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Segundo o Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), houve queda de 50% nos valores pagos pelos resíduos durante a pandemia. Somada à queda na quantidade de coleta, a vulnerabilidade entre os catadores ficou ainda mais acentuada.
Em artigo publicado pelo deputado federal Arnaldo Jardim (SP), integrante da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), e pelo presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alumínio, Cátilo Cândico, tratou-se sobre o assunto, que já que impacta as cooperativas de catadores de materiais recicláveis.
Segundo dados da Análise Econômica do Sistema OCB, em 2017 havia 1.153 associações e cooperativas de reciclagem no país. Juntas elas congregavam 28.880 catadores de resíduos sólidos. Já o Censo de 2010 indicava que no país havia cerca 400 mil catadores. O Sistema OCB congrega 97 dessas cooperativas. Os catadores foram profundamente afetados pela Covid-19, pois suas atividades foram interrompidas em função das medidas governamentais.
De acordo com o documento, muitos municípios suspenderam a coleta seletiva e o repasse dos valores de convênio ou contrato às cooperativas. Em 2018, dos 1.322 municípios brasileiros que realizavam a coleta seletiva, 52,87% contratavam associações ou cooperativas (SNIS, 2019). Como consequência, os problemas financeiros - que já eram sentidos em função do fechamento de fábricas recicladoras e grandes geradores, foram potencializados.
Em Belém, por exemplo, a cooperativa Concaves, que possui convênio com a prefeitura, possuía um volume semanal de 20 a 25 toneladas de material coletado. Agora, caiu para 12 toneladas. Com isso, a renda dos catadores também caiu em 50%.
Com esse aumento da vulnerabilidade frente à pandemia da Covid-19, o Sistema OCB em âmbito nacional atuou para incluí-los como público beneficiário da renda emergencial. Em relação à Unidade Estadual, o Sistema OCB/PA está coordenando a campanha Dia de Cooperar, que em 2020 será voltada para as cooperativas que enfrentam maiores dificuldades neste período, especialmente as de reciclagem.
ARTIGO
Confira aqui a opinião do deputado Arnaldo Jardim e do presidente Abralatas sobre a situação desse setor.
Fonte: Poder 360

A extensão da crise causada pela pandemia do novo coronavírus levou um número maior de empreendedores a buscar empréstimo para manter o negócio. Pesquisa do Sebrae com a Fundação Getúlio Vargas mostra que as cooperativas lideram na concessão de empréstimos (31%), depois aparecem os bancos privados (12%) e os bancos públicos (9%).
De acordo com o levantamento, cresceu em 8% o número de empresários que buscaram crédito entre 7 de abril e 5 de maio. Apesar da maior procura, só 14% das pequenas empresas que solicitaram crédito tiveram sucesso. Embora a maioria tenha recorrido a bancos públicos e privados, a pesquisa revela que as cooperativas de crédito lideram a concessão de crédito para os pequenos empreendedores.
Entre as pequenas empresas que buscaram crédito, 88% procuraram uma instituição bancária. Os mais demandados, desde que a crise do coronavírus começou, foram os bancos públicos (63%), seguidos dos bancos privados (57%) e das cooperativas de crédito (10%). Analisando a taxa de sucesso dos pedidos, as proporções se invertem. As cooperativas lideram na frente de bancos privados e de bancos públicos.
Para o presidente do Sistema Ocesp, Edivaldo Del Grande, os dados demonstram o compromisso das cooperativas com o desenvolvimento de suas comunidades. “As cooperativas tendem a crescer ainda mais em importância na crise. Ao longo da história sempre foi assim, e agora não está sendo diferente”, comenta.
A pesquisa do Sebrae, realizada entre 30 de abril e 5 de maio, ouviu 10.384 micro e pequenas empresas e microempreendedores individuais (MEI) de todo o país. Destes, 58% dos negócios tiveram o pedido negado pelas instituições financeiras e 28% ainda aguardam uma resposta.
O levantamento indica uma tendência de que os pequenos negócios evitam buscar crédito no mercado. Mesmo com quase 90% das empresas do segmento terem tido uma queda no faturamento, a maioria dos empresários (62%) não solicitou um empréstimo desde que a crise começou em março.
IMPACTOS NAS PEQUENAS
A pesquisa do Sebrae mostra que quase todos os pequenos negócios foram afetados pela pandemia. Com o isolamento recomendado, 44% dessas empresas interromperam a operação, pois dependem do fluxo de pessoas. Outros 32% seguem operando com ferramentas digitais e 12% continuam trabalhando mesmo sem acesso a uma infraestrutura tecnológica. Apenas 11% conseguiram manter a operação sem alterações.
A maioria das pequenas empresas, quase 90%, apontou uma queda no faturamento mensal. Na média, a receita foi 60% menor do que no período pré-crise. O resultado, ainda que negativo, é melhor que o identificado nas pesquisas de março e abril, quando a queda havia sido de, respectivamente, 64% e 69%.
Os setores mais afetados foram Economia Criativa, com queda média de 77%, Turismo (-75%) e Academias de Ginástica (-72%). Os que tiveram menor diminuição no faturamento foram Pet Shops e Serviços Veterinárias (-35%), Agronegócio (-43%) e Oficinas e Peças Automotivas (-48%).
Ao todo, 12% dos pequenos negócios ouvidos pela pesquisa relataram terem demitido funcionários nos últimos 30 dias por causa da crise. E 29% das empresas optaram por suspender o contrato dos empregados, enquanto outros 23% deram férias coletivas, 18% reduziram a jornada de trabalho com redução de salários e 8% reduziram os salários com complemento do seguro-desemprego.
Para tentar sobreviver ao período, 29% das pequenas empresas começaram a fazer vendas online, principalmente por meio das redes sociais; 12% dos entrevistados disseram que começaram a gerenciar as contas do negócio por meios de aplicativos e 8% informaram que estão usando serviços de entrega por aplicativo para realizar vendas online.
A pesquisa completa pode ser baixada aqui.
(Com informações da Revista Exame e do Sistema Ocesp)

Para quem era acostumado ao aconchego da proximidade, do calor humano, trabalhar de frente para uma tela não tem sido fácil. No entanto, este momento de pandemia também trouxe oportunidades, possibilidades de inovar, de se reinventar. É o que buscam os professores do Cooperjovem em Santa Izabel, que estão passando por uma série de capacitações promovidas pelo SESCOOP do Paraná e Instituto Sicoob.
Da última quarta (27) até o dia 24 de junho, 180 professores que atuam com o Programa Cooperjovem, tanto no Paraná quanto no Pará, participam de formação. Serão trabalhados os cursos Gestão das Emoções na Atualidade: o COM-TATO está diferente; Educar pela interação: Mediação e Metodologias Ativas; A Escola e a Cooperação: O ensino cooperativo em tempo de novos desafios; Pedagogia da Amorosidade como estratégia para acolher todos os estudantes.
O aplicativo ZOOM é a plataforma que vem sendo utilizada para a transmissão online. Na abertura da programação de cursos, na quarta (27), o tema discutido foi "Educação sem distância: criando situações de presença para a manutenção do nosso bem estar". A Instrutora foi Micheli Cazarolli.
A temática abordou sobre como os professores estão lidando com a situação de distanciamento do ambiente da escola, como trabalhar em casa e manter a proximidade com os alunos através do ambiente virtual. Estimulou-se a uma mudança de olhar, identificando os pontos positivos deste novo momento, tal como a maior proximidade dos pais às escolas, contribuindo para a formação mais integrada dos alunos.
“É interessante discutirmos sobre como estão se adequando à nova realidade. Tomamos um outro rumo e o momento cobra que possamos nos adaptar. Os professores estão tentando se reinventar para manter a proximidade com os alunos e não caírem em produtividade. Mesmo em um momento de dificuldade, podemos ter um olhar mais positivo”, afirmou a técnica de operações do SESCOOP/PA, Melize Borges, que participou da capacitação.
COOPERJOVEM
O Programa fomenta o cooperativismo em parceria com as escolas pela inserção de uma proposta educacional construída com os princípios, valores e a prática da cooperação. O professor recebe uma formação em cooperativismo e material de suporte para trabalhar com o tema cooperação, transitando pelas disciplinas e pelos conteúdos que já tem que ministrar.

O consumo de alimentos por delivery já faz parte do cotidiano, mas a pandemia acentuou a necessidade de adaptação ao modelo. Para auxiliar as cooperativas que produzem bens e alimentos e as que atuam neste transporte, o Sistema OCB produziu um e-book exclusivo para orientá-las neste processo. Confira!
Com as pessoas ficando mais tempo em casa, automaticamente o comércio on-line de todos os tipos de produtos e serviços aumentou. E para não perder vendas, quem ainda não tinha se adaptado teve que correr contra o tempo. Para ajudar as cooperativas nessa corrida, o Sistema OCB lançou a série de e-books “Inovação na Crise”, com dicas fundamentais para as cooperativas inovarem e se adequarem aos novos tempos.
No 7º volume da série, as cooperativas vão aprender a planejar e montar um sistema de delivery e, ainda, a calcular os custos e benefícios para o seu negócio. Além disso, vão também entender melhor como a intercooperação pode ser a chave para o sucesso nesse novo formato de entrega à domicílio.
Baixe aqui o e-book “Delivery: como implantar” e saiba como estruturar esse serviço na sua cooperativa e quais os exemplos de outras cooperativas que têm dado certo!
Os mais de 11 mil estudantes da rede municipal de ensino de Canaã dos Carajás, que se encontram afastados em razão da suspensão das aulas devido à pandemia, estão recebendo cestas contendo produtos da agricultura familiar. Até o final da semana, só a Cooperativa Agroecológica e da Agricultura Familiar de Carajás (Cooafac) terá entregue mais de 1.3 mil kits.
De acordo com o diretor administrativo da Cooafac, Fábio Collins Costa, a produção segue todo o protocolo de higiene das autoridades de saúde para prevenir a covid-19. Os itens são devidamente higienizados, embalados em fita filme e montados os kits. Cada cesta solidária contém uma média de 1 kg cada de abóbora moranga, batata doce, banana prata e mandioca.
O objetivo é que a preparação dos alimentos seja feita em casa, evitando-se aglomerações nas escolas. Por isso, a distribuição tem sido feita de porta em porta pela Secretaria de Educação. A iniciativa também visa garantir a renda dos agricultores familiares do município, por meio da parceria com a Prefeitura.
“Com a suspensão das aulas por conta da pandemia, a produção se perdeu, deixando muitos agricultores desestimulados. Essa ação já demonstra que temos, sim, uma saída para crise, pois ela abre uma oportunidade de trabalharmos com essas cestas para além das escolas. Em meio à crise, podemos nos reinventar e expandir mercados. A prefeitura tem sido uma grande parceira nesse processo”, destaca o diretor da Cooafac.
A ação segue o Projeto de Lei 786/2020, aprovado pela Câmara dos Deputados no final de abril, que garante a distribuição de alimentos para os alunos beneficiados pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) em situações de emergência e calamidade pública.
O programa atende a todos os alunos da rede pública de educação básica e conta com a participação de agricultores familiares como fornecedores de alimentos para as escolas. De acordo com a lei 11.947/2019, as prefeituras e secretarias estaduais de educação são obrigadas a aplicar 30% dos recursos na compra de produtos oriundos da agricultura familiar.
A Cooafac foi fundada em 23 de julho de 2017 e, atualmente, possui 65 cooperados. A cooperativa produz mandioca, banana, milho, entre outros.
Foto: Reprodução Prefeitura de Mogi das Cruzes

O Sistema OCB/PA está adotando uma série de medidas para minimizar os impactos da covid-19 nas cooperativas paraenses. As singulares do ramo agro podem se inscrever no Programa de Aquisição de Alimentos da Conab. Na Ufra, o processo ainda vai abrir. O objetivo é garantir o escoamento das mercadorias em meio à pandemia.
Já foi dada a largada para o Dia C. Neste ano, a campanha vai arrecadar doações para cooperativas em maior vulnerabilidade. E mais uma homenagem para o nosso presidente, Ernandes Raiol, que completou mais um ano de vida na última quarta-feira.
#conab #ufra #diac #responsabilidadesocial #cooperativismo
Buscando disponibilizar soluções que gerem conveniência, o Sicredi, instituição financeira cooperativa com mais de 4,5 milhões de associados, anuncia mais uma funcionalidade em pagamentos eletrônicos. A partir de agora, é possível pagar ou receber valores entre associados da instituição, sem taxas, via QR Code no aplicativo do Sicredi, disponível para smartphones que operam nos sistemas iOS ou Android.
A solução faz parte de uma série de iniciativas do Sicredi que visam proporcionar novas experiências para os associados por meio da tecnologia, além de acompanhar a tendência de digitalização do sistema financeiro. “Também é um estímulo à troca do dinheiro físico por meios eletrônicos, uma nova cultura de pagamentos, mais segura, prática e sustentável que temos incentivado entre os nossos associados”, explica Gisele Rodrigues, superintendente de Soluções de Meios de Pagamento do Sicredi.
A nova opção de pagamento eletrônico do Sicredi está alinhada com as melhores práticas de mercado e faz parte da adesão da instituição ao Sistema de Pagamentos Instantâneos lançado recentemente pelo Banco Central do Brasil e batizado de PIX, que funcionará a partir de novembro deste ano com o objetivo de modernizar transações financeiras no país.
Para utilizar a ferramenta no aplicativo do Sicredi o usuário deve ser um associado da instituição. No aplicativo, basta escolher a opção “Pagamento por QR Code”, direcionar o “QR Code Sicredi” para a leitura dos dados, informar o valor (se necessário) e confirmar o pagamento. Esse tipo de transação é uma alternativa a outros pagamentos como TED, DOC, boleto, cheque e cartões, e pode ser feita entre pessoas em poucos segundos.
“O sistema financeiro vive uma jornada de inovação e no cooperativismo de crédito temos como vantagem o relacionamento mais próximo com os associados, o que nos permite entender melhor as necessidades de cada um para pensarmos em soluções e produtos que possam atendê-los da melhor maneira”, completa Gisele.
A agricultura familiar está sendo bastante afetada pela pandemia de covid-19. Isso porque, com a suspensão das aulas, pequenos produtores perderam uma das principais vias de escoamento: o mercado institucional, para quem fornecia mercadorias para merendas de alunos e servidores. Diante disso, o Sistema OCB/PA está articulando com entidades para minimizar os impactos nas cooperativas do ramo.
Uma dessas parceiras é a Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra). Por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) na modalidade compra institucional, cooperativas poderão oferecer a produção hortifrutigranjeira para a universidade. Singulares interessadas devem mandar os orçamentos pelos e-mails
Farinhas, verduras, legumes e granjeiros serão alguns dos produtos requisitados. O edital de chamada pública ainda será lançado pela universidade e vai seguir os princípios da alimentação adequada e saudável. As singulares do ramo da agricultura familiar deverão elaborar as propostas de venda, de acordo com os critérios de produção e disponibilizando documentação exigida pelo edital, para a apreciação do corpo técnico da Ufra que irá analisar os orçamentos.
A parceria ocorre ainda nos termos do acordo de cooperação técnica entre o Sistema OCB/PA e a Ufra.
Confira a lista de produtos demandados:
- Abobora
- Banana prata
- Batata doce lavada
- Batata inglesa lavada
- Brócolis sem capa, in natura
- Caruru
- Cebola
- Cebolinha
- Cenoura
- Cheiro Verde
- Chuchu
- Couve flor
- Couve manteiga
- Feijão verde
- Jambú
- Laranja
- Limão da casca fina
- Maçã nacional
- Macaxeira
- Mamão Hawaii
- Melancia madura
- Melão especial
- Ovo de galinha
- Pepino japonês
- Pimenta de cheiro do norte ou pimenta cumari do norte
- Pimentão verde
- Quiabo tamanho regular
- Repolho verde
- Salsa
- Tangerina
- Tomate
- Beterraba
- Vagem
- Maniva pré cozida 7 dias
- Farinha grossa de mandioca
Formada por internas do Centro de Reeducação Feminino (CRF), a Cooperativa Social de Trabalho Arte Empreendedora (Coostafe) confeccionou três tipos de máscaras de proteção para serem utilizadas no combate ao novo coronavírus. Ao longo de quase duas semanas, mais de mil máscaras já foram entregues à Secretária de Saúde.
Dentre as máscaras confeccionadas, também foi produzida a do tipo Face Shield, utilizada pelos profissionais de saúde. A ação é coordenada pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap). A entrega foi feita ao Centro Integrado de Inclusão e Reabilitação (CIIR), da Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa).
Mais de duas mil máscaras já foram confeccionadas. Após a primeira entrega, as novas máscaras produzidas são destinadas à equipe de saúde da Seap, que vem prestando atendimentos aos servidores com suspeita ou confirmação da covid-19, aos agentes penitenciários e às próprias internas dos CRFs de Ananindeua e de Marituba.
Os materiais utilizados para a produção das máscaras Face Shield foram doados pelo CIIR. Já as outras confecções, para uso interno da secretaria, são feitas a partir de doações da Coostafe.
“Lá fora, eu sempre trabalhei na área da saúde, sou técnica de enfermagem, trabalhei em farmácia e como distribuidora de medicamentos. Como eu estou privada da minha liberdade, é uma imensa satisfação poder colaborar com essa situação que está acontecendo no mundo. É gratificante, ficamos muito felizes quando recebemos a notícia de que confeccionaríamos as máscaras para ajudar nesse combate”, conta Leilane, uma das custodiadas que trabalha na produção de máscaras.
Além de máscara Face Shield e do modelo de pano tradicional, as internas também confeccionam um terceiro modelo, que se assemelha com os dois tipos já citados. Neste modelo, a máscara possui uma parte de pano, como a convencional, para proteger a região da boca e do nariz, além de uma proteção de plástico que, costurada à parte de pano, fica fixa à frente dos olhos, para diminuir ainda mais a probabilidade de contaminação.
Cerca de 20 custodiadas trabalham na ação e estão munidas de máscaras de proteção. Essas e outras ações estão sendo adotadas e executadas em diferentes unidades prisionais do Estado. Todas com o mesmo objetivo: contribuir para o combate à covid-19.
Fonte: Agência Pará

A pandemia do Covid-19 impactou todos os setores da economia, mas, para alguns, a fonte de renda imediata foi retirada, comprometendo o mínimo para a subsistência. Por isso, a campanha Dia de Cooperar está arrecadando fundos para aquisição de cestas básicas e itens de higienização para cooperativas em maior vulnerabilidade em todo o Estado. As doações poderão ser feitas em pontos específicos ou por meio de transferência bancária.
O lançamento oficial ocorreu na última quarta (20), em live pelo instagram do Sistema OCB/PA. Devido às medidas de restrição, toda a campanha precisou ser remodelada para seguir o formato virtual As doações podem ser feitas diretamente com os itens das cestas básicas ou materiais de higienização nos pontos de coleta que serão divulgados posteriormente.
As doações também podem ser feitas em dinheiro por meio de transferência bancária, que será revestido na compra desses itens. Instituição financeira: Banco Cooperativo do Brasil - 756 Sicoob Cooesa; Agência 4169, Conta Corrente 7.263-0. A campanha seguirá até o dia 04 de julho, quando ocorre a celebração do Dia Internacional do Cooperativismo.
“O Dia C em 2020 terá um formato diferente, mas o princípio continua o mesmo. A cooperação, mais do que nunca, é a saída para superarmos este momento delicado. Por isso, a campanha irá auxiliar as cooperativas em necessidades básicas e urgentes provocadas pela pandemia”, explicou a coordenadora da campanha Dia C, Flávia Gil.
Em Belém, a sede do Sistema OCB/PA ficará disponível para receber as doações após a liberação do lock down. Ainda haverá espaços para recebimento dos itens em Paragominas, Santarém e Parauapebas.
Para identificar quais cooperativas estão em níveis mais delicados de continuidade, a equipe técnica fez um levantamento de cenário do cooperativismo paraense. Um dos segmentos mais comprometidos foi o da reciclagem, que, apesar de permanecerem com a coleta dos resíduos, tiveram uma queda significativa na sua atividade. A Concaves, por exemplo, que atua na coleta seletiva em Belém, recebia em seu galpão cerca de 90 toneladas de materiais reaproveitáveis. Em abril, só 58 toneladas. Também houve perdas de materiais coletados em muitas empresas devido a paralisação.
“Muitos pararam de trabalhar, algumas famílias ficaram sem sustento e há catadores vivendo só de doações. Sei que todos estão encontrando essas dificuldades, mas nós que trabalhamos na rua enfrentamos ainda mais. Com o isolamento total, as pessoas têm se afastado, com medo”, explicou a presidente da Concaves, Débora Baía.
Somente neste segmento, foram identificados mais de 200 cooperados atuantes em 10 cooperativas vinculadas ao Sistema OCB-PA nos municípios de Belém, Santarém, Paragominas, Vigia, Castanhal, Xinguara e Ananindeua. Também foram identificadas outras cooperativas em necessidades urgentes nos ramos da agricultura familiar e transporte. São centenas de famílias que dependem dos recursos dessas cooperativas para a sua sobrevivência.
“É um número significativo de pessoas e tentaremos beneficiar o máximo possível. Para isso, contamos com a cooperação do povo paraense em todos os municípios, principalmente das cooperativas que possuem condições de ajudar no momento. Não há dúvidas que a intercooperação é o que nos fará sair desta situação delicada. Todos juntos cooperando contra a Covid-19”, reiterou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Diversas cooperativas do ramo agropecuário já estão realizando ações que estão enquadradas no perfil da campanha. A Coomflona, por exemplo, doou cerca de 2 mil cestas agroecológicas a famílias em condição de vulnerabilidade social na região oeste do Pará. Já a CAMTA entregou 3 mil toneladas de alimentos para instituições sociais amparadas pelo Governo do Estado.
Outro exemplo foi a Cooperuraim, que distribuiu mais de 300 kits com produtos da agricultura familiar nas comunidades de Aragão e Ouro Preto, no município de Paragominas. Todas as cooperativas que já estão desenvolvendo essas iniciativas devem cadastrar seus projeto no site do Dia De Cooperar: http://diac.somoscooperativismo.coop.br/.
O DIA C
O movimento nacional teve um ponto de partida em 2009, quando o Sistema OCB em Minas Gerais realizou o projeto inovador, desenvolvendo ações de responsabilidade social. O sucesso se tornou um projeto nacional a partir de 2013 com a realização em vários Estados. Em 2019, já são cerca de 1,5 mil cooperativas participantes, beneficiando mais de 2 milhões de pessoas por edição com o trabalho de quase 122 mil voluntários.
Serviço: As doações podem ser feitas nos pontos de coleta que serão divulgados posteriormente ou pela conta corrente 7263-0 / Agência 4169 (Sicoob Cooesa – Banco Cooperativo do Brasil - 756). Para mais informações: 94 99183-9167.
Cerca de 2 mil cestas agroecológicas serão entregues a famílias em condição de vulnerabilidade social na região oeste do Pará. A ação é de iniciativa da Cooperativa Mista da Flona do Tapajós (Coomflona) e visa minimizar os impactos da pandemia de covid-19 a ribeirinhos, agroextrativistas, indígenas e assentados da reforma agrária do território da Floresta Nacional do Tapajós e entorno.
“A importância da ação é contribuir, neste momento em que todo mundo está passando por dificuldade de acessar alimentos e empregos e que há falta de renda e de acesso ao mercado. A cooperativa dá sua parcela de contribuição, trazendo as cestas e fazendo orientações de como se prevenir, orientando as pessoas a permanecerem em casa, para que não tenham perdas maiores por conta da pandemia e para que a própria doença não venha a se expandir na região”, enfatiza o coordenador do projeto e colaborador da Coomflona, Angelo Chaves.
A iniciativa utiliza a produção de 225 agricultores que fazem parte da Coomflona e, também, da CCampo, promovendo a intercooperação e garantindo a comercialização da produção familiar, outro setor bastante afetado pela crise. As cestas são compostas por arroz, feijão, farinha, açúcar, farinha de tapioca, tubérculos frutas da época, hortaliças, castanha da Amazônia e piracuí, além de kit de higiene e limpeza.
“Compramos mais de 20 toneladas de mercadorias da CCampo, movimentando com eles uma economia de cerca de R$ 60 mil para atender as cestas. Essa integração do cooperativismo é muito importante: a cooperativa ajudando outra cooperativa momento”, destaca o coordenador do projeto.
Diversas ações de distribuição de cestas estão programadas e acontecerão nos municípios Belterra, Santarém, Aveiro, Rurópolis e Mojuí dos Campos, com expectativa de atendimento a mil famílias em vulnerabilidade social. A ação beneficiará cada família com duas cestas entregues em etapas diferentes.
O projeto tem o apoio do Banco do Brasil e da cooperativa de crédito Cooperforte, que destinaram recursos à Fundação Banco do Brasil para ações de assistência social, prevenção e combate a pandemia de Covid-19.
A Cooperativa
A Coomflona, fundada em 2005, possui 198 cooperados comunitários e moradores da Flona, e desenvolve atividades relacionadas, principalmente, com o manejo florestal comunitário e sustentável, em uma área de 82 mil hectares concedida pelo governo federal através do ICMBio. Móveis, óleos de andiroba e copaíba, polpas de fruta e madeira em tora são algumas das mercadorias produzidas e comercializadas pela cooperativa.
“A Coomflona nasceu da luta dos comunitário da Floresta Nacional do Tapajós com o objetivo de fazer o manejo dos recursos naturais da unidade de conservação, sempre com o objetivo de valorizar a questão social e ambiental. Nesse momento, um desses pilares que estamos buscando é sustentar, fazer a ação social, valorizando as pessoas, valorizando o povo, dando mais tranquilidade e segurança, buscando sempre fortalecer a questão social do município e de seu território”, finaliza Angelo Chaves.

As ações conjuntas entre a Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos do Estado do Pará e a Polícia Militar para garantir o cumprimento das atividades do ramo transporte durante a pandemia foram destaque no Jornal Diário do Pará. As cooperativas e demais empresas que atuam no segmento intermunicipal, seguindo as recomendações sanitárias, têm continuado suas atividades.
A ação da Coomflona para beneficiar comunidades ribeirinhas e os impactos da pandemia nas cooperativas de catadores também foram notícias.
#coomflona #cooperativasdetransporte #cooperativasdecatadores

Equilíbrio financeiro e segurança jurídica são alguns dos benefícios gerados pelo projeto de incubação das cooperativas, promovido pelo Sistema OCB/PA. Em funcionamento desde agosto de 2019, o Incubcoop vem auxiliando as singulares com menor porte financeiro em suas obrigações fiscais, contábeis, societárias e trabalhistas.
Atualmente, o Projeto possui 3 cooperativas incubadas: A Coopasmig e Coapemi atuantes na Agricultura familiar e a ÚNICA, singular do ramo trabalho formada por profissionais das áreas de agrárias. Além das questões fiscais, contábeis e societárias, o projeto também oferece assessoramento das questões trabalhistas para as cooperativas com funcionários.
Também há singulares em processo de inclusão no projeto. São três da agricultura familiar, localizadas em Marabá, Santa Bárbara e em São Miguel do Guamá; Uma de reciclagem em Castanhal formada exclusivamente por mulheres; Uma singular de geração de energia renovável, em Belém, e uma de extrativistas em Chaves, no Marajó. Todas estão em fase de abertura, mas o processo está travado por conta do momento de pandemia.
As dificuldades encontradas nas cooperativas, em geral, eram as mesmas, em virtude da falta de especialidade técnica para contabilidade no segmento que difere dos demais. Algumas não tinham declarações básicas para escrituração dos fatos contábeis, da movimentação financeira, registro das peças contábeis como balanço patrimonial, demonstração das perdas e sobras do exercício, assim como não havia ocorrido o envio para a Receita Federal. O débito de declarações, em alguns casos, chegava a cincos anos de atraso.
“Iniciamos o atendimento em agosto e, em algumas, não havia nada escriturado em todo o semestre. Então tivemos de retroagir toda escrituração contábil do ano. Não havia nada registrado e, se registraram, não o fizeram nos órgãos competentes, logo sem legitimidade. Fizemos esse trabalho retroativo sem cobranças adicionais. Eram problemas graves que, se continuassem, diminuiria a perspectiva de vida financeira”, explicou o coordenador do Incubcoop, Fabiano Oliveira.
Além da assessoria contábil, o Projeto fomenta a construção de uma cultura organizacional alinhada em eixos indispensáveis para a gestão. No dia 28 de janeiro, foi organizado o curso Controle Financeiro para Cooperativas da Agricultura Familiar, com participação da Coopasmig, Coapemi e outros cooperativas convidadas. Tratou-se sobre as peculiaridades das sociedades cooperativas, a necessidade de controles financeiros, a legislação pertinente, tipos de controles e sua importância para a transparência da gestão.
“Não basta só cuidar da contabilidade, isso é o básico. É interessante trabalhar dentro das organizações de forma que possam compreender o que é realmente uma cooperativa, ter controles internos, principalmente financeiro e administrativo”, reiterou Fabiano.
O cenário econômico do país também está sendo avaliado pelo Sistema OCB/PA para a continuidade do trabalho desenvolvido junto às cooperativas. A perspectiva é de desaquecimento com fechamento de postos de trabalho, desemprego e consequente diminuição do poder de consumo.
A orientação do Incubcoop tem sido a manutenção das obrigações legais para se evitar multas, alinhando os ajustes necessário que devem ser feitos e utilizando as vantagens fiscais e trabalhistas oferecidas pelo Governo, como a postergação de tributos e possiblidade de redução de salários para quem possui funcionários.
O INCUBCOOP
O foco são cooperativas com baixo rendimento financeiro e que, em geral, estejam atuantes nos ramos da agricultura familiar, produção de bens e serviços (catadores de resíduos sólidos), mineral e transporte. O Incubcoop auxilia em todo o processo administrativo e contábil a um preço de custo que varia de acordo com cada cooperativa.
“Hoje já caminhamos para um nível de maturidade e organização maior, mais transparência para os cooperados sobre o que entrou, como entrou. A desorganização atrapalhava bastante. Já conseguimos ter controle financeiro maior, planilhas, recibos, nota de entrada, nota de saída. São detalhes que a gente pensa que não tem importância, mas fazem toda a diferença na gestão”, reiterou a presidente da COOPASMIG, Maria Santos.
Para participar, a singular deve estar registrada e regularizada na OCB/PA. Também deve receber a aplicação das ferramentas de monitoramento do SESCOOP/PA, como o Programa de Acompanhamento da Governança Cooperativa (PAGC). Gera-se uma avaliação de desempenho do negócio, identificando as demandas de melhoria necessárias que serão trabalhadas pelo Incubcoop.
As cooperativas estão passando por vários processos de adaptação que vieram com as exigências de isolamento social. Um deles é sobre a realização das suas Assembleias Gerais Ordinárias (AGO), que a partir deste ano poderão acontecer no formato semipresencial e em ambiente virtual. E esse é o tema do quarto e-book da série “Inovação na Crise”.
Em uma situação “normal”, as AGOs acontecem anualmente, até o final do mês de março para as cooperativas no geral, ou até o final de abril para as cooperativas de crédito. Este ano, devido à pandemia, as assembleias poderão ser realizadas até o final do mês de julho. Além disso, também foi regulamentada recentemente a possibilidade de promover esse tipo de reunião on-line, por meio de aplicativo próprio para isso.
Com o título “Como realizar assembleias digitais”, o nosso novo guia traz informações sobre legislação, o passo a passo para organizar as reuniões virtualmente e qual plataforma é mais indicada para sua realização.
Para baixar o e-book, clique aqui.
Nossa série – “Inovação na Crise”
A série com 10 mini-guias vai ajudar a sua cooperativa a inovar e impulsionar os negócios durante e após a crise. Clique aqui e acesse os e-books que já estão disponíveis!

Jambu, mel, limão, alho, gengibre, calêndula e alecrim são a composição do xarope que fortalece o sistema imunológico, combate gripes e elimina tosse. A Cooprima também está fazendo entregas em domicílio de mel com própolis, mel com andiroba jucá e sucupira. Faça já sua encomenda pelo (91) 98102-1837 e 98532-5874. Também há entregas para Belém.
Com o avanço da pandemia, o aumento das restrições e a suspensão das aulas nas escolas - uma das principais vias de escoamento da agricultura familiar - a procura pela produção hortifrutigranjeira das 50 famílias associadas à singular caiu. Diante disso, a Cooperativa de Trabalho dos Agricultores Familiares do Município de Primavera (Cooprima) decidiu diversificar as mercadorias e fortalecer a produção do mel com seus 10 apicultores.
“Essa foi a maneira encontrada para minimizar os efeitos da crise: diversificar a produção. Assim conseguimos agregar um valor maior ao produto e garantir a renda dos nossos associados. E deu super certo. A procura pelo mel cresceu e, só nesta semana, exportamos 200 quilos de mel para Capanema e mais 500 quilos para Castanhal”, disse a presidente da Cooprima, Joelma Nunes.
Uma outra alternativa adotada pela Cooprima foi a entrega em domicílio, conforme demanda. Além do mel e compostos, a região metropolitana de Belém está recebendo entregas em domicílio de frango, filé de pirarucu e ovos. Já Primavera, Quatipuru, Pirabas, Capanema e Salinas também podem encomendar frutas e hortaliças. Em Primavera, a entrega é grátis. Já para os demais citados, a taxa é de R$ 5,00. Também há a opção de retirar os produtos no endereço Av. General Moura Carvalho nº 501.
Confira os preços:
• Xarope de Jambu: R$ 12,00
• Filé de pirarucu: R$ 50,00
• Tambaqui (kg): R$ 12,00
• Acerola: R$ 10,00
• Tapereba: R$ 10,00
• Goiaba: R$ 10,00
• Hortaliças combo coentro cebolinha couve, Cariru alface: R$ 10,00
• Ovos de galinha caipira cuba (30 unidades): R$ 20,00
• Galinha caipira: R$ 35,00
• Banana dúzia: R$ 7,50
• Melancia (kg): R$ 3,00
• Goiaba inatura (kg): R$ 8,00
• Limao (kg): R$ 3,00
• Galinha caipira: R$ 35,00
• Mel puro (500 ml): R$ 25,00
• Mel puro (200 ml): R$ 10,00
• Mel composto com 7 ervas (200 gramas): R$ 15,00

Com foco especial no fomento a mercado, o Sistema OCB/PA executou um plano de ações de combate aos efeitos da Covid-19 em abril. Os destaques são o desenvolvimento do aplicativo ComprasCoop.PA, a campanha #CompreDeCooperativa e o acesso ao Fundo Esperança. No relatório, confira em maiores detalhes as principais medidas.
No eixo Fomento a mercado, foram 24 ações, 158 pessoas atendidas e 997 beneficiadas no total, abrangendo 120 cooperativas. Além do aplicativo ComprasCoop.PA, também se fez o levantamento da Capacidade Produtiva das cooperativas CUIA, COOPER, COAFAC e COOPREVES para atendimento a demandas da mineradora Vale referentes a compras de pequenos produtores.
Na campanha #CompreDeCooperativa, foram feitas as divulgações dos produtos e serviços do segmento. No ramo mineral, por exemplo, as cooperativas da FECOGAT são destaques na manutenção da economia local. Em relação às agropecuárias, divulgou-se as entregas em delivery da CACAUWAY, COOPRIMA, D’IRITUIA e AMAZONCOOP A produção de máscaras das cooperativas de artesanato COOSTAFE e COOPERMODAS e a continuidade das atividades da CENCOPA e COOPTRANSALTO no ramo Transporte também foram destaques.
“Estamos em contato com as prefeituras dos municípios paraenses, sensibilizando sobre a importância de comprar dos pequenos produtores, dos cooperados que fazem a economia girar. São negócios coletivos que envolvem indiretamente aproximadamente 200 mil paraenses”, reiterou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Nas ações de Monitoramento, foram realizadas 56 ações com 53 pessoas atendidas, 941 pessoas beneficiadas e 47 cooperativas. O foco foi o acompanhamento das singulares nas tratativas junto às instituições financeiras. Também orientou-se sobre a realização de assembleias gerais virtuais e outros procedimentos formais em cooperativas.
O Programa de Orientação Cooperativista (POC) também teve continuidade em abril, com 10 ações, 8 pessoas atendidas e 240 beneficiadas indiretamente de 7 grupos que buscavam informações sobre constituição de cooperativa ou singulares que buscavam registro junto à OCB/PA. COOPTRA, COOPERAGUABRANCA, COAFAC e COOPERFORTE foram algumas das cooperativas atendidas.
Em virtude das recomendações dos órgãos sanitários e decretos estaduais para combate à Covid-19, as ações de formação profissional tiveram considerável decréscimo. No entanto, ainda houve capacitações no formato de Ensino à Distância. Um desses treinamentos foi o curso Básico de Cooperativismo para 60 novos associados à cooperativa Unimed Belém.
“Tivemos de nos ajustar à realidade da situação que o país enfrenta, encontrando as melhores estratégias para auxiliar as cooperativas de acordo com as necessidades que elas mesmo levantaram. Continuaremos, nesse mesmo sentido, avaliando o cenário para tomar as melhores decisões em prol do cooperativismo paraense”, enfatizou o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra.
A região, localizada no oeste do Pará, é polo da pequena mineração, mas nunca teve agências bancárias. Para facilitar o acesso a serviços financeiros à população, a Federação das Cooperativas de Garimpeiros do Tapajós (Fecogat) e a Sicredi Grande Rios MT/PA formalizaram Termo de Cooperação Técnica. A sede da Federação será o espaço provisório do Sicredi, que já está com obras em andamento para a abertura de agência no distrito.
A cooperativa financeira já está operando de maneira administrativa e provisória na sede da FECOGAT, oferecendo serviços como abertura de conta e conhecendo as pessoas da região. "A nossa comunidade aqui nunca teve serviços financeiros. Todas as vezes que precisávamos de alguma coisa, tínhamos que nos deslocar para Novo Progresso, a 100km daqui", explica Amaro Rosa, presidente da Fecogat e representante do ramo mineral na OCB/PA.
A iniciativa partiu de um grupo de empresários locais, da FECOGAT e comunidade em geral, que organizaram um abaixo-assinado solicitando a abertura de uma agência da Sicredi Grandes Rios no distrito. "Essa é uma das características do cooperativismo: chegar onde as pessoas precisam. As cooperativas de crédito, em especial, são recebidas pela comunidade e devolvem as riquezas geradas para a própria comunidade, já que as pessoas são clientes e sócias ao mesmo tempo", enfatiza Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA.
A construção da agência da Sicredi Grande Rios MT/PA está em andamento e deve ser inaugurada em agosto. “A ideia do estabelecimento do escritório antes da inauguração da agência é permitir que a cooperativa já venha conhecendo a comunidade, mostrando os serviços que só as instituições financeiras cooperativistas podem oferecer”, acrescenta Amaro.
Além da abertura de contas, a Sicredi Grande Rios MT/PA está realizando a instalação ou ajuste de aplicativo e negociação de produtos disponíveis pela cooperativa.
Para mais informações: Sicredi Grandes Rios MT/PA - 0800 724 4770 ou pelo site https://www.sicredi.com.br/coop/grandesriosmtpa

A equipe do Sistema OCB/PA continua a disposição das cooperativas, para auxilliar o setor a enfrentar essa crise. Para solicitar seu atendimento, é só entrar aqui. Acesse nosso WhatsApp e, de acordo com a demanda, você será encaminhado para o técnico pertinente. Reforçamos nosso compromisso para o desenvolvimento do cooperativismo paraense!

Agricultores familiares organizados em cooperativas podem participar do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), na modalidade Compra com Doação Simultânea. Os produtos adquiridos pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) serão doados às pessoas com insegurança alimentar. Em relação aos recursos, a Sicoob Transamazônica é a única instituição financeira do Pará a fazer a operacionalização.
A Compra com Doação Simultânea permite a aquisição de alimentos in natura ou processados, enriquecendo os cardápios dos beneficiários consumidores. O fornecimento de produtos orgânicos é privilegiado, sendo possível agregar até 30% a mais do valor pago para o alimento convencional.
Para participar da modalidade, os agricultores devem possuir a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) e estar organizados em cooperativas ou associações. Essas organizações precisam encaminhar Proposta de Participação à Conab. Aprovada a Proposta, a organização emite uma Cédula de Produto Rural (CPR-Doação) e passa a fornecer alimentos às entidades conforme definido na Proposta. Após a confirmação da entrega dos produtos, a Conab disponibiliza os recursos pactuados na conta da organização, que realiza o pagamento aos agricultores.
Na execução pela Conab, as organizações de agricultores entregam os produtos diretamente nas entidades beneficiárias. Neste caso, os recursos financeiros para execução do PAA são repassados pelo Ministério da Cidadania para a Conab, que fica responsável pelo pagamento aos agricultores. No Pará, é a SICOOB Transamazônica que operacionaliza o recurso.
A cooperativa de crédito já atendeu 3 singulares do ramo agro em abril: A Cooperativa Agropecuária Mista de Marapanim (COOPAMIM), a Cooperativa dos Agricultores Familiares de Agroindustriais de Dom Eliseu (COAGRO) e Cooperativa Amazônia Agroindustrial do Estado do Pará (AMAZONCOO). O Programa também foi divulgado às cooperativas registradas no Sistema OCB/PA em videoconferência no final de abril.
“Como repassadores dos recursos para os produtores, podemos adiantar o processo de abertura das contas. Também estamos à disposição para prestar maiores informações sobre todo o processo”, explicou o presidente da SICOOB Transamazônica, Antônio Henrique Gripp.
O limite de participação por unidade familiar/ano é de R$ 6.500,00 (seis mil e quinhentos reais) para agricultores individuais (via Termo de Adesão) e R$ 8.000,00 (oito mil reais) para agricultores que participarem por meio de organizações da agricultura familiar (via Conab).
As associações e cooperativas que já possuem projetos do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) aprovados pela Companhia Nacional de Abastecimento, mas não deram início aos trabalhos devem estar atentos. A Conab irá abrir o PAAnet/SigPAA para a retransmissão das propostas a partir desta segunda-feira (11/5). Os interessados terão até o fim deste mês (31/5) para enviar os projetos.
Nesta primeira etapa, a expectativa é que sejam contratados todos os 1.088 projetos já existentes na base de dados da Companhia. Com isso, cerca de R$ 126 milhões deverão ser aplicados como forma de apoio para que 18.408 famílias de agricultores familiares produzam 46 mil toneladas de alimentos.
O valor restante da suplementação, de R$ 94 milhões, será utilizado em novos projetos apresentados para as propostas de 2020. Para esses, o PAANet só abrirá após o encerramento da 1ª fase de contratação. Nesta etapa, a expectativa é que o sistema seja aberto a partir de 8 de junho. As propostas serão selecionadas e classificadas de acordo com os critérios a serem definidos pelo Grupo Gestor do programa.
“Queremos sensibilizar as cooperativas a participarem desse Programa que abre uma importante oportunidade de renda aos produtores. A OCB, em nível nacional, articulou com o Governo Federal e a CONAB para que isso se tornasse possível dado o momento delicado que nossa economia atravessa. Parabenizamos também a SICOOB Transamazônica por ser a única instituição financeira a participar desse processo”, explicou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

Os catadores associados à Recicron e as famílias da favela do Tujal, em Vigia, serão alguns dos beneficiados por campanha de financiamento coletivo a iniciativas que enfrentem os efeitos da covid-19. Para cada R$ 1 arrecadado pelos projetos selecionados, o Fundo Colaborativo “Enfrente” contribui com mais R$ 2. Participe você também, afinal, cooperativa ajuda cooperativa!
A meta é alcançar o valor necessário para compra e distribuição de 63 cestas básicas e 70 álcools gel para os catadores e famílias da comunidade. Na primeira etapa, será feita a compra dos insumos, depois a distribuição das cestas. Após 15 dias será feito o mesmo processo. Com o restante dos recursos, a cooperativa pagará despesas que estão em atraso ou prestes a vencer, como energia, gás para empilhadeira e equipamentos de proteção.
A entrega das cestas será feita de forma organizada: para não haver aglomeração, os catadores receberão na sede da cooperativa divididos em 4 grupos de 6 pessoas em horários alternados. As famílias da favela do Tujal receberão a doação em suas residências, entregue por duas pessoas voluntárias da diretoria da Recicron.
A doação de cestas básicas e álcool em gel irá beneficiar 39 famílias da favela do Tujal e os 24 catadores que perderam sua fonte de renda e estão sem assistência no enfrentamento à pandemia. A periferia do Tujal é uma das mais carentes de Vigia e a que está em situação de mais vulnerabilidade no momento.
“O nosso maior desafio é passar esperança para essas famílias trabalhadoras mais vulneráveis da nossa cidade, e a certeza de que tem pessoas que sempre estão disposta a serem solidárias. E que no futuro bem próximo iremos vencer essa batalha contra o Coronavírus”, explicou a diretora da Recicron, Damiana Silva.
O Fundo Colaborativo Enfrente
Match-funding é como uma vaquinha turbinada: uma nova modalidade de fomento, que mistura o financiamento coletivo (ou crowd-funding) com aporte de parceiros, que multiplicam a arrecadação. Para cada R$ 1 arrecadado pelos projetos selecionados por intermédio da plataforma da Benfeitoria, o Fundo Colaborativo Enfrente contribui com mais R$ 2, até que o valor de R$30.000 seja alcançado.
O Fundo Colaborativo Enfrente, composto pela Fundação Tide Setubal e demais parceiros (vide aba “Parceiros” em benfeitoria.com/enfrente) poderá aportar o total de mais R$ 4.000.000,00 (quatro milhões de reais) para triplicar a arrecadação de campanhas de financiamento coletivo de iniciativas que enfrentem os efeitos do Coronavírus nas periferias urbanas brasileiras. Por se tratar de um Fundo Colaborativo e aberto a novos parceiros, o montante destinado a triplicação dos projetos pode ainda aumentar, possibilitando um número maior de iniciativas contempladas.
A Recicron
A cooperativa de catadores de materiais recicláveis, constituída em 2012, realiza a coleta seletiva diariamente na cidade de Vigia de Nazaré. Atualmente, atende mais de 15 mil residências cadastradas pelo projeto de coleta seletiva denominado “cidade bela é cidade limpa”. Os moradores têm participação direta nas ações de preservação ambiental, fazendo a separação do lixo caseiro para as coletas seletivas.
A Recicron não tem contrato de prestação de serviços nem convênio, mas junto com a população de Vigia, faz a destinação correta de mais de 80 toneladas de resíduos por mês: plásticos, alumínio, ferro, papel e papelão. Além dos resíduos de ossos bovinos armazenados em câmara fria e restos de óleo de frituras entregues a empresa parceira.
“O trabalho dos catadores é de suma importância para nossa sociedade. A cooperativa Recicron é a única alternativa que a população da cidade tem para colaborar com a preservação de nossos rios e com a destinação correta dos resíduos sólidos”, enfatizou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.