Notícias

Representantes do Sistema OCB/PA e da COOASAFRA em Belém
A boa notícia é da cooperativa agro COOASAFRA, do município de Floresta do Araguaia, considerado a capital do abacaxi. Em 10 anos, a cooperativa se consolidou, montou um projeto ousado de desenvolvimento, buscou apoio do Sistema OCB/PA e de gestores públicos para iniciar mais um passo importante para em sua história: a verticalização da produção. A previsão é que em janeiro de 2021 a agroindústria comece a operar com a produção de polpas de frutas, com doce de abacaxi, abacaxi desidratado e cristalizado.
Segundo o diretor comercial da COOASAFRA, Ronildo Pereira, o apoio e a credibilidade do Sistema OCB/PA foram fundamentais. “Sempre que precisamos, a OCB/PA está ao nosso lado, desde as capacitações, nos processos de organização ao apoio com as instituições públicas, a exemplo da Sedeme (Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia) e da Sedap (Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca)”, afirma Ronildo.
Na Sedap, Ronildo e representantes do Sistema OCB/PA participaram de uma audiência como titular da pasta, Hugo Suenaga, em tramita um projeto para a aquisição de maquinários para a agroindústria no valor de R$250 mil, que está em fase de licitação. Após serem adquiridos, serão repassados à cooperativa. Já na Sedeme, há uma Carta Consulta de crédito rural em análise pelo Banpará, no valor de R$ 700 mil, também direcionado para a compra de equipamentos e uma solicitação para a instalação e energia elétrica no local. O projeto conta ainda com o financiamento do Banco da Amazônia e a cooperativa também está dialogando com a Sicredi. “Lá onde será a agroindústria, não há energia elétrica. Então, precisamos também desse aporte de infraestrutura para que possamos trabalhar”, completa Ronildo.
“Não canso de dizer que quando uma cooperativa cresce, toda a comunidade é beneficiada. Imagine quanto à comunidade de Floresta do Araguaia será beneficiada com esse empreendimento, o quanto que isso irá voltar para a cadeia produtiva local e o quanta a qualidade de vida irá melhorar com a instalação de energia elétrica? Esse é o poder do cooperativismo chegando onde as pessoas estão”, enfatiza Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA.
Trajetória
A COOASAFRA iniciou as atividades no dia 10 de janeiro de 2010 com o objetivo de comercializar o abacaxi pérola produzido pelos 21 cooperados. Fez vários movimentos, parcerias e focou na profissionalização da gestão. Além da agroindústria, a cooperativa também está em busca da licença SIF (Serviço de Inspeção Federal) e do registro de produtos para ampliar o mercado em âmbito nacional. Ainda esse mês, fará o curso pelo Sistema OCB/PA de “Boas práticas de manipulação de alimentos”, como forma de nivelar para maior a qualidade e processos em todas as alas da cooperativa.

Está chegando o 1º Encontro Paraense de Pesquisadores do Cooperativismo (EPPC) nos dias 17 e 18 de setembro em formato online, pela plataforma Microsoft Teams. É o primeiro realizado pelo Sistema OCB/PA em parceria com as academias a fim de valorizar e estimular a produção acadêmica sobre o sistema de produção cooperativista paraense, singular e único. As inscrições são gratuitas.
Na programação, palestras, apresentação de pesquisas docentes e discentes com o foco no desenvolvimento e inovação do cooperativismo paraense. Nas apresentações de alunos, 34 trabalhos foram selecionados. “Todos os trabalhos estão de excelente qualidade e eles estão concorrendo às premiações: para o 3º lugar um fone de ouvido, para o 2º, um tablet, e para o 1º lugar, um smartphone”, conta a coordenadora geral do evento, Melize Borges.
Como o evento precisou ser adiado por conta da pandemia, a submissão de trabalho está encerrada, mas para quem desejar conhecer a perspectiva científica do cooperativismo esse será o evento. “O cooperativismo é muito maior do que o empreendimento, é um sistema de organização, um estilo de vida, que gera uma série de outras representações, identidade e inovação. Essa é a nossa proposta para esse que, certamente, entrará para o nosso calendário de eventos importantes”, adianta Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA.

Educação
Nos últimos 10 anos, o Sistema OCB/PA investe na cultura da qualificação profissional, fazendo parceria com instituições de ensino para a realização de MBAs em Gestão de Cooperativas, em que a 3º turma está em andamento em Santarém, região oeste do Pará. Recentemente, no Mestrado Profissional em “Empreendimentos Agroalimentares”, voltados para beneficiar cooperativas, em parceria com o IFPA Castanhal.
“O 1º EPPC foi todo pensando para ser a confluência dessas ações de qualificação reais, concretas. Hoje, temos de fato pesquisadores em cooperativismo que precisam ser valorizados, ter o resultado de suas pesquisas divulgadas, para que possamos alcançar níveis cada vez mais altos nas nossas cooperativas, tanto no aspecto de mercado, quanto no aspecto humano, de qualidade de vida, de singularidade social, que só o cooperativismo é capaz de gerar”, finaliza Raiol.
Para inscrições acesse o link abaixo:
https://sigaa.ufra.edu.br/sigaa/link/public/extensao/visualizacaoAcaoExtensao/391
Informações: (91) 9155-2580/

Em cerimônia no Palácio dos Despachos, o Governador Helder Barbalho e o Secretário da Sedeme, Parsifal Pontes, entregaram termo que concede isenção e redução no ICSM da CAMTA. Com base nas informações contábeis do exercício de 2019, a cooperativa teria uma economicidade de mais de R$ 3,5 milhões.
O prazo do benefício fiscal é de 15 anos a contar da data da publicação da Resolução no Diário Oficial do Estado. A Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu (CAMTA) ficou isenta do pagamento tributário incidente nas saídas internas de polpa de açaí, cupuaçu e de cacau referente ao Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS).
Nos demais produtos fabricados neste Estado pela CAMTA, fica reduzida em 94,18% a base de cálculo do imposto, tanto nas saídas internas quanto nas interestaduais. O termo também prevê diferimento no pagamento do ICMS incidente nas aquisições internas, interestaduais e de importação de máquinas e equipamentos destinados à CAMTA.
No ano passado, de acordo com a demonstração de sobras ou perdas do exercício, a CAMTA pagou um total de R$ 3.641.579,15 em ICMS sobre vendas. Aplicando a isenção e o percentual de benefício concedido de 94,18%, pagaria cerca de R$ 211,9 mil economizando para os seus cofres mais de R$ 3,4 milhões.
A cerimônia de assinatura do termo de incentivo fiscal ocorreu na última quinta (03), reunindo empresas beneficiadas, secretários de Estado e representantes de instituições como Sistema OCB/PA, Sebrae/PA, UFRA, FAEPA e FIEPA. Uma comitiva de cooperados da CAMTA também esteve presente. Dentre as 5 empresas contempladas com o diferimento, a cooperativa foi a escolhida para representar em discurso os beneficiados.

“A conquista vem em um momento muito importante para a nossa cooperativa, em que precisávamos do incentivo para garantir a sustentabilidade do negócio. A CAMTA, desde 1928, contribui com o crescimento de Tomé-Açu, envolvendo direta e indiretamente quase 10 mil pessoas entre cooperados, colaboradores e outros produtores do município atuantes em associações”, reiterou Alberto Oppata.
De acordo Oppata, o valor a ser reinvestido internamente beneficiará o projeto de verticalização, aquisição de novos equipamentos, melhoria da linha fabril e exploração de outros tipos de produtos, como o sorbê (sorvete que não possui leite em sua composição), geleadas e, principalmente, o chocolate. A CAMTA, inclusive, foi um dos agentes protagonistas para a conquista da primeira Indicação Geográfica de um produto agrícola com cunho na sustentabilidade do Pará.

O tratamento tributário pode ser revogado em caso de descumprimento da legislação que rege o termo, assim como o não cumprimento das metas constantes do Projeto apresentado pela cooperativa e aprovadas pela Comissão da Política de Desenvolvimento Socioeconômico do Estado do Pará. A cooperativa deverá, semestralmente, comprovar atestado de idoneidade à Comissão.
A CAMTA também se compromete, de acordo com o decreto 1.522/ 2016, a produzir três novas linhas de produtos, a partir da polpa do Açaí, tais como mixs, sorvetes, barras e energéticos. A venda dos produtos deve corresponder a percentuais que variam, no mínimo, de 10% a 30% do total de vendas de acordo com o decorrer dos anos de concessão.
A partir da publicação no Diário Oficial do Estado, as embalagens dos produtos da cooperativa terão a inscrição “Produzido no Pará”. A cooperativa conta com uma variedade de frutas como maracujá, acerola, açaí, cupuaçu, camu camu, seringa, castanha do Brasil, bacuri, uxi, entre outros. A capacidade fabril gira em torno de 6.000 toneladas de polpas por ano e a venda em torno de 5mil a 5,5mil toneladas. Com 85 anos de existência, foi a primeira cooperativa paraense.

“Acredito que a conquista mais importante é que se tratam, a exemplo da CAMTA, de empreendimentos paraenses. É um investimento feito para a valorização do que é produzido aqui no nosso Estado. Temos um conjunto de empreendimentos de diversos segmentos econômicos, e isto sinaliza um ato continuado de modernização em nossa política de incentivo fiscal e celeridade da máquina pública para os processos serem técnicos e efetivos”, ratificou Helder Barbalho.
O projeto de diferimento foi elaborado pelo projetista Edson Roffe e teve o apoio político, institucional e técnico do Sistema OCB/PA, que fez um trabalho de articulação com as secretarias que integram o Governo, tais como a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (SEDAP) e Casa Civil.
“É um momento histórico para o cooperativismo paraense. É a primeira cooperativa que conseguimos promover o benefício fiscal-tributário. Foi um trabalho árduo de sete anos, mas que, agora, conseguimos colher os frutos. Temos certeza que várias outras cooperativas estão aptas para também acessar esses incentivos fiscais e continuaremos atuando neste sentido, fomentando a verticalização produtiva e o desenvolvimento do cooperativismo no Estado”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.


Com forte histórico cultural e religioso, Bragança mantém viva a tradição iniciada em 1798, quando africanos escravizados comemoraram pela primeira vez a Festa de São Benedito. Hoje, a festividade se consolida como uma das mais populares da Amazônia, mobilizando comunidade, comércio e turismo. As comemorações iniciam no dia 18 e seguem até o dia 26 de dezembro. Em homenagem à grande festividade do povo bragantino, a Cooperativa Mista dos Agricultores Familiares dos Caetés (Coomac) tem a linha de perfumes “O Glorioso São Benedito”.
A cooperativa anunciou a primeira edição com três fragrâncias: Graça, Alegria e Paz. Preparados a partir do aroma de cravo, rosa e flor de laranjeira, o objetivo da linha é capturar o perfume que é característico na festividade, já que é distribuído pela Irmandade de São Benedito e despejado sobre os fieis durante a procissão. A ideia é, a partir da linha de perfumes, que conta ainda com a parceria da Igreja e Irmandade de São Benedito, materializar essa essência.
Explicando o conceito da linha, Paulo do Carmo, presidente da Coomac, conta um pouco da história de São Benedito. “São Benedito levava parte das comidas servidas no mosteiro para os pobres nas ruas. Certa vez, um dos chefes do mosteiro o viu partindo para uma de suas ações e o acusou de roubar alimentos da casa. No dia seguinte, o superior o seguiu e, ao abordá-lo, perguntou o que São Benedito carregava na cesta; ele respondeu que trazia flores. Quando levantou a manta que cobria a cesta, o ambiente foi tomado por essência de rosas, cravos e flor de laranjeira. Esse foi o primeiro milagre de São Benedito, onde baseamos a linha”.
A ideia é explorar o potencial turístico do produto na região, que durante todo o período recebe em torno de 400 a 500 mil pessoas. Os perfumes podem ser encontrados em lojas locais, igrejas, paróquias, no Museu da Marujada de São Benedito eno Salão Beneditino.

A iniciativa é o início de um programa de desenvolvimento econômico regional, que também desenvolverá cosméticos, velas perfumadas, difusores de ambiente e produtos fisioterápicos para a saúde e bem-estar. O maior objetivo da Coomac é gerar renda e trabalho para pequenos produtores rurais da região dos Caetés. A expectativa é que a comercialização da linha “O Glorioso São Benedito” beneficie cerca de 100 famílias.
“A cooperativa é formada por produtores e extrativistas de Bragança e região, que serão diretamente beneficiados pela comercialização do produto. Além das 100 famílias pertencentes a cooperativa, envolvemos em todo o processo de produção e compra mais de 600 famílias, movimentando assim o comércio na região. Um outro ponto importante é que extraímos de forma completamente sustentável a matéria-prima necessária”, finaliza o presidente da Coomac.
Serviço: Saiba mais sobre o produto e adquira o seu no contato (91) 99902-7592

Cumprindo com o seu dever de representação das cooperativas paraenses, o Sistema OCB/PA tem impugnado certames que vedem a participação do segmento. Também tem atuado para que os editais sigam a legislação cooperativista, beneficiando as singulares que estão cumprindo com suas obrigações técnicas e legais.
Um dos certames impugnados foi o pregão presencial da Subseção Judiciária de Santarém, que vedava a participação do segmento. A formação de registro de preço visava eventual contratação de empresa especializada para prestação de serviços de manutenção preventiva e corretiva de centrais de ar, frigobares, bebedouros e geladeiras. O edital foi retificado, garantindo a inclusão do formato jurídico cooperativo.
A alegação feita pelo Sistema OCB/PA foi baseada no artigo 3 da Lei nº 8.666/93 e o inciso XXI do artigo 37 da Constituição Federal, no que tange ao princípio da isonomia. A vedação também feria o artigo 174 da Constituição quanto ao dever do Estado em fomentar o desenvolvimento das cooperativas. Na impugnação, justificou-se a necessidade de exigências que sejam restritas a qualificações técnicas e econômicas.
“Embora não tenhamos cooperativas atuando nesse segmento, toda vez que tomarmos conhecimento de algum edital que restrinja participação de cooperativas iremos interpor impugnação ou intentar ação anulatória para cessar esse cerceamento. Queremos começar a mudar o cenário jurídico e cultural de reconhecimento do cooperativismo”, explicou a assessora jurídica do Sistema OCB/PA, Nelian Rossafa.
No edital, estava explícito que cooperativas não poderiam participar, fundamentando-se em decisão de 1999 da Justiça Federal que vedava a terceirização de serviços através de cooperativas. A responsabilização da pessoa jurídica era mais complexa com a existência de vários donos em comparação com empresas. No entanto, a jurisprudência se referia a um período anterior à lei 12.690/2020 e já está ultrapassada.
A sanção da norma trouxe o marco regulatório que faltava ao segmento e, com ele, a regulamentação das relações entre cooperativas de trabalho e tomadores de serviços. A lei dá subsídios para minimização de riscos, desde que se tome os devidos cuidados para verificação se a cooperativa está adotando todos os requisitos inseridos na lei, da mesma forma como se deve verificar em caso de contratação de empresas.
A impugnação ocorreu ainda na fase administrativa, dentro do prazo legal previsto em lei de até 2 dias antes do certame. A Secretaria Administrativa da Seção Judiciária, seguindo parecer da Assessoria Jurídica (Asjur), acolheu o pleito julgando-o como procedente. Após a retificação, o certame ocorreu normalmente.
A OCB/PA também tem atuado para resguardar os direitos de cooperativas que estão cumprindo a legislação, impugnando editais que não constam as exigências legais de uma cooperativa, como o registro no Sistema OCB/PA.
“Sempre que houver um cerceamento ou irregularidade no que se refere à participação de cooperativas, estaremos presentes. Por isso ressaltamos a importância das próprias cooperativas nos notificarem sempre que houver editais dessa natureza. Encaminhem-nos para que possamos tomar as medidas administrativas e legais cabíveis”, reiterou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Com o objetivo de disponibilizar produtos das cooperativas que atuam na agricultura familiar, o Sistema OCB/PA, em parceria com a Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), criou o aplicativo Compras.COOP.PA, que já está em funcionamento em Paragominas e a partir deste domingo (06) passará disponibilizar produtos da cooperativa COOPERPALMA no município de Moju. Até o final do mês, mais dois municípios ganharão presença no app: Parauapebas e Canaã dos Carajás.
No app, é possível ver a agenda de feiras, os produtos disponíveis com a retirada em sistema de drive thru, de acordo com as recomendações estabelecidas pelos órgãos sanitaristas de saúde pública. Ao chegar ao local, efetuar o pagamento e pegar os produtos. Tudo de maneira prática e segura.
Em Moju, a parceria é com a cooperativa COOPERPALMA que iniciará a “1ª Feira da Casa do Cooperado”, para comercializar diretamente os produtos dos 72 cooperados. Serão disponibilizados aves, suínos, ovos, macaxeira, jerimum, mamão, farina, frutas, legumes e hortaliças em geral, a partir das 7h, na sede da cooperativa na Vila Soledade, zona rural de Moju.
Segundo o Censo Agropecuário, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2017, 85% da produção agropecuária paraense é proveniente da agricultura família e é responsável por 38,65% do valor total da produção do Estado. No cenário cooperativista, a maioria das cooperativas agro também é de produção familiar.
“Isso evidencia o quanto esse aplicativo é importante para nós. Em geral, as cooperativas do ramo agropecuário são formadas por pequenos produtores que se unem para facilitar o acesso e se tornar mais competitivos para o mercado. Isso inclui para eles ainda vários desafios, que vão muito além da produção e comercialização. A internet é agora mais um desafio para a grande maioria”, explica Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA.
O projeto é um dos desdobramentos do Termo de Cooperação Técnica assinado entre a Universidade e o Sistema OCB/PA, que já previa a elaboração de uma ferramenta como essa. “Precisávamos dar uma resposta rápida à sociedade e aos produtores. Todos devem cooperar em prol do objetivo de mitigar os efeitos da pandemia. Portanto, é o momento oportuno para lançarmos o aplicativo, auxiliando na agilidade e segurança para os consumidores, assim como apoiar as cooperativas na comercialização e na gestão de sua produção”, enfatizou o reitor da Ufra, Marcel Botelho.
Com esse primeiro aplicativo, em que o Sistema OCB/PA entrou com a experiência cooperativista, as particularidades e nuanças, a Ufra com todo o aparato tecnológico, a plataforma foi construído a duas mãos. “Já há algum tempo estávamos estudando alternativas para inserir as cooperativas de agricultura familiar neste ambiente digital. Essa é a primeira fase do app e em breve vamos ampliar a gama de serviços, de produtos, de modalidades de entrega (drive thru ou delivery) para outros segmentos cooperativistas”, complementa Raiol.
Serviço: 1ª Feira da Casa do Cooperado será de 7h às 12h, na sede da COOPERPALMA: Rua Raul Pastana, nº 243, Comunidade Soledade. Moju. O app está disponível para o sistema Android e pode ser baixo pelo Google PlayStore.
https://play.google.com/store/apps/details?id=br.com.comprascooppa.consumidor
As inscrições para a 12ª edição do Prêmio SomosCoop Melhores do Ano encerram no próximo dia 3 de setembro. O Prêmio é uma grande oportunidade para que as cooperativas, centrais, confederações e federações sediadas no Brasil e regulares ao Sistema OCB mostrem todo o potencial de trabalho, de geração de valor, de renda e de inovação. Afinal, cooperar vai muito além do cooperativismo. É um estilo de vida e trabalho.
E foi pensando exatamente nisso que a edição deste ano trouxe uma série de novidades para destacar as boas práticas e os benefícios proporcionados tanto para os cooperados quanto para à comunidade.
“Pode parecer lugar comum quando falamos que onde as cooperativas estão, há maior qualidade de vida para as pessoas, para as comunidades de uma maneira geral, porque há maior e melhor distribuição de riqueza, valorização as pessoas e presença na comunidade. Esse é o verdadeiro sentido da cooperação”, enfatiza Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA.
Para esta edição, foi criada categoria “Influenciadores Coop”, direcionadas às pessoas físicas consideradas referência na disseminação do cooperativismo. As indicações serão feitas pelas unidades estaduais e os vencedores escolhidos por votação popular. Em breve, a OCB irá informar quem são os influenciadores que estão concorrendo em voto popular.
A segunda novidade é a incorporação da categoria “Desenvolvimento Sustentável”. “Essa categoria visa reforçar o nosso compromisso com os ‘Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas. Se você fizer uma análise rápida, os sete princípios do cooperativismo estão todos presentes nos 17 ODS, uns de maneira direta e outra de maneira indireta”, acrescenta Raiol.
As demais categorias são: Comunicação e Difusão do Cooperativismo; Cooperjovem; Fidelização; Inovação; e Intercooperação. E a regra continua a mesma das edições anteriores: pode ser inscrito somente um case por categoria.
Serviço: Clique aqui para acessar o edital completo do 12º Prêmio SomosCoop Melhores do Ano

Cuidar do Marajó. Esse é o plano da cooperativa médica e do Sistema OCB/PA que, como continuidade à campanha Dia de Cooperar, farão a instalação de banheiros ecológicos em comunidades da região. Também se fará a organização dos produtores locais, possibilitando que tenham melhores condições de acesso a mercados, em especial do açaí.
A comunidade possui baixos Índices de Desenvolvimento Humano (IDH). Das 43 famílias lá residentes, apenas 12 possuem acesso a fossas sépticas, menos de 28%. Com base nas informações, o SESCOOP/PA estruturou o projeto em parceria com a Unimed Belém. Os sistemas de crédito SICOOB e SICREDI também participarão da mobilização.
A tecnologia social de baixo investimento é formada por bombonas e serragens que possibilitam o processo de compostagem ao passar do tempo. Posteriormente o resultado é utilizado como adubo para produção. A cooperativa médica fará a doação das bombonas. As comunidades das ilhas visitadas, como contrapartida, entrarão com a mão de obra para execução e adequação do banheiro.
A estrutura do banheiro é cercada por tábuas de madeira sentadas em esteio de angelim e cobertas de telhas coloniais. Embaixo do assento sanitário, a bombona (tambor coletor de plástico) faz o armazenamento dos dejetos que serão posteriormente utilizados como adubo. O banheiro também possui pia-lavatório de plástico.
“A contaminação das águas é um dos graves problemas na Amazônia, que causa impactos ambientais, além dos impactos diretos na saúde pública das comunidades ribeirinhas. Isso ocorre devido à ausência de planejamento e ação do poder púbico nos investimentos relacionados à infraestrutura de saneamento básico. Em cidades ribeirinhas, essa situação é ainda mais notória pela complexidade de adoção de sistemas para tratamento do esgoto”, explicou o coordenador da responsabilidade social da Unimed Belém, Eduardo da Silva.
Inicialmente, serão beneficiadas duas comunidades do Marajó: Santo Ezequiel Moreno (em Portel) e Palheta (em Muaná). A ideia é replicar de modo que mais comunidades ribeirinhas tenham esse tipo de tecnologia.
Já o SESCOOP/PA atuará na organização da produção, com o objetivo de fomentar a verticalização produtiva na própria região. A base da economia local é o agroextrativismo manejado do açaí. Faz-se a colheita com o mínimo de interferência humana da produção. Fora da safra do açaí, os comunitários produzem mandioca e seus derivados. A intenção é organizar as comunidades para que formem uma cooperativa ou se estruturem para participar de uma já existente.
“Junto com outros parceiros como IFPA, EMATER e EMBRAPA, já estamos sensibilizando a associação local que, por meio da cooperativa, conseguirão estruturar essa diversificação”, explicou o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra.

Após essa organização, também se planeja estimular a intercooperação com outras cooperativas agropecuárias, como a CAMTA. A Unimed Belém também sinalizou interesse de fazer a compra de hortifrutis para abastecer as suas unidades de atendimento hospitalar. A intenção é inserir um selo de responsabilidade da Unimed nos produtos para também estimular os cooperados e funcionários a adquirirem a produção.
“Somos mais de 2 mil colaboradores e 1.800 médicos cooperados que podem também colaborar. Além das unidades que já temos, estamos construindo um novo hospital que vai ter uma grande demanda de consumo de frangos, ovos, entre outros produtos. Por isso é tão importante desenvolvermos a atividade agrícola das comunidades ribeirinhas mais próximas “, reiterou o presidente da Unimed Belém, Wilson Niwa.
O projeto atende 7 dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: Alcançar a segurança alimentar e promover a agricultura sustentável; Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos; Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos; Promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável; Assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis; Conservação e uso sustentável dos recursos marinhos; Proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres.
No planejamento, estão previstas visitas prévias a comunidades para se conhecer a realidade local e se estruturar projetos de inclusão socioeconômica. A intenção é, na entrega dos materiais, levar os cooperados da Unimed Belém por meio do barco, em parceria com a sociedade bíblica, que realizarão atendimentos médicos, revitalização de toda a comunidade com a pinturas das casas, trazer estrutura e implantar os banheiros ecológicos.
“Queremos aliar os benefícios sociais com os econômicos, que é o conceito prático do cooperativismo. A Unimed, como promotora da Saúde, auxiliará com a infraestrutura de saneamento e o SESCOOP/PA com a orientação para a sustentabilidade dos negócios locais. É a combinação perfeita para mudarmos tristes realidades do nosso Estado”, reiterou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
A nova plataforma Sou.Coop está em fase de implementação e será o maior portfólio do cooperativismo brasileiro com a presença de todas as cooperativas participantes do Sistema OCB de Norte a Sul, mas – por conta de todas as dificuldades causadas pela pandemia, a OCB Nacional decidiu estender o prazo para o cadastramento das cooperativas até 30 de outubro.
Isso foi possível devido à permissão da legislação vigente. “A OCB percebeu que as cooperativas estão com inúmeras dificuldades para realizar as suas respectivas assembleias gerais e, por isso, sensibilizou o poder legislativo para regulamentar a Medida Provisória 931 (30/03/2020), que aprovou a Lei n 14.030 (28/07/2020) que amplia o prazo para realização das Assembleias Gerais Ordinárias para até 30 de setembro, excepcionalmente referente ao exercício social 2020, por ocasião da pandemia. Assim, as cooperativas ganharam um novo fôlego para realizar suas AGOs, proceder com o arquivamento de Atos na Junta Comercial e atualização de dados na plataforma”, explica Jamerson Carvalho, Analista de Monitoramento de Cooperativas do Sistema OCB/PA.
A Sou.Coop também servirá como um portal de transparência em que as pessoas poderão consultar se determinada cooperativa é regular ou não com o Sistema, o que permitirá maior agilidade em relação à participação em Chamadas Públicas. “Muitas prefeituras já estão colocando nos editais critérios, como o de estar regular com o Sistema OCB. Hoje, o Sistema OCB/PA figura como uma instituição que respalda a cooperativa, dando mais segurança aos gestores públicos e vice-versa”, ratifica Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA.
Em outubro, o Sistema OCB/PA disponibilizará a primeiro panorama da Sou.Coop com as cooperativas que enviaram os dados cadastrais. “É importante que as cooperativas realizem suas AGOs em tempo hábil para arquivamento da Ata da AGO na Junta Comercial do Estado do Pará. Com as mudanças regimentais, só poderemos atestar a regularidade da cooperativa, se estiver adimplente financeira e documentalmente até o dia 30 de outubro”, enfatiza Raiol.
Para se cadastrar ou atualizar, as cooperativas devem ter em mãos todas as informações e documentos necessários. No Pará, a unidade estadual é a única que fará o cadastramento para as cooperativas.
“Como é o primeiro ano de aplicação da plataforma, vamos fazer o cadastramento das cooperativas com o objetivo de salvaguardar todo o processo, mas é imprescindível que as elas entrem em contato o mais rápido possível e nos enviem todos os dados”, reforça Carvalho.
Segundo determinação da OCB Nacional, todas as unidades estaduais só poderão emitir a Certidão de Regularidade às cooperativas que cumprirem todos os requisitos legais, fornecerem as informações atualizadas, os recolhimentos de contribuições e taxas.
Os documentos que as cooperativas devem repassar são:
- Ata da Assembleia Geral Ordinária ou Extraordinária;
- Balanço Patrimonial;
- Demonstração de Resultado de Exercício das Sobras ou Perdas (DRE);
- Estatuto Social vigente.
A partir de 2021, a própria cooperativa fará a atualização direto na base de dados da plataforma e terá de fazer a atualização vinculada ao Sistema OCB.
Participação no PIB
As informações da Sou.Coop irão compor a 3ª edição do Anuário do Cooperativismo em que, além de mostrar de maneira mais real o cenário do segmento, trará pela primeira vez de que forma as cooperativas contribuem para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. “Isso irá evidenciar a importância do nosso trabalho, tanto o mercado quanto a gestão pública, que passarão a olhar de uma maneira mais estratégica e como uma oportunidade para a geração de renda e emprego”, finaliza Raiol.
Mais informações: (91) 99299-2798 /

O objetivo é unir expertises para acelerar o crescimento das cooperativas no Estado
Com o Termo de Cooperação Técnica, tanto o Sistema OCB-SESCOOP/PA quanto o SEBRAE/PA reforçam a parceria e reafirmam o compromisso com o desenvolvimento e o fortalecimento dos empreendimentos individuais e coletivos, como é o caso das cooperativas. Nessa perspectiva, a primeira ação é mapear e facilitar o acesso das cooperativas aos mercados institucionais nos municípios, em especial aos relacionados ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).
Nesta primeira etapa, as instituições estão organizando as informações estratégicas para a proposição de um plano de ação. “Criamos um grupo de trabalho para levantar as informações, as necessidades prioritárias e o alinhamento de trabalho em que cada um de nós e trocaremos experiências para fazer essa parceria gerar os melhores resultados”, ressalta Rubens Magno, superintendente do SEBRAE/PA.
Dados da pesquisa feita pelo SESCOOP/PA em abril indicaram que os contratos mais estáveis estão relacionados aos mercados institucionais de gestão pública. No caso do PNAE e do PAA, 84% das cooperativas agro participavam de alguns desses programas, mas com a pandemia, 75% dessas cooperativas estavam com contratos travados. “Esse número é preocupante. Além do SEBRAE/PA ter uma importante atuação quando se fala em geração de negócios, mantém um setor dedicado ao acesso desses mercados, tanto para facilitar a inserção de fornecedores locais quanto para orientar os gestores municipais”, explica Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB-SESCOOP/PA.
Nos últimos 8 anos, o SESCOOP/PA tem investido em organizar o máximo de informações possível sobre o cooperativismo paraense e de produção de conhecimento e tecnologias sociais, que colaborem com o desenvolvimento das cooperativas em seus locais de atuação, a exemplo dos Seminários Agro; participação em eventos científicos – como o SICOOPES, do Instituto Federal do Pará Campus Castanhal; desenvolvimento de metodologias próprias, como o Programa de Aprimoramento da Gestão Cooperativista (GESCOOP), que foi nacionalizado em 2018; a matriz da cooperação; o lançamento bianual do Diagnóstico do Cooperativismo (Diagcoop); a série de MBAs em Gestão de Cooperativas em Belém e Santarém; a 1º turma de Mestrado Profissional voltado para as cooperativas do ramo agropecuário; a Feira de Negócios do Cooperativismo (considerada a primeiro do Brasil neste segmento); e as oficinas práticas direcionadas ao PNAE e PAA.
Em julho, o SEBRAE/PA realizou uma pesquisa para verificar o impacto da pandemia nos pequenos negócios. Os resultados ilustram bem a realidade: 70% precisaram implantar mudanças; 79% tiverem os rendimentos reduzidos; 33% passaram a vender online; 20% em delivery e 25% para o cliente final.
Portal
Em setembro, o SEBRAE/PA irá lançar um portal de Compras Públicas do Pará, onde serão disponibilizados editais, informações de acesso, agenda de cursos e treinamentos para os pequenos empreendedores e gestores públicos. “O nosso objetivo é sempre incentivar os mercados locais, fazer com que cidades tenham uma economia girando e gerando qualidade de vida para as pessoas. A partir desse Portal, ficará mais fácil também para as cooperativas acessarem as informações em um só local. Hoje, essas informações estão disponíveis, mas dispersas. Com o Portal, será bem mais fácil”, enfatiza, Magno.

Uma cidade limpa e sustentável começa dentro de casa, quando cada um faz a sua parte. Esse é um dos diferenciais das cooperativas de reciclagem, que promovem práticas de responsabilidade ambiental. A COCAVIP, por exemplo, estimula o descarte correto de resíduos, sensibilizando comunidades onde implanta a coleta seletiva.
A cooperativa executa diversos projetos de sensibilização, em especial em condomínios. Ao iniciar o trabalho da coleta seletiva, são feitas palestras de orientação aos moradores sobre as formas de separação de resíduos orgânicos, resíduos sólidos e a importância da reciclagem para o meio ambiente.
Caso o condomínio não possua espaço próprio de coleta seletiva, a COCAVIP faz a cessão de bigbags para fazer o descarte dos resíduos. Orienta-se, inicialmente, a separar o lixo seco (resíduos sólidos) do molhado (restos de comida e resíduos de banheiro). Também são distribuídos aos moradores folders educativos.
“Temos parceria com vários condomínios em que já implantamos a coleta seletiva. Buscamos sempre fazer um trabalho sério, garantindo todas as condições para os nossos cooperados. Já chegamos, por influências políticas, a perder algumas parcerias. No entanto, os síndicos, ao verem que não se mantém o mesmo nível de profissionalismo, acabam voltando para a COCAVIP”, comentou a presidente da cooperativa, Nádia Luz.
A presidente ressalta que, além do trabalho de conservação ambiental, o grande diferencial das cooperativas de reciclagem é a oportunidade de transformação de vida dos catadores. Organizados por meio do cooperativismo, conseguem ter melhores condições de trabalho, gerando renda e emprego com a matéria prima reciclável.
Todos os cooperados são equipados com luvas, máscara e bota, devidamente uniformizados e identificados. “Também buscamos sensibilizar a comunidade sobre o quanto é importante vestirem a camisa da reciclagem, porque é de onde os catadores conseguem o seu sustento. São trabalhadores que, outrora, estavam em maior vulnerabilidade atuando sozinhos. Com a cooperativa, temos melhor infraestrutura, parcerias comerciais e maiores possibilidades de trabalho”, completou Nádia.
A Cooperativa de Trabalho de Catadores de Materiais Recicláveis Visão Pioneira de Icoaraci (COCAVIP) possui 70 cooperados e atua há 8 anos. Anteriormente, os catadores estavam organizados em associação ou atuavam isoladamente. A cooperativa surgiu da necessidade de uni-los para poderem atender a demanda da Prefeitura para a reciclagem no município.
A COCAVIP preza sempre pela regularidade perante os órgãos de regulação da atividade. Além do registro no Sistema OCB/PA, que é a entidade responsável pela organização das cooperativas no Estado, também está regular junto à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMAS), possui certidão negativa tributária federal trabalhista e Declaração de Destinação Final de Resíduos.
A cooperativa também possui o selo de “Amigo do Meio Ambiente” da Prefeitura Municipal de Belém, em reconhecimento à sua contribuição para a conservação da cidade. Outro fator relevante para parcerias comerciais são as contas bancárias que a COCAVIP possui na SICOOB Unidas, BASA e BANPARÁ.

“Acompanhamos a cooperativa com os nossos programas de formação profissional, monitoramento e promoção social. Tem desenvolvido suas atividades de forma regular, sendo uma das referências do segmento no Estado. Como entidade máxima de representação do cooperativismo, continuaremos apoiando e dando todo o suporte”, reiterou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
A Cocavip atende o centro de icoaraci e os bairros Maracacuera, Ponta Grossa, Paracuri I e II, Agulha, Campina, Águas Negras, Fé em Deus, Parque Verde, Satélite, Maguari, Tenoné, Tapanã, Pratinha I e II, Tapajós, Artur Bernardes, Augusto Montenegro, Rua da Yamada, Entroncamento, Cabanagem e Benguí.
Para agendar coleta seletiva no seu bairro, basta entrar em contato com a diretoria da cooperativa, enviar endereço e nome para contato. Inicialmente, também se solicita o envio de foto do material para orientação prévia.
Serviço: Zap da Coleta Seletiva (91) 99170-2977
No total, 22 espécies amazônicas foram plantadas
Como parte da primeira fase do projeto de arborização do Parque Urbano Belém Porto Futuro, o Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), realizou o ato simbólico para o plantio de 22 árvores no Parque. O evento contou com a presença do governador do Estado, Helder Barbalho, da titular da Secult, Úrsula Vidal, Sistema OCB/PA e demais entidades empresariais paraenses que estão contribuindo com a ação de intervenção paisagística.
No total, serão 180 espécies do bioma amazônico doadas ao novo espaço de cultura e lazer de Belém. A iniciativa está sendo coordenada pela Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa), em cooperação com Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) e Universidade Federal do Pará (UFPA), em uma parceria com o Sistema OCB/PA e mais de 19 entidades e associações empresariais do Pará.
Segundo a secretária de Estado e de Cultura, Úrsula Vida, essa parceria com as entidades empresarias é “belo exemplo”. “Quando se arboriza um espaço, ele se torna mais útil por mais tempo, por gerar mais sombra e conforto para as pessoas. Essa atitude mostra que a nossas entidades empresariais estão disposta a participar de deste tipo de projeto, que é compartilhado e que dá mais verde para a cidade e mais qualidade de vida para a nossa gente”, explicou.
Para o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, essa união afirma que a cooperação está em todo o lugar e precisa ser valorizada. “Precisamos valorizar e ampliar a nossa identidade amazônica. Este ato mostra de maneira geral que os empreendedores paraenses estão cada vez mais atentos a isso e que as cooperativas também fazem parte desse contexto. O Parque Urbano Belém Porto Futuro representa hoje um novo olhar sobre a nossa capital e um novo tempo para crescermos e inovarmos todos juntos”, enfatizou.
O presidente do Sistema Faepa, Carlos Xavier, considerou o ato como uma forma de mostrar o novo momento que o Estado vive. “Estamos em um momento único e contamos com o cooperativismo para reforçar e nos ajudar nesse caminho. Isso aqui representa, sobretudo, a união que estamos construindo com as entidades e com o poder público estadual e federal. Não tenho dúvida que vamos alcançar o nosso objetivo que é fazer a transformação da sociedade paraense e isso só se faz através da produção e da união”.
Rubens Magno, superintendente do Sebrae/PA, avalia o evento como o resultado de um processo de participação e de crescimento. “Acreditamos que o governo é um grande comandante da gestão geral, da federação, dos estados e do município, mas o empresariado é um dos principais atores desse processo. É muito importante que tanto os grandes como os pequenos negócios estejam presentes em um projeto como esse, porque faz com que a economia gire e beneficie toda uma cadeia produtiva”.
Serviço: O Parque Urbano Belém Porto Futuro está localizado na Trav. Quintino Bocaiúva, 66, bairro do Reduto. Funciona de 6h até 22h, de domingo e a domingo. Entrada franca.
Veja o álbum completo de fotos na nossa página do Facebook ou clique aqui.

Parceria com o Sistema Faepa, ato simbólico de plantio de árvores no Porto Futuro, conquistas de cooperativas que receberão mais de 3 milhões pelo PAA e 2ª Feira de Negócios do Cooperativismo paraense foram destaque na mídia dessa semana. É o cooperativismo paraense ganhando cada vez mais força no cenário estadual.

Inaugurada na última quarta (19), a agência é a primeira unidade da instituição financeira cooperativa no município, que fica a cerca de 400 km da capital, Belém, e tem uma população estimada em 60 mil pessoas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ulianópolis é a 12ª cidade do Pará a ser atendida pelo Sicredi, na área de atuação da Cooperativa Sicredi Sudoeste MT/PA. Com a inauguração, a cooperativa chega a 39 agências, distribuídas em solo paraense e mato-grossense, onde está em 19 cidades.
Esta é a 4ª agência inaugurada pela cooperativa neste ano. Antes dela foram abertas agências em Tangará da Serra (MT), Abel Figueiredo (PA) e Porto Estrela (MT). Também foram reinauguradas agências em Tomé Açu (PA) e Nortelândia (MT). Até o fim do ano serão inauguradas agências em Ourilândia do Norte e Santana do Araguaia, ambas no Pará. “Queremos levar o cooperativismo a mais municípios, a mais pessoas, para elas serem beneficiadas não só pelas vantagens financeiras, com taxas de juros competitivas e distribuição de resultados, mas também pelas mudanças sociais. Queremos ajudar os municípios a melhorarem suas realidades socioeconômicas”, comenta o presidente da cooperativa, Antonio Geraldo Wrobel.
Com seu jeito simples, próximo e ativo, o Sicredi oferece mais que produtos e serviços financeiros, ele tem a capacidade de unir pessoas para o mesmo propósito, que é o desenvolvimento local. Realiza projetos e programas sociais que beneficiam toda a comunidade como o Programa A União Faz a Vida, que atende alunos das escolas públicas e privadas com uma metodologia de ensino baseada na cooperação e cidadania; o Fundo Social, que beneficia com recursos financeiros projetos sociais desenvolvidos na comunidade, além das ações do Dia C e de educação financeira.

Ulianópolis tem a economia voltada ao agronegócio com destaque para a pecuária de leite e de corte, além da criação de aves e suínos. Na agricultura é forte na produção de grãos e de cana-de-açúcar. “Com uma vocação econômica forte no agro, o Sicredi chega para ajudar os produtores rurais com crédito rural e outras linhas para melhoria nas suas propriedades. Empresas do comércio, indústria e serviços também recebem atenção especial na nossa agência, assim como as pessoas físicas, com atendimento consultivo”, afirma o diretor-executivo da cooperativa, João Coelho.
Ele ainda acrescenta que uma agência no município ajuda a atrair investidores, o que vai ao encontro dos planos da prefeitura municipal. A prefeita Neuza Pinheiro afirma que a agência do Sicredi em Ulianópolis cria uma nova esperança para a comunidade. “Sem agência bancaria, a população ficava sem condições de fazer movimento financeiro na cidade, tendo que ir para outros municípios, e isso dificulta muito a vida da população tanto do comercio, do empresário e dos agricultores. Com a agência Sicredi, ela vem para melhorar a economia local, tras uma nova expectativa para a população, em ter uma instituição financeira em casa e com um atendimento próximo. Nós só temos a agradecer, e essa satisfação é unanime, todos os investidores estão felizes porque sabem que com a abertura da agência Sicredi, vai melhorar a economia do município e ela se continuará sendo aquecida”, afirma a prefeita de Ulianópolis.
A agência de Ulianópolis fica na avenida Presidente Vargas, n° 855, no centro da cidade. Até então, a agência usada pela comunidade era a de Dom Eliseu, distante 60 km ou Paragominas, localizada há 100km de distância. Foi projetada para oferecer a melhor experiência aos associados, já que a estrutura proporciona a sensação de “estar em casa” a quem precisa de atendimento presencial.

Aliando as expertises da FAEPA na organização do setor produtivo agrícola e do Sistema OCB/PA no desenvolvimento de cooperativas, o termo visa fomentar o fortalecimento da agricultura familiar e do agronegócio. Em reunião na última quarta (19), foram definidas as atribuições das entidades na parceria.
Foram traçadas estratégias para se construir ações conjuntas em prol do segmento. Na oportunidade, participaram o presidente do Sistema Faepa, Carlos Xavier, o assessor técnico Sindical, João Conceição Filho, juntamente com o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, o superintendente Júnior Serra e o analista de Desenvolvimento, Deivison Pinheiro.
Um dos principais desdobramentos é o acesso das cooperativas vinculadas ao Sistema OCB/PA ao Programa Negócio Certo Rural. São desenvolvidas ações de aprimoramento da gestão no campo. com conceitos de empreendedorismo, planejamento e administração. As atividades subsidiam um Plano de Negócio bem estruturado. A finalidade é contribuir para a melhoria da gestão da propriedade rural e planejamento de novas oportunidades de negócios.
“O programa vem ao encontro de uma necessidade que já identificamos nas nossas cooperativas de trabalhar o planejamento e a gestão da produção nas propriedades rurais. É uma prática fundamental para o aumento da capacidade produtiva, assim como para a estruturação de novos mercados que exigem um nível de organização maior”, explicou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
A Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa) irá disponibilizar ainda meios e recursos para a promoção e incentivo à expansão do conhecimento cooperativista nas ações desenvolvidas; divulgar e dar ampla publicidades das soluções de orientações e capacitações oferecidas.
Já o Sistema OCB/PA, como algumas de suas atribuições, deverá fornecer capacitação em cooperativismo; implementar e alinhar os seus programas com os projetos desenvolvidos pela FAEPA; divulgar e dar ampla publicidade das soluções em orientações e capacitações oferecidas. Uma das principais ações será a ampliação do INCUBCOOP, programa do Sistema OCB/PA que fornece assessoria contábil, administrativa e financeira às cooperativas.
O termo de cooperação técnica está em fase final de elaboração. Será incluída ainda a participação do Sistema OCB/PA no Programa “PROPARÁ – Agronegócio Competitivo”, que busca ampliar a produção, preservando o meio ambiente por meio de tecnologias e soluções inovadoras.
“O Pará tem tudo para ser igual aos estados de São Paulo e Paraná juntos, com 43 milhões e 500 mil hectares para produzir com respeito à floresta. Esse é o nosso objetivo com o PROPARÁ e queremos a contribuição do Sistema OCB/PA na sua expertise cooperativista”, afirmou o presidente do Sistema Faepa, Carlos Xavier.
A 2º Fencoop será em abril de 2021, na Estação das Docas

Com quase tudo pronto, às vésperas para a realização da 2ª edição da Feira de Negócios do Cooperativismo, o mundo parou. Em março, a Organização Mundial de Saúde declarou pandemia da Covid-19. Aos poucos, a vida começa a se adaptar e os projetos do Sistema OCB/PA também precisaram passar por uma série de adequações. Foi o que ocorreu com a 2ª Feira de Negócios do Cooperativismo (Fencoop), que seria de 1º a 3 de abril. Após decisão do Conselho de Administração do SESCOOP/PA e validação do Conselho de Administração da OCB/PA, decidiu-se por prezar pela segurança de todos os participantes, reprogramando o evento para os dias 22, 23 e 24 de abril de 2021, também na Estação das Docas, em Belém.
A Feira é a primeira no Brasil centrada em negócios de cooperativas. Em 2019, foram mais de 5 mil pessoas a usufruírem da exposição de produtos e serviços, programação cultural e prospecção de novos negócios. No total, a 1ª Fencoop movimentou R$ 2,3 milhões em negócios. Do volume de negócios gerados, 26% foram acima de R$ 50 mil, 4% até R$ 40 mil, 18% até R$ 30 mil, 26% até R$ 10 mil e 26% de negócios gerados até R$ 1 mil. Outro dado importante foi à geração de oportunidade de negócios futuros para 96% dos expositores. A cooperativa agro COOPRIMA foi uma das que aproveitou para ampliar as vendas. “Conseguimos fechar uma remessa de cachaça de jambu para a Bahia e apresentar para vários varejistas do Estado”, comentou a presidente da COOPRIMA, Joelma Nunes.
Segundo o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, por se tratar de um evento de grande proporção, o Sistema OCB/PA julgou melhor reprogramá-lo para 2021. “Este ano a Feira seria muito maior. Enquanto que na 1ª edição foram mais de 5 mil participantes, para esta estava previsto o dobro. Investimos em concentrar vários prismas da realidade cooperativista em um só local, desde a apresentação direta das cooperativas, de seus produtos e serviços, rodada de negócios entre as cooperativas e instituições públicas e privadas, à divulgação de conteúdos científicos produzidos por pesquisadores locais e um pesquisador da Universidade de Alicante, da Espanha”, explica.
Na exposição, estarão 52 cooperativas dos segmentos agro, trabalho, produção de bens e serviços, transporte, saúde, crédito, educação, mineração, turismo, reciclagem e energia. Também contaria com uma programação científica, com a realização do 1º Encontro Paraense de Pesquisadores do Cooperativismo (EPPC), e com debates para as cooperativas agro, com o Seminário do Cooperativismo Agropecuário.
Os dois eventos também precisaram ser reprogramados. O 1º EPPC será nos dias 17 e 18 de setembro em formato online, por meio da plataforma Microsoft Teams. As inscrições foram reabertas e continuam gratuitas. “Foi um grande desafio para nós adequarmos um evento que estava pronto para acontecer, mantendo o mesmo espírito acadêmico, engajamento e ‘presença’ online. É um evento que sonhamos junto de cada participante para mostrar o resultado de cada um. Certamente, o estudo do cooperativismo será antes e depois do EPPC”, comentou Melize Borges, coordenadora geral do EPPC do Sistema OCB/PA.
Já o Seminário do Cooperativismo Agro está em fase de estruturação. Logo no início da pandemia, o Sistema OCB/PA realizou um levantamento e que apontou para um cenário novo. “Precisamos fazer frente a essa nova demanda e investimento em mais parcerias para facilitar a estabilidade das cooperativas agro e acesso a linhas de crédito”, explica Raiol.
Dados desse levantamento apontaram para a maior estabilidade dos mercados institucionais. No último dia 10, os representantes do Sistema OCB/PA e do Sebrae/PA se reuniram para tratar sobre como abrir caminho para as cooperativas agro nesse contexto dos mercados públicos. “O Sebrae/PA é um parceiro que vai ampliar os nossos horizontes porque dentro da sua própria estrutura e expertise possui uma vertente dedicada a entrar nesse segmento”, conta o Superintendente do SESCOOP/PA, Júnior Serra.
Sobre as linhas de crédito, serão convidados agentes financeiros para apresentarem suas oportunidades de crédito para as cooperativas, principalmente, destinadas ao capital de giro, tido como uma das principais demandas das cooperativas agro em 2020.
Serão beneficiadas 17 cooperativas da agricultura familiar, injetando-se mais de R$ 3,5 milhões em 16 municípios paraenses

A partir da articulação técnica e institucional do Sistema OCB/PA, 17 cooperativas da agricultura familiar conseguiram acesso ao Programa de Aquisição de Alimentos na Modalidade Compras com Doação Simultânea, da Conab. A ação é desdobramento dos planos emergenciais aos efeitos do Covid-19. O volume total de comercialização ultrapassa R$ 3,5 milhões.
Foram contempladas, entre as cooperativas que retransmitiram projetos anteriores e as que cadastraram novos projetos: COOPABEN, COOPASMIG, COOPRIMA, CCAMPO, COOPAG, COOMAFI, COOPFRA, COOPERURAIM, COOMAC CURUÇÁ, AMAZONCOOP, CASP, SEMENTES DO MARAJÓ, COOPBOA, COAPEMI, COOFAM, COPAVEM e COMAAIP.
No total, será movimentado na economia paraense um valor de R$ 3.541.672,56, atingindo diretamente 491 cooperados e beneficiando 64.907 pessoas que serão atendidas pelas 20 entidades socioassistenciais que receberão os produtos. Será doado mais de mil tonelada de alimentos.
A Compra com Doação Simultânea permite a aquisição de alimentos in natura ou processados. O fornecimento de produtos orgânicos é privilegiado, sendo possível agregar até 30% a mais do valor pago para o alimento convencional.
Na execução pela Conab, as organizações de agricultores entregam os produtos diretamente nas entidades beneficiárias. Neste caso, os recursos financeiros para execução do PAA são repassados pelo Ministério da Cidadania para a Conab, que fica responsável pelo pagamento aos agricultores. No Pará, o SICREDI e o SICOOB são os sistemas de crédito que operacionalizam o recurso.
“Muitos cooperados estavam com sua produção comprometida pela paralisação de contratos institucionais. A merenda escolar era um dos principais mercados e ainda continua estancado em alguns municípios. Por isso, é tão importante garantir esse canal de comercialização. Cumprimos nossa missão técnica, orientando as cooperativas a obterem resultados efetivos, e nossa missão institucional, ao mobilizar parceiros estratégicos”, reiterou o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra.
Em levantamento feito pelo Sistema OCB/PA durante a pandemia do novo coronavírus, identificou-se que 37% das cooperativas tiveram perdas em seus negócios, 31% tiveram suspensão de entrega de produtos e serviços e, para 15%, a principal demanda era o acesso a novos mercados. Com base nas informações, foi traçado um plano de ações para cada necessidade levantada.
Iniciou-se uma articulação institucional com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), junto com a OCB Nacional, a partir de Brasília, para que se iniciasse a liberação de recebimento de propostas nas modalidades ofertas. A Companhia lançou um plano emergencial para garantir, ao mesmo tempo, a comercialização da agricultura familiar e atender instituições socioassistenciais. Foi aberto um canal de comercialização de R$ 11 milhões para compra da agricultura apenas na região Norte.
Foi feito um alinhamento prévio de produtos que poderiam ser acessados pelas cooperativas agro, assim como a verificação de valores. Repassava-se as informações para a Conab, que respondeu quais produtos poderiam ser adquiridos e em que preços haveria viabilidade. Serão comercializados polpas de frutas, legumes, lácteos, hortaliças, entre outros.
Para auxiliar as cooperativas no processo de cadastramento e acesso à modalidade Compra com Doação Simultânea, o Sistema OCB-SESCOOP/PA promoveu uma série de capacitações por meio das empresas NÓS Consultoria, Dinamize e Coletiva, assim como da cooperativa Amazon Focus. Também se fez articulação com técnico da CONAB para participação e orientação nas oficinas.
“Na diagnose prévia via metodologia da Matriz da Cooperação, foram identificados, junto com a CONAB dois desafios principais: o agente financeiro e a qualidade dos projetos. Então promovemos a aproximação das cooperativas de crédito para a intercooperação e, a partir das capacitações, oficinas, mentorias e workshop, preparamos as cooperativas agro para ampliar a assertividade dos projetos submetidos. O resultado foi bastante expressivo”, explicou o consultor e sócio da NÓS Soluções Sustentáveis, Andreos Leite.
Os módulos trabalhados repassaram o passo a passo de como elaborar as propostas para participação, assim como auxiliaram no processo de retransmissão, atendendo aos critérios e pontuações. As oficinas iniciaram em maio e seguiram ao longo do mês de junho. Participaram 17 cooperativas. Destas, 76% foram contempladas com projetos aprovados. Também foi promovido o Workshop Cooperativista Online de Compras Públicas para o segmento agropecuário, que também teve participação da Conab e da OCB Nacional.
“É uma conquista extremamente importante para as cooperativas, pelo contexto e cenário de crise que estava se desenhando durante a pandemia. É mais uma prova de que, em momentos de crise, o cooperativismo se supera pela capacidade de unir pessoas em um mesmo objetivo. Agradecemos aos parceiros que contribuíram para este sucesso, como a CONAB e OCB Nacional”, completo o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

O último prazo para as cooperativas realizarem o cadastro no SouCoop e manterem sua regularidade no Sistema OCB/PA será até o dia 21 de agosto. Seguindo os requisitos do Estatuto Social da OCB, as unidades estaduais apenas poderão emitir Certidão de Regularidade às cooperativas que, além de cumprirem com suas obrigações financeiras de recolhimento das contribuições e taxas devidas, também cumprirem com o fornecimento das informações cadastrais e documentais atualizadas.
Os documentos que as cooperativas devem repassar anualmente no aspecto contábil são o Balanço Patrimonial e a Demonstração de Resultado de Exercício das Sobras ou Perdas (DRE), Estatuto Social vigente e a Ata da Assembleia Geral que elegeu a Diretoria e o Conselho Fiscal. Além da informação documental, é necessário enviar informações cadastrais atualizadas, como o telefone para contato e e-mail da diretoria e apresentar os números do quadro social e funcional referente aos cooperados e empregados, inclusive dividindo-os por gênero.
“Reforçarmos a necessidade de realização das Assembleias Gerais e da sua devida prestação de contas. Posteriormente, o envio das informações atualizadas é indispensável para que as cooperativas possam estar regulares junto ao Sistema OCB/PA. Com as mudanças regimentais, agora somente poderemos atestar a regularidade da cooperativa, se estiver adimplente financeira e documentalmente”, enfatizou o analista de desenvolvimento de cooperativas do Sistema OCB/PA, Jamerson Carvalho.
Toda a documentação e informações devem ser encaminhadas por e-mail. Neste ano, a equipe técnica do Sistema OCB/PA receberá as informações e fará o cadastramento no Sou.Coop. A partir de 2021, a própria cooperativa terá acesso à base de dados da plataforma e terá de fazer a atualização vinculada ao Sistema. Desta maneira, também demonstraremos a força e organização do cooperativismo paraense com informações e dados que serão apresentados no *Anuário do Cooperativismo Brasileiro-2020.
Além de ser uma exigência para se emitir o certificado de regularidade, o processo garante a participação das cooperativas em chamadas públicas e processos licitatórios que requisitam a documentação. De forma sistêmica, as informações também são relevantes para o diálogo com parceiros estratégicos e para a representatividade do setor, revelando sua expressividade socioeconômica no Estado.
“Já acompanhamos diversas cooperativas que foram exitosas em processos licitatórios por terem a comprovação documental do Sistema OCB/PA. São mercados institucionais importantes que representam a base do orçamento de muitas singulares. Outro ponto importante é a possibilidade de fazermos o Diagnóstico do segmento no Estado, mostrando aos poderes públicos e à comunidade geral quem nós somos”, reiterou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Cumprindo-se o cadastramento no Sou.Coop, a cooperativa também continuará utilizando as soluções de desenvolvimento do Sistema OCB/PA, como formação profissional, monitoramento, assessoria contábil, assessoria jurídica, programas de fomento a mercado, feiras de exposição e seminários, representação política e sindical.
É importante seguir os prazos determinados para a realização das Assembleias Gerais Ordinárias (AGOs) que, de acordo com Resoluções da OCB Nacional e do Departamento Nacional de Registro Empresarial e Integração (DREI), deve ser até 31 de julho. A orientação é que se realize a AGO antecipadamente, para garantir o tempo hábil do processo na Junta Comercial do Estado do Pará (JUCEPA).
“Fique atento, o não fornecimento de informações e documentos relacionados ao exercício de 2019 até o prazo estabelecido, não permitirá a atualização de sua cooperativa na Plataforma Sou.Coop, cujo prazo é até o dia 10 de agosto. Em caso de não fornecimento dos dados para a plataforma, a cooperativa estará em situação de irregularidade e consequentemente poderá ter sua demanda não atendida, nem ter acesso aos programas e benefícios do Sistema OCB/PA”, reforçou Jamerson Carvalho.
Mais informações:
(91) 98883-0856

A área de promoção social foi um dos destaques com 3.625 beneficiados em ações do Dia de Cooperar, que arrecadou cestas básicas para cooperativas em situação de vulnerabilidade. No total, foram 297 ações em junho, 2.620 pessoas atendidas e 7.944 beneficiários diretos e indiretos.
A área de monitoramento segue como destaque com 206 ações no mês. Foi feito o contato com as cooperativas regulares no Sistema OCB/PA para estruturação de pesquisa para diagnóstico das características gerenciais das cooperativas paraenses, especialmente os sistemas de controles, gestão da inovação e estruturas de governança.
Também foram prestadas orientações técnicas, legais e contábeis às cooperativas, abrangendo a elaboração de atas de Assembleias Gerais Ordinárias e Estatuto Social, procedimentos a serem adotados para arquivamento na JUCEPA.
Mesmo em meio à pandemia, também houve muitas solicitações para registro de cooperativas na entidade. No total, foram 20 aplicações do Programa de Orientação Cooperativista (POC), tanto no acompanhamento inicial de grupo interessados em empreendedor por meio do cooperativismo, quanto visitas técnicas in loco para registro no Sistema OCB/PA.
Na área de fomento a mercado, a principal ação foi o lançamento do aplicativo ComprasCoopPA no dia 04 de julho, em na Feira da COOPERURAIM em Paragominas. A ferramenta é uma oportunidade para comercialização de produtos das cooperativas com maior agilidade e segurança.
“É um momento histórico que vai ser lembrado. Aqui, novamente, em Paragominas, estamos fazendo a diferença. É um município referência não só para o agronegócio empresarial, mas também familiar. Será um modelo para o restante do Brasil e do Pará”, explicou o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra.
Já na representação política, o Sistema OCB/PA promovendo visita técnica com a deputada estadual professora Nilse Pinheiro às sedes da COOPERNORTE e SICREDI Sudoeste MT/PA. O objetivo é criar um plano de trabalho com as demandas políticas prioritárias para a Frente Parlamentar em Defesa do Cooperativismo (FRENCOOP/PA).
“No nosso planejamento previsto, faremos visitas técnicas em outros municípios para que os representantes do Pará no âmbito político conheçam de perto a realidade das cooperativas”, reiterou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
No âmbito da Promoção Social, julho foi o mês de distribuição dos materiais arrecadados com destaque para parcerias interinstitucionais. O SEBRAE/PA fez a mobilização com a Central dos Movimentos Populares que firmou parceria com a UNICEF para atendimento a comunidades vulneráveis no Pará. A CMP também tem apoio da Cruz Vermelha Paraense, que também auxiliou nas entregas dos materiais. O SEBRAE/PA disponibilizou um caminhão para o transporte às cooperativas localizadas em Belém, Ananindeua e Icoaraci.
“Vimos a ação de fato, a união e a entrega desses produtos. É isso que a sociedade precisa: de ação. O Sistema OCB/PA é um parceiro nesse caminho do desenvolvimento do nosso Estado”, afirmou Rubens Magno, superintendente do Sebrae-PA.

Essa semana, destaque para a parceria entre o Sistema OCB/PA com o Projeto Biotec Amazônica, que incentiva a bioeconomia, a visita da presidente da FRENCOOP/PA, deputada estadual Nilse Pinheiro a cooperativas de Paragominas e ao trabalho da cooperativa de reciclagem COOTPA, de Ananindeua.