabulário, memória e compreensão. Esses são alguns dos benefícios gerados pela leitura, prática que a cooperativa CEAC busca estimular entre crianças e adolescentes de Castanhal, retomando a valorização do livro físico. A biblioteca da cooperativa leva o nome do Dr. Erivaldo de Jesus, ex-presidente do Sistema OCB/PA e, acima de tudo, amante da leitura.
A cerimônia de inauguração da biblioteca ocorreu no último dia 23 de novembro, dia em que se comemoraria os 90 anos do Dr. Erivaldo. Participaram alunos, professores, a diretoria da cooperativa e empresários locais. A família do ex-presidente da OCB/PA também participou do momento por vídeo-chamada.
Durante a cerimônia solene, foi feita a apresentação de atividades com os alunos, declamação de poesias e a leitura da bibliografia do homenageado, feita por um aluno da cooperativa.
A biblioteca é um desdobramento do Projeto Educacional Cooperativo (PEC) desenvolvido pela Cooperativa dos Educadores Autônomos de Castanhal (CEAC). Os PECs são implementados após a aplicação dos módulos do COOPERJOVEM, programa nacional que estimula a inclusão do cooperativismo na grade de ensino regular de escolas públicas e privadas.
A ideia amadureceu durante a campanha do Dia de Cooperar em Castanhal, em 2019. Na ocasião, a família do Dr. Erivaldo contribuiu com o evento e comprou a ideia de apoiar na organização da biblioteca. Foram doados alguns livros pertencentes ao ex-presidente da OCB/PA. A cooperativa também uniu os livros do seu próprio acervo.
A biblioteca possui cerca de 500 livros paradidáticos, infantis e juvenis, algumas leituras específicas de coleção para jovem cientistas, folclore brasileiro, corpo humano, enciclopédia geográfica, entre outros. O espaço ainda receberá doações de empresários locais e está aberto a todos que quiserem contribuir para completar o acervo. O Sistema OCB/PA também fará a doação de mais de 700 livros.
A intenção é que seja um projeto continuado e não apenas uma biblioteca estática. A cooperativa promoverá regularmente uma série de atividades com os alunos envolvendo a leitura coletiva, apresentações culturais e oficinas criativas. O espaço fica na escola da cooperativa que também leva o nome do Dr. Erivaldo de Jesus, no centro de Castanhal.
“Já mandei convite a autores e escritores da nossa região para fazermos algumas atividades com os alunos. Não queremos que os livros fiquem apenas nas estantes. Pelo contrário, queremos que nossas crianças e adolescentes tenham carinho por esse espaço e, assim, aproveitem da melhor maneira aquilo que os livros podem nos oferecer”, reiterou a presidente da CEAC, Kátia Cilene.
Um dos objetivos do PEC é mostrar a importância do livro em comparação com outras plataformas de leitura digital que a tecnologia proporciona. Um estudo conduzido pela Universidade da Califórnia (EUA) mostrou que leitores de livros de papel assimilaram 50% mais palavras novas do que os leitores das mesmas obras em e-book. Paralelamente, observou que as crianças que têm o interesse por livros infantis estimulado pelos pais conseguem construir frases completas mais cedo que as crianças que só veem TV.
“Hoje em dia, vemos poucas pessoas com o livro físico. Ele está sendo perdido com os meios tecnológicos. Isso é muito prejudicial. A finalidade da biblioteca é lutar para que os livros não se acabem, incentivar cada vez mais a leitura de modo que seja um hábito do nosso dia a dia. Não podemos deixar de ter esse costume”, enfatizou Kátia.
O Homenageado
O doutor Erivaldo de Jesus Araújo foi um dos presidentes da Organização das Cooperativas Brasileiras no Estado do Pará (OCB/PA). Chamava a atenção pela pessoa que era, seu conhecimento e caráter. A cooperativa CEAC pôde homenageá-lo ainda em vida, colocando o seu nome em uma de suas escolas.
“Ficou muito contente, enviou-nos até uma carta de agradecimento. Gostava muito da parte de educação e acreditava que isso poderia mudar o mundo. Ficou muito lisonjeado em ter seu nome em uma escola, principalmente uma instituição de ensino baseada no cooperativismo”, completou Kátia.
A CEAC
A cooperativa CEAC atende atualmente 466 alunos, divididos em sete escolas localizadas dentro de Castanhal, nos bairros do Jaderlândia, Ianetama, Milagre, Pirapora e Americano. No total, são 23 professores cooperados e 3 funcionários. Já é uma escola tradicional no município com 20 anos de atuação na educação infantil, de 4 a 5 anos, e fundamental do 1º ao 5º ano.
Um dos seus diferenciais é formar crianças com base nos princípios cooperativistas e no empreendedorismo coletivo. “Sempre levamos o nome da CEAC como um dos grandes exemplos de cooperativa no ramo educacional que deu certo. Agradeço também a homenagem feita ao nosso antigo presidente Erivaldo, o que mostra o carinho que a cooperativa sempre teve para com a instituição. A recíproca também é verdadeira. Continuaremos apoiando no que for possível para o desenvolvimento da CEAC”, enfatizou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.


O mercado da reciclagem ajuda o meio ambiente, a sociedade e milhares de famílias em todo o Estado.
O aterro sanitário de Marituba está com os dias contados e - apesar disso - ainda não se tem a clareza de como será após o fechamento do aterro, marcado para maio de 2021. Para discutir e levantar alternativas, a Rede realiza nesta sexta (27) o Grande Encontro de Cooperativas e Associações da Rede CataPará com o tema: “Na Busca de Soluções para o Destino Final dos Resíduos Sólidos na Região Metropolitana de Belém”, no Auditório Jerônimo Rodrigues, no Escritório Central do Grupo Líder, que apoia o evento junto com o Sistema OCB-PA.
A Rede CataPará atua há 5 anos de forma a representar, dialogar e se relacionar com as empresas e poder público em relação às atividades do segmento da economia solidária de cooperativas e associações da reciclagem de materiais reutilizáveis. Atualmente, são 40 instituições de todo o Estado a comporem a Rede. “O nosso objetivo maior é promover esse diálogo entre as instituições para que possamos chegar a melhor alternativas para todos. Por isso, convidamos os prefeitos eleitos, candidatos e demais interessados nesse debate para que juntos possamos traçar ações factíveis para a Região Metropolitana de Belém, que hoje vive uma situação dramática com relação ao tratamento de resíduos sólidos”, afirma a diretora da Rede CataPará e presidente da Cooperativa COCAVIP, Nádia Luz.
Na Grande Belém, existem quatro cooperativas regulares pelo Sistema OCB-PA: COCAVIP, CONCAVES, Filhos do Sol e COOTPA. “Uma das nossas preocupações e apoiar essas cooperativas no sentido da estruturação do negócio dentro da maturidade de gestão em que ela se encontra neste momento. Por exemplo, há cooperativas que ainda precisam organizar a operação e há cooperativas que já estão organizando a gestão. São diferentes níveis de negócio, mas que estão ligados pelo mesmo eixo da cooperação e união. E elas estão cientes do seu papel e importância para a vida dos municípios”, enfatiza o presidente do Sistema OCB-PA, Ernandes Raiol.
Para se ter uma ideia do quanto essa discussão é essencial, em média, cerca de 1.300 toneladas de resíduo são descartados por dia no Aterro de Marituba, com uma média de 40 tonelada por mês. A operação é tão intensa que é necessário o processamento durante 24 horas em 6 dias por semana. Aos domingos, a operação encerra às 16h.
“Agora, imagine para onde vai todo esse resíduo se ainda em novembro ainda não se decidiu alternativas?”, enfatiza Nádia.
As inscrições para o Grande Encontro da Rede CataPará são gratuitas. Para se inscrever clique aqui.

A 7ª Semana Nacional de Educação Financeira (ENEF) segue entre os dias 23 e 29 de novembro com uma vasta programação promovida pelas cooperativas. São cursos, oficinas e projetos inovadores para estimular boas práticas na utilização do próprio dinheiro. Confira a agenda de ações e participe!
O Instituto Sicoob produziu a Jornada da Cidadania Financeira com a proposta de apontar caminhos e dicas, ampliando o seu conhecimento sobre educação financeira, de acordo com as recomendações dos órgãos reguladores. São episódios no seu canal no YouTube que falam sobre temas importantes, como orçamento, reserva financeira, planejamento, sonhos, investimento, sistema financeiro, crenças limitantes, entre outros.
Também estão sendo realizadas palestras ao vivo. Nesta terça (24), o Instituto SICOOB promove a palestra online “Educação Securitária, reduz o impacto diante do imprevisto” com Daniely Ferreira. O evento ocorre de 14h as 15h e será voltado para jovens e adultos. O link para participação será: https://bit.ly/35Krymj

SICREDI
Em 2020, a Semana ENEF marca o lançamento do Programa “Cooperação na Ponta do Lápis”, do Sistema SICREDI. Composto por ações planejadas de modo que atendam necessidades de jovens, crianças e adultos, a iniciativa busca levar educação financeira para as regiões em que a instituição financeira cooperativa atua, apoiando diretamente os associados e as comunidades locais.
O Programa foi criado e está sendo implementado de maneira conjunta entre as cooperativas, centrais e a Fundação Sicredi, aproveitando todo o conhecimento e experiência dos profissionais da instituição sobre o tema. Por meio de uma metodologia própria, a iniciativa fornece subsídio para nortear a realização de ações de educação financeira em toda a área de atuação do Sicredi, que hoje está presente em mais de 1,4 mil municípios em 23 estados e no Distrito Federal.
O evento ocorre virtualmente ente os dias 23 e 29 de novembro, com o tema “Resiliência Financeira: Como atravessar a crise?”. Durante a semana, todas as agências da Cooperativa Sicredi Sudoeste MT/PA realizarão ações com este tema. Confira a programação com sua agência e participe!

O valor agregado na verticalização de gemas orgânicas pode chegar até a 500% do valor original, benefício que trará ainda mais desenvolvimento para Parauapebas e região. A Prefeitura municipal, por meio da SEDEN, e o Governo do Estado, via SEDEME, buscam fomentar a atividade. Uma das opções, apresentadas em Encontro Setorial ocorrido no último dia 18, é a organização dos produtores em cooperativas.
O encontro setorial trouxe o tema “Gemas e Joias: Parauapebas em Foco”, com a intenção de desenvolver a cadeia produtiva por meio da verticalização na região de integração Carajás. A organização foi feita pela Diretoria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral (DIGEM), da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (SEDEME).
A mineração é o principal motor da economia de Parauapebas, em especial do ferro. No entanto, a cidade também é rica em outras vertentes minerais, como o ouro e pedras preciosas, hoje retiradas e exportadas para fora do município. A proposta da SEDEN e da SEDEME é incentivar essa comercialização, mas com o beneficiamento trabalhado em Parauapebas.
Para isso, estão sendo desenvolvidas políticas públicas de fomento. O primeiro passo foi a oferta do curso de Lapidação de Pedras Preciosas, ocorrido na Agrovila de Palmares Sul. Também já está sendo planejada outra turma. Concomitante à qualificação, articula-se a organização social dos produtores. Já existe um grupo de lapidários que têm interesse em constituir cooperativa para organizar a produção e a comercialização.

“Nosso papel, como representantes do Sistema OCB/PA, é orientar os produtores sobre o modelo cooperativista de empreendedorismo e apoiar a constituição dessas iniciativas. É um ramo muito promissor. No Estado, somente Belém, Parauapebas e Itaituba realizam esse trabalho com joias. Parauapebas é a única que tem, além do ouro, as pedras preciosas”, explicou a técnica de operações do Sistema OCB/PA, Flávia Gil.
O Encontro Setorial foi uma oportunidade para conhecer melhor os produtores, mostrar as possiblidades e instituições que podem apoiá-los. Também foram apresentadas as ofertas de crédito pessoal do Banpará, Banco da Amazônia e Banco do Povo.
“Tivemos um salto bastante positivo, inspirando alguns empreendedores a exercer suas funções de ourives, lapidários com excelência e incentivando o aperfeiçoamento e contínuo crescimento da atividade econômica. A OCB/PA é um parceiro de fundamental importância nesse processo, já que é necessário estimular a potencialização da cadeia produtiva e melhores condições de crédito no mercado”, reiterou a coordenadora de gemas e metais preciosos, Beatriz Oliveira.
Dentro das programações, também foram feitas visitas técnicas de representantes da Diretoria de Indústria, Comércio e Serviço da SEDEME às cooperativas Mulheres de Barro e COOPERTURE. O objetivo foi conhecer as singulares e levantar informações sobre suas necessidades para o fortalecimento das atividades e verticalização da produção.
O SETOR
Além de estar dentro do cenário internacional da mineração, Parauapebas apresenta em seu entorno grande oferta de quartzo gemológico, significativa produção de ouro de garimpo e ainda produção de gemas orgânicas, que poderão ser usadas na fabricação de quartzo através de irradiação comercial. Isso, para intensificar a cor original da pedra ou até mesmo dar uma nova cor a ela, e assim agregar um valor que pode chegar a, no mínimo, 500% em relação ao valor original.
Um dos planos de Governo da Prefeitura é a implantação do Polo Joalheiro de Parauapebas, que transformará o município num grande centro gerador de renda e mão-de-obra joalheira com uso de riquezas da região. Também se prevê a criação do Polo Tecnológico de Gemas e Joias, para formar profissionais em diferentes especialidades da indústria joalheira, tais como: Gemologia e geologia de Gemas, CAD Designers voltados para a produção de joias e acessórios amazônicos, especialistas em fundição em cera perdida, entre outros.
“Nosso plano de trabalho é estimular o design de joias e principalmente a lapidação. O que vai gerar emprego, renda, ocupação, imposto e vai transformar nossa cidade em um ponto turístico comercial. Acompanhando também esse processo, queremos transformar a parte de ourivesaria em produção industrial, produzindo foleados. Temos todas as matérias primas necessárias para fazer isso”, explicou o diretor de desenvolvimento econômico da SEDEN, Raimundo Matias.

Objetivo da visita foi de conhecer a produção de castanha do Pará.
Do Espírito Santo a São Félix do Xingu. Esse foi o trajeto percorrido pela parceria entre a empresa Nuts BR e a CAMPPAX. A Nuts faz a captação em todo o Brasil de produtos com potencial para comercialização nos mercados interno e externo. Já a CAMPPAX é uma cooperativa que está investindo na verticalização e no desenvolvimento de São Félix do Xingu, em especial dos seus 226 cooperados.
Foi por meio do Sistema OCB-PA que esse elo se construiu. “Entramos em contato com o Sistema OCB-PA para nos apresentar, contar sobre o nosso trabalho e – se possível – estabelecer uma ponte entre a Nuts BR e as cooperativas paraenses e dentro de todo o processo fomos muito bem recebidos e esclarecidos. A CAMPPAX é uma cooperativa que tem muito potencial de produtos e mercados. Estamos certos de que vamos conseguir estabelecer um relacionamento daqui para frente”, conta Welton do Nascimento, sócio da Nuts BR.
A visita ocorreu no dia 11 de novembro. Welton foi acompanhado pelo técnico em cooperativismo do Sistema OCB-PA, Deivison Pinheiro, que o apresentou um pouco do cooperativismo paraense. “As cooperativas paraenses tem muito potencial e estão investimento em gestão, qualificação e melhores formas de acessar os mercados. A CAMPPAX é uma das que mais crescem no Estado, com capacidade e visão de mercado”, afirma Deivison.
Esse processo de expansão pode ser visto na prática pelo investimento na nova fábrica da cooperativa, que deve ficar pronta ainda este ano. Em números, as amêndoas de cacau ainda lideram a produção com média de 350 toneladas por ano. Em segundo lugar, fica a castanha do Pará, com uma faixa entre 96 e 120 toneladas por ano. “Mas temos capacidade para produzir muito mais do que isso. Só de cacau, podemos aumentar até 3 mil toneladas e de castanha pelo menos 4x mais. Ainda não estamos operando nessa capacidade porque ainda nos falta mercado”, explica Ilson Martins Silva, coordenador Comercial da CAMPPAX.
“O nosso papel quanto um sistema voltado para as cooperativas é também de abrir esse caminho, estreitar mercados e atores estratégicos – como a Nuts Br – para assim fazer com que esse grande movimento cooperativista ganhe cada vez mais espaço”, esclarece Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB-PA.
Welton do Nascimento é um cooperativista de raiz. Conheceu o cooperativismo em 2004, foi técnico de cooperativismo do SESCOOP Espírito Santo e se apaixonou pelas possibilidades que o cooperativismo pode representar na vida das pessoas. “Apesar de ter saído do SESCOOP, a minha paixão pelo cooperativismo, por esse modo de fazer negócio em cooperação, de forma ética e transparente, é que hoje orienta todo o nosso negócio. A Nuts sempre faz essa ponte com as unidades estaduais como forma de preservar e criar relacionamentos de confiança e de forma duradoura. O nosso objetivo é fazer negócio em todos possamos ganhar valores justos, de maneira clara e permanente”, enfatiza Welton.
Na bagagem, o sócio da Nuts Br levou amostras de produtos para já começar sondar mercado e colocar em prática essa parceria, que está só no começo. “Mesmo que demore um pouco para conseguirmos celebrar a comercialização da castanha junto com a Nuts, estamos certos de que já estabelecemos uma parceria que pode nos ajudar muito a superar fatores que eles já estão consolidados. Isso pode nos dá velocidade, porque o fato é que nós somos produtos, ainda estamos aprendendo a ser gestores com a prática e no dia a dia”, finaliza o coordenador Comercial da CAMPPAX.

As cooperativas têm se mostrado como uma alternativa eficaz para o desenvolvimento socioeconômico das regiões do Estado, inclusive nos municípios do Marajó. Dentro das programações do SIMECT 2020, promovido pelo IFPA Campus Breves, o tema será discutido em mesa redonda com a participação do SESCOOP/PA. Será nesta sexta (20), às 16h, em sala virtual disponibilizada apenas aos participantes do evento. Participe!
O Simpósio Marajoara de Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia (SIMECT 2020) é um evento multidisciplinar realizado pelo Instituto Federal do Pará - IFPA Campus Breves, com o objetivo de despertar, nos jovens, o interesse pela ciência, tecnologia, inovação e educação como elementos desencadeadores de desenvolvimento regional e pessoal, através de diversas atividades como exposições, oficinas, palestras, apresentações culturais, dentre outras.
O SESCOOP/PA participará da mesa redonda “Incubação de Empreendimentos Econômicos Solidários e Cooperativas: Ações de Fortalecimento do Setor Agropecuário na Amazônia Paraense”. O objetivo da atividade é apresentar ações de Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária voltadas a atender Empreendimentos Econômicos Solidários e Cooperativas Agropecuárias no Estado do Pará.
“Iremos apresentar o que já temos desenvolvido no ramo agropecuário ao longo do Estado e como podemos replicar esse modelo na região marajoara. Onde há iniciativas cooperativistas, comprovadamente, há melhores índices de desenvolvimento humano pela inclusão socioeconômica que proporciona”, explicou o superintendente do SESCOOP/PA, Júnior Serra.
Serão apresentadas possibilidades voltadas à formação de novos agentes de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) em regiões Paraense, com perspectivas para a Região do Marajó.
“É importante provocar em docentes e discentes a necessidade de se implementar ações voltadas à incubação de cooperativas no Arquipélago do Marajó, assim como repensar formas, métodos e metodologias utilizadas para formação de novos Profissionais a serem formados pelo IFPA-Campus Breves”, explicou o professor mestre do IFPA Campus Breves, Wagner Nascimento.
Inscreva-se: https://doity.com.br/simect2020