
Novo escritório de negócios atenderá também aos clientes da conta digital
No último dia 7, a cooperativa de crédito Sicoob Unidas inaugurou um escritório de negócios em uma das avenidas mais charmosas de Belém: a Visconde de Souza Franco, mais conhecida como Doca. No novo espaço, também irá funcionar a agência digital da cooperativa para atender esse segmento que crescer cada vez mais em todo o mundo.
Segundo o diretor de Negócios, Sandro Modesto, antes a equipe ficava na Unidade Administrativa, porém, com o crescimento no número de cooperados atendidos de forma on-line viu-se a necessidade de um espaço físico maior. “Com isso veio o escritório de negócios em uma ótima localização, de fácil acesso para os nossos associados e para a comunidade”, afirmou.
Com cerca de 10 mil cooperados, a cooperativa hoje possui nove agências no Estado, sendo duas em Belém, e nos municípios de Ananindeua, Marituba, Santa Izabel, Barcarena, Abaetetuba e Capanema.
“Organizamos tudo com muito carinho para que os nossos associados possam usufruir da comodidade e das vantagens de fazer parte da nossa cooperativa. Hoje, se eles quiserem, podem fazer tudo pelo computador ou via aplicativo, mas se quiserem ou precisaram falar diretamente conosco, de maneira presencial, o espaço e a nossa equipe está preparado para recebê-los”, explica o presidente do Conselho de Administração Sicoob Unidas, Manoel Martins.
O cooperativismo de crédito é um dos segmentos que mais crescem no Pará. Dados do Diagnóstico do Cooperativismo 2019 divulgado pelo Sistema OCB/PA, o crédito fica atrás somente do ramo Mineral em número de cooperados, com 30.136 associados, enquanto que o Mineral possui 47.281. É por meio do cooperativismo de crédito que as pessoas podem usufruir de serviços bancários e financeiros, com taxas em média 30% menores do que em instituições bancárias convencionais.
“Quando vemos a inauguração de um espaço, como este, capaz de receber e atender as pessoas, disponibilizando inovação, temos a certeza que estamos no caminho certo, porque sem cooperação, sem união, não se faz cooperativismo de crédito”, finaliza o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Serviço: O novo escritório do Sicoob Unidas fica localizado na Av. Governador José Malcher nº 815, no Condomínio Palladium Center, Loja 04.

Com a ideia de facilitar a venda de produtos de cooperativas da agricultura familiar, o Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado do Pará (Sistema OCB/PA) e a Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) fizeram o aplicativo ComprasCoopPA para apresentar um calendário de feiras livres, mostrar os produtos disponíveis e, claro, facilitar a vida dos consumidores. O aplicativo está em funcionamento desde julho, em Paragominas, e começa a operar em Belém a partir deste sábado (17), com a “Feira do Produtor Rural”, realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – Seção Pará (Sebrea/PA), pela Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Pesca (Sedap), Serviço de Aprendizagem Rural (Faepa/ Senar) e Sistema OCB/PA.
No app, é possível ver a agenda de feiras, os produtos disponíveis com a retirada em sistema de drive thru, seguindo todas as recomendações estabelecidas pelos órgãos sanitaristas de saúde pública. Dá para comprar frutas, legumes e hortaliças, escolher as quantidades e fechar as compras no carrinho. Ao chegar ao local, basta efetuar o pagamento e pegar os produtos. Tudo de maneira prática e segura.
Segundo o Censo Agropecuário, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2017, 85% da produção agropecuária paraense é proveniente da agricultura familiar e é responsável por 38,65% do valor total da produção do Estado. No cenário cooperativista, a maioria das cooperativas agro também é de produção familiar.
“Esse aplicativo representa um avanço importante no sentido de permitir que as pessoas tenham acesso direto aos alimentos e demais produtos das cooperativas. É uma forma de ter produtos mais fresquinhos, sem atravessadores, com ganho maior para todos. Para os produtores, retiram-se a figura do atravessador e os consumidores terão a satisfação de comprar um produto novo, fresquinho, sabendo a origem e que estão contribuindo diretamente com a cadeia produtiva do nosso Estado”, afirma Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA.
Em Belém, o app estreia na Feira do Produtor Rural, com a venda dos produtos da Cooperativa de Agricultores Familiares do Assentamento Abril Vermelho (COOAFAV), que produz verduras, hortaliças e frutas.
Serviço: A Feira do Produtor Rural será neste sábado (17/10), de 8h às 13h, no Estacionamento Wandenkolk, trav. Almirante Wandenkolk, 690, entre Domingos Marreiros e Boaventura. O app é gratuito e está disponível para Android.

Entrega de gibis e brinquedos em agência da SICREDI Sudoeste MT/PA
No mês das crianças, as cooperativas de crédito SICREDI Sudoeste MT/PA e Sicoob Unidas realizaram ações voltadas para o público infantil. SICREDI Sudoeste MT/PA iniciou uma campanha nas 40 agências no Mato Grosso e no Pará para a arrecadação de brinquedos. A campanha começou no dia 5 e encerra hoje, 16. A Sicoob Unidas fez uma comemoração especial no dia 9 em todas as agências da cooperativa, em Belém, Ananindeua, Marituba, Santa Izabel, Barcarena, Abaetetuba e Capanema.
A Sicoob Unidas, em parceria com o Instituto Sicoob, entregou para filhos de associados e colaboradores kits com materiais de educação financeira, cofrinho e doces. Ao todo, 130 crianças receberam as lembranças com direito a sessão de cinema com o vídeo “Caio achou uma moedinha”, o primeiro da Coleção Financinhas, do Instituto Sicoob para incentivar jovens e crianças a conhecerem o universo das finanças de forma simples e divertida.
Segundo a analista de Comunicação e Marketing do Sicoob Unidas, Andreia Costa, responsável por organizar a ação, o objetivo da iniciativa foi justamente estar mais próximo dos cooperados e colaboradores e levar informações importantes para as crianças.

Entrega de kits em agência da Sicoob Unidas
Também com enfoque na educação financeira, a SICREDI Sudoeste MT/PA fechou parceria com a Maurício de Sousa Produções para que os conteúdos sobre educação financeira para o público infantil sejam todos com a Turma da Mônica. Nas agências da cooperativa, foram distribuídos gibis e doces para os filhos dos associados. No dia 9, a SICREDI Sudoeste MT/PA realizou a live “Da onde vem o dinheiro?” para abordar a temática de maneira lúdica e atrativa para as crianças com a participação da turminha e, em Curvelândia (MT), a equipe da SICREDI Sudoeste MT/PA entregou 60 brinquedos para a comunidade da COHAB.
“Curvelândia é uma cidade muito pequena. Temos apenas 5 mil habitantes. Nós conseguimos doações em dinheiro e em brinquedos. Foi muito legal! As crianças vinham pegar os brinquedos, todas felizes. É um momento diferente para nós, que estamos sempre na agência, trabalhando com números. É muito gratificante!”, contou Vinícius Viel, gerente da SICREDI Sudoeste MT/PA de Curvelândia.
“É uma grande satisfação para nós ver essa preocupação com a educação financeira e cooperativista das crianças, porque a educação é a base. Se a pessoa já tiver essas informações na base, será muito mais fácil para ela trilhar por caminhos mais seguros, com entendimento claro e de coletividade”, ressaltou Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA.

Em setembro, foram atendidas 1.340 pessoas em cursos e capacitações profissionais. Um destaque foi a realização do 1º Encontro Paraense de Pesquisadores do Cooperativismo (EPPC). As 159 ações do Sistema OCB/PA no mês atenderam diretamente 1.943 pessoas, beneficiando 3.566 pessoas em diversos municípios do Pará.
O objetivo do 1º EPPC foi promover, valorizar e incentivar a produção de conhecimento sobre o cooperativismo e sistemas produtivos que visam solucionar problemas econômicos por meio da união de pessoas. O evento ocorreu nos dias 17 e 18 de setembro na plataforma Microsoft Teams e foi transmitido simultaneamente pelo Facebook e YouTube. Foi feita a assinatura de termo de compromisso entre as instituições para atuarem em conjunto nas necessidades de melhoria identificadas e, assim, desenvolver o cooperativismo na Amazônia Paraense. Outra proposta foi a criação de um repositório dos trabalhos científicos sobre cooperativismo no site do Sistema OCB/PA.
Setembro também marcou o retorno das capacitações presenciais do SESCOOP/PA. Foram ministrados os cursos de Direito Humanos; Inteligência Emocional com foco na Gestão por competência; Curso 6D; Atualização de Técnicos de Cooperativas no Sistema de Produção de Soja; Análise de crédito para pessoas físicas e pessoas jurídicas; Formação de Gestor de Negócios em Cooperativas; Utilização do Aplicativo Compras COOP PA; Oficina de Planejamento da Unidade de Produção Familiar; MBA em Gestão de Cooperativas; MBA em Urgência e Emergência Médica; Curso Preparatório para certificação Anbima (CPA-10).
“A partir dos dados estatísticos que apontaram a estabilidade da pandemia no Estado, retomamos as atividades seguindo todos os procedimentos exigidos pelos órgãos sanitários. Também demos continuidade à série de cursos doutrinários online, assim como os WebiCoops”, explicou o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra.
A área de monitoramento teve 17 ações em setembro. O Sistema OCB/PA encaminhou a todas as cooperativas paraenses as informações necessárias para o cadastramento na plataforma SouCoop, que é o novo banco de dados do cooperativismo brasileiro e requisito para manutenção do registro e regularidade na entidade.
Na área de fomento a mercado, foram realizadas 12 ações, 208 pessoas atendidas e 1013 beneficiadas. O destaque foi a concessão de incentivos fiscais para a CAMTA, a primeira cooperativa a receber diferimentos. Em cerimônia no Palácio dos Despachos, o Governador Helder Barbalho entregou termo que concede isenção e redução no ICSM. Com base nas informações contábeis do exercício de 2019, a cooperativa teria uma economicidade de mais de R$ 3,5 milhões.
“Foi um momento histórico para o cooperativismo paraense. É a primeira cooperativa que conseguimos promover o benefício fiscal-tributário. Foi um trabalho árduo de sete anos, mas que, agora, conseguimos colher os frutos. Temos certeza que várias outras cooperativas estão aptas para também acessar esses incentivos fiscais”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Também foram prestadas orientações técnicas, legais e contábeis às cooperativas, abrangendo a elaboração de atas de Assembleias Gerais Ordinárias e Estatuto Social, procedimentos a serem adotados para arquivamento na JUCEPA.
Já o Programa de Orientação Cooperativista (POC) foi aplicado em 9 grupos interessados em empreender por meio do cooperativismo, atendendo diretamente 64 pessoas atendidas e 289 beneficiadas. A CAMTAUÁ, COASP e COOPAFAMITA foram alguns dos grupos atendidos que buscam o registro no Sistema OCB/PA.

Professores, a profissão presente em todas as profissões. É a única capaz de permear todos os segmentos e estar em todos os mercados. No cooperativismo também é assim. Dados da OCB Nacional indicam que são mais de 300 em todo o Brasil. No Pará, são 7, congregando 224 cooperados nos municípios de Castanhal, Santarém, Belterra, Monte Alegre e Tucuruí.
As cooperativas educacionais visam contribuir com uma formação de cidadãos mais atuantes e cooperativistas. Algumas delas aplicam metodologias exclusivas do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (SESCOOP), como o Programa Cooperjovem, voltado para a educação cooperativista de crianças do ensino Fundamental.
As cooperativas deste ramo surgiram como alternativa às deficiências do ensino público e às altas mensalidades do ensino privado. A primeira experiência brasileira e latino-americana de cooperativismo na educação foi em 1948, com a fundação, por professores, das Escolas Reunidas Cooperativa Ltda., em Belo Horizonte (MG). O reconhecimento do ramo, porém, ocorreu décadas mais tarde, em 1987, com a criação da Cooperativa de Ensino de Itumbiara (CEI), mantenedora do Colégio Cora Coralina. Até meados da década de 1980, existiam apenas onze cooperativas educacionais no Brasil.
A grande expansão do segmento só começou na década de 1990, quando foram abertas mais de oitenta novas escolas cooperativas em todo o Brasil. A explosão foi um reflexo da queda da qualidade do ensino público e dos altos preços cobrados no setor privado e da baixa remuneração aos professores. Incomodados com isso, pais, professores e estudantes viram no cooperativismo a melhor solução para tornar a educação menos onerosa e mais comprometida com o desenvolvimento da sociedade, resgatando a cidadania plena de todos os envolvidos.
No Pará temos cooperativas educacionais nos municípios de: Santarém: COOPSÓSTENES, CATARINA HUBER, COOPERATALAIA; Belterra: COOPERATIVA HENRY FORD; Castanhal: CEAC; Monte Alegre: COOMEC; Tucuruí: COOPERIET.
“A educação se faz com professores, sem eles, nada disso seria possível. Nossa homenagem para esse Dia tão importante e singular para todo o cooperativismo educacional. Ainda mais diante de todo este cenário, em que os desafios estão muito maiores. Ser professor hoje e em uma cooperativa é mais que um trabalho, é uma missão de vida”, declara Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA.

Em toda a 3ª quinta-feira de outubro, que este ano é o no dia 15, é comemorado o Dia Internacional do Cooperativismo Crédito (DICC) e, para 2020, o Conselho Mundial de Cooperativas de Crédito (Woccu, sigla em inglês) reforça que o segmento está trazendo esperança para este momento de crise. O Woccu está incentivando as cooperativas de crédito de todo o mundo a compartilhar histórias sobre como estão fornecendo serviços financeiros, orientações e ajuda para os membros e comunidades a superar os obstáculos diários, perdas inesperadas ou desastres.
Para isso, o Conselho orienta o uso da hashtag #ICUDay nas mídias sociais a fim de aumentar a conscientização sobre esse importante trabalho e movimento cooperativista. “A melhor maneira de valorizar a importância das cooperativas é mostrando o trabalho, não para dentro do nosso segmento, mas para todos. A sociedade precisa conhecer o que é ser cooperativista, o porque somos e quais os benefícios isso traz para toda a comunidade”, ressalta Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA.
O Woccu estima que há, no mundo todo, mais de 85 mil cooperativas de crédito que representam mais de 274 milhões de cooperados em todos os países onde estão presentes. No Brasil, há cerca de 211,7 milhões de pessoas. Em 2019, segundo o Panorama do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo, do Banco Central do Brasil, o número de pessoas ligadas às 873 cooperativas singulares de crédito chegou a mais de 12 milhões, ou seja, se todos os cooperados fossem vizinhos, seria maior do que o estado de Pernambuco, tão grandes quanto países como a Bélgica, Portugal e Grécia e até maiores do que os Emirados Árabes ou a Áustria.
“Por serem tão essenciais na vida de tantas pessoas, como eu e você, por exemplo, que temos motivos de sobra pra comemorar o Dia Internacional das Cooperativas de Crédito, celebrado ao redor do globo, sempre na terceira quinta-feira do mês de outubro, desde 1948”, comenta Raiol.
As cooperativas estão presentes em 600 cidades brasileiras. Em muitas delas, são a única instituição financeira presente, atendendo com qualidade e cumprindo todas as exigências legais e regulatórias estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional e pelo Banco Central, em 6.043 postos de atendimento. Isso significa que 4,5% da população brasileira são atendidas por cooperativas de crédito.
*Com informações do Portal do Cooperativismo Financeiro

As Assembleias Gerais são um dos principais mecanismos para a garantia de uma gestão democrática, que define o regime de cooperativas. Contudo, elas seguem alguns procedimentos padrões que devem ser obedecidos para o registro da Assembleia ser validado. O Sistema OCB/PA está disponibilizando sua equipe técnica para auxiliar as cooperativas em todas as etapas desse processo e garantir a legitimidade das assembleias. Basta enviar ofício acompanhado de Edital de Convocação.
A gestão democrática é um dos sete princípios que regem o modelo de negócio cooperativista. Todas as ações são decididas em conjunto, priorizando sempre o bem comum dos associados. E é nas Assembleias Gerais que esse princípio é colocado em prática.
Como entidade máxima de representação sindical, política e cooperativista, a OCB/PA deve acompanhar o andamento dos processos gerenciais decisivos do setor. De acordo com o Presidente Ernandes Raiol, a participação da OCB/PA pode ser decisiva para o planejamento estratégico dos cooperados. “É indispensável que, como cooperativistas que somos, tudo seja feito de modo coletivo, considerando desde os cooperados até as entidades responsáveis pelo desenvolvimento econômico, social e político dos ramos de atividade específicos. Nossa equipe técnica está totalmente disponível para atender às cooperativas, contribuindo no que for possível para a viabilidade dos projetos, gerando competitividade, progresso financeiro e, consequentemente, felicidade”.
As realizações das Assembleias Gerais partem de um caráter de dispositivo de lei. A Lei 5.764/71 regulamenta e normatiza essas reuniões. Além disso, para a tomada de qualquer decisão, a comunicação é necessária, como também é imperativo que uma organização de pessoas não pode funcionar sem haver um instrumento de trabalho que represente a coletividade. “É o que possibilita o intercambio de ideias e experiências. É possível, através da discussão coletiva, ouvir as sugestões dos cooperados, as alternativas possíveis e outros caminhos que eles enxergam. Com isso, a tendência é um aumento de produtividade: todos colaboram com todos. Os associados se sentem pertencentes do empreendimento, como, de fato, devem ser. Isso é cooperativismo”.
Para receber a equipe técnica da OCB/PA, deve-se enviar as solicitações para o e-mail

O objetivo do Termo de Intercooperação é a elaboração de projetos de captação de recursos por meio dos editais disponíveis. A cooperativa de trabalho UNICA elabora o projeto, submete à seleção institucional e aplica as ações. A cooperativa de agricultores familiares do Assentamento Abril Vermelho (COOAFAV) é a beneficiária e quem recebe as ações.
A COOAFAV é uma cooperativa agro que possui 33 cooperados, localizada no Assentamento Abril Vermelho, em Santa Bárbara, sendo os principais produtos açaí, hortaliças (alface, cebolinha, cheiro verde e outros) e mandioca. Também está iniciando a expansão para a piscicultura. A UNICA nasceu em Belém em outubro de 2019, dentro do projeto Incubcoop, do SESCOOP/PA. Possui 20 cooperados e um portfólio que inclui o serviço de elaboração de projetos para captação de recursos.
Embora o Termo tenha sido assinado em setembro, o primeiro resultado dessa parceria pode sair já nesta terça (13/10). “Submetemos um projeto no Fundo CASA Socioambiental, que patrocina iniciativas que estabeleçam ações voltadas para o meio ambiente. Estamos ansiosos para ver logo esse resultado”, conta Alyson Carvalho, presidente da UNICA.
Com o título “Mudanças Climáticas e os impactos na produção agrícola das propriedades rurais do Assentamento Abril Vermelho, Santa Bárbara do Pará, PA”, o projeto visa à redução dos impactos ambientais diante deste contexto de mudanças climáticas, em que um dos benefícios diretos para a COOAFAV será a retificação do Cadastro Ambiental Rural (CAR). “Com esse projeto será possível disponibilizar um avanço significativo na COOAFAV a partir dessa retificação do CAR e mostrar possibilidades viáveis e reais sobre como a preservação e conservação podem mudar o posicionamento mercadológico da cooperativa, porque irá atuar diretamente na cabeça das pessoas por meio de uma série de discussões, debates e capacitações”, explica Alyson.

O Termo também estabelece as responsabilidades de cada parte, em que a cooperativa beneficiada, no caso a COOAFAV se compromete a deixar a UNICA realizar os processos necessários para a elaboração do projeto, como o diagnóstico, e – sendo o projeto em si aprovado – a COOAFAV mantém a responsabilidade de participar das ações para que os resultados sejam alcançados.
“Acompanhamos o início da UNICA desde sua constituição e a enxergamos como uma cooperativa estratégica para o cooperativismo paraense. Nosso intuito é oferecer este serviço também para as demais cooperativas do ramo agro para ampliarmos a intercooperação e promovermos o desenvolvimento das cooperativas”, explicou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

Os normativos são orientações legais em que as organizações precisam estar atentas. Às cooperativas, por terem particularidades ainda mais sensíveis, é necessário atenção maior. Por isso, a Confederação Nacional das Cooperativas (CNCOOP) divulgou uma série de normativos estabelecidos pela legislação vigente para facilitar o acesso e devida aplicação legal, e com isso, preservar o segmento.
Uma das Portarias que as cooperativas precisam focar neste momento diz respeito ao teletrabalho. A Portaria nº 19.820, de 25 de agosto de 2020, da Secretaria de Trabalho, do Ministério da Economia, publicada no DOU de 28 de agosto de 2020, institui, no âmbito do Conselho Nacional do Trabalho (CNT), Grupo de Trabalho com a finalidade de apresentar estudos sobre a regulamentação de trabalho na modalidade Teletrabalho.
“O teletrabalho é o trabalho remoto que conhecemos hoje, realizado em ambiente externo à empresa e geralmente no domicílio do colaborador. É muito importante que as cooperativas chequem muito bem esse normativo, que orienta como essa modalidade pode ser feita na prática”, explica Nelian Rossafa, assessora jurídica do Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado Pará (OCB/PA).
Outro normativo recente é o Decreto nº 10.470, publicado em 24 de agosto de 2020, no Diário Oficial da União (DOU), em que são prorrogados os prazos para celebrar os acordos de redução proporcional de jornada e de salário e de suspensão temporária do contrato de trabalho e para efetuar o pagamento dos benefícios emergenciais de que trata a Lei nº 14.020, de 6 de julho de 2020.
Também é válido ressaltar a Portaria nº 19.809, também de 24 de agosto de 2020, em que a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, do Ministério da Economia, publicou no DOU a alteração do anexo da Portaria SEPRT nº 604, de 18 de junho de 2019 (que dispõe sobre a autorização permanente para trabalho aos domingos e feriados civis e religiosos a que se refere o artigo 68, parágrafo único, da CLT).
A CNCOOP orienta especial atenção para a retirada do covid-19 da lista de doenças relacionadas ao trabalho, por meio da Portaria nº 2.345, de 2 de setembro de 2020, do Ministério da Saúde, publicada no DOU de 02 de setembro de 2020. O normativo tornou sem efeito a Portaria nº 2.309/GM/MS de 28 de agosto de 2020, que alterava a Portaria de Consolidação nº 5/GM/MS, de 28 de setembro de 2017, e atualizava a Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho (LDRT). Ao atualizá-la, o Ministério da Saúde havia classificado a COVID-19 como doença ocupacional.
Segundo o ofício circular nº 021/2020, após uma atuação conjunta do Sistema OCB, por meio da CNCOOP, com as demais Confederações Patronais, o Ministério da Saúde tornou sem efeito a Portaria 2.309. As Confederações Patronais participaram de reunião com o Secretário Executivo do Ministério da Saúde, Sr. Élcio Franco, com o intuito de explicar toda a problemática envolvida ao se presumir que a COVID-19 possa ser relacionada ao exercício do trabalho com contaminação no ambiente laboral.
Leia os documentos na íntegra:

A Cooperativa Agroindustrial da Transamazônica (COOPATRANS), de Medicilândia, já nasceu com uma proposta diferente. Desejava mais, ir além da produção e venda da amêndoa de cacau. Queria produzir chocolate. Em 2010, a cooperativa abriu a mini fábrica para esmagar as amêndoas. De 2010 a 2014, investiu em desenvolver chocolate de verdade. Em 2014, lançou a marca Cacauway para designar seus produtos de cacau amazônico. No Brasil, a Cacauway é a única marca de chocolate liderada por uma cooperativa. Em março, completou 10 anos de atuação com lojas da cooperativa em Belém, Santarém, Medicilândia e Altamira.
Segundo o presidente da COOPATRANS, Katsuhiko Kawai, mais conhecido como “Jorge”, a cooperativa nasceu para integrar produtores que precisavam e desejavam um trabalho diferente, com uma produção que respeitasse o bioma amazônico, com plantio em forma d consórcio com outras espécies nativas. “O cacau se dá bem sombreado com por outras árvores. Trabalhamos aqui com várias espécies nativas, como o mogno, a andiroba e castanheira. Isso ajuda na produção, enriquece a nossa produção e preserva as nascentes”, explica Jorge.
Livre de conservantes e aromatizantes artificiais, o processo de fabricação do chocolate possui um rigoroso controle de qualidade, com equipe técnica responsável e com protocolos específicos de higiene, o asseio dos funcionários e a padronização dos produtos. A fábrica é integralmente climatizada e segue normas técnicas internacionais.
No cardápio, produtos como trufas, (15g), de amendoim, brigadeiro, café, castanha do Pará, coco, conhaque, cupuaçu, geleia de cacau, goiaba, maracujá, nibs e pimenta. Tabletes (20G), de 30% cacau ao leite, 50% cacau ao leite, 50% cacau ao leite com amendoim, 50% cacau ao leite crocante, 50% cacau ao leite com Nibs, 50% cacau ao leite com tapioca, 50% cacau ao leite com café, 52% com manteiga de cupuaçu, 65% artesanal gourmet, 70% Cacau premium, 70% cacau com chia, 70% cacau com gergelim e 70% cacau com linhaça. Cacau em pó, com 250g, 600g e 2kg. Nibs de cacau, com 120g, 2kg e 20kg. Amêndoas de cacau crocante, com 120g e 2kg. Barras de chocolate (600g), com 50% cacau ao leite ou 70% cacau sem lactose e Geleia de Cacau, com 140g ou 180g, sabores: cacau, cacau com gengibre, cacau com cupuaçu, cacau com açúcar mascavo.
Por conta da pandemia, ainda não foi possível reunir os cooperados para celebrar os dez anos da COOPATRANS. “Estamos nos reunindo uma vez por semana. Ainda estamos reestruturando para superar esse ano atípico para todos. O que podemos dizer que esses dez anos foram de muito aprendizado, dedicação e amo, porque temos que amar muito o que fazemos. Não é fácil, mas é muito bom!”, enfatiza Jorge.
Abrindo um parêntese, Jorge é um das figuras ontológicas da COOPATRANS. Faz parte do grupo dos 62 fundadores da cooperativa. Chegou a Medicilândia com 10 anos de idade, na primeira barcaça de imigrantes japoneses, em 3 de agosto de 1953. Naturalizou-se brasileiro, mas não sabia que podia incluir seu nome brasileiro “Jorge” ao registro. Rapidamente, entendeu como era a vida na Amazônia, as dificuldades e as superações necessárias. Para ele, a cooperativa é uma forma de união, apoio e futuro.
“A história do Jorge é similar a de muitos que vieram para a Amazônia em busca de um recomeço. Somos gratos por esse exemplo de pessoa e profissional, por ajudar a fazer da COOPATRANS uma referência de cooperativa e de negócio cooperativista genuíno. O cooperativismo é uma união de pessoas, de seres humanos, em busca de um mesmo sonho, objetivo e qualidade de vida”, enfatiza Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA.
Em 2017, a COOPATRANS ficou entre os 10 melhores chocolates no Salão do Chocolate de Paris, evento mais importante do mercado de chocolate no mundo. É o chocolate oficial da marca Gaudens, do chefe Fabio Sicilia, que foi destaque na 87ª da Feira Internacional Tartufo Bianco D´Alba, na Itália. Em 2019, também figurou entre os três melhores no Festival Internacional de Chocolate e Cacau em Belém.
Serviço: Para conhecer mais sobre a cooperativa e seus produtos, clique aqui.

Aumentar produtividade leiteira em pequenas propriedades. Esse será o desafio dos alunos residentes selecionados para atuar na Cooperativa Agropecuária do Salgado Paraense (CASP). A singular é uma das unidades a serem atendidas pelos projetos submetidos pela UFRA, no Programa de Residência Agrícola do MAPA. A Universidade foi a segunda maior colocada em número de projetos aprovados no país.
O Programa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) visa selecionar projetos voltados para a qualificação técnica. Serão estudantes e alunos recém-formados nos cursos de Ciências Agrárias e afins, de nível médio e superior, por meio de um treinamento orientado para a formação de profissionais capazes de atender demandas do dia a dia do trabalho no campo.
De acordo com o presidente da CASP, Antônio Alcoforado, já se iniciou um trabalho com a EMBRAPA pelo programa Balde Cheio e os alunos residentes, que atuarão na área bovina, fará o acompanhamento técnico das atividades. O objetivo é fazer com que as pequenas propriedades adotem boas práticas, novas técnicas de adubação, de manejo e se consiga ter uma maior produção nas mesmas áreas que hoje os cooperados trabalham.
“É uma conquista importantíssima. Tudo que for de tecnologia, inovação e acompanhamento técnico é um suporte indispensável para se achar o caminho do desenvolvimento. Hoje, para nós, o caminho é a produtividade. Só conseguimos uma excelência em produtividade com esse suporte”, explica Alcoforado.
Atualmente, a cooperativa possui 100 cooperados de Vigia, Santo Antônio do Tauá e Santa Izabel. O carro-chefe da cooperativa são derivados do leite, como queijos, iogurte e manteiga. Ainda pretende-se desenvolver bebidas lácteas e creme de leite. Também tem forte produção de hortifrútis, como banana, cheiro verde, cebolinha, jambu e chicória.
“Essas ações de Residência Profissional, a curto, médio e longo prazo serão muito benéficas para todos os envolvidos: mais produtores receberão assistência especializada, mais profissionais terão vivência de uma cooperativa e, consequentemente, mais conhecimento será produzido”, ressalta Ernandes Raiol, presidente da OCB/PA.
O coordenador do projeto foi o Professor Dr. da UFRA, Cristian Faturi, que também teve o projeto melhor colocado no Pará e na região norte, junto com outro projeto da UFRR. A proposta foi contemplada com recursos para atender duas turmas de 20 residentes por dois anos, começando a partir de março do próximo ano.
“A ideia é que a universidade, através dos alunos, consiga fomentar a produção junto aos cooperados, aumentar produção de leite, a renda do produtor, reduzir o êxodo rural e manter esse produtor na terra com mais dignidade. Com o aumento da produção, a cooperativa terá mais matéria-prima para trabalhar e conseguirá processar mais leite, assim como aumentar o leque de produtos”, reiterou Cristian.

PROJETOS APROVADOS
A Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), através da Pró-Reitoria de Extensão (Proex), foi uma das instituições de ensino do Pará a submeter propostas de projetos para seleção no âmbito do Programa. Na fase preliminar a UFRA liderou a submissão e habilitação em nível nacional. Na última fase, a universidade ficou atrás apenas do IFCE, sendo a segunda instituição com maior número de propostas aprovadas em todo o Brasil.
“A UFRA foi a instituição que mais aprovou proposta no estado do Pará e junto com a UFT, a que mais aprovou na Região Norte. O Estado do Pará perde apenas para o Ceará em volume de recurso recebido, no qual a UFRA tem a participação de aproximadamente 60% do valor, o que nos fez ser a Universidade com maior volume de recursos despendido em toda a Região Norte”, comentou o pró-reitor adjunto de extensão, Jonas Castro.
Em julho, a UFRA participou de Webinar promovido pelo Sistema OCB-SESCOOP/PA para tratar justamente sobre o programa, como as cooperativas poderiam se candidatar como unidades recebedoras e sobre os benefícios da execução do projeto.
“A indissociabilidade do ensino, pesquisa e extensão é fundamental na formação dos nossos profissionais. Nesse contexto, o programa de Residência Agrícola irá proporcionar essa indissociabilidade agregado ao impacto social da nossa universidade e ao fortalecimento das nossas parcerias com o Sistema OCB/PA e a FAEPA-SENAR. Um grande avanço sem dúvida”, afirmou o Reitor da UFRA, Marcel Botelho.
O projeto busca promover encontros sobre gestão pública e privada, de caráter institucional e empresarial, para gerar emprego e renda nos municípios.
O Governo do Estado, por meia da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), retomou o Projeto “Parcerias Pelo Pará – Agenda do Desenvolvimento, Emprego e Renda”, no último dia (16), em Castanhal, onde ocorreu uma programação para atender as demandas das gestões pública e privada, em encontros de caráter institucional e empresarial.
O “Parcerias” é um conjunto de ações realizadas pela Sedeme, com o apoio de outras secretarias do Estado e entidades colaboradoras, que vai percorrer municípios das 12 regiões de integração do Pará. Foi lançado em outubro do ano passado e já passou por Marabá, Santarém e Parauapebas, antes da paralisação das atividades públicas devido à pandemia da Covid-19.
As atividades realizadas envolvem encontros sobre gestão pública e privada, de caráter institucional e empresarial, com o objetivo de, através da integração das ações dos órgãos de desenvolvimento do Estado com o poder público municipal, iniciativa privada e entidades de classe representativas do setor produtivo, gerar emprego e renda aos municípios.
Ao todo, oito órgãos estaduais (Jucepa, Seaster, Seplad, Codec, Sedeme, Banpará, CredCidadão e Sedap) e três instituições parcerias (Sebrae, Sistema OCB-SESCOOP/PA e Famep) levarão conteúdo dos mais diversos setores para os participantes do evento.
“Esse projeto é uma grande oportunidade para um diálogo entre a gestão pública e a iniciativa privada. É preciso que os empreendedores conheçam como funciona a estrutura legal, os caminhos, entendam os porquês de determinados processos e visualizem também oportunidades. Do outro lado, a gestão pública também precisa perceber as necessidades e as demandas dos empreendedores. No caso das cooperativas, do empreendedorismo coletivo, que possui muitas particularidades legais e de processos, é preciso estar muito alinhado e atento a essas minúcias”, comenta Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB-SESCOOP/PA.
A retomada se deu a partir do Decreto 800, de 31 de maio de 2020 (D.O.E: 27/08/2020 – Edição Extra), que institui o Projeto RETOMAPARÁ, que visa estabelecimento econômico gradativo e seguro no Estado, definido segundo a capacidade de resposta do Sistema de Saúde e os níveis de transmissão da Covid-19 e atendendo à aplicação de medidas de distanciamento controlado e protocolos específicos para a reabertura e funcionamento gradual de atividades econômicas e sociais.
Nesta quarta-feira (07/10), o projeteto estará em Tucuruí. Confira a programação.

Veja o calendário do Projeto “Parcerias pelo Pará” nos municípios.
- 07/10/2020 – Tucuruí
- 14/10/2020 – Paragominas
- 20/10/2020 – Breves
- 21/10/2020 – São Félix do Xingu
- 30/10/2020 – Redenção
- 10/11/2020 – Altamira
- 10/12/2020 – Barcarena
*Com informações Agência Pará
Com a proximidade das eleições 2020, muitos candidatos à câmara de vereadores municipais e às prefeituras estão buscando informações sobre o sistema cooperativista de trabalho. Para facilitar a inclusão de ações pró-cooperativistas, o Sistema OCB/PA disponibilizou a “Carta Aberta do Cooperativismo Paraense 2020”, em que apresenta as sete prioridades para que os interessados possam incluir em seus respectivos planos de governo.
Esta é a segunda vez que a instituição realiza um documento apresentando essas prioridades. “O nosso objetivo é fortalecer o cooperativismo. Quem estiver disposta a investir nesse sistema, olhar com carinho para as nossas demandas, estaremos de braços abertos para receber a todos, sem distinção ou bandeira partidária. No cooperativismo o que impera é a cooperação”, explica Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA.
No Pará, cerca de 200 mil pessoas estão envolvidas direta e indiretamente em 7 segmentos econômicos: Trabalho, Produção de Bens e Serviços; Agropecuário; Transporte; Saúde; Infraestrutura e Crédito. Ao longo de quase cinco décadas de atuação, o cooperativismo paraense chegou a um patamar Fomento ao cooperativismo de considerável expressividade econômica, conseguindo caminhar com autonomia.
O número de profissionais autônomos empreendendo através do cooperativismo vem crescendo nos últimos anos. Atualmente, o número são mais de 139 mil cooperados. O ramo Crédito lidera com 19.948 cooperados, seguido do ramo Agropecuário com 6.215 e do Saúde com 4.394.
Conheça as 7 Prioridades do Cooperativismo Paraense para as eleições de 2020.
1 – Política Municipal do Cooperativismo
Criação de uma lei municipal que estabeleça diretrizes e regras voltadas para o incentivo à atividade cooperativista no município, tomando por base as disposições constitucionais, lei ordinária e lei estadual 7.780/13.
2 – Aplicação dos dispositivos constitucionais
As Constituições Federal e Paraense preveem uma série de dispositivos que beneficiam o segmento cooperativista.
3 – Estímulo ao mercado cooperativista
Por meio de Políticas Públicas, estimular a contratação e aquisição de produtos de cooperativas locais. Administrativamente, promover a efetivação do cumprimento da legislação do PNAE para a aquisição de produtos da agricultura familiar. Assim como promover o incentivo à organização do Transporte através de cooperativas.
4 – Diferimento de taxas e tributos municipais
Promover o diferimento de impostos, taxas e demais obrigações municipais às cooperativas em razão de seu caráter social, sem finalidade lucrativa.
5 – Política de microcrédito para cooperativas
Disponibilizar por meio de Políticas Públicas linhas de crédito específicas para as cooperativas.
6 – Criação de coordenação municipal do cooperativismo
Proporcionar a criação de coordenadoria/ diretoria voltada para atender as demandas do cooperativismo local, atrelada à secretaria responsável pelo desenvolvimento municipal.
7 - Fomento ao cooperativismo
Criar instrumentos e mecanismos que estimulem o crescimento e o fortalecimento da atividade cooperativista como alternativa de desenvolvimento social e econômico para o município.
Serviço: Para acessar o documento na íntegra, clique aqui.
Irituia é rica em biodiversidade. Riqueza natural que pode trazer ainda mais desenvolvimento para o município, ao se garantir um valor agregado à produção. A cooperativa D’Irituia está justamente estruturando agroindústria para beneficiar o tucumã e outras oleaginosas, como ucuuba, mucajá, castanha-do-pará e piquiá. No último domingo (04), a SEDEME visitou a área em que se pretende instalar o projeto e apresentou as possibilidades de financiamento via crédito do produtor, do BanPará.
De acordo com levantamento feito pelo escritório regional da Emater junto com as cooperativas locais, a região apresenta forte potencial para produção de açaí, andiroba, buriti, bacuri, bacaba, cacau, castanha-do-pará, copaíba, coco, cupuaçu, inajá, maracujá, murumu, patuá, tucumã, ucuuba, mucajá e piquiá. O tucumã, por exemplo, tem uma produção anual de mais de 40 toneladas e uma produção de óleo de mais de mil litros; o piquiá com 249 toneladas e mais de 19 mil litros de óleo; andiroba, com 34,2 toneladas e 1.368 litros de óleo.
O planejamento de construção da agroindústria integra, além do beneficiamento de óleos, as casas de farinha e mel, assim como beneficiamento de polpas. Em 2012, a D’Irituia adquiriu a área para construção do complexo industrial, mas ainda busca fontes de financiamento do projeto.
A comitiva que visitou a área foi formada pelo coordenador da DDICS na Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (SEDEME), Mauro Barbalho, pelo empresário da Ação Sustentável da Amazônia (ASA Açaí), João Hermeto, pelo Presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol e pelo pesquisador da Embrapa Oriental, Oswaldo Kato. Também pretende-se utilizar o espaço como um ambiente educacional e de empreendedorismo para alunos, estudantes e professores.

“O ambiente acadêmico também terá a oportunidade de ver na prática que é possível fazer algo diferente. Não somente falar na teoria que a Amazônia é rica, mas mostrar, na prática que conseguimos transformar esse potencial de riqueza em alto valor agregado para a comunidade de Irituia e para a região”, explicou o professor doutor da UFRA e cooperado da D’Irituia, José Romano.
Conforme estimativas da diretoria da cooperativa, o projeto está avaliado em aproximadamente R$ 1milhão. A Sedeme, que faz validação de carta consulta e submissão do projeto ao conselho deliberativo do recurso, sinalizou positivamente para a parceria por meio da linha “Crédito do Produtor”. Operado pelo BanPará, possui prazo máximo de carência de até 4 anos, com financiamento de até 85% do valor total do investimento para financiamentos entre R$500 mil e R$1 milhão.
“Por meio do BanPará, podemos apoiar empreendimentos como esse. Vamos repassar todo o regramento à cooperativa e, com a orientação do Sistema OCB/PA, a diretoria irá apresentar o projeto para que, dentro de alguns meses, tenhamos o crédito disponível para atendê-los. Também há um movimento muito forte na ALEPA e no Governo do Estado para estímulo a incentivos fiscais, no objetivo de atender todas a cooperativas. Creio que é possível aplicar isso também na D’Irituia em curto prazo”, reiterou Mauro Barbalho.
De acordo com a diretoria da D’Irituia, já foi feito estudo de mercado e de produção. A singular também possui documentação legal, certificação, licenças para instalação e está articulada com instituições parceiras para o suporte técnico e organizacional, como o Sistema OCB/PA, UFRA, IFPA e UFPA. Um dos parceiros econômicos e comerciais é o grupo ASA, que mantém o Restaurante Aprazível no Rio de Janeiro.
“Irituia tem uma vocação gigante, principalmente no tucumã que é a maior fonte de carotenóide e vitamina A no planeta. É inevitável que esses superalimentos ganhem cada vez mais relevância econômica e atraiam olhares de grandes investidores. Isso já é uma realidade que tenho acompanhado. A ASA é programada justamente para isso, entender a vocação de uma localidade e investir nela”, explicou João Hermeto.

A COOPERATIVA
Com nove anos de fundação, a D’Irituia reuniu 20 produtores familiares que não eram atendidos por políticas de âmbito federal, municipal ou estadual para que juntos constituíssem uma organização comercial mais competitiva. Hoje já são 42 cooperados, sendo 23 mulheres. Os principais produtos, além das oleaginosas, há também as cadeias produtivas da mandioca, das hortaliças, dos produtos de origem animal e dos SAFs com ênfase nas frutíferas. As oleaginosas já são comercializadas com empresas como Natura e Amazon Oil.
“Nosso sonho é ter essa fábrica, evoluir economicamente e avançar na conscientização sobre o cuidado com o meio ambiente. É um sonho de muitas pessoas, muitas famílias que tentam trabalhar para que tenhamos dias melhores. Vamos continuar o contato com as instituições e dar prosseguimento ao processo de acesso ao crédito”, comentou o presidente da D’Irituia, Lázaro Lima.
Para o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, o avanço representará um exemplo para as demais cooperativas. “Temos trabalhado neste sentido, de proporcionar um ambiente adequado para o desenvolvimento da agricultura familiar, que representa responsabilidade social e ambiental ao reunir pequenos produtores e disseminar práticas sustentáveis de produção”.


O projeto que visa capacitar detentas para o mercado de trabalho realizado pela COOSTAFE e os resultados do Dia C 2020 foram destaque na mídia dessa semana. Também a participação do Sistema OCB/PA no lançamento do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que irá beneficiar 3.076 agricultores divididos em 352 cooperativas, associações ou organizações produtivas, contemplando 582.160 mil pessoas com as doações de alimentos.
#namidia
#cooperativismo

A cooperação sempre foi uma alternativa de desenvolvimento nos históricos de crise mundial. Em um cenário de pandemia, as cooperativas devem estar ainda mais coesas e alinhadas. É o que objetiva o ciclo de palestras promovido pela Central Sicoob Unicoob e o SESCOOP/PA. Participam as cooperativas SICOOB Cooesa, Unidas e Coimppa. O palestrante será Bruno Krug.
Cada cooperativa está fazendo seu cadastro de inscrição, divulgando pelas mídias e canais internos de comunicação. A plataforma a ser utilizada é o aplicativo de videoconferência Zoom.
O tema da palestra será “Além da Crise – Ganhando Juntos o Jogo Do Cooperativismo”. Serão 6 Palestras Motivacionais, que serão realizadas via internet, objetivando motivar a participação efetiva dentro do Sicoob. A proposta é proporcionar momentos de reflexão para fortalecer o relacionamento junto aos cooperados, COEs e Delegados do Sicoob.
“Buscamos alcançar um relacionamento cada vez mais alinhado com os cooperados para que se desenvolvam e, assim, nossa comunidade também cresça. Os cooperados são a vida da cooperativa, só existimos por eles. Por isso, quanto melhor os capacitarmos, maior será o desenvolvimento das nossas cooperativas”, explicou a Gerente operacional de Desenvolvimento Cooperativo na Sicoob Central Unicoob, Júlia Fagan Moraes.
Serão trabalhados temas com um olhar sobre o cenário econômico atual, enfrentamento e aprendizado das crises, competência e motivação para a conquista de melhores resultados, desenvolvimento local e cooperativismo, economia compartilhada e inovação no cooperativismo, liderança de resultados e outros.
“É muito importante desenvolver uma atitude e um olhar positivo frente aos desafios da vida, e sobre si mesmo, o que ajuda a gerar motivação e comprometimento com a cooperativa e com os resultados”, explica Bruno Krug.
Bruno possui experiência de mais de 26 anos como palestrante, consultor empresarial e terapeuta holístico, trabalhando com temas direcionados ao desenvolvimento de lideranças, ao aprimoramento gerencial, ao fortalecimento e motivação de equipes para superar os desafios e ajudar a encontrar soluções para obter maior excelência e lucratividade.
Confira a Agenda de Palestras:
Sicoob Coimppa
Palestra 1
22/10/2020 | 19h | Todos os cooperados
Palestra 2
18/11/2020 | 19h | Todos os cooperados
Sicoob Cooesa
Palestra 1
21/10/2020 | 16h | Delegados
Palestra 2
05/11/2020 | 16h | Colaboradores (que também são cooperados)
Sicoob Unidas
Palestra 1
13/11/2020 | manhã | Delegados e COEs e colaboradores
Palestra 2
20/11/2020 | 16h | Colaboradores (que também são cooperados)

Para Elton Souza, de 18 anos, e Ítalo Santos, de 22 anos, a embarcação representa grande parte da sua vida. Agora, será oficialmente uma profissão. Com o curso de Marinheiro Auxiliar de Máquinas, promovido pela Transprodutor por meio da Capitania dos Portos, 15 pessoas entre cooperados, filhos e mulheres de cooperados que irão receber habilitação para navegação de carga.
A capacitação reúne pessoas de mosqueiro, Santa Bárbara, Combu, Cotijuba e ilhas ao entorno de Belém onde há cooperados. A intenção é proporcionar o crescimento da cooperativa abrangendo a própria família do cooperado, garantindo também mão de obra qualificada para atuar em possíveis novos processos licitatórios.
“Nossa filosofia é de uma cooperativa familiar. Para nós, é muito importante que toda a família cresça junta. Por isso estamos procurando trabalhar a qualificação deles para prestarmos sempre um excelente serviço aos nossos clientes. Daqui, vamos partir para outros municípios onde temos cooperados e atendendo ainda mais pessoas”, reiterou o presidente da TRANSPRODUTOR, Newton Leão.
O Curso Especial de Marinheiro Auxiliar de Máquinas é realizado pelo Departamento de Ensino Profissional marítimo da Capitania dos Portos. Ocorre ao longo de toda a semana, na Sala de Treinamento do SESCOOP/PA. Forma profissionais para exercer atividades como aquaviários do 1º Grupo (Marítimos, Seções de Convés ou de Máquinas), com inscrição na categoria de Marinheiro Auxiliar de Máquinas (MAM), inicialmente no nível de equivalência 1.

Com a habilitação, o profissional pode prestar serviço de apoio em embarcações com arqueação bruta menor do que 300 e potência propulsora menor do que 250 kW empregadas na navegação interior e na navegação de apoio portuário. Também pode atuar em embarcações de esporte e recreio.
Para Elton Souza, a capacitação vai trazer segurança para pilotar na legalidade. “Já trabalho em embarcações, mas não tinha habilitação. Comecei a trabalhar no início do ano, estou há 6 meses atuando em cooperativa desde que completei os 18 anos. Porém, sei pilotar desde os 10 anos. A expectativa é grande para receber minha qualificação, aprender um pouco mais sobre a parte mecânica e depois poder pilotar legalmente”.
Após um ano de efetivo embarque, o aluno formado por esse curso poderá fazer o Curso Especial de Segurança de Embarcações de Passageiros (ESEP). Se aprovado, ascende ao nível 2 e presta serviço como Patrão de embarcações com arqueação bruta menor do que 50 e potência propulsora menor do que 250 kW empregadas na navegação interior e na navegação de apoio portuário.
“Muitos possuem embarcações, pilotam há muito tempo, mas não possuem carteira de habilitação. Um dos nossos objetivos é esse. São cursos obrigatórios, assim como o é para se habilitar como motorista de carro. Fazemos o curso, passamos a prova de qualificação para testar se assimilou o conhecimento e, se aprovado, recebe sua carteira de aquaviário”, explicou o Coordenador de Cursos da Capitania dos Portos, sargento Leal.

A TRANSPRODUTOR
A Cooperativa de Transporte dos Produtores Rurais do Estado do Pará (Transprodutor) atua no transporte de produtores rurais, minérios, soja, transporte escolar e turismo. É multimodal, atuando tanto por vias fluviais quanto terrestres. Atualmente a cooperativa possui 680 cooperados em 17 municípios, como Santa Bárbara, São Miguel, Paragominas, São Sebastião da Boa vista, Melgaço, Ponta de Pedras, Chaves, Monte Alegre, Maracanã, Limoeiro do Ajuru, Santa Maria, Santa Izabel.
A singular tem forte presença em processos licitatórios, especialmente em editais para transporte escolar. “Temos acompanhado o trabalho e a evolução da cooperativa. Parabenizamos sua diretoria e continuamos à disposição para auxiliar nas próximas etapas de seu planejamento estratégico”, comentou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
A diretoria da cooperativa também já está estruturando projeto para criação de peixes nas propriedades rurais dos próprios cooperados. De acordo com o presidente, o projeto já está adiantado com instituições financeiras que sinalizaram positivo para linhas de financiamento. A intenção é garantir mais uma fonte de renda para os associados, muitos dos quais estão com suas atividades ainda paralisadas por conta da pandemia, como é o caso do transporte escolar.
“A cooperativa sempre buscou ter um mix de atendimentos, não atuando apenas em uma atividade. Isso é o que nos fez continuar de pé, mesmo com todas as dificuldades que a pandemia trouxe. Estamos elaborando esse projeto de piscicultura e estamos lutando para que comece grande, trazendo de fato benefícios aos nossos associados”, explicou Newton.

Quarta é dia de WebiCOOP PA, o webinário semanal realizado pelo SESCOOP/PA, às 17h, via Microsoft Teams. Esta semana, o tema é “Conselho Fiscal”, com o consultor e instrutor Leoney Miranda, que abordará o papel e a importância do Conselho Fiscal na gestão da cooperativa, a finalidade, funções, as responsabilidades, competências e atribuições. As inscrições são gratuitas.
WEBICOOP PA: Conselho Fiscal
Data: 30.09.20
Horário: 15h
Link: http://bit.ly/WebiCoopPA_ConselhoFiscal
Plataforma TEAMS
Leoney Miranda - Consultor e Palestrante nas áreas motivacional, cooperativismo, associativismo, liderança, gestão de pessoas, planejamento estratégico e empreendedorismo.

O nosso "Na Mídia" desta semana destaque os bons resultados do 1º Encontro Paraense de Pesquisadores do Cooperativismo, o projeto de inclusão digital realizado em parceria entre o SESCOOP/PA, Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) e Unimed Belém e os projetos da "Feira Móvel Sustentável", em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária do Pará e Secretaria Municipal de Economia, e o "Parcerias pelo Pará", com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), Banco do Estado do Pará (Banpará) e Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Pará.
#namidia
#cooperação

O impacto positivo que a Coopatrans tem gerado ao meio ambiente será destaque em live com Leticia Colin, nesta segunda (28). A atriz, eleita revelação em 2017 pelo papel na novela Novo Mundo da TV Globo, conversa com a cooperada Hélia Félix sobre essa nova economia que já se desenvolve na Amazônia.
Acompanhe pelo instagram @leticiacolin, a partir das 19h.
Letícia tem usado suas redes para abordar o uso dos recursos naturais, a conservação da biodiversidade e do planeta. A live é parte da campanha Amazônia em casa, Floresta em pé, um convite para conhecer e apoiar empreendedores e produtos que contribuem para o desenvolvimento de uma nova economia na região.
Hélia é engenheira agrônoma e integrante da Cacauway, que produz chocolates com cacau nativo da Amazônia em agrofloresta há dez anos. Também participa da live a gerente de novos negócios do Idesam e coordenadora do Programa de Aceleração e Investimento de Impacto da PPA, Ana Bastida.
A Cooperativa Agroindustrial da Transamazônica (Coopatrans), que detém a marca Cacauway, une o sabor e sustentabilidade, marcas registradas do empreendimento. Com a fábrica em Medicilândia, a Cacauway surgiu em maio de 2010, após a união de agricultores familiares e ganhou reconhecimento através dos seus produtos autênticos, livre de conservantes e aromatizantes artificiais. Devido a qualidade desde o cultivo, é considerada uma das melhores do Brasil.
Os produtos amazônicos estão acessíveis pelo Mercado Livre https://cutt.ly/florestaempe