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As medidas seguem 3 eixos principais: ações de fomento de novos mercados, acesso a crédito e reorganização social

Assim como todos os setores da economia, o cooperativismo foi diretamente afetado pelos efeitos gerados com a pandemia de COVID-19. A baixa circulação de pessoas, a partir das medidas de isolamento domiciliar, provocou perdas em negócios de 37% das cooperativas, suspensão de entrega de produtos e serviços em 31% e demissão de colaboradores em 7%.
Para encontrar as melhores estratégias no auxílio às cooperativas paraenses neste cenário, a primeira medida foi fazer um levantamento macro da situação atual. No total, 90 cooperativas paraenses participaram de pesquisa durante os dias 06 a 08 de abril de 2020, preenchendo dados em planilha eletrônica.
O acesso a linhas de crédito foi considerado a maior necessidade no momento para 52%, 15% busca novos mercados e 16% busca condições de entrega dos produtos. A principal dificuldade enfrentada pelas cooperativas (57%) continua sendo a baixa circulação de usuários e consumidores. Também foram levantadas as limitações de não recebimento da venda da produção; Baixa comercialização; Inadimplência de associados.
A partir disso, o Sistema OCB/PA traçou um plano emergencial com medidas que seguem 3 eixos principais: ações de fomento de novos mercados, acesso a crédito e reorganização social. As informações consolidadas no documento foram estruturadas para apreciação de parceiros estratégicos, como o poder executivo, instituições bancárias públicas e cooperativas de crédito.
“Temos recebido telefonemas e demandas de presidentes de cooperativas em todo o Estado. Alguns ramos foram mais afetados, outros menos. No entanto, todos sentiram certos impactos. Nosso trabalho vem sendo feito para mitigá-los ao máximo, no sentido de auxiliar a que tenham um respiro a mais para se manter durante este período”, explicou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
MERCADO
Em relação a ações de fomento a novos mercados, foi executado: O desenvolvimento de aplicativo para compras online dos produtos das cooperativas; Campanha online #CompreDeCooperativa, para incentivar a população em geral a consumir os produtos das cooperativas; Contato com as prefeituras de diversos municípios paraenses para estimular a continuidade de compras da agricultura familiar.
O destaque é o aplicativo ComprasCoop.PA, que busca proporcionar segurança e agilidade ao consumidor, garantia de comercialização aos produtores. Em um primeiro momento voltado às cooperativas do ramo agropecuário, apresentará em tempo real os pontos de comercialização, quais produtos estarão disponíveis e as modalidades de compra. Com um clique, o consumidor poderá fazer sua encomenda e apenas buscar no local, evitando-se grandes aglomerações.
CRÉDITO
Em relação a ações de acesso a crédito, foi executado: Articulação com o Governo do Estado para inclusão das cooperativas no Fundo Esperança; Alinhamento com o BNDES para inclusão das cooperativas nas linhas de crédito emergenciais oferecidas pelo Banco; Repasse das demandas das cooperativas a instituições financeiras públicas, como o Banco da Amazônia e o Banpará; Articulação com os sistemas de crédito e cooperativas que possuem área de atuação nos municípios paraenses.
Duas cooperativas conseguiram acessar o Fundo Esperança, iniciativa do Governo do Estado que busca auxiliar empreendimentos a se manterem durante o período de menor fluxo comercial. Desburocratização e agilidade foram alguns dos atributos destacados pela Cooperativa Agropecuária do Salgado Paraense (CASP) e a Cooperativa dos Catadores de Materiais Recicláveis de Vigia de Nazaré (Recicron)
REORGANIZAÇÃO
Em relação a ações de reorganização social, foi executado: Orientações sobre novos procedimentos para a realização de Assembleias Gerais Ordinárias (AGO); Orientações sobre possibilidade de realização de Assembleias Gerais Ordinárias (AGO) em formato virtual; Levantamento das cooperativas que possuem contrato vigente para fornecimento de produtos da agricultura familiar.
Após devolutiva do Governo Federal, Banco Central do Brasil (BCB) e Departamento de Registro Empresarial e Integração (Drei), a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) emitiu comunicado sobre a realização das AGOs. Uma das novidades é a possibilidade de realização virtual das Assembleias. A OCB ainda orienta que as pautas da AGO podem ser discutidas posteriormente em AGE, conforme a Lei N 5.764/71.

A cooperativa foi a primeira no Estado a realizar as Assembleias Geral Ordinária e Extraordinária por chamada de vídeo, seguindo medidas preventivas dos órgãos de saúde e as orientações recomendadas pelo Sistema OCB. Uma das pautas foi a eleição do Conselho de Administração, que elegeu Márcia Rejane Moutinho Ramos e após aprovação do Banco Central, ela assume o mandato de quatro anos na cooperativa.
As assembleias da Cooperativa de Crédito de Livre Admissão do Estado do Pará (Sicoob Cooesa) ocorreram no dia 30 de abril. Aproximadamente 40 pessoas participaram. Desse total, 28 delegados tiveram participação efetiva na votação do Conselho de Administração.
“O nosso desafio como gestores mediante essa crise é nos reinventar para que os cooperados sejam protegidos e resguardados. Quem tem que achar soluções para esses desafios somos nós, gestores. Temos que trabalhar para o melhor do associado, essa foi nossa lição durante a programação”, disse a diretora-superintendente da Sicoob Cooesa, Andréa Almeida.
Os principais itens discutidos durante a Assembleia Ordinária e Extraordinária foram: prestação de contas do exercício anterior (relatório de gestão), balanço patrimonial, relatório da auditoria externa, demonstrativo das sobras e mudanças na forma de resgate eventual do capital social em caso de doença grave. Além disso, a votação dos membros do conselho de administração, que acontece sempre a cada 4 anos, ocorreu, pela primeira vez, por via online.
Também foram apresentadas ações do Instituto Sicoob, propostas de alterações de alguns artigos solicitados pelo Banco Central, ajuste do estatuto conforme a lei e a alteração do endereço. Isso porque desde o dia 8 de abril a sede da cooperativa foi instalada na Avenida Generalíssimo Deodoro, 391, entre Diogo Móia e Antônio Barreto.
O coordenador da Central Sicoob, Sérgio Gini, esteve presente e auxiliou no andamento do evento. Um dos profissionais, podendo ser um conselheiro ou um contador, é quem fazia as devidas justificativas e ao término dos debates se abria a votação. Cada delegado creditava seu voto no chat, que era aprovado ou não aprovado.
“Foi algo inovador, produtivo, objetivo, esclarecedor e com a participação de todos. Então o conselho optou em fazer e manter a data, nos reinventarmos e utilizarmos essa ferramenta para que o cooperado pudesse receber agora no início de maio, as suas sobras, proporcional a sua movimentação financeira”, finalizou.
Eleição do Conselho de Administração
Nessa eleição só uma chapa foi inscrita e foi composta pelos seguintes membros: presidente do Conselho de Administração - Márcia Regiane Moutinho Ramos e o vice-presidente - Josué Dutra Moraes. Compondo com eles, como conselheiros efetivos: Augusto José Alencar Gamboa, Moisés Costa da Conceição, Vanda Bordallo Proença, Waldete Vasconcelos Seabra Gomes e mais três conselheiros suplentes: David Carlos Paulo de Oliveira, Candice Elizabeth Nery Silva Teixeira e Francisca Monteiro Uchôa.
Esse ano, o dia das mães vai ser diferente. Mesmo que não tenha abraços e beijos, a CacauWay quer garantir as declarações de amor e doçura com sua linha exclusiva de chocolates. A marca, mantida pela cooperativa Coopatrans, está oferecendo serviços de entrega em domicílio na grande Belém. Faça já sua encomenda pelo (91)99257-7012 ou pelo instagram @cacauway_bel.
O carro-chefe da campanha de dia das mães da Cacauway são as trufas com chocolate 50% cacau ao leite, recheados com os sabores: cupuaçu, castanha do Pará, geleia de cacau, nibs, brigadeiro, coco, maracujá e pimenta, na embalagem de frutas desidratadas.
Neste ano, a Cacauway quer celebrar a força das mulheres, em especial, as do campo, que cuidam da casa, dos filhos e também ajudam na produção de cacau. Cerca de 90% dos funcionários que trabalham na fábrica da Cacauway, em Medicilândia, são mulheres, a maior parte delas são mães e até avós. Segundo a gerente da loja da Cacauway em Belém, Luana Barros, elas participam de todas as etapas do processo de produção.
“O trabalho desenvolvido pelo grupo de mulheres é muito bonito, elas fazem a colheita das folhas, desidratam, fazem o recorte e a colagem nas caixas. Elas também fazem as geleias, licores de cacau e inúmeras outras coisas também”, diz.
Devido a pandemia do novo coronavírus, a marca se adaptou oferecendo serviços de entrega em residência (delivery). Para os bairros nas proximidades da loja, localizada no bairro de Nazaré, o frete é totalmente grátis. Já para os demais, o valor varia entre R$ 8 e R$ 12. Se a busca for feita na porta na loja, o cliente ganha 5% de desconto.
A Cacauway é a marca da Cooperativa Agroindustrial da Transamazônica (Coopatrans). Com fábrica em Medicilândia, a Cacauway surgiu em maio de 2010, após a união de agricultores familiares e ganhou reconhecimento através dos seus produtos autênticos, livre de conservantes e aromatizantes artificiais. Devido a qualidade desde o cultivo, é considerada uma das melhores do Brasil.
A Coopatrans busca atender todas as recomendações do Ministério da Saúde, assim evitando a proliferação da Covid-19. “Todos os colaboradores usam máscaras, luvas e álcool gel. As lojas abrem das 13h às 17h, de segunda a sábado. O cliente que chega na loja tem acesso a álcool gel, papel toalha para secar as mãos após a lavagem”, acrescenta Luana.
Em razão do avanço da pandemia de covid-19 e das medidas restritivas para contê-la, muitas famílias se viram sem garantia de renda. Para amenizar esse cenário, a Cooperativa de Pequenos Produtores Rurais do Uraim e Condomínio Rural de Paragominas (Cooperuraim) entregou mais de 300 kits com produtos da agricultura familiar nas comunidades de Aragão e Ouro Preto, no município de Paragominas.
Cerca de 300 moradores das localidades foram beneficiados pela ação de responsabilidade social, que é realizada pela cooperativa pelo menos uma vez por semestre. Cada cesta solidária foi composta por 1 quilo de polpa de fruta, 1 quilo de macaxeira e 500 gramas de limão.
“A cooperação é uma das principais armas contra a covid-19. Nossa atitude pode ser simples, mas esperamos que possa inspirar muita gente a pensar em coletividade”, enfatiza o presidente da Cooperuraim, Fabiano Andrade.
Parceria com a prefeitura
Por meio da parceria com a prefeitura de Paragominas, os mais de 22 mil alunos da rede municipal de ensino receberam kits contendo produtos da agricultura familiar. Só a Cooperuraim preparou mais de 19 mil kits.
A iniciativa visa garantir a alimentação dos alunos mais carentes com as aulas suspensas e a renda dos agricultores familiares do município, mantendo o contrato que possuem com a prefeitura.
“Agradecemos a parceria da prefeitura local, nossa parceira, que entendeu a importância de manter a compra dos produtos, um bom exemplo para todas as gestões municipais no Estado que também precisam olhar com cuidado para os produtores rurais”, pontua Fabiano.
Atualmente, a Cooperuraim possui 48 associados e atua na produção de frutas, legumes e polpas de fruta.

Com o objetivo de fomentar as atividades de micro e pequeno empreendedores da Grande Belém e municípios vizinhos, a Sicredi Norte Cooperativa de Crédito lançou ontem (04), o aplicativo para smartphones Sicredi Conecta. O Aplicativo permite a compra e venda de produtos e serviços entre associados.
O Sicredi Conecta é uma plataforma de marketplace, onde o associado da cooperativa pode cadastrar produtos e serviços que são disponibilizados a todos que utilizam o aplicativo. Pessoas físicas ou jurídicas podem participar. Ele já está disponível para download para smartphones Android e iOS, em poucos passos é possível cadastrar ofertas dos mais variados tipos, com detalhes como: fotos, preço, descrição e categoria.
O produto faz parte do movimento de transformação digital da instituição, que já registra grande volume de utilização do aplicativo em cooperativas pertencentes ao sistema em outras regiões do Brasil. O lançamento para os associados da Grande Belém vem em um momento onde é necessário cooperar com a economia local, em especial para o micro e pequeno empreendedor que em virtude da crise causada pela pandemia de Covid-19, enfrenta dificuldades para desenvolver o seu negócio.
Para comprar ou vender produtos novos, usados ou serviços e criar sua loja virtual com vitrine de produtos exclusiva, basta ser associado Sicredi e utilizar os dados de acesso aos canais digitais para começar a utilizar a plataforma. Um ponto que merece destaque, segundo aponta José Humberto Ribeiro, Superintendente da Sicredi Norte, é que “o associado pessoa física ou jurídica agora conta com mais uma ferramenta para cooperar com a sua vida financeira, fomentando o desenvolvimento econômico dentro do ambiente cooperativista. Não são cobradas taxas ou tarifas para utilizar a solução. Não tem custo ou asterisco, é totalmente de graça”.
Quem compra e vende com o Sicredi Conecta, pode realizar pagamento e receber suas vendas através de transferência direta entre contas Sicredi, ou combinar outra forma através de mensagens diretas pelo aplicativo, assim como os detalhes sobre a entrega do produto ou serviço. Próximas atualizações irão permitir efetuar pagamentos utilizando cartões de crédito ou boletos bancários.
O Sicredi Conecta pode ser baixado nas lojas de aplicativos para smartphones com sistemas Android e iOS. Para saber mais sobre a novidade, é possível acessar o site exclusivo www.sicredinorte.com.br/conecta e conferir um passo a passo sobre como publicar ofertas no vídeo publicado no canal da cooperativa.
Reforçamos o nosso compromisso em fazer juntos para transformar a vida financeira de nossos associados e das regiões onde atuamos, afinal: gente que coopera, cuida.

Em ações conjuntas entre a Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos do Estado do Pará (ARCON) e a Polícia Militar do Estado, o Governo tem garantido o cumprimento das atividades do ramo transporte durante a pandemia. Conforme o decreto nº 609/2020, a modalidade interestadual está proibida e as cooperativas e demais empresas que atuam no segmento intermunicipal, seguindo as recomendações sanitárias, têm continuado suas atividades.
O Decreto, promulgado no dia 16 de abril, dispõe sobre as medidas de enfrentamento, no âmbito do Estado do Pará, à pandemia do corona vírus COVID-19. Em seu artigo 2º, define que fica suspenso, pelo período de vigência do decreto, o transporte coletivo interestadual de passageiros, terrestre, marítimo e fluvial. O previsto no decreto não significa fechamento de fronteira do Estado, bem como não impede o transporte de cargas.
Além da ARCON e das Polícias Civil e Militar, a Polícia Rodoviária Estadual (PRE), o Corpo de Bombeiros, e o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) também participam das operações. Na região do Sul e Sudeste, os órgãos têm feito uma fiscalização rígida das atividades, abordando os veículos. No entanto, o transporte coletivo intermunicipal não foi indicado pelo Poder Executivo como uma das atividades a serem suspensas.
Especialmente na mesorregião de Marabá, já foi feito um total de 68 abordagens durante a pandemia, sendo 5 apreensões de veículos com placa cinza realizando transporte clandestino de passageiros e 8 conduções de empresas interestaduais.
“Temos estabelecido estratégias eficientes para garantir o cumprimento dos decretos estaduais. Para a Arcon, a Polícia Militar e os demais órgãos envolvidos na fiscalização têm sido muito importante ao êxito deste trabalho. Ressalto também a cooperação das cooperativas que têm obedecido às nossas orientações”, afirmou o supervisor da ARCON na mesorregião de Marabá região, Gilberto Silva.
Ônibus, vans e micro-ônibus que tentam fazer o transporte de passageiros entre Estados estão sendo barrados. Apenas o transporte de cargas, os veículos que levam profissionais de serviço, mediante comprovação, e os pacientes para Tratamento Fora de Domicílio (TFD), estão sendo liberados conforme determina o decreto.

“Temos visto o trabalho dos órgãos de fiscalização e reconhecemos a sua efetividade no cumprimento das legislações vigentes, especialmente no ramo transporte. É um momento delicado que demanda a cooperação de todos em prol do combate ao novo coronavírus. Por isso, é importante ter o cuidado com a nossa população”, afirmou o presidente da COPASUL, Tarley Carvalho.
Já a Central de Cooperativas do Estado do Pará (CENCOPA), que atua com o transporte intermunicipal em mais de 18 municípios paraenses, permanece com os serviços de conexões para a população que, por necessidade, precisa se deslocar pelo Estado. Os itinerários foram reduzidos e as recomendações de higienização têm sido cumpridas, adotando-se todos os protocolos de segurança que o momento exige.
“Todas as cooperativas da Central reforçaram os procedimentos de limpeza, disponibiliza álcool para facilitar a higienização das mãos e orientou todas as equipes de atendimento quanto aos protocolos de higiene”, reforçou o presidente da CENCOPA, Valdemar Rodrigues.

A campanha Compre de Cooperativa foi destaque nos principais jornais do Pará durante a última semana. A iniciativa do Sistema OCB/PA visa estimular o consumo de produtos e serviços dos empreendimentos cooperativistas, setor que está sendo afetado pela pandemia.
Os cooperados com conta no Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob) ou no Sistema de Crédito Cooperativo (Sicredi) podem ter acesso ao auxílio emergencial pelas instituições financeiras. O benefício do governo federal dá assistência a trabalhadores informais e de baixa renda familiar, impactados pela pandemia do novo coronavírus.
Ao solicitar o auxílio, o beneficiário que já tiver conta em uma instituição financeira cooperativa deverá escolher a opção “receber em uma conta existente” e informar o banco destino. O auxílio liberado de R$ 600 será recebido por três meses, para até duas pessoas da mesma família. Para mulheres chefes de família, o valor será de R$ 1.200.
Segundo José Humberto, Superintendente da Sicredi Norte Cooperativa de Crédito, “o associado Sicredi pode indicar junto à Caixa, a cooperativa para receber o benefício. O valor será automaticamente destinado à conta poupança vinculada ao seu CPF. Quem não é associado, pode abrir facilmente uma conta poupança digital pelo aplicativo Sicredi X e a indicar para receber o benefício”.
Requisitos
De acordo com as regras do governo federal, podem sacar o benefício pessoas maiores de 18 anos, que não tenham emprego formal e com renda familiar mensal por pessoa de até meio salário mínimo (R$ 522,50) ou renda familiar total de até três salários mínimos (R$ 3.135,00).
O benefício é voltado a pessoas desempregadas, ou que exercem as seguintes atividades: microempreendedor individual (MEI), contribuinte individual ou facultativo do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) e trabalhador informal inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).
Outro requisito para ter acesso ao auxílio é não receber benefício previdenciário ou assistencial, seguro-desemprego ou de outro programa de transferência de renda federal que não seja o Bolsa Família. O beneficiário também não pode ter recebido rendimentos tributáveis, no ano de 2018, acima de R$ 28.559,70.

Para divulgar seus produtos e serviços em todo o país, as cooperativas paraenses podem participar da rede de intercooperação nacional da OCB, tendo acesso ao local de negócios do cooperativismo brasileiro. O CooperaBrasil é um espaço online para dar visibilidade e apoiar a comercialização dos produtos e serviços das nossas cooperativas.
Para participar, basta preencher um formulário - simples e objetivo - para que seus produtos/serviços sejam catalogados no site. "Este é um projeto que já vínhamos tocando há um tempo, com um pouco mais de detalhe, mas que, agora, vamos colocar no ar, ainda que num formato mais simples, por entendermos a importância deste apoio às nossas cooperativas, que atuam em todos os estados brasileiros", pontuou a gerente geral da OCB, Tânia Zanella.
Em apresentação às unidades estaduais na última semana, o superintendente do Sistema OCB, Renato Nobile, reforçou a importância do trabalho para apoio às cooperativas neste momento delicado. "O Sistema OCB vem se dedicando fortemente aos temas inovação e intercooperação. Criamos, em 2019, um Núcleo especial para desenvolver ações nessas áreas. A crise está acelerando os nossos objetivos de contribuirmos para o crescimento das cooperativas brasileiras." E acrescentou: "O cooperativismo tem um papel muito importante neste momento. Está em nosso DNA atuar de forma responsável, olhando para as nossas comunidades. E temos orgulho de pertencer a um movimento que, com toda certeza, faz a diferença".
Cadastre sua cooperativa agora mesmo: https://pt.surveymonkey.com/r/cooperabrasil

A população em geral e instituições públicas podem conferir e ajudar os empreendimentos coletivos do seu município
As cooperativas carregam a marca da regionalidade dos negócios locais. Fortalecê-las é contribuir para a sustentabilidade de toda a economia estadual. Por isso, a campanha #CompredeCooperativa, do Sistema OCB/PA, busca estimular o interesse da comunidade, gestores municipais, instituições públicas e privadas para a importância de continuar adquirindo a produção e os serviços oferecidos pelas singulares paraenses.
De acordo com levantamento feito pelo Sistema OCB/PA sobre os impactos da COVID-19 nas cooperativas do Estado, 37% delas tiveram perdas em seus negócios, 31% já tiveram suspensão de entrega de produtos e serviços e 7% já precisaram demitir colaboradores.
A principal dificuldade enfrentada pelas cooperativas (57%) continua sendo a baixa circulação de usuários e consumidores. Também foram levantadas as limitações de não recebimento da venda da produção; Baixa comercialização; Queda na venda e na produção dos agricultores; A impossibilidade de aglomeração dos cooperados para realizar as atividades.
“Na Agricultura Familiar o que é produzido, normalmente, tem que ser comercializado de imediato, principalmente frutas e verduras. Cada produção não comercializada nos impede de novo plantio, o que compromete a continuidade dos nossos negócios”, enfatizou o presidente da Cooperativa Agropecuária do Salgado Paraense (CASP), Antônio Alcoforado.
Para aderir à campanha, basta acessar o site paracooperativo.coop.br/sistema-ocb-pa/cooperativas, identificar todas as cooperativas atuantes no seu município, os ramos de atividade em que atuam e os produtos e serviços que disponibilizam. Demais dúvidas e orientações podem ser feitas diretamente com a equipe técnica do Sistema OCB/PA, pelo contato: (91) 99305-0160.
PARAGOMINAS
A Prefeitura de Paragominas foi a primeira a aderir à campanha. Os mais de 22 mil alunos da rede municipal de ensino estão recebendo kits contendo produtos da agricultura familiar. No total, serão distribuídos mais de 8 toneladas de alimentos pela Prefeitura. Só a Cooperativa dos Pequenos Produtores Rurais do Uraim e Condomínio Rural de Paragominas (Cooperuraim) preparou mais de 19 mil kits.
O objetivo é que a preparação dos alimentos seja feita em casa, evitando-se aglomerações nas escolas. Por isso, a distribuição tem sido feita de porta em porta. A iniciativa também visa garantir a renda dos agricultores familiares do município, mantendo o contrato que possuem com a Prefeitura.
“A entrega produtos já está sendo feita. Alguns já tinham sido até entregues às escolas e, como temos o compromisso com pequenos produtores, não poderíamos perder os alimentos. As famílias terão a oportunidade de receber em suas casas o alimento nutritivo que os filhos teriam dentro das nossas escolas”, reiterou o Prefeito de Paragominas, Paulo Tocantins.
A ação também segue a Lei 13.987/2020 que garante a distribuição de alimentos para os alunos beneficiados pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) em situações de emergência e calamidade pública. A proposta busca suprir a necessidade de estudantes que se encontram afastados das escolas em razão da suspensão das aulas devido pandemia do novo Coronavírus (Covid-19).
“Agradecemos a parceria da prefeitura local, nossa apoiadora, que entendeu a importância de manter a compra dos produtos, um bom exemplo para todas as gestões municipais no Estado que também precisam olhar com cuidado para os produtores rurais”, enfatizou o presidente da Cooperuraim, Fabiano Andrade.
AS COOPERATIVAS
No Pará, são mais de 220 cooperativas registradas, ultrapassando os 93 mil cooperados e cerca de 4 mil empregos diretos. As singulares atuam em praticamente todos os segmentos econômicos, tais como agropecuário, crédito, educação, transporte, saúde, mineração, trabalho, produção de bens e serviços, reciclagem, turismo, energia e artesanato.
“Quero incentivar especialmente os prefeitos dos municípios, que verifiquem as cooperativas atuantes na sua cidade. São pequenos produtores, artesãos, costureiras, motoristas e tantos outros empreendedores que tiveram sua comercialização prejudicada e que dependem do nosso apoio. Vamos todos contribuir para a economia do nosso Estado continuar girando!”, reiterou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
O cooperativismo brasileiro é, sem dúvidas, um expert em sobreviver a tempos de crise. E não será diferente desta vez. O novo cenário imposto pela pandemia tem trazido à tona projetos para manter o funcionamento e o desempenho de nossas cooperativas.
É o caso da plataforma de ensino a distância Capacitacoop, lançada na última segunda-feira (20) pelo Sistema OCB. Construída com base nas experiências já existentes de algumas unidades estaduais, a ferramenta que reúne cursos e vídeos para aprendizagem em temas diversos já está disponível para acesso de todos.
Durante o lançamento realizado por web conferência com representantes de todas as unidades estaduais do Sistema OCB, o presidente Márcio Lopes de Freitas reforçou a importância da ferramenta neste período. "Vivemos um momento de incertezas, e isso pode significar bons desafios. O momento nos fez acelerar alguns processos importantes, como o do EAD. Estávamos prevendo o nosso para o segundo semestre, mas com a crise advinda da pandemia, tomamos a decisão de acelerar esse processo e disponibilizar o serviço o mais rapido possivel", comentou o dirigente.
A gerente-geral do Sescoop, o braço de formação e capacitação do cooperativismo, ressaltou a responsabilidade que vem junto com o lançamento: "Temos o compromisso de manter a plataforma ativa, com conteúdo atrativo, cumprindo com o nosso propósito de gerar valor para as nossas cooperativas.
Explicando o passo a passo da ferramenta para os técnicos que assistiram ao lançamento, a gerente de Desenvolvimento Social das Cooperativas, Geâne Ferreira, destacou que o "Capacitacoop" já está pronto para ser acessado e com seis cursos disponíveis: Assembleia Geral na Prática; Entendendo a Sociedade Cooperativa; Governança Cooperativa (Princípios e Boas Práticas); Gestão de Recursos Humanos para Cooperativas; Contabilidade de Cooperativas e Modelo de Excelência em Gestão.
Geâne explicou, ainda, que a plataforma está aberta a qualquer pessoa que tenha interesse nos conhecimentos e que, futuramente, outros temas serão inseridos, alcançando, também os interesses da sociedade.
O endereço da plataforma é o capacita.coop.br. No primeiro acesso, o usuário preenche um formulário de cadastro que servirá para catalogas as informações da plataforma como quantidade de acessos, localidade com maior procura, temas mais acessados, dentre outros.
As unidades estaduais do Sistema OCB têm até a próxima sexta-feira, dia 24, para indicar a pessoa responsável pela gestão da plataforma em seus estados. O investimento feito pelo Sistema OCB será repassado inteiramente sem custos para as unidades e cooperativas brasileiras, que terão livre acesso à ferramenta podendo, inclusive, inserir cursos de seu interesse.
Fonte: Portal Somos Cooperativismo

O governo federal vai destinar R$ 500 milhões para a compra de produtos da agricultura familiar, por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). A suplementação orçamentária foi articulada entre os ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o Ministério da Economia e o Ministério da Cidadania, que executa o PAA.
A Medida Provisória 957/2020, assinada pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, foi publicada no Diário Oficial desta segunda-feira (27) e abre crédito extraordinário em favor do Ministério da Cidadania para ações de segurança alimentar e nutricional, no âmbito do enfrentamento ao novo Coronavírus.
COOPERATIVAS
Por meio do PAA, agricultores, cooperativas e associações vendem seus produtos para órgãos públicos e os alimentos são destinados a pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional, à rede socioassistencial, aos equipamentos públicos de segurança alimentar e nutricional e à rede pública e filantrópica de ensino.
Para a ministra Tereza Cristina, a medida é importante para auxiliar as cooperativas de agricultura familiar e os pequenos produtores de leite. “Esses recursos chegarão lá na ponta, esperamos que de maneira muito rápida, para atender esses que passam por problemas muito grandes de sobrevivência”, avalia a ministra.
ATUAÇÃO DA OCB
Desde o início da pandemia, a OCB já começou a articular com o MAPA e o Ministério da Cidadania para a garantia dos programas de compras públicas, entre eles, o PAA. A OCB solicitou que houvesse a liberação de recursos emergenciais para esse tipo de compras e, ainda, que as modalidades que incluem as cooperativas formadas por pequenos agricultores estivessem entre os contemplados na medida provisória.
BENEFICIADOS
De acordo com a Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo (SAF), com os recursos, cerca de 85 mil famílias de agricultores familiares deverão ser beneficiadas, além de 12,5 mil entidades e 11 mil famílias em vulnerabilidade social, que receberão os alimentos.
“Esses recursos vão potencializar ainda mais o PAA. É um programa importante, porque ele atende a dois públicos: a agricultura familiar e a rede socioassistencial dos municípios, as pessoas que são as mais vulneráveis nas cidades”, destaca o secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo, Fernando Schwanke.
RECURSOS
Segundo a SAF, do total de recursos, R$ 220 milhões serão destinados para a Conab, que fará a compra de alimentos das cooperativas de agricultores familiares, por meio da modalidade do PAA Compra com Doação Simultânea. Depois disso, o Ministério da Cidadania indica a rede socioassistencial para onde os alimentos serão doados. Na mesma modalidade, estados e municípios terão R$ 150 milhões para termos de adesão para a compra de alimentos de agricultores familiares.
E R$ 130 milhões serão alocados para a modalidade PAA Leite, que possibilita a compra de leite in natura de laticínios e agricultores familiares do semiárido brasileiro. Após processamento, o leite é distribuído às entidades.
(Fonte: Ministério da Agricultura)


Ao ingressar no novo prédio, o associado dispõe de um ambiente confortável e espaçoso para espera e atendimento sem guichês. No corredor, um jardim de inverno com área verde e um tanque com alguns peixes. Parece não ser uma agência bancária. E, de fato, não o é. A nova agência da SICOOB Cooesa reúne conceitos e elementos que reforçam um dos grandes diferenciais do cooperativismo de crédito: o relacionamento e bem estar dos associados.
Justamente para proporcionar maior comodidade aos cooperados, a cooperativa SICOOB Cooesa inaugurou um novo ponto de atendimento, na Avenida Generalíssimo n° 391. O ponto possui amplo espaço para estacionamento e, além do jardim de inverno, espaço para os cooperados se servirem de um bom café.
“Quando pensamos nesse novo PA, buscamos um conceito diferenciado. O espaço verde, lago, algumas carpas. A ideia é proporcionar um ambiente agradável para nossos cooperados fazerem negócios. Queremos quebrar esse conceito de banco tradicional, que prega a divisão até nos guichês e na altura dos caixas. Fizemos tudo isso pensando na satisfação do nosso associado”, reiterou a presidente da SICOOB Cooesa, Francisca Uchôa.
A agência já está aberta ao público, mas com capacidade restringida a 3 pessoas por vez. A medida atende às recomendações para se evitar a propagação da pandemia de Covid-19, podendo sofrer novas mudanças, dependendo de decretos estaduais e municipais. A cerimônia de abertura da agência também precisou ser cancelada em virtude do novo coronavírus.
A cooperativa reduziu o horário de atendimento. Também adotou uma estratégia de rodízio de abertura. Assim como o novo PA, as agências de Castanhal e Santarém atendem de 10h as 13h. Os pontos localizados na Assembleia Legislativa do Estado (ALEPA) e o da avenida Nazaré permanecem fechados, ficando a abertura desses a critério do CONSAD, normas do Poder Público e a interesse do Quadro Social
“Contratamos empresa especializada para fazer a limpeza e higienização completa da todos os pontos de atendimento, garantindo que nossos associados tenham segurança para realizar as operações que não puderem ser feitas pelas plataformas online”, completou a presidente.


A Cooperativa dos Catadores de Materiais Recicláveis de Vigia de Nazaré (Recicron) foi contemplada pelo Fundo Esperança, iniciativa do Governo do Estado, que busca auxiliar empreendimentos a se manterem durante o período de menor fluxo comercial. Na semana passada, a Casp, cooperativa de agricultores familiares também de Vigia, já tinha conseguido acessar o crédito.
O ramo dos catadores de material reciclável é um dos que estão sofrendo o impacto da pandemia de coronavírus. Preocupadas com a saúde e com os riscos de contaminação e isoladas socialmente, muitas pessoas que antes colaboravam com o serviço, hoje já não contribuem. O reflexo disso são galpões vazios, o que impacta na renda de muitas famílias que tiram da atividade o seu sustento.
Na Recicron, são 24 catadores associados. Com 9 anos de história, a cooperativa mantinha uma média de arrecadação mensal de 80 toneladas de resíduos sólidos, além de 24 toneladas de ossos bovinos e 4 mil litros de óleo, comercializados com indústrias e empresas de dentro e fora do Estado.
O acesso ao benefício vai amenizar os efeitos do cenário na cooperativa. “O recurso do Fundo Esperança irá trazer estabilidade para a cooperativa com os pagamentos das despesas que temos mensalmente, já que no momento está muito difícil fazer as comercializações. Quando tudo se normalizar pós-pandemia, o recurso do Fundo voltará para o caixa da cooperativa, reposto com a receita dos produtos que estão armazenados”, diz Damiana Silva, diretora da Recicron.
Damiana explica que o processo para acessar o programa correu de forma ágil e desburocratiza. “O cadastro da Recicron foi feito via internet muito rápido e simples. Em alguns dias o Banpará ligou para a cooperativa comparecer com os documentos necessário para liberação do recurso. Comparecemos na agência e na mesma hora foi feito o contrato e repassado do recurso para a conta da cooperativa”.
O Programa
O Fundo Esperança concede crédito especial no valor financeiro de R$ 100 milhões, para operações de empréstimos a pessoas físicas e jurídicas, domiciliadas no Pará, que tenham a condição de microempreendedor individual, microempresa ou empresa de pequeno porte, na forma da legislação federal. O valor do empréstimo é limitado a R$ 15 mil por empreendedor.
O prazo para pagamento é de até 36 meses, com carência de 90 dias para o pagamento da primeira parcela; e os juros serão de até 0,3% (três décimos por cento) ao mês (a taxa de juros não abrange outros custos e impostos derivados da operação de crédito).
“Queremos ressaltar o trabalho incansável do Governo do Estado, representado por nosso governador Helder Barbalho, e do Sebrae/PA, na pessoa do superintendente Rubens Magno, que possibilitaram esse meio de fomento à continuidade do trabalho cooperativo através do acesso ao crédito. Não poderia deixar de ressaltar a intervenção emergencial da presidente da Frencoop, Deputada Estadual Professora Nilse, que levantou a bandeira do cooperativismo e nos incluiu nas faixas de grupos atendidos pelo Programa”, completou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
As operações são de responsabilidade do Banpará e ficam limitadas até o dia 31 de agosto de 2020, sendo que a partir do dia 1º de setembro de 2020, o saldo financeiro retornará à conta única do Tesouro Estadual. Portanto, estará ativo enquanto os financiamentos estiverem pendentes de liquidação, com prazo até 31 de dezembro de 2023, período em que o CredCidadão passará a ter os direitos e obrigações.
O Fundo estará vinculado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), que deverá gerenciar a liberação dos seus recursos, bem como a prestação de contas diante do Tribunal de Contas do Estado (TCE). No entanto, a receita será formada por percentual, a ser definido por meio de ato do Poder Executivo, dos lucros e dividendos resultantes da participação acionária do Estado do Pará pelo Banpará, além de aplicações financeiras, amortizações monetariamente corrigidas, entre outros recursos.

Para garantir a comercialização para os agricultores familiares, a Ufra e o Sistema OCB/PA estão desenvolvendo um aplicativo que vai mapear pontos de venda, que serão instalados em Belém com o apoio da Sedap. Com o ComprasCoop-PA, o consumidor vai poder fazer a encomenda pelo aplicativo. A Casp, de Vigia, foi beneficiado pelo Fundo Esperança, iniciativa do Governo do Estado para dar suporte financeiro a empreendimentos durante a pandemia.
As medidas adotadas pela Sicoob para frear a propagação do novo coronavírus também foram destaque. Os beneficiários do Auxílio Emergencial do governo federal podem receber o benefício pela cooperativa financeira. A prefeitura de Parauapebas disponibilizou material de higiene para as cooperativas de transporte da região.
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O principal centro socioeconômico do sudeste paraense já pode contar com as soluções financeiras da SICOOB Transamazônica. Com mais de 270 mil habitantes, Marabá é um dos municípios polo do Estado e a primeira grande metrópole com agência presencial da cooperativa. A abertura ao público ocorre a partir desta sexta (24), no shopping Verdes Mares.
Por conta das recomendações de saúde para evitar a proliferação do novo coronavírus, não haverá cerimônia oficial de inauguração. A nova agência iniciará o atendimento, mas com capacidade reduzida a três pessoas por vez.
“Por segurança ao associado e colaborador, no momento não podemos comemorar essa conquista juntos, mas continuamos disponíveis por meio dos nossos canais de atendimento (App Sicoob e Internet Banking) e caixas eletrônicos”, enfatizou o presidente da SICOOB Transamazônica, Antônio Henrique Gripp.
Marabá desenvolveu-se muito rapidamente, tornando-se um município com forte vocação industrial, agrícola e comercial. Atualmente, é um grande entroncamento logístico, interligado por cinco rodovias ao território nacional, por via aérea, ferroviária e fluvial.
É o quarto município mais populoso do Pará, com 275 086 habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE/2018) e com o 3º maior produto interno bruto (PIB) do estado em 2015, com R$ 7,3 bilhões. Sua renda per capita em 2015 era de R$ 27.956,09. É o principal centro socioeconômico do sudeste paraense e um dos municípios mais dinâmicos do Brasil.
“Estamos prontos para atender a população de Marabá com uma agência completa. É uma data histórica para todos nós. Pela primeira vez chegamos a uma cidade com mais de 200 mil habitantes e continuaremos avançando para as principais praças do Estado com um portfólio arrojado de soluções financeiras”, enfatizou o diretor presidente da Transamazônica, Lucas Gelain.
A COOPERATIVA
A SICOOB Transamazônica trabalha com um portfólio completo de serviços financeiros. São mais de 100 produtos em expansão. Ela já foi constituída no regime de livre admissão dos associados, podendo se cooperar pessoas físicas ou jurídicas em qualquer segmento. A carteira é variada com linha de crédito rural, linha de credito pessoal, comercial, cartões, seguridade, previdência, produtos de investimento como poupança, capital social e RDC.
Só em relação a novos sócios, a cooperativa cresceu 190% em 2019, com 6 mil cooperados até final do exercício. Esse mesmo número já saltou para 8 mil nos 3 primeiros meses de 2020 e a meta é alcançar 15 mil associados ao final do ano.
Serviço: A agência da SICOOB Transamazônica em Marabá fica localizada no Shopping Verdes Mares, Folha 27 Nova Marabá.

Mesmo operando em regime remoto, o Sistema OCB/PA ampliou o número de ações (atendimentos) no mês de março em 11%, comparando-se com fevereiro. Em relação a janeiro, o crescimento foi de 25%, muito em virtude do monitoramento às cooperativas durante a pandemia da COVID-19 e da identificação de estratégias para o enfrentamento aos impactos econômicos.
No total, foram feitas 46 ações somente no mês de março, durante o período da quarentena, atendendo-se diretamente 61 pessoas de 76 grupos, alcançado cerca de 1.600 pessoas. Os números gerais de março apontam para 3.606 pessoas alcançadas, 1.203 atendidas diretamente, 26 ações de formação profissional, 56 de monitoramento, 5 de fomento a mercado e 20 de difusão do cooperativismo através dos veículos de comunicação.
A estratégia do Sistema OCB/PA ao longo da pandemia tem se baseado em três eixos básicos: Ações de fomento a novos mercados, fomento a crédito e reorganização social. Ainda em março, iniciou o desenvolvimento de aplicativo para compras online dos produtos das cooperativas. Também fez contato com prefeituras dos municípios paraenses para estimular para a continuidade de compras da agricultura familiar.
No eixo de reorganização social, foram prestadas orientações sobre novos procedimentos para a realização de Assembleias Gerais Ordinárias (AGO) a partir dos decretos proibitivos de aglomeração. A OCB Nacional consultou diversos órgãos de regulamentação para proporcionar Às cooperativas a possibilidade de realizarem as AGOs em formato virtual, assim como evitar que sofram penalidades decorrentes do não cumprimento de prazos.
“Estamos atravessando por um momento difícil. Evidentemente, não havia quem imaginasse a proporção que esta pandemia chegaria, desencadeando uma série de fatos. Precisamos cancelar os principais eventos de abril, como a Feira de Negócios do Cooperativismo (FENCOOP), o que nos exigiu um posicionamento diferente. Foi o que fizemos, ampliando a aproximação com as cooperativas”, explicou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Os números gerais do trimestre apontam para 7.407 pessoas beneficiadas, 327 ações, 3159 atendimentos diretos e 256 grupos atendidos. O destaque é a formação profissional (com 106 ações e 1781 beneficiados diretos), assim como o monitoramento (77 ações e 2526 beneficiados diretos). Também foram realizadas 25 ações no Programa de Orientação Cooperativista (POC), 19 de representação política, 12 de fomento a mercado, 58 de difusão do cooperativismo e 12 de representação institucional.
Apesar dos números positivos de atendimento, o Sistema OCB/PA precisará fazer ajustes e readaptações orçamentárias. No final de março, o Governo Federal publicou a Medida Provisória nº 932, que reduz em 50% a alíquota de contribuição ao Sistema S. A ação será em caráter excepcional, do período de 1º abril até 30 de junho. Em projeção feita pela equipe técnica do SESCOOP/PA, a medida trará impactos significativos no número de ações e beneficiados, deixando-se de atender 20.377 pessoas no estado do Pará.
“Precisaremos fazer um realinhamento do planejamento com base nesse novo cenário, mas permaneceremos ao lado das cooperativas, convictos de que o nosso Estado, mais do que nunca, depende da cooperação de todos”, reiterou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

As instituições financeiras cooperativas também receberam o trabalho consolidado do Sistema OCB/PA, que fez levantamento de cenário do cooperativismo no Estado a partir dos efeitos da COVID-19. Em reunião por videoconferência, participaram representantes dos sistemas SICREDI e SICOOB.
Todas as singulares de crédito atuantes no Pará foram convidadas. Participaram o Diretor de Negócios da Sicoob Cooesa, Joselito Tsunemitsu, o gerente regional de Desenvolvimento do Sicredi, Irineu Grigoletto e o diretor de negócios da SICOOB Transamazônica, Marco Prado. Pelo Sicredi Sudoeste MT/PA, participaram o Gerente de Desenvolvimento de Negócios, Roosevelt Cezario, o Assessor de Negócios, Raygner Moraes e os Gerentes Regionais de Desenvolvimento, Cristiano Oliveira e Lucyano Moura. As demais cooperativas que não participaram também receberam o documento via e-mail.
De acordo com a pesquisa feita pelo Sistema OCB/PA, 57% das cooperativas participantes indicaram o crédito como principal gargalo, especialmente para capital de giro. A maioria das cooperativas participantes (32%) busca financiamento de até R$ 50 mil, 30% de até R$ 100 mil e 26% acima de R$ 100 mil. Outras finalidades são custeio (22%) e investimento (20%).
As instituições financeiras se disponibilizaram a auxiliar as cooperativas dos demais ramos neste momento, com diversas linhas de crédito. Também solicitaram o envio de mais informações sobre a situação de regularidade das singulares com o Sistema OCB/PA para fazer um contato de aproximação maior.
“Inicialmente, quero parabenizar a iniciativa da OCB/PA pelo empenho e preocupação com as cooperativas do nosso Estado. Diante do atual cenário, nós da Sicoob Cooesa estamos disponibilizando algumas linhas de crédito emergenciais às cooperativas para que possam dar continuidade às suas atividades, superando assim esse momento atípico que todos estamos enfrentando”, enfatizou Joselito Tsunemitsu.
De acordo com a Sicredi Grandes Rios, que atende a região do baixo amazonas e transamazônica, a cooperativa já está disponibilizando linhas de crédito próprias com taxas atrativas para auxiliar o setor na aquisição de crédito para a continuidade dos seus negócios. A Sicredi Grandes Rios também opera com as linhas do BNDES voltadas a capital de giro e folha de pagamento.
"Já repassei o documento aos nossos gerentes, dando orientação para que entrem em contato com as cooperativas da nossa área de atuação que já são associadas. As que não são sócias, também vamos procurá-las para podermos trabalhar juntos. Parabenizo à OCB/PA pelo trabalho, que nos dá mais assertividade nesse relacionamento", reiterou Irineu Grigoletto.
A cooperativa SICOOB Transamazônica também já conta com uma linha de fundo emergencial para atender com prazo de 12 meses, apoiando e estruturando os associados que precisam e tem um plano de viabilidade econômica. Também está fazendo ações de reestruturação de parcela, prorrogação de prazos e aproximação de relacionamento, para entender a atividade e a viabilidade econômica de cada cooperado.
“Estamos solidários em fazer esse papel emergencial, atendendo as demandas das que já são associadas e precisam de um plano de sobrevivência e fluxo de caixa que dê fôlego para estar operando. Parabenizamos a iniciativa do Sistema OCB/PA. Esse alinhamento é fundamental pra que possamos envolver todos os agentes financeiros nesta causa”, comentou Marco Prado.
A Sicredi Sudoeste MT/PA já possui relacionamento, inclusive com projetos de financiamento em andamento ou concretizados, com a Cooper, Cooperture Carajás, Cooperagre, Camppax e Camta. Em relação às demais cooperativas da área de atuação, a Sicredi Sudoeste MT/PA já está agendando visitas para conhecê-las com as agências próximas.
"A iniciativa da OCB/PA fortalece o setor e promove a intercooperação para manter ativa e saudável a economia regional. Das 90 cooperativas no Pará que participam deste movimento, 23 estão na área de atuação da nossa Cooperativa. Acreditamos que, quando investimos em negócios estamos na verdade investindo em pessoas, pois a manutenção deste negócios reflete no desenvolvimento econômico e social das nossas comunidades", finalizou Lucyano Moura.

No momento em que o Brasil inteiro se mobiliza para combater a pandemia do novo Coronavírus, a Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu (CAMTA) doou 2 toneladas de polpas de frutas para ação social do Governo do Estado do Pará, que irá beneficiar várias famílias afetadas pela doença.
A iniciativa é da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), que está mobilizando várias empresas. Uma delas foi a Camta, que repassou polpas de acerola e de goiaba. As doações foram distribuídas para 23 entidades da Região Metropolitana de Belém.
“Estamos buscando ser solidários neste momento em que todos de alguma forma estão sendo impactados pelo Coronavírus. Selecionamos a goiaba e a acerola por serem frutas com grande concentração de vitamina C, que auxilia no fortalecimento da imunidade", disse o presidente da CAMTA, Alberto Oppata.
Apesar dos impactos provocados pelo coronavírus, a Camta registrou um aumento de 15% na procura pela polpa de frutas ácidas, principalmente a acerola, a laranja e o abacaxi.
Para enfrentar a pandemia, a Camta adotou medidas emergenciais que pudessem garantir a manutenção de 180 empregos diretos. “Um quarto do nosso quadro funcional está se revezando ou tirando férias. Temos esperança que essa pandemia passe o mais rápido possível. O mundo nunca mais será o mesmo, mas, com certeza sairemos mais fortes disso tudo”, ressalta.
Para o secretário de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca, Hugo Suenaga, mais do que nunca é fundamental que os órgãos governamentais de fomento, como é o caso da Sedap, integrem ações que resultem no auxílio e bem estar da população, sobretudo aquelas pessoas que necessitam do amparo do governo neste momento tão particular. "Essa união do Estado com as associações e outras entidades de classe têm sido fundamental para diminuir o impacto causado pela pandemia”.

Desburocratização e agilidade foram alguns dos atributos destacados pela Cooperativa Agropecuária do Salgado Paraense (CASP) no acesso ao Fundo Esperança, do Governo do Pará. A Cooperativa, sediada no município de Vigia, foi a primeira contemplada pelo programa, que busca auxiliar empreendimentos a se manterem durante o período de menor fluxo comercial.
O presidente da CASP, Antônio Alcoforado, elogiou o sistema adotado para a execução do programa. Segundo ele, para fluir sem burocracia, o Fundo leva em conta a situação emergencial que as micro e pequenas empresas estão passando por conta da pandemia de covid-19.
“Eu ainda não tinha visto algo funcionar com essa fluidez e desburocratização. O Banpará nos ligou para assinarmos o contrato e fomos até lá com toda a documentação que poderia ser exigida para a liberação do crédito. Ao chegar lá, assinamos o documento e resgatamos o valor na mesma hora. Isso tem que ser projetado para os demais programas de assistência do governo estadual e federal. É muito grave a crise que nós passamos”, destacou Alcoforado.
Assim como a maioria das cooperativas agropecuárias, a CASP também foi afetada pelos decretos de isolamento domiciliar, especialmente pela paralisação das aulas em escolas públicas do Estado. O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), operacionalizado pelas prefeituras, é um dos principais meio de comercialização da singular.
No total, são 49 cooperados associados à CASP. O carro-chefe da cooperativa são os derivados do leite, como manteiga e iogurte nos sabores morango, abacaxi, coco, milho verde e ameixa. Os cooperados ainda pretendem desenvolver bebidas lácteas e creme de leite. A produção de hortifrúti também é bastante expressiva, como banana, cheiro verde, cebolinha, jambu e chicória.
“Queremos ressaltar o trabalho incansável do Governo do Estado, representado por nosso governador Helder Barbalho, e do Sebrae/PA, na pessoa do superintendente Rubens Magno, que possibilitaram esse meio de fomento à continuidade do trabalho cooperativo através do acesso ao crédito. Não poderia deixar de ressaltar a intervenção emergencial da presidente da FRENCOOP, Deputada Estadual Professora Nilse, que levantou a bandeira do cooperativismo e nos incluiu nas faixas de grupos atendidos pelo Programa”, completou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
O Programa
O Fundo Esperança concede crédito especial no valor financeiro de R$ 100 milhões, para operações de empréstimos a pessoas físicas e jurídicas, domiciliadas no Pará, que tenham a condição de microempreendedor individual, microempresa ou empresa de pequeno porte, na forma da legislação federal. O valor do empréstimo é limitado a R$ 15 mil por empreendedor.
O prazo para pagamento é de até 36 meses, com carência de 90 dias para o pagamento da primeira parcela; e os juros serão de até 0,3% (três décimos por cento) ao mês (a taxa de juros não abrange outros custos e impostos derivados da operação de crédito).
As operações são de responsabilidade do Banpará e ficam limitadas até o dia 31 de agosto de 2020, sendo que a partir do dia 1º de setembro de 2020, o saldo financeiro retornará à conta única do Tesouro Estadual. Portanto, estará ativo enquanto os financiamentos estiverem pendentes de liquidação, com prazo até 31 de dezembro de 2023, período em que o CredCidadão passará a ter os direitos e obrigações.
O Fundo estará vinculado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (SEDEME), que deverá gerenciar a liberação dos seus recursos, bem como a prestação de contas diante do Tribunal de Contas do Estado (TCE). No entanto, a receita será formada por percentual, a ser definido por meio de ato do Poder Executivo, dos lucros e dividendos resultantes da participação acionária do Estado do Pará pelo Banpará, além de aplicações financeiras, amortizações monetariamente corrigidas, entre outros recursos.